Mortalidade aumenta a taxa de mortalidade entre porcas nos EUA

Porcas passam a vida toda em caixas de reprodução | Foto: Andia/Getty Images

Porcas passam a vida toda em caixas de reprodução | Foto: Andia/Getty Images

Porcas exploradas pela indústria de criação passam a vida inteira presas em locais apertados, mal conseguindo se movimentar, em pé o tempo todo, em condições não naturais. Elas são mantidas em caixas específicas para reprodução e parto, apenas com o objetivo de procriar até não suportarem mais, e quando chega esse momento são mortas e substituídas por outras mais jovens.

Dada a velocidade com que têm subido essa taxa de mortalidade de porcas nos EUA, especialistas estão preocupados com o impacto na espécie. Estima-se que sejam mais de três milhões de porcas exploradas para reprodução no país.

A taxa de mortalidade subiu de 5,8% para 10,2% em fazendas de criação que possuem mais de 125 porcas entre 2013-2016, segundo informações de uma organização que coleta dados em 800 empresas.

Os números estão ligados a um aumento preocupante do prolapso, que seria o colapso do reto, da vagina ou do útero do animal. Em alguns casos, o prolapso é fatal. Em outros, a porco acaba sendo eutanasiada. Algumas fazendas não admitem o aumento, mas um relatório do ano passado descobriu que algumas delas possuíam altos índices de prolapso, causando entre 25% e 50% das mortes de porcas.

A Associação Americana de Veterinários de Suínos criou um grupo de trabalho para estudar exclusivamente como lidar com o prolapso em porcas, mas suas descobertas até agora foram inconclusivas. Em abril, o National Pork Board anunciou uma pesquisa de longo prazo em colaboração com o Iowa Pork Industry Center da Iowa State University, projetado para obter uma ampla visão do problema. Iowa (EUA) é o maior produtor de carne suína do país. O estudo, que ainda está em andamento, tem como objetivo coletar dados detalhados de 400 mil porcas – ou cerca de 13% das 3 milhões de porcas exploradas em cativeiro do país – em mais de 100 fazendas em 16 estados.

Várias causas possíveis para o problema foram sugeridas, incluindo deficiência de vitaminas, microtoxinas na ração, dietas de alta densidade ou problemas abdominais. Alguns especialistas culpam os sistemas de confinamento na criação intensiva – as porcas gastam uma grande porcentagem de suas vidas em caixas de gestação e parto que não permitem que elas se movimentem. Práticas “modernas” de criação também têm sido sugeridas como um fator causal.

A Indústria de criação se recusa a comentar a acusação, mas alguns reconheceram que estão tendo que lidar com a questão. “É um tópico em nossas reuniões, tanto nos corredores quanto nas salas de reunião”, disse Tom Burkgren, diretor executivo da Associação Americana de Veterinários Suínos, um grupo referência para veterinários em todo o país.

Estima-se que 97% dos 73 milhões de porcos dos EUA sejam criados em ambientes isolados e fechados ou em operações de alimentação em confinamento, condições cruéis. Nesses sistemas, as porcas geralmente vivem a maior parte de suas vidas em caixas de gestação ou parto que não permitem que elas se levantem ou se virem. Nessas condições, a porca dá em média a luz a 23 leitões por ano – ou dez por ninhada. Depois de duas a quatro ninhadas, a maioria das porcas tende a ser substituída por fêmeas mais jovens que podem produzir filhotes a uma taxa mais alta.

A indústria de reprodução forçada e intensiva está colhendo as consequências de suas atividades. Segundo especialistas, um dos efeitos de selecionar os animais pelos mais férteis é uma tendência a claudicância.

No final dos anos 80, os porcos eram criados com três características em mente: ganho de peso rápido, pouca gordura nas costas e um grande lombo. Agora, eles estão criando as porcas para produzir muitos bebês. Porém, chega um ponto em que esse sistema foi longe demais.

Porcas pastando ao ar livre | Foto: Nyman Ranch

Porcas pastando ao ar livre | Foto: Nyman Ranch

“Nós construímos uma contradição nesses animais”, explica Leah Garces, diretora da Compassion in World Farming (Compaixão na Criação Mundial de Animais). “Nas últimas décadas, as porcas foram criadas para ter menos gordura nas costas – porque não é interessante para o comércio que elas tenham tanta gordura – mas agora é esperado que elas produzam mais e mais bebês. E isso não é biologicamente possível; seus ossos são fracos e eles não têm gordura suficiente para suportar o processo reprodutivo. Nós os criamos e modificamos até o limite e as mortes entre esses animais está nos dizendo isso.”

O ideal seria jamais escravizar ou explorar os animais mas quando os porcos eram criados em uma escala menor, talvez de 200 a 300 de cada vez, e permitindo que eles passassem um tempo fora do cativeiro, tendo comportamentos que são típicos de porcos, como chafurdar na lama e construir ninhos de palha, o diretor afirma que as mortes eram em muito menos quantidade. Mas criados desta forma, os porcos produzem apenas cerca de metade dos descendentes por ano do que nos sistemas industriais.

Um sistema especista que dita as regras de acordo com a ambição e o lucro assassina animais inocentes anualmente, animais capazes de sentir, dotados de inteligência e conscientes de tudo o que lhes acontecem, morrem enclausurados, muitas vezes sem jamais terem conhecido a liberdade.

Tartarugas e botos-cinza são encontrados mortos em praias de Sergipe

Dois botos-cinza e três tartarugas da espécie oliva foram encontrados mortos em praias da Região Metropolitana de Aracaju, em Sergipe, no último final de semana.

(Foto: Fundação Mamíferos Aquáticos)

Os animais marinhos foram encontrados nas praias do Atalaia, na Zona Sul de Aracaju, e do Jatobá, na Barra dos Coqueiros. Eles estavam em estado considerável de decomposição, o que dificulta a descoberta da causa da morte. As informações são do portal Infonet.

A Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) suspeita que os animais tenham morrido após ficarem presos em redes de pesca. A morte de tartarugas-oliva em Sergipe é considerada recorrente.

“Estavam em idade adulta e situação corporal boa, então possivelmente foi isso. Os botos-cinza são residentes da costa e dos estuários. Não é comum encontrá-los mortos. Precisamos identificar o que está acontecendo. Dos que morreram no sábado, podemos afirmar que foi por conta da interação com rede de pesca, por causa das marcas no corpo”, explicou o médico veterinário e coordenador de monitoramento de praias da FMA, Jonathas dos Santos.

Ao encontrar um animal vivo ou morto em praias de Sergipe, a orientação é evitar tocá-los. “As pessoas nunca devem manusear, estejam vivos ou mortos, porque não sabemos que tipo de doenças eles poderão transmitir na hora”, alertou o veterinário.

Para solicitar o resgate de animais vivos ou a retirada de corpos dos que foram encontrados mortos, basta acionar a Fundação Mamíferos Aquáticos. Para ocorrências em Sergipe e na Bahia, o contato é o 0800 079 3434. Em Alagoas, o telefone é o 0800 082 3434. O contato pode ser feito ainda através do número 79 99164-0707, através de ligação ou mensagem pelo WhatsApp.

Pista de corridas volta a funcionar após a morte de 19 cavalos em menos de dois meses

Foto: Santa Anita Park

Foto: Santa Anita Park

Na segunda-feira última (25), o Santa Anita Park Horse Racing autódromo de corridas de cavalos em Arcadia, na California (EUA) fechou suas portas após a morte de nada menos que 19 cavalos nos últimos dois meses. Hoje surpreendentemente, foi dada a notícia de que a pista de corridas do parque anunciava a reabertura de suas portas o que chocou tanto ativistas pelos direitos animais como o público em geral.

O fechamento, infelizmente temporário, foi efetuado para determinar se a chuva excessiva teria sido um fator contribuinte para as mortes recentes, mas de acordo com um comunicado de imprensa divulgado esta manhã pelo Santa Anita Park, a pista principal, de uma milha no total, foi considerada “cem por cento pronta”. A questão sem resposta permanece a mesma: como a pista pode estar pronta depois de ocorrerem 19 mortes de cavalos inesperadamente?

A imprensa local informou que o fechamento foi anunciado após a égua chamada Batalha de Midway, campeã de um dos campeonatos realizados no local, ter sofrido morte por indução após uma lesão grave durante o treinamento no final de semana. Infelizmente, os veterinários determinaram que o animal teria que ser sacrificado.

Como é possível que depois de 19 mortes em um espaço de tempo tão curto – de apenas dois meses – que a pista de corrida do Santa Anita reabra tão rapidamente?

Acredita-se que a resposta esteja nos lucros gerados pela inescrupulosa indústria bilionária de exploração de cavalos em corridas por meio de apostas. A cada dia que a pista permanece fechada é contabilizado prejuízo para os investidores e eles não querem mais perder nem um tostão a que custo for. Mesmo que o de vidas inocentes.

Sem qualquer sombra de dúvida o bem-estar e a vida dos animais deve prevalecer sobre os bolsos de quem quer que seja. As mortes de cada um dos 19 cavalos precisam ser investigadas, responsabilidade atribuídas e ações tomadas para que o Hipódromo de Santa Anita responda pelo que aconteceu.

De acordo com a HorseracingWrongs, uma organização que trabalha para acabar com corridas de cavalos por meio da educação nos Estados Unidos, mais de dois mil cavalos morrem correndo ou treinando em pistas americanas anualmente.

Quantas mortes mais serão necessárias antes que a população acorde e perceba que corridas de cavalos são cruéis e deveriam estar extintas há tempos?

Enquanto aguarda-se pela resposta mais cavalos morrem em pistas onde são obrigados a correr, sem qualquer oportunidade de escolha, escravos da diversão de humanos entediados e ávidos por dinheiro.

Três tartarugas marinhas são achadas mortas em praias da PB

Tartaruga-de-pente foi achada com marcas de rede de pesca em Camboinha — Foto: Divulgação/Guarda Ambiental de Cabedelo

Três tartarugas marinhas foram encontradas mortas no Litoral paraibano, na manhã de sábado (2). Segundo a ONG Guajiru, os casos foram registrados nas praias de Intermares e Camboinha, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa.

Ainda de acordo com a ONG, somente este ano, já foram registradas cerca de 70 mortes de tartarugas marinhas no Litoral da Paraíba.

Em Camboinha foram encontradas uma tartaruga-de-pente e uma tartaruga-verde, sendo a primeira achada com marcas de rede de pesca e a segunda com amputação da nadadeira.

Em Intermares, também foi encontrada uma tartaruga da espécie verde, já em estado avançado de decomposição, conforme a ambientalista e presidente da ONG Guajiru, Rita Mascarenhas.

As tartarugas foram retiradas do local, com auxílio da Guarda Ambiental de Cabedelo, para passarem por uma análise e serem enterradas.

Fonte: G1

Filhotes de saruê são resgatados após morte da mãe em Minas Gerais

Seis filhotes de saruê foram resgatados após a mãe deles morrer. Eles foram retirados de dentro da bolsa da fêmea adulta, na terça-feira (26), pelo Corpo de Bombeiros, em Montes Claros (MG). A morte ocorreu devido a uma briga com uma gata, que também não sobreviveu. Os filhotes foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação.

“O morador da residência, no bairro Planalto, nos chamou quando encontrou a gata morta. No primeiro momento, os familiares chegaram a pensar em envenenamento. Mas depois encontraram a fêmea saruê morta e, aí, queriam orientação quanto aos filhotes que estavam vivos na bolsa materna. A gata também estava recém parida e a gente acredita que as agressões aconteceram justamente por territorialismo e defesa dos animais”, explicou ao G1 o sargento Diego Soares Dias.

Na quarta-feira (27), o Cetas informou que os filhotes estão saudáveis. Eles estão sendo alimentados através de seringas. Os filhotes da gata ficaram sob a responsabilidade do morador da casa.

A veterinária do Cetas explicou que as fêmeas de saruê carregam os filhotes nas bolsas por até três meses.

“As fêmeas têm bolsas externas que carregam filhotes, como cangurus, que são mais conhecidos. As mamas ficam dentro destas bolsas e os filhotes ficam sob cuidado da fêmea por até três meses ou enquanto criam resistência ao ambiente. No Cetas, todo manejo é feito de forma que os filhotes se tornem independentes para voltarem ao habitat deles. Começamos com a mamadeira, depois as frutas, até chegarmos a pedaços de carne, já que são onívoros e se alimentam de quase tudo”, disse a veterinária Osmarina Aparecida Souza Santos.

Saruês são animais silvestres. Os filhotes da espécie têm entre quatro e seis centímetros de comprimento. “Com os desmatamentos, queimadas, cada vez mais a espécie tem deixado a natureza e se adaptado ao ambiente urbano onde encontra comida mais facilmente”, concluiu.

Incêndio atinge área de proteção ambiental e mata animais na Bahia

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de proteção ambiental na zona rural de Eunápolis, na Bahia, na noite de terça-feira (26). Os bombeiros foram acionados e levaram quatro horas para apagar o fogo.

Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz

A Secretaria do Meio Ambiente do município afirmou que as chamas tiveram início na localidade de Ponto do Maneca e destruíram árvores de grande porte, atingiram a nascente do Córrego do Onça e mataram animais queimados, como tatus, macacos e aves.

As casas de moradores da região não foram atingidas por pouco. As causas do incêndio ainda são investigadas. As informações são do portal G1.

Outro caso

Em Trancoso, distrito de Porto Seguro, também na Bahia, um incêndio em uma área de mata se estende por alguns dias. Oitenta quilômetros de vegetação já foram queimadas, segundo estimativas do Corpo de Bombeiros.

O Vale dos Búfalos foi devastado pelo incêndio, assim como trechos de mata fechada. Brigadistas e bombeiros de várias cidades tentam combater as chamas.

No domingo (24), um bicho-preguiça foi resgatado na região ao tentar fugir do incêndio.

Animais são mortos e tutores suspeitam de envenenamento em MS

Animais foram mortos no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que eles tenham sido envenenados.

Charles (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Na última sexta-feira (15), um cachorro e uma gata tutelados pela pedagoga Adriana Cavalcante, de 21 anos, morreram. A tutora encontrou a gata Julieta babando e tremendo. O animal morreu minutos depois. “Foi tudo muito rápido”, lamentou. Logo depois, o cão Charles apresentou os mesmos sintomas e também morreu. “É muito triste! E está acontecendo com meus vizinhos”, comentou. As informações são do Correio do Estado.

A cadela Gordinha, tutelada por uma auxiliar administrativa de 31 anos que preferiu não ser identificada, também foi uma das vítimas. A cadela foi levada ao veterinário passando mal, mas não resistiu. Gordinha vivia com a família há mais de três anos. “É lamentável! Ela fazia parte da casa. Estamos muito tristes”, disse.

Gordinha (Foto: Arquivo Pessoal / Correio do Estado)

“Minha cachorra quase não saía de casa, quase não latia. Não sei quem está se sentindo incomodado para fazer um absurdo desses”, lamentou a tutora.

Os dois casos foram registrados na avenida Manoel Ferreira e em todos eles foi encontrada uma substância rosa próximo ao local em que os animais morreram.

Uma clínica veterinária na região, que atendeu quatro animais com sintomas semelhantes, que apesar dos esforços, morreram, fez uma publicação através das redes sociais para alertar sobre as mortes. Os veterinários perceberam que está sendo utilizada carne crua com veneno para matar os animais.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil. Não há suspeitos de cometer os crimes até o momento.

Julieta (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Número de animais mortos sobe para 36 em Alta Floresta (MT)

O número de animais encontrados mortos, com sinais de envenenamento, em Alta Floresta, no Mato Grosso, subiu de 33 para 36 nos últimos dias. As mortes começaram a ser registradas no dia 10 de janeiro. De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Exame vai indicar causa da morte de animal encontrado morto (Foto: ONG Amamos Animais/ Divulgação)

Amostras foram colhidas de um dos animais e enviadas para análise. Até o momento, a causa das mortes não havia sido confirmada devido a problemas em um equipamento da Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense de Cuiabá, que realiza o exame toxicológico. Após manutenção, o aparelho voltou a funcionar e o resultado da análise deve estar pronto nos próximos dias. As informações são do portal G1.

Oito boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil. Em um deles, uma moradora afirma que 15 cachorros foram encontrados mortos em apenas um bairro.

O grupo Animais está oferecendo recompensa de R$ 1,2 mil para informações precisas sobre o responsável por matar os animais. Além disso, mais R$ 2 mil está sendo dado por um empresário que se comoveu com o caso.

Tutores alegam que cães morreram após comerem enlatados da Hill’s Pet Nutrition

Após avisos de recalls voluntários compartilhados pela Hill’s Pet Nutrition , que produz a popular sub-marca Science Diet, tutores de  animais afirmam que seus cães faleceram após consumir certos produtos enlatados para cães da empresa.

Caitlin Gibson, redatora do Washington Post, é uma das tutores e twittou a trágica notícia da morte de seu cão na última segunda-feira (4).

“Tutores de cães: Se você alimenta seu filhote Hill, por favor verifique cuidadosamente este aviso de recall. Minha amada menina morreu depois de comer este alimento com prescrição afetada, exibindo todos os sintomas de envenenamento por vitamina D”, ela escreveu, incluindo um link para o anúncio do recall da Hill.

De acordo com veterinários, o excesso de vitamina D aumenta os níveis de cálcio, que prejudicam os rins dos cães.

A Hill’s disse que “identificou e isolou o erro do fornecedor” que envolvia um determinado mix de vitaminas e implementou testes adicionais.

Outras marcas emitiram recalls semelhantes nos últimos dois meses para alimentos para cães com níveis altos ou potencialmente elevados de vitamina D, como a Rio Columbia, a Kroger Co., a King Soopers, a ANF Pet, a Sunshine Mills, a Lidl, a Nutrisca, a Elm Pet Foods.

A Hill’s disse: “Não temos conhecimento de nenhum link para um recall anterior de produtos”.

No dia 31 de janeiro ela também se manifestou: “Estamos recolhendo voluntariamente  um conjunto específico de produtos alimentares para cães. Por favor, visite o link para obter uma lista detalhada de produtos recuperados e mais informações”.

 

O primeiro post foi seguido com um aviso de que a lista havia sido atualizada, cerca de 10 horas depois, com o mesmo link para verificar se a comida enlatada para cães estava na lista.

Uma outra tutora, Laura Eff, também twittou compartilhando sua tristeza.

“Minha cadela de 4 anos estava comendo isso por uma semana antes de morrer”, escreveu Eff, incluindo uma foto do fundo da comida de cachorro enlatada de Hill, mostrando a data de validade para outubro de 2020.

“Ela fez exames de sangue normais na sexta-feira. Ela comeu sua comida no sábado. Quando seu fígado estava falhando, seus rins falharam. Sexta-feira morreu de um ataque cardíaco. Ela acabara de sentir dores de estômago. Isso a matou”.

Um porta-voz da Hill’s chamou o post de “desolador” e compartilhou que seu cão também havia sido afetado.

Hohenhaus disse que os tutores preocupados com os seus cães que podem ter consumido uma quantidade perigosa de vitamina D devem estar atento para um aumento na frequência com que bebem água e urinam.

Em seu aviso de recall, atualizado pela última vez em 31 de janeiro, Hill’s disse: “Embora a vitamina D seja um nutriente essencial para os cães, a ingestão de níveis elevados pode levar a problemas de saúde dependendo do nível de vitamina D e da duração da exposição, e os cães podem apresentar sintomas como vômitos, perda de apetite, aumento da sede, aumento da micção, baba excessiva e perda de peso. A vitamina D, quando consumida em níveis muito altos, pode levar a sérios problemas de saúde em cães, incluindo disfunção renal.

“Pais de cães que consumiram qualquer um dos produtos listados e estão exibindo qualquer um desses sintomas devem entrar em contato com seu veterinário. Na maioria dos casos, a recuperação completa é esperada após a descontinuação da alimentação”.

O recall inclui 675 mil caixas de alimentos enlatados, o que equivale a menos de quatro por cento das vendas anuais da Hill nos EUA, informou a empresa.

“É simples o suficiente para confirmar altos níveis de vitamina D com um exame de sangue, disse Hohenhaus, e existem medicamentos disponíveis para livrar o excesso de cálcio do seu cão”.

“Até agora, eu não ouvi falar de um grande número de cães impactados neste recall”, disse Hohenhaus. “Mas às vezes as coisas começam pequenas e ficam maiores, então fique atento e confira seus rótulos” .

O recall de Hill é apenas de comida úmida, mas um recall maior no primeiro poço seco começou em novembro.

Muitas marcas produzidas por um único fabricante foram recolhidas nos últimos dois meses, de acordo com a FDA, que disse que não pode divulgar qual é o fabricante, mas que a agência estava trabalhando para compilar uma lista abrangente de marcas que foram afetadas.

“A FDA não é autorizada a divulgar o nome do fabricante contratado porque é uma informação comercial confidencial protegida”, disse um porta-voz da agência.

“Uma empresa pode optar por revelar voluntariamente seu fabricante contratado, mas a FDA não tem a liberdade de fazer isso por eles.”

“Em alguns dos alimentos recuperados foram encontrados até 70 vezes mais a quantidade normal de vitamina D, o que poderia levar à insuficiência renal ou morte em cães”, disse o FDA.

Número de ursos-pardos mortos bate recorde e revolta conservacionistas

Foto: Pixabay

Há poucos dias, o Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, foi o palco de uma descoberta incrível e animadora: uma proteína vegana foi encontrada em uma fonte termal vulcânica do complexo. Mas as notícias sobre vida selvagem são tristes e alarmantes: o número de morte de ursos-pardos bateu um novo recorde.

Grupos de conservação pediram na última terça-feira (5) ao Interagency Grizzly Bear Committee’s Yellowstone Ecosystem Subcommittee para atualizar em 10 o relatório sobre o  urso pardo e a prevenção de conflitos. A iniciativa acorre após um número recorde de ursos que foram mortos no ano passado.

Na carta enviada ao comitê, os seis grupos explicaram que o relatório de 2009 está desatualizado e em grande parte não implementado. As organizações pediram que a comissão desenvolva recomendações adicionais para evitar conflitos entre ursos, humanos e gados.

O Sierra Club, o Centro para a Diversidade Biológica, a Humane Society dos Estados Unidos, WildEarth Guardians , Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e Wyoming Wildlife Advocates citaram as 65 mortes de ursos pardos em 2018 e a falta de implementação de medidas de prevenção não letais.

“Centenas de urso-pardos da região de Yellowstone morreram desnecessariamente apenas nos últimos anos”, disse Bonnie Rice, representante Sênior da campanha Our Wild America, do Sierra Club, em um comunicado.

“Existem muitas maneiras eficazes de evitar conflitos e nossas agências estaduais e federais precisam fazer mais. A população de ursos isolados de Yellowstone ainda é vulnerável, e medidas de prevenção de conflitos mais fortes devem ser implementadas em toda a região para promover a coexistência e manter os ursos, pessoas e propriedades seguras”. As informações são do World Animal News.

Foto: Pixabay

A carta enfatizava a urgência de o comitê agir antes da temporada de caça deste ano, quando a maioria dos conflitos acontecem. Segundo relatos do Serviço Geológico dos EUA , cerca de 250 ursos-pardos morreram em Yellowstone desde 2015. Quase todas as mortes foram relacionadas a seres humanos.

Especificamente, os grupos pediram ao subcomitê para atualizar o relatório de mortalidade e conflitos de 2009 e preparar um relatório detalhado sobre o progresso da equipe de revisão com as recomendações de prevenção de conflitos.

“Este relatório de conflito antiquado é ineficaz e não faz quase nada para impedir a morte dos amados ursos de Yellowstone”, disse Andrea Santarsiere, advogada do Centro de Diversidade Biológica.

“Se medidas não letais não forem implementadas imediatamente, mais animais morrerão desnecessariamente.”

“É crucial que acabemos com as mortes desses icônicos ursos”, disse Taylor Jones, defensor de espécies ameaçadas de extinção do WildEarth Guardians.

“Atualizar a ciência e estabelecer melhores práticas para a coexistência não-letal é fundamental para a sobrevivência da população de ursos-pardos dos parques de Yellowstone.”

“As taxas de mortalidade de ursos pardos nos últimos anos revelaram uma tendência profundamente perturbadora. Muitos ursos estão morrendo e chegou a hora de os administradores e as comunidades se comprometerem seriamente com os métodos mais eficazes de prevenção de conflitos”, disse Kristin Combs, do Wyoming Wildlife Advocates.

“O primeiro passo nesse caminho é que as agências atualizem este relatório. A prevenção de conflitos é o caminho a seguir”.