Tucanos são encontrados mortos e suspeita é de eletrocussão em rede elétrica

Dois tucanos foram encontrados mortos na quarta-feira (31) em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Os animais silvestres foram localizados por um homem que limpava o muro de uma casa no bairro Americano, onde o caso aconteceu.

Foto: Reprodução/Grupo Independente.

“Ouvi um estrondo e depois as aves caindo no chão”, disse o homem  ao Grupo Independente.

Após o proprietário do imóvel avisar a prefeitura sobre o caso, os corpos das aves foram retirados do local e levados para a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que depois os encaminhou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Diretor do CCZ, Renan Augusto Mallmann acredita que as aves estivessem em fase de acasalamento. A presença de tucanos na região, que fica nas proximidades do Parque Engenho, é frequente.

O local é abastecido pela concessionária de energia elétrica RGE, que informou que está apurando o caso.

Devido às circunstâncias da morte dos animais, o homem que viu as aves caindo ao chão e o secretário de Meio Ambiente, Luis André Benoitt, suspeitam que a causa da morte tenha sido um choque elétrico.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Jaguaritica é encontrada morta às margens de rodovia em SC

Uma jaguatirica foi encontrada morta às margens da BR-282, em Irani (SC), na terça-feira (3). A suspeita é de que ela tenha sido atropelada.

Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o animal tinha sinais de atropelamento pelo corpo e pesava aproximadamente 14 quilos. As informações são do G1.

O corpo estava em estado avançado de decomposição. Estima-se que a jaguatirica tenha morrido há pelo menos cinco dias.

Atropelamentos envolvendo animais são comuns na região, de acordo com a polícia. Isso se deve à falta de corredores ecológicos e passagens de fauna para proteger esses animais. Falta, também, sinalização que indique a presença de animais.

Ameaçada de extinção, a jaguatirica é pouco vista na região. Animal noturno, como a maior parte dos felinos, ela dorme pela manhã e caça à noite. É possível, no entanto, encontrá-la caçando durante o dia também.

Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Milhares de galinhas morrem de calor presas em galpões de aço superlotados e mal ventilados

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Milhares de galinhas morreram de calor, presos em locais pouco ventilados, super lotados e insalubres, em uma granja durante o dia mais quente da Grã-Bretanha na semana passada.

As aves morreram em galpões de ferro na fazenda Moy Park, em Newton on Trent, Lincolnshire, na Inglaterra, na quinta-feira, quando a temperatura chegou a 38,7°C.

Até o momento é desconhecido o motivo das aves terem sido deixadas para morrer e se uma máquina de ar condicionado não teria conseguido regular o calor dentro dos galpões.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

A Moy Park, com sede na Irlanda do Norte, é uma grande fornecedora de grandes supermercados, incluindo a Tesco, a Sainsbury’s e o serviço de entrega de alta qualidade Ocado.

A fazenda se descreve como a “Empresa Alimentar Europeia de Escolha” e foi até mesmo premiada com uma certificação de gestão ambiental em setembro.

Embora o ideal seria que nenhum animal fosse submetido a qualquer exploração, seja por seu corpo, ou pelos produtos derivados dele, como esse ambiente ideal está longe de acontecer, foram criados “selos padrões” que teoricamente atestam que um animal não foi “abusado” enquanto nas instalações dessas fazendas industriais.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

As fazendas da Moy Park são endossadas pelo esquema de padrões alimentares Red Tractor, que afirma que seus membros fornecem alimentos que são “cultivados com cuidado” e “produzidos com responsabilidade”.

No entanto, a Red Tractor admitiu anteriormente que havia encontrado “violações de normas” em algumas fazendas de Moy Park, depois que ativistas dos direitos animais disfarçados gravaram secretamente imagens de galinhas que viviam em condições terríveis.

O vídeo da Animal Equality UK mostra filhotes de galinha apodrecendo no chão das unidades agrícolas intensivas por dias, com muitas galinhas sofrendo lesões nas pernas e incapazes de ficar em pé.

Na semana passada, trabalhadores da granja de Lincolnshire pareciam reunir as galinhas mortas em pilhas, transportando-as em grandes carrinhos de mão.

Foto: Connor Creaghan

Foto: Connor Creaghan

Os trabalhadores do local até passaram dias tirando os animais mortos da fazenda, disse um funcionário ao site de notícias local The Lincolnite.

O ativista pelos direitos animais Mike Bushby escreveu online: “Essas galinhas (milhares delas) morreram durante a onda de calor [de quinta-feira]. Você pode imaginar o quanto eles sofreram?”

Um porta-voz da Moy Park disse ao MailOnline: “As altas temperaturas recentes têm sido muito desafiadoras para muitos dos setores de agricultura e avicultura.

“Estamos trabalhando de perto com nossos parceiros agrícolas para monitorar a situação e implementamos procedimentos para ajudar a proteger as aves contra o calor extremo”.

Abusos em fazendas de criação

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Foto: Animal Equality

Foto: Animal Equality

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Após morte da ursa Rowena, santuário decide fazer memorial para homenageá-la

O Rancho dos Gnomos anunciou, através das redes sociais, que irá fazer um memorial, com um jardim, em homenagem à ursa Rowena, que morreu na última quarta-feira (25) após viver dez meses no santuário. A ursa nasceu na natureza, provavelmente na Rússia, mas foi capturada, ainda filhote. Explorada durante quase toda a vida, ela passou décadas sofrendo em um circo e, depois, em um zoológico. O fim da sua vida, no entanto, foi cercado de amor e cuidados no santuário em Cotia (SP).

Foto: Biga Pessoa

“Teremos a difícil tarefa em seguir sem a presença física da irmã Rowena.  Os dias estão passando e, ver o recinto, a caminha, as ocas, a piscina, a bacia de suco e todos os cantinhos que ela tanto amava, tudo vazio e parado é devastador e a saudade é enorme”, diz uma publicação do santuário no Instagram.

Através da rede social, o Rancho dos Gnomos anunciou a criação do memorial e incentivou os internautas a enviarem homenagens à ursa. “Amigos, faremos um lindo memorial, com jardim florido e todas as homenagens feitas a ela. Caso vocês também queiram homenageá-la, com desenhos, músicas, poemas, entre outros, façam contato”, diz a publicação. O santuário disponibilizou o e-mail contato@ranchodosgnomos.org.br para o envio das homenagens.

“Rowena transformou a vida de milhares de pessoas, foi amada por todos e, em seu olhar doce e meigo transbordava até o perdão à quem tanto lhe fez mal no passado”, afirma o santuário, que lembrou também que “a amorosa energia de Rowena estará sempre presente”.

Junto do texto que anuncia a criação do memorial, o santuário publicou um vídeo que mostra a chegada da ursa ao Rancho dos Gnomos e um pouco da rotina dela nos dez meses que viveu no local. “Vamos sempre lembrar da ursinha mais amada do Brasil como imenso amor, saudade e gratidão”, afirma, no vídeo, Marcos Pompeu, que fundou o santuário com Silvia Pompeu.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Rancho dos Gnomos (@ranchodosgnomos) em

//www.instagram.com/embed.js


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Joe Jonas e Sophie Turner fazem tatuagem em homenagem a cão que morreu

O cantor Joe Jonas e a atriz Sophie Turner fizeram uma tatuagem igual para fazer uma homenagem póstuma a Waldo Picasso, um dos cães tutelados pelo casal.

Tatuagem feita no cantor Joe Jonas (Foto: Reprodução / Instagram / Joe Jonas)

Waldo morreu na quarta-feira (24) após ser atropelado por um carro em Nova York, nos Estados Unidos.

O casal divulgou imagens das tatuagens na segunda-feira (29) através do Instagram. “Eu sinto sua falta, Waldo. Descanse em paz, meu bebezinho”, escreveu Sophie. A atriz ficou conhecida mundialmente ao interpretar a personagem Sansa Stark na série Game Of Thrones.

Jonas também usou as redes sociais para falar sobre o caso. Ele publicou uma foto da tatuagem, feita em seu braço, e escreveu: “descanse em paz, meu anjinho”.

Autoridades locais alegaram, segundo informações do TMZ, que o motorista do veículo que atropelou Waldo, levando-o à morte, não será acusado judicialmente.

Sophie publicou foto da tatuagem feita em homenagem ao cão (Foto: Reprodução / Instagram / Sophie Turner)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Herói salva a vida de gatinha usando técnica de ressuscitação cardiopulmonar e a adota

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Uma pequena vida acabou de ser salva – tudo graças a um homem que largou tudo para ajudá-la.

Uma gatinha aparentemente sem vida estava sendo arrastada pela correnteza causada fortes chuvas em Istambul, na Turquia, quando um funcionário municipal, Metin Keskin, a notou e a arrebatou das águas.

Ela estava “inconsciente”, disse Keskin ao Daily Sabah. “[Ela] não estava emitindo nenhum som nem se mexendo”.

Bem ali no meio da rua, Keskin se ajoelhou sobre o minúsculo animal branco e decidiu tentar a RCP (técnicas de ressuscitação cardiopulmonar). Keskin começou a respirar gentilmente na boca da gatinha e massagear seu corpinho para ajudar a expelir a água de seus pulmões.

O pensamento rápido heroico de Keskin foi capturado em vídeo:

Alguns momentos tensos depois – para grande alívio de todos – a gatinha soltou um leve miado.

Keskin correu a gatinha para um hospital de animais, onde ela poderia se recuperar totalmente.

Mas deixar a gatinha no veterinário não significa que foi a última vez que Keskin a veria – longe disso.

“[Ela] se tornou nossa gatinha agora”, disse ele aos repórteres em uma entrevista coletiva no hospital de animais logo após o resgate do gato. “Estou tão feliz.”

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Aumento no valor do marfim representa uma ameaça aos elefantes

Por Rafaela Damasceno

Desde a proibição comercial do marfim de 1989 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITIES), o preço do material aumentou dez vezes. O estudo foi feito pela Escola de Veterinária da Universidade de Bristol e é o primeiro a analisar as tendências dos valores globais do marfim desde a proibição.

Um elefante andando sozinho

Foto: Monique Sosnowski

Quanto mais alto o preço, mais lucrativo o comércio, o que encoraja os caçadores a assassinar os animais em busca do marfim. A proibição nunca impediu o sofrimento e a morte dos animais, e estima-se que 8% da população mundial de elefantes morre a cada ano.

Utilizando um grande conjunto de dados dos preços de marfim de 1989 a 2017 os pesquisadores foram capazes de determinar os fatores que impulsionam o aumento do preço de marfim. Até 2014, o valor aumentou dez vezes, mas começou a diminuir lentamente desde então.

“Com caçadores matando cerca de 100 elefantes, dos 350.000 restantes, a cada dia, acreditamos que nossas descobertas são significativas”, afirmou Monique Sosnowski, autora principal da pesquisa.

“Esperamos que uma maior compreensão dos fatores que determinam o preço do marfim leve a intervenções políticas melhores informadas que ajudem a criar um futuro mais seguro para os elefantes e outros animais que sofrem pelo comércio do marfim”, continuou.

Os pesquisadores confiam que os estudos podem inspirar melhores decisões em relação às políticas globais de marfim. Os dados apresentados podem informar conservacionistas, autoridades e criadores de política sobre onde concentrar esforços em campanhas anti-comércio, conservação da vida selvagem e educação.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro encontrado agonizando em casa vazia morre após ser resgatado

Um cachorro morreu após ser resgatado pela Polícia Militar Ambiental em Cassilândia, no Mato Grosso do Sul. Ele foi deixado em uma casa vazia pela tutora, que estava viajando, junto de um papagaio. Os dois animais estavam sem água e alimento e foram resgatados no sábado (28). Devido ao estado grave do cão, que estava agonizando quando foi encontrado pelos policiais, não foi possível garantir sua sobrevivência.

Foto: Pixabay

A mulher, de 28 anos, foi multada em R$ 6 mil e autuada pelos crimes de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, e de cativeiro de animal silvestre, com pena de seis meses a um ano de detenção. As informações são do G1.

O caso foi descoberto após a polícia receber uma denúncia, feita por uma ONG de proteção animal, que relatou aos agentes que um cão estava debilitado, sem água e sem alimento em uma casa da cidade. Ao chegar no local indicado, os militares confirmaram a denúncia. Eles encontraram o cachorro deitado no chão, extremamente fraco, agonizando em meio a fezes, num ambiente insalubre.

O papagaio estava em uma área dos fundos da casa, também sem água e alimento. Ele foi resgatado e ficou sob a responsabilidade do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), com sede em Campo Grande. O cão também chegou a ser resgatado, mas morreu, devido à desnutrição, logo ao chegar em uma clínica veterinária.

Foto: Divulgação/PMA


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Copo e sacola de plástico são encontrados no intestino de uma tartaruga

Por Rafaela Damasceno

Em 2012, Robson Guimarães dos Santos fez uma necropsia de uma tartaruga-verde que morreu em uma costa brasileira. Ele gravou a necropsia para usar em sua pesquisa de doutorado, e hoje as imagens são usadas pelo biólogo para conscientizar as pessoas sobre o impacto do plástico na natureza.

Uma tartaruga morta na praia ao lado de muito lixo

Foto: Foto: Robson Santos / Arquivo Pessoal

A divulgação do vídeo é uma das formas que ele encontrou para chamar a atenção das pessoas para as ameaças ambientais do descarte indevido do plástico. Se não receber o destino correto, este material afetará a natureza de alguma forma, podendo até mesmo causar a morte de animais.

“A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies de tartarugas marinhas tanto pela mortalidade direta como por todos os problemas crônicos decorrentes de sua ingestão, como contaminação por poluentes, por exemplo”, disse o biólogo em entrevista ao G1.

As tartarugas não precisam ingerir muito plástico para serem afetadas pelas consequências: meio grama de plástico já é o suficiente para causar a morte de uma tartaruga-verde jovem. Como o material não é digerido, permanece em seu corpo e normalmente obstrui o trato gastrointestinal. Dessa forma, funções fisiológicas básicas não são mais possíveis de serem realizadas, o que leva o animal a uma morte lenta e dolorosa.

Uma pesquisa realizada pelo biólogo, feita na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), descobriu que em média 70% das tartarugas que morrem no Brasil ingeriram plástico. Segundo Robson, há cerca de 5 trilhões de fragmentos de plástico nos oceanos do mundo atualmente, o que torna a ingestão do material pelos animais marinhos ainda mais difícil de combater.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.