Protetoras de animais fazem do resgate de cães e gatos uma missão ‘materna’

O amor materno vai além daquele de quem gerou uma vida humana. As protetoras de animais têm esse mesmo sentimento na luta diária para resgatar cães e gatos abandonados e maltratados. “Não somos apenas mães temporárias dos animais que vêm e vão. Somos eternas mães, e eles, nossos eternos filhos”, afirma Regina Cheida Vieites, vice-presidente da ONG de proteção aos animais Mapan.

A ONG Mapan não tem sede, e todos os animais vivem nas casas de protetoras, como Regina Cheida — Foto: Arquivo pessoal/Regina Cheida

Regina considera essa uma luta consciente, mas admite que os resultados nem sempre são positivos, e que a insegurança quanto ao processo é grande. “Muitas vezes, passamos por apertos e dificuldades para que as necessidades dos animais sejam supridas”, afirma.

Muitas protetoras de animais, segundo ela, fazem sacrifícios para que as necessidades de seus filhos sejam supridas. Regina menciona o caso de uma das protetoras da ONG, que está com 18 cachorros em casa. Vários deles são idosos e impossibilitados de andar.

Há pouco tempo, um dos animais precisou passar por uma cirurgia cara. A protetora recorreu às arrecadações da ONG, mas o total não foi suficiente para cobrir os gastos. Ela passou, então, a comer em restaurantes de 1 real para conseguir economizar e juntar o dinheiro necessário.

Para Regina Cheida, esse tipo de empenho dá resultado. Ela mostra como exemplo o caso de um cachorro que chegou com ferimentos de objetos cortantes, porque o tutor queria se livrar dele. Foram realizadas várias cirurgias, mas o animal foi adotado, e hoje se encontra saudável, e com uma nova família.

Além de ser desumano, abandonar e submeter animais a maus-tratos é crime. O Artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses a um ano e multa a quem praticar abuso, ferir ou mutilar animais, ou realizar experiência dolorosa, ou cruel, em animal vivo. Além disso, a punição é aumentada de um sexto a um terço, caso o animal morra.

Patrícia França diz que ter pets ajuda no combate à depressão: “Passei a me sentir feliz” — Foto: Arquivo pessoa/Társila Maciel

A jornalista e protetora Társila David Maciel considera a adoção uma das maiores provas de amor. “Adotar é se tornar responsável por uma vida. É preciso cuidar. Minha família é muito mais completa com eles”.

Társila acredita que resgatar animas é uma “ótima política de redução de danos”. Ela argumenta que, quando as ONGs tiram cães e gatos da rua, contribuem para evitar que eles gerem filhotes que também ficarão abandonados.

A jornalista já adotou dez animais, cada um com uma história diferente. Alguns passaram por problemas de saúde que fizeram com que fosse preciso investir dinheiro em tratamentos de alto custo. “Mas, isso não importa”, comenta. Afinal, para ela, são seus filhos.

Ter animais em casa ajuda a combater a depressão e o estresse, de acordo com estudos realizados pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos. A administradora hospitalar Patricia França está entre os que concordam com essa avaliação. “Adotei meus filhotes quando estava passando por um momento um pouco triste e, desde então, passei a me sentir melhor e mais feliz”.

Patrícia diz que é frequente deixar de comprar coisas para ela mesma, e gastar com seus animais. “Tiro de mim para dar para os meus filhos. Se isso não é ser mãe, eu, realmente, não sei o que é”, afirma.

“Questão financeira”

Regina Cheida diz que é comum pessoas pegarem animais nas ruas e levarem até as casas das protetoras, com a ideia de que elas sempre podem pegar mais um para cuidar. “O pensamento é sempre o mesmo. Elas dizem ‘esse vai ser o último, não vou pegar mais nenhum’, mas o ciclo sempre se repete”.

Uma das protetoras, conta Regina, mora numa comunidade de baixa renda com vários cães e gatos. Frequentemente, diversos outros animais são deixados para ela cuidar. Na maioria das vezes, eles chegam em condições precárias, doentes e precisando de remédios, que costumam ser caros. Tudo isso envolve dinheiro, e faz com que seja necessário arcar com as despesas do próprio bolso.

A questão financeira é um grande problema, tendo em vista que todos os animais precisam se alimentar, receber medicações e, algumas vezes, passar por cirurgias. A Mapan realiza feiras de adoção de 15 em 15 dias. Nelas, é solicitado aos adotantes que façam donativos, mas nem todos compreendem que o dinheiro se destina a pagar pelos cuidados com os animais.

As doações não são poucas, admite Regina, mas estão longe de ser suficientes. As protetoras acabam ajudando da maneira que podem. Veterinários também ajudam, dando desconto em consultas, procedimentos e cirurgias. Uma cirurgia que custaria R$ 1.500, por exemplo, pode sair por R$ 800 com esse suporte. É quase metade do valor, mas ainda elevado e o dinheiro disponível, quase sempre insuficiente para manter um nível alto de qualidade nos cuidados.

A jornalista Társila Maciel considera necessários os gastos, mesmo que sejam altos, com os animais — Foto: Arquivo pessoal/Patrícia França

Para que a Mapan pudesse se manter da melhor maneira, Regina estima que seria preciso entrar R$ 10 mil na conta todos os meses, mas a ONG obtém só metade desse valor. “O restante sai do nosso bolso. Não conseguimos deixar de nos comover e não pegar os animais, por isso acabamos passando por apuros”.

Ser protetor de animais não é fácil, diz Regina Cheida, mas a sensação após o resgate compensa. “É quando podemos olhar nos olhos dos animais e dizer que a luta deles acabou. É extremamente gratificante”, avalia. Apesar de a gratidão ser grande, os problemas para as protetoras de animais surgem na mesma proporção. É comum elas terem, por exemplo, de lidar com a rejeição dos adotantes após algum tempo.

“Amor não se compra”

A estudante de Administração Victória Oliveira possui quatro cachorros. Um deles foi adotado e os outros três, resgatados. Ela acredita que deveria haver a conscientização de que, por trás de um filhote que custa R$ 3 mil, existe uma mãe que gera crias durante todo o ano, e muitas vezes em condições precárias. “É um mercado terrível que poderia ter fim se a população parasse de comprar uma vida. Sem demanda, nenhum comércio de mantém”, desabafa.

Victória conta que teve uma história diferente com cada um de seus cães. Uma delas foi marcante. A estudante trabalhava numa loja de shopping, quando saiu para o almoço e viu um homem em situação de rua com diversos cães. Ela gostou muito deles, mas seguiu seu caminho. Na volta, ao entrar na loja, notou um cachorro pelos corredores do shopping. Era justamente um dos que havia visto pouco antes, e acabou entrando na loja. Daí em diante, não se separaram mais.

“Costumo dizer que não fui eu quem escolhi, ele que me escolheu”, diz Victória. Por isso, ela acredita que “amor não se compra”. Mãe de verdade, argumenta, é quem cria. Assim, se considera mãe de seus animais. “Não consigo entender o que leva alguém a comprar, enquanto há tantos que custam exatamente zero real, mas valem milhões”.

Fonte: G1

Justiça proíbe realização de prova de laço com animais em evento em Cuiabá (MT)

A Justiça de Mato Grosso proibiu a realização de provas de laço com animais em um evento que acontece até o próximo domingo (2) em Cuiabá. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Foto: Rogério Aderbal

Em caso, de descumprimento, os organizadores devem pagar multa de R$ 5 mil por dia.

Como argumento para pedir a proibição, o MPE apontou os maus-tratos aos animais que participam das provas.

A constatação baseia-se em estudos científicos e técnicos realizados em todo o país. As provas em laço envolvem diversas modalidades, onde o objetivo é imobilizar o animal por meio do laço.

A Polícia Ambiental acompanha o caso para garantir que a decisão judicial seja respeitada.

Fonte: G1

Cavalo debilitado é resgatado após ser abandonado em Batayporã (MS)

A Prefeitura de Batayporã (MS), através do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), atendeu na última terça-feira (28) uma denúncia de um animal que estava em situação de abandono e maus-tratos, na Rua José Antônio Mourão.

Foto: PMB / SIM

Na ação, que aconteceu em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, o diretor do SIM, o médico veterinário Rafael Olegário realizou a avaliação do cavalo, constatando violência física, psíquica e nenhum tipo de manutenção para sua vida.

Criação e abandono de animais em vias urbanas são práticas terminantemente proibidas no município, conforme prevê a Lei Complementar Municipal nº 008/2003. A normativa determina que o tutor deve possuir propriedade rural ou ser arrendatário de algum imóvel rural que tenha condições para manter e preservar o bem-estar do animal.

De acordo com a legislação municipal, o tutor do cavalo foi notificado e responderá pelo crime. Coube a ele ainda a aplicação da Lei 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, bem como praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; e prevê detenção de três meses a um ano, e multa.

O Serviço de Inspeção Municipal, que é um órgão vinculado à Secretaria de Obras, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente (SODETA), vem planejando iniciativas que façam com que o trabalho na proteção animal seja efetivo e eficaz.

Para registrar denúncias de casos semelhantes, basta entrar em contato com a SODETA, por meio do telefone (67) 3443-1288, ou com a Vigilância Sanitária do Município, pelo (67) 3443-2637. O SIM tem atuado de forma colaborativa em situações como a que ocorreu nesta semana.

Fonte: Nova News


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Jovem é suspeita de matar cachorro em petshop de Assis Chateaubriand (PR)

Uma funcionária de uma pet shop é suspeita de matar um cachorro da raça Yorkshire em Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná, na quinta-feira (30). Segundo a Polícia Civil, a jovem, de 19 anos, disse que teve uma crise nervosa.

“Ela alegou que ficou nervosa quando dava banho no animal porque teria sido mordida. Ela pegou o cachorro e bateu a cabeça dele em um balcão”, contou o delegado André Mendes.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A jovem suspeita do crime, a proprietária do pet shop e a tutora do animal prestaram depoimento à Polícia Civil ainda na quinta-feira. Os nomes das três mulheres não foram divulgados pela polícia.

Depois de prestar depoimento, a jovem assinou um Termo Circunstanciado por maus-tratos contra animais com agravante de morte, e foi liberada. Ela deve participar de uma audiência no fórum criminal de Assis Chateaubriand.

A Polícia Civil solicitou imagens de câmeras de segurança da petshop para poder concluir o inquérito.

Esse foi o segundo caso de crime de maus-tratos investigado pela Polícia Civil em um período de 15 dias. Há duas semanas, um homem matou um cachorro para se vingar da ex-mulher. Ele alegou que estava drogado quando decidiu enforcar o animal dentro de casa. O caso foi encaminhado à Justiça.

Fonte: G1


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Cão é encontrado morto com arame preso ao corpo em ritual de magia

A ONG Cãogonhal denunciou um caso de abuso contra um cachorro. O animal foi encontrado morto, com arame preso ao corpo, em um ritual de magia maléfica, na cidade de Congonhal, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução / ONG Cãogonhal / Pouso Alegre News

De acordo com a entidade, o cão foi encontrado em um loteamento da cidade. Ao denunciar o caso, a entidade teve o cuidado de não reproduzir preconceito contra religiões e fez uma publicação explicando a situação. As informações são do blog Pouso Alegre News.

“Sem querer reproduzir o senso comum e realmente apurar, procuramos membros de religiões de matrizes africanas e segundo informações (e pesquisas que realizamos) esse ritual não tem nenhum vínculo com religiões como umbanda ou candomblé e sim, se trata de magia voltada para o mal. Somos contra qualquer tipo de intolerância religiosa e por isso buscamos nos informar”, escreveu a ONG.

A entidade lembrou também que o caso configura maus-tratos devido à situação em que o animal estava, “com arame envolto em seu corpo”. Ainda segundo a Cãogonhal, o ritual foi realizado em local aberto e, por isso, inflige “as regras de vigilância sanitária ao deixar um cadáver em via pública”.

“Como, infelizmente nada pode ser feito em relação ao acontecido, pedimos à população que tenha cuidado com seus animais. E antes de apontar os dedos à religiões que fazem sacrifícios, reflitamos sobre nossos hábitos alimentares que envolvem morte animal diária”, concluiu a ONG, citando a exploração e a extrema crueldade as quais animais como porcos, galinhas e bois são expostos diariamente na indústria que os mata para consumo humano.

Três cachorros são resgatados vítimas de maus-tratos em Garopaba (SC)

Na última quinta-feira, 30, a Polícia Militar de Garopaba (SC) foi acionada para auxiliar em ocorrência de maus-tratos de animais. A PM de Paulo Lopes também auxiliou na operação de resgate. Os órgãos foram acionados por Rejane, Protetora de Animais e Sócia Fundadora da APAG – Associação Protetora dos Animais de Garopaba.

Rejane teria recebido uma denúncia de abandono, maus-tratos e descaso total com os cachorros, que estavam no Canto da Penha, local próximo à Escola Municipal Salomão Silveira, em Garopaba.

(Foto: arquivo pessoal )

— Os três cães estavam acorrentados, no relento, esqueléticos, gritando desesperadamente por socorro. Foi uma cena muito triste, chorávamos — lamenta a protetora, que abriga em sua casa gatos, cachorros e cavalos resgatados, disponíveis para adoção.

Rejane lembrou de contatar Paulo, ex-vizinho e amigo, que também é ativo nas causas animais.

Paulo Santangelo, Engenheiro de Telecomunicações, que hoje dedica sua vida à proteção dos 80 animais que recolheu da rua, conta que recebe este tipo de relato de maus-tratos diariamente. Em entrevista à reportagem Paulo aconselha:

— Eu sugeriria reduzir o limite de velocidade que é de 110 para 80km/h, pelo menos num trecho de 1km que corta o centro de Paulo Lopes aos outros bairros. Algum dia pode acontecer um acidente sério pelo grande fluxo de caminhões na BR e de cachorros transitando.

Segundo informações de vizinhos da região, os cães teriam sido abandonados pelos tutores.

— Eles são de um casal que viaja com frequência, fica semanas fora e deixa eles amarrados, na chuva, sem comida e água, quando não deixam soltos na BR-101 para serem atropelados.

Agora as duas fêmeas estão na casa de Rejane se recuperando para irem para adoção. O macho está com uma amiga da cuidadora.

Maltratar é crime

Maus-tratos a animais é crime federal, e a legislação catarinense reconhece cães, gatos e cavalos como seres sencientes, sujeitos a sentimentos como dor e angústia, o que agrava qualquer situação de crueldade.

As denúncias devem ser feitas imediatamente após presenciar algum caso, ligando à Polícia Militar, no telefone de emergência 190.

Animais para adoção

Paulo Santangelo é um dos protetores de animais da Grande Florianópolis, que cuida de animais abandonados e em situações de vulnerabilidade. Engenheiro de Telecomunicações, dedica sua renda para seus amigos de quatro patas. Ele aceita doações de ração, auxílio financeiro com as vacinas, consultas e acessórios.

Caso haja interesse de adoção, o sítio de Paulo fica em Palhoça e o contato com ele pode ser feito através do telefone (48)9616-8601.

Todos os animais de Paulo são vacinados e vermifugados. Veja alguns deles:

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

(Foto: arquivo pessoal )

Fonte: NSC Total


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Cães mantidos presos em espaço insalubre são salvos em Nova Odessa (SP)

Doze cães foram resgatados, nesta terça-feira (28), no bairro Jardim Dona Maria Azenha, em Nova Odessa (SP), após uma denúncia de maus-tratos. Seis cães adultos e seis filhotes eram mantidos confinados em um espaço pequeno, sem higiene e ventilação.

Foto: AAANO/Reprodução/Jornal de Nova Odessa

Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso. Nele, consta a informação de que os animais eram mantidos acorrentados por longos períodos e que, ao ser questionado sobre as condições em que mantinha os cães, o tutor afirmou que eles ficavam presos porque brigavam entre si e por não haver espaço suficiente para todos. As informações são do Jornal de Nova Odessa.

Ao constatar os maus-tratos, a polícia determinou o resgate dos animais, que foi feito com a ajuda de funcionários do Setor de Zoonoses do município e da Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa (AAANO). O presidente da ONG, Carlos Pinotti, afirmou que a ação serve de alerta para a sociedade. “A Polícia Civil e a Zoonoses estão aptas para responder e agir nesses casos de maus-tratos, seguindo todas as leis. Isso tem que servir de lição para todas as pessoas. Nós emitimos, por exemplo, uma notificação para uma moradora que deixava a cachorra escapar e icar na rua. Ela foi alertada que isso também é considerado abandono, portanto, crime, passível de multa, detenção e processo criminal”, disse Pinotti.

Pinotti incentivou também a adoção responsável. “Ninguém é obrigado a ter um animal, mas a partir do momento que você adotou, é sua obrigação cuidar dele até o fim da vida, pois você passa a ser responsável juridicamente por aquela vida. Por isso falamos tato da conscientização e fazemos entrevistas rigorosas nas feiras de adoção para que todos saibam das responsabilidades de se ter um animal”, afirmou.

presidente da entidade lembrou ainda que “até os animais em situação de rua podem e devem ser cuidados, pois temos a lei do Cão Comunitário, que permite qualquer morador colocar casinha, comida e água na calçada para ajudar uma vida. Já que, infelizmente, não temos mais como recolher nenhum animal. Por isso reforçamos sempre nossa feirinha de adoção e somos contra a venda de animais. Temos muitos animais precisando de um lar, que acabam morrendo nas ruas, e esses realmente precisam ser adotados de forma responsável”, concluiu.

A Associação Amigos dos Animais de Nova Odessa se encontra em situação crítica, com uma dívida de mais de R$ 17 mil. “Fizemos mais resgates que o normal e o número de animais que começam a ficar doentes no frio triplica, então tivemos que gastar com cirurgias, medicações, utensílios veterinários, internações em clínicas veterinárias e vários outros serviços. Agora precisamos ajustar a dívida ou vamos parar nossas atividades por um período indeterminado”, lamentou Pinotti.

Para colaborar com o trabalho da ONG, através de doações, basta entrar em contato com os membros da entidade através da página oficial da AAANO no Facebook.

Lei que prevê multas para maus-tratos a animais é sancionada em Candelária (RS)

Uma lei que prevê multas para a prática de maus-tratos a animais foi sancionada, na quarta-feira (29), pelo prefeito de Candelária (RS), Paulo Butzge. O objetivo da medida é coibir o alto número de casos de crueldade contra animais registrado no município.

Foto: Pixabay

Com a nova legislação, qualquer morador da cidade poderá denunciar casos de maus-tratos mediante a apresentação de provas – como fotos e vídeos -, de testemunhas ou de boletim de ocorrência registrado em uma delegacia.

A administração municipal ficará responsável por tomar as devidas providências, inclusive relacionadas à aplicação das multas. As informações são do portal GAZ.

Confira abaixo a íntegra do texto da lei, de autoria do vereador Jorge Willian Feistler (PTB):

“Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por maus-tratos contra animais toda e qualquer ação direta ou indireta que intencionalmente ou por imprudência, imperícia, negligência atente contra a saúde e as necessidades naturais, físicas e mentais ou provoque dor ou sofrimento desnecessários aos animais, conforme estabelecido nos incisos abaixo:

I – mantê-los sem abrigo ou em lugares em condições inadequadas ao seu porte e espécie ou que lhes ocasionem desconforto físico ou mental;
II – agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao animal;
III – privá-los de necessidades básicas, tais como água, alimentação, descanso, movimentação e temperatura compatíveis com as suas necessidades e em local desprovido de ventilação e luminosidade adequadas, exceto por recomendação de médico veterinário ou zootecnista, respeitadas as respectivas áreas de atuação, observando-se critérios técnicos, princípios éticos e as normas vigentes para situações transitórias específicas como transporte e comercialização;
IV – lesar ou agredir os animais (por espancamento, por instrumentos cortantes, por substâncias químicas, escaldantes, tóxicas, por fogo ou outros), sujeitando-os a qualquer experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes dor, sofrimento, dano físico ou mental ou morte;
V – abandoná-los, em quaisquer circunstâncias;
VI – obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores as suas forças e a todo ato que resulte em sofrimento, para deles obter esforços ou comportamento que não se alcançariam senão sob coerção;
VII – castigá-los, física ou mentalmente, ainda que para aprendizagem ou adestramento;
VIII – criá-los, mantê-los ou expô-los em recintos desprovidos de limpeza;
IX – utilizá-los em confrontos ou lutas, entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes;
X – provocar-lhes envenenamento, podendo causar-lhes morte ou não;
XI – eliminação de cães e gatos como método de controle de dinâmica populacional;
XII – não propiciar morte rápida e indolor a todo animal cuja eutanásia seja necessária;
XIII – exercitá-los ou conduzi-los presos a veículo motorizado em movimento;
XIV – abusá-los sexualmente;
XV – enclausurá-los com outros que os molestem;
XVI – promover distúrbio psicológico e comportamental;
XVII – deixar, o motorista ou qualquer outro passageiro do veículo, de prestar o devido atendimento a animais atropelados;
XVIII –deixar o tutor ou responsável de buscar assistência médico-veterinária ou zootécnica quando necessária;
XIX – manter animais em número acima da capacidade de provimento de cuidados para assegurar boas condições de saúde e de bem-estar animais, exceto nas situações transitórios de transporte e comercialização;
XX – utilizar animal enfermo, cego, extenuado, sem proteção apropriada ou em condições fisiológicas inadequadas para realização de serviços;
XXI – transportar animal em desrespeito às recomendações técnicas de órgãos competentes de trânsito, ambiental ou de saúde animal ou em condições que causem sofrimento, dor e/ou lesões físicas;
XXII- mutilar animais, exceto quando houver indicação clínico-cirúrgica veterinária ou zootécnica;
XXIII – induzir a morte do animal por métodos não aprovados pelos órgãos ou entidades oficiais e sem profissional habilitado;
XXIV – estimular, manter, criar, incentivar, utilizar animais da mesma espécie ou de espécies diferentes em lutas;
XXV – outras práticas que possam ser consideradas e constatadas como maus-tratos pela autoridade ambiental, sanitária, policial, judicial ou outra qualquer com esta competência.”

Cães explorados para venda são salvos após maus-tratos em Itaguaí (RJ)

Dezenas de cachorros explorados para reprodução e venda foram encontrados, nesta terça-feira (28), em situação de maus-tratos em um canil em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ). O canil era legalizado, mas o proprietário não aparecia no local há pelo menos uma semana.

Foto: Reprodução/TV Globo

A ação de resgate foi realizada pela Polícia Civil. Protetores de animais que acompanharam os trabalhos afirmaram que os cachorros eram mantidos no canil sem água e sem comida. Muitos deles estavam doentes e apresentavam feridas pelo corpo. As informações são do G1.

Os cães foram resgatados e encaminhados para três entidades de proteção animal, segundo a polícia. Todos eles serão submetidos a cuidados veterinários.

De acordo com a Polícia Civil, o proprietário do canil irá responder pelo crime de maus-tratos a animais.

Como denunciar

Denúncias de casos de maus-tratos a animais no Rio de Janeiro podem ser feitas, de forma anônima, pela Central de Atendimento da Linha Verde, que é um canal ambiental do Disque Denúncia, através do número (21) 2253-1177, também pelo Facebook ou ainda pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ.

Foto: Reprodução/TV Globo

Moradores denunciam morte de 16 gatos por envenenamento no Paraná

Moradores da Vila Americana, que fica no bairro Sítio Cercado, em Curitiba (PR), denunciaram a morte de pelo menos 16 gatos. Os casos teriam ocorrido no intervalo de um mês. Segundo as testemunhas, os animais estão sendo envenenados.

Indignados com a crueldade cometida contra os gatos, os moradores fizeram cartazes de protesto. “Se você não gosta de gatos, o problema é seu. Agora se você mata gatos, aí o problema é nosso”,  diz um deles ao G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Em alguns cartazes os moradores afirmam que há um assassino cruel na rua e pedem que o restante da vizinhança fique atenta e que, caso descubra quem é o responsável pelas mortes, denunciem, já que envenenamento de animais configura maus-tratos, o que é crime.

Um dos gatos mortos foi levado até uma clínica veterinária e a causa da morte, por envenenamento, foi confirmada. Segundo a tutora do animal, a médica veterinária que o socorreu informou que ele morreu intoxicado por chumbinho.

Para tentar evitar a saída dos gatos, no intuito de protegê-los, tutores começaram a colar telas nos portões. Eles pedem que a polícia investigue o caso.

Central 156

A Prefeitura de Curitiba informou que registra cerca de 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia. A Polícia Civil orienta a denunciar os casos para o Disque Denúncia, através do telefone 181. O crime é passível de detenção de três meses a um ano.

“A denúncia pode ser anônima, o que a gente precisa mesmo é a maior quantidade de informação possível, com foto, vídeo. Quanto maior a quantidade de informações, mais fácil para a polícia conseguir identificar a autoria e responsabilizar quem está praticando esses crimes”, explicou o delegado Matheus Laiola.