México anuncia planos para salvar as últimas vaquitas do mundo

Foto: Nicklin Minden | WWF

Também conhecida como boto-do-pacífico, a vaquita é uma espécie endêmica do Golfo da Califórnia, no Noroeste do México, e tem um metro e meio e pesa cerca de 50 quilos. É possível que existam apenas 10.
O cetáceo está à beira da extinção pela pesca – suas bexigas natatórias têm alto valor comercial na China.

Em uma tentativa de salvar as últimas vaquitas, o governo mexicano anunciou na última quinta-feira (21) que usará boias para marcar a reserva do mamífero marinho mais ameaçado do mundo.

Outra promessa foi feita pelo Departamento de Meio Ambiente: fornecer programas sociais e empregos para as comunidades pesqueiras.

Ambientalistas disseram que o programa do governo precisa de detalhes suficientes e enfatizaram que medidas mais urgentes são necessárias para salvar a vaquita.

Alejandro Olivera, representante do México para o Centro de Diversidade Biológica, disse que as medidas “não estão à altura do nível de urgência necessário”.

“Com possíveis 10 vaquitas restantes, o que é necessário é a proteção total e a eliminação imediata de redes ilegais do habitat da vaquita”, disse Olivera. As informações são do Daily Mail.

Nesta foto divulgada pela organização Sea Shepherd, o corpo de uma vaquita flutua no oceano após ser encontrado em uma rede ilegal de totoaba no Golfo da Califórnia, no dia 12 de março deste ano.

Ativistas dizem que algum tipo de barreira flutuante poderia ser facilmente construída ao redor da área para manter os barcos de pesca ilegais, já que as vaquitas remanescentes estão concentradas em uma área tão pequena – um retângulo de cerca de 15 milhas por 7 milhas. Mas o programa do governo está bem longe disso. Ele propõe a simples marcação da reserva de vaquita com boias.

Infelizmente, todas as medidas tomadas serão pequenas diante dos milhares de dólares que os pescadores conseguem por uma bexiga.

Ativistas encontram corpo de boto vaquita no Golfo da Califórnia

Foto: Associated Press Photo

Foto: Associated Press Photo

O grupo ambientalista Sea Shepherd afirmou na quinta-feira ter encontrado o corpo do que parecia ser um um boto vaquita, uma espécie rara que talvez esteja entre as 10 que restam no mundo.

O grupo disse que os restos do animal estavam em decomposição avançada o que impossibilitou a identificação imediata da espécie. O corpo do animal foi entregues às autoridades para mais estudos.

Dois barcos de patrulha da Sea Shepherd encontraram o animal preso em uma rede de pesca na terça-feira no Golfo da Califórnia (México), o único lugar onde os pequenos botos, criticamente ameaçados de extinção vivem.

O grupo patrulha o golfo, também conhecido como Mar de Cortez, removendo redes de pesca ilegais. As vaquitas são apanhadas em redes colocadas para pegar totoabas, um peixe cuja bexiga é considerada uma iguaria na China.

Em um relatório divulgado no início desta semana, uma comissão internacional de especialistas estimou que apenas de seis a 22 vaquitas permanecem vivas.

O indíce mais baixo corresponde ao número de vaquitas realmente vistas na superfície da água durante uma viagem feita por pesquisadores no outono passado. A estimativa mais alta foi o número de animais que podem ter sido ouvidos em um sistema de monitoramento acústico flutuante, fazendo “cliques” característicos, como os golfinhos.

A comissão disse que o número mais provável de vaquitas remanescentes estaria em torno de 10.

Infelizmente as vaquitas estão concentradas em uma área cada vez menor, de cerca de 15 por 11 milhas, segundo o relatório.

“As poucas vaquitas remanescentes habitam uma área muito pequena, aproximadamente 24 por 12 quilômetros, a maioria dos quais fica dentro do Refúgio Vaquita. No entanto, os altos níveis de pesca de totoaba que ocorrem nesta área ameçam a espécie”, disse o relatório.

Defender as vaquitas nesta pequena área não deveria ser “uma tarefa impossível, já que a entensão a ser protegida não é grande”, acrescentou o relatório.

Mas os navios da Sea Shepherd estão sob crescente assédio e ataques no golfo nos últimos meses, e a temporada do totoaba – na qual o enorme peixe se reúne para se reproduzir – atingirá seu auge entre agora e maio.

A ousadia dos pescadores, o pequeno número de vaquitas remanescentes e a incapacidade da marinha e das autoridades mexicanas de impedir a caça, dispararam os alarmes entre os ambientalistas, que temem que o mamífero marinho possa ser extinto em breve.

“Relatórios da região sugerem que a pesca vem crescendo, e aconteceram vários episódios recentes de violência por parte de pescadores aos navios de proteção e remoção de redes e suas tripulações e até mesmo a marinha mexicana”, disse o relatório da comissão. “Esses eventos ilustram o fracasso repetido dos esforços de fiscalização e a falta de respeito pela lei mexicana por parte dos pescadores”.

Em uma proposta de última hora para salvar a vaquita, a comissão pediu ao governo mexicano para fornecer vigilância 24 horas e patrulhas mais frequentes da pequena área de habitat remanescente, além de “tomar todas as medidas necessárias para proteger as equipes envolvidas nas operações de remoção de redes”.

“Há pouca esperança para a vaquita”, disse Kate O’Connell, consultora de fauna marinha do Animal Welfare Institute. “O México deve agir de forma decisiva para garantir que toda a pesca que utiliza redes de pesca seja encerrada definitivamente em todo o golfo superior”.

Vereador luta pelo reconhecimento da senciência animal no México

Divulgação

Hiram Brahim, vereador da cidade de Gómez Palacio, no México, está lutando até seu último dia de mandato pela aprovação de um pacote de ações de promoção à proteção animal no município.

Ele defende que todos os animais são sencientes, possuem emoções complexas e assim como seres humanos, são capazes de sentir e reagir negativamente e positivamente à situações.

Dentro desse entendimento, Hiram reforça que é dever do Estado respeitar a integridade, cuidar e alimentar os animais, e principalmente, prevenir e impedir qualquer ato de crueldade contra eles. O vereador solicita também campanhas de castrações gratuitas como uma estratégia para um controle populacional ético.

Sem se declarar um ativista pelos direitos animais, Hiram defende que a verba do Estado é suficiente para cuidar tanto da população humana, quanto da animal. E afirma que cabe à administração municipal de Gómez Palacio fornecer os recursos necessários para que todos os animais sejam respeitados e tenham qualidade de vida.

O mandado de Hiram Brahim está próximo do fim, mas seu sucessor na Câmara Municipal, Miguel Salgado Salas, se comprometeu a dar continuidade às propostas abolicionistas de Brahim.

Homem que golpeou cão no México pode ter sido assassinado a facadas

Reprodução

O homem que aparece em um vídeo golpeando um cão com uma facada em um bar foi encontrado morto com mais de 50 facadas no porta malas de um veículo, na cidade mexicana de Piedras Negras, a mesma onde os maus-tratos ao cão foram filmados, segundo informações do blog brasileiro O Congresso.

Identificado como Gerardo Herrera (36), o agressor supostamente chegou a ser preso no dia 08 de janeiro, mas foi liberado após pagamento de fiança. Durante o depoimento ele teria confessado o crime e afirmado que atacou o animal porque o cão derrubou uma de suas cervejas.

Infelizmente, não conseguimos checar a veracidade do fato e nem as datas das ocorrências. O fato foi pouco explorado pela mídia mexicana e latina e é possível que seja um boato. A maior parte das informações, aparentemente, estão concentradas em blogs brasileiros e nas redes sociais Facebook e WhatsApp.

Entramos em contato com o departamento de polícia de Piedras Negras, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta. Nenhuma ONG de proteção animal do México emitiu posicionamento sobre o caso. Até o momento não há informações sobre o que aconteceu com o cãozinho.

Informação está concentrada em sites brasileiros e pode ser um boato | Foto: Reprodução

Entenda o caso

Imagens que mostram um homem atacando brutalmente um cãozinho a facadas em um bar viralizaram nas redes sociais essa semana e impressionam pela crueldade e psicopatia do agressor. O vídeo foi gravado na cidade de Piedras Negras, no México, supostamente no início desse ano.

O homem se aproxima do animal e finge que fará carinho, mas em seguida o esfaqueia brutalmente. O animal chora em agonia. Outro cão que presenciou os maus-tratos foge em desespero temendo ser agredido. Após atacar o cachorro, o agressor retorna ao bar e toma uma bebida.

A frieza e crueza do homem impressionam. Atualmente, apenas a Cidade do México, capital do país, possui um rascunho de legislação avançada para crime de maus-tratos. Lá, crimes contra animais podem dar pena de até seis anos de detenção, além de multa.

A apresentadora vegana Xuxa usou seu perfil no Instagram para compartilhar o vídeo e manifestar seu repúdio contra as cenas. “Esse monstro como muitos que batem em velhos, mulheres, crianças e tantos bichos ainda são protegidos pelos direitos humanos…. que humano é esse?”, diz a postagem que já conta com mais de 300 mil visualizações.

Homens matam brutalmente uma vaca que caiu de um caminhão

O transporte de animais a caminho de matadouros é extremamente estressante e doloroso para eles. Confinados e amontoados em espaços minúsculos, muitos deles não sobrevivem até o destino, que muitas vezes estão a dias de distância. Em uma dessas viagens, o fim dos animais foi ainda mais trágico.

Imagens chocantes foram feitas no México, no último fim de semana e mostram o momento em que os moradores matam brutalmente uma vaca na beira da estrada após um acidente.

Moradores no estado de Veracruz, no sudeste do México, abatem uma vaca depois que um caminhão transportando gado colidiu com outro veículo.

O vídeo, feito por um expectador, mostra cenas selvagens de moradores descendo ao local do acidente na cidade de Cosamaloapan para roubar e matar o gado.

Dezenas de pessoas podem ser vistas no vídeo correndo com cordas para amarrar os animais e levá-los para longe do local do acidente, enquanto policiais e curiosos observam de uma ponte.

Um grupo de homens tenta libertar o gado preso dentro do trailer.

Em um outro ponto do vídeo, as pessoas sobem em um dos animais e um homem começa a cortá-lo com um facão.

Segundo o jornal Diário do México, testemunhas disseram que os moradores estavam matando os animais na estrada enquanto os policiais apenas observavam. Ninguém foi detido pela matança perversa.

Fontes locais contaram que o caminhão que transportava os migrantes estava viajando em alta velocidade para evitar ser capturado pelas autoridades quando bateu no outro veículo.

A cena selvagem aconteceu no México depois que os moradores correram para o local do acidente de roubaram o gado.

Recentemente, um caso envolvendo outra vaca também foi noticiado pela ANDA, mas o desfecho foi bem diferente.

Uma vaca, chamada agora de Brianna, parou o tráfego na Interestadual 80 em Nova Jersey depois de escapar de um caminhão que estava a caminho de um matadouro. Ela foi resgatada e levada para o Skylands Animal Sanctuary e Rescue em Wantage, Nova Jersey.

Dois dias depois, para a feliz surpresa de todos, ela deu à luz um bezerro saudável, chamado Winter.

Mãe e filho viverão para sempre em segurança, longe da crueldade humana.

 

Cão mantido acorrentado sem espaço para deitar é salvo no México

Um cachorro da raça pit bull, de três anos de idade, foi encontrado amarrado, preso a uma corrente tão curta que o impedia de deitar para descansar, sem água, comida e abrigo para protegê-lo das condições climáticas. O caso aconteceu nas proximidades de Cancun, no México. Exausto, o animal inclinava a cabeça contra a corrente para tentar descansar. O sofrimento dele comoveu ONGs de proteção animal, que se uniram para salvá-lo.

(Foto: Animal Haven)

Totopo, como é chamado, tinha micose e sarna. Na pele dele, queimaduras eram vistas em vários pontos diferentes. “Suas orelhas pareciam ter sido cortadas com uma tesoura ou uma faca. E seus caninos foram arrancados”, disse Tiffany Lacey, diretora do Animal Haven, um grupo que encontra casas para animais abandonados e que se envolveu no caso do pit bull. As informações, do The Dodo, foram traduzidas pelo portal Histórias com Valor.

A família responsável pelos maus-tratos alegou que o cão estava sendo mantido naquelas condições como punição por ter corrido atrás de uma galinha. Após os tutores do animal serem convencidos a entregá-lo para adoção, Totopo foi levado para o Riviera Rescue AC, sob o comando de Matteo Saucedo.

Saucedo se uniu a Lacey, que mantém um abrigo para animais em Nova York, nos Estados Unidos, e juntos eles ajudaram o cachorro. A foto que revela os maus-tratos sofridos por Totopo foi considerada por Lacey como “uma das fotos mais horríveis” que ela já viu de um cachorro.

(Foto: Animal Haven)

Os dois defensores dos animais organizaram a transferência de Totopo e o cão pôde, enfim, ser levado a Nova York, onde passou a ser cuidado pela equipe do Animal Haven.

“Ele acabou de chegar há alguns dias na semana passada, e Matteo o trouxe até aqui”, disse Lacey. “Ele veio com dois outros cães que aceitamos. Um é chamado Temo e o outro é Clarita – e os dois [outros] cães estão paralisados”, completou.

Embora o pelo do corpo do cachorro ainda não tenha crescido completamente e os ferimentos dele não tenham sido curados, o animal surpreendeu a equipe da ONG por não ter nenhum problema psicológico que altere seu comportamento.

“Ele não se incomoda com todas as coisas terríveis que os humanos fizeram com ele”, disse Lacey. “Ele é tão feliz. É inacreditável que um cachorro que foi torturado (e nós nem sabemos por quanto tempo) age como se ele tivesse crescido em uma casinha aconchegante onde as pessoas o cercavam de amor. Mas sabemos que esse não era o caso dele. Ele apenas se recuperou”, acrescentou.

(Foto: Animal Haven)

Totopo anda bem de coleira na hora dos passeios e gosta de outros cachorros e das pessoas. “Totopo é o cão mais doce de todos os tempos. Ele ama as pessoas. Ele quer abraçar o tempo todo”, contou.

A melhor notícia em relação ao cão, no entanto, não é a evolução física do tratamento dele ou a forma como ele se recuperou psicologicamente dos traumas que sofreu, mas sim a possibilidade do final feliz dele estar bem perto de ser realizado. Isso porque muitas pessoas demonstraram interesse nele e, com isso, Lacey acredita que em breve poderá anunciar a adoção dele.

“Eu acho que se alguém está querendo mudar a vida de um cachorro… e ajudar a facilitar o capítulo final, onde o cachorro é amado e em um lugar quente e não precisa mais ser machucado novamente, essa história é definitivamente uma dessas”, finalizou.