Japão vai retomar caça de baleias em julho

O Japão anunciou que irá retomar a caça de baleias no dia 1º de julho. A matança ocorrerá na região de Hokkaido. A decisão veio após o país abandonar, em dezembro de 2018, a Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês).

Foto: Pixabay

Fontes do setor pesqueiro da cidade japonesa de Kushiro, ilha mais setentrional do arquipélago, confirmaram a decisão de retomar a caça a esses animais. As informações são das agências de notícias “Kyodo” e “ANSA”.

Conforme anunciou Tóquio, a caça será feita nas águas de sua própria zona econômica, o mar do Japão, e não mais o Oceano Antártico.

O Japão informou ainda que os navios irão respeitar os limites territoriais para garantir que a população de baleias não diminua. No entanto, apesar disso, é fato que a caça coloca a preservação desses animais em risco.

A decisão do Japão de voltar a praticar a caça de baleias foi criticada em todo o mundo. A atividade é vista com maus olhos pela população mundial em geral.

ONG revela histórias de sucesso de cães resgatados do festival chinês de carne de cachorro

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Com a aproximação do bárbaro festival de carne de cachorro de Yulin na região de Guangxi, na China, a ONG britânica Humane Society International (HSI) compartilha algumas histórias de sucesso de cães que seus parceiros ativistas chineses já resgataram dos matadouros de Yulin.

Snorki, Rosie, Fred mais dois cachorros e Lily, são apenas cinco das centenas de cachorros e gatos que ativistas chineses salvaram da morte no cruel Yulin Dog Meat Festival, onde os animais indefesos são mortos e queimados em frente aos demais e aos compradores de carne. Muitos resgates ocorrem em matadouros em toda a China também.

Embora o evento do solstício de verão que ocorre em 21 de junho em Yulin seja realizado como símbolo do comércio de carne de cães e gatos na China, muitas pessoas não sabem que a brutalidade desse comércio alimentado pelo crime, que motiva roubos e mortes de animais durante todo o ano e em todo o país, com uma estimativa de 10 a 20 milhões de cães e 4 milhões de gatos sendo mortos anualmente.

Foto: animalpeople.com

Foto: animalpeople.com

Acredita-se que muitos desses animais sejam cães e gatos em situação de rua e animais roubados dos quintais de residências. Eles são amontoados em gaiolas de arame e levados em viagens que duram horas ou mesmo dias pelo país, antes de chegar ao matadouro onde são espancados até a morte, alguns ainda usando coleiras que provam que tinham uma família e um lar.

Ano passado, ativistas chineses apoiados pela ONG HSI resgataram 135 cães dos matadouros de Yulin, cinco dos quais – Lily, Harley, Fred, Coco e Rosie – a entidade levou para o Reino Unido, onde encontraram famílias para eles.

Em 2016, a ONG resgatou 170 cães doentes e feridos de matadouros e mercados em Yulin, sendo que quatro cães sortudos – Lily, Snowy, Snorki e Lucy – e dois gatos – Simon e Li – estão agora vivendo seguros e felizes com suas famílias no Reino Unido. O grupo de 170 animais tinha sido resgatados há apenas um dia de ser morto no festival de Yulin.

Alguns dos sobreviventes resgatados do comércio de carne de cachorro fizeram amigos famosos. Li, a gata, teve a sorte de encontrar a atriz de Harry Potter, Evanna Lynch, quando a HSI filmou as duas para um vídeo sobre o sofrimento dos gatos no comércio de carne chinês.

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Lily, Snowy, Snorki e Lucy foram todos muito bem-vindas ao novo continente pelo ator e ativista pelos direitos animais Peter Egan, que lhes deu seu primeiro abraço em solo britânico, acompanhado pela ONG que proporcionou o resgate.

“Esses cães e gatos conheceram o inferno e voltaram, sobrevivendo ao aterrorizante comércio de carne da China, e é tão humilhante dizer que, apesar de sua provação e sofrimento, sua resiliência e natureza indulgente saltam aos olhos. Eles são apenas alguns dos milhões de cães e gatos que são roubados e capturados para esse comércio cruel durante todo o ano ”, disse Claire Bass, diretora para Reino Unido da HSI, em um comunicado.

“Yulin é um exemplo relativamente pequeno de uma questão muito maior e mais feia, que milhares de ativistas chineses dedicados estão trabalhando para impedir. Ao contrário dos pressupostos de muitos no Ocidente, a maioria das pessoas na China não come cachorro e, de fato, fica horrorizada com o pensamento de um comércio que tira seus companheiros caninos deles”.

Rosie foi salva de um matadouro Yulin em 2018 e agora vive com Kirsten McLintock em Norfolk (Inglaterra). “Já se passaram seis meses desde a primeira vez que recebi Rosie e ela tem sido um encanto absoluto; amigável com outros cães, sem ansiedade de separação, uma viajante perfeita no carro. É claro que ela deve ter sido um animal doméstico roubado de alguém, quando ela chegou, foi treinada em casa e costumava ter uma coleira e andar na frente nos passeios”, disse McLintock. “Sua mais recente descoberta foi a praia. Ela dança e pula de felicidade quando chegamos à praia, é tão lindo de assistir o contentamento dela. Eu a amo de todo o meu coração, ela é o cão mais doce, intuitivo, suave e gentil qu eeu ja vi na vida”.

Rosie | Foto: HSI

Rosie | Foto: HSI

Lily foi salva de um matadouro Yulin em 2018 por ativistas chineses. O resgate produziu uma foto icônica de Lily sentada pacientemente no chão onde seria morta, encarando suplicante aos seus salvadores. Ela agora vive com sua irmã Sophie, uma cocker spaniel e sua mãe e adotante Susie Warner em Berkshire.

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Susie disse: “Lily é uma diva superstar e ela é adorável. Agradeço de todo o meu coração àqueles que tornaram possível que ela chegasse até mim e a salvaram da morte, permitindo que ela viva a melhor vida possível”.

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

O pequeno Fred foi salvo da morte em 2018 e agora mora em Londres com Fernanda Gilligan, seu marido e sua filha de três anos. Fernanda disse: “Somos muito gratos por sermos a nova família de Fred. Ele é realmente um membro de nossa família e é tão dedicado. Fred adora passear e correr no parque. As aventuras no campo são ainda mais agradáveis com Fred ao nosso lado e adoramos tê-lo conosco o máximo de tempo possível. Ele é verdadeiramente um acréscimo notável à nossa família”.

Feed | Foto: HSI

Feed | Foto: HSI

Lily foi resgatada em 2016 e adotada por Lynn Hutchings em Kent, que disse: “Lily floresceu de uma garota assustada e esquiva, que não confiava muito em humanos para um cachorro confiante e feliz, membro da nossa família e que ama a todos incondicionalmente, especialmente se ela puder convencê-los com seus encantos a dar muitos petiscos para ela”.

Lily | Foto: HSI

Lily | Foto: HSI

Snorki, foi resgatado em 2016 e encontrou sua família e casa em Clapham, no sul de Londres, com Angelina Lim, onde vive hoje. Angelina disse: “Snorki está muito melhor do que estava no começo, mas ainda tem medo de estranhos. Uma vez que ela conhece você, ela vai aceitar alegremente carinhos e coçadinhas na barriga, mas você tem que ganhar sua confiança primeiro. Estou convencida de que ela foi um animal doméstico roubado porque ela aprendeu tudo muito rápido. Snorki também tinha uma pequena protuberância nas costas, que desde então desapareceu, eu creio que isso era uma sequela por ter sido esmagada em uma gaiola por um bom tempo antes de ser resgatada. Minha vida é tão feliz com Snorki, ela é uma alegria completa, apesar de ser uma máquina de comer 24 horas por dia”.

Snorki | Foto: HSI

Snorki | Foto: HSI

O belo e dedicado trabalho desses ativistas tornou possível que esses animais tivessem uma nova chance em lugar de morrer nas mãos de comerciantes cruéis para abastecer um mercado antiquado e desaprovado pela própria população chinesa.

Muitos outros animais não tem essa oportunidade e perecem das maneiras mais bárbaras e tristes aos milhares.

Fatos sobre o comércio de carne de cachorro da China

1. O festival de carne de cachorro Yulin não é tradição como seus defensores alegam. Foi inventado em 2010 por comerciantes de cães para aumentar seus lucros. Antes do início do festival, o consumo de carne de cachorro já estava declinando como uma subcultura culinária, e nenhum festival de carne de cachorro jamais existiu anteriormente.

2. A Organização Mundial da Saúde adverte que o comércio de cães se espalha a raiva e aumenta o risco de cólera.

3. A maioria das pessoas na China não come cachorro; na verdade, a carne de cachorro é consumida com pouca freqüência por menos de 20% da população chinesa. Muitos deles comem carne de cachorro sem saber.

4. Em sua primeira edição, cerca de 15 mil cães foram mortos durante os principais dias do festival de Yulin, mas a pressão chinesa e internacional reduziu esse número para cerca de 3 mil cães. No entanto, muitas centenas ainda são mortas todos os dias nas semanas que antecedem o festival.

5. Cães e gatos são espancados até a morte, um em frente do outro, e a carcaça é queimada para venda nos mercados. O massacre de cães e gatos continua ocorrendo em lugares públicos, expondo crianças pequenas a uma brutalidade horrenda e potencialmente dessensibilizando as gerações mais jovens da China.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cão morre após ser abandonado dentro de saco de lixo em Goiânia (GO)

Um cachorro morreu após ser encontrado dentro de um saco de lixo em Goiânia (GO). Fred, como passou a ser chamado, tinha feridas repletas de larvas pelo corpo, estava quase sem pelo e desnutrido.

Foto: Protetores dos Animais de Goiânia/ Divulgação

“De ontem para hoje, foi se agravando o quadro dele. Ele tinha doença do carrapato, estava com uma carga parasitaria bastante alta”, explicou ao G1 o veterinário Rafael Naves de Abreu, que socorreu o cachorro.

Da raça shih-tzu e com idade entre 5 e 7 anos, o cachorro foi resgatado, no último domingo (2), no Setor Estrela do Sul após uma mulher ver o saco de lixo, no qual ele estava, se mexer. Ela acionou o grupo Protetores dos Animais de Goiânia, que resgatou o animal e o internou em uma clínica veterinária.

“Ele estava com miíase [larvas] abaixo da região ocular, tinha algumas no olho também. Ele chegou bem desnutrido, pesando 3 kg, sendo que a média é de 5 a 6 kg. Também estava desidratado, cheio de carrapatos e pulgas”, disse o veterinário.

Para arcar com os gastos do tratamento do cachorro, a coordenadora do grupo Protetores dos Animais de Goiânia, Morgana Fioramonte, iniciou uma mobilização. Segundo ela, o dinheiro que não foi usado, devido à morte do animal, será destinado a outros animais resgatados.

Foto: Protetores dos Animais de Goiânia/ Divulgação

“Já falamos com algumas pessoas que doaram e todas não querem o valor de volta, querem que a gente use para alimentar os animais do abrigo e para novos resgates”, explicou Morgana, que agradeceu a ajuda dos doadores.

Segundo ela, para cuidar dos animais, o grupo tem um gasto fixo de R$ 8 mil mensais. Atualmente, os Protetores de Animais de Goiânia são responsáveis por manter 80 cães e gatos, que estão abrigados, e por alimentar cerca de 70 gatos que vivem nas ruas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Canadá esta prestes a aprovar duas leis históricas sobre direitos animais

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

A luta em prol dos animais tem sido difícil, às vezes até mesmo desanimadora, para os incansáveis ativistas pelos direitos animais canadenses, mas eles estão prestes a ter uma notícia muito boa.

E melhor ainda para os animais que os ativistas há muito procuram proteger e nutrir.

Duas leis históricas estão prestes a passar no Parlamento do Canadá.

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Um proíbe a importação de barbatanas de tubarão para o país; e a outra proíbe baleias e golfinhos de serem mantidos em cativeiro.

Foi a proibição da barbatana de tubarão que veio na calada da noite.

O Canadá proibiu o a prática do finning (prática cruel de arrancar as barbatanas de tubarões) em águas territoriais em 1994, mas nunca proibiu sua importação.

Foto: Beawiharta/Reuters

Foto: Beawiharta/Reuters

Atualmente o país é o terceiro maior importador de barbatanas de tubarão fora da Ásia, perdendo apenas para a China e Hong Kong.

No ano passado, o Canadá importou mais de 148 mil quilos de barbatanas de tubarão, no valor estimado de 3,2 milhões de dólares.

Em 2018 em todo o mundo, 73 milhões de tubarões foram mortos.

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

A população global de tubarões está agora devastada em cerca de 90%.

Mas uma vitória suada para aqueles que amam animais parece estar no horizonte.

A política tem sido dura e os ativistas tiveram mais do que sua parcela de decepções, mas Camille Labchuk, diretora executiva da ONG Animal Justice, tem sorrido muito nos dias de hoje.

Ela deu a declaração por telefone na quarta-feira em seu escritório em Ottawa.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

MP vai investigar cavalgada em que burro agonizou até a morte no Tocantins

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu uma investigação sobre a Cavalgada Ecológica do Cantão, realizada em Pium, no Tocantins, após imagens de um burro ensanguentado, que agonizou até a morte, atingirem grande repercussão. O registro foi feito por moradores da cidade.

Testemunhas denunciam morte de burro em cavalgada em Pium (Foto: Divulgação)

O caso é investigado pelo promotor Anton Klaus Matheus Morais Tavares. No documento do MPE, o órgão lembrou que ferir ou mutilar animais é crime passível de pena de detenção de até um ano, além de multa, e que a punição pode ser maior caso os animais morram. As informações são do G1.

O órgão solicitou que a Polícia Civil abra uma investigação e pediu documentos sobre o evento para os organizadores da cavalgada, que conta com o apoio da Prefeitura de Pium e do Sindicato Rural da cidade.

O MPE alega que a investigação tem o objetivo de impedir que novos casos de maus-tratos ocorram.

Na época da morte do burro, a prefeitura alegou que não havia identificado o dono do animal e que havia água para os cavalos e burros no evento.

O caso é investigado também pela Agência de Defesa Agropecuária.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Promotoria oficia órgãos para coibir maus-tratos em cavalgada em Araguaína (TO)

A 12ª Promotoria de Justiça de Araguaína enviou ofícios a órgãos públicos municipais, estaduais e a instituições privadas envolvidas na organização da cavalgada da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara 2019), que será realizada no próximo domingo (9).

Cavalos são explorados em cavalgada (Foto: SRA)

O procedimento é necessário, segundo o promotor Gustavo Schult Júnior, porque a cavalgada interfere na qualidade de vida e no bem-estar dos animais e dos cidadãos. As informações são do portal AF Notícias.

A Promotoria solicitou que a Ciretran adote estratégias para prevenir acidentes de trânsito, que Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Sindicato Rural e Batalhão da Polícia Militar Ambiental previnam acidentes com pessoas e animais no interior do parque de exposição e que a polícia ambiental seja imediatamente acionada caso acidentes ocorram.

Caso indícios ou atos de maus-tratos ou a morte de animais ocorram, o presidente do Sindicato Rural deverá comunicar o caso à Polícia Ambiental imediatamente. A recomendação foi motivada por casos de maus-tratos contra animais registrados recentemente em uma cavalgada realizada no município de Pium.

Testemunhas denunciam morte de burro em cavalgada em Pium (Foto: Divulgação)

Os órgãos oficiados terão três dias para se pronunciar sobre o acatamento dos termos presentes no documento e informar sobre providências a serem adotadas para prevenir danos aos animais e às pessoas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Ursos andinos estão ameaçados de extinção pela demanda por seus órgãos genitais

Foto: Reddit

Foto: Reddit

A caça ao pênis do urso-da-montanha (Tremarctos ornatus), também conhecido como urso dos Andes ou, urso-andino-da-cara-pequena, pode resultar na extinção da espécie se a demanda pela “poção sexual” que é feita com seus genitais continuar a crescer no atual ritmo.

O amado urso personagem de desenho animado na Grã-Bretanha, chamado de “Paddington Bear”, é inspirado nos ursos-da-montanha, mas a população não sabe que a espécie responsável por seu querido personagem, pode estar sob ameaça devido ao comércio de partes do corpo desses animais.

De acordo com a National Geographic, alguns povos na América do Sul afirmam que a “bebida sexual” pode curar problemas de desempenho sexual se contiver apenas uma raspagem do osso do pênis de um urso-da-montanha.

Foto: Newsroom

Foto: Newsroom

Algumas pessoas também acreditam que a bebida pode lhes dar a “força de um urso” se o osso inteiro do pênis for colocado na mistura.

A “bebida sexual” chamada de Seven Roots (Sete Raízes), segundo a crença popular é feita de rum branco, sete tipos de casca de árvore, mel, pólen, cabeça de cobra, planta macho huanarpo e osso do pênis de urso-da-montanha.

Os curandeiros tradicionais vendem essa bebida para os clientes no Peru.

O fotojornalista investigativo Eduardo Franco Berton viajou pelo Peru para investigar o comércio de partes de corpos desses ursos.

Foto: Maymie Higgins

Foto: Maymie Higgins

Também chamado em muitos locais de urso andino, a espécie é morta na América do Sul muitas vezes apenas por seus órgãos genitais, porque muitas pessoas pagam fortunas por poções “medicinais” feitas com esses órgãos.

A gordura, os dentes e os ossos dos ursos estão em alta demanda entre curandeiros tradicionais e Berton encontrou parte de um osso do pênis a ser vendido por pouco mais de 750 dólares.

Uma mulher que dirige uma loja de remédios tradicionais no Peru teria dito a Berton que não se sentia mal com a possibilidade de os ursos se extinguirem porque estavam ganhando muito dinheiro com eles.

Atualmente existem apenas cerca de 5 mil ursos-da-montanha no Peru e esta é a única espécie nativa de urso ainda viva na América do Sul.

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Embora o comércio de partes de ursos em toda a América do Sul, o problema é considerado mais grave no Peru.

Multas de valor elevado foram postas em prática no país para tentar impedir o comércio e os caçadores de ursos andinos, com penas que envolvem, inclusive, prisão.

Há também várias ONGs de proteção aos animais que foram criadas especialmente para proteger e salvar os ursos-da-montanha.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Piloto vegano Lewis Hamilton condena matança bárbara de baleias e golfinhos

Foto: f1i.com

Foto: f1i.com

O atleta de ponta e amante dos animais se manifestou contra a crueldade com os animais mais uma vez nas redes sociais

O campeão de Fórmula 1 vegano, Lewis Hamilton, condenou o massacre bárbaro de baleias e golfinhos para seus 11,4 milhões de seguidores no Instagram.

O atleta, que criticou a indústria da carne por “tortura animal” no ano passado, republicou uma imagem gráfica da Save The Reef da matança anual de cetáceos que ocorre nas Ilhas Faroe.

Enojado

Hamilton, que primeiro revelou que adotou uma dieta baseada em vegetais em 2017, escreveu: “Isso é tão perturbador. Como você pode honestamente fazer isso com outro ser? Nojo!”.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Ele também incluiu a legenda original da foto, que descreve como os animais são mortos – uma ‘tradição’ que supostamente vem acontecendo desde 1584.

Perfurados com uma lança na coluna

“Os pescadores entram na água em barcos e assim que os grupos de baleias chegam perto da baía, os caçadores as cercam e as levam para a terra para serem encurraladas e mortas”, diz o post do Instagram.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

“Quando as baleias estão próximas o bastante, um gancho é inserido em seus orifícios respiratório para arrastá-los até a costa e seus pescoços são esfaqueados com uma lança serilhada e suas medulas espinhais cortadas, o que reduz ainda mais o suprimento de sangue para o cérebro.

“A baleia perde a consciência e morre em poucos segundos”.

Tubarão da espécie mais rápida do mundo aparece morto em praia de SC

Um tubarão da espécie anequim (Isurus oxyrinchus), conhecida por ser a mais rápida do mundo e por ter uma das mordidas mais fortes que existe, foi encontrado morto, nesta quarta-feira (6), em uma praia no município de Itapema, em Santa Catarina.

Foto: Reprodução / NSC Total

A aparição do anequim na costa catarinense é rara e, quando é registrada, segundo o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, é relacionada a animais juvenis. Na fase adulta, os anequins podem medir mais de três metros de comprimento. As informações são do portal NSC Total.

“São muito grandes e poderosos, muito fortes. É o tubarão mais rápido que existe e um dos que possui maior força na mordida, é da família do tubarão-branco”, diz Soto.

O professor explicou que esses animais costumam ser vítimas da pesca de espinhel de fundo, realizada longe da costa para captura de animais marinhos como atuns, meças e tubarões-azuis. A pesca somada ao fato de que o anequim tem poucos filhotes – dois, no máximo, a cada ninhada -, a espécie passou a ser considerada vulnerável.

O anequim seria observado por funcionários do Museu Oceanográfico, mas o corpo dele desapareceu. Não há informações sobre quem retirou o tubarão da praia.

Na terça-feira (4), um tubarão semelhante foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em Itapema enquanto se debatia na arrebentação. Ele foi devolvido ao mar. Não se sabe, no entanto, se é o mesmo animal encontrado morto no dia seguinte.

O museu orienta a população a entrar em contato com a própria fundação ao encontrar animais marinhos, mortos ou vivos, nas praias, pelo telefone (47) 992455218. Nesses casos, é possível também acionar a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) através do número 08006433341.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Animais morrem em cavalgada e um deles sangra até a morte no Tocantins

Um burro e um cavalo morreram durante a “Cavalgada Ecológica”, em Pium, no Tocantins, no último final de semana. Moradores denunciaram que o burro agonizou e sangrou até a morte na região central do município.

Foto: Divulgação

Os animais percorreram 75 km. O percurso começou no sábado (1º) e terminou na tarde de domingo (2). O evento, que submeteu os animais à crueldade, foi realizado no Parque de Exposições da cidade. As informações são do portal AF Notícias.

A causa da morte do burro e do cavalo pode ter sido o excesso de esforço físico somado ao calor e a possíveis maus-tratos. Os tutores dos dois animais ainda não foram identificados.

Moradores afirmam que esta não é a primeira vez que um caso de morte de animais é registrado devido a esforço físico durante a cavalgada.

“Como tradição, a famosa cavalgada ecológica acontece em Pium todos os anos, reunindo milhares de pessoas do município e região. Mas infelizmente são os animais que sofrem ao serem utilizados para exaltar o ego dos tutores. Obrigados a andar mais de 70 km no sol quente, muitos não conseguem chegar ao destino final devido à falta de cuidado. Nos eventos passados não foi diferente, no ano de 2016, 2017 e 2018 morreram vários animais devido a maus-tratos. Alguns participantes reclamam da falta de fiscalização pelos direitos dos animais, porém até hoje nenhuma ONG se pronunciou a respeito disso”, relatam os moradores.

A Prefeitura de Pium foi procurada, mas não se pronunciou sobre o caso até o momento.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.