Kovu, um cachorro da raça chow chow que se tornou um dos símbolos da cidade de São Tomé das Letras (MG), morreu na madrugada de segunda-feira (22). O animal tinha cerca de 14 anos e morreu de morte natural.
Foto: Reprodução / Facebook / Ser Criativo Pizza na Pedra
A pizzaria “Ser Criativo Pizza na Pedra”, onde Kovu vivia, lamentou a morte dele através das redes sociais. O cachorro ficou famoso na cidade por ser muito dócil e estar sempre deitado na porta da pizzaria. Os turistas que passavam pelo local costumavam parar e tirar uma foto ao lado do cão. As informações são do portal Varginha Online.
“É com imenso pesar que essa madrugada nos despedimos do nosso leão Kovu. Vai deixar saudades em todos nós. Já era quase um ponto turístico de São Thomé das letras. Vai em paz kovuzao. Nos vamos sentir muito sua falta e vamos te amar pra sempre. O melhor cachorro do mundo”, escreveu a pizzaria no Facebook. Uma imagem com fundo preto e a palavra “luto” foi colocada no perfil do Facebook do estabelecimento.
Foto: Reprodução / Facebook / Ser Criativo Pizza na Pedra
A publicação gerou comoção na internet. Até o momento, 1,4 mil pessoas curtiram a homenagem feita na rede social e mais de 380 fizeram comentários sobre Kovu. Muitos internautas publicaram fotos que tiraram com o cachorro.
“Meus sentimentos. Ele foi um cachorro tão adorado, sempre que eu ia em São Tomé via ele e fazia um carinho. Que saudade que vai ficar”, escreveu uma internauta. “Muito prazer ter conhecido esse cachorro tão especial. Descanse em paz Kovu”, disse outra.
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O vídeo de cágado tentando sobreviver em meio a rejeito de minério em Brumadinho (MG), na região da Mina do Córrego do Feijão, onde uma barragem se rompeu, foi divulgado cinco meses após o rompimento.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as imagens foram feitas no mês de junho. As informações são do jornal Estado de Minas.
O cágado foi encontrado durante uma operação de limpeza que os bombeiros realizavam para buscar por vítimas. Após ser localizado, o animal silvestre foi resgatado e encaminhado para receber atendimento veterinário.
As buscas por vítimas em Brumadinho continuam. Na quinta-feira (18), a operação chegou em seu 175º dia. Corpos de 22 pessoas são procurados. A operação conta com 145 bombeiros militares.
Lamentavelmente, a exploração animal permanece e um cachorro foi envolvido nas buscas mesmo após casos dramáticos com animais provarem o quão errado é forçá-los a buscar por vítimas – como o caso do cão Barney, explorado em Brumadinho que, depois, morreu afogado em outra operação de resgate e de Zeca, o cachorro que desenvolveu uma doença dermatológica após entrar em contato com os metais e resíduos da barragem de Brumadinho. Nestas operações, os cachorros são obrigados a aprender comandos anti-naturais, que eles não executariam por conta própria. E mesmo não tendo nascido para servir aos seres humanos, são submetidos a risco e tratados como objetos a serviço da humanidade, sem direito a viver suas vidas em paz.
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A operação para reprimir maus-tratos a cães em abrigo particular na zona rural de Sabará (MG), de propriedade de um policial civil do Estado de Minas Gerais, teve sua segunda etapa na tarde de ontem, 16 de julho, quando foram retirados 13 animais.
Foto: Divulgação
Médicos veterinários da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), apoiadores do MPMG, protetores de animais das ONGs Lobo Alfa e RockBicho e policiais militares do Meio Ambiente e policiais civis da Corregedoria da instituição integraram a operação desta terça-feira e encaminharam 13 animais para o Hospital Veterinário da FEAD.
Na primeira etapa, no dia 11 de julho, três cães em estado mais grave foram encaminhados para atendimento veterinário e seguem internados no Hospital Veterinário da UFMG.
Em geral, os animais estão muito magros, subnutridos, com alimentação inadequada , comendo suas próprias fezes, têm lesões de pele (feridas e cicatrizes) em várias partes do corpo, incluindo feridas recentes com sangramento e infecção; têm lesões oculares, estão acorrentados, o que impede movimentação porque são coleiras muito grossas e correntes muito pesadas, levando a lesões no pescoço devido à condição de aprisionamento; animais com comportamento de extremo medo frente às pessoas e, apesar do medo, buscam interagir e demandam carinho;
apresentam comportamento e vocalização que indicam sofrimento físico e emocional, recebem alimento totalmente inadequado e têm água suja; estão em local úmido, frio e, como estão acorrentados, não conseguem buscar local para se aquecer e manter uma temperatura corporal compatível com a vida. Há também animais em locais com muito sol, sofrendo estresse térmico.
“O que vimos lá no sítio é muito mais que crueldade. São vítimas de extrema covardia. Arrancaram a alma daqueles animais ao confiná-los com uma corrente de 12kg, 24 horas por dia, a vida inteira, desde que nasceram, sofrendo fome, frio, calor e com doenças. Mesmo assim são dóceis com humanos, nos pedem carinho e querem nos abraçar o tempo todo! É a pior situação que eu vi nos últimos anos”, relatou uma das protetoras integrantes da ação.
A retirada dos animais, que são mestiços de pit bulls dóceis, será gradual porque ainda não há para onde levar todos. Contudo, o autor firmou termo de compromisso com o MP para melhorar as condições dos animais que ainda estão no local até sua efetiva retirada.
“À medida em que formos conseguindo lares ou adotantes eles vão sendo retirados do sítio. Os custos com internações e manutenção desses 47 cães são altos e ainda não há fontes de custeio”, destacou Anelisa Ribeiro Cardoso, promotora de Justiça Cooperadora da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna do MPMG.
Para que as ações tenham êxito é urgente que surjam adotantes ou pessoas que possam dar lares temporários
e também ração de boa qualidade para alimentar os que ficaram no sítio.
Interessados em adotar ou dar lar temporário devem enviar e-mail para cedef@mpmg.mp.br ou ligar para o telefone 3330-9911. Quem puder doar ração favor entregar na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de MG na rua Platina, 189 – Prado e também nas unidades do Colégio Arnaldo:
Unidade Funcionários
3524-5000
Praça João Pessoa, 200 – BH
Entenda o caso
A primeira ação, no dia 11 de julho, foi organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil, uma vez que o investigado é policial civil. Para a ação, que cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Criminal de Sabará, foram mobilizados 40 policiais civis e militares, duas promotoras de Justiça, quatro médicos veterinários do MPMG e três da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de quatro auxiliares de veterinária.
O investigado, um policial civil, compareceu ao MPMG, prestou declarações e assinou Termo de Ajustamento de Conduta preliminar por meio do qual se obrigou a adotar medidas emergenciais, sob a orientação de médico veterinário, para assegurar o bem-estar dos cães. Ele ainda se comprometeu a entregar os cães para adotantes indicados pelo Ministério Público.
A apuração dos fatos se deu através de procedimento Investigatório Criminal do MPMG, que teve início em 14 de novembro de 2018.
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Um gato morreu após ser contaminado pela raiva em Itaú de Minas (MG). O diagnóstico veio dias após a morte do animal. Antes disso, a tutora havia encaminhado o gato para uma clínica veterinária ao notar que ele estava agressivo, salivava em excesso e tinha dificuldades de locomoção – mas o animal foi liberado pelo veterinário e voltou para casa, sem diagnóstico fechado.
A mulher, que foi arranhada pelo gato, e o marido dela, que teve contato com a saliva do animal, receberam medicação. O caso é acompanhado pela prefeitura. Casos de raiva em gatos não eram registrados na cidade há mais de 16 anos. Na capital do estado não há registro da doença em gatos desde 1984 e último caso notificado em cães foi em 1989.
Foto: Pixabay/Ilustrativa
“O gatinho faleceu em 19 de junho e as amostras de sangue foram enviadas ao Instituto Mineiro de Agropecuária. É raríssimo aparecer casos de raiva em felinos, há mais de dezesseis anos não temos um aqui. Para tentar resolver, fechamos o cerco na zona rural. O protocolo pede que todos os animais da região onde o animal morreu sejam presos por dez dias, para observamos o comportamento”, explica Maria Pimenta de Jesus, coordenadora do Programa de Saúde da Família e do Pronto Socorro Municipal de Itaú de Minas, em entrevista ao portal O Tempo.
Todos os animais da região onde o gato vivia receberam novas doses da vacina contra raiva. Um cachorro que vivia na zona rural também apresentou quadro sintomático semelhante ao da raiva. “Os moradores prenderam o animal para vigiá-lo, mas ele acabou fugindo nesse fim de semana. Nós achamos que o cachorro já deve ter morrido”, comenta Pimenta.
De acordo com a coordenadora do programa, o gato não foi vacinado na última campanha. “A tutora nos contou que ele ainda não tinha 90 dias quando aconteceu a campanha e animais com menos de três meses não podem receber a dose. Depois que passou a campanha, ela não procurou a rede privada para vaciná-lo. Às vezes passa despercebida a necessidade da prevenção, as pessoas às vezes acham que, por não haver muitos casos da doença, ela foi erradicada”, explica.
O fato de poucos gatos apresentarem a doença não significa que eles são mais resistentes a ela, segundo a professora de doenças virais da escola de Medicina Veterinária da UFMG, Maria Isabel Guedes. “Nós temos um bom controle da raiva urbana graças a uma taxa de cobertura vacinal acima de 80% nos últimos anos. É o sucesso da campanha de vacinação que garante a diminuição da transmissão da raiva nos municípios”, afirma.
Segundo ela, é preciso que a vacinação continue sendo realizada anualmente. “Estamos vendo um aumento no aparecimento de casos de morcegos no ambiente urbano, morcegos que se alimentam de insetos e de néctar que podem transmitir o vírus da raiva. Pode acontecer de o morcego se infectar e cair morto ao chão. Assim, cães e gatos por instinto podem querer brincar com ele e mordê-lo. Se o animal não estiver vacinado, ele pode vir a óbito”, comenta.
Morcegos hematófagos – que se alimentam de sangue – transmitem a raiva nas zonas rurais ao morder bovinos e equinos. “A raiva é invariavelmente fatal. Se o vírus chega ao sistema nervoso central, o ser humano ou o animal vem ao óbito. Existe apenas dois casos na literatura médica brasileira de pessoas que sobreviveram ao vírus”, alerta a professora.
“No início da doença, o animal apresenta alterações em seu comportamento. Se era mansinho, pode se tornar mais agressivo, atacar pessoas. Ele também apresenta salivação extrema e começa a espumar mesmo, dificuldade respiratória e falta de apetite. Mais para o final, o animal apresenta muita confusão mental e dificuldade para se locomover, muitos não conseguem mesmo andar”, explica Guedes.
É importante, portanto, vacinar os animais e levá-los para o veterinário caso sintomas apareçam. No caso dos morcegos encontrados mortos, a recomendação é acionar o Centro de Controle de Zoonoses para recolhê-los.
“O animal deve ser vacinado anualmente e, no caso dos filhotes, é preciso que estejam protegidos já aos quatro meses de vida. É importante que as pessoas se lembrem que não estamos livres da doença”, defende Guedes.
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Dez lojas que exploram animais para venda no Mercado Central de Belo Horizonte (MG) foram autuadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG), na quarta-feira (10), por violarem normas de bem-estar animal.
Foto: CRMV/Divulgação
O comércio de animais no Mercado Central fere a lei municipal n°7852, que proíbe a entrada de animais em ambientes onde é realizada a venda de alimentos. Apesar disso, a manutenção do comércio de animais no local foi mantida por uma liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), emitida em 2018.
O fato do comércio ocorrer de maneira legal no mercado reforça o argumento de ativistas pelos direitos animais, que frequentemente alertam que a única solução para por fim aos maus-tratos a animais no comércio é colocando fim a prática da venda de seres vivos. Estabelecer normas para que os animais não sejam maltratados não impede que eles sejam vítimas de negligência e de violência – se impedisse, as lojas do Mercado Central não teriam sido autuadas.
Os proprietários das lojas têm até 30 dias para se adequarem a exigências feitas pelo CRMV-MG. Em caso de descumprimento das determinações, eles terão que pagar multas que variam de R$ 3 mil a R$ 24 mil. O mercado não se posicionou sobre o caso. As informações são do portal O Tempo.
As irregularidades encontradas nos estabelecimentos autuados vão desde falta de médico veterinário como responsável técnico pelo local a descumprimento de normas básicas. Os fiscais orientaram os proprietários das lojas a garantir abrigos adequados e seguros aos animais.
“Os comerciantes foram muito solícitos, o que contribuiu com o sucesso de nossa ação fiscalizatória”, avalia a médica-veterinária e chefe do setor de Fiscalização do CRMV-MG, dra. Rafaela Luns.
A legislação que autoriza que animais sejam explorados para a venda exige a presença de um veterinário nos estabelecimentos para que o profissional assegure conforto, segurança e higiene aos animais, que devem estar vacinados e vermifugados.
Nota da Redação:a ANDA é veementemente contra o comércio de qualquer espécie de animal por entender que seres vivos não devem ser tratados como mercadorias. Precificar uma vida e disponibilizá-la para venda é uma prática antiética que contraria os status de sujeito de direitos e de ser senciente – isso é, capaz de sofrer – do animal. Como defensora dos direitos animais, a ANDA recomenda aos leitores que sempre optem pela adoção e que não comprem animais em hipótese alguma.
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Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) flagrou, na quinta-feira (11), 48 cachorros de grande e médio porte em situação de maus-tratos na zona rural da cidade de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O acusado estava sendo investigado desde novembro de 2018.
(Foto: MP/Divulgação )
O responsável pelos animais, um policial civil que não foi identificado, compareceu à sede do Ministério Público, prestou depoimento, comprometeu-se a adotar medidas emergenciais, sob a orientação de um veterinário, para garantir o bem-estar animal. Esse comprometimento foi registrado em um termo de ajuste de conduta preliminar, assinado pelo policial.
Os cachorros receberam cuidados emergenciais e foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais para que o quadro de saúde deles fosse verificado. O tutor dos animais concordou em entregá-los para adotantes indicados pelo MP, que em breve divulgará quais cães estão disponíveis para adoção. As informações são do Estado de Minas.
De acordo com nota do MP, a ação foi organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG, e contou com a participação da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil, devido à condição de policial civil do acusado.
Participaram da ação 40 policiais civis e militares, quatro auxiliares de veterinária, duas promotoras de Justiça, quatro médicos veterinários do MPMG e três da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Dos 48 cachorros, três foram encaminhados ao Hospital Veterinário da UFMG e o restante ficou sob a tutela do acusado.
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Policiais civis da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Fauna (DEICCF) encontraram 13 cachorros, sendo quatro adultos e nove filhotes, em situação de maus-tratos em uma casa no bairro Providência, em Belo Horizonte (MG).
(Foto: Polícia Civil/ divulgação)
Sem alimento e água e em um ambiente insalubre, repleto de mato, lixo, sujeira e objetos espalhados, os cachorros foram encontrados com infestação de pulgas e carrapatos, desnutrição e sinais de apatia e desânimo. As informações são do portal Estado de Minas.
A tutora dos cães afirmou que eles estavam sem água porque haviam derrubado a vasilha e que a ração tinha acabado na noite anterior. O comportamento dos animais, no entanto, demonstrou o contrário. Isso porque, ao receberem água e ração dos policiais, eles se desesperaram, tamanha era a fome e a sede que sentiam, e disputaram o que lhes foi oferecido.
Cinco dos 13 cachorros, que estavam mais debilitados, foram levados para o hospital veterinário do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH). Os filhotes já estão disponíveis para adoção, já os adultos serão doados após serem castrados.
Para adotar um dos animais é preciso entrar em contato com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) pelo telefone (31) 3212-1356 ou pessoalmente, n rua Bernardo Guimarães, 1.571, Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
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O 14º Grupo de Artilharia de Campanha de Pouso Alegre, em Minas Gerais, abandonou cães em uma estrada e revoltou moradores e protetores de animais da cidade. O abandono foi realizado há quase um mês, mas o caso foi divulgado apenas na noite de segunda-feira (1), quando o protetor Hélio Carlos de Oliveira denunciou a situação. De acordo com ele, dois dos cães abandonados foram encontrados mortos e outros dois estão desaparecidos.
Cachorro abandonado pelo quartel está desaparecido (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)
Os animais, que viviam em situação de rua, encontraram abrigo no quartel. No local, eles recebiam cuidados dos militares. Um militar do 14º GAC, que preferiu não se identificar, e o próprio comando do quartel, confirmaram o abandono. As informações são do portal Pouso Alegre.Net.
O militar disse ainda que esta é a segunda vez que um comando ordena que cachorros sejam retirados do quartel. Na primeira vez, quatro cachorros teriam sido abandonados em uma estrada – a testemunha não soube precisar se o abandono foi realizado em 2016 ou 2017.
Ainda de acordo com o militar, uma mobilização foi feita no quartel para buscar adotantes para os cães assim que a hipótese de abandono foi descoberta. Com a ação, três dos cachorros conseguiram lares, o restante tira sido retirado do quartel à noite. O militar afirma que os profissionais do quartel teriam saído do local no fim da tarde e que, ao retornarem no dia seguinte, só encontraram um cachorro na unidade – trata-se do cão Sorriso, que está no quartel há cerca de cinco anos.
Cães foram encontrados mortos após o abandono (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)
O militar disse também que os cachorros eram bem tratados pela maior parte dos militares, inclusive pelo comandante Mauro Fernando Rego de Mello Júnior, que confirmou o abandono dos cachorros. Segundo ele, desde que chegou a Pouso Alegre, há 18 meses, vários animais entravam no quartel e alguns ficavam no local, sendo alimentados por uma colaboradora civil, responsável pela cantina, e por soldados.
De acordo com Mello Júnior, o fácil acesso ao local fez com que, com o tempo, entre 15 e 20 cães estivessem no quartel. Quando as fêmeas entravam no cio, os animais causavam alvoroço na unidade, ainda segundo o comandante que completou dizendo que reclamações sobre os animais teriam sido levadas em consideração no momento de decidir abandoná-los.
Cães viviam no quartel em Pouso Alegre (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)
O comandante afirmou que pessoas que passavam pela calçada do quartel reclamaram que alguns cães avançaram nelas. Além disso, o início das aulas do Programa Forças no Esporte (Profesp), com 200 alunos da rede municipal de ensino, que participam de atividades nas dependências do 14º GAC, levou à decisão, segundo Mello Júnior, de retirar os cachorros do local para evitar que eles mordessem as crianças, em um instinto de defesa.
Mello Júnior afirmou que acionou a Prefeitura de Pouso Alegre, mas que recebeu a resposta de que a administração municipal não teria um local para levar os cachorros. Questionada, a prefeitura não confirmou o pedido que o comandante alega ter feito, mas afirmou que o Centro de Bem-Estar Animal realmente não abriga animais, apenas provê tratamento veterinário a eles e, em caso de necessidade, os encaminha para ONGs.
Quartel do Exército em Pouso Alegre (Foto: Google Street View)
Diante disso, continuou o comandante, foi dada a ordem para que pouco mais de 10 cachorros fossem colocados em um veículo e abandonados em uma área rural da cidade. Outros cães permaneceram na unidade. Mello Júnior disse que tentou adotar dois deles, mas que os animais não se adaptaram ao ambiente fechado e que, por isso, os levou de volta ao quartel.
Adoção e busca pelos cães
O protetor Hélio Carlos está à procura de pessoas que estejam dispostas a adotar, de maneira responsável, algum dos cachorros abandonados pelo quartel. Ele pediu ainda que a população o ajude a localizar os cães que desapareceram.
Cão desapareceu após ser abandonado pelo quartel (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)
“Quem mora próximo ao local do abandono e tiver qualquer informação sobre os dois desparecidos favor segurá-los e entrar em contato comigo pelo 9 9938 8187”, afirmou o protetor.
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O projeto “Amicão – Cão na Escola”, de iniciativa do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) de Juiz de Fora (MG), está incentivando escolas a adotar animais abandonados. O proposta surgiu após a Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo adotar o cachorro Guto.
Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo
O objetivo da Demlurb é oferecer assistência aos animais – desde a castração até atendimento veterinário – para incentivar as escolas a acolhê-los. As ações, que incluem orientação aos diretores das instituições, serão feitas pelos departamentos de Educação Ambiental (DEA) e de Controle Animal (Dcan).
A Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo, que conta com 400 estudantes, da educação infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental e também turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), adotou Guto para dar qualidade de vida a ele e escolheu esse nome para homenagear o professor Augusto Gotardelo. O animal ganhou até uma casinha, que foi construída com verba do Dcan.
“Guto chegou em um dia de chuva, se escondendo, em dezembro de 2018. A escola acolheu, ele está lá, feliz. A saúde dele está muito melhor. As crianças se revezam nos cuidados. Está sendo uma experiência maravilhosa”, contou gerente do Departamento de Controle Animal (Dcan), Miriam Neder.
Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo
Outras duas escolas já aderiram à iniciativa: a Escola Municipal Marília de Dirceu, que adotou o cachorro Dirceu, e a Escola Municipal George Rondebach, que adotou a gata Nina.
“Nós estamos tentando trabalhar com as crianças nas escolas, porque, como todos sabemos o abandono é, ainda, infelizmente muito grande. A nossa esperança de um futuro melhor são as crianças. Elas aprendem, mesmo quem não tem muita afinidade, a respeitar, que aquele animal precisa de carinho, de comida, de cuidado veterinário. Eu acho que vai ser muito bacana. Acredito que vai dar muitos bons frutos”, disse Míriam ao G1.
Para participar do projeto, as escolas devem procurar o Departamento de Educação Ambiental do Demlurb pelo telefone (32) 3690-3571.
Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo
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Uma égua grávida de oito meses caiu em um buraco de três metros de profundidade na madrugada de segunda-feira (24) em Montes Claros, no estado de Minas Gerais. O Corpo de Bombeiros foi acionado por um proprietário de um fazenda da comunidade de Campos Elísios.
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
O homem chamou os bombeiros após perceber que o animal desapareceu. Encontrada dentro de uma fossa seca, que estava desativada há meses, a égua foi resgatada. As informações são do G1.
Um sistema de redução de força para o resgate, por meio de um tripé e de polias, foi utilizado pelo Corpo de Bombeiros para retirar o animal do buraco.
De acordo com a corporação, o trabalho de resgate durou cerca de 40 minutos. O tutor da égua não sabe informar como ela foi parar no local, mas suspeita que ela tenha passado pela varanda da casa da propriedade onde vive e caído no buraco, que fica aos fundos do imóvel.
Ao final do resgate, a égua foi devolvida ao tutor sem ferimentos.
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