Moradores denunciam envenenamento de animais em Frutal (MG)

Moradores de Frutal, em Minas Gerais, denunciaram o envenenamento de cachorros e gatos no bairro José Sales Filho. Os casos preocupam a população, que teme pela vida dos animais que vivem na região.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

Angela Maria Rufino era tutora de um dos cães mortos na cidade. “Não sei o motivo pelo qual estão envenenando os animais. A minha [cachorra] não deu tempo de salvar. Outro dia que eu havia saído pela manhã, tinha dois gatos mortos na esquina da minha casa também com veneno”, lamentou. As informações são do JM Online.

A moradora afirma que os animais não oferecem incomodo aos vizinhos. “A minha cachorra, por exemplo, não dava trabalho algum. Não mexia em lixo e era obediente. Os gatos também sempre ficavam dentro de casa”, disse.

O delegado regional Fabrício Oliveira Altemar lembrou que envenenar animais é crime. “A pessoa responde por crimes de maus-tratos contra os animais, previsto na lei 9.605. Desde que identificado, será conduzido para a delegacia”, explicou. Em seguida, é designada uma audiência para o acusado. “Sendo réu primário, vai ter direito à transação penal e o processo judicial vai transcorrer normalmente, até que haja uma condenação”, acrescentou.

Altemar reforçou que esse tipo de crime é realizado de forma clandestina, de forma discreta. “Se faz de forma astuta, jogando principalmente veneno misturado com uma carne ou outra comida, para que os animais comam e morram envenenados. Se houver algum suspeito, ele deve ser indicado à polícia, até mesmo de forma anônima, para que nós possamos tomar as providências necessárias”, concluiu.

Prefeitura de Abre Campo (MG) recolhe cachorros e os abandona em lixão

A Prefeitura de Abre Campo, em Minas Gerais, recolheu cachorros em situação de rua e os abandonou em um lixão que fica a cerca de três quilômetros do centro do município. O caso revoltou moradores da cidade. Imagens mostram os cachorros amarrados em um caminhão e, depois, solto em meio ao lixo. Há também um vídeo de uma moradora chorando ao saber que um cachorro comunitário que vivia no bairro tinha sido levado.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

“No último dia 12 de fevereiro começou a circular no Whatsapp fotos que denunciam maus-tratos e animais jogados no lixão e fomos apurar e descobrimos que era em Abre Campo, quando entramos em contato com o órgão responsável pelo recolhimento dos animais, nos foi informado que um dos cães havia mordido alguém e por isso foi buscado, mas não faz sentido, vocês resgata um animal da rua e joga no lixo?”, contestou Vicente Define, diretor da Cão Sem Dono, ONG de proteção animal que denunciou o caso.

Vicente esteve no lixão e, segundo ele, as condições são ruins e os maus-tratos são nítidos. “Os animais estão no meio do lixo, outros estão amarrados em um local fechado, sem água e sem comida”, contou. As informações são do portal O Tempo.

A ação da prefeitura é fruto da falta de campanhas de castração, segundo o diretor da entidade. Ele afirma que o caso se repete em outras cidades do país. “As prefeituras não implantam uma campanha de castração para evitar que mais animais nasçam e sejam abandonados na rua”, criticou Vicente, que fez um apelo para que a administração municipal resgate os animais levados para o lixão e os disponibilize para adoção.

“Precisam resgatar esses animais e façam eventos de adoção. E que a prefeitura peça apoio da população para que esses animais consigam ter um lar. São cerca de 20 animais que a gente espera que tenha um destino mais digno do que o lixo”, ressaltou.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

Na internet, a Prefeitura de Abre Campo foi duramente criticada. “Como uma prefeitura faz isso com os animais? Isso é um exemplo de péssima gestão de um prefeito. Claramente despreparado para o cargo pois se tem coragem de fazer isso imagina o que mais não deve fazer. Queremos respostas sobre os animais. São vidas. Isso é crime”, escreveu uma internauta.

A denúncia sobre o caso foi compartilhada em rede social pela professora e ativista pelos direitos animais Duda Salabet, que foi candidata ao Senado pelo PSOL nas eleições de 2018. O deputado Osvaldo Lopes também se pronunciou. Ele afirmou que fez um pedido no Ministério Público para que o caso seja investigado e que entrou em contato com o prefeito de Abre Campo, Márcio Nogueira (PT), mas não obteve retorno.

A prefeitura emitiu nota por meio da qual negou maus-tratos aos animais. Disse ainda que os cachorros foram encaminhados para uma área específica da usina de compostagem da cidade devido a incidentes nos quais esses animais morderam moradores do município. A administração municipal disse que os cães serão submetidos a exames e que rechaça toda e qualquer forma de agressão a animais.

Professora é encontrada morta abraçada à cadela em Brumadinho (MG)

A professora e secretária de Desenvolvimento Social de Brumadinho, Sirlei Brito Ribeiro, de 48 anos, foi encontrada morta abraçada ao corpo de uma cadela em meio à lama em Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem da Vale. A suspeita é de que Sirlei tenha entrado em uma caminhonete para fugir do local e, em seguida, ao lembrar da cadela, tenha voltado em casa para resgatá-la. A tentativa, no entanto, não deu certo, e as duas morreram juntas.

Professora era apaixonada pelos animais (Arquivo Pessoal)

O marido de Sirlei, o engenheiro geólogo Edson Albanez, conta que a professora trabalhava pelas pessoas e “amava os animais” que, para ela, “eram como filhos”. Ela é uma das 134 pessoas encontradas mortas em Brumadinho. Outras 199 estão desaparecidas. As informações são do portal BHAZ.

A suspeita em relação à caminhonete ocorreu devido à posição em que estava a chave do carro quando o veículo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros – que indica que a caminhonete estava ligada.

A cadela Bibi, que Sirlei abraçava quando foi encontrada morta, foi o único animal da família a não sobreviver ao rompimento da barragem. Todos os outros conseguiram fugir, inclusive Lisbela, uma rottweiler de dois anos. Os animais foram levados para abrigos.

No momento do rompimento da barragem, a professora estava em casa com uma funcionária e um jardineiro que trabalhava para a família há uma década. De acordo com ele, Sirlei perguntou sobre o barulho que ouviu no momento em que a lama começou a tomar conta da cidade. Foi então que o jardineiro saiu correndo e gritou para que a professora e a funcionária fugissem também. Sirlei, no entanto, ficou. A equipe de resgate acredita que ela chegou até a caminhonete, mas voltou para salvar Bibi.

Casa da professora ficou destruída após rompimento de barragem (Reprodução/Facebook)

O marido havia ido a Belo Horizonte para participar de uma reunião de trabalho. Ele havia convidado a esposa para acompanhá-lo, já que ela estava de férias, mas ela não quis ir. “Parece que fui rejeitado por Deus. Saí às 11h para uma reunião às 12h. Reuniões são comuns às 10h, em outros horários, mas na hora do almoço, não. Eu fui tirado de lá. Sinto como se Ele tivesse dito pra mim ‘você ainda tem que ficar aí, tem muito a fazer. Ela já está com o exercício de vida resolvido’”, disse. “E eu acredito nisso pela pessoa especial, generosa que ela sempre foi. É uma solidão imensa, uma dor profunda por ficar sem ela. Mas eu agradeço pela oportunidade de amá-la”, acrescentou.

Edson conta que a esposa sempre trabalhou em prol da comunidade e era muito querida na região em que morava. “A Sirlei criou a associação comunitária, construiu um centro comunitário, trabalhou para a instalação de poste de iluminação, era advogada e fazia trabalhos sem cobrar. Todo mundo a conhecia. Resolvia tudo o que podia. Queria salvar o mundo ao redor dela”, contou.

Após a morte da esposa, com quem viveu por 13 anos, e a perda da casa, Edson decidiu mudar seu estilo de vida e se dedicar ao ativismo social, assim como Sirlei fazia. “Tudo o que eu construí em 40 anos de trabalho eu perdi. Tinha uma casa super luxuosa. Gastei uma fortuna na construção e nos artigos dentro dela. Fiquei com a roupa do corpo. Essas coisas todas não têm o menor significado. Vou viver uma vida simples, servindo às pessoas. Eu recebo uma mensagem que é pra eu começar de novo de outra forma”, concluiu.

Voluntários alimentam bezerro para mantê-lo vivo em Brumadinho (MG)

Um bezerro que está isolado na lama de rejeitos, após rompimento de barragem da Vale, em Brumadinho (MG), passou a receber cuidados de voluntários de grupos de proteção animal, que estão levando água e feno para o animal, na intenção de mantê-lo vivo para que ele possa ser resgatado.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

No último domingo (27), uma vaca que estava perto dele foi sacrificada após uma tentativa de resgate. A esperança dos voluntários é de que o bezerro tenha um destino diferente e consiga sair do local sozinho, já que a lama começa a secar. As informações são do portal O Globo.

O animal está fraco e nervoso, segundo a medica veterinária Amélia Oliveira, que trabalhou no resgate de animais quando ocorreu um crime ambiental na cidade de Mariana (MG). De acordo com ela, o bezerro não tem condições de ser sedado para ser transportado de helicóptero.

(Foto: Divulgação)

“A lama começa a secar e pode ser que ele tenha forças para se libertar da lama e escapar por conta própria”, disse a veterinária.

Na segunda-feira (28), os voluntários comemoraram o resgate de um cachorro. “Ele passa horas parado no mesmo lugar e tenta impedir que se aproximem. E sabemos que há corpos nessa área. Achamos que o tutor está lá”, afirmou Amélia. Após receber cuidados e ser alimentado, o cachorro será solto.

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Centenas de animais são atingidos no desmoronamento da barragem em Brumadinho (MG)

Desde o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho que ocorreu nesta sexta-feira (25), ativistas da Brigada Animal se encaminharam ao local para socorrer os animais atingidos pelo acidente. O número de animais que morreram no desastre ainda não foi divulgado.

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(Foto: Reprodução)

O desastre transformou a região num imenso lamaçal e dezenas de animais foram vistos atolados na lama. Pelo tamanho do acidente inúmeros animais devem ter morrido. Outros devem ainda morrer porque a empresa disse em nota que “a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. Em nenhum momento os animais da região foram mencionados no plano de resgate da Vale.

O rompimento da barragem acontece pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

Segundo relatos, o acesso para a realização dos primeiros resgates de animais foi liberado de forma restrita, apenas para socorristas com experiência, pois há o risco de novos rompimentos. O grupo Veterinários na Estrada, que atuou no desastre em Mariana, já está a caminho de Brumadinho para efetuar os resgates e oferecer cuidados veterinários às vítimas.

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) se pronunciou imediatamente após a notícia do rompimento da barragem, e não medirá esforços para salvar os animais do lamaçal. “Nossa força-tarefa que atuou em Mariana e Rio Casca está articulando toda a logística e frentes de trabalho para em breve divulgarmos o que será necessário,” disse Adriana Araújo, na página oficial do MMDA no Facebook.

Foi lançada uma campanha de financiamento coletivo para ajudar as famílias e os animais que foram vítimas desse grave crime ambiental. O dinheiro arrecadado será destinado a ações emergenciais como a compra de medicamentos para humanos e animais, assim como produtos de necessidade básica.

Estudantes universitários de Belo Horizonte e região fizeram uma ação coletiva para a arrecadação de água, alimentos, medicamentos, rações e itens de primeiros socorros. Os itens doados serão destinados às vítimas do desastre. Os postos de arrecadação são o Hospital Veterinário UNIBH, o Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária da UFMG, e as unidades de Carlos Luz, Buritis e Silva Lobo do Centro Universitário Newton Paiva.

Doações também estão sendo recolhidas na Clínica Veterinária Santo Agostinho, localizada na Avenida Amazonas. Uma lista de itens de urgência, tais como medicamentos para os animais, já foi disponibilizada no Facebook.

A Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) disse em nota: “Há três anos, a AMMP, junto à sociedade, envidou esforços para aprovação do PL Mar de Lama Nunca Mais. A iniciativa, que recolheu 56 mil assinaturas de eleitores de todo o Estado, ainda se encontra tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.”

“O ocorrido em Brumadinho demonstra que não é possível ignorar a realidade sobre o impacto ambiental e social de barragens com risco de rompimento,” continuou.

Uma das maiores preocupações em relação à tragédia de Brumadinho é que o rio onde houve o desabamento da barragem desemboca no São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. O rio São Francisco percorre os cinco estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, e sua bacia envolve 521 municípios distribuídos em sete estados.

Barragem da Vale se rompe em Brumadinho (MG) e causa destruição

Uma barragem da Vale se rompeu em Brumadinho (MG) nesta sexta-feira (25) na Mina Feijão. A região ficou tomada por um mar de lama, que foi registrado em fotos e vídeos (confira abaixo). Dezenas de animais foram encontrados atolados na lama e outros milhares devem ter perdido a vida nesta tragédia que devastou o meio ambiente.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O rompimento da barragem acontece apenas pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo. As informações são do portal El País.

Para o desastre de Brumadinho, a Vale ativou o Plano de Atendimento a Emergências para Barragens e enviou uma equipe para sobrevoar a área atingida pela lama para diagnosticar a dimensão do problema. De acordo com a empresa, a prioridade “é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. A tragédia fez com que as ações da Vale na Bolsa de Valores de Nova York caíssem 8% nesta sexta-feira.

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

O Ministério do Desenvolvimento Regional emitiu nota por meio da qual afirmou que está “monitorando e em contato constante com as equipes de Defesa Civil”. A pasta informou ainda que o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, está à caminho de Brumadinho.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Germano Vieira, disse que toda a equipe de emergência foi enviada à cidade. Seguiu para Brumadinho também um grande contingente de bombeiros e uma equipe do Ibama.

(Foto: Reprodução)

Uma das preocupações em relação à tragédia se refere ao fato de que o rio em que houve o desabamento desemboca no São Francisco.

O caso repercutiu nas redes sociais, causando indignação nos internautas. “Mais uma vez será o meio ambiente que ‘pagará essa conta'”, escreveu um usuário do Facebook. “Mais um descaso que se transforma em tragédia”, disse outro.

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Barragens com risco de rompimento

A Agência Nacional das Águas (ANA) divulgou um relatório no final de 2018, com dados levantados em 2017, sobre as barragens brasileiras. De acordo com o documento, o número de barragens no Brasil com risco de rompimento subiu de 25 para 45 em um ano.

No país, há 24 mil barragens utilizadas para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais e para geração de energia, segundo informações do jornal Gazeta Online.

Das 45 barragens que correm risco de rompimento, três estão localizadas no Espírito Santo. No entanto, elas não são de rejeitos de minério. As barragens apresentam problemas estruturais, como rachaduras e infiltrações e são de responsabilidade do poder público.

A barragem da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho, não estava na lista das barragens vulneráveis. Porém, segundo o relatório, o estado de Minas Gerais possuía em 2017 cinco barragens com risco de rompimento. Na Grande Belo Horizonte foram consideradas vulneráveis pela ANA as seguintes barragens: Mina Engenho I e II, da Mundo Mineração, em Nova Lima, Região Metropolitana de BH; as barragens B2 e B2 auxiliar, da Nacional Minérios, em Rio Acima, também na Grande BH; e a barragem Água Fria, em Ouro Preto, região Central de MG.

De acordo com o levantamento, 14 incidentes ou acidentes com barragens foram registrados em 2017 no Brasil. Três deles ocorreram em Minas Gerais. Os dados pertencem ao Relatório de Segurança de Barragens 2017 (RSB), coordenado pela Agência Nacional das Águas.

Cachorro é sacrificado após ser agredido por gari

A agressão a um cachorro revoltou moradores de Pirapora, na Região Norte de Minas Gerais, na tarde da última sexta-feira (18). O animal teve que sacrificado após a violência.

Foto: Divulgação

O caso, ocorrido no Bairro Morada do Sol, foi registado pela Polícia Militar (PM). O suspeito de agredir o cãozinho é um trabalhador terceirizado do serviço de limpeza publica da prefeitura. Horas depois da agressão, ele foi localizado e detido. O homem foi conduzido para a delegacia para prestar depoimentos.

O cachorro vivia na rua e recebia cuidados de parte da população. Os moradores disseram aos policiais que o homem agrediu o cachorro com um chute de forma tão violenta que o animal teve a coluna fraturada. Uma moradora, revoltada, gravou um vídeo em que o cão aparece agonizando após ser agredido.

Os policiais militares socorreram o cachorro e o levaram até uma clínica veterinária. No entanto, após a avaliação clínica, o veterinário constatou que a única alternativa seria sacrificar o animal.

A PM fez rastreamentos e localizou o suspeito da agressão perto do Bairro Morada do Sol. O homem alegou que foi atacado pelo cão, negando que tivesse provocado a fratura no animal. O suspeito argumentou que apenas “jogou uma bolsa” no cachorro, que, ainda segundo sua versão, teria se machucado ao chocar-se em uma árvore.

Por meio de nota, a Prefeitura de Pirapora afirmou que reprova a agressão contra o animal.

Fonte: em.com.br

Procura-se cadela pinscher desaparecido em Uberlândia (MG)

Projeto Adota Amigo
adota.amigo@gmail.com

Uma cadela da raça pinscher, Lila, desapareceu no bairro Lidice, em Uberlândia, MG. Há relatos de que ela foi vista no Saraiva, Morada da Colina, Praça Clarimundo Carneiro, Centro e Cazeca. Lila está desaparecida desde 26/12.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Lila, entre em contato com a família:
Claudia: (34) 99795-5666
Mariana: (34) 99979-1411
Marcus: (11) 99831-8172
Luciana: (11) 94552-7041

Denúncias de violência contra animais crescem em Minas Gerais e no Brasil

Ela chegou no início de uma tarde de sol, recebida com alegria, muito carinho e abraços. Na cabeça, os curativos deram lugar a uma pequena coroa. E o abandono foi substituído por um novo lar, cheio de amor, cuidados e novos amigos, e longe da violência que atinge inúmeros animais em Minas Gerais e no restante do país, a exemplo de casos recentes que foram divulgados. Com a adoção, a cadela Serena, resgatada baleada em uma estrada que liga Caeté a Barão de Cocais, na Região Central de Minas, ganha um final feliz e é símbolo de uma mudança de comportamento na sociedade. As denúncias de maus-tratos contra os animais vêm aumentando e, no mesmo ritmo, a sociedade cobra punições mais rigorosas aos responsáveis.

(foto: Arquivo pessoal)

Números do Disque-Denúncia mostram um grande salto de 2014 até agora. Naquele ano, em Belo Horizonte, foram 134 denúncias de crimes contra os animais pelo telefone 181. Em 2015, o número subiu para 732 e em 2016 já eram 1.453, aumento de 98% em um único ano. Em 2017, houve pequena redução, com 1.347 denúncias em BH. Já em 2018, de janeiro a agosto foram 944 denúncias, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O aumento também é observado em outros municípios mineiros. A pasta informa que os maus-tratos aos animais figuram entre as 10 denúncias mais frequentes no serviço telefônico.

Os registros de maus-tratos aos animais, ou seja, casos que geraram boletins de ocorrência, também aumentaram. Durante todo o ano de 2017, foram 1.487 registros em Minas Gerais. Desses, 1.232 foram feitos de janeiro a outubro. Em 2018, no mesmo período, foram 1.462, aumento de 18% em relação ao ano anterior. Na capital mineira, foram 164 registros de maus-tratos em 2016, sendo 140 de janeiro a outubro. Neste ano, de janeiro a outubro, foram 150 em BH.

Na Grande BH, a história da cadela atingida por um tiro na cabeça em julho comoveu a população e gerou grande mobilização tanto para o custeio do tratamento veterinário quanto para encontrar o responsável pelo crime. O inquérito foi encerrado em setembro e a Polícia Civil indiciou o dono de um sítio por maus-tratos e posse ilegal de arma de fogo. A corporação concluiu que ele deu a ordem para que a cadela fosse baleada. Em depoimento, o homem afirmou que havia um “acordo” entre vizinhos para atirar em animais que entrassem nas propriedades. Duas armas foram apreendidas na casa. Uma testemunha citada no inquérito disse à polícia que o tiro partiu do sítio do indiciado e que ele viu a cadela sangrando e “apavorada”.

SEQUELAS O tempo em que viveu nas ruas e a agressão não deixaram apenas sequelas físicas em Serena, que perdeu dentes e 40% da língua, mas também gerou traumas emocionais. “Ela não ficou com medo deles (cães). Ela tem medo de gente só”, conta a fotógrafa Solange Castilho sobre as primeiras horas com a cadelinha, que foi entregue a ela no condomínio onde mora em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela cuida de alguns cães e de uma gata no imóvel, mas a maioria deles – quase 50 – vive na fazenda que ela mantém com o marido em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. Lá, cada animal tem uma casinha para dormir e comida à vontade.

Solange soube do caso por meio das redes sociais da clínica veterinária onde Serena estava internada após passar pela cirurgia de reconstrução da face, no Bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O trabalho fez com que as cicatrizes externas praticamente desaparecessem. “Quase morro de tristeza ao ver um bichinho maltratado. Só não pego mais porque não tenho espaço. São todos adotados. Normalmente são cachorros deixados na porta da fazenda, ou encontrados na beira da estrada”, conta a fotógrafa.

(foto: Marlon Mendes/Divulgação – Arquivo pessoal)

“Há alguns dias, levei um que foi atropelado, quebrou a perninha. Estou sempre fazendo alguma coisa. Toda hora tem uma pessoa me chamando e pedindo ajuda.” A cadela foi entregue a ela pela equipe da clínica em 31 de outubro. Refletindo sobre o caso de Serena e o abandono de animais, Solange foi enfática: “Acho que o ser humano é muito cruel. Ele faz as piores atrocidades”.

PENA MAIS DURA No primeiro fim de semana de dezembro, a morte da cadela Manchinha gerou uma onda de protestos nas ruas e nas redes sociais. Imagens de câmeras de segurança em uma unidade do Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, mostraram um segurança terceirizado da loja atacando o animal com uma barra de alumínio. Ela acabou morrendo em decorrência dos ferimentos.

Um abaixo-assinado pedindo a prisão do responsável pela morte do animal chegou a mais de 1 milhão de assinaturas. Também foi proposto o boicote à rede de lojas, alvo de manifestações. Manchinha ficava solta no local do crime e recebia alimentos de clientes e funcionários. Informações dão conta de que um superior pediu que o funcionário “sumisse” com a cadela de lá, pois o local passaria por uma vistoria. A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso. O Ministério Público do estado também instaurou um inquérito civil para apurar a morte da cadela.

Diante da comoção e da pressão da sociedade civil, em 11 de dezembro, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram projetos semelhantes para endurecer a pena para maus-tratos aos animais domésticos, domesticados, nativos ou exóticos no Brasil. O texto aprovado pela Câmara aumenta a pena dos atuais três meses a um ano de prisão, além de multa, para entre um e quatro anos. A multa será mantida. Também há agravante se houver zoofilia.

A proposta será analisada pelos senadores, que, por sua vez, enviaram aos deputados o Projeto de Lei do Senado (PLS) 470, de 2018. Semelhante ao da Câmara, contempla aumento de pena para até quatro anos de detenção, com possibilidade de multa mantida, mas também estende a autuação aos estabelecimentos comerciais ligados ao crime, mesmo que por omissão ou negligência. A multa pode variar de um a mil salários mínimos. O projeto tramitou em caráter de urgência após ser apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede) motivado pelo caso de Manchinha. Mas é importante destacar que, segundo o Código Penal Brasileiro, para começar a cumprir a pena em regime fechado o criminoso deve ter sido condenado a pena superior a oito anos de reclusão.

População está mais atuante

Relatos de agressão ou negligência chegam constantemente às redes sociais do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA). A coordenadora, Adriana Araújo, destaca que a entidade, prestes a completar 15 anos, provoca os órgãos públicos para a criação de leis de proteção e também exige seu cumprimento. Um exemplo é a Lei Estadual 22.231, de 20 de julho de 2016, que define multa de até R$ 3 mil para quem maltratar algum animal em Minas. Adriana observa que as pessoas estão mais atuantes na proteção dos animais, mas, para ela, faltam ações mais contundentes do poder público. “A população está cada vez mais exercitando sua cidadania. Os crimes continuam e a gente percebe que o poder constituído só está agindo quando provocado. Não percebemos uma ação proativa, eles precisam ser acionados. Isso a gente não considera bom. Precisamos que eles cumpram o que é da sua competência.”

Entre as denúncias que chegam ao MMDA estão abandono de cães e gatos, animais de grande portes soltos nas ruas, rinhas (galos, cães e até canários), comércio de animais em más condições, tráfico de animais silvestres, caça, rodeios e vaquejadas e zoofilia. O caso envolvendo Serena foi um dos acompanhados de perto pela entidade. Adriana orienta que testemunhas de violência ou abandono de animais devem denunciar na Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rodoviária (PMRv), se nas MGs, ou Polícia Rodoviária Federal (PRF), se nas BRs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público de Minas Gerais ou também pelo telefone 181, Disque-Denúncia, de forma anônima. Vídeos e fotos também contribuem para a denúncia.

Para a coordenadora da entidade, além de leis mais rigorosas, é preciso investir na educação da sociedade para coibir os maus-tratos aos animais. “Os próprios servidores públicos não conhecem a legislação. A gente aborda os órgãos públicos de proteção dos animais e eles não conhecem a Lei 22.231, de 2016. Tem que criar leis, aumentar o rigor, dar ampla publicidade e capacitar os órgãos públicos.”

Criada em 2013 em Belo Horizonte, a Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna trata principalmente dos crimes de maus-tratos e também posse de animais silvestres em desacordo com a legislação vigente, segundo o delegado Vladimir Alessandro Soares, que responde pela delegacia e é chefe da Divisão de Meio Ambiente da Polícia Civil.

Para o delegado, não falta engajamento da população, mas muitas denúncias que chegam à delegacia acabam não sendo de maus-tratos, como cães que latem muito e chamam a atenção de vizinhos. Mesmo assim, a equipe sempre vai aos locais para verificar a situação. “Teve uma denúncia de que alguns animais estavam subnutridos em determinado local. A equipe foi e constatou que a raça era de porte esguio. Era uma característica do animal, que tem compleição mais magra, pernas compridas”, exemplificou. Ele aproveitou para orientar os cidadãos sobre situações que podem configurar o crime. “Maus-tratos podem ser desde agressão física, mutilação do animal, ao abandono. A má alimentação (deixar sem água, sem comida em determinado local), deixar em local insalubre e a falta de higienização do local onde os animais ficam também configuram maus-tratos. O que ajuda muito nosso trabalho é a excelente qualificação da equipe de investigadores. Entre eles temos uma veterinária e três biólogos. Dá uma tranquilidade saber que eles vão ao local e entendem da matéria que está sendo tratada”, ressaltou.

Casos que ganharam repercussão

Mortos pelo tutor

Em 12 de novembro, um homem de 43 anos foi preso pela morte de três cães em Sabará, na Região Metropolitana em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), os animais estavam sob os cuidados dele e foram encontrados mortos dentro de uma lixeira após a denúncia anônima de uma testemunha da agressão. Inicialmente, o homem negou a denúncia e disse que não havia animais na casa. No entanto, os policiais viram sangue e fezes no quintal do homem, que acabou confessando. Conforme a PM, ele disse ter matado os cães porque eles latiam muito e choravam à noite. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado por maus-tratos no artigo 32 da Lei 9.605, a chamada Lei de Crimes Ambientais. Após ser ouvido por um delegado, teve a fiança arbitrada em R$ 2 mil. Como não pagou naquele momento, o agressor foi encaminhado ao sistema prisional. A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que ele recebeu alvará de soltura de liberdade provisória após o pagamento da fiança.

Manchinha

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Cadela que ficava em uma unidade do Carrefour foi morta após ser atingida por uma barra de alumínio por um segurança em Osasco, na Grande São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento. O segurança foi afastado e disse que não tinha intenção de atingir o animal. O local foi alvo de protestos que mobilizaram a sociedade civil e famosos como a atriz e apresentadora Tatá Werneck e a também apresentadora e ativista da causa animal Luisa Mell. A Delegacia do Meio Ambiente de Osasco apontou o segurança como responsável pela agressão e ele deve responder em liberdade pelo crime de abuso e maus-tratos a animais. Após o episódio, a rede de supermercados anunciou iniciativas internas e externas para adoção de animais abandonados, castração, além de sensibilização e treinamento dos funcionários.

Filhote amarrado em lixeira

Um filhote de cachorro foi resgatado por policiais militares que patrulhavam o Bairro Guarani, Região Norte de Belo Horizonte, na madrugada de 12 de dezembro. Um dos militares se comoveu e adotou o animal, que estava chorando e muito assustado. O filhote estava amarrado em uma lixeira e quase se enforcando, segundo os policiais do 13º Batalhão da PM.

Abandonados no Santa Lúcia

(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press – 12/12/2018)

Reportagem do Estado de Minas publicada em 14 de dezembro mostra que cerca de 30 cães e 20 gatos, entre filhotes e adultos, foram deixados para trás na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na saída para a BR-356, depois da desapropriação de imóveis para as obras da Via do Bicão, no Aglomerado Santa Lúcia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As famílias foram transferidas para apartamentos. Atualmente, eles são alimentados por uma moradora do Morro do Papagaio que precisa de apoio para tratar dos animais.

Agredida a chineladas

Em 25 de dezembro, uma jovem publicou no Facebook um vídeo que mostra a vizinha agredindo uma cadela chamada Cindy, no Bairro Providência, Região Norte de Belo Horizonte. Ao notar que estava sendo filmada dando chineladas no animal, a mulher ainda jogou água na direção da moça. Dois dias depois, de posse de um mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil resgatou a cadela, que foi entregue a uma mulher que terá a guarda temporária dela até definição da Justiça. A agressora será intimada a prestar depoimento e o resultado da investigação será encaminhado ao Ministério Público.

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Alguns canais de denúncia

Disque-Denúncia: 181

Ibama: 0800 61 8080

Polícia Militar: 190

Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente em BH: (31) 2123-1600/1605/1615

Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna: Rua Benardo Guimarães, 1.571, 2º andar, Bairro Funcionários. Belo Horizonte. Funciona das 8h30 às 18h30. Telefone: (31) 3212-1356

Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (do Ministério Público de Minas Gerais): (31) 3330-9911. E-mail cedef@mpmg.mp.br

Movimento Mineiro pelos Direitos Animais: https://www.facebook.com/movimentomineiroDA

Fonte: Estado de Minas

Cachorro se afoga em piscina e é resgatado por bombeiros em MG

Um cachorro que se afogava em uma piscina de uma casa localizada na avenida Santos Dumont, em Uberaba (MG), foi salvo pelo Corpo de Bombeiros. Os militares foram acionados por funcionários de um restaurante.

(Foto: Reprodução / JM Online)

Para resgatar o cachorro, os bombeiros precisaram cortar uma concertina e uma cerca elétrica e, depois, pular o muro da residência. O caso aconteceu na última terça-feira (1º). As informações são do portal JM Online.

De acordo com o 8º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), no momento do acidente a casa estava fechada e os moradores não estavam no local.

“O cão foi deixado em boa saúde e, até a chegada do tutor, num local seguro da residência, onde havia um portão fechado que o impediria de cair novamente na piscina”, explicou o comandante do 8º BBM, tenente-coronel Anderson Passos.