Milhares de baleias e golfinhos são mortos na temporada de caça das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As Ilhas Faroe, são um aglomerado incomum de ilhas localizadas no Atlântico Norte, cerca de 200 milhas ao norte da Escócia e também um dos principais pontos turísticos da região. Formalmente o território do arquipélago é dinamarquês, mas o país possui autonomia própria significante e não fazem parte da União Europeia, ao contrário da Dinamarca.

De acordo com informações do Business Insider, a ilha é hoje tão popular que se fechou aos turistas, exceto aqueles que estão dispostos a ajudar a reparar e manter o arquipélago. No entanto, há um lado mais sombrio do território belo e selvagem.

Ecologistas publicaram uma série de fotografias chocantes mostrando baleias e golfinhos sendo caçados nas Ilhas Faroe.

O grupo Sea Shepherd, que faz campanha contra práticas de pesca bárbaras, registrou as imagens ao longo de um período de meses.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Eles documentaram uma série dos chamados “passeios de baleias”, nos quais o governo das Ilhas Faroe diz que cerca de 1.200 baleias e 500 golfinhos foram mortos. Cabe ressaltar que o governo do arquipélago defendeu vigorosamente a prática que classifica de “secular”.

Ao analisar as fotos é possível concluir, com o que se parece essa prática de caça e entender mais sobre sua história por meio das imagens. Atenção: imagens de conteúdo forte ou perturbador para pessoas mais sensíveis.

O processo de matança envolve barcos indo em busca de grupos de baleias e golfinhos, e os encurralando em águas rasas, onde são mortos à mão.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Um grande número de habitantes locais se envolve com o processo, e cada um pode reivindicar uma porção da carne depois. Estas são as baleias-piloto.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Esta baleia estava grávida – seu bebê acabou morrendo também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Estatísticas oficiais mostram que 1.194 baleias-piloto foram mortas na temporada de caça de 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os faroenses também caçam um grande número de golfinhos de face branca, como estes. Um total de 488 golfinhos foram mortos em 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os pais levam seus filhos para ver o processo em ação, e é normal posar para fotos com os animais mortos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Nem as baleias nem os golfinhos estão em perigo, sendo as autoridades do arquipélago. O governo das Ilhas Faroe disse que na maioria dos anos cerca de 1% do total das populações de golfinhos e baleias são caçados.

Caçadas de extermínio como estas vêm ocorrendo desde pelo menos 1298, quando as primeiras leis de sobrevivência que regulam a prática foram publicadas, e registros precisos existem desde 1584, de acordo com o governo das Ilhas Faroe.

A temporada de caça deste ano foi grande. Cerca de 1.700 animais foram mortos em 2017, em comparação com cerca de 800 em um ano médio.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A última vez que tantos animais assim foram mortos foi em 1996.

Os animais são marcados para acompanhamento – ao olhar de perto pode-se ver o número 16 sobre este golfinho, ao lado da nadadeira.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os animais são massacrados por carne e gordura – aqui um homem corta pedaços de um golfinho.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os habitantes das ilhas dizem que a carne de baleia e golfinho é uma parte importante de sua alimentação, e dessa forma eles não precisam gastar dinheiro e desperdiçar recursos naturais importando alimentos do exterior.

Os cadáveres de alguns animais são levadas para caminhões e transportadas para processamento posterior.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

No final, a carne é toda embalada. A maior parte é compartilhada na comunidade das Ilhas Faroe, mas alguns podem ser comprados nas lojas também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd se opõe à caça há anos e já tentou fisicamente parar o processo com seus próprios barcos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd disse ao Business Insider que eles foram impedidos por meios legais de usar seus navios para protestar.

Em vez disso, os voluntários foram para as Ilhas Faroe e posaram como turistas para tirar fotografias das caçadas, com a esperança de garantir uma cobertura da mídia adversa a matança.

Um deles escreveu sobre o que viu:

“Testemunhar uma matança em primeira mão foi realmente uma experiência terrível. Em um lugar tão quieto e calmo, em meio a natureza, foi enervante ver os moradores locais tão animados quando a temporada de caça foi anunciada”.

“A primeira caçada que vimos foi em Hvannasund, cenário de várias mortes em 2017. Testemunhamos todo o processo desde a chegada das cerca de 50 baleias-piloto até sua morte, o massacre e a distribuição da carne e da gordura.

“À medida que as baleias-piloto eram levadas para a costa pelos pequenos barcos, a intensidade dos corpos se agitava. Ganchos eram atirados em seus corpos e as baleias eram arrastadas para a costa em um jogo sádico de cabo de guerra. Testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em um frenesi desesperado”.

O governo das Ilhas Faroe defende a tradição e diz que a Sea Shepherd irá “fazer qualquer coisa” para desacreditá-los.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As imagens falam por si. Absolutamente nenhuma justificativa pode ser dada para atos cuja barbaridade é impossível de ser descrita. Sadismo, crueldade, violência e desrespeito pela vida são alguns termos que se encaixam, embora estejam longe de descrever o horror das cenas mostradas tendo como cenário um verdadeiro mar de sangue.

Governo brasileiro negocia ampliação da exportação de carne halal

Por David Arioch

Tereza Cristina com o ministro da Agricultura da Indonésia negociando ampliar as exportações de carne halal do Brasil (Fotos: Mapa/Save Movement)

A ministra da Agricultura Tereza Cristina se reuniu ontem com o ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, para discutir a abertura do mercado de carnes brasileiras para o país asiático.

A ministra disse que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal da Indonésia, que é um país bem mais populoso que o Brasil.

“É um país que tem 270 milhões de pessoas. Se você somar o Vietnã e Indonésia, teremos um mercado de quase 300 milhões de pessoas que podem consumir vários produtos do agro brasileiro”, disse Tereza Cristina, acrescentando que o Brasil tem condições de vender carne a preços mais baixos que a Austrália.

Como 87% da população da Indonésia se identifica como muçulmana, caso o país concorde em se abrir mais para o mercado de carnes brasileiras, as exportações devem atender aos preceitos do abate halal.

Nesse processo, o animal não passa por nenhum suposto procedimento de insensibilização e recebe um corte no pescoço em movimento de meia-lua, que culmina no corte dos três principais vasos – jugular, traqueia e esôfago.

Esse tipo de abate, assim como o kosher, tem feito parte de muitas discussões sobre “bem-estar animal” em diversos países. No início do ano, por exemplo, a região de Flandres, na Bélgica, aprovou a proibição de abates halal e kosher, sob a justificativa de que como os animais não são submetidos a nenhum método de insensibilização, o sofrimento é ainda mais evidente.

De acordo com Ali Saifi, diretor-executivo da Cdial Halal, empresa de referência em certificação halal, até 2020 o Brasil tem condições de ampliar as exportações de carne halal em pelo menos 60%. Atualmente o país exporta para 22 países de cultura predominante islâmica – o que representa mais de dois milhões de toneladas de carne halal.

Poluição gerada por plástico leva cada vez mais animais marinhos à morte

O plástico tem tirado a vida de animais marinhos com cada vez mais frequência. Nos Estados Unidos, recentemente um golfinho fêmea foi encontrado morto com dois sacos de plástico e um fragmento de balão no estômago, segundo o Instituto de Pesquisa de Peixes e Animais Selvagens da Comissão de Conservação da Vida Selvagem.

Baleia cachalote morta por lixo plástico na Sicília (Crédito: Greenpeace Itália)

Na segunda-feira (15), um exame de necrópsia concluiu que outro golfinho, encontrado também em Fort Myers Beach, tinha dois metros de uma mangueira de plástico de 24 polegadas, com bocal e braçadeira de metal, no estômago. O objetivo aparenta ser um equipamento de camping.

Na Itália, uma baleia cachalote foi encontrada morta na praia de Cefalu, segundo o Greenpeace, na última semana. Ela tinha sacos e outros objetos de plástico no estômago. As informações são da revista Planeta.

“Estas são as lulas que a baleia comeu – e isso é tudo plástico”, narra em um vídeo Carmelo Isgro, funcionário do museu de história natural da Universidade de Messina. “O plástico provavelmente criou um bloco que não deixou a comida entrar. É muito provável que seja a causa da morte. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão.” Segundo ele, a baleia era uma fêmea tão jovem que “seus dentes ainda não saíram”. A estimativa é de que ela tinha sete anos, o que não representa nem 10% do que as cachalotes geralmente vivem – 70 a 80 anos.

Golfinho encontrado morto na Flórida (Crédito: Especial para o News-Press)

Essa, no entanto, não foi a última cachalote a morrer recentemente devido ao plástico. Em abril, uma baleia da espécie, que estava grávida, morreu em Sardenha. Ela tinha 22 kg de plástico no estômago. Nos três meses anteriores, outros três casos foram registrados.

Diante do cenário alarmante, o Greenpeace e o Blue Dream Project iniciarão um projeto de monitoramento dos níveis de poluição de plástico no mar, que irá durar três semanas. O foco será o Mar Tirreno, na costa oeste da Itália.

Mangueira encontrada no estômago do animal (Crédito: Especial para o News-Press)

Gripe suína africana vai causar a morte mais de 200 milhões de porcos, diz estudo

Foto: VegNews

Foto: VegNews

Instituição financeira, Rabobank, estima que 200 milhões de suínos vão morrer este ano na China devido à epidemia da gripe suína africana (FSA), o total representa aproximadamente um terço da população de suínos do país.

O vírus apareceu pela primeira vez no país em agosto e se tornou uma epidemia em dezembro, espalhando-se para outras regiões, como Camboja e Vietnã.

Mês passado, enquanto o governo chinês declarou que a ASF estava sob controle, os animais da região continuam a morrer (ou sendo mortos por precaução), levantando preocupações de que a indústria de carne suína chinesa possa entrar em colapso.

“Não tenho certeza se podemos dizer que a epidemia está sob controle porque sabemos quão complexa é a doença”, disse à CNN Vincent Martin, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Temos experiência em outros países onde levamos anos para controlar essas doenças” Segundo informações do VegNews, este ano, os preços da carne suína devem aumentar para níveis recordes na região, uma vez que a demanda supera a oferta, e a borbulhante guerra comercial com os EUA significa que as importações chinesas do produto animal seriam muito dispendiosas.

Como solução, várias empresas começaram a oferecer produtos alternativos, sem doenças ou crueldade contra os animais. O empreendedor David Yeung lançou o substituto de carne de porco vegana Omnipork em Hong Kong em junho de 2018 com a missão de reduzir a dependência da região de produtos derivados de porcos.

Ano passado, Yeung falou durante uma conferência em Cingapura sobre a catástrofe iminente que o aumento do consumo de carne causará, particularmente na Ásia – uma previsão sinistra do que está atualmente se concretizando na China.

A combinação de mudanças climáticas, insegurança alimentar e problemas de saúde pública significa que estamos em um momento muito crítico na história do planeta”, disse Yeung.

“Se não fizermos alguma coisa, vamos forçar os limites e ninguém sabe qual será o impacto disso. Se continuarmos a consumir da maneira que fazemos agora, a menos que algum milagre aconteça, nosso sistema alimentar e ecossistema estão fadados ao colapso”, conclui o empresário e ativista.

*Carne de porco à base de vegetais na China*

A nova marca Right Treat – criada pela cadeia de mercados vegetarianos Green Common, do fundador David Yeung – lançou este mês (maio) seu primeiro produto, a carne vegana Omnipork, em Hong Kong.

O empreendedor eco-consciente David Yeung – fundador da cadeia de supermercados vegetarianos Green Common, com sede em Hong Kong – desenvolveu a carne alternativa com a missão de desacelerar o crescente apetite da Ásia por carne de porco.

“A filosofia por trás do Right Treat é que acreditamos que é possível alcançar uma vitória de longo prazo entre o planeta, a humanidade e os animais”, disse Yeung à VegNews. “Não deve haver conflitos entre o prazer alimentar e o bem-estar pessoal. O consumo e o aproveitamento dessa geração não devem se tornar responsabilidade e sofrimento das gerações futuras e de outros seres”.

O Omnipork é feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em restaurantes selecionados – onde os chefs preparam pratos como bolinhos, carne de porco agridoce vegana e pratos de carne de porco assada – em Hong Kong a partir de junho, antes do lançamento do Green Common até o final deste ano.

Perseguido e apedrejado, urso cai de penhasco ao fugir de humanos

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

A crueldade humana é frequentemente exposta em manchetes e noticiários, mas este vídeo gravado por um dos agressores do animal acuado, causa repúdio até do espectador mais acostumado as inimagináveis proezas cruéis realizadas pelos seres humanos.

Perseguido, acuado e confuso o animal foge enquanto os moradores do vilarejo seguem em seu encalço e mesmo ja fora do alcance eles o apedrejam a distancia causando sua morte.

Quando o urso despenca para a morte é assustador constatar a comemoração dos espectadores e perseguidores do animal diante de seu triste fim.

O vídeo chocante foi divulgado nas redes sociais e mostra a queda vertiginosa de um urso pardo do alto um penhasco que ele tentava escalar na fuga, batendo em alguns pontos do declive acentuado da rocha, até a morte em um rio abaixo depois de ser perseguido por humanos no norte da Índia, no estado de Jammu e Caxemira.

O incidente ocorreu em 10 de maio na cidade de Dras, no distrito de Kargil.

As imagens, que parecem ter sido filmadas em um celular, mostram o urso tentando subir uma encosta íngreme quando uma pedra o acerta.

O urso perde o equilíbrio e cai pelo menos 50 pés abaixo da face rochosa do penhasco enquanto seus perseguidores podem ser ouvidos aplaudindo ao fundo.

Segundo relatos, o urso, que parece ser um adolescente, afogou-se depois.

Também foi relatado que os moradores locais não só perseguiram o animal, mas atiraram pedras enquanto ele tentava escapar.

No começo do dia, o urso conseguiu escapar do arame farpado depois que havia ficado preso.

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

No entanto, assim que conseguiu sair, os aldeões cruelmente começaram a atirar pedras nele.

Ursos pardos estão listados como criticamente ameaçados na Índia devido à perda de habitat adequado para os humanos e menos áreas protegidas.

Espancamentos de ursos são comuns

Os ursos pardos estão listados como criticamente ameaçados na Índia, graças à perda de inúmeras e imensas áreas de seu habitat para os seres humanos.

Os confrontos entre homem e urso no país são freqüentemente relatados.

Em maio do ano passado, uma multidão de aldeões indianos espancou brutalmente um urso até a morte com varas de madeira, depois que o animal atacou um homem que tentava tirar uma selfie com ele.

O homem não identificado, de 27 anos, foi resgatado por moradores locais depois que o animal atacou-o, o incidente ocorreu no estado oriental de Odisha.

O animal pode ser visto pulando em cima do homem antes de mordê-lo e arranhá-lo enquanto ele tenta desesperadamente escapar.

Nada mais do que agir em defesa e movido por seu instinto, o animal apenas se assustou com a presença inconveniente e ameaçadora do homem se aproximando com o motivo fútil e inadequado de tirar uma selfie.

Ursos assim como os demais animais merecem respeito e tratamento digno, de maneira nenhuma são inferiores ao ser humano por mais que esta seja a crença vigente na sociedade.

A senciencia animal (capacidade de sentir, sofrer, amar e compreender respondendo aos estímulos do mundo ao seu redor) foi comprovada desde 2012 por especialistas do mundo todo por meio da Declaração de Cambridge.

Polícia procura casal que abandonou cadela idosa e doente no lixo em PE

Uma cadela idosa e doente foi abandonada por um casal em um ponto de descarte de lixo em Piedade, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Câmeras de segurança registraram o crime. A polícia tenta, agora, identificar os criminosos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Da raça rottweiler, a cadela foi deixada sob o sol. Bastante debilitada, ela foi resgatada por moradores do local, mas morreu logo em seguida. As informações são do portal OP9.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), em Água Fria, Zona Norte do Recife, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

Testemunhas afirmam que, antes de abandonar o animal, o casal procurou uma clínica veterinária para sacrificá-lo, mas recebeu uma resposta negativa.

Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança, é possível ver um homem e uma mulher caminhando em direção a um terreno baldio, transportando a cadela em um carrinho de mão. Ao chegar no local, o homem despeja lentamente o animal no chão e vai embora, na companhia da mulher.

A linha de investigação do caso é de maus-tratos a animais, que tem como punição até um ano de detenção, além de multa. O crime está previsto na Lei de Crimes Ambientais.

O boletim de ocorrência foi feito por um protetor de animais, na companhia da vereadora Goretti Queiroz (PSC), que é ativista da causa animal. “Vamos pedir total empenho na identificação dos criminosos. Isso é crime e queremos que a lei seja cumprida. A gente sabe que o animal tem sentimentos, ele sabe que está sendo abandonado e isso é que dói mais”, afirmou a parlamentar, que disse ainda ter ficado chocada com o caso.

Jovem é detido após matar gato, esquartejá-lo e postar caso na internet

Um jovem de 17 anos foi detido pela Polícia Militar após matar um gato, esquartejá-lo e publicar o caso na internet. O crime ocorreu na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução / Diário da Amazônia

As imagens mostram o adolescente sufocando o gato e depois esquartejando-o. Ao divulgar o vídeo, ele confessou o crime. “Asfixiei meu gato, abri ele, tirei todos os órgãos e comi o coração dele. Sim, eu sou psicopata”, afirmou.

A mãe do rapaz confirmou que ele cometeu o crime. Segundo ela, o jovem faz tratamento psiquiátrico, toma medicação controlada e é dependente químico. As informações são do Diário da Amazônia.

O delegado Rodrigo Noronha, responsável pelo caso, disse que o rapaz precisa de tratamento especializado. De acordo com ele, um inquérito foi instaurado. O delegado afirmou ainda que espera decisão do Judiciário sobre uma possibilidade de internação compulsória do jovem em um hospital psiquiátrico.

Na internet, o caso gerou comoção. “Estudos comprovam que muitos assassinos possuem histórico de maus-tratos a animais”, disse uma internauta. “Pode ter certeza que ele tem coragem de fazer com um ser humano”, disse outra.

Filhote de urso pode ser morto por ser amigável com esquiadores

Tornou-se viral nas redes sociais, na última semana, o vídeo de um filhote de urso, aparentemente órfão, que abordou um grupo de esquiadores em Truckee, no estado norte-americano da Califórnia. O urso foi amigável, não exibindo qualquer tendência violenta, mas esse comportamento fez com que as autoridades passassem a cogitar matá-lo, conforme notificado por uma estação de televisão local, afiliada da NBC.

Foto: Kelsey Hughes

Foi um comportamento “muito raro”, reconheceu uma responsável da Bear League, uma organização não-governamental que zela pela segurança dos ursos e de outros animais selvagens. “O filhote de urso abordou as pessoas porque tem pouco juízo, mas imagine que ele cresce e engorda 100 ou 200 quilos — é grande, forte e continua a pensar que consegue abordar as pessoas… Não vai ser bom, alguém lhe vai dar um tiro…”, comentou Ann Bryant.

Este vídeo tornou-se viral, mas poucos dias antes o mesmo urso já se tinha aproximado de um outro snowboarder, que também publicou as imagens nas redes sociais, dizendo que tinha feito “um amigo novo a quem ia ensinar” a praticar aquele esporte.

O California Department of Fish and Wildlife já levou o animal para avaliar o seu comportamento. Se o urso demonstrar sentir-se muito confortável perto de pessoas, os receios relacionados com a segurança pública podem levar a que o animal seja morto ou que, em outra alternativa, seja levado para um santuário para animais selvagens.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Uma publicação compartilhada por Brian Jordan (@brianjordan30) em

Nota da Redação: matar um animal selvagem porque ele não teme a presença humana e, por isso, aproxima-se das pessoas, não é apenas uma prática anti-ética, mas também extremamente cruel. Os animais não são objetos que podem ser descartados quando considerados inadequados. É necessário que a vida animal seja respeitada e protegida e que hipóteses como a levantada pelas autoridades norte-americanas jamais sejam sequer cogitadas. Neste caso, levar o animal para um santuário deveria ser a única possibilidade vista como possível pelos Estados Unidos.

Fonte: Observador

Austrália pretende matar mais de 4 mil cangurus no maior extermínio da espécie já registrado no pais

Foto: Reuters

Foto: Reuters

O holocausto aprovado pelo governo esta previsto para se realizar em torno e dentro das reservas naturais de Canberra, na Austrália, durante as noites de inverno à medida que o ACT (Australian Capital Territory) realiza o maior extermínio de cangurus-cinzentos-orientais já ocorrido na região.

Pouco mais de 4 mil cangurus serão alvejados nas próximas 10 semanas, já que o programa se estende a 14 locais ao redor do ACT, vários incluindo as reservas naturais Mt Majura, Mt Ainslie, Crace e Callum Brae.

Para que não haja testemunhas ou vídeos a atividade cruel forçará o fechamento noturno progressivo das reservas de terça-feira, 7 de maio a 26 de julho.

Não haverá filmagens nos finais de semana, mas os visitantes serão convidados a deixar as reservas afetadas aos domingos às 15h.

Foto: Graham Tidy

Foto: Graham Tidy

A cota de mortes de 2019 é mais do que o dobro da realizada em 2018, quando 1822 cangurus foram mortos no território do ACT. Outros 1431 foram baleados nos arredores de Googong.

Assustadoramente o apoio público a um programa de extermínio de cangurus tem crescido constantemente desde 2008 e, de acordo com uma pesquisa do governo de 2015, fica em 86%. Os números evidenciam a falta de conscientização e compaixão vigente na sociedade.

E não é só a população que esta a favor de soluções rápidas e fáceis como a morte dos animais, o governo tem se justificado afirmando que as condições climáticas predominantes “criaram um ambiente no qual milhares de cangurus morrerão de fome durante o próximo inverno devido à falta de grama”.

“Nossos ecologistas usaram o melhor conhecimento científico para determinar os números a serem exterminados”, disse o diretor de conservação Daniel Iglesias.

Foto: echidnawalkabout

Foto: echidnawalkabout

Em uma fala de fundo especista e extremamente violenta, ele resume o pensamento governamental: “Como a caça cangurus não é muito atraente, o extermínio é atualmente o método mais humano de gestão populacional disponível”. Ou seja, se não são mortos por caçadores, então nós os mataremos por decreto.

Protestos contra as mortes estão sendo organizados, já que organizações como a Animals Australia e Animal Liberation ACT revelam que a evidência científica usada é frágil e não se sustenta.

Carolyn Drew, da Animal Liberation ACT, disse que havia contradições inerentes ao raciocínio do governo para apoiar a morte dos animais.

“O governo está tentando ganhar dos dois lados; ele diz que a razão pela qual os cangurus do Leste vem tanto para essa região é porque há bastante alimento para eles aqui”, disse ela.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Mas então eles vem e dizem ao mesmo tempo que temos que matá-los apenas ´no caso´ de morrerem de fome?”, questiona a ativista.

Ela também afirmou que o argumento da proteção da biodiversidade também não se sustenta porque “os cangurus ja fazem parte da paisagem australiana, vivendo neste ambiente com nossa flora e fauna, por dezenas de milhares de anos”.

A atividade de protesto público contra o extermínio dos animais foi sinalizada, mas a Sra. Drew não forneceu detalhes específicos.

“Estaremos protestando e aqueles que se opuserem ao governo também podem se envolver em desobediência civil, como a entrada de reservas durante as mortes”, disse ela.

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

O governo combate os ativistas colocando sinais de alerta nos pontos de entrada das reservas, câmeras de vigilância estrategicamente colocadas e patrulheiros nos parques equipados com equipamento de visão noturna. Tudo para poder matar os animais “em paz”

Desde 2015, o governo tem realizado testes com a injeção de uma vacina contraceptiva nos animais. Em torno de 142 cangurus do sexo feminino foram medicados, a reprodução foi impedida em 92% dos animais injetados.

Embora o programa tenha custo elevado e seja de alta complexidade, ele funciona. Se o problema era o excesso de animais e a falta de comida para todos eles, esta medida menos cruel e mais compassiva, evitaria as mortes de tantos animais indefesos.

Pássaros estão globalmente ameaçados por resíduos plásticos

Foto: iflscience

Foto: iflscience

Muito tem sido dito sobre os riscos sérios que a poluição por plásticos representa para a saúde da vida selvagem em todo o mundo, afetando uma ampla gama de espécies, incluindo baleias, tartarugas, peixes e pássaros.

No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado em 10 de maio, dois tratados de conservação da natureza e conservacionistas da ONU em todo o mundo pedem ações urgentes para impedir a poluição por plásticos, destacando seus efeitos negativos sobre as aves marinhas e outras aves migratórias.

“Um terço da produção mundial de plástico não é reciclável e pelo menos oito milhões de toneladas de plástico fluem ininterruptamente nos nossos oceanos e corpos d’água (rios e afins) a cada ano”, disse Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU para o Meio Ambiente.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

“Este lixo esta acabando nos estômagos dos pássaros, peixes, baleias e em nosso solo e água. O mundo está sufocando em plástico e também são nossos pássaros dos quais depende a vida na Terra. ”

A poluição por plásticos é uma das três maiores ameaças para as aves: o emaranhamento nas redes de pesca e os demais são mais visíveis que o plástico, mas afetam menos indivíduos.

A ingestão de lixo plástico é mais danosa e pode afetar grandes proporções de algumas espécies. Aves confundem pedaços de plástico com alimento, fazendo com que morram de fome, enquanto seus estômagos ficam cheios de plástico indigerível.

Pedaços de plástico também estão sendo usadas como material para que as aves façam seus ninhos. Muitas aves pegam o plástico como material para forrar seus ninhos, confundindo-o com folhas, gravetos e outros itens naturais, que podem ferir e prender os filhotes ainda muito frágeis.

Redes de plástico de pesca descartadas são responsáveis pela maior parte das enredamentos de pássaros no mar, nos rios, lagos e até mesmo em terra. As aves marinhas são particularmente ameaçadas pelas redes de pesca. Muitas aves marinhas enredadas não são detectadas porque morrem longe da terra, longe da vista dos seres humanos.

Foto: ornithology.com

Foto: ornithology.com

“Ficar preso, emaranhado em equipamentos de pesca ou em lixo plástico condena as aves a uma morte lenta e agonizante”, diz Peter Ryan, diretor do Instituto Fitzpatrick de Ornitologia Africana da Universidade da Cidade do Cabo.

Para coletar dados adicionais sobre emaranhamentos remotos, cientistas como Peter Ryan recorreram ao Google Images e a outras fontes baseadas na Web para fornecer uma visão mais abrangente da ameaça, e o número de espécies de aves afetadas foi ajustado para cima.

Das 265 espécies de aves registadas enredadas em lixo plástico, pelo menos 147 espécies eram aves marinhas (36% de todas as espécies de aves marinhas), 69 espécies de aves de água doce (10%) e 49 espécies de aves terrestres (0,5%).

Estes números mostram que quase todas as aves marinhas e de água doce correm o risco de se emaranharem em resíduos de plástico e outros materiais sintéticos. Uma grande diversidade de aves terrestres, de águias a pequenos tentilhões, também é afetada, e esses números tendem a aumentar.

Pesquisas mostram ainda que cerca de 40% das aves marinhas contêm plástico ingerido no estômago. Patos marinhos, mergulhadores, pinguins, albatrozes, petréis, mergulhões, pelicanos, gansos e patas, gaivotas, andorinhas-do-mar, auks e tropicbirds estão particularmente em risco.

A ingestão de plástico pode matá-los ou, mais provavelmente, causar lesões graves, e o acumulo de plástico pode bloquear ou danificar o trato digestivo ou dar ao animal uma falsa sensação de saciedade, levando à desnutrição e à fome.

Aditivos químicos de plástico foram encontrados em ovos de aves em ambientes remotos, como o Ártico canadense.

Para resolver a questão da poluição plástica – e garantir que no futuro menos aves morrerão por ingestão ou enredar-se em plástico – a ONU Environment lançou a campanha Clean Seas em fevereiro de 2017. A campanha, que tem como alvo a poluição por plástico marinho em particular, tem foco amplo e pede a indivíduos, governos e empresas que tomem medidas concretas para reduzir suas próprias pegadas de plástico.

A Convenção sobre Espécies Migratórias e o Acordo Africano sobre Aves Aquáticas da Eurásia trabalham com os países para impedir que itens plásticos entrem no ambiente marinho. Uma recente resolução sobre a conservação de aves marinhas adotada pelos países da AEWA em dezembro de 2018 inclui uma série de ações que os países podem adotar para reduzir o risco causado pelos resíduos plásticos em aves migratórias.

Na Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias em 2017, os países também concordaram em abordar a questão das redes de pesca descartadas, seguindo as estratégias estabelecidas no Código de Conduta para a Pesca Responsável da Organização para a Alimentação e Agricultura.

Esforços para eliminar gradualmente os plásticos de uso único e redesenhar os produtos plásticos para torná-los mais fáceis de reciclar estão em andamento em muitos países.

“Não há soluções fáceis para o problema de plástico. Exigirá os esforços conjuntos dos governos, indústria, municípios, fabricantes e consumidores para resolver o problema. No entanto, como destaca o Dia Mundial das Aves Migratórias deste ano – todos neste planeta podem ser parte da solução e tomar medidas para reduzir o uso de plástico de uso único. Enfrentar este problema globalmente não só será benéfico para nós, mas também beneficiará a vida selvagem do nosso planeta, incluindo milhões de aves migratórias”, disse Jacques Trouvilliez, Secretário Executivo do Acordo Eurasian Waterbird Africano.

A poluição por plásticos é uma ameaça séria e crescente para aves migratórias, o que limitará ainda mais sua capacidade de lidar com a ameaça muito maior enfrentada pelas mudanças climáticas.