Manifestantes protestam contra comércio de animais em Belo Horizonte (MG)

Ativistas protestaram contra o comércio de animais e os maus-tratos, na manhã de domingo (19), na região central de Belo Horizonte (MG).

Inicialmente, o ato seria realizado na calçada em frente ao Mercado Central. Impedidos de executar esta ação devido a uma liminar na Justiça, os manifestantes caminharam da Avenida Amazonas, na porta do estabelecimento, até a Praça Sete.

(foto: Túlio Santos/EM/D.A PRESS)

“Pela vida, a favor dos animais”, gritavam os ativistas, que fizeram o ato em prol dos animais domésticos e silvestres e carregaram uma grande faixa com os dizeres “crueldade nunca mais”. As informações são do Estado de Minas.

“O objetivo é conscientizar a população para a crueldade envolvida no comércio de animais domésticos e silvestres. Tanto antes, quanto durante e depois desse comércio”, diz Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro Pelos Direitos dos Animais. A entidade, segundo ela, recebe denúncias de maus-tratos.

Segundo ela, as condições impostas por traficantes aos animais são degradantes. Os domésticos, por sua vez, sofrem ao serem explorados para reprodução e venda. “No caso dos domésticos, as matrizes são mantidas em fundos de quintal até a exaustão, sendo exploradas até não darem conta mais de reproduzir”, afirma.

“Por si só o fato de serem colocados como objeto, como mercadoria e como produto já é suficiente para estarmos nas ruas”, acrescenta Adriana. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar.

Fim do recebimento de animais em zoo de Uberaba (MG) é definido em reunião

Uma reunião realizada na quarta-feira (15) entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Prefeitura de Uberaba (MG) definiu, entre outras questões, que o Zoológico Municipal Parque Jacarandá não irá mais receber animais. A reunião foi feita no Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente (Caoma), da Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Foto: André Santos/Prefeitura de Uberaba

O encontro ocorreu após uma denúncia sobre más condições dos animais no parque ter sido recebida pelo MPMG. Na reunião, além do fim do recebimento de animais, ficou definido que serão realizadas melhorias na estrutura e no manejo, para melhorar a qualidade de vida dos animais, e que os animais que vivem no local receberão o devido cuidado até o final da vida deles. A prefeitura se comprometeu em promover as ações. As informações são do G1.

Participaram da reunião o prefeito Paulo Piau (MDB), a primeira dama de Uberaba, Heloísa Piau, a promotora de Justiça de Meio Ambiente, Monique Mosca, o coordenador regional de Uberaba, promotor Carlos Valera, a coordenadora estadual de Defesa da Fauna, Luciana Imaculada de Paula, a médica veterinária do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Luciana Pereira Carneiro, e o médico veterinário Gustavo Xaulim.

Os promotores expuseram preocupação com o bem-estar dos animais durante o encontro e pontuaram que o modelo do parque não atende ao novo paradigma ético dos direitos animais. O prefeito, por sua vez, informou que o local não tem recebido novos animais, devido à expectativa de encerramento gradual das atividades, “de forma a compatibilizar os anseios da sociedade na opção de lazer com o interesse genuíno dos animais de viverem no habitat deles”.

Na reunião, foi lembrado também que alguns zoológicos estão fechando as portas devido a uma tendência de diminuição da manutenção de animais em cativeiro. A médica veterinária do IEF, Luciana Pereira Carneiro, sugeriu que a possibilidade de implantação de recintos do tipo “viveiro interativo”, especialmente para aves, seja avaliada, com o objetivo de reduzir o custo de manutenção da estrutura e também para deixar o animal mais próximo do habitat.

Uma vistoria técnica, de responsabilidade do IEF, foi marcada para esta sexta-feira (17) no local. O intuito é avaliar a possibilidade técnica e estrutural da adequação do local em um “viveiro interativo”. Um relatório será feito após a vistoria e encaminhado ao MPMG no prazo de 15 dias.

O MPMG deve receber também, no prazo e 30 dias, uma proposta, feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Uberaba (Semam), sobre o futuro do parque, além de um projeto de educação ambiental para conscientização da população sobre a inadequação deste tipo de estabelecimento, sobre o paradigma ético dos direitos animais e a medida de transição para a nova proposta de uso do parque.

Depois de receber os relatórios, o MPMG deve encaminhar uma proposta de aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), já celebrado com o município, cujo prazo para cumprimento já terminou.

Programa Regional de Defesa da Vida Animal

Ainda durante o encontro, foi ratificada pelos promotores a assinatura do termo de adesão do município ao Programa Regional de Defesa da Vida Animal (Prodevida), o que assegura a cessão gratuita e exclusiva de uma Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Umees) e uma capacitação realizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef) em Uberaba, em parceria com o CRMV em Uberaba.

Por ser presidente da Amvale, o prefeito Paulo Piau foi solicitado pela promotora Luciana Carneiro para que intervenha junto aos demais prefeitos da região em prol do favorecimento à adesão ao Prodevida.

Ibama fechará dois centros de recebimento de animais silvestres devido a corte do governo

Dois dos três Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Minas Gerais serão fechados devido ao corte orçamentário promovido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo). O anúncio de fechamento foi feito pela Superintendência do Ibama no estado. O órgão sofreu um corte de 24% no orçamento anual.

Foto: Pixabay

O corte retira recursos que cobririam praticamente três meses das despesas previstas para 2019, reduzindo o orçamento do Ibama de R$ 368,3 milhões, conforme constava na Lei Orçamentária (LOA), para R$ 279,4 milhões. As informações são do portal Estado de Minas.

As unidades dos Cetas que serão fechadas são as de Juiz de Fora e de Montes Claros. Os locais são responsáveis por receber animais silvestres resgatados após serem vítimas do tráfico e de acidentes, como atropelamentos. Animais que eram mantidos em cativeiro e são entregues de forma voluntária e também aqueles que estão doentes, resgatados por órgãos parceiros, pelo Corpo de Bombeiros e pelo próprio Ibama, também são levados aos Cetas.

Com o fechamento das unidades, os cerca de cinco mil animais mantidos por elas serão levados para locais adequados ou transferidos para o Cetas de Belo Horizonte ou para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Nova Lima. O número de profissionais desses locais, no entanto, não deve ser aumentado.

O Cetas de Belo Horizonte foi o único que permaneceu com as atividades, por ser o que recebe um maior número de animais – de 8 a 10 mil por ano. Com o fechamento das outras unidades e a transferência dos animais, esse número pode chegar a até 15 mil.

Segundo o Ibama, a decisão de fechar os dois centros tem relação com o impacto ser menor, “apesar de imensurável para as regiões envolvidas, (o fechamento) será menor do que o do fechamento do Centro de Belo Horizonte”.

De acordo com o órgão, o corte orçamentário gera “perdas imensuráveis”. “O Ibama reconhece o enorme impacto negativo que tal decisão gera, não só para a fauna silvestre do Estado, como para toda a biodiversidade brasileira. As perdas são imensuráveis, já que, sem local para destinação, os animais mantidos irregularmente não serão mais resgatados pelos entes fiscalizadores, o que acaba por incentivar o crime contra a fauna a longo prazo”, disse.

Após cerca de 20 dias de buscas, onça-pintada é resgatada em Juiz de Fora (MG)

A onça-pintada que foi vista circulando por Juiz de Fora (MG) foi resgatada na noite de domingo (12), no Jardim Botânico, após cerca de 20 dias de buscas.

Foto: Pedro Nobre/UFJF

A onça foi resgatada através de uma armadilha de caixa instalada perto do prédio administrativo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As informações são do portal G1.

Exames foram feitos no animal e um colar foi colocado nele, para que ele possa ser monitorado. Trata-se de um macho, em bom estado de saúde e em fase reprodutiva. Ele já foi encaminhado para uma reserva de Mata Atlântica, que não teve a localização exata divulgada por motivo de segurança.

“Agora as equipes técnicas do Jardim Botânico vão trabalhar, tem que ser desmontado tudo que foi preparado aqui dentro para a captura do animal, as armadilhas. Em seguida, vai ser feita uma avaliação do estado do Jardim Botânico. Nós pretendemos o mais breve possível reabri-lo para visitação”, disse Marcus David, reitor da UFJF.

Foto: Reprodução/Facebook

O primeiro registro da onça foi feito no dia 25 de abril, no Jardim Botânico, que foi fechado para visitação no dia seguinte. Desde então, os trabalhos para tentar resgatar o animal, visto em diversos locais da cidade, foram iniciados.

Quatro armadilhas de caixa foram colocadas em pontos internos e externos do Jardim Botânico para resgatar a onça. Atraído até o fundo de uma das caixas por uma isca, o animal foi resgatado. Além dessas armadilhas, outras seis de laço foram colocadas em outros locais da Mata do Krambeck.

Para fazer as buscas, uma comissão foi criada. Ela era composta por sete instituições: Campo de Instruções do Exército Brasileiro em Juiz de Fora, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Estadual de Florestas (IEF/Cetas), Polícia Militar (incluindo a Polícia de Meio Ambiente), Prefeitura de Juiz de Fora e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A comissão recebia também acompanhamento e atuação técnica do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio).

Foto: UFJF/Divulgação

Comissão do legislativo mineiro aprova projeto que reconhece animais como sencientes

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, nesta terça-feira (7), um projeto de lei que reconhece os animais como seres sencientes. O parecer aprovado é de autoria da relatora e deputada Ana Paula Siqueira (Rede).

(Foto: Juliana Cipriani / EM / D.A. Press)

O projeto inicial reconhece os animais como sujeitos de direito e os enquadra no conceito usado para pessoas físicas e jurídicas, deixado de tratá-los como “coisas”. O termo, no entanto, foi retirado no substitutivo aprovado. Os autores da proposta, porém, já se mobilizam para retomar o texto original na próxima comissão. As informações são do Estado de Minas.

Ana Paula retirou o termo “sujeitos de direito” sob a alegação de que a doutrina jurídica brasileira não adota esse reconhecimento. O novo texto, apresentado por ela, diz que os animais “são reconhecidos como seres sencientes, sujeitos a dor e sofrimento”. A comissão aprovou a mudança por unanimidade. O projeto segue agora para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

De autoria do ex-deputado estadual (atual federal) Fred Costa (PEN) e do deputado estadual Noraldino Junior (PSC), a medida pretende mudar a condição dos animais na legislação mineira que define maus-tratos.

Na justificativa do projeto, os autores afirmam que em países da Europa os animais já foram reconhecidos como sujeitos de direito. “A Nova Zelândia e a França modificaram suas legislações conferindo aos animais o status de seres sencientes, ou seja, retirando-os definitivamente da condição de coisa. Alguns países como a Alemanha, Suíça e Áustria fazem constar em seus textos legais que animais não são objetos”, afirmam.

Os parlamentares lembram, porém, que para uma mudança efetiva legal para este caso, é preciso alterar a legislação federal.

A atitude da relatora, de alterar o projeto, foi criticada pelo deputado Fred Costa. Para ele, a alteração feita por Ana Paula descaracteriza a proposta. “Lamentavelmente o direito que a gente queria garantir fica prejudicado. Esse substitutivo desfigurou a razão de existir do projeto”, diz. Costa considera ainda que a modificação proposta na lei mineira funcionaria como um paliativo, mas solucionaria a questão no estado de Minas Gerais.

Para justificar a mudança que propôs, Ana Paula afirmou que não pode se sobrepor ao Código Civil. “As políticas e leis voltadas para resguardar os direitos dos animais já conquistaram avanços importantes, como a lei 22.231, que deixa muito clara a questão dos maus-tratos e a punição que cabe nestes casos. O reconhecimento dos animais como sujeitos de direito é uma questão que precisa ser debatida em nível nacional, pois exige mudanças no Código Civil”, explica.

O deputado Noraldino Junior informou que vai apresentar uma emenda para que o projeto volte a ter o texto original. Após ser avaliado pelas comissões, a proposta será encaminhada ao plenário.

Legislações federais

Dois outros projetos, que tramitam no âmbito federal, pretendem mudar o status dos animais no país. No Senado, um deles afirma que os animais não serão considerado coisas no Código Civil. De autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB), a proposta foi aprovada pelo Senado e pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e seguiria para avaliação do presidente, mas teve o prosseguimento impedido por um recurso no plenário movido pela bancada ruralista. O texto aguarda agora deliberação da Mesa Diretora da Casa.

O deputado Ricardo Izar é o autor do outro projeto, também aprovado pela CCJ da Câmara, que quer que os animais passem a ser tratados como sujeitos de direitos despersonificados. No relatório aprovado em 2017, foi expressa a sugestão de que o novo status fosse incluído na Lei de Crimes Ambientais e não no Código Civil. O projeto aguarda avaliação do Senado.

Filhote de cachorro cai em bueiro e é resgatado por bombeiros em MG

Um filhote de cachorro caiu dentro de um bueiro em Montes Claros (MG) e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, na madrugada de segunda-feira (6). Os militares foram acionados por moradores da região. O cachorro caiu na entrada da boca de lobo, na rua Coronel Spyer, e não conseguiu sair sozinho.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Quando os bombeiros retiraram a tampa de concreto do bueiro, o filhote se assustou e caminhou por cinco metros dentro da tubulação, dificultando o resgate. Os militares decidiram, então, manter uma certa distância para que o animal voltasse para a ponta do bueiro e pediram para que um vigia buscasse a mãe do filhote, que, ao se aproximar, o atraiu. Um dos bombeiros desceu dentro do buraco e pegou o cão. As informações são do G1.

“Como eu era o menor da guarnição, desci. Percebi que ele se assustou e entrou cinco metros para dentro do cano. Era impossível acessá-lo, porque nosso equipamento de segurança é mais largo e mais curto. Não teria como retirá-lo da maneira convencional. O pessoal que solicitou chamou a cadela. Quando ela chegou, ficamos fazendo barulho para chamá-lo, ele se aproximou e puxei ele pela cabeça. Se não fosse a cadela, não iriamos conseguir retirá-lo pela largura do cano”, conta o sargento Kollek Pereira, do Corpo de Bombeiros.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Segundo o militar, resgatar o filhote foi gratificante. “Foi muito boa a sensação de ter conseguido retirá-lo, principalmente porque teve a participação da mãe, foi fundamental. Quando puxei ele pela cabeça e ele não estava ferido foi muito bom. Se a cadela não tivesse se aproximado, nós não iriamos poder deixar um bueiro do Centro da cidade aberto e, caso chovesse, ele iria morrer afogado. A gente sente que conseguiu cumprir a missão”, comemora o sargento.

Após ser resgatado, o filhote foi entregue a um morador da região. De acordo com os bombeiros, o filhote e a mãe dele vivem em situação de rua, em um lote vago nas proximidades do bueiro, e recebem cuidados da vizinhança, que se reveza para dar água e comida para eles.

Ao final dos trabalhos, os bombeiros recolocaram a tampa do bueiro no local.

Especialistas tentam resgatar onça encontrada em universidade em MG

Na manhã deste sábado (4), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou que os especialistas ainda não resgataram a onça-pintada após a instalação de duas armadilhas de laço, que estão escondidas no chão do Jardim Botânico da universidade. Ainda não foi divulgado o local exato que o animal será levado após o resgate.

Novas fotos foram divulgadas da onça-pintada no Jardim Botânico em Juiz de Fora — Foto: Pedro Nobre/UFJF

Os profissionais iniciaram a instalação dos objetos nesta sexta-feira (3), após a chegada do biólogo Rogério Cunha e o veterinário Paulo Roberto Amaral, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap).

Ainda conforme a UFJF, os profissionais trouxeram um colar para monitoramento via GPS e equipamentos que compõem a armadilha de laço. Para a preservação da espécie, ao ser resgatado, o felino será levado para uma área florestal ampla e adequada para a reprodução da espécie.

Processo de captura

De acordo com UFJF, as armadilhas foram instaladas baseadas no trajeto utilizado pelo felino. Em seguida, os professores e biólogos cavaram um buraco, onde colocaram um laço, preso a uma alavanca, sobre uma almofada.

Equipe instala armadilha de laço, escondido no chão; técnica é das mais seguras e eficazes — Foto: Raul Mourão/UFJF

Um transmissor também foi instalado na área da armadilha. Conforme a assessoria do Jardim Botânico, ele envia sinais sonoros a uma sala do local, onde a equipe se reveza de plantão na escuta dos sinais, desde o anoitecer, quando se inicia a movimentação do animal.

Para assegurar que o felino não escape até que o profissional, acompanhado do médico veterinário Paulo Roberto Amaral, chegue até a onça, o laço é preso a quatro vergalhões de ferro enterrados, de cerca de um metro.

A uma distância de 15 a 20 metros, o veterinário irá atirar uma dosagem mista de anestésico local e tranquilizante. “É um anestésico forte, potente, porém o animal fica excitado com luz e barulho. Não sente dor. É bastante seguro com uma dosagem básica”, explica o veterinário.

Colar possui transmissor com GPS e dispositivo retangular externo que se desprende, em um ano, e faz o colar se abrir (Foto: Raul Mourão/UFJF) — Foto: Raul Mourão/UFJF

Localização

Após o transporte da onça-pintada para o novo local, o animal vai receber um colar com um transmissor para monitoramento de 24 horas. A cada hora, o aparelho emite sinais de localização captados pelo Cenap e compartilhados com a universidade.

Segundo a UFJF, o animal deve ficar com o aparelho por cerca de um ano. Ao chegar neste limite, um dispositivo, conhecido como “dropoff”, se desprende, e o colar se abre. A partir do último sinal emitido, é possível recuperá-lo, uma vez que a bateria do colar dura um ano e meio.

Fonte: G1

Embriões de peixe morrem e sofrem anomalias após testes sobre toxicidade da lama de Brumadinho (MG)

Embriões de peixe-zebra foram vítimas de um teste sobre a toxicidade da lama que atingiu Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem. Casos de anomalias e mortes foram registrados. O estudo foi feito por cientistas de universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro e de São Paulo e incluiu dosagem de poluentes, quantificação de micro-organismos potencialmente perigosos e testes ecotoxicológicos.

Rio Paraopeba 30 dias após a barragem romper em Brumadinho (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

A lama foi coletada cinco dias após a ocorrência do crime ambiental e, mesmo após ser diluída 6.250 vezes, matou embriões e causou defeitos graves neles, segundo Mônica Lopes-Ferreira, cujo laboratório funciona no Instituto Butantan, em São Paulo.

Os testes feitos com água retirada de locais mais próximos da área do rompimento da barragem resultaram em maior letalidade aos embriões. O material coletado junto à mina gerou mortalidade de até 100%. Deformações no cérebro, na boca, na coluna, na cauda e hemorragias foram causadas pela água retirada de todos os pontos abaixo do local onde a barragem rompeu.

“Para testar a lama tivemos que diluí-la até 6.250 vezes e ainda assim ela continuou letal para os embriões, o que atesta sem dúvida seus risco para a saúde”, diz Mônica Lopes-Ferreira. As informações são do O Globo.

Corpo de Bombeiros trabalhando em Brumadinho após crime ambiental (Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS)

No experimento, cinco embriões de peixe-zebra foram deixados dentro de 50 microlitros de água contaminada misturados com dois mililitros de água limpa. Cada mililitro é equivalente a mil microlitros. Os embriões tinham de 30 minutos a três horas de nascidos. Eles foram explorados nos testes por um período de 24 horas até 96 horas.

“Não há dúvida que um material tóxico foi lançado no [rio] Paraopeba. Não sabemos como a situação está agora, mas a área precisa ser acompanhada porque esse material é muito fino, pode permanecer por muitos anos. Ele fica no leito do rio, no solo e entra em contato com pessoas e animais”, destaca a pesquisadora do Butantan.

Por falta de dinheiro, os pesquisadores interromperam os testes, mas pretendem fazer novas coletas. “O dano potencial desse tipo de acidente perdura por décadas. Toda a região afetada precisa ser monitorada com extremo rigor”, frisa Rezende.

Manifestantes protestaram contra a Vale em São Paulo e no Rio de Janeiro ( Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)

Para Fabiano Thompson, as águas do Paraopeba representam uma ameaça à saúde pública. “A saúde do rio pode estar comprometida por décadas. Uma vergonha”, diz.

Com as coletas feitas, os cientistas identificaram uma concentração elevada de mercúrio, metal altamente tóxico, no Rio Paraopeba. A concentração encontrada é pelo menos 720 vezes maior que o máximo estabelecido como seguro pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para águas de classe 2, como a do rio. Essa classificação indica que a água é destinada ao abastecimento humano, após tratamento.

Um relatório oficial, recentemente divulgado pela ANA, Capasa, CPRM e Igam, aponta elevada concentração de mercúrio na água entre 25 de janeiro e 10 de março deste ano, além de indicar turbidez média (NTU), ferro dissolvido (mg/L) e mercúrio dissolvido (ug/L) acima dos limites estabelecidos pela resolução Conama 357. Os cientistas lembram, porém, que uma interpretação mais abrangente sobre a situação atual do rio está sendo dificultada pela ausência de dados a partir de 11 de março.

O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto Butantan, da Uenf e da UFRJ e amostras foram coletadas em seis localidades ao longo do Paraopeba, incluindo pontos localizados 26 quilômetros antes da área atingida e até 150 quilômetros após o local.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

O resultado da pesquisa indicou concentração de ferro 100 vezes maior que a estabelecida pelo Conama e de alumínio, mil vezes superior. O mercúrio, no entanto, é o que preocupa os pesquisadores, devido à elevada toxicidade e persistência no ambiente. Fabiano Thompson, do Instituto de Biologia e da Coppe da UFRJ e autor de uma análise sobre os efeitos dos rejeitos da lama de Mariana (MG), acredita que uma possibilidade para explicar essa situação é que a forte lama lançada contra Brumadinho após o rompimento da barragem pode ter revirado o leito do rio e liberado sedimentos de antigos locais de extração de ouro.

Carlos Eduardo de Rezende, da Uenf, que é um dos coordenadores do estudo, lembra que o mercúrio é um dos piores poluentes existentes, já que causa uma espécie de contaminação crônica.

Além do metal, foram encontrados também micróbios potencialmente tóxicos na água do rio, com concentrações dez vezes superior à máxima tolerada pelo Conama.

O outro lado

De acordo com a Vale, após três meses do rompimento da barragem, “é possível avaliar que o rio Paraopeba poderá ser recuperado. Tal afirmação é baseada em estudos de quase 900 mil análises da água, solo, rejeitos e sedimentos.”

A empresa diz que está realizando um monitoramento detalhado do rio, com coletas diárias de amostras de água e solo, além de avaliação dos níveis de turbidez.

Ainda segundo a mineradora, análises feitas em 48 pontos mostraram que os rejeitos não são perigosos à saúde e que os níveis de toxicidade estão abaixo dos limites legais para “rejeitos de mineração, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.

Um relatório feito em conjunto pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), concluiu que a concentração de mercúrio no local está “abaixo do limite de detecção do método analítico” e que a densidade de micro-organismos e toxinas derivadas deles está dentro do padrão legal.

Nota da Redação: explorar embriões de peixes em testes sobre a toxicidade da lama de rejeitos do rime ambiental de Brumadinho (MG) é uma prática antiética. Esses experimentos contrariam os direitos animais, já que tratam embriões de peixes como objetos e os condenam à morte e a anomalias. É de extrema necessidade avaliar o risco que a água do rio Paraopeba representa, após o rompimento da barragem, não só para os seres humanos, como também para os animais. Isso, no entanto, deve ser feito de forma ética, através da avaliação em laboratório de amostras da água, sem o envolvimento de seres vivos.

Casal refloresta 600 hectares de área para abrigar 500 espécies sob risco de extinção

Um casal brasileiro reflorestou 600 hectares de área em Minas Gerais para abrigar 500 espécies ameaçadas de extinção. O famoso fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa decidiram plantar as árvores após retornar ao local onde ele viveu na infância e encontrar um cenário de devastação que comprometia a existência de diversos animais.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

“A terra estava tão doente quanto eu – tudo foi destruído. Apenas 0,5% da terra estava coberta de árvores. Então eu e minha esposa tivemos a ideia desafiadora de replantar a floresta. E quando começamos a fazer isso, aos poucos, todos os insetos, pássaros e peixes retornaram; graças ao aumento do número de árvores, eu também renasci como pessoa”, disse Salgado, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

Pouco tempo depois, Salgado criou, com o apoio da família, o Instituto Terra e ele e sua esposa plantaram mais de dois milhões de árvores em um período de 20 anos. Segundo o portal Science Insanity, a primeira muda foi plantada em dezembro de 1999. No início, cerca de 24 trabalhadores foram contratados para ajudar no trabalho de reflorestamento. No entanto, logo que a notícia sobre a ação do casal repercutiu, dezenas de pessoas se ofereceram para ajudar de forma voluntária. O casal também recebeu uma doação de 100 mil mudas de árvores.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Com o passar dos anos, as árvores da região começaram a florescer e deram origem a uma floresta densa, que resultou no aumento pluvial da região, além de propiciar um clima ligeiramente mais frio. As informações são do Portal do Animal.

“As florestas são essenciais. Precisamos de árvores nativas para coletarmos os frutos que utilizamos para nos alimentar, assim como os herbívoros. Sem elas, não há ciclo da vida”, disse Salgado. “Precisamos ouvir o que os nativos falam sobre a mãe terra. Extraímos muito da natureza, e precisamos devolver isso de alguma forma. A mãe terra necessita de algum tipo de retorno espiritual. Temo que seremos comprometidos se não olharmos com mais amor para a natureza”, completou.

A área reflorestada pelo casal conta atualmente com 293 espécies de árvores e rejuvenesceu uma área equivalente a 1,5 mil acres de floresta tropical.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Projeto usa reciclagem para ajudar animais abandonados em MG

O Projeto Reduza arrecada materiais recicláveis em Montes Claros (MG) para custear exames, castração, consultas e medicamentos para animais abandonados. O objetivo é ajudar cães e gatos que não possuem acompanhamento veterinário adequado por viverem em situação de rua.

Foto: Vilson Maia / Arquivo pessoal

Organizado pela ONG Eu Salvo desde outubro de 2018, o projeto já arrecadou cerca de R$ 1 mil e pagou custos veterinários de 10 animais, segundo um dos coordenadores da organização, Vilson Camilo Caetano Maia.

O Reduza incentiva a conscientização da sociedade não só em relação aos cuidados com os animais abandonados, mas também no que se refere à proteção ao meio ambiente.

“Além de uma forma de ajudar os animais, podemos ajudar também o meio ambiente. Os materiais recicláveis possuem um ciclo vicioso que prejudica o meio ambiente, por isso é extremamente importante fechar este ciclo e conscientizar a população”, afirma Maia ao G1.

Para apoiar o projeto, é possível doar embalagens de produtos de higiene, descartáveis de refrigerantes, latinhas, caixas de papelão, livros, cadernos e similares. Para isso, basta entrar em contato com a ONG e agendar um horário para que um voluntário busque os materiais na residência do interessado em ajudar. O telefone para contato é o (38) 9 9839-2908.

“Nós pegamos os materiais nas casas, encaminhamos ao local onde vendemos para a reciclagem e ajudamos pagando a consulta de um gato ou cachorro que precisa da nossa ajuda”, explica Vilson Maia.

A ONG Eu Salvo foi fundada há cerca de um ano em Montes Claros e conta atualmente com 126 voluntários. Além do Projeto Reduza, a entidade realiza feira de adoção de animais todas as quintas-feiras, das 18h às 21h, na Praça Flamarion Wanderley.