Cães são resgatados após passarem fome a ponto de praticar canibalismo

A Polícia Ambiental resgatou seis cachorros em Pirassununga (SP) nesta terça-feira (13). Os animais estavam debilitados por falta de alimentação e viviam em uma casa no Jardim Margarida. O tutor foi multado em R$ 24 mil.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto após denúncia. Ao chegar no imóvel, a polícia descobriu que dois filhotes foram comidos pelos outros animais tamanha era a fome que sentiam. As informações são do G1.

O tutor alegou, de acordo com a polícia, que está desempregado, vive de bicos e só alimentava os cachorros à noite. Disse também que tentou doar os filhotes, mas não teve êxito.

Os seis cachorros foram resgatados e encaminhados para uma clínica veterinária.


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Cuidar de animais exige cautela com a saúde mental para não desencadear transtornos psicológicos

O trabalho exercido pelos defensores dos animais e pelos veterinários é exaustivo e, em muitos casos, causador de transtornos psicológicos como a depressão. A empresária e ativista pelos direitos animais Andressa Ciccone, 29 anos, é uma das pessoas que vivenciam a dor que a luta pelos animais traz devido aos tantos casos de maus-tratos, descaso, exploração e morte envolvendo cães, gatos, bois, vacas, galinhas e outros.

Doenças mentais atingem pessoas que cuidam de animais (Foto: Getty Images)

“Muitas vezes, você está de frente a animais que sabe que não tem como salvar e que vão morrer. Você fica de olhos com olhos com aqueles animais. Nossa, isso é muito triste e frustrante. Machuca”, desabafou Andressa. Vegana, ela se considera “ativista independente” e participa há 10 anos de ações como invasões a matadouros de porcos para registrar o horror promovido contra os animais, manifestações contra a exportação de bois vivos e resgate de animais vítimas de abandono e de maus-tratos.

“Pessoas veganas e que lutam pelos animais costumam ser mais sensíveis, empáticas. Como tem muita maldade no mundo, essas coisas afetam muito a gente. Nas transmissões ao vivo que faço, às vezes não consigo falar, de tanto chorar”, contou. As informações são da BBC News Brasil.

“Sabemos que isso afeta, mas o amor fala mais alto. Eles (os animais) precisam da nossa ajuda, não podemos simplesmente cruzar os braços. A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, completou.

Em tratamento para a depressão – doença causada, em parte, pelas experiências vividas no ativismo animalista -, Andressa toma alguns cuidados para suavizar as emoções difíceis de lidar.

Estudos

Os efeitos psicológicos da atuação das pessoas em casos difíceis e tristes envolvendo animais foi tema da convenção anual da Associação Americana de Psicologia, realizada no último fim de semana em Chicago.

Durante o evento, estudos sobre o assunto foram apresentados, como uma revisão de pesquisas feitas e reunidas por Angela Fournier, pesquisadora da Universidade de Bemidji, em Minnesota.

“Pessoas que trabalham com animais ou se voluntariam para isso são muitas vezes motivadas por que veem (isso) como uma missão de vida”, explicou Fournier em um comunicado à imprensa no qual são expostos os riscos para a saúde mental da pessoa, que pode sofrer com problemas como a ansiedade e a depressão.

“A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, afirmou a ativista Andressa Ciccone (Foto: Arquivo pessoal)

“No entanto, elas encaram rotineiramente o sofrimento e a morte de animais, o que pode levar ao burnout (síndrome despertada por um esgotamento físico e mental), à dita fadiga por compaixão e a outras questões de saúde mental”, completou.

“Estudos sugerem que pessoas dedicadas ao bem-estar animal carregam um peso ainda maior do que outras pessoas que trabalham com algum tipo de assistência por conta de particularidades do trabalho com animais, como a possibilidade de sacrifício e o contato com seres que viveram dor e sofrimento, mas não podem comunicar suas necessidades e experiências”, explicou.

A especialista sugere que pacientes e terapeutas busquem estratégias para reenquadrar experiências negativas e para criar uma fronteira saudável entre a vida pessoal e o trabalho ou ativismo.

“Pode ser importante fazer com que o paciente se concentre no quadro geral do quanto estão fazendo a diferença e nos animais que foram salvos, em vez de focar em histórias individuais de crises e perdas”, disse Fournier.

Dentre as estratégias executadas por Andressa para cuidar da própria saúde mental estão: exercícios físicos; pausas no uso das redes sociais, que no seu caso têm muitos pedidos de ajuda e de imagens de animais maltratados; e conversas com outros ativistas e veganos para buscar apoio e compreensão.

Transtornos psicológicos

Dentre os transtornos que a imersão na luta pelos direitos animais pode causar, estão a ansiedade, a fadiga por compaixão, a depressão e o burnout. Entenda, abaixo, o que é cada um deles, de acordo com informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA e pela Organização Mundial da Saúde.

Compaixão move o cuidado dispensado aos animais (Foto: Pixabay)

Ansiedade: quando sentimentos de apreensão e nervosismo passam a ser frequentes na vida de uma pessoa, eles podem se transformar em um distúrbio. A rotina, situações determinadas – como estarem uma multidão e encontrar um animal -, ou uma imprevisibilidade – muitas vezes relacionada a temores pré-existentes – podem gerar cansaço, mente agitada, palpitações, dificuldades de respirar, suor, rubor e sensação de descontrole.

A ansiedade, segundo classificações internacionais se dividem em vários tipos, como ansiedade generalizada, fobias e transtorno de pânico.

Burnout: Ligada ao mundo do trabalho, essa síndrome pode ser fonte para um estresse crônico que leva à exaustão, distanciamento e sentimentos negativos em relação à função exercida e queda na eficiência.

Depressão: Trata-se de um estado contínuo de incômodo e perda de interesse por coisas da vida, afetando questões básicas do dia a dia, como dormir, comer e se relacionar.

Estimativas indicam que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de depressão atualmente, o que representa um aumento de 18% entre 2005 e 2015. A World Mental Health Survey realizou uma pesquisa em 17 países e revelou, em 2012, que 1 a cada 20 pessoas, em média, relatou ter tido depressão em algum momento do ano anterior.

Entre os tipos de depressão estão: a distimia, pós-parto e depressão psicótica. Episódios e sintomas depressivos também fazem parte do transtorno bipolar. Além disso, ansiedade e depressão se associam.

Fadiga por compaixão: Apesar de não estar consolidada na literatura científica ou em classificações internacionais, essa denominação é defendida por pesquisadores norte-americanos como Charles Figley, especialista em trauma.

A fadiga de compaixão seria uma combinação entre características do burnout com o trauma “vicárioou secundário”, que nada mais é do que o momento em que uma pessoa se sensibiliza com o testemunho ou narrativa de dor alheia, como profissionais da saúde ou agentes da Justiça.

Incidência de suicídio entre veterinários é alta

Estimativas de vários países já mostraram que veterinários têm uma propensão maior ao suicídio. Um estudo publicado no periódico Journal of the American Veterinary Medical Association revelou que, nos Estados Unidos, a incidência de suicídio entre veterinários foi de 2 a 35, vezes maior, entre 1979 e 2015, do que na população norte-americana em geral.

Uma monografia apresentada em 2012 por Tatiana Guimarães, então graduanda orientada pelo sociólogo Ignacio Cano, estudou dados sobre suicídio em profissões que, na literatura científica mundial, tendem a apresentar maior incidência. Dentre elas, os veterinários, que registraram incidência duas vezes maior na comparação com a população brasileira em geral.

“Mais pesquisas estão sendo feitas para compreender melhor por que os veterinários podem ter este risco aumentado, mas uma combinação de traços de personalidade, demandas profissionais e o ambiente de aprendizado da veterinária podem contribuir”, explicou a veterinária Katherine Goldberg durante a convenção da Associação Americana de Psicologia.

Ajuda a animais abandonados pode afetar saúde mental do protetor , ativista ou veterinário quando cuidados não são tomados (Foto: Pixabay)

Essa maior propensão ao suicídio entre os profissionais da medicina veterinária também pode ser explicada pelo contato frequente com o sacrifício de animais; o acesso a fármacos; uma rotina intensa de trabalho, muitas vezes sem remuneração e benefícios à altura das expectativas do profissional.

Especializado no atendimento a animais em estado crítico, o médico veterinário intensivista Rodrigo Cardoso Rabelo estuda e escreve sobre saúde mental na medicina veterinária e implementa ações na Intensivet, clínica na qual ele atende em Brasília.

Dentre as ações, estão a aplicação periódica de um formulário que pode detectar o burnout e que, segundo o veterinário, tem três indicadores principais: realização profissional; despersonalização (distanciamento que o profissional mantém do paciente); e esgotamento emocional.

Segundo Rabelo, ao se debruçar sobre as respostas dos formulários é possível concluir que o esgotamento tende a pesar mais entre os veterinários brasileiros.

“O veterinário lida não só com os animais, mas com seu tutor (humano). Diferente dos europeus e americanos, nós brasileiros, latinos, temos uma relação muito mais próxima da família e dos animais. Às vezes deixamos a parte profissional e financeira de lado, de tanto que nos envolvemos emocionalmente. Isso fica difícil em uma rotina diária, considerando o volume de pacientes que a gente recebe”, explicou.

“Eu mesmo cheguei a um nível de estresse muito alto. O luto que via no consultório acabava se refletindo em um medo de perder pessoas queridas em casa. Somente neste ano, perdi amigos (veterinários) neste tipo de situação (suicídio)”, relatou.

“Hoje, reduzi o número de pacientes, inclusive para prestar um atendimento de melhor qualidade a eles e também para estar bem comigo mesmo”, completou.

Para o veterinário, alguns cuidados com a saúde mental podem ser tomados por aqueles que cuidam de animais. Rabelo recomenda evitar jornadas longas de trabalho e prezar por intervalos; realizar uma rotatividade de funções no trabalho; praticar exercícios físicos; ter uma alimentação e hidratação equilibradas; manter um hobby e apoio emocional, como em terapias e práticas espirituais; conversar com pessoas próximas e colegas; e reduzir o uso de celular e redes sociais.


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Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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EUA voltam a autorizar uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres

O uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres voltou a ser autorizado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As armadilhas venenosas são usadas para exterminar raposas, coiotes e cães selvagens. Grupos de conservação criticam a decisão cruel do governo.

FOTO: CENTER FOR BIOLOGICAL DIVERSITY

Conhecidos como M-44, os dispositivos são colocados no solo e parecem irrigadores de gramado. Um ejetor de molas libera o cianureto de sódio quando um animal atraído por uma isca puxa um suporte do compartimento da cápsula.

Estas bombas tinham sido vetadas pelo governo em 2018 após uma dessas armadilhas ferir uma criança e matar o cachorro dela no estado de Idaho. A família da criança entrou com uma ação na Justiça contra o governo federal.

A decisão de voltar a autorizar o uso das bombas revoltou ambientalistas, que enviaram mais de 20 mil cartas de protesto à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). As informações são da agência AFP.

“São incrivelmente perigosas para as pessoas, seus animais e animais selvagens ameaçados, elas são muito perigosas para serem usadas”, disse à AFP Collette Adkins, diretora de conservação de carnívoros do Centro para a Diversidade Biológica. “A indústria pecuária quer isso”, acrescentou. Segundo ela, grupos da indústria agrícola enviaram à EPA aproximadamente 10 comentários favoráveis à liberação das bombas.

Dados do governo indicam que 6.579 animais foram mortos pelas armadilhas venenosas em 2018, sendo 200 deles animais que não eram o foco das bombas, como guaxinins, gambás e um urso.

O foco da organização dirigida por Adkins é, segundo ela, continuar pressionando por proibições a nível estadual, como aconteceu em Oregon no mês de maio.


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Hospital veterinário de universidade registra aumento de animais baleados no DF

O Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) registrou um aumento no número de animais baleados no Distrito Federal e no seu entorno. Cinco aves e um macaco foram resgatados nos últimos 30 dias após serem atingidos por projéteis de chumbo. Deles, apenas um tucano e um carcará sobreviveu.

Todos os animais, encontrados em áreas urbanas de Taguatinga, Cidade Ocidental (GO) e Valparaíso (GO), estavam com membros fraturados. “Foram dois carcarás, um papagaio-galego, um falcão quiriquiri, um tucano e um sagui-de-tufos-pretos”, explicou a médica veterinária Júlia Vieira Herter, residente em clínica e cirurgia de animais silvestres.

Foto: Arquivo Pessoal

No caso do tucano, que sobreviveu, um projétil de chumbo ficou alojado em sua cabeça. Outro sobrevivente, o carcará aguarda cirurgia para remoção de parte da asa, alvejada por um tiro. As informações são do portal Metrópoles.

“É possível encontrar esses animais em propriedades particulares, na área urbana. Não acho que alguém cace os animais para comer, então só consigo imaginar que o pretexto é diversão”, lamentou Júlia. Ela disse ainda que outros casos com indícios de caça chegaram ao hospital, mas que a instituição ainda não compilou os dados.

Em junho, moradores de Águas Claras denunciaram um caso em que patos e gansos do parque ecológico da região administrativa foram mortos. Na época, a superintendente de Unidade de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, levantou a hipótese de que pessoas mataram os animais após pular o muro do local. Segundo ela, o caso foi pontual e seria investigado pela polícia ambiental.

A caça e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é proibida por uma lei de 2007. Caçadores podem ser punidos com multas e processo judicial por maus-tratos.

O Hospital Veterinário da UnB pede que a população denuncie a caça de animais silvestres através da ouvidoria do governo, no número 162, ou pelo número 197, da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).


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‘Não é fácil ver seus cachorros morrerem em suas mãos’, diz tutora de cães envenenados

Pelo menos 10 cachorros foram mortos nas últimas duas semanas entre os bairros Cidade Jardim e Portal do Ipiranga, em Pouso Alegre (RS). Cinco deles morreram no último domingo (4).

Dois dos cães mortos eram tutelados por Rafaella Camargo Costa, de 20 anos, moradora do bairro Portal do Ipiranga. Amarelinho e Lobinho, como eram chamados, haviam sido adotados recentemente.

Foto: Rafaella Camargo Costa

“O Amarelinho apareceu assustado aqui no bairro. Soltam muitos animais aqui e na rodovia. Ele se deu muito bem com o Lobinho, e acabei ficando com dó e adotando também”, disse Rafaella ao portal Pouso Alegre.Net.

Segundo ela, ao acordar encontrou os cães agonizando. Sem carro para socorrê-los, ela ligou para um veterinário e recebeu a orientação de oferecer carvão ativado aos animais. Na chuva, ela saiu correndo, a pé, para comprar o carvão, mas quando voltou encontrou os cachorros mortos.

“Hoje o dia amanheceu escuro para mim. Não é fácil se deparar com seus cachorros morrendo em suas mãos e não poder fazer nada. Meus cachorros foram envenenados nesta madrugada porque simplesmente estavam latindo demais. Como um ser humano tem coragem de fazer isso?”, desabafou Rafaella. “Infelizmente não faço ideia de quem fez isso. Aqui não tem câmeras”, completou.

Outros três cachorros, que viviam em situação de rua, também foram encontrados mortos no domingo, segundo a moradora do bairro Cidade Jardim e protetora de animais Irani Moura, de 30 anos.

“Ela acha que é porque estava latindo, mas não é, porque senão não davam pro restante”, argumentou Irani ao se referir à alegação de Rafaella sobre o que teria motivado o envenenamento de seus cães.

Irani conta que nos últimos 15 dias pelo menos dez cães foram mortos. Outros também foram envenenados, mas receberam cuidados a tempo e conseguiram sobreviver. No entanto, como a maior parte dos cachorros vive em situação de rua, é possível que o número de mortes seja maior.

Foto: Rafaella Camargo Costa

A moradora do Cidade Jardim afirmou que denúncias foram feitas em um grupo de protetores indicando que uma mulher seria a responsável pelos crimes. Ela estaria andando pelos bairros envenenando os animais.

“Ela sai do carro, chama os animais, faz um agrado neles, e daí dá o veneno”, contou. “Infelizmente ainda não temos a placa. Ela faz isso aonde não tem câmera. Tem uma moradora aqui que até instalou câmera para tentar pegar. Eu também coloquei”, acrescentou.

Os casos não foram denunciados à polícia ainda. “A gente queria descobrir primeiro quem é essa pessoa. Ter alguma prova. Mas daí começou a aparecer demais. Precisamos fazer algo para impedir isso”, concluiu.


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Mais de 10 animais são encontrados mortos em lixo de mercado em João Pessoa (PB)

Pelo menos 12 animais, entre cachorros e gatos, foram encontrados mortos no último sábado (3) dentro de um lixo no Mercado da Torre, em João Pessoa (PB). Dentre eles está uma cadela que amamentava oito filhotes, que agora ficaram abandonados, sem a mãe para cuidar deles. A suspeita é que as mortes tenham sido causadas por envenenamento.

Local onde o lixo é descartado e no qual os animais foram encontrados mortos (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

O presidente da Comissão de Direito e Bem-estar Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Francisco Garcia, usou as redes sociais para denunciar o caso.

Garcia criticou também o descarte irregular de lixo no mercado. “É um crime ambiental duplo. Além da morte dos animais, a forma como o lixo é acondicionado aqui”, disse Garcia ao Portal Correio.

Comovidos com a situação, moradores da região, ambulantes e comerciantes se uniram para ajudar os filhotes órfãos.

Filhotes ficaram órfãos em João Pessoa (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

A Polícia Militar Ambiental afirmou que a competência para investigar o caso é da Delegacia de Crimes Ambientais, que não atendeu ao contato da reportagem para falar sobre o caso. A Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana (Emlur), em João Pessoa, também não se pronunciou até o fechamento da matéria.

A perícia criminal esteve no mercado para executar os trabalhos necessários.

Mulher usa seringa para dar leite a filhote de cachorro após a mãe dele ser encontrada morta (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)


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Mais de 30 golfinhos morrem na Itália por possível infecção viral

Por Rafaela Damasceno

Trinta e quatro golfinhos morreram este ano ao longo da costa da Toscana, região italiana. A maior parte das mortes foi registrada no verão – 18, dos 34 corpos, foram encontrados desde junho.

Dois golfinhos nadando no mar

Foto: Getty

A necrópsia mostrou que 8 deles não se alimentavam há dias. Os especialistas acreditam que eles sofriam de algum tipo de doença, possivelmente causada por um vírus. Eles sugerem que a doença tenha sido causada pelo morbillivirus, que pode matar golfinhos e baleias-piloto.

O vírus afeta os pulmões e cérebros dos golfinhos, causando problemas respiratórios e lesões na pele. Os especialistas ainda não sabem se ele teria sido levado até o mar pela poluição ou por outros fatores relacionados aos seres humanos – houve um surto do vírus na costa da Toscana, em 2013.

Pesquisas estão sendo realizadas nos corpos para tentar chegar a alguma conclusão. Os especialistas estão procurando por sinais de ingestão de plástico, que pode ter obstruído o intestino dos animais, e realizarão testes de toxicologia nos órgãos.

As mortes são ainda mais preocupantes porque ocorreram no mar Tirreno, que constitui um santuário para os cetáceos. Os cientistas esperam ter resultados em suas pesquisas até o final de agosto, para que possam entender o que está causando as mortes.


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Safári de caça à onça no Pantanal segue impune após oito anos

Por David Arioch

Em 2010 e 2011, a Operação Jaguar, coordenada pela Polícia Federal, revelou que em uma fazenda no Pantanal havia um safári de caça à onça. Oito anos depois, os envolvidos seguem impunes.

De acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo (Foto: Polícia Federal/Ibama)

E de acordo com a legislação brasileira, os envolvidos não podem mais ser culpabilizados por “crime de associação criminosa”, porque houve prescrição de prazo.

No entanto, após sentença do juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, da Vara Criminal de Aquidauana (MS), no último dia 26 uma audiência foi marcada para 18 de março de 2020. O processo original listava sete réus, incluindo um búlgaro e um russo, e 22 testemunhas.

Porém, agora o processo prossegue para a pecuarista Beatriz Rondon, proprietária da Fazenda Santa Sofia, onde as onças eram caçadas; assim como Oleg Veber e Juscelino Machado de Araribe. Já a pena de Augustinho Stalin Machado da Silva foi extinta após o falecimento do réu.

Beatriz, que se passava por ambientalista, também foi indiciada por crimes ambientais praticados entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2004, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mas como a ré já conta com mais de 70 anos, os prazos prescricionais foram reduzidos pela metade, e a prescrição da pretensão punitiva ocorreu antes da instauração do inquérito policial, em 2011, quando os fatos vieram à tona, conforme nota do MP.

Saiba Mais

As investigações da Polícia Federal e do Ibama, que revelaram que turistas pagavam até R$ 50 mil para caçar cada animal, começaram após a divulgação de um vídeo em que um caçador atira contra uma onça sobre uma árvore em Aquidauana (MS).


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Incêndio em pet shop mata mais de 30 cães e gatos no Japão

Um incêndio destruiu uma pet shop e matou mais de 30 animais, entre cachorros e gatos, no Japão. A loja atingida pelas chamas fica em Yashiro, na cidade de Gifu, e o caso aconteceu nesta sexta-feira (2).

Foto: Pixabay

O fogo foi descoberto por um dos familiares do proprietário da Pet Shop Amin. Morador de um imóvel localizado nas proximidades da loja, ele percebeu que o local sofria um incêndio por volta das 5h30 e acionou o Corpo de Bombeiros.

A pet shop fica em um sobrado de madeira de dois andares que foram completamente consumidos pelas chamas. As informações são da CBC TV e da CTV.

O Corpo de Bombeiros esteve no local e levou cerca de uma hora para conseguir apagar o fogo. Foram localizados oito focos de incêndio na loja. Apesar da ação dos bombeiros, não foi possível salvar a vida dos mais de 30 animais que estavam no local. Não houve vítimas humanas.

A corporação acredita que o fogo tenha se iniciado no primeiro andar, já que essa foi a área da loja que sofreu maior destruição. A causa do incêndio será investigada por peritos e pelo Corpo de Bombeiros.

Os bombeiros perceberam que o primeiro andar queimou mais, por isso, levam em consideração que tenha começado nesse piso.


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