Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

Lewis Hamilton lança coleção de tênis veganos em parceria com a Tommy Hilfiger

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Cinco vezes campeão mundial de Fórmula Um, o atleta vegano Lewis Hamilton, juntou-se à Tommy Hilfiger para lançar uma linha de streetwear (moda de rua) com dezenas de produtos livres de crueldade.

A nova coleção TOMMYXLEWIS possui 49 itens, incluindo moletons, calças de corrida, shorts, jaquetas jeans, camisetas, bolsas, chapéus, sapatos e meias.

Hamilton traz sua “estética diferenciada” para a marca de moda americana, escreveu on-line a Tommy Hilfiger, em uma “coleção arrojada de moda de rua com uma abordagem urbana”.

Nem todos os produtos são vegan-friendly (a linha inclui um suéter feito de lã), mas a maioria é feita sem o uso de produtos de origem animal.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

A colaboração da marca com o atleta, produziu também um par de tênis masculinos veganos. Os calçados, que são da cor batizada de “marshmallow”, são feitos com couro sintético, malha reciclada e borracha. Eles exibem um design retrô de cano alto e tiras de fecho manual, passando uma “energia da moda de rua animada dos anos 80.” O calçado vem completo com um bordado do monograma de Hamilton na etiqueta.

Os calçados veganos também estão disponíveis nas cores preto e rosa, com revestimento macio e solas grossas. Os sapatos são feitos com couro sem crueldade e “parecem tão confortáveis quanto parecem”.

Uma jaqueta retrô de design ousado permite que os fãs de Hamilton “cruzem a pista” em grande estilo. O item é feito de poliamida – um polímero vegano sintético – e apresenta um revestimento de contraste reversível.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Calças de moletom sem crueldade, feitas com algodão, também estão disponíveis. Elas possuem punhos na boca da calça e uma fita do logotipo “impressionante” decoradas nas pernas da peça.

Lewis Hamilton e o veganismo

Hamilton adotou uma alimentação baseada em vegetais em 2017 depois de assistir “What The Health”, um documentário que estuda a conexão entre alimentação e doença. O piloto disse que o abandono de produtos animais ajudou-o a se sentir “o melhor que já sentiu em toda a minha vida”, acrescentando que jamais voltaria a comer carne.

Desde a mudança, Hamilton tornou-se mais interessado na ética do veganismo. Ele usou suas redes sociais para falar sobre várias questões ligadas ao bem-estar animal, usando principalmente o Instagram – onde o campeão tem 11 milhões de seguidores – para aumentar a conscientização sobre temas próximos ao seu coração como a caça às baleias e focas.

No início deste mês, Hamilton compartilhou uma foto online de um burro puxando uma carroça, dizendo que a imagem “causava muita dor em seu coração”.

A grife francesa Saint Laurent fez seu primeiro par de sapatos veganos sob encomenda

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O baile de gala do Metropolitan Museum of Art em Nova York, conhecido como Met, da última segunda-feira (6) viu muitos “primeiros”. Katy Perry apareceu vestida de hamburguer vegano, Benedict Cumberbatch vestiu também moda livre de crueldade, usando um terno vegano feito de bambu com uma camisa de “seda de paz” por baixo.

O que muitos podem não ter percebido em todo o brilho e pompa de todo o evento, é que uma estreia muito importante aconteceu – nos pés de Miley Cyrus.

Junto com um vestido brilhante e de design arrojado feito também por Saint Laurent, Cyrus usou o primeiro par de sapatos veganos da marca para o evento, de acordo com a Vogue.

A revista comentou sobre o visual da cantora, “Cyrus protagonizou um momento para os livros de história, enquanto esbanjava estilo em um evento que ela admite ser o seu favorito”.

A casa de moda francesa Saint Laurent costumava ser conhecida como Yves Saint Laurent, ou YSL, e ainda hoje é referida como tal.

A cantora – que participou da festa pela primeira vez com seu marido, o ator Liam Hemsworth – usava um par de sandálias de salto vanguardistas da marca Paige (o design original usa couro e camurça).

“[O Met] é como uma reunião de todos os seus amigos e o evento começa a parecer uma família”, disse Cyrus à Vogue. “Eu sempre estive aqui sozinha, então usei salto mais alto porque tenho alguém em quem me apoiar dessa vez”.

O diretor criativo da Saint Laurent, Anthony Vaccarello, desenhou toda a roupa de Cyrus. “Eles tem um design feito de uma forma feroz e punk, acho que agora Saint Laurent é o que mais me faz sentir eu mesma”, disse a cantora.

Miley Cyrus, O baile do Met e a moda vegana

Cyrus é um participante regular do Met Gala, que é realizado anualmente como uma forma de arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Arts, em Nova York.

Esta não é a primeira vez que a celebridade lançou um visual vegano no evento; no ano passado, ela chegou vestida com uma peça de design ético da estilista Stella McCartney, um vestido de cetim de seda com as costas nuas.

Ela disse à Vogue na época: “Estou aqui, muito empolgada por fazer parte disso, porque acho que esse momento pode ser sobre tantas coisas diferentes e, para mim, quero trazer uma mensagem, que é sobre o veganismo e que não precisa haver tortura ou sofrimento animal na construção de uma moda fabulosa”.

Nova grife de roupas vegana anuncia revolução na indústria da moda

Foto: Legends and Vibes

Foto: Legends and Vibes

A proprietária da butique de moda vegana com sede em Los Angeles, Vegan Scenerecently, lançou uma grife de moda totalmente vegana, de origem sustentável, dirigida por mulheres, gerida de forma também de forma sustentável.

A Legends & Vibes nasceu do desejo de criar alternativas veganas ao vestuário derivado de animais produzido em massa. “Como proprietária de uma boutique vegana, eu me esforcei para encontrar marcas de roupas veganas que não apenas cumprissem nosso alto padrão de qualidade, estilo e modelo de conduta ética, mas que pudessem oferecer um preço que nossos clientes pudessem pagar”

A proprietária da marca Vegan Scene, Amy Rebecca Wilde, disse ao VegNews. “Se os consumidores não conseguem encontrar ou comprar moda vegana e sustentável, qual é o objetivo disso tudo? Foi aí que ficou claro que tínhamos que lançar nossa própria linha de moda”. A etiqueta oferece estilos que combinam uma moda sofisticada e um glamour feminino com uma suave vibração do sul da Califórnia.

As peças incluem o macacão, Oakwood Romper, com um recorte de gola em v, longas mangas de ombro solto e bolsos; o vestido, Valencia Dress, possui um ajuste fluído e relaxado e um decote redondo; e a jaqueta, Eastwood Jacket, é feita de veludo cotelê com uma gola destacável de pele de ovelha falsa. Os designs de Wilde foram inspirados em matéria-prima veganas – de excesso de tecido de fábricas, confecções de roupas e marcas maiores que sempre compram mais do que precisam.

“Em vez de criar mais desperdício, transformamos esses retalhos de tecido em coleções limitadas”, disse Wilde. “Usar tecidos em estado morto significa que, às vezes, as tiragens da produção serão muito pequenas, mas em um mundo de fast fashion e vestuário produzido em massa, há algo realmente especial em saber que poucas mulheres conseguirão ter essa peça de roupa”.

Após dois anos de preparação, a campanha de lançamento da Legends & Vibes Kickstarter é o primeiro passo no plano de Wilde para começar a produzir em escala e aumentar a produção de forma sustentável e para disponibilizar seu produto em uma mistura de pequenas butiques locais e grandes varejistas em todo o país. Wilde não é tímida sobre suas intenções: ela quer criar uma moda totalmente sustentável e vegana no futuro.

“Nosso objetivo é revolucionar a indústria da moda, de cima para baixo, criando uma mudança sistêmica ao fazer escolhas conscientes e éticas que começam com os materiais que escolhemos usar, como os identificamos, onde os transformamos em vestimentas e como os trabalhadores são tratados”. Disse Wilde. A primeira coleção da Legends and Vibes estará disponível para pré-encomenda até 20 de abril.

Músico Morissey pede à Canada Goose que pare de matar animais para fazer casacos

Foto: Charlie Llewellin

Foto: Charlie Llewellin

O músico e ativista vegano, Morrissey, pediu publicamente à empresa de moda Canada Goose que “pare de matar animais para fazer casacos”.

O cantor inglês, que está prestes a embarcar em uma turnê no país, escreveu para o diretor executivo da empresa, Dani Reiss, pedindo que ele “faça a escolha ética mais correta e pare de utilizar pele de coiote e penas de gansos” nos casacos da marca.

Ativistas da ONG PETA vão acompanhar Morrissey em sua turnê, coletando assinaturas de fãs, para uma petição que pede à companhia de roupas que “abandone o uso de peles e penas”.

Carta vegana

“A Canada Goose reviveu quase que sozinha a cruel indústria de armadilhas, na qual os animais presos podem sofrer por dias e tentar roer seus próprios membros antes que o caçador volte para espancá-los até a morte”, escreveu Morrissey na carta.

“Nenhum adorno de moda vale esse tipo de sofrimento. E os gansos são confinados em gaiolas apertadas e carregados por centenas de quilômetros para serem mortos, sob todas as condições climáticas possíveis, antes de serem pendurados de cabeça para baixo e terem suas gargantas cortadas – muitas vezes enquanto ainda estão conscientes – dessa forma suas penas podem ser enfiadas em jaquetas e casacos”, dizia o texto da carta.

“Essa faixa ou gola de pelo de coiote não mantem ninguém aquecido, e há uma abundância de materiais isolantes superiores que podem substituí-los, compostos de todo tipo de coisa, de lã biodegradável a cascas de coco. É por isso que outros fabricantes de roupas, incluindo For All Kind, Save the Duck e HoodLamb não usam mais com peles e penas em seus produtos”, conclui Morrisey na carta.

Morrissey e controvérsia

Morrissey enfrentou muita controvérsia em razão de alguns de seus pontos de vista nos últimos anos, por opiniões e declarações feitas por ele, como a que ele chamou os chineses de “subespécie” e classificou a carne halal como “algo maléfico”.

Em uma entrevista em 2018, o cantor ridicularizou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, por seu sotaque, dizendo que “ele não era capaz de falar corretamente”.

Essas opiniões levaram alguns veganos a criticar o cantor, incluindo o proeminente blogueiro vegano e promotor de eventos Fat Gay Vegan, que escreveu um post sobre o cantor após a entrevista de 2018 dizendo: “A dedicação de Morrissey em salvar os animais não lhe dá um passe livre para promover o [partido político de extrema-direita] pela a Grã-Bretanha. Eu ainda escuto, ocasionalmente, músicas antigas dos Smiths e de Morrissey, mas a menos que ele mude radicalmente sua linguagem chula e as opiniões preconceituosas que ele promove, eu nunca comprarei outro lançamento musical ou ingresso de concerto até o dia que eu morrer”, disse o blogueiro vegano.

“Eu não sei se Morrissey é pessoalmente racista e nem estou declarando que ele seja. Estou afirmando apenas que não apoiarei um artista que usa seu discurso associado a políticos de extrema-direita que, na minha opinião, está repleta de racismo. Eu também continuarei a me opor a todas as pessoas que fazem o mesmo”, conclui Fat Gay.

Ex-participante de reality show lança linha de bolsas veganas

 

Foto: Instagram

Tiffany Watson se juntou a dezenas de outras celebridades que lançaram linhas de produtos veganos como, Kendall e Kylie Jenner, Rihanna e Stella McCartney.

No ano passado, ela apresentou uma linha de cadernos com capa de couro vegana e agora ela expandiu oferta com diversos outros itens. Suas novas bolsas vêm em um design quadrado, têm um zíper e alça de ombro removível. A nova linha também inclui acessórios de viagem, incluindo uma bolsa de maquiagem e um suporte para passaporte.

“Estamos muito entusiasmados em anunciar que amanhã (25) lançaremos nossa nova linha de bolsas de couro vegano”, ela escreveu no perfil do Instagram de sua empresa, no último domingo (24).

“Elas estão disponíveis em cinco cores, neon rosa, neon amarelo, cinza pedra, laranja e azul.”

“Além disso, estaremos lançando nosso conjunto de viagem, uma carteira, porta-passaporte e bolsa de maquiagem. O conjunto obrigatório para todos os tipos de viagem e para a cidade.”

Outro empreendimento

Em maio do ano passado, as irmãs Lucy e Tiffany Watson abriram o restaurante ‘Tell Your Friends’, em Parsons Green, no oeste de Londres, junto com seu pai Clive – um veterano da indústria da hospitalidade.

O cardápio apresenta versões veganas de comfort food classics, incluindo fish and chips e hambúrgueres. O bar oferece uma variedade de mocktails e coquetéis, incluindo um Rose Petal Martini.

Maison Atia revela coleção de peles artificiais para a NYFW

Foto: Maison Atia

A Maison Atia utiliza o modacrílico para imitar a pele animal em seus sobretudos clássicos dos anos 70, jaquetas de lã de capim e boleros.

Todos os materiais têm seu próprio nome francês; em vez de martas , o shearling da Maison Atia é feito a partir do minque vegano, o Làmbe da Mongólia é usado em vez da lã de cordeiro, e Leathère substitui o couro de vaca.

“David Bowie, Jane Birkin e Charlotte Rampling são meus ícones”, disse Chloe Mendel, co-fundadora e diretora de criação e filha do famoso designer Gilles Mendel.

“A mulher Maison Atia é criativa, espontânea, natural e cheia de vida. Esta coleção Outono / Inverno 2019 incorpora a liberdade e a criatividade retumbante dos anos 70 com a participação de Charlotte Kemp Muhl, que será apresentada na campanha.

“Esta coleção dá às mulheres de bom coração um olhar atemporal que elas podem aproveitar agora e nos próximos anos. Estamos muito felizes com o que construímos este ano e meio e não poderíamos estar mais felizes em dar este próximo grande passo com nossos amigos no Baccarat Hotel”, acrescenta Gustave Maisonrouge, co-fundador e presidente.

Bem-estar animal

A grife não pensa apenas em preservar animais exóticos e suas peles. A prova disso é a parceria com a organização sem fins lucrativos Paws Chicago.

Cada casaco vendido paga para um filhote de cachorro ou gatinho ser transportado para um abrigo ‘no kill’ em Chicago.

Stella McCartney lança moda de tatuagens veganas no pescoço

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney reafirma seu compromisso com a moda sustentável, ecológica e livre de crueldade. Seu desfile na Paris Fashion Week deixou uma impressão positiva no mercado da moda. Não só os modelos da estilista desfilavam com botas de couro falso e casacos sem pele, como também exibiam tatuagens veganas.

Aplicadas pela influente maquiadora britânica Pat McGrath, as tatuagens temporárias – colocadas no pescoço, dedos e lóbulos das orelhas das modelos – revelavam mensagens veganas, como “dia da terra todos os dias”, “vegan”, “pele sem pêlo”e “regenerar “, McGrath disse à Vogue: “isso é simplesmente Stella”.

Ser simplesmente Stella significa buscar respostas sustentáveis para tudo relacionado à moda. Desde o início, sua marca própria, que inclusive carrega o seu nome, têm sido vegetariana. Mas com sua mais recente coleção de prêt-à-porter, a influente designer – e filha do ativista e Beatle Paul McCartney – realmente se superou, de acordo com a Vogue.

As roupas apresentadas incluíam peças feitas de viscose de origem sustentável – tiradas de florestas suecas certificadas – brincos de clipes de papel e colares de elástico.

“Stella McCartney é uma líder do setor, em se tratando de sustentabilidade, há anos”, declarou a principal revista de moda no dia do show. “Mas ela nunca antes colocou em primeiro plano suas iniciativas na pista como fez hoje.”

Emporio Armani lança peles veganas masculinas para o inverno 2019

Acompanhando a crescente demanda do mercado da moda cruelty free, a grife de luxo Armani acaba de lançar uma gama de peles veganas masculinas no seu desfile de outono / inverno de 2019, em Milão.

Foto: Emporio Armani

Fundada por Giorgio Armani, a grife italiana compartilhou imagens do desfile Emporio Armani Outono Inverno 2019-2020, em que a moda masculina de peles artificiais foi o “centro das atenções”, escreveu a marca no Twitter .

A coleção se concentra na “liberdade e energia inspirada no mundo animal”, disse a marca, que está ajudando a “libertar o urbanista de suas restrições geográficas”.

As fotos mostram os modelos usando casacos masculino de pele falsa, botas e um xales.

A grife abandonou a pele em 2016 e, de acordo com a Vogue, Armani disse que ficou “satisfeito” em fazer o anúncio, explicando que “o progresso tecnológico feito ao longo dos anos nos permite ter alternativas válidas à nossa disposição que tornam desnecessário o uso de práticas cruéis em relação aos animais “.

“Prosseguindo o processo positivo empreendido há muito tempo, minha empresa está dando um grande passo à frente, refletindo nossa atenção para as questões críticas de proteção e cuidado com o meio ambiente e os animais”, observou Armani.

Após a mudança, Joh Vinding, presidente da Fur Free Alliance que está em campanha por um mundo livre de pelos de animais na moda e em outros produtos, nomeou Armani como uma “formadora de tendências no mundo da moda”.

Vinding explicou que a decisão de Giorgio Armani concretiza a ideia de que “designers e consumidores podem ter liberdade criativa e luxo, sem apoiar a crueldade contra os animais”.

Pele animal está fora de moda

Um número crescente de grifes famosas está se afastando da pele e do pelo animal devido a preocupações com o bem-estar animal.

Violações dos direitos dos animais na indústria de peles levaram os designers  Jean Paul Gaultier e Diane von Furstenberg  a pararem de usar o material cruel. A Burberry fez o mesmo movimento para se tornar mais “social e ambientalmente responsável”.

Após Asos, Nike, H&M, Puma, Arcadia Group e L Brands anunciarem o fim do uso de pele de animais, a Chanel também prometeu adotar a prática. Em dezembro do ano passado, ela fez seu primeiro livre de peles animais.

Desfile Chanel sem peles animais, em dezembro de 2018. Foto: Angela Weiss | AFP

Também em dezembro, Michael Kors oficialmente deixou de usar peles, uma política que também inclui Jimmy Choo.

Da mesma forma, o CEO da Gucci, Marco Bizzarri, disse que a grife abandonaria a pele, nomeando o produto como “fora do prazo de validade”.

O abandono da pele é uma vitória para os animais em todo o mundo, mas muitas dessas marcas, como a Armani, ainda usam outros materiais derivados, como e couro.

No entanto, alguns designers, como Stella McCartney, estão se voltando para a moda totalmente livre de animais, em uma tentativa de se tornar totalmente sustentável e livre de crueldade.

ovelhas em fazenda

Com o progresso do combate ao uso de peles, é importante lutar pelo fim do uso de lã

Depois de décadas de incontáveis ​​protestos, 2018 foi finalmente o ano em que a moda começou a pôr um fim no uso de peles de animais. Com esse grande progresso realizado, organizações como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) voltaram suas atenções para um novo objetivo: lutar contra o uso de lã.

ovelhas em fazenda

Foto: PETA

A PETA afirma que não existe nenhuma maneira ética de tosquiar as ovelhas e retirar sua lã. Em seus esforços para esclarecer como o material é produzido, o grupo internacional de direitos animais lançou campanhas contra varejistas como a Forever21 pelas vendas de lã, e, mais recentemente, lançou 11 exposições focadas em revelar o quão prejudicial e dolorido é o processo de corte para as ovelhas.

“O que é importante perceber é que não se trata de denunciar uma ou duas fazendas ruins, isso é um problema sistemático”, diz a diretora-associada da PETA, Ashley Byrne. “Nós encontramos as mesmas coisas [através de operações de corte de ovelhas.] Animais são espancados, chutados, perfurados e mutilados na frente um do outro de maneiras horríveis.”

Embora existam empresas que afirmam que seus materiais são produzidos de forma responsável e ética, a PETA diz que toda a indústria está repleta de abuso de animais. Por exemplo, Byrne diz que parte da investigação da PETA incluiu a observação de fazendas que abastecem empresas como a Patagonia, uma marca que enfatiza publicamente seu uso de materiais “sustentáveis e socialmente responsáveis”.

Depois de uma investigação de 2017 ter descoberto que um fornecedor de lã da Patagonia abusava de ovelhas em sua fazenda, a empresa suspendeu duas vezes as compras com esse fornecedor. Em setembro de 2018, a Patagonia se negou a revelar seus últimos fornecedores de lã para a PETA, apesar das promessas de transparência por parte da empresa.