Tartaruga é encontrada morta em praia de Torres (RS)

Tartaruga é da espécie ceretta-ceretta, segundo biólogo da prefeitura de Torres — Foto: Projeto Praia Limpa/Torres

Uma tartaruga foi encontrada morta na beira da praia de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Segundo o biólogo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Rivaldo Raimundo da Silva, trata-se de um animal da espécie Ceretta-ceretta. Segundo o projeto Tamar, a espécie está ameaçada de extinção.

A suspeita é de que a tartaruga tenha morrido após ingerir material plástico, conforme o biólogo. Foi a quarta tartaruga que apareceu morta na praia desde o fim de dezembro, diz Rivaldo.

O biólogo acredita que as mortes possam estar relacionadas ao aumento do aparecimento de águas-vivas no litoral gaúcho, que acabaram queimando milhares de banhistas. “As tartarugas se alimentam de águas-vivas. A redução do predador favorece a presa”, comenta Rivaldo.

Fonte: G1

Calor pode ter matado outro cachorro no Rio

A cadela Nina, da raça beagle, faleceu no bairro Trindade, em São Gonçalo — Foto: Reprodução/ TV Globo

O calor pode ter causado a morte de outro cachorro no Estado do Rio de Janeiro. A cadela Nina, da raça beagle, faleceu no bairro Trindade, em São Gonçalo. É o segundo caso de morte de animal por causa das altas temperaturas em menos de uma semana.

O tutor do animal contou que a cachorra começou a se sentir mal no começo da tarde e foi ficando com a respiração ofegante. Meia hora depois, ela morreu. Um veterinário avaliou o caso e confirmou que Nina pode ter morrido por causa das altas temperaturas.

A cachorra havia sido adquirida pela família para fazer companhia à avó, que estava enfrentando um câncer de mama. Este é o segundo caso esta semana.

Veterinários recomendam que os animais sejam mantidos em um ambiente ventilado e com água fresca. Os passeios devem ser evitados nos horários mais quentes.

A tutora do bulldog francês que morreu por causa do calor gravou um vídeo alertando para necessidade de mais cuidados com os animais nesta época do ano. Ela destacou que tomou todos os cuidados com o clima e, mesmo assim, o cão morreu.

Fonte: G1 

Filhotes de animais silvestres correm risco de morte sem cuidados especializados

Foto: Pixabay

As chances de sobrevivência de filhotes de animais silvestres são mínimas sob os cuidados de pessoas que não possua conhecimento especializado. Mesmo com todos os esforços, na primeira fase de vida, os filhotes extraídos dos pais, muitas vezes exigem o auxílio de equipamentos de alta tecnologia, além do acompanhamento médico-veterinário e dieta nutricional específica a cada três horas e até mesmo a internação em incubadoras.

Nesta quinta-feira, 10, completa um mês, que um bebê da espécie macaco foi entregue aos cuidados do Centro de Fauna (Cefau) unidade de reabilitação de animais silvestres de responsabilidade do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). A espécie encaminhada pela equipe do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) foi resgatada em uma entrega voluntária realizada por um morador do município de Tupiratins.

O inspetor de Recursos Naturais do Instituto, Gilberto Iris, destacou. “É frequente o recebimento de animais silvestres no Centro de Fauna, entregue por pessoas, que no primeiro momento, tentam criar o animal. Com intuito de reduzir a ocorrência de óbito de animais silvestres e em especial dos filhotes, o Naturatins recomenda a entrega voluntária, o mais rápido possível, aos cuidados dos órgãos ambientais”.

De acordo com a médica-veterinária do Naturatins, Grasiela Pacheco, o filhote de Macaco Prego, de nome científico Sapajus libidinosus, chegou ao Cefau ainda recém-nascido, pesando apenas 160gr e com o cordão umbilical, o filhote era muito pequenino, não estava aquecido e parecia desestruturado emocionalmente.

“Diariamente recebemos pelo menos um filhote de uma espécie silvestre. A criação de animal silvestre é ilegal, configura crime ambiental. A chance de sucesso nessa fase da criação é muito pequena, a saúde do animal é delicada, se debilita em poucas horas e todo o processo é muito caro. Infelizmente muitas pessoas demoram decidir pela entrega ao órgão ambiental e a cada minuto, aumenta os riscos de morte do animal”, relatou Grasiela, ao recomendar a entrega mais breve possível.

“A entrega rápida desse filhote ao BPMA salvou a vida do animal, que precisou ser internado em uma incubadora para manter a temperatura corporal e amamentado a cada 3 horas, inclusive durante a noite, com dosagens e temperaturas da alimentação controladas. Os recém-nascidos são totalmente dependentes de cuidados parentais, o que torna necessário reproduzir alguns cuidados, como estimular a defecção após a mamada”, destacou a médica-veterinária.

“A alimentação é complexa, sendo necessário o leite zero lactose enriquecido com complementos minerais e vitamínicos. No começo foi difícil adaptar ao bico da mamadeira, o que exige muita paciência e dedicação até passar as primeiras horas. Ele mamava no máximo 5 ml de leite, hoje o filhote está mais forte, já se adaptou ao método e à alimentação. Agora ingere entre 20 a 30 ml por mamada, dando os primeiros sinais positivos do processo de reabilitação”, diagnosticou a situação do animal, Grasiela Pacheco.

Reabilitação e soltura

No Cefau há seis macacos em processo de reabilitação e não tem como precisar o tempo necessário, pois segundo a veterinária, depende de muitos fatores. Como são animais de convivência em grupo, a soltura depende da formação de um conjunto coeso, além de outros fatores como, o tempo que o animal permaneceu em cativeiro domiciliar, a quantidade de machos e fêmeas, as condições de saúde que apresentaram na chegada, se são aceitos no grupo e se possuem algum comportamento estereotipados.

Outras espécies de filhotes silvestres também estão sendo tratadas no Centro de Fauna, entre eles, um veado, uma arara, um cachorro do mato, todos entregues por pessoas que no primeiro momento tentaram criar esses animais; além dos filhotes órfãos de espécies que geralmente são vítimas de atropelamento.

“O ideal é não prender os animais, deixá-los livres para poderem cumprir sua função biológica através da dispersão de sementes, participação na cadeia alimentar. Então assim permitir que a Natureza mantenha um ambiente sadio para todas as espécies. Se reproduzam e completem seu ciclo de vida”, finalizou Grasiela.

Entrega voluntária

Em média, 99% dos macacos recebidos no Centro de Fauna do Naturatins são oriundos da entrega voluntária realizadas por pessoas, que primeiro tentaram criar em casa. Recentemente houve a soltura de um grupo de primatas. Mas além do longo processo de reabilitação e do custo para que a espécie possa retornar a natureza, é importante sensibilizar a população sobre a possibilidade e o perigo de um repentino ataque que esses animais podem desencadear, ao se sentirem ameaçados.

Constantemente, as equipes dos órgãos ambientais buscam esclarecer que manter um macaco, ou qualquer outro animal silvestre, em casa, não é seguro. Os macacos são animais curiosos e uma espécie de convivência em grupo. Ao levar um animal silvestre pra casa todos os moradores da residência ficam expostos as possíveis transmissões de zoonoses, devido a proximidade, uma situação ainda mais preocupante quando se trata de primatas.

Outro aspecto é o grande potencial de agressividade que esses animais possuem, quando precisam se defender. A convivência com primatas é considerada a mais complexa, pois quando entram na maturidade sexual se tornam perigosos. Eles possuem dentes grandes e potentes, são ágeis, fortes e se defendem em grupo.

Nesta quarta-feira, 9, uma macaca recolhida pela Guarda Metropolitana no bairro Santa Fé e entregue aos cuidados do Cefau se encontra em observação médica. Para realizar a entrega voluntária de um animal silvestre, basta o interessado acionar uma das equipes dos órgãos ambientais do Estado ou solicitar auxílio através do canal Linha Verde pelo telefone 0800 63 1155 ou via internet no site naturatins.to.gov.br.

Fonte: O Girassol

duas galinhas em um quintal

Nova decisão da Bélgica levanta debate sobre direitos animais e liberdade religiosa

Cada vez mais, as jurisdições promulgam leis que promovem considerações sociais legítimas que, por sua vez, entram em conflito com alguns costumes tradicionais religiosos.

duas galinhas em um quintal

Foto: Getty Images

A Europa Ocidental está liderando o caminho. A Bélgica agora exige que todos os animais devem ser atordoados antes de serem mortos, o que impede que sua carne seja declarada kosher ou halal de acordo com as exigências religiosas do judaísmo e do islamismo.

Até recentemente, havia uma exceção às leis de bem-estar animal que permitia isenções religiosas limitadas. Essas brechas legislativas agora estão sendo sistematicamente removidas.

A maioria dos países e a União Européia permitem exceções religiosas à exigência impressionante, embora em alguns lugares – como na Holanda, onde uma nova lei entrou em vigor no ano passado, e na Alemanha – as exceções sejam muito estreitas. A Bélgica está se juntando à Suécia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Eslovênia entre as nações que não prevêem nenhuma exceção.

Ann De Greef, diretora da Ação Global no Interesse de Animais, um grupo belga de defesa dos direitos dos animais, insistiu que o atordoamento não entra em conflito com a doutrina kosher e halal e que ainda pode ser considerado de acordo com o ritual, mas as autoridades religiosas se recusam a aceitar sua fala.

“Eles querem continuar vivendo na Idade Média e continuar a massacrar sem atordoar – pois a técnica ainda não existia naquela época – sem ter que responder à lei”, disse ela. “Bem, me desculpe, na Bélgica a lei está acima da religião e isso vai ficar assim.”

No Brasil, entre 2017 e 2018, houve uma tentativa de proibição do abuso e da matança de animais em rituais religiosos, mas o julgamento do STF foi suspenso em agosto do ano passado, devido a um pedido do ministro Alexandre de Moraes.

Cachorros são encontrados mortos dentro de sacos de ração

Foto: Reprodução/TV TEM

Um vídeo mostra cachorros mortos que foram deixados dentro de dois sacos de ração no canil municipal de Buri (SP), que fica no Parque Ecológico. Segundo os moradores, os animais teriam morrido após sofrer maus-tratos.

Nas imagens é possível ver os sacos de ração encostados em uma parede com diversas moscas em volta. Uma pessoa mexe, quando é possível ver os animais mortos.

Em outro vídeo, também é possível ver diversos animais dentro do canil sem comida e água.

Moradores alegam que o local está lotado e que os cães, além dos gatos, estão abandonados e sofrendo maus-tratos.

De acordo com uma moradora, que prefere não se identificar, ela ficou sabendo da situação dos animais e resolveu ir até o local.

“Fico muito nervosa porque eu sou muito ligada com a causa animal. E isso na verdade me machuca. Me deixa acabada por dentro saber que eles tiraram os cachorros da rua e colocaram lá, mas ficaram jogados, de qualquer jeito”, diz.

“Eu queria ver como estavam os animais e qual o estado que estavam. E aí me falou que a entrada tinha sido proibida pelo prefeito, e que só entraria com veterinário da prefeitura”, ressalta.

Um funcionário responsável pela limpeza e pelo cuidado dos animais afirmou para a reportagem que que trabalha no local há dois meses, e que são cerca de 40 cães e gatos que vivem no canil. Segundo ele, os animais são recolhidos da rua e bem tratados.

Em nota, a prefeitura afirmou que os cachorros estavam no saco de ração, separados dos demais, pois aguardavam os veterinários para que pudessem ser feitos exames e constatar a causa da morte.

O Executivo afirmou que os animais que estão no local recebem água e comida, e não estão sendo maltratados.

Sobre a limpeza, a prefeitura informou também que é feita duas vezes por dia, e que o vídeo deve ter sido feito em um intervalo entre uma limpeza e outra.

Fonte: G1

Pesca assombra com morte e mutilação quase 70 mil animais por dia no Brasil

© AP Photo / Jose Ingnacio

O descarte e a perda de equipamentos de pesca nos mares do mundo inteiro criam um fenômeno chamado de “pesca fantasma”, que assola quase 70 mil animais marinhos todos dias no Brasil. A Sputnik Brasil conversou com o biólogo João Almeida, da ONG Proteção Animal Mundial, cujo relatório lançou luz sobre o problema no país.

“A pesca fantasma é aquela pesca que é realizada por equipamentos de pesca como redes, linhas, cabos, boias que foram perdidos no oceano e uma vez perdidos continuam fazendo pesca sem nenhuma utilidade. E é um tipo de pesca que no fim das contas acaba gerando um grande nível de sofrimento animal e também impacto em mortes de várias espécies marinhas, tendo grande impacto aí em termos de bem-estar e conservação para as espécies dos nossos oceanos”, explica o biólogo João Almeida.

Almeida faz parte da ONG Proteção Animal Mundial, que lançou em dezembro passado o relatório “Maré Fantasma — Situação atual, desafios e soluções para a pesca fantasma no Brasil”, revelando que o problema está presente em 12 dos 17 estados da costa brasileira. Segundo a publicação, o primeiro diagnóstico nacional feito sobre a questão, o fenômeno afeta 69 mil animais todos os dias ao longo de toda a costa do país.

O biólogo explica que o problema do descarte irresponsável de materiais de pesca vai desde a pesca industrial até os pequenos pescadores. Essa situação é uma decorrência de uma falta de consciência ambiental, legislação específica, negligência governamental e também de conhecimento sobre os impactos causados pelo fenômeno.

“Grande parte do material de pesca que vai para os oceanos e fica perdido está relacionada a uma falta de consciência ambiental de quem realiza a pesca, e aí a gente pode incluir a indústria de pesca e também alguns pescadores tradicionais e artesanais”, ressalta o pesquisador.

A falta de conhecimento sobre o tema cria, segundo o pesquisador, uma necessidade de divulgação e educação geral para que haja maior cuidado com os materiais utilizados. Ele explica que, no entanto, isso não é suficiente, tendo em vista que a atividade no mar está sob o risco de diversas variáveis e é comum que decorra daí, também, a perda dos materiais que causam a pesca fantasma.

“Além da questão de consciência ambiental, a gente sabe que trabalhar no mar não é uma atividade fácil. O mar recorrentemente vira e entra em condições de difícil operação, então tem uma perda mesmo intrínseca ao fato do oceano ser um ambiente muitas vezes hostil para o trabalho”, lembra Almeida.

Mutilações e crueldade com os animais marinhos

A rede de pesca é provavelmente o material com maior nível de crueldade com os animais, explica o biólogo. Isso porque o equipamento é abrangente e arrasta tudo que estiver no caminho, fazendo uma “pesca inespecífica”, e afetando uma larga gama da diversidade da vida marinha.

Há dificuldades de estimativa de quantas espécias sofrem os impactos da pesca fantasma, mas o pesquisador cita casos de animais como as tartarugas, as baleias e os golfinhos, que precisam subir à superfície para respirar. Ele explica que além de mutilações, esses casos podem levar esses animais à morte por sufocamento.

Em outras situações, as mutilações causadas pelas redes podem fazer com o que os animais percam a capacidade de encontrar comida e morram em decorrência disso. Há também os animais que se emaranham nas redes e com isso atraem predadores que também ficam presos, em uma espécie de efeito cascata que chega a prender, inclusive, aves marinhas.

Segundo o biólogo, já há estudos que demonstram que entre determinadas espécies, o impacto da pesca fantasma chega a diminuir as populações em até 30%.

Estima-se que no mundo todo cerca de 640 mil toneladas de equipamentos de pesca sejam dispensadas anualmente. No Brasil a estimativa da ONG em que trabalha Almeida aponta para um descarte ou perda diária de 580 quilos desse tipo de ferramenta de trabalho. Animais como os tubarões, lagostas, pinguins e caranguejos estão entre as vítimas desse tipo de “lixo marinho”.

“O governo pode caminhar melhor na solução da pesca fantasma”

Almeida explica que os governos têm poucas iniciativas em relação ao problema e que há uma necessidade do aumento da atuação desse setor. É preciso, segundo ele, que haja um aumento de investimentos na estrutura de pesquisa para que se identifique com mais clareza o problema, apontando os locais mais críticos e as possibilidades de ação.

“Daí então definir estratégias para a remoção desses materiais, para trabalhar mais próximo dos moradores da região litorânea, dos atores da indústria, dos pescadores artesanais, para que estes, principalmente nas áreas críticas, contribuam fortemente para a mudança que é necessária”, apela o pesquisador.

Uma das ideias em voga é a implementação de certificação e auditorias para que os produtos de pescado vendidos ao consumidor final, encontrados nos supermercados, tenham selos ou identificações de pesca responsável. Dessa forma o consumidor poderia optar por produtos cuja produção abrace a consciência ambiental em relação aos oceanos e seus animais.

O biólogo também aponta que o consumidor pode escolher, por ora, diminuir seu consumo de pescado a fim de contribuir com o meio ambiente, que seria menos impactado pela pesca no formato atual.

“O governo pode caminhar melhor na solução da pesca fantasma. O Brasil ainda engatinha nesse sentido, a gente conseguiu identificar isso muito bem no relatório Maré Fantasma — muito poucos estados com estrutura dedicada especificamente para mapear o problema da pesca fantasma”, destaca o biólogo.

Almeida destaca que São Paulo e Santa Catarina são os estados cujo trabalho nesse sentido se encontra em estado mais avançado, porém os outros estados ainda precisam de mais investimentos. Para João Almeida, só assim será possível criar um “grande diagnóstico nacional”, que vai subsidiar futuramente a elaboração de políticas públicas.

Primeiras ações desenham futuro melhor

Por outro lado, o Brasil tem demonstrado interesse em levar adiante a questão. Almeida destaca que, em 2018, pela primeira vez foi realizada no Brasil a reunião da Comissão Baleeira Internacional, na qual o país liderou uma inédita resolução contra a pesca fantasma.

“E o que significa essa vitória liderada pelo Brasil? Significa que de agora em diante a Comissão Baleeira Internacional vai precisar despender recursos financeiros e de equipe, de seus pesquisadores, para trabalhar no combate à pesca fantasma e reduzir o impacto desse tipo de pesca sobre as diferentes espécies de baleia ao redor do mundo”, comemora o pesquisador.

A exemplo da Comissão Baleeira Internacional e da própria Proteção Animal Mundial, João Almeida destaca o papel de organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), que através da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), tem também apoiado o debate e ações de combate à pesca fantasma.

“Recentemente a gente teve um trabalho interessante de engajamento da ONU na agenda, que foi que, em julho, teve uma reunião da FAO, mais especificamente de seu comitê que discute a pesca. Nessa reunião, realizada em Roma, em julho [de 2018], nessa reunião, foi colocada para votação a proposta de que, daqui para frente, todos os materiais de pesca, como redes, cabos, linhas, já saiam da indústria com uma etiqueta em que seja possível registrar os dados do proprietário do equipamento de pesca e também que esses equipamentos já saiam das indústrias que os produzem com a marcação do tipo GPS”, informa o biólogo João Almeida.

A resolução da FAO foi aprovada durante a reunião e agora cabe à ONU trabalhar junto aos países para que a medida contra a pesca fantasma se torne parte da legislação mundo afora, e também da consciência dos cidadãos e das empresas.

Fonte: Sputnik

Calor causa morte de cão no Rio

Morte de cão no Rio está relacionada ao calor — Foto: Reprodução/ TV Globo

Um bulldog francês morreu no Rio de Janeiro por causa das altas temperaturas na cidade. A tutora chegou em casa e encontrou o animal desfalecido. Uma veterinária chegou a atender a urgência, mas o cão já havia falecido.

O veterinário Hélio Pradera, da Subsecretaria de Bem-Estar Animal, alerta que os animais que possuem focinho curto são mais suscetíveis a casos de hipertermia.

“O controle da temperatura do animal não se dá como o nosso, pela eliminação do suor. O cão não tem glândulas sudoríparas. Por isso, ele faz a respiração com a língua para fora para controlar a temperatura interna”, explicou o veterinário.

Além do bulldog francês, o pug, o boxer, o bulldog inglês e o shit zu estão entre as raças que acabam por exigir mais atenção dos tutores. Aparar o pelo também pode ajudar no calor intenso.

“O pelo é uma proteção natural, mas não é da nossa região. É uma característica europeia. Aparar os pelos vai bem”, destacou Pradera.

Para que os animais sejam mantidos em segurança, é recomendável que uma fresta da janela seja deixada aberta, além de manter água fresca e um ventilador no ambiente.

Caso o cachorro passe mal, o veterinário recomenda que ele seja enrolado em uma toalha molhada e seja levado a um serviço de emergência.

Fonte: G1

Caçador mata o próprio filho após confundi-lo com um alce, na Rússia

Um caçador matou seu filho de 18 anos depois de confundi-lo com um alce no norte da Rússia na última quinta-feira.

O homem estava caçando com pouca visibilidade, no deserto nevado de Khanty-Mansiysk, e apontou seu rifle para o que ele acreditava ser um alce e atirou.

Ao se aproximar da suposta carcaça do animal, ele encontrou seu filho, um jovem de 18 anos, deitado no chão da floresta. Ele morreu na hora.

“O caçador disparou um tiro de rifle em um objeto em movimento com pouca visibilidade, erroneamente acreditando que era um alce”, disseram investigadores ao jornal Moscow Times.

O pai foi acusado de causar a morte por negligência, que tem uma pena de até dois anos de prisão, de acordo com as leis russas.

Aconteceu no Brasil

Um homem foi morto, em 2018, por engano por um companheiro de caça na cidade de Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, Rodrigo de Freitas Miranda, 35 anos, estava em grupo caçando javalis.

O homem que atirou contra Miranda relatou que percebeu uma movimentação na mata e chegou a perguntar, em direção do movimento, se era outro caçador. Como não teria recebido resposta, acabou disparando, pensando se tratar de um javali.

Foto: Pixabay

Ele usava uma espingarda calibre 12, o que gerou diversos ferimentos no corpo da vítima. Rodrigo chegou a ser socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o delegado André Mendes, o autor do disparo foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Outro caso também aconteceu no ano passado, no sudoeste da Bahia. Um homem de 37 anos morreu após ser baleado acidentalmente por um amigo, enquanto os dois caçavam, na cidade de Iramaia. A informação foi divulgada pelo G1.

O jovem de 18 anos fugiu após a ação.

Cadela é morta a facadas pelo tutor em Catolé do Rocha (PB)

Cadela foi morta a facadas em Catolé do Rocha, PB — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Uma cadela poodle foi morta a facadas na tarde do último domingo (6), em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Civil, a cachorra teria sido golpeada pelo tutor após supostamente morder o rosto dele.

O caso aconteceu no Centro da cidade. A Polícia Militar foi acionada à casa do homem, mas ele não foi encontrado no local.

Em depoimento à polícia, a esposa do suspeito disse que o marido sofre de problemas mentais e que teria reagido após a cadela morder o rosto dele. A família ainda levou o animal para uma clínica veterinária, mas a cadela não resistiu aos ferimentos e morreu.

Na manhã desta segunda-feira (7), a Polícia Civil informou que o homem deverá se apresentar para prestar esclarecimentos do caso e assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) – o que determina a Lei de Maus -Tratos Contra Animais.

Fonte: G1

Teresita, a elefanta solitária, morre no zoo de SP após anos de sofrimento e exploração

Teresita, a elefanta africana que vivia solitária no zoo de São Paulo, morreu hoje aos 34 anos.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Ela nasceu em 1984, no Zimbábue, África. Por volta dos dois anos de idade, foi capturada e vendida para um circo na América Latina, onde foi treinada e forçada a se apresentar por dez anos. Aos 12 anos, foi levada para o zoológico de São Paulo, onde viveu até hoje em cativeiro.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Membros do Santuário de Elefantes do Brasil, preocupados com a situação dos animais, estiveram no zoológico de São Paulo, em 2014, para avaliar as condições de Teresita e de outras duas elefantas, Serva e Hangun.

Eles disseram que ela andava de um lado para outro em seu minúsculo recinto e depois voltava ao mesmo lugar, procurando meios de ocupar seu tempo. Teresita também tentava escalar a cerca de madeira que delimitava seu perímetro. A elefanta se esticava ao máximo para tentar alcançar alguns ramos frescos ou grama para comer.

Teresita tentava comer fora do seu recinto, pois grama estava completamente cheia de urina e fezes. Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Segundo o Santuário de Elefantes do Brasil, no recinto de um elefante, se esse local é pequeno, toda a terra e a grama ficam contaminadas pela urina e pelas fezes e, por isso, ela não a comia. Teresita viveu confinada, por 22 anos, em um recinto de aproximadamente 23m x 23m, sujo, pequeno, solitário e contaminado.

Eles descreveram também que havia um “suor” escorrendo de um de seus olhos e que ela tinha apenas uma das presas, que estava quebrada. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com elas.

Na página da organização eles escreveram: “Pelo que escutamos, Teresita foi rotulada como pouco cooperativa e agressiva, entre outras palavras pelas quais são chamados os “maus” elefantes em cativeiro – mas a maioria dos elefantes é apenas mal compreendida e não recebem a oportunidade de mostrarem quem realmente são”.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

“ Todas essas características são resultado do ambiente onde estão; falta de espaço, incapacidade de escolha, ausência de estímulo, equipe inexperiente, todos esses fatores são responsáveis por esses rótulos, não os elefantes propriamente ditos. E quando recebem um ambiente de cuidados, com espaço e outros elefantes, eles rapidamente mostram a você os seres surpreendentemente inteligentes e emocionais que eles realmente são – desprendendo-se para sempre daqueles rótulos”

A vida dos elefantes

Elefantes são animais de cérebro grande, inteligentes e curiosos. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia em busca por alimentos, explorações, sociabilizações e procura por indivíduos da mesma espécie.

Dedicam apenas duas ou três horas ao descanso – quando podem ficar parados ou se deitar para dormir, mantendo-se em atividade física e mental todo o resto do tempo.

O objetivo declarado dos zoológicos é atender às necessidades comportamentais e biológicas das espécies em cativeiro. Quando se trata de elefantes e de tantos outros animais, os jardins zoológicos são terrivelmente inadequados.

Teresita viveu triste e confinada em um zoológico por 22 anos.  Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Em 2014, a Costa Rica deu um exemplo a ser seguido, ao anunciar que fecharia seus dois zoológicos e que parte dos animais seriam destinados a centros de resgate e a outra seria devolvida à natureza.

A luta pela liberdade

Em todo o mundo, ativistas e organizações de diretos animais lutam pela liberdade dos elefantes e de outros animais selvagens que são explorados pelas mais cruéis e abomináveis razões.

Ano passado, a Suprema Corte de Nova York, no Condado de Orleans, ouviu os argumentos do caso sobre direitos dos elefantes trazido pelo Projeto de Direitos Não-Humanos (NhRP) em nome de Happy, uma elefanta asiática de 47 anos mantida sozinha em cativeiro no zoológico do Bronx. O processo foi a primeira audiência de habeas corpus do mundo em nome de um elefante e a segunda audiência de habeas corpus em nome de um animal não humano nos EUA, ambos garantidos pelo NhRP.

Steven M. Wise, o principal advogado e presidente do NhRP, argumentou que Happy, como um ser autônomo, é uma pessoa legal com o direito fundamental à liberdade protegida pela lei comum de habeas corpus.

O destino de Happy ainda não foi decidido.

Luto

A ativista pelos direitos animais, Luisa Mell, fez um post no Instagram lamentando a morte de Teresita. Ela ressalta as péssimas condições em que ela vivia, critica a existência dos zoológicos e condena o uso de animais como entretenimento humano – o que causa a eles dor, sofrimento e um vida inteira de solidão e maus tratos.