Autoridades de Cingapura interceptam rota de tráfico de escamas de pangolim

Foto: Maria Diekmann

Foto: Maria Diekmann

No início da semana, o Conselho de Parques Nacionais (NParks) e a Alfândega de Cingapura apreendeu 12,9 toneladas de escamas de pangolim em um carregamento que seguia para o Vietnã vindo da Nigéria.

O pangolim é o animal mais traficado do mundo justamente pelo preço que suas escamas alcançam no mercado paralelo. A espécie encontra-se severamente ameaçada de extinção.

Segundo informações da BBC News mais de 100 mil pangolins são mortos por ano por traficantes em busca de suas escamas para revender na China e no Vietnã.

Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e suas escamas são muito procuradas por causa de uma crença popular de que teriam propriedades medicinais.

Já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.

As escamas apreendidas estavam escondidas em 230 sacos usados para transportador carne bovina congelada, as escamas de pangolim são estimadas 38,7 milhões de dólares.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A remessa também incluía 177 kg de marfim de elefante cortado e esculpido, avaliado em aproximadamente 88.500 mil dólares

Usar embalagens de carne congelada para esconder escamas de pangolim está se tornando comum entre os contrabandistas de vida selvagem. Recentemente, em fevereiro, trinta toneladas de pangolins embalados junto com em carne congelada foram encontradas em Sabah, na Malásia.

“Os pangolins são traficados particularmente por suas escamas”, observou a NParks em um post na sua página no Facebook. “Assim, apesar de estarmos tristes com a morte desnecessária de aproximadamente 17 mil pangolins, ficamos felizes que essas escalas não chegarão ao seu destino final, interrompendo assim esse comércio”.

Cingapura faz parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e está comprometida com os esforços internacionais para coibir o comércio ilegal de vida selvagem. Elefantes e pangolins são espécies protegidas sob a legislação da CITES. O comércio internacional de marfim de elefante e pangolim é proibido pelas regras da CITES.

“O governo de Cingapura adota uma postura de tolerância zero quanto ao uso do país como canal para contrabandear espécies ameaçadas e suas partes e derivados”, disse o departamento de alfândega em um comunicado em seu site. “Nossas agências continuarão colaborando e mantendo a vigilância para enfrentar o comércio ilegal de vida selvagem”.

Sob a Lei de Espécies Ameaçadas, a pena máxima para importação, exportação e reexportação ilegal de animais selvagens é uma multa de até 500 mil dólares e/ou 2 anos de prisão.

As mesmas penalidades aplicam-se ao trânsito ou transbordo de espécies ilegais de animais selvagens, incluindo suas partes e derivados delas.

Casal sequestra cão em área externa de mercado na região central de SP

Um casal sequestrou um cachorro que estava do lado de fora de um supermercado, na área destinada para animais, por volta das 20h da última quinta-feira (4), na Liberdade (região central de São Paulo). Uma câmera de monitoramento registrou o crime.

A professora universitária Juana Ribeiro Diniz, 44 anos, disse que foi ao Minuto Pão de Açúcar, na rua Muniz de Souza, para fazer uma compra rápida. Antes disso, colocou o filhote Café, da raça shih-tzu, em uma área destinada para que os tutores deixem seus cães. “Fiquei menos de 15 minutos no mercado e, quando voltei, só estava a coleira do Café presa [a uma barra destinada para amarrar guias]”.

Café (Foto: Arquivo Pessoal)

A princípio, a professora imaginou que o cão havia se soltado. “Eu gritei loucamente pelo Café, mas ele não apareceu”. Na área de espera de animais, segundo a vítima, não havia nenhum segurança.

​Juana pediu apoio a funcionários do mercado, que a deixaram assistir às imagens captadas pela câmera de vigilância. Segundo o vídeo, um homem e uma mulher se aproximam de Café. “A mulher gesticula para que o homem não pegue o Café. Mas ele não dá ouvidos, tira ele [filhote] da guia e o leva no colo”, disse a professora. O cachorro, segundo a vítima, é sociável e, por isso, não estranhou o criminoso.

Na manhã desta sexta-feira (5), a professora registrou um boletim de ocorrência no 6º DP (Cambuci). Segundo o setor de investigações do distrito, um ofício foi mandado ao Grupo Pão de Açúcar, solicitando a entrega das imagens “o mais rápido possível”, para que auxiliem na identificação do casal.

Resposta

O Pão de Açúcar afirmou lamentar o caso. Acrescentou que, assim que soube do crime, ofereceu “total apoio” à cliente, realizando buscas na região da loja também. “A rede afirma, ainda, que está contribuindo com as autoridades para auxiliar nas investigações do caso fornecendo todas as informações disponíveis”, diz trecho de nota.

O casal ainda não foi identificado. Quem tiver informações que possam ajudar a identificar os suspeitos e a localizar Café deve entrar em contado com o 6º DP no telefone (11) 3208-6065.

Fonte: Agora São Paulo – Folha de S. Paulo

Saiba por que você deve tornar seu negócio vegano

Foto: Impossible Foods

Não mais banido da periferia da sociedade, onde por tanto tempo foi ridicularizado por ser estranho ou extremo, o veganismo está se tornando ‘mainstream’. Finalmente reconhecida por seu impacto positivo na sustentabilidade e no bem-estar animal sem a necessidade de sacrificar o sabor ou o estilo, a vida vegana está começando a se tornar a norma.

A contínua proliferação de histórias e desenvolvimentos de negócios baseados em vegetais e veganos que ocorreram durante o ano passado demonstram que esse movimento está apenas começando a deixar sua marca – e os empresários estão liderando o caminho.

Aqui estão algumas das principais razões pelas quais você deve considerar ‘veganizar’ seu negócio:

Os números falam por si

As vendas de alimentos de origem vegetal nos EUA aumentaram 8,1% durante o ano passado, chegando a 3,1 bilhões de dólares, segundo pesquisa realizada pela Nielsen para a Associação Vegetal Baseada em Alimentos (PBFA) e o Good Food Institute.

Espera-se que as alternativas lácteas à base de vegetais representem 40% do total combinado de bebidas alternativas lácteas e lácteas dentro de três anos , acima dos apenas 25% em 2016, segundo a empresa Packaged Facts. A empresa prevê novos tipos de leites sem laticínios para encontrar audiências mais amplas, incluindo cevada, cânhamo, ervilha, linho e quinoa.

O queijo vegano decolou consideravelmente, com o mercado global estimado 4 bilhões de dólares até 2024, crescendo a uma taxa anual composta de 7,6% de 2016 a 2024, segundo um relatório da empresa de pesquisa Bharat Book.

A humilde ervilha está revolucionando o setor de produção, já que as receitas globais de proteína de ervilha são estimadas em 104 milhões de dólares até 2026, de acordo com a Future Market Insights.

Enquanto as vendas de leite industrial cresceram 3,1%, as vendas de leite de vaca caíram 5% e estão projetadas para cair outros 11% até 2020 , de acordo com a Mintel. A Market Watch informa que a Dean Foods, a maior fornecedora de leite lácteo dos EUA, divulgou recentemente um lucro líquido de apenas 1,4 milhão de dólares no terceiro trimestre, abaixo dos 14,5 milhões de dólares do mesmo período do ano anterior. Essa tendência de queda não se limita apenas aos EUA: a maior fornecedora de laticínios da Austrália, Murray Goulburn, anunciou uma queda de 22% nas vendas de leite no ano fiscal passado. Enquanto isso, Elmhurst, um dos laticínios mais antigos da costa leste dos Estados Unidos, decidiu em 2017, depois de 92 anos, reduzir suas perdas e passar a produzir apenas leites à base de plantas.

A indústria dos ovos está começando a sentir o aperto também. As ações da Cal-Maine Foods, uma produtora de ovos desde 1969 em Jackson, Mississippi, nos EUA, viram suas ações caírem 7% em julho de 2017, depois que a empresa registrou sua primeira perda anual em mais de 10 anos. O CEO Adolphus Baker culpou o crescimento da popularidade das alternativas aos ovos.

Finalmente, espera-se que o mercado global de substitutos de carne consiga uma receita de 5,2 bilhões de dólares até 2020 , registrando uma taxa de crescimento anual composta de 8,4% durante o período de previsão de 2015 a 2020, de acordo com a Allied Market Research.
Estes desenvolvimentos e jogadores chave são sinais de que este mercado continuará a crescer.

A competição está esquentando na corrida para produzir hambúrgueres vegetais que parecem, sentem e têm gosto de seus equivalentes baseados em animais, até mesmo ao ponto de “sangrar” o suco vermelho. As startups americanas Impossible Foods e Beyond Meat continuam liderando o caminho. O Impossible Burger é atualmente servido em mais de 150 restaurantes nos EUA, enquanto o Beyond Burger, cujos investidores incluem Bill Gates, Leonardo DiCaprio, os co-fundadores do Twitter Biz Stone e Evan Williams, e a empresa de carnes Tyson Foods, está disponível em mais de 5.000 mercearias em todo os EUA, bem como em menus em restaurantes selecionados, como o Veggie Grill Chain. Em dezembro de 2017, a Beyond Meat lançou seu Beyond Sausageque alega imitar o sabor e textura da carne de porco, mas com menos gordura e sódio e maior proteína do que as salsichas tradicionais. Do outro lado da lagoa, três empresas no Reino Unido, duas das quais são apoiadas por Gates, estão trabalhando para levar seus hambúrgueres veganos ao mercado . A startup britânica Moving Mountains afirma que será a primeira a ter seu B12 Burger nas lojas.

A Hampton Creek continua inovando com suas versões vegetais de produtos à base de ovos, incluindo maionese e seu mais novo lançamento Just Scramble , um ovo vegano feito de feijão mungo que a empresa diz que economiza pelo menos 65% mais água doce que os ovos convencionais e emite 24 % menos gases de efeito estufa.

A marca de queijos veganos Kite Hill garantiu um investimento de 18 milhões de dólares da General Mills e está na missão de ter seus produtos vendidos nos casos de laticínios em mais supermercados nos EUA.

A Miyoko’s Kitchen foi renomeada para simplesmente Miyoko’s, batizada com o nome de sua fundadora, a pioneira vegana de queijo Miyoko Schinner. A empresa recentemente inaugurou suas novas e maiores instalações em Petaluma, Califórnia, depois de receber 6 milhões de dólares da JMK Consumer Growth Partners.

De acordo com a CB Insights, pelo menos sete das 15 startups de alimentos e bebidas mais bem financiadas são de origem vegetal. ‘Vegan açougueiro’ foi nomeado uma nova tendência de trabalho para 2017 pela Time Money .

O fast food de origem vegetal está aumentando . Bem como a McDonald’s lançando um hambúrguer vegano em suas lojas na Suécia e na Finlândia, as redes veganas Veggie Grill, Plant Power Fast Food e Chloe abriram mais lojas em 2017 e 2018.

O mercado ‘grab and go’ (‘pegue e leve’ na tradução literal)no Reino Unido viu a rede de cafés Pret a Manger fazer sua loja Veggie Pret pop-up no centro de Londres, abrir um segundo local no leste de Londres em 2017 e um terceiro em 2018 . A cadeia de lojas de departamentos britânica Marks & Spencer introduziu dois sanduíches veganos, e a icônica marca de carnes norte-americana Tofurky lançou sua linha de quatro sanduíches veganos no Reino Unido.

A Daily Harvest, um serviço de assinatura baseado em Nova York especializado em alimentos congelados, preparados em uma etapa, garantiu um investimento de 43 milhões de dólares da Lightspeed Venture Partners e VMG Partners que se juntam aos investidores famosos Gwyneth Paltrow e Serena Williams.

Plant-based foi apontado pela Organic Authority como a maior tendência da feira Natural Products Expo West em Anaheim, Califórnia em 2017, enquanto o Reino Unido realizou sua primeira feira vegana de sempre vegana VegFestUK Trade no Olympia em Londres.
Até mesmo as indústrias de agropecuária animal estão tomando conhecimento.

Substitutos de carne à base de plantas foram um dos “seis maiores desafios para 2018”, de acordo com Chuck Jolley, o presidente do Meat Industry Hall of Fame.

O ministro da Agricultura da Alemanha, Christian Schmidt, pediu a proibição da rotulagem de proteínas vegetais como “carne” vegana . Schmidt tem um problema com produtos com nomes como “vegetariano schnitzel” e “curry sausage”, argumentando que eles são “completamente enganosos e desestabilizam os consumidores”.

Nos Estados Unidos, o Dairy Pride Act , um projeto apresentado pelo senador Tammy Baldwin, de Wisconsin, e pelo congressista Peter Welch, de Vermont, conclamou a FDA a impedir que as alternativas lácteas vegetais fossem rotuladas como “leite”.

Em vez de resistir ao inevitável, os negócios inteligentes da agricultura animal estão entrando na revolução baseada em plantas, comprando ou investindo em marcas baseadas em plantas. A Tyson Foods, maior produtora de carne dos Estados Unidos, aumentou seu investimento na Beyond Meat este ano, após ter inicialmente adquirido uma participação de 5%. A maior distribuidora de carnes do Canadá, a Maple Leaf Foods, comprou as populares marcas de plantas Field Roast e Lightlife Foods . A Nestlé adquiriu a Sweet Earth Foods (fundada por um ex-presidente do conselho do Burger King). A Dean Foods fechou um acordo de investimento e distribuição com a startup de leite e iogurte à base de vegetais Good Karma. A empresa farmacêutica japonesa Otsuka comprou a marca de queijos à base de plantas Daiya . A Danone, uma empresa multinacional de alimentos com foco em laticínios, concluiu sua compra da pioneira WhiteWave (que se tornou a DanoneWave) e a Saputo, maior processadora de lácteos do Canadá, está à procura de uma empresa de leite baseada em plantas.

Na Dinamarca, a Naturli Foods criou uma carne picada à base de plantas que foi adquirida pelo maior retalhista do país, Dansk Supermarked Group. O produto, que se traduz como ‘Minced Veggie’, é vendido nas 600 lojas da rede de supermercados. Enquanto isso, a empresa holandesa de carne Zwanenberg Food Group, que está em atividade desde 1929, está mudando metade do seu foco para proteínas vegetais com o objetivo de 50% de seu faturamento vir de produtos não-cárneos como lanches vegetarianos, sopas e molhos.

O grupo financeiro internacional Rabobank disse que o crescimento recente da carne limpa e à base de plantas deve servir como um alerta para o setor de proteína animal e encorajou a indústria da carne a investir em proteínas alternativas. O Rabobank também estima que dentro de cinco anos a proteína alternativa poderia representar um terço da demanda de proteína na União Europeia.

A Campbell Soup Company deixou a Grocery Manufacturers Association e se juntou à Plant-Based Foods Association e o Walmart incentivou seus fornecedores a criar mais produtos à base de plantas.

Em resposta a esses desenvolvimentos, Bruce Friedrich, diretor executivo do Good Food Institute, disse: “O crescimento do setor de plantas em 2017 superou até minhas projeções otimistas. As notícias da própria indústria de carnes foram especialmente encorajadoras e 2018 continuará a acelerar o crescimento da carne baseada em vegetais. ”

Mas espere, não é somente comida

Enquanto o setor de alimentos à base de plantas está experimentando um tremendo crescimento, o interesse em produtos livres de animais está sendo estimulado em outros setores também. A moda vegana foi citada como uma das principais tendências para 2018 no The Future 100 Report , da empresa global de pesquisa J. Walter Thompson Intelligence. Vimos a criação de alternativas ao couro feito a partir de resíduos de abacaxi, cascas de maçã, cogumelo , kombucha e vinho, bem como a primeira marca de couro biofabricado e seda vegana .

Os fabricantes de automóveis de luxo estão respondendo à demanda por materiais livres de crueldade, com a Tesla relatando ter removido o couro de origem animal como uma opção para suas poltronas e a Bentley explorando materiais alternativos ao couro para atender a consumidores éticos ricos.

Joshua Katcher, instrutora de moda da Parsons The New School e fundadora da loja de moda masculina Brave Gentleman em Nova York, está mais animada com a biofabricação. “O próximo ano será definitivamente sobre a celebração de soluções visionárias para alguns dos impactos mais calamitosos da indústria da moda: peles e pelos de animais”, disse ele. “Eu também acho que veremos muita inovação em torno de têxteis de micélio (fungo) de empresas como Mycoworks e novas maneiras de produzir sintéticos a partir de materiais reciclados e biodegradáveis como o poliuretano C02 reciclado da 10XBeta e o biopolímero da Mango Materials feito de bactérias.”

Marcas de beleza estão removendo produtos animais de suas formulações e até mesmo fabricantes de preservativos estão reconhecendo esse mercado em crescimento e tornando seus produtos veganos. O Green Condom Club na Suíça, Hanx , uma marca de luxo criada por uma ginecologista feminina no Reino Unido, e a marca australiana Hero Condoms , todos lançados em 2017.

Os produtos de alta tecnologia de nível seguinte incluem queijo vegano impresso em 3D, doces e crostas de pizza.

É um admirável mundo de novos negócios, em que um número crescente de consumidores continuará a exigir produtos sustentáveis e éticos. Se você está prestes a começar um negócio, vale a pena tornar seus produtos vegan-friendly desde o início. Se você já tem um negócio, considere a veganização, removendo quaisquer ingredientes ou componentes de origem animal (isso inclui produtos de abelha, lã e seda).

A revolução vegana está aqui para ficar. Não fique para trás.

Por Katrina Fox, fundadora da VeganBusinessMedia.com , autora da Vegan Ventures: Start and Grow, um negócio ético e apresentadora do podcast Vegan Business Talk .

Fonte: Forbes

Visita ao mercado de carne de cães e gatos na Indonésia choca ator de Downton Abbey

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Massacrados na frente de seus companheiros de gaiola, cães aterrorizados esperam a sua vez de serem espancados, queimados, desmembrados e mortos no mercado de carne de cachorro da Indonésia, onde os filhotes são servidos em espetos.

Cães com olhares de extremo pavor aguardam amontoados em gaiolas pequenas e apertadas de arame. Dali eles só saem para apanhar até a morte, enquanto na barraca mais a frente gatos são queimados vivos, esta é a realidade assustadora do comércio de carne de animais na Indonésia.

Há mais de 200 mercados de carne “viva” nos países do sul da Ásia, o ator de Downton Abbey, Peter Egan, viajou para dois dos mais conhecidos, a fim de trazer a luz o sofrimento dos animais condenados a esse destino.

Essas cenas profundamente perturbadoras foram filmadas no “Extreme Market” de Tomohon e no Langowan Traditional Market, ambas localizadas na província de Sulawesi do Norte.

Esses mercados não só vendem carne de cães e gatos, como também oferecem répteis como pítons e lagartos aos clientes mais ávidos.

No entanto, é a carne de cães e gatos que parece ser essencial nesses locais e nunca faltar, infelizmente por trás disso mais de um milhão de animais são mortos por ano na Indonésia.

Vídeos dos dois mercados visitados por Egan, em companhia do grupo responsável pela campanha Dog Free Meat Indonésia (Indonésia Livre de Carne de Cachorro, na tradução livre), mostram animais apertados em gaiolas pequenas, num clima extremamente quente, aguardando o seu destino.

Os animais foram filmados a ponto de serem mortos bem à vista dos companheiros de gaiola, tornando a experiência o mais aterrorizante possível.

Depois de receberem várias pancadas na cabeça com enormes pedaços de madeira, os animais são queimados com maçarico para facilitar a retirada dos pelos.

No entanto, muitos dos pobres animais ainda estão se movendo ou se contorcendo enquanto as chamas são aplicadas em seus corpos.

“Nada até aqui me preparou para o horror doentio que eu testemunhei nesse mercado”, desabafou o Egan chocado.

O ator conta que, a parte visitada por eles, da Indonésia é mundialmente famosa por suas belas e únicas paisagens com montanhas vulcânicas, águas para mergulho perfeitas e praias lindíssimas, mas “a brutalidade monstruosa do comércio de carne de cães e gatos é o que vai permanecer comigo e me assombrará pelo resto da minha vida”.

“A absoluta indiferença ao sofrimento animal era chocante e dolorosa”, desabafa ele.

Egan conta que assistiu a inúmeros cães e gatos esperando para serem mortos e perder suas vidas da maneira mais brutal e cruel. “Não havia nada que eu pudesse fazer para tirar a dor deles, mas seus olhos suplicantes e o cheiro de virar o estomago de sangue e pêlo de cachorro em chamas são componentes de cenas do inferno que nunca esquecerei”.

O ator se assume um compromisso e se declara comprometido a expor todos os horrores que presenciou além de trabalhar junto a comunidade indonésia e mundial para “acabar com a crueldade abominável do comércio de carne de cães e gatos.”

Enquanto esteve lá, o Egan pagou a um comerciante para salvar quatro cachorros da morte certa, mas não conseguiu resgatar mais nenhum.

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Apenas uma minoria de indonésios come carne de cachorro ou gato, mas aqueles que o fazem justificam-se alegando que elas têm propriedades curativas ou defendem o costume como uma tradição do país.

Ativistas dizem que a prática é cruel, dissemina doenças fatais como por exemplo a raiva e leva os ladrões a roubar cães domésticos para vendê-los aos comerciantes de carne.

Dog Free Meat Indonésia está lutando pela proibição total dessa prática cruel em toda a Indonésia, seguindo o exemplo de outros países da região, como Taiwan, Hong Kong, Filipinas e Tailândia.

Lola Webber, co-fundadora da Change For Animals Foundation e representante da DMFI que acompanhou Peter Egan aos mercados, disse: “Milhares de cães e gatos são mortos nos mercados de Sulawesi Norte a cada semana, e estima-se que 90% deles tenha sido roubados, sejam animais domésticos ou cães em situação de rua.

“Cerca de 80% são importados de outras províncias, o que é ilegal de acordo com a lei antirrábica do país que proíbe qualquer movimentação de cães através das fronteiras provinciais em áreas endêmicas da doença”.

A ativista conta que mesmo tendo visitado os mercados de carne de cães e gatos no norte Sulawesi inúmeras vezes, os horrores nunca deixam de levá-la ao desespero.

“Apesar de todas as denúncias da DMFI sobre a crueldade cometida nesses locais, dos alertas sobre os perigos para a saúde pública e do risco de transmissão de raiva, da condenação nacional e mundial e ainda das promessas de ação dos governos locais e centrais, os negócios continuam ocorrendo como sempre”, desabafa ela.

Mercado de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025

O mercado global de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025. Segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado Hexa Research, há uma crescente procura por alternativas mais saudáveis e sem ingredientes de origem animal.

No Brasil, recentemente a marca Vida Veg lançou iogurte grego vegano nos sabores morango e tradicional (Foto: Divulgação)

“O iogurte vegano deverá continuar sendo uma das escolhas favoráveis entre as empresas de alimentos e nutrição, também devido à ausência de conteúdo químico sintético”, informa o relatório, acrescentando ainda que o aumento da intolerância à lactose também tem contribuído na busca por iogurtes vegetais.

“Além disso, a mudança de hábitos alimentares entre os profissionais da classe trabalhadora, como resultado do aumento da conscientização em relação aos produtos alimentícios enriquecidos com proteínas, deve favorecer a demanda por iogurte vegano em um futuro próximo”, informa a Hexa Research. Outra observação é que os iogurtes vegetais lançados recentemente no mercado contam com 25% menos açúcar e ingredientes não transgênicos.

No ano passado, um relatório divulgado pela Data Bridge Market Research destacou que os iogurtes vegetais têm condições de superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte. A DBMR considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e a procura por alternativas baseadas em vegetais.

Segundo o relatório, o que tem favorecido o crescimento do mercado de iogurtes vegetais é o aumento do número de consumidores se abstendo do consumo de laticínios por questões de saúde e o crescimento do veganismo.

No Brasil, a empresa mineira Vida Veg, que já lançou 34 produtos veganos no mercado, tem experimentado um bom crescimento nesse segmento. Prova disso é que os produtos mais vendidos da marca são os iogurtes à base de coco e amêndoas, além dos leites vegetais. O próximo passo é disponibilizá-los nas grandes redes de supermercados.

“Nós triplicamos o volume de produção de um ano para o outro desde 2015 até 2018 e temos a intenção de continuar triplicando”, revela o diretor-executivo Anderson Rodrigues.

Iogurte Grego Veg

Zero lactose, zero glúten e zero colesterol são atributos do iogurte Grego Veg. Nos sabores tradicional e morango, a novidade chega ao mercado brasileiro no momento em que o consumo de produtos veganos cresce cada vez mais no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Cada embalagem tem 130g e tem o preço sugerido de R$ 7,98.

A Vida Veg está presente em todo o Brasil com seu amplo portfólio: iogurtes, queijos, requeijões, leites vegetais, shakes proteicos e sorvetes. Todos tem o certificado de produto vegano da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Saiba onde encontrar em: https://vidaveg.com.br/onde-encontrar/.

Mercado de sorvetes livres de laticínios deve valer US$ 1 bi até 2024

O mercado não está sendo ocupado apenas por grandes empresas, mas também por médias e pequenas (Foto: Reprodução

O mercado de sorvetes livres de laticínios deve valer US$ 1 bilhão até 2024. A projeção é da empresa de pesquisa de mercado Global Market Insights. E o que tem estimulado esse crescimento é o aumento da população vegana e também o interesse por produtos mais saudáveis.

Além do mercado norte-americano e europeu, a pesquisa cita o Brasil como um país que deve contribuir de forma significativa com a oferta e demanda de sorvetes sem ingredientes de origem animal.

Segundo o relatório, os sorvetes nos sabores chocolate, cookies & cream, napolitano e chocolate mocha são os mais populares da categoria “dairy free”, embora em algumas partes da Europa sorvetes cítricos tenham se popularizado cada vez mais.

A pesquisa também aponta uma boa diversificação nesse mercado, e com um crescente número de opções de sorvetes orgânicos, artesanais e que trazem sabores que não são oferecidos por empresas que produzem sorvetes baseados em leite.

Por enquanto a penetração dos sorvetes livres de laticínios tem sido maior em regiões que oferecem alta disponibilidade de produtos em supermercados, mas isso deve mudar nos próximos anos.

Outra observação feita pela Global Market Insights é que o mercado não está sendo ocupado apenas por grandes empresas, mas também por médias e pequenas.

Ativistas pelos direitos animais compram leoa que vivia como animal doméstico

Domesticar animais selvagens, como tigres e leões,tem sido uma prática comum nos últimos anos ao redor do mundo, apesar de cruel, perigosa e, muitas vezes, ilegal.

Por status, prazer ou por dinheiro, os humanos capturam animais de seu habitat natural e os aprisionam em casa, apartamentos ou zoológicos.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Foi o que aconteceu com uma leoa em São Petersburgo. A felina, chamada Simona, foi comprada legalmente por Alexander Vasyukovich, um ex-participante de um reality show da Rússia e mantida em um pequeno apartamento.

Em uma entrevista a uma mídia local, após o animal ter sido visto passeando em uma rua coberta de neve durante o fim de semana.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Ativistas pelos direitos animais souberam do caso e compraram a leoa, de 7 meses, para impedir que ela fosse levada e escravizada por um zoológico.

Veles, uma organização privada para tratamento, reabilitação e quarentena de animais selvagens anunciou em sua mídia social que comprou Simona, na última terça-feira,  depois de levantar fundos em uma campanha de crowdfunding. As informações são do The Moscow Times.

Vídeos postados em uma página de mídia social russa mostraram a leoa interagindo com seus novos donos.

“Temos outra leoa, achamos que elas se tornarão amigas”, disseram  os ativistas de Veles ao tablóide Komsomolskaya Pravda.

Eles disseram também que o animal precisa de uma cirurgia e está sofrendo de raquitismo, um distúrbio caracterizado por ossos fracos causados ​​por deficiência de vitamina.

 

Centenas de cães e gatos são cruelmente assassinados para consumo de carne nos mercados indonésios

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Cães são animais com inteligência social, empáticos e capazes de compreender situações de perigo, sofrimento e ameaça.

Diversos lares pelo mundo contam com a presença de um cão doméstico como membro da família e sabem, por experiência própria, como eles são capazes de compreender e responder a estímulos.

De posse desse conhecimento fica mais fácil, embora não menos assustador, imaginarmos como esses animais não humanos se sentem ao serem sequestrados de suas casas, raptados na rua, colocados em gaiolas sem água ou comida, exibidos em um mercado, laçados pelo pescoço quando selecionados por compradores, espancados até quase a morte e finalmente queimados com um maçarico ainda vivos, enquanto agonizam e se debatem.

Isso tudo na frente de todos os demais cães, o que os deixa aterrorizados e cientes do que os aguarda.

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Essa é a rotina do mercado de Tomohon, na ilha indonésia de Sulawesi. Quem denuncia o ato cruel e hediondo é Rupert Imhoff, pesquisador da Fundação Bob Irwin para a Vida Selvagem e Conservação de Espécies, que viajou até o norte de Sulawesi após ter conhecimento da denúncia.

Rupert descreve o fedor de pele carbonizada, que flutua pela “seção de carne” do mercado, como insuportável. “Moscas voam em torno das carcaças de cães, gatos, porcos e cobras que estão espalhadas pelo chão sujo de sangue”, descreve ele.

Imagens feitas pelos pesquisador mostram os cães apavorados se encolhendo para evitar o laço manejado pelo funcionário do mercado que entra pela jaula de metal em que eles ficam presos.

Um companheiro é puxado pelo pescoço após “enlaçado” e leva fortes pancadas na cabeça até ficar imóvel no chão.

O cachorro parece morto, mas imagens capturadas ainda esta semana, mostram o animal se debatendo freneticamente enquanto o trabalhador do mercado o queima com um maçarico até a morte.

Este cão estava entre os “centenas de milhares” de animais abandonados e em situação de rua que são mortos todos os anos para abastecer o comércio de carne de cachorro na Indonésia, denunciam diversos grupos de proteção animal.

O pesquisador constatou que além dos cães, outros animais domésticos, como gatos e coelhos – e animais selvagens também, como morcegos, ratos da selva, porcos e cobras – estavam à venda no mercado e passavam pela mesma crueldade.

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

O Jornal Daily Mail afirma ter tido acesso a imagens perturbadoras que mostram funcionários do mercado abrindo uma gata grávida que tinha dois gatinhos por nascer dentro dela.

Muitos cães que acabam nesses mercados são animais abandonados, em situação de rua e até animais domésticos que são sequestrados. Ladrões de cachorros usam motocicletas para roubar os cães. Eles os prendem pelo pescoço, puxam para si rapidamente e se afastam em alta velocidade, afirmam grupos de direitos dos animais.

Alguns cães também são capturados enquanto passeiam com seus tutores pela rua, e outros (mais raramente) são ainda comprados de aldeões pobres por “alguns dólares”.

Cães indonésios em situação de rua, na maioria das vezes não fogem dos ladrões de cães pois estão acostumados às pessoas que os alimentam regularmente e não os ferem.

Eles não vêem motivo para fugir.

Após capturados eles são amarrados e amontoados com os demais em gaiolas de arame que são transportadas para Tomohon ainda de madrugada, antes que o mercado abra às 6 da manhã.

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Os caçadores chegam a amarrar os membros dos cães por trás de suas costas – o que pode deslocar seus ombros – e prendem suas bocas para que não possam morder.

Os animais que Rupert viu estavam visivelmente angustiados quando chegaram ao mercado por volta do amanhecer, eles estavam famintos e sedentos.

Um por um, eles eram laçados pelo pescoço, arrastados para fora da gaiola e golpeados na cabeça enquanto estava, suspensos pelo pescoço.

Enquanto os outros cães observavam aterrorizados, o funcionário joga o animal no chão e queima-o com um maçarico.

Rupert notou que alguns cães se contorciam freneticamente enquanto as chamas devoravam seus corpos, porém o pesquisador não sabe dizer com certeza se isso acontecia porque estavam vivos ou se seria a reação do cadáver ao calor intenso.

Um comerciante local contou a ele que muitas vezes os animais estão vivos – mas inconscientes – quando são queimados.

O número exato de cães e gatos mortos no comércio de carne do país não é claro, mas a Rede de Apoio a Jacarta afirma que mais de 200 mil são mortos a cada ano.

Embora o consumo de carne de cachorro seja legal no país, um “número crescente” de indonésios vêm se mostrando indignado com a maneira cruel com que os animais são tratados.

A maioria dos indonésios são muçulmanos, eles consideram os animais ‘haram’ – ou seja impuros – mas muitas comunidades menores do país comem carne de cachorro como um prato festivo.

Famílias vão a esses mercados na intenção de comprar um cachorro para comemoração de aniversários, casamentos ou outra ocasião especial.

Rupert viu pessoas de todas as idades, de jovens a casais de meia-idade e até idosos, escolhendo animais para comprar, e em seguida assistindo sua morte calmamente enquanto aguardavam para levá-los para casa.

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Os comerciantes de carne vendem quase todos os cães e gatos que expõem, eles cobram cerca de 250.000 rúpias indonésias, cerca de 61 reais por animal, embora os clientes tenham a opção de pedir apenas uma parte específica.

Um dos pratos de mau gosto utilizando carne de cachorro chamado “rica-rica”, é infelizmente servido a turistas na ilha de Bali.

Rupert passou anos investigando e expondo a crueldade animal ao redor do mundo e é com pesar que ele confessa que o massacre do mercado Indonésio o chocou de maneira única. Ele descreve o episódio como um dos “atos mais violentos” que ele já testemunhou.

“Havia uma completa falta de empatia e compaixão pelos animais”, afirma ele.

O pesquisador conta que os cães gritavam de terror quando o comerciante os enlaçava dentro da gaiola e continuavam gritando até ficarem inconscientes: “Cães são animais inteligentes que anseiam por companhia, então era muito perturbador ver comerciantes de carne matando os escolhidos à vista dos demais que permaneciam engaiolados a metros de distância.”

Rupert confessa que chegou a pensar em comprar todos e libertá-los: “Mas sozinho apenas com uma moto para transportá-los, e sem recursos, não haveria nenhuma maneira realista de garantir sua proteção. Sem planejamento adequado e ajuda extra, eles simplesmente voltariam às mãos dos comerciantes de carne de cachorro.”

Esse costume indonésio, cruel e injustificável, de comer de carne de cachorro está associado à cultura Minahasa do norte de Sulawesi e aos Bataks do norte de Sumatra, onde é praticado em ocasiões especiais como casamentos e Natal.

É com dificuldade de compreensão que encaramos o fato de que pessoas celebrem momentos de alegria e união com crueldade, morte e destruição de outros seres, que assim como os humanos, são capazes de sentir, sofrer e amar.

Polícia encontra mulher que matou gato a pauladas dentro de mercado em Paraty (RJ)

Reprodução | RJ TV

A Polícia Civil encontrou na manhã desta quarta-feira (9) a idosa que matou uma gata a pauladas dentro de um mercado em Paraty, RJ. Segundo os agentes, a suspeita tem 72 anos, é de Minas e disse estar arrependida do que fez. Ela foi encontrada dentro de casa, no bairro Ilha das Cobras, onde mora há 30 anos.

De acordo com o delegado titular, Marcelo Russo, no depoimento a idosa disse que foi comprar biscoitos no mercado, quando o gato arranhou a perna dela. Ela disse ainda que se sentiu envergonhada porque pessoas do lado de fora do estabelecimento teriam rido dela. Com isso, ela agrediu a gata, mas não achou que ela fosse morrer.

Ela foi levada para a 167ª Delegacia de Polícia (Paraty). Ela foi ouvida e vai responder em liberdade.

Em caso de crime ambiental, a população pode denunciar de forma anônima ao Linha Verde, programa do Disque Denúncia voltado para denunciar crimes ambientais, através do telefone 0300 253 1177 (custo de ligação local) ou pelo APP “Disque Denúncia RJ”. O anonimato é garantido.

Agressão dentro do mercado

O crime aconteceu no domingo (6), mas foi registrado após o resgate de imagens de uma câmera de segurança, onde é possível ver o momento da agressão. As imagens são fortes. Segundo o estabelecimento, a suspeita matou o animal após pisar acidentalmente no rabo dele e ser arranhada no mercado, que fica no Parque Mangueira.

Ainda segundo os responsáveis pelo estabelecimento, a mulher foi atendida pelas pessoas presentes no local. Porém, mesmo assim voltou com um pedaço de pau minutos depois e atingiu a gata na cabeça, que morreu na hora.

A gata Nina foi adotada há aproximadamente três anos pelos donos do mercado. Eles castraram e cuidaram dela durante todo esse tempo. “Todo mundo amava a Nina. Não tinha um que não falava com ela”, contou a funcionária do local, Valmira.

O artigo 32 da Lei número 9.605/98 de Crimes Ambientais pune quem pratica ato de violência a animais. São enquadrados nesse item quem fere ou mutila animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos. Quem for condenado pode receber pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Fonte: G1