Estudos revelam que a ingestão de frango frito está ligada à morte prematura

Foto: eatplant-based.com

Foto: eatplant-based.com

O estudo, publicado no BMJ (British Medical Journal) no início deste ano, avaliou as dietas de 106.966 mulheres na pós-menopausa com idades de 50 a 79 anos que se inscreveram na Women’s Health Initiative (Iniciativa pela Saúde das Mulheres) nos anos 90. De acordo com os dados, 31.588 mortes ocorreram entre o início do estudo e o acompanhamento até janeiro de 2017: Sendo que 9.320 delas relacionadas ao coração, 8.358 relacionadas ao câncer e 13.880 de outras causas.

Os pesquisadores analisaram fatores como estilo de vida, nível de escolaridade, renda e a frequência com que os participantes ingeriam alimentos fritos como frango, marisco, batatas fritas e salgadinhos. Alimentos fritos tendem a ser mais ricos em gordura saturada, que diversos estudos ligam a vários problemas de saúde relacionados ao coração.

Aqueles que comeiam uma ou mais porções de frituras por dia descobriu-se que tinham um risco 8% maior de ter uma morte prematura.

Como as frituras afetam a saúde?

O fator de risco para quem come frango frito diariamente foi ainda maior em comparação com a média. Uma ou mais porções diárias estavam associada a um risco 12% maior de morte relacionada ao coração, mas nenhum alimento frito estava ligado a um risco maior de morte por câncer.

“Nós identificamos um fator de risco para mortalidade por problemas cardiovasculares que é facilmente modificável pelo estilo de vida”, escreveram os autores do estudo.

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Foto: JENNIFER EN e KAREN MINER

Os dados mostram que as mulheres que freqüentemente comiam frituras eram tipicamente mais jovens e não brancas, com menos escolaridade e menor renda.

“Reduzir o consumo de alimentos fritos, especialmente frango frito e peixe frito ou marisco, pode ter impacto clinicamente significativo em todo o espectro da saúde pública”, conclui o estudo.

A pesquisa mostrou que uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais é uma das maneiras mais eficazes para prevenir problemas crônicos de saúde, como doenças cardíacas, pressão alta, diabetes tipo 2 e certas formas de câncer.

Para alguns, adotar uma estilo de vida e uma alimentação mais saudável e baseada em vegetais pode não ser tão simples. O acesso à saúde é um problema em muitos países, incluindo os Estados Unidos, onde 2,3 milhões vivem em desertos alimentares (uma área urbana em que é difícil comprar alimentos frescos a preços acessíveis ou de boa qualidade), muitos dos quais vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo governo.

Isso tem um efeito negativo na saúde individual: aqueles que vivem em desertos alimentares têm 55% mais chances de ter uma dieta de boa qualidade.

Francesca Chaney, fundadora do restaurante Sol Sips, no Brooklyn (EUA), assumiu a missão de fornecer à sua comunidade comida vegetariana saudável e acessível.

“A comunidade do bem-estar alimentar pode ser realmente classista”, disse ela à Essence em fevereiro de 2018, acrescentando que muitos podem querer comer de forma saudável, mas só têm acesso a fast food frito.

Banhista de pet shop é condenado a dois anos de prisão após bater em cachorro até a morte

Foto: Asia Wire

Foto: Asia Wire

Câmeras de segurança flagram o momento cruel em que um tosador e banhista de cães de uma pet shop chinesa localizada em Taiwan, bate com uma sandália em seu próprio cachorro poodle até a morte, para impedi-lo de latir.

O funcionário do pet shop, identificado nos relatórios apenas pelo seu sobrenome, Pan, cometeu a violência fatal e gratuita contra o animal em um salão na cidade de Taipei, Taiwan (China), em agosto do ano passado.

Pan agora foi condenado a dois anos de prisão e uma multa de 65 mil dólares pelo crime, e antes de sua sentença ser divulgada, imagens do circuito interno de câmeras no local (CCTV) foram liberadas ao público.

A filmagem mostra Pan repetidamente acertando o cachorro no rosto violentamente com uma sandália.

De acordo com a proprietária do salão de pet shop, sra. Chen, de 36 anos, Pan foi contratado como o ajudante de banho e tosa em animais domésticos da empresa em 2016.

Chen disse que pagava a Pan cerca de 1.100 dólares por mês por seus serviços e ele parecia “completamente normal” até as semanas que antecederam o incidente.

Mas a sra. Chen conta que o comportamento de Pan mudou e que ele teria recebido dinheiro de clientes sem o conhecimento dela no período que antecedeu o ataque.

Imagem do cão assassinado | Foto: Asia Wire

Imagem do cão assassinado | Foto: Asia Wire

Então em agosto, ele retirou o poodle, do qual ele era o tutor, de sua gaiola, diante de funcionários chocados e começou a espancá-lo sem parar.

Quando seus colegas protestaram e tentaram detê-lo, ele lhes disse: “Ele é barulhento. Não parou de latir por todo o caminho até aqui” e continuou a agressão.

Em estado de choque, seus colegas de trabalho tentaram verificar o estado do cão e prestar socorro ao animal ferido, Pan acrescentou: “Não há necessidade de verificar. Eu já bati nele até a morte”.

Questionado pela polícia, Pan disse que “perdeu o controle” de suas emoções.

A autoridade responsável pelos direitos animais no país diz que Pan enfrentará pena de prisão de até dois anos e multa máxima de 65 mil dólares pelo crime.

O escritório notou que a severidade de sua punição não seria afetada por sua profissão de banhista ou tosador ou pelo fato de que ele era o tutor legal do cão.

Vídeo flagra porcos filhotes deixados à beira da morte entre corpos em decomposição

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação secreta da ONG que atua em defesa dos direitos animais, PETA, revela porcos morrendo lentamente enquanto cercados por corpos apodrecendo em uma fazenda canadense imunda.

O vídeo mostra imagens feitas na fazenda Excelsior Hog Farm, que fica em Abbotsford, no Canadá e é uma das maiores fazendas industriais da Colúmbia Britânica, de propriedade de um diretor da BC Pork Producers Association.

Atenção o vídeo abaixo possui imagens fortes:

As imagens mostram porcos em agonia e outros morrendo lentamente em gaiolas cheias de fezes, urina e outras imundices. A maioria dos animais também esta cercada por cadáveres de porcos já em decomposição que não foram removidos pelos trabalhadores da fazenda, embora alguns animais mortos sejam vistos sendo jogados em lixeiras cheias de sangue.

“Mais de mil porcos passam a maior parte de suas vidas nessa fazenda, dentro dessas gaiolas”, disse a ONG. “Esses animais inteligentes não recebem qualquer estímulo psicológico, muito menos alguma chance de sentir o chão ou ver o sol.”

As porcas exploradas para reprodução podiam ser vistas dentro de gaiolas de metal ou caixas tão pequenas que não conseguiam se mexer nem mesmo se esticar por inteiro. Elas também não puderam acariciar ou ajudar seus bebês, sendo que alguns deles morriam lentamente devido falta de atenção e cuidados.

Foto: PETA

Foto: PETA

“Inseminadas repetidamente, as porcas são confinadas em gaiolas ainda mais restritivas quando vão dar à luz”, explicou a ONG.

“Esses animais indefesos não têm nada a fazer senão olhar para uma parede de blocos de concreto que fica bem na frente de seu nariz. Eventualmente, após vários anos dessa prisão extrema, seus corpos se desgastam e eles morrem”.

A investigação secreta também descobriu que os filhotes de porcos com idade suficiente para serem desmamados são transferidos para gaiolas pequenas, mas lotadas, em estilo industrial, com piso de ripas até serem levadas para sombrias.

Foto: PETA

Foto: PETA

Alguns leitões podem ser vistos com tumores do tamanho de bolas de voleibol, assim como lacerações sangrentas que podem ser causadas por lutas entre os animais por estarem confinados em um ambiente apertado e estressante.

Além disso, alguns leitões não conseguiam andar mais, de modo que ficavam simplesmente deitados no chão imundo, enquanto alguns deles lutavam para andar ou ficar em pé usando as pernas dianteiras deformadas.

Quase 50 mil animais foram mortos pelo governo britânico em 7 anos de pesquisa militar

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

De acordo com informações do jornal Daily Mirror, os experimentos, que fazem parte do programa de pesquisa do Ministério da Defesa, envolviam injetar armas biológicas em macacos, atirar e explodir porcos e forçar outros animais a respirarem gases que afetam o sistema nervoso.

Esses experimentos levaram 48.400 animais à morte no Laboratório Militar de Ciência e Tecnologia de Defesa, em Wiltshire (Inglaterra), entre 2010 e 2017.

Em um teste, os macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer, segundo o relatório.

Em outro experimento, os animais explorados como cobaias tiveram o agente nervoso VX aplicado às suas costas, a fim de determinar como outro químico, bionecrófago, mudaria os efeitos da droga.

Os animais que sobreviveram ao teste foram mortos de qualquer maneira e dissecados, afirma o relatório.

Alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

Para testar a eficácia da armaduras corporais, os porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Animais são privados e sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Animais são privados de sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Na Dinamarca, o exército britânico também utilizou experimentos com “tecidos vivos”, em que porcos são baleados em diferentes partes do corpo com rifles, acompanhados por médicos do Exército que lutam para manter os animais vivos.

Questionado sobre esses testes pelo Daily Mirror, o Ministério da Defesa disse: “O DSTL é responsável por desenvolver e criar tecnologia indispensável para proteger o Reino Unido e suas forças armadas”.

“Isso não poderia, atualmente, ser alcançado sem o uso de animais em pesquisa. O DSTL está comprometido em reduzir o número de experimentos com animais”

No entanto, as organizações de direitos animais discordam e chamam esses tipos de testes desnecessários e absolutamente cruéis

“Os animais sofrem e morrem em tantos tipos diferentes de experiências, mas há algo especialmente obscuro e perturbador nas experiências de guerra”, disse a gerente da Campanha Anti-viviseccção de Animais, Jessamy Korotoga.

“Expor deliberadamente animais vivos a compostos químicos nocivos, explosões simuladas e patógenos biológicos que são conhecidos, e de fato desenvolvidos para causar sofrimento extremo e morte, é moralmente inconcebível”.

“Uma sociedade civilizada, no século 21, não deve se envolver em práticas tão macabras e terríveis”, concluiu a ativista.

Associação de Veterinários Americanos lança seu primeiro guia de diretrizes para despovoamento de animais

Foto: Stewart McLean

Foto: Stewart McLean

A American Medical Veterinary Association (AVMA, na sigla em inglês) publicou suas primeiras “Diretrizes para o despovoamento de animais” para ajudar os veterinários a apoiar o bem-estar animal em situações em que a difícil decisão de despovoar foi tomada.

De acordo com o anúncio, essas novas diretrizes da AVMA são uma ferramenta importante para ajudar os veterinários a tomar decisões humanas nas situações mais difíceis.

Como as emergências podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento, a AVMA afirmou que esta é uma orientação vital para os veterinários em todos os campos da prática – da medicina de abrigo à agricultura, práticas que envolvem animais de companhia, zoológicos, saúde pública e vida selvagem.

“Tirar as vidas dos animais humanamente é uma das tarefas mais difíceis, mas necessárias, para os veterinários realizarem”, disse o Dr. Steven Leary, presidente do Painel de Despovoamento da AVMA. “Em tempos de crise ou grandes catástrofes, o despovoamento dos animais afetados pode, às vezes, ser a ação mais ética e compassiva a ser feita”.

As diretrizes de despovoamento representam a última parte da orientação dividida em três partes da AVMA chamada “Humane Endings” (Finais Humanos, tradução livre). Os outros são as “Diretrizes da AVMA para a Eutanásia dos Animais” e as “Diretrizes da AVMA para o Abate Humano de Animais”.

O despovoamento equilibra a necessidade de responder rapidamente e evitar mais devastação com o método de morte mais humano possível em resposta a circunstâncias urgentes, como um desastre natural, um surto de doença perigosa ou um incidente terrorista, explicou a AVMA.

AVMA disse que as experiências passadas mostraram que não fazer absolutamente nada pode resultar em um sofrimento maior aos animais e pôr em perigo os tratadores de animais e as equipes de resgate; portanto, o despovoamento às vezes pode ser a resposta mais humana e compassiva a uma catástrofe.

As novas diretrizes da AVMA visam garantir que seja dada intensa atenção ao bem-estar animal, dentro das restrições de uma emergência, disse o anúncio do lançamento.

Para garantir o melhor bem-estar possível aos animais durante as crises, as diretrizes apoiam o planejamento antecipado de possíveis situações de emergência, o que é essencial para proteger o bem-estar animal e garantir o menor sofrimento possível aos animais, disse a AVMA.

As diretrizes de despovoamento são o resultado do trabalho de mais de 70 voluntários, incluindo especialistas multidisciplinares e experientes em medicina veterinária, ética animal e ciência animal. Eles refletem a preocupação da AVMA com o tratamento ético dos animais em todas as fases da vida e em todas as situações.

O Painel AVMA de Despovoamento, que liderou o desenvolvimento das diretrizes, foi financiado por meio de um acordo de cooperação com o Departamento de Agricultura dos EUA.

A AVMA, fundada em 1863, é uma das maiores e mais antigas organizações médicas veterinárias do mundo, com mais de 93 mil membros veterinários em todo o mundo envolvidos em uma ampla variedade de atividades profissionais e dedicados à arte e à ciência da medicina veterinária.

Policial militar mata cachorro a tiro durante abordagem no Rio de Janeiro

Um policial militar matou um cachorro durante uma ação contra o tráfico de drogas em Volta Redonda (RJ), na noite de terça-feira (23). O caso aconteceu no Jardim Belmonte.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Moradores afirmam que os agentes abordavam suspeitos quando cachorros começaram a latir dentro de uma casa. Irritados, eles teriam invadido o imóvel e matado o animal. As informações são do G1.

A Sociedade Protetora dos Animais disse que irá enviar um ofício ao comando do 28º Batalhão para solicitar explicações sobre o ocorrido. Afirmou também que está recebendo muitas mensagens de pessoas indignadas com o caso.

A polícia afirma que abordava um jovem de 23 anos, nas proximidades da residência do animal. Ainda segundo a PM, o rapaz tentou fugir, alegando ser morador, e entrou na casa. Neste momento, um dos cães teria tentado morder um policial que, em seguida, baleou o cachorro. O homem foi autuado por resistência e desacato e levado à delegacia.

Confira abaixo a nota da PM sobre o caso.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, na noite de terça-feira (23/04), policiais militares do 28ºBPM (Volta Redonda) estavam em patrulhamento pelo bairro Jardim Belmonte, no município de Volta Redonda, quando se depararam com um homem em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação policial, o suspeito tentou entrar em uma residência e, como os portões ficaram entreabertos, três cachorros vieram na direção dos policiais. Um dos animais tentou morder um policial e foi necessário fazer um disparo como meio de se proteger. Após resistir à abordagem, o homem foi detido e conduzido para a 93ª DP.

Morre advogada que lutava para que o ecocídio fosse reconhecido como crime contra a humanidade

Por David Arioch

Em 2010, Polly Higins publicou um livro que expõe o corporativismo e as práticas políticas que minam a proteção ambiental (Foto: Polly Higgins Website)

No domingo, a advogada e ambientalista britânica Polly Higgins faleceu em decorrência de câncer. Ela se tornou conhecida internacionalmente depois de dedicar dez anos à luta para que o ecocídio fosse reconhecido como um crime internacional contra a humanidade.

A advogada, que era especialista em direito corporativo e trabalhista, desistiu de um emprego muito bem remunerado em Londres e vendeu a própria casa para lutar pela criação de uma lei internacional que responsabilizasse criminalmente executivos e políticos por danos causados aos ecossistemas.

A iniciativa de Polly Higgins poderia servir como uma ferramenta de grande importância para a preservação da flora, da fauna e para coibir ações que favoreçam prejuízos ambientais de grandes proporções; além de ser de muita valia enquanto recurso contra aqueles que desempenham ações que estão acelerando as mudanças climáticas e assim prejudicando a humanidade como um todo.

A advogada e ambientalista publicou um livro sobre o assunto intitulado “Erradicading Ecocide”, lançado em 2010 e que expõe o corporativismo e as práticas políticas que minam a proteção ambiental, e criou um fundo fiduciário para os chamados “protetores da Terra”. Até hoje o projeto defendido por Polly Higgins não foi reconhecido como lei. No entanto, ela sempre dizia que sua equipe daria continuidade ao seu trabalho.

Caso o ecocídio fosse reconhecido como crime contra a humanidade, ativistas acreditam que a lei poderia realmente fazer com que executivos de grandes empresas e políticos sejam responsabilizados por práticas criminosas contra o meio ambiente, diferente de hoje. E Polly Higgins acreditou nisso até o último momento. “Minha equipe jurídica continuará sem se intimidar”, avisou a advogada e ambientalista antes de falecer, segundo publicação do jornal britânico The Guardian.

Cadela comunitária morre após ser agredida a pauladas em Manaus (AM)

Uma cadela comunitária morreu na terça-feira (23) após ter sido espancada no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte do município de Manaus, no Amazonas. Pretinha, como era conhecida, foi brutalmente agredida a pauladas por um morador do bairro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi denunciado pelo Grupo de Protetores dos Animais e pela Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) e é investigado pela Polícia Civil. As informações são do portal G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A OAB-AM informou que o Grupo Protetores dos Animais de Manaus recebeu no último sábado (20), por meio das redes sociais, uma denúncia de que um animal havia sido espancado e estava gravemente ferido. Membros do grupo foram até o local e encontrou a cadela, que estava bastante debilitada. A maior parte dos golpes de madeira foi dada na região da cabeça do animal.

“Um amigo nosso que é membro do grupo foi até lá e encontrou a cadela. Ela estava muito mal e havia sido muito agredida. No momento, ele nos informou sobre a situação e pedimos para que ele a levasse para uma clínica”, disse Marinete Moura, fundadora do Grupo de Protetores dos Animais.

Levada para uma clínica veterinária, Pretinha apresentava muita dor decorrente de um trauma na cabeça e tinha uma fratura no membro posterior direito.

Apesar de ter recebido todos os cuidados necessários, pouco mais de 50 horas após a internação, a cadela morreu. Um exame de necrópsia indicou que Pretinha sofreu traumatismo craniano grave com perda de conteúdo cefálico, fratura do fêmur direito e edema pulmonar.

“Ela tinha apenas 7kgs e foi agredida com uma ‘perna manca’. Não conseguimos imaginar como uma pessoa pode fazer uma coisa dessas. Buscamos primeiro a saúde dela mas, infelizmente, ela morreu e buscamos tomar as providências para que outros animais não sofram esta maldade. Vamos fazer justiça pela Pretinha”, finalizou Moura.

Depois que a cadela morreu, o Grupo Protetores dos Animais de Manaus e a Comissão da OAB-AM registraram o caso na Delegacia Especializa em Crimes contra Animais e o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema).

“Eu vi o caso nas redes sociais e nos solidarizamos em ajudar o Grupo, com a Comissão Especializada em Proteção aos Animais (CEPA), da OAB. Decidimos levar o caso adiante e registramos o Boletim de Ocorrência na Dema, para que a investigação seja feita”, disse o advogado Carlos de Campos Neto.

Segundo a delegada titular da Dema, Carla Biaggi, o caso passou a ser investigado na terça-feira (23). “Vamos juntar todas as provas que trouxeram e ouvir as testemunhas para identificarmos o suspeito. Depois disso, vamos reunir todos os elementos e encaminhar para a vara do meio ambiente. Lá, o caso deve ser processado e julgado”, explicou.

A delegada informou que o agressor pode ser condenado a detenção de três meses a um ano e pagamento de multa. Devido à morte da cadela, a pena pode sofrer aumento. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, a condenação não costuma levar o criminoso à prisão, com substituição da pena, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

De acordo com Biaggi, 171 casos de maus-tratos a animais foram efetuados na delegacia em 2018. Neste ano, em menos de quatro meses, já foram 119 casos, segundo dados registrados até a terça-feira (23).

“Podem nos procurar aqui na delegacia, para investigarmos. Preservamos as pessoas que não desejam aparecer. Isto é preciso para que tenhamos todas as informações necessárias para investigar estes crimes”, finalizou a delegada.

Homens são presos por matar macaco e transmitir ato pela internet

Três homens foram presos no Vietnã por terem matado um macaco e transmitido o ato pela internet. O animal pertence a uma espécie protegida.

Os homens foram declarados culpados de “violar a lei de proteção de fauna selvagem rara e de valor”, segundo o portal VNExpress. Eles foram condenados a penas de prisão de 12 a 15 meses por um tribunal da província de Ha Tinh, no centro do país.

Foto: Mogens Trolle/VC no TG

O crime ocorreu em dezembro. Um dos envolvidos vendeu o macaco ao principal acusado, Thai Kim Hong, de 51 anos, que convidou o vendedor e outras quatro pessoas para matar e comer o animal, ato que foi transmitido por rede social. As informações são da agência de notícias EFE.

Segundo as autoridades vietnamitas, o animal era um douc-de-canelas-vermelhas (Pygathrix nemaeus). A espécie consta na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza como espécie ameaçada.

A caça deste macaco e a comercialização dele é proibida por lei. A espécie vive entre o Vietnã, o Laos e o Camboja e está ameaçada pela caça e pela perda de seu habitat, devido à expansão da construção e da agricultura.

Morre cachorro enterrado vivo pelo tutor em Jacareí (SP)

Billy, o dálmata agredido e enterrado vivo por dois homens, sendo um deles o tutor, morreu nesta sexta-feira (19). Com 12 anos, o cachorro foi resgatado na quarta-feira (17). O caso aconteceu em Jacareí (SP). Os agressores foram detidos e vão responder por maus-tratos a animais em liberdade.

Foto: Arquivo Pessoal

A clínica veterinária na qual o cão estava internado informou ao G1 que Billy teve um agravamento do quadro neurológico na noite de quinta-feira (18). Eles tinha ferimentos principalmente nas orelhas e no pescoço. A causa exata da morte ainda não foi identificada.

A família da antiga tutor de Billy pede justiça. O cachorro morava com um casal e ficou com o agressor quando eles se separaram, devido a um pedido do próprio homem, que demonstrou interesse em tutelar o animal.

Foto: Arquivo Pessoal

“Quero que ele pague pelo o que ele fez, não tem cabimento”, disse a mulher. Ela foi a responsável por denunciar o caso à polícia. Após o crime, ela também socorreu outra cadela que estava vivendo com o ex-companheiro.

Os dois agressores confessaram o crime e alegaram arrependimento. O tutor afirmou que Billy era idoso e tinha problemas de saúde e, por isso, ele decidiu enterrá-lo.

De acordo com a Polícia Civil, a pena inicial prevista para o caso é de três meses a um ano. A punição, porém, pode ser agravada, com ampliação da pena, devido à morte do animal.