Grupo ativista lança campanha sobre direitos animais em Londres

Por Rafaela Damasceno

Um grupo em defesa dos direitos animais, Surge, lançou uma campanha em Londres. A ação apresenta um cartaz com a foto de um porco em uma fazenda de criação do Reino Unido com a pergunta “podemos mesmo nos considerar uma nação amante dos animais?”.

O cartaz exposto no metrô

Foto: Surge

Os cartazes foram espalhados pelos metrôs mais movimentados de Londres. Estima-se que quase um milhão de pessoas terão visto os anúncios até o final da campanha.

A imagem e a pergunta fazem referência a um documentário da Surge, Land of Hope and Glory, de 2017, que mostra imagens secretas de criações de animais no Reino Unido. Esta é a segunda campanha de cartazes lançada pelo grupo ativista este ano.

A primeira campanha incluía perguntas como “o que tem mais valor, o gosto ou a vida?”. Também havia cartazes de um cachorro ao lado de um porco com a indagação “qual a diferença?”.

“No Reino Unido, nos orgulhamos de ser uma nação amante dos animais. Mas milhões de animais continuam sofrendo por escolhas que fazemos”, afirmou Ed Winters, um dos fundadores da Surge, a Plant Based News.

Ele disse que o objetivo do grupo com os anúncios é encorajar as pessoas a refletir e perceber as contradições em alegar que ama os animais, mas pagar para que eles sejam mortos.

“A imagem mostra a brutalidade da indústria e o medo que os animais de fazenda sentem em todos os dias de suas vidas. A emoção nos olhos do porco é inegável”, afirmou Winters.


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Câmara aprova transporte de animais domésticos em ônibus e metrô no DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei que permite que animais domésticos sejam transportados nos ônibus e no metrô. A proposta será encaminhada agora para avaliação do governador Ibaneis Rocha (MDB), que deve decidir pela sanção ou pelo veto.

Animais devem ser transportados em caixas adequadas (Foto: Pixabay)

A matéria, de autoria do deputado distrital Daniel Donizet (PSDB), prevê autorização para o transporte de animais de até 12 quilos em uma caixa apropriada. As informações são do portal G1.

Para justificar a necessidade da proposta, Donizet afirmou que o embarque de animais no transporte público é uma demanda da população carente. “A população de baixa renda, muitas vezes, não tem carro e fica sem condições de levar o animal para consultas e vacinas”, afirma o deputado.

“O único hospital público veterinário do DF fica em Taguatinga. Para quem mora em Brazlândia, por exemplo, fica complicado. A ideia desta lei é resolver esse tipo de problema”, completa.

O texto do projeto permite que sejam transportados até dois animais por veículo, sem custo adicional de tarifa para o passageiro que estiver responsável pelo animal, e proíbe o embarque de animais peçonhentos, bravos ou que “provoquem desconforto ou comprometam a segurança do veículo”.

Os animais domésticos não poderão ser transportados em horários de pico, pela manhã e à tarde. Todas essas regras devem constar em placas de fácil visualização que devem ser afixadas nas paradas e estações. A responsabilidade pela divulgação, segundo a proposta, fica a cargo das empresas que administram o serviço de transporte no Distrito Federal.


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Cão que entrou no metrô e caminhou por trilhos é adotado por funcionário

O cachorro que entrou no metrô do Rio de Janeiro e caminhou pelos trilhos foi adotado por um funcionário da concessionária Metrô Rio. Assim que soube que o animal precisava de um lar, o oficial de manutenção Fabianno Batista decidiu adotar o cão.

Foto: Divulgação/Metrô Rio

“Quando cheguei à estação e vi o animalzinho disponível para ser adotado, liguei logo para a minha esposa. Ela deu o sinal verde e vou levá-lo para casa. Acho que ele vai ser dar bem com a minha cachorrinha, que inclusive se parece com ele”, contou ao jornal Extra.

O cachorro entrou na estação de Del Castilho e caminhou até a São Cristóvão, uma distância de cerca 7 km. Os trens tiveram que operar em velocidade reduzida por uma hora, tempo que durou o resgate do animal.

“O resgate começou às 7h30. De Del Castilho, o animal seguiu no sentido estação Maria da Graça e, depois, foi correndo até (a estação) São Cristóvão, onde uma funcionária, também do MetrôRio, conseguiu pegá-lo no colo”, contou o operador de estação Bruno de Almeida, de 28 anos.

Após o resgate, o cachorro foi levado para o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, na Zona Norte. Após a avaliação veterinária, ele seguiria para um abrigo na Baixada Fluminense, mas não precisou ser levado para o local, já que foi adotado.

Cão é salvo após entrar no metrô e caminhar mais de 7 km nos trilhos

Um cachorro entrou no metrô no Rio de Janeiro e caminhou cerca de 7,5 km nos trilhos até ser resgatado. O animal foi da estação de Del Castilho até a de São Cristóvão, ambas na Zona Norte. O caso aconteceu na terça-feira (7).

Foto: Reprodução/MetrôRio

O MetrôRio informou que monitorou o animal durante todo o percurso e que, após resgatá-lo, o encaminhou para uma avaliação no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, região central da cidade. Depois de ser examinado, o cachorro foi levado para um abrigo na Baixada Fluminense.

O resgate durou cerca de uma hora, segundo Bruno de Almeida, agente da concessionária que retirou o cão dos trilhos. “O animal não tinha nenhum machucado aparente, apenas estava sujo de poeira. Fizemos um carinho nele, para ele se acalmar, demos água e comida”, contou o funcionário ao G1.

Usuários do metrô usaram as redes sociais para relatar que a aparição do cachorro nos trilhos causou atrasos nas estações da Linha 2. Eles comemoram o resgate do animal.

“Por conta desse cachorrinho eu levei 1h30 para chegar em Botafogo”, comentou uma usuária do metrô. “Atrasei 20 minutos por conta dessa criatura. Atraso mais que aceitável! Bom ver o cachorro bem”, contou outro usuário.

Lei que permite transporte de animais no metrô, trem e ônibus é sancionada em SP

O governo do estado de São Paulo sancionou uma lei que regulamenta o transporte de animais de pequeno porte no metrô, nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus intermunicipais da EMTU.

A dona de casa Patrícia, que mora em Suzano, foi uma das primeiras a usar o transporte. Dentro de um pote de sorvete com furos, ela levou Roberval, um ratinho, no trem. Antes, ela teria que chamar um táxi para transportar o animal até o veterinário.

Foto: Pixabay

“Eu achei ótimo porque isso vai trazer uma economia muito grande, é prático pegar o trem e já descer direto na cidade onde você vai”, explicou ao G1.

O pote de sorvete improvisado como transporte para o animal, porém, não é indicado pelos veterinários. Para segurança do animal, o correto seria uma caixa de acrílico específica para o rato.

De acordo com as regras da nova lei, os animais que podem ter acesso ao transporte público devem ter no máximo 10 quilos e só podem ser transportados durante horários específicos. São eles: das 4h40 às 6h, das 8h às 16h e das 19h a 0h. Fora desses horários, os animais só podem ser levados nos trens, ônibus e no metrô em casos de emergência, com solicitação formal do veterinário responsável.

A orientação do médico veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite é de que o animal seja transportado em caixa adequada à espécie para evitar transtornos com outros passageiros e com o próprio animal.

O fotógrafo Mário Rosário apoia a legislação. “Eu acho interessante. O trem é um meio de transporte que agora permite que você possa levar seu animal”, disse.

Confira regras para transportar animais no ônibus, trem e metrô em SP

Uma lei, de autoria do deputado Celino Cardoso (PSDB), que permite o transporte de animais domésticos em ônibus, trens e metrôs de São Paulo, foi sancionada em janeiro deste ano. No entanto, para que os tutores desfrutem do serviço, é preciso obedecer a regras.

(Foto: Getty Images

No ônibus, apenas dois animais poderão ser transportados a cada viagem. No metrô e no trem não há um número especificado. É necessário estar com a carteirinha de vacinação do animal na hora do transporte. O serviço fica proibido nos horários de pico em dias úteis – das 6h às 10h e das 16h às 19h – com exceção de animal com procedimento cirúrgico agendado, sendo necessário apresentar documento assinado em duas vias por médico veterinário indicando horário, local e justificativa da intervenção médica e o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMVSP) – uma das vias deve ser entregue ao motorista do ônibus ou a agentes de segurança dos trens e metrôs. Se necessário, o tutor deverá pagar uma passagem extra da linha de ônibus.

De acordo com a médica veterinária Juliana Didiano, se o animal estiver com alguma doença infectocontagiosa ou zoonose, o indicado é evitar o transporte público. Além de estar saudável, a profissional lembra que o animal deve estar sem pulgas e carrapatos. As informações são do Globo Rural.

O transporte do animal deve ser feito dentro de caixas adequadas, que são comercializadas em pet shops por valores que vão de R$ 40 a R$ 100. Após a sanção a lei, Vladson Rocha, gerente de uma rede nacional de lojas para animais, afirma que houve um aumento de 16% nas vendas das caixas, em comparação com o mesmo período de 2018.

Para o deputado Celino Cardoso, autor da lei, o projeto é importante, especialmente “porque evita o transporte ilegal, de forma que possa maltratar o animal”. A criação da legislação veio da necessidade de beneficiar pessoas de baixa renda que não têm condições de custear transporte particular para levar os animais ao veterinário e a passeios. A lei deve beneficiar ainda tutores que têm veículo próprio, mas que, por algum motivo, precisam usar o transporte público com o animal.

Tutora da cadela Julieta, de três anos, a jornalista Solange Santos comemorou a permissão de levar o animal, adotado aos seis meses, no transporte público. “Como não tenho carro, e uso metrô, ônibus e eventualmente o trem, vou poder levar a Julieta em consultas veterinárias ou a restaurantes que permitam animais. Além da economia que farei deixando de usar motoristas particulares quando preciso levá-la para algum lugar”, disse Solange.

Para idealizar a lei, o deputado contou com o apoio da dona de casa Simone Gatto, que é tutora de quatro gatos tetraplégicos que realizam tratamentos veterinários. Ela foi a primeira pessoa a acionar a Justiça para garantir o direito de levar animais no transporte público e lutou por oito anos até conseguir o benefício. A dona de casa uniu forças com o empresário e ativista Rogério Nagai, em uma petição feita por ele que colaborou para que o projeto de lei fosse assinado. “Agora posso tratar meus animais com o respeito que eles merecem”, afirmou Simone. A petição, que pedia acesso dos animais ao metrô, alcançou mais de 30 mil assinaturas por dia.

Simone criticou, porém, as restrições de horário. Ela conta que os tratamentos gratuitos que os gatos realizam não oferecem escolha de horário e as receitas assinadas pelo veterinário ficam retiradas na ida e, na volta, ela não consegue embarcar com o animal, o que a impossibilita de socorrê-lo em qualquer horário. Antes da lei entrar em vigor, Simone tentou embarcar no metrô com um dos gatos e foi expulsa. Na época, ela afirmou que o animal quase morreu por falta de socorro.

O objetivo de Nagai, agora, é conseguir que seja liberado o transporte de animais de qualquer tamanho e peso no ônibus, metrô e trem.

Realidade de outros países

Em Buenos Aires, na Argentina, foi aprovada, em 2016, uma lei que permite o embarque de animais no metrô. A legislação tem as mesmas regras que a sancionada em São Paulo. No mesmo ano, Madri, na Espanha, o transporte de animais no metrô também foi aprovado. Lá, no entanto, eles podem ser transportados fora das caixas, mas sempre nos últimos vagões, em horários específicos e com a regra de estarem sempre com coleiras, focinheiras e microchip. Em Victoria, na Austrália, as regras são as mesmas, com a única diferença de que cada passageiro pode embarcar com uma caixa de transporte.

Em Portugal, os animais também têm acesso ao transporte público. As regras são semelhantes a de capitais de outros países e frisam que os animais podem ocupar os bancos. Em Nova York, nos Estados Unidos, o transporte de animais no metrô é proibido, a menos que eles estejam abrigados em algum recipiente – que não é especificado pela lei, assim como o tamanho. Com as opções em aberto, os tutores levam animais, de todos os portes, dentro de bolsas.

Censo animal

A Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, em 2013, e divulgada em 2015, concluiu que 44,3% dos lares brasileiros têm ao menos um cachorro e 17,7% abrigam gatos.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2015, as casas têm mais animais do que crianças. Na época do estudo, os lares tinham 44,870 milhões de crianças de 0 a 14 anos.

Uma nova pesquisa deve ser divulgada no segundo semestre de 2019.