Babuínos são flagrados brincando na piscina de uma residência

Foto: Kalliste an exclusive retreat

Foto: Kalliste an exclusive retreat

Esta semana, Garth Bradley, 50 anos, estava trabalhando em sua mesa dentro de casa, na província de Western Cape na África do Sul, quando algo que acontecia da residencia e podia ser visto pela janela chamou sua atenção.

Lá fora, um par de babuínos selvagens que desceram das encostas montanhosas vizinhas atravessavam sua propriedade, evidentemente já com uma coisa em mente – se divertir.

Enquanto Bradley observava com admiração (e talvez um pouco de inveja, porque ele precisava trabalhar e não podiaa se divertir como os animais), os visitantes inesperados começaram a fazer pleno uso de sua piscina – pulando e rolando, mergulhando, aparentemente sem nenhum cuidado com o mundo exterior.

Foto: The Dodo

Foto: Foto: Kalliste an exclusive retreat

Os babuínos claramente sabiam como se divertir.

“Foi emocionante vê-los se divertindo”, disse Bradley ao The Dodo. “É como ver crianças humanas brincando ao redor da piscina: ternura”.

Aqui está um vídeo feito por Bradley da cena inusitada:

Mas esses babuínos não são totalmente estranhos para Bradley; eles fazem parte de um grupo que às vezes aparece em sua propriedade para se alimentar em seu jardim natural. No entanto, o desejo de dar um mergulho durante esta recente visita foi aparentemente muito tentador para deixar passar.

“Esta é a primeira vez que eles nadaram na piscina”, disse Bradley.

Embora sua propriedade, que tem um cenário belíssimo, seja geralmente reservada para hóspedes que pagam, não incomodou Bradley nem um pouco, ver aqueles habitantes locais tão joviais, se divertindo com as opções de lazer de sua acomodações sem nenhum custo.

“Nós escolhemos viver nesta área por sua beleza natural”, disse Bradley. “Nós nos mudamos para o espaço deles, eles não se mudaram para o nosso. É sobre a tolerância. Seria tolice da nossa parte não esperar visitantes da natureza”, diz o dono da propriedade com consciência.

Aquário vai explorar animais em mergulhos com visitantes no RJ

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, conhecido como AquaRio, passará a explorar tubarões e outros animais em atividades de mergulho no tanque oceânico do estabelecimento. O objetivo do aquário é obter lucro às custas dos animais, já que o mergulho custará, inicialmente, em um preço promocional, R$ 250, e depois passará a ser comercializado a R$ 350.

O tanque oceânico no qual os mergulhos serão realizados abriga 2 mil animais em um espaço com sete metros de profundidade e 2,5 milhões de litros d’água. No local, há cardumes de peixes, raias, tubarões e outros animais, que poderão sofrer com estresse devido à presença humana dentro do aquário.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

O mergulho terá duração de 1h30, sendo 30 minutos para flutuação, e será realizado de terça a domingo, segundo informações do G1. Grupos de até quatro pessoas poderão participar em cada horário reservado. O longo período de duração e a frequência de mergulhos, que ocorrerão das 7h30 até às 13h45, quase todos os dias da semana, é preocupante. Isso porque os animais, que já são forçados a suportar a vida em cativeiro, privados da liberdade, terão que aguentar também o incômodo causado pelos visitantes.

A idade mínima para participar do mergulho é de 12 anos, o que demonstra que crianças serão ensinadas a desrespeitar os animais e a tratá-los como objetos de entretenimento humano. Elas precisarão, no entanto, de autorização de um responsável para a prática da atividade.

Exploração animal

Aquários são estabelecimentos que se sustentam com base na exploração animal. Manter animais aprisionados em ambientes com espaços reduzidos, especialmente se comparados ao habitat, é uma prática cruel e antiética.

Oferecer serviço de mergulho torna a situação ainda pior. Colocando em risco o bem-estar dos animais, os proprietários do aquário pensam apenas no lucro ao liberar a presença de visitantes dentro dos tanques.

Foto: Marcos Serra Lima/ G1

Peixes, tubarões e qualquer outro animal marinho devem viver em liberdade, na companhia de outros animais da espécie, para desfrutar da vida no habitat, sem que sejam explorados e aprisionados para entretenimento humano.

Vancouver vai libertar animais de aquário

Ao contrário do Brasil, que sequer cogita deixar de aprisionar animais, o Aquário de Vancouver, no Canadá, deixará de manter golfinhos e baleias em cativeiro, atendendo a um pedido de ativistas e da sociedade em geral.

Parques aquáticos que mantêm animais em cativeiro são considerados cruéis por muitos clientes, e, por isto, os lucros estão diminuindo rapidamente. E foi exatamente isso o que aconteceu em Vancouver.

“Nós certamente acreditamos no valor das baleias e golfinhos para o envolvimento das pessoas. Mas precisamos ser realistas, e chegou ao ponto em que o debate com a comunidade, com os advogados e com os políticos está debilitando a nossa missão,” afirmou o diretor-executivo do aquário, John Nightingale.

Em 2017, o Conselho Municipal de Vancouver votou pela proibição do aquário de manter em cativeiro novas baleias e golfinhos devido à questão ética. No início, Nightingale prometeu lutar contra a medida, mas cedeu meses depois.

Desde a vitória dos direitos animais na votação do conselho, dois dos mamíferos marinhos do aquário morreram, dentre eles um golfinho.

Mesmo tendo encerrado o programa de mamíferos marinhos em cativeiro, o parque afirmou que continuará resgatando baleias e golfinhos feridos e encalhados.