Motorista joga filhotes de cachorro pela janela de carro e dois deles ficam feridos

O motorista de uma saveiro branca arremessou cinco filhotes de cachorro pela janela do veículo em Campo Mourão (PR). A placa do automóvel não foi identificada. O crime aconteceu no Jardim Flor de Lis.

Os cães foram jogados em um terreno baldio. Com a queda, um deles fraturou o fêmur e outro sofreu uma luxação em uma das patas. O restante passa bem.

Foto: Tribuna do Interior

O abandono foi flagrado por um morador da rua Ana Albuquerque, onde o crime ocorreu. A testemunha acionou a Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS), que resgatou os filhotes, mas não teve tempo de anotar a placa do veículo ou de identificar o infrator.

“Ele nos disse que ainda ouviu os cachorros latindo”, falou Amanda Tonet, voluntária da PAIS. “É inacreditável tamanha maldade de algumas pessoas com os animais”, lamentou. As informações são do Portal da Cidade Umuarama.

De acordo com a voluntária, o filhote que sofreu a fratura também foi diagnosticado com sarna em estágio avançado. Segundo ela, normalmente quem abandona os animais escolhe um bairro distante de onde mora para cometer o crime.

Devido à fratura de fêmur, o filhote teve que ser submetida a uma cirurgia. Os gastos com o procedimento, feito na Clínica Veterinária São Francisco, chegaram a R$ 1 mil. Para pagar a dívida, Amanda iniciou uma campanha de arrecadação de recursos.

“Precisamos de uns 50 amigos doando R$ 20 ou qualquer outro valor. Pode levar direto na clínica ou depositar em conta corrente”, pediu Amanda.

Interessados em doar qualquer quantia devem entrar em contato pelo telefone: (44) 9.9937-7075.


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Ativistas denunciam escravidão e tortura de burros no País de Gales

Por Rafaela Damasceno

A exploração dos burros para passeios são passatempos tradicionais do verão em muitos países. Isso não significa que são menos exploratórios ou cruéis. Milhares de pessoas estão pedindo pelo fim da prática em Coney Beach, no País de Gales.

Dois burros andando de burro na praia

Foto: Wales Online

Até agora, 36.000 pessoas assinaram uma petição pelo banimento da exploração dos burros. Aqueles que lucram com os passeios afirmam que os burros são bem tratados, com cuidados frequentes, muita água e abrigo. Já os defensores dos direitos animais afirmam que eles são deixados o dia todo na praia, sob o sol forte, com pouca água e quase nenhum descanso.

Em 2017, os passeios de burro foram suspensos nessa mesma praia temporariamente, após questões de bem-estar animal serem levantadas pelo público. Em 2018, funcionários do Animal Welfare (Bem-Estar Animal) inspecionaram o local e afirmaram que continuarão monitorando continuamente.

“Passeios de burros são cruéis. Eles não deveriam ter crianças em suas costas, isso é horrível”, disse uma porta-voz da ONG Cardiff Animal Rights, que está incentivando as pessoas a assinarem a petição.

“Não é preciso ter de animais naquela praia, ela tem um parque de diversões. Os burros não deveriam ser usados como objetos por dinheiro”, acrescentou.

Em um comunicado, os guardiões dos burros afirmaram que cuidam muito bem dos animais. Em resposta, a ONG garantiu que continuaria sendo contra, mesmo que eles tivessem água em abundância e abrigo. “Os burros não devem ser explorados assim”, declarou.

A petição foi criada depois que a temperatura chegou a 30° C no País de Gales. A ONG Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) afirmou que os burros domesticados podem sofrer muito com as temperaturas elevadas, considerando que não são adaptados ao calor e muitas vezes são dotados de pelos grossos.

Nota da redação: Independentemente da justificativa, os passeios de burros são exploratórios e cruéis. A prática é condenável por si só: os animais não possuem liberdade e são forçados a carregar pessoas sob o sol escaldante e temperaturas elevadas. Assim como nós, os animais merecem ser livres e respeitados.


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Moradora denuncia envenenamento de cães e gatos no interior do Piauí

Uma mulher denunciou o envenenamento de cachorros e gatos no município de Borrazópolis, no interior do estado do Piauí. O caso foi registrado no Destacamento da Polícia Militar nesta sexta-feira (2).

Foto: Pixabay

De acordo com a denúncia, os crimes estão sendo cometidos na rua Piauí. As informações são do portal TN Online.

Ao registrar um boletim de ocorrência, a denunciante não soube informar com precisão quem seria o autor dos envenenamentos. Segundo ela, dois animais de sua família foram vítimas. O gato dela morreu e o cachorro sobreviveu. O animal está recebendo tratamento veterinário.

Segundo a mulher, que não teve a identidade revelada, os envenenamentos ocorrem com frequência e animais tutelados por vários vizinhos foram mortos.


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Peixes são eletrocutados e amontoados em barcos ainda vivos

Por Rafaela Damasceno

O Kentucky, estado americano, está eletrocutando peixes para monitorar e capturar carpas. Elas são consideradas invasivas no país e uma das espécies mais perigosa de peixes.

Centenas de peixes saltando do mar por causa de choque na água

Foto: Kentucky Department of Fish and Wildlife Resources

Em um vídeo divulgado no Facebook pelo Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Kentucky, é possível ver centenas de peixes saltando no ar enquanto um barco libera uma descarga de energia elétrica na água.

Os homens do barco então capturam os peixes com redes e empilham uns sobre os outros enquanto a corrente elétrica continua fazendo os animais se contorcerem e saltarem para fora da água.

Eletrocutar peixes se tornou uma maneira prática e comum de contar a população, segundo o departamento. Os animais ficam atordoados e desesperados, agonizando por um tempo, mas não morrem.

“É apenas para dar às pessoas uma ideia de com quantos peixes estamos lidando”, disse Ron Brooks, diretor do departamento, à CNN. “Nós capturamos e redistribuímos aos compradores”.

As carpas não são nativas dos Estados Unidos e apareceram por lá na década de 70, segundo a Scientific American. Elas podem depositar centenas de ovos por vez e se adaptar rapidamente a novos habitats.

Apesar da crença popular de que peixes não sentem dor, eles são perfeitamente capazes de sofrer e sentir. Diversos estudos comprovam que eles podem até mesmo construir relações entre si e definitivamente podem se machucar. Eletrocutar os peixes com nenhum propósito além de contá-los e capturá-los é cruel e desnecessário.

As carpas foram, provavelmente, introduzidas nos Estados Unidos por pessoas e não merecem a tortura por um erro humano.


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Ativistas protestam contra ritual judeu de matar aves

Por Rafaela Damasceno

Um grupo ativista em defesa dos direitos animais processou um centro judaico em Los Angeles, tentando impedi-lo de usar galinhas e galos vivos no ritual que acontece antes de Yom Kipur (dia do perdão), uma das datas mais importantes do judaísmo.

Um homem praticando o ritual com um frango na mão

Foto: Olivier Fitoussi

O ritual de Kaparot é uma penitência simbólica para se livrar dos pecados. Nele, as mulheres pegam galinhas, os homens, galos, e as grávidas, um de cada; então, os judeus teoricamente transferem seus pecados para as aves, que são degoladas logo depois. É como se os animais fossem substitutos para eles e morressem em seu lugar.

Alguns animais, depois de mortos, são doados para os mais pobres ou levados pelos próprios judeus para serem comidos em casa. Mas isso não é regra: muitos pensam que, como os pecados foram transferidos para as aves, elas não devem ser servidas como alimento, então são descartadas depois de serem brutalmente degoladas.

O processo contra o centro judaico foi apresentado recentemente no Tribunal Superior de Los Angeles pela Liga de Proteção e Resgate dos Animais, que pede uma liminar para bloquear a prática. A alegação é que, como as aves são descartadas depois de assassinadas, elas não são usadas como alimento – o que viola a lei dos direitos animais, segundo o Los Angeles Times.

Há uma alternativa para a tradição: os pecados podem ser transferidos para uma quantidade de dinheiro, que depois é doada aos mais pobres. As organizações defensoras dos direitos animais argumentam que, como há opção além do assassinato de animais, não há necessidade alguma de que as mortes ocorram.


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ONG’s francesas protestam contra tradição espanhola de colocar fogo no chifre de touros

Por Rafaela Damasceno

Várias ONG’s francesas em defesa dos direitos animais ficaram chocadas com um vídeo de um touro com o chifre em chamas. Desesperado e confuso, o animal quebrou uma cerca e caiu em um rio na Espanha, durante uma celebração de touradas.

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Segundo o prefeito da cidade de Sagunto, onde aconteceu o “toro embolado” (como é chamado a celebração), as autoridades levaram cerca de 9 horas para resgatar o touro, devido ao alto risco de machucá-lo. O prefeito, Darío Moreno, foi muito criticado por dizer que, no fim, a situação teve um bom resultado.

ONG’s francesas iniciaram uma campanha nas redes sociais, compartilhando o vídeo e pedindo pelo fim da prática com a #StopCorrida. Muitos usuários do twitter não deixaram de notar que algumas tradições das touradas também são praticadas no sudoeste da França.

Um touro com o chifre em chamas parado enquanto um homem agita os braços, provocando-o

Foto: Euronews

A Euronews tentou contatar o gabinete do prefeito de Sagunto para perguntar sobre o possível banimento das touradas, mas não obteve respostas.

No Brasil existem práticas parecidas de extrema crueldade contra os animais. A vaquejada, por exemplo, é uma prática cultural do Nordeste, onde dois homens montados a cavalo têm como objetivo derrubar um boi puxando-o pelo rabo. Há também os rodeios, onde um homem tem que permanecer por até 8 segundos em cima de um touro.

Ambas as atividades são extremamente abusivas e cruéis. Não é considerado o estresse a que os animais são submetidos, ou a humilhação e a dor. Disfarçados de tradição, cultura e esporte, os maus-tratos aos animais acontecem em todos os países e precisam acabar de uma vez por todas.


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Câmeras de segurança flagram mulher jogando filhote de cachorro na lixeira

Foto: KFOR

Foto: KFOR

Imagens registradas por uma câmera de segurança em um condomínio mostram o momento em que uma mulher joga um filhote de cachorro, que ela segurava pela nuca, dentro de uma lixeira pública.

O vídeo flagra toda a caminhada da mulher, que reside em Oklahoma nos Estados Unidos, desde a postaria do prédio que fica em um bloco de apartamentos até o momento que ela o joga no lixo.

Oficiais estão investigando o incidente e acreditam que o agressor animal vive no bloco mostrado no vídeo.

Nas imagens é possível ver que a mulher esta vestida com uma camiseta preta com o número “3” escrito nas costas e calças folgadas, enquanto leva o cachorro até as lixeiras.

Ela então continua com o ato cruel e atira com força o filhote na lixeira a uma distância considerável, tratando o cão aterrorizado como se fosse um objeto inanimado.

A polícia diz que eles ainda não encontraram o cachorro, mesmo depois de procurarem nas latas de lixo.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

Uma testemunha do incidente e residente do bloco, o diretor da propriedade, C.R. Head, disse à KFOR-TV que considerou o ato perturbador.

“Eu vi uma mulher levando um cachorro pelo pescoço, ela atravessou o estacionamento, carregando-o pelo pescoço e jogando-o na lixeira”, disse ele.

“É muito perturbador assistir a isso”.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

De acordo com a testemunha, o filhote foi deixado no lixo por aproximadamente 10 a 15 minutos, antes que seus agressores voltassem ao lixo e pegassem o cachorro jogado-o de volta no chão.

“Esse ato representa toda a covardia que este ser humano é capaz, tratar dessa forma um ser indefeso, um filhotinho? Não é uma boa combinação”.

‘Eu não quero nada parecido acontecendo aqui. Queremos um ambiente seguro para as pessoas que moram aqui ”, disse ele.

Foto: KFOR

Foto: KFOR

O superintendente do departamento de Bem-estar Animal do estado, Ion Gary, acredita que há potencial para acusações legais de crueldade animal no nível de crime, acrescentando: “Obviamente, esse é um ato muito cruel”.

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Galinhas escapam de caminhão que as levaria ao matadouro

O grupo de defesa dos direitos animais, Animal Justice Project (AJP), realizou recentemente uma extensa investigação secreta sobre as chamadas granjas de frangos “certificadas” como mantenedoras do “bem-estar animal” em seus processos de criação em Suffolk, na Inglaterra.

Durante esta investigação, que fazia parte da campanha The Foul Truth (“A Verdade Suja”, na tradução livre) da AJP, o grupo filmou o que descreveu como “níveis chocantes de abuso, negligência e assassinato”.

As imagens da investigação, que foram compartilhadas pelos jornais Daily Mail, Mirror, Independent e outras publicações regionais, mostraram um trabalhador urinando sobre aves moribundas, pássaros tendo seus pescoços quebrados e animais sendo jogados no chão entre outros abusos.

Angustiante

“Talvez a parte mais angustiante tenham sido as cenas de captura. O fato de que esses pássaros estavam supostamente sob a proteção da RSPCA não fazia diferença”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, ao Plant Based News.

“Os trabalhadores pegaram muitos pássaros pelos pés antes de jogá-los nas caixas com tanta força que eles eram empurrados para da caixa por cima. Galinhas tiveram suas cabeças, pernas e asas presas, o que teria causado grande angústia e prováveis ferimentos graves.

“O estresse continuou enquanto os trabalhadores chutavam, xingavam e gritavam com as galinhas que lutavam desesperadamente para se erguerem e escapar dos engradados de plástico lotados. Tudo à vista de outros pássaros que estavam à espera de sua vez.”

Infrações

De acordo com Palmer, os trabalhadores desrespeitaram as diretrizes da RSPCA Assured e da Red Tractor, no que diz respeito aos níveis de ruído serem reduzidos ao mínimo.

Além disso, apenas alguns trabalhadores capturaram 4.750 galinhas em uma hora – uma velocidade que significa que o tratamento humano não é possível.

Dr. Andrew Knight, Professor de Bem-Estar Animal e Ética, e Diretor Fundador do Centro de Bem-Estar Animal, da Universidade de Winchester, assistiu às imagens.
Ele disse: “Estes abusos correm risco de lesões significativas, incluindo fraturas. Não há desculpa para esse tratamento desumano de animais”.

Conheça os sobreviventes

As galinhas Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante uma investigação da indústria de carne de frango, ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Eles conseguiram escapar e salvar suas vidas no dia em que seriam mortos, mas agora, graças à AJP e a um fantástico santuário de animais, eles podem viver seus dias livres de estresse e cercados de amor e compaixão.

Mas esta semana a campanha tomou um rumo brilhante e positivo. Esta manhã foi revelado que existem três sobreviventes. Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante a investigação ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Essas três galinhas são apenas bebês, mas sua condição quando foram encontradas e seu enorme tamanho (aditivos de crescimento) indicam que vieram de um galpão de criação intensivo.

Desde o seu resgate, eles estão se acostumando a uma vida livre de sofrimento. A AJP documentou a sua reabilitação e está agora a oferecer as aves para adoção. Todos os rendimentos irão para a organização para ajudar a realizar investigações mais vitais sobre a indústria agrícola.

Verdade suja

“Nossas descobertas revelaram a verdade repugnante sobre este setor. Seja criação em fábrica, criação livre ou orgânica, podemos garantir que ela tem 100% de chances de existir abuso garantidas”, disse Ayrton Cooper, do Campaigner para a AJP.

“Apesar de ter visto um abuso tão terrível nas fazendas durante esta investigação, estamos muito satisfeitos que existam três sobreviventes que puderam ser salvos”.

“Fleur, Basil e Rosie simbolizam uma indústria baseada na dor e no sofrimento, não importa onde você olhe. A resposta não é ‘bem-estar animal’ ou ‘criação orgânica’. Manipulação brutal e morte são padrão. A resposta efetiva é ser vegano”.

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Pangolins são encontrados presos dentro de sacos dentro em um ônibus no Vietnã

Por Rafaela Damasceno

Dezenas de pangolins contrabandeados do Laos, país asiático, foram encontrados vivendo em um ônibus no centro do Vietnã, segundo as autoridades do país. Eles estavam desidratados e fracos, vivendo em condições insalubres.

Um pangolim em uma caixa

Foto: AFP

O pangolim é um mamífero pequeno, que se alimenta de formigas e cupins utilizando uma língua que é maior do que seu próprio corpo. Ele é coberto por escamas e, infelizmente, é o animal mais traficado do mundo. Sua carne é considerada uma iguaria e há uma crença de que suas escamas possuem propriedades medicinais.

Eles são encontrados em toda a Ásia e África, e um pangolim é capturado na natureza a cada cinco minutos, segundo o World Wildlife Fund.

Cerca de 30 pangolins foram encontrados em um ônibus no Vietnã, na província de Ha Tinh. O motorista e sua esposa foram presos por tráfico. Quatro dos animais estavam mortos, e os outros estavam doentes.

“A maior parte estava desidratada e fraca porque estava sendo mantida em um espaço pequeno por um longo tempo”, disse Truong Van Truong, da ONG Salve a Vida Selvagem do Vietnã, à AFP.

Os pangolins foram amarrados em sacos individuais e aglomerados em uma caixa, onde provavelmente foram mantidos por semanas com pouca água e comida. Agora, eles serão alimentados e tratados até que estejam fortes para serem reintroduzidos na natureza.

A espécie costuma se enrolar em uma bola quando se sente ameaçada, portanto é uma presa fácil para os caçadores. Os números de pangolins na natureza diminuíram drasticamente graças à caça e a perda de habitat. Hoje em dia, são categorizados como “criticamente ameaçados de extinção”, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.


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Cães estão abandonados há um mês em casa vazia e suja no interior de SP

Uma família mudou de endereço e abandonou dois cachorros em uma casa fechada em Araraquara, no interior de São Paulo. Os animais estão sozinhos no local, em meio à sujeira, há pelo menos um mês e só não morreram de fome e sede porque vizinhos, comovidos com a situação, passaram a dar água e comida para eles.

Tutores se mudaram e abandonaram os cachorros em casa vazia (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A dona de casa Fabiana da Motta Gimenez denunciou o caso à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada. Ela não mora no bairro, mas vai duas vezes ao dia no local para cuidar dos animais e dar carinho para eles. “Não é ser humano. É um animal, mas é uma vida”, disse Fabiana, em entrevista ao G1.

A Gerência de Zoonoses, da Prefeitura de Araraquara, disse que vistoriou o local na quinta-feira (1º) e que a família dos antigos moradores da casa foi orientada a ficar responsável pelos animais. A Zoonoses vai acompanhar a situação e, se os cães não receberem os cuidados devidos, os parentes serão responsabilizados por maus-tratos.

Ao ser questionada, a Polícia Militar Ambiental informou que foi chamada duas vezes ao local, mas que não possui registro de maus-tratos a animais.

Fabiana da Motta Gimenez cuida dos cachorros (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A casa onde os cães, um macho e uma fêmea, estão abandonados fica na rua Comendador Pedro Morganti, no bairro São José. Vizinhos relatam que os moradores do local se mudaram e deixaram o portão trancado.

Além de Fabiana, a auxiliar de cozinha Silvana Sass de Souza também ajuda a cuidar dos cães. “Eles eram maltratados já com os donos na casa. Se nós não estivéssemos dando água e comida eles já estariam mortos”, lamentou.

A propriedade era alugada e, até o momento, o dono do imóvel não tomou qualquer atitude para resolver a situação. “Eles têm direito de ter um lar, amor”, disse Silvana.

Cães estão vivendo em meio à sujeira (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

O estudante Jhonatans Azevedo, que mora nos fundos, é irmão do homem que vivia na casa e se mudou. Ele afirma que tem pouco contato com o irmão, mas que telefonou para ele e questionou o motivo dos cães ainda estarem na residência.

“Doaram os cachorros, mas foi passado para gente que eles escaparam e voltaram aqui”, afirmou. Os cães teriam passado pelas grades do portão e entrado no quintal quando estavam mais magros.

“Queria entrar limpar, dar uma ajeitada e dar um lar para eles, para não ficarem assim”, disse Fabiana.


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