Mudança climática pode causar o aumento dos níveis de mercúrio tóxico no mar e nos peixes

Foto: Getty

Foto: Getty

A mudança climática pode aumentar os níveis de mercúrio tóxico do mar, impactando também em peixes como bacalhau e atum, alertaram cientistas.

Cerca de quatro quintos do mercúrio que chega a atmosfera por causas naturais e humanas, como a queima de carvão, acabam no oceano. Laá ele é então convertido por organismos minúsculos em uma forma orgânica particularmente perigosa conhecida como metilmercúrio.

Como pequenas criaturas são comidas por outras maiores, o mercúrio se torna mais concentrado na cadeia alimentar.

À medida que os mares aquecem, peixes como o bacalhau estão usando mais energia para nadar, o que requer mais calorias – então eles estão comendo mais e armazenando mais da toxina por consequência.

O metilmercúrio pode afetar as funções cerebrais em humanos. As crianças podem estar especialmente expostas à exposição ao mercúrio derivado de peixes, enquanto seus cérebros e sistemas nervosos estão se desenvolvendo no útero.

Embora a regulamentação para reduzir as emissões de mercúrio esteja levando a uma diminuição nas concentrações da toxina nos peixes, prevê-se que a elevação das temperaturas oceânicas devido à mudança climática aumente novamente.

Os pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas Harvard John A. Paulson e da Escola de Saúde Pública de Harvard T H Chan criaram modelos com as mudanças nas emissões de mercúrio.

Sua modelagem computacional prevê um aumento de 1ºC na temperatura da água do mar em comparação com o aquecimento em 2000, o que levaria a um aumento de 32% nos níveis de metilmercúrio no bacalhau e 70% no cação espinhosa.

Mesmo com um decréscimo de 20% no metilmercúrio na água do mar como consequência da redução nas emissões, um aumento de temperatura de 1C levaria a aumentos de 10% dos níveis no bacalhau e de 20% nos cações espinhosos, disseram os pesquisadores.

Eles também analisaram os efeitos do recente aquecimento oceânico de uma baixa em 1969 sobre as concentrações de mercúrio no atum rabilho do Atlântico e descobriram que isso poderia contribuir para um aumento estimado de 56% nos níveis das espécies.

Mudanças na dieta de espécies, incluindo bacalhau e cação espinhoso como resultado da sobrepesca de suas fontes de alimento, como o arenque, também podem afetar quanto metilmercúrio eles estão consumindo e armazenando em seus corpos.

Os pesquisadores analisaram os impactos da sobrepesca que modificam o que os principais predadores comem, como a redução do número de peixes que comem bacalhaus. Seu estudo, baseado em três décadas de dados de peixes e água do mar do Golfo do Maine, foi publicado na revista Nature.

As concentrações da toxina no bacalhau aumentaram em até 23% entre as décadas de 1970 e 2000, como resultado de mudanças na dieta iniciadas pela sobrepesca e, em seguida, uma recuperação das populações de arenque, dizem os cientistas.

Cerca de até 17 a cada 1.000 crianças de comunidades pesqueiras de subsistência no Brasil, Canadá, China, Colômbia e Groenlândia sofreram comprometimento mental devido ao consumo de alimentos do mar contaminados com mercúrio, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Elsie Sunderland, uma das autoras mais importantes do estudo, disse: “Mostramos que os benefícios da redução das emissões de mercúrio se mantêm, independentemente do que mais esteja acontecendo no ecossistema”.

“Mas se quisermos continuar a tendência de reduzir a exposição ao metilmercúrio no futuro, precisamos de uma abordagem em duas frentes”.

“A mudança climática vai exacerbar a exposição humana ao metilmercúrio através da cadeia alimentar marinha, portanto, para proteger os ecossistemas e a saúde humana, precisamos regular as emissões de mercúrio e os gases do efeito estufa”.

O professor Sean Strain, da Universidade de Ulster, que não esteve envolvido na pesquisa, mas afirmou que as sugestões feitas no artigo parecem corretas.

Ele disse: “A modelagem e os cálculos parecem ser sólidos, baseados em ciência de boa qualidade, e apoiariam a sugestão dos autores de que esses aumentos modelados no metilmercúrio em bacalhau e outras espécies de peixes seriam devido à sobrepesca e ao aquecimento global”.

No entanto, ele disse que a alegação de que um aumento de 23% no mercúrio no bacalhau do Atlântico poderia ser uma ameaça à saúde humana era contestável.

O Dr. Emeir McSorley, também da Universidade de Ulster e não envolvido na pesquisa, disse: “As mães nas Seychelles são expostas a concentrações de metilmercúrio pelo menos 10 a 100 vezes maiores que as que consomem peixes nos países ocidentais e ainda não encontramos associações adversas de metilmercúrio com neurodesenvolvimento em três gerações mãe-filho.

“De fato, as crianças nascidas de mães com as maiores exposições a metilmercúrio estavam realizando alguns testes de desenvolvimento melhor do que aquelas nascidas de mães expostas a metilmercúrio inferior. Nós interpretamos essas descobertas como indicando que os benefícios do consumo de peixe durante a gravidez superaram quaisquer riscos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Relatório revela que a civilização humana pode chegar ao fim em 2050

Foto: Maja Hitij/Getty Images

Foto: Maja Hitij/Getty Images

A civilização humana como a conhecemos pode já ter entrado em suas últimas décadas, adverte um novo e preocupante relatório que analisa o provável futuro da habitabilidade do planeta.

Os impactos cada vez mais severos e graves da crise climática, combinados com a falta de ação para enfrentá-la, estão empurrando o planeta para uma situação cada vez mais caótica que pode sobrecarregar as sociedades em todo o mundo, afirmam os autores do relatório.

O artigo, produzido pelo think tank de Melbourne, o Breakthrough National Center for Climate Restoration, é apresentado pelo ex-chefe das Forças de Defesa Australianas e pelo almirante aposentado da Marinha australiana, Chris Barrie.

Em sua introdução, ele diz que os autores do relatório “revelaram a verdade nua e crua sobre a situação limite em que os humanos e o nosso planeta estão, apresentando um quadro perturbador da possibilidade real de que a vida humana na Terra possa estar em extinção, da maneira mais horrível, segundo o Independent.

O documento argumenta que “a mudança climática representa agora uma ameaça existencial de curto e médio prazo para a civilização humana”, e pede uma reavaliação na forma como os governos respondem a cenários climáticos estimados para levarem as projeções das piores possibilidades mais a sério.

O relatório também argumenta que os impactos nocivos da crise do clima, como a crescente escassez de alimentos e água, serão um catalisador das instabilidades sócio-políticas existentes para acelerar a desordem e o conflito nas próximas três décadas.

Para preparar-se para esse impacto, o relatório pede uma revisão na gestão de risco dos países “que precisa ser fundamentalmente diferente da prática convencional”.

“Ela (gestão de risco) teria que se concentrar nas possibilidades sem precedentes dos piores cenários possíveis, em vez de avaliar as probabilidades “do meio do caminho” com base na experiência histórica da humanidade”.

A pesquisa foi de autoria de David Spratt, diretor de pesquisa da Breakthrough, e Ian Dunlop, ex-executivo da indústria internacional de petróleo, gás e carvão, que trabalhou para a Royal Dutch Shell e foi presidente da Australian Coal Association.

O artigo oferece o que eles dizem ser um cenário plausível que fornece “um vislumbre de um mundo de caos total”.

Com base na falta de uma ação global significativa para extinguir rapidamente todas as emissões de gases de efeito estufa na próxima década, os autores esboçam um cenário em que as emissões globais atingem o pico em 2030.

Neste caso, usando vários estudos existentes, eles apresentam uma hipótese em que as temperaturas globais médias podem chegar a 3ºC acima dos níveis pré-industriais até 2050.

O efeito disso seria perceber o cenário “Terra pós efeito-estufa”, no qual o planeta estaria caminhando para pelo menos outro grau de aquecimento.

O gelo do mar em efeito reflexivo derreteria, aquecendo mais os oceanos e elevando os níveis do mar rapidamente. Haveria “perda generalizada de permafrost (pergelissolo, tipo de solo encontrado no Ártico) e seca com perda florestal (ressecamento das árvores até a morte) da Amazônia em larga escala”.

O artigo diz: “A desestabilização do Jet Stream (correntes de ar sinuosas, estreitas e de fluxo rápido nas atmosferas de alguns planetas, incluindo a Terra) afetou significativamente a intensidade e distribuição geográfica das monções da Ásia e da África Ocidental e, juntamente com a desaceleração adicional da corrente do Golfo, está interferindo nos sistemas de suporte à vida na Europa.

“A América do Norte sofrerá (neste cenário) de extremos climáticos devastadores, o que inclui incêndios florestais, ondas de calor, secas e inundações. As monções de verão na China teriam fracassado, e a água fluirá para os grandes rios da Ásia que serão severamente reduzidos pela perda de mais de um terço da camada de gelo do Himalaia.

“A perda glacial chegará a 70% nos Andes e a chuva no México e na América Central cairá pela metade.” Este cenário também colocaria o mundo no caminho para 5ºC de aquecimento até 2100.

O documento observa que os cientistas já alertaram que o aquecimento da 4°C é incompatível com uma comunidade global organizada, seria devastador para a maioria dos ecossistemas e tem uma alta probabilidade de não ser estável. O Banco Mundial disse que o planeta pode estar “além da adaptação” a tais condições.

“Mesmo para o 2°C do aquecimento, mais de um bilhão de pessoas podem precisar ser realocadas e em cenários de alto impacto, a escala de destruição está além da nossa capacidade de projeção, com uma alta probabilidade de civilização humana chegar ao fim”, afirma o estudo.

Os autores dizem que “o mundo está completamente despreparado para encarar, e menos ainda, lidar com as conseqüências de uma mudança climática catastrófica”, mas também apresentam recomendações políticas que poderiam ajudar a mitigar os piores efeitos.

“Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração para um clima seguro.

“Isso seria semelhante em escala à mobilização emergencial realizada na Segunda Guerra Mundial”.

O almirante Barrie acrescentou: “Um futuro previsto no “juízo final” não é inevitável. Mas sem uma tomada de ação drástica e imediata, nossos prospectos são os piores. Nós devemos agir coletivamente. Precisamos de uma liderança forte e determinada no governo, nos negócios e em nossas comunidades para garantir um futuro sustentável para toda a humanidade”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Onda de calor leva macacos à morte enquanto as temperaturas batem recordes na região

Foto: AFP

Foto: AFP

Um grupo de 15 macacos morreu de suspeita de insolação na Índia, vítimas das temperaturas escaldantes, que já duram mais de uma semana, atingem um número crescente de pessoas e animais, segundo a imprensa local.

Diversas áreas do país têm sofrido com o mormaço e o mal-estar causado pelas temperaturas que subiram para mais de 50°C no estado do Rajastão na Índia.

Os macacos morreram na floresta de Joshi Baba, no estado de Madhya Pradesh, onde o termômetro atingiu 46°C.

O policial florestal do distrito, P. N. Mishra, disse que os primatas teriam lutado com uma tropa rival pelo acesso a uma fonte de água.

“Isso é raro e estranho, já que os macacos herbívoros não são dados a tais conflitos”, disse Mishra à rede NDTV.

“Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a suspeita de conflito entre grupos de macacos por causa da água, o que levou à morte de 15 macacos de um grupo forte de 30 a 35 macacos que viviam nas cavernas”, disse Mishra.

“Certos grupos de macacos que são mais numerosos e dominam essa parte da região em particular podem ter afugentado o pequeno grupo que estava em busca de água”, disse Mishra.

Uma autópsia revelou que a insolação provavelmente causou as mortes.

Também foi relatado que os tigres estão se mudando das reservas florestais para as aldeias em busca de água, causando alertas e preocupação.

As temperaturas atingiram 50,3°C na cidade de Churu, no Rajastão, na semana passada, perto do recorde da Índia de 51°C graus.

A onda de calor expôs a queda dos níveis de água em reservatórios subterrâneos, uma série de mortes humanas também foi relatada.

No estado de Jharkhand, um homem esfaqueou seis pessoas depois que ele foi impedido de encher outros barris de água em um tanque público, informou a imprensa no sábado.

Na sexta-feira, um homem de 33 anos morreu após uma briga semelhante no estado de Tamil Nadu.

A península indiana sofreu uma drástica mudança nos padrões de precipitação (chuvas) na última década, marcada por frequentes secas, inundações e tempestades súbitas, especialistas aventam a possibilidade da mudança climática estar afetando o equilíbrio da região.

No estado de Uttar Pradesh, 26 pessoas morreram após tempestades de poeira, chuvas e relâmpagos que atingiram as planícies do norte na quinta-feira, disseram autoridades.

Kerala, no sul, recebeu uma pausa do calor no sábado, depois que as chuvas anuais de monção chegaram, mais de uma semana depois do esperado, causando desequilíbrio.

Tanto os agricultores do sul da Ásia como os animais da região dependem da estação de monções de quatro meses devido à falta de fontes alternativas de irrigação.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Imprensa internacional noticia aumento do desmatamento na Amazonia

Reuters/Nacho Doce

Reuters/Nacho Doce

O desmatamento na Amazônia aumentou em 20% no ano passado, revelam informações da entidade ambientalista Imazon, que não possui ligação com governo e monitora a floresta tropical há duas décadas, informa o jornal inglês The Independent.

A extração descontrolada de madeira e a invasão de terras foram atribuídas pelos analistas como responsáveis por grande parte da perda, algumas das quais ocorreram em áreas protegidas e reservas indígenas.

O grupo ambientalista afirmou que imagens de satélite mostraram que a região perdeu 2.169 km² de florestas entre agosto e abril. Este número corresponde a 1,807 km² perdidos a mais em relação ao mesmo período do ano anterior.

O ano-base de monitoramento do grupo começa em agosto, para coincidir com a estação seca do Brasil, quando as taxas de extração são geralmente mais altas.

O presidente do país, Jair Bolsonaro, e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, questionaram a realidade da mudança climática e falaram a favor da expansão da mineração e da agricultura industrial na Amazônia e em áreas protegidas.

Ambos os políticos acreditam que as leis ambientais e os grupos ativistas freqüentemente trabalham para impedir o potencial econômico do Brasil.

Salles disse no início do mês que queria reformar o Fundo Amazônia, uma iniciativa criada para conter o desmatamento em uma área de quase sete milhões de quilômetros quadrados.

O ministro agendou uma reunião com representantes dos governos alemão e norueguês, dois dos principais contribuintes do fundo, esta semana.

Salles disse que seu ministério revisou 103 contratos concedidos pelo fundo a grupos sem fins lucrativos, cerca de um terço de todos os contratos assinados desde o seu lançamento em 2008. Ele disse que a investigação encontrou “irregularidades” em todos os 103 contratos, mas ele não deu quaisquer casos específicos, citando cláusulas de confidencialidade até revisão pelos auditores.

Ele reiterou sua intenção de “sacudir” o fundo apertando regras e a supervisão sobre a alocação de contratos e a escolha de projetos que possam obter financiamento, em uma recente entrevista à TV Globo.

“Queremos melhores resultados para reverter o aumento do desmatamento”, disse Salles, acrescentando que queria resultados “mensuráveis” e um “retorno sobre o investimento”.

Ele não pôde dar mais detalhes sobre as mudanças propostas pelo ministério antes de discuti-las com a Noruega e a Alemanha, disse ele. A estatal brasileira de petróleo, a Petrobras, é o terceiro maior contribuinte do fundo.

O fundo foi criado para receber doações para ajudar a prevenir, monitorar e combater o desmatamento na floresta amazônica, uma vasta área rica em biodiversidade e cuja preservação é vista como essencial para conter a mudança climática.

Apenas a rebelião pode evitar um apocalipse ecológico

"A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário dos mais ricos que podem entrar em desespero, elas são forçadas a responder de maneiras práticas | Foto: Guillem Sartorio/AFP/Getty Images

“A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário dos mais ricos que podem entrar em desespero, elas são forçadas a responder de maneiras práticas | Foto: Guillem Sartorio/AFP/Getty Images

Por George Monbiot*

Se a raça humana tivesse se esforçado tanto para evitar a catástrofe ambiental quanto inventa desculpas pela sua falta de ação, a questão já estaria resolvida. Em diversos locais pelo mundo, há pessoas envolvidas em tentativas furiosas de se defender do desafio moral que o assunto representa.

A desculpa mais comum atualmente é a seguinte: “Aposto que os manifestantes têm telefones/viajam de férias/usam sapatos de couro”. Em outras palavras, não vamos ouvir ninguém a não ser que viva nu em um barril, subsistindo apenas em águas sujas. Claro que se você está vivendo nu em um barril, vamos dispensá-lo também, porque você é um hippie esquisito. Ou seja, todos os mensageiros e toda mensagem que eles carregam são desqualificados com base em impureza ou pureza por quem realmente tem o poder de fazer alguma coisa.

À medida que a crise ambiental ganha velocidade, e com movimentos de protesto como YouthStrike4Climate e Extinction Rebellion tornam mais difícil não ver o que enfrentamos, as pessoas descobrem meios mais inventivos de fechar os olhos e negar a responsabilidade. Subjacente a essas desculpas está uma crença profundamente arraigada de que, se realmente estivermos em apuros, alguém em algum lugar virá em nosso socorro: “eles” não deixarão isso acontecer. Mas não há eles, apenas nós.

A classe política, como qualquer um que acompanhou seu progresso nos últimos três anos, pode certamente ver agora: é caótica, pouco disposta e, isolada e estrategicamente incapaz de enfrentar crises de curto prazo, muito menos uma vasta situação existencial. No entanto, prevalece uma ingenuidade generalizada e intencional: a crença de que votar é a única ação política necessária para mudar um sistema. A menos que seja acompanhado pelo poder concentrado de protesto – articulando demandas precisas e criando espaço no qual novas facções políticas possam crescer – a votação, embora essencial, permanece um instrumento contundente e fraco.

A mídia, com poucas exceções, é declaradamente hostil ao assunto. Mesmo quando as emissoras cobrem essas questões, elas evitam cuidadosamente qualquer menção ao poder, falando sobre o colapso ambiental como se ele fosse movido por forças passivas e misteriosas e propondo correções microscópicas para problemas estruturais vastos. A série Blue Planet Live da BBC exemplificou bem essa tendência.

Aqueles que governam a nação e moldam o discurso público não podem ser confiados com a preservação da vida na Terra. Não há autoridade benigna nos preservando de danos. Ninguém esta vindo para nos salvar. Nenhum de nós pode justificadamente evitar o chamado para nos unirmos em prol de nossa salvação.

Protesto em Londres contra a moda descartável e ao desperdício de materiais | Foto: Yui Mok/PA

Protesto em Londres contra a moda descartável e ao desperdício de materiais | Foto: Yui Mok/PA

Eu vejo o desespero como outro tipo de recusa. Ao ignorar as calamidades que um dia poderiam nos afligir, nós as disfarçamos e as distanciamos, convertendo escolhas concretas num pavor indecifrável. Podemos nos livrar da responsabilidade moral alegando que já é tarde demais para agir, mas ao fazê-lo condenamos os outros à destituição ou à morte. A catástrofe aflige as pessoas agora e, ao contrário daquelas que vivem na riqueza e ainda podem se dar ao luxo de mergulhar em desespero, outras são forçadas a reagir de maneira prática. Em Moçambique, Zimbábue e Malauí, que foram devastados pelo Ciclone Idai, na Síria, Líbia e Iêmen, onde o caos climático contribuiu para a guerra civil, na Guatemala, Honduras e El Salvador, onde a quebra da safra, a seca e o colapso da pesca tiraram as pessoas de suas casas, o desespero não é uma opção. Nossa falta de ação os forçou a agir, pois eles tem que lidar com circunstâncias terríveis causadas principalmente pelo consumo do mundo dos ricos. Os cristãos estão certos: o desespero é um pecado.

Como o autor Jeremy Lent aponta em um ensaio recente, com certeza já é quase tarde demais para salvar algumas das grandes maravilhas do mundo, como os recifes de corais e as borboletas-monarca. Também pode ser tarde demais para impedir que muitas das pessoas mais vulneráveis no planeta percam suas casas. Mas, ele argumenta, a cada incremento de aquecimento global, a cada aumento no consumo de recursos materiais, teremos que aceitar perdas ainda maiores, muitas das quais ainda podem ser evitadas através de transformações radicais.

Toda transformação não-linear da história pegou as pessoas de surpresa. Como Alexei Yurchak explica em seu livro sobre o colapso da União Soviética – Tudo era Eterno, Até Não Fica Mais – os sistemas parecem imutáveis até que de repente se desintegram. Assim que o fazem, a desintegração parece retrospectivamente inevitável. Nosso sistema – caracterizado pelo crescimento econômico perpétuo em um planeta que não está crescendo – inevitavelmente implodirá. A única questão é se a transformação é planejada ou não planejada. Nossa tarefa é garantir que seja planejada e rápida. Precisamos conceber e construir um novo sistema baseado no princípio de que toda geração, em todo lugar, tem o mesmo direito de desfrutar da riqueza natural.

Isso é menos assustador do que poderíamos imaginar. Como revela a pesquisa histórica de Erica Chenoweth, para que um movimento de massa pacífico seja bem-sucedido, um máximo de 3,5% da população precisa se mobilizar. Os seres humanos são mamíferos ultra-sociais, estão subliminarmente conscientes, todo o tempo, das mudanças nas correntes sociais. Quando percebemos que o status quo mudou, mudamos repentinamente de uma base de estado de ser para outro. Quando uma porcentagem de apenas 3,5% de pessoas comprometidas, mudam e manifestam essa união à demanda por um novo sistema, a avalanche social que se segue se torna irresistível. Desistir antes de chegarmos a esse limiar é pior do que o desespero: é derrotismo.

Hoje, a Rebelião de Extinção toma as ruas ao redor do mundo em defesa dos nossos sistemas de suporte à vida. Por meio de uma ação ousada, disruptiva e não-violenta, força nossa situação ambiental à agenda política. Quem são essas pessoas? Outro tipo de “eles”, que poderia nos resgatar de nossas loucuras? O sucesso dessa mobilização depende de nós. Só atingirá o limiar crítico se muitos de nós deixarem de lado a negação e o desespero e se unirem a esse movimento exuberante e proliferante. O tempo para desculpas acabou. A luta para derrubar nosso sistema de negação da vida começou.

*Traduzido por Eliane Arakaki

Políticos são pressionados a destacar os benefícios do veganismo para o planeta

O Reino Unido foi a primeira nação do mundo a declarar emergência climática e ambiental com a provação de uma moção parlamentar requerendo ações urgentes em prol do planeta.

Tendo saído na frente em reconhecer a ameaça sobre a qual a humanidade tem vivido não é de se surpreender que mais um passo seja esperando do bloco de países em relação a proteção e ajuda ao planeta.

Agora são os políticos do bloco de países que estão sendo instados a centrar o veganismo nas políticas de alimentação e agricultura depois da declaração de uma emergência climática nacional.

Uma série de pesquisas recentes mostra como a adoção de uma alimentação vegana pode reduzir o impacto ambiental de um indivíduo, incluindo a pesquisa da Universidade de Oxford, que descreveu o movimento como a “maior e mais efetiva atitude” que as pessoas poderiam fazer pelo planeta.

Agora, a Vegan Society escreveu para os principais partidos políticos, pedindo-lhes para “traduzir esse anúncio [sobre a iminente crise climática] em ação” e adotar políticas que estimulem a alimentação baseada em vegetais, além de oferecer comida vegana em cantinas do setor público e apoiar fazendeiros deixar as atividades que envolvem de animais de criação.

Cartas formais

O executivo-chefe da Vegan Society escreveu ao Partido Trabalhista, aos Democratas Liberais, ao Parlamento do Reino Unido, ao Partido Nacional Escocês e ao governo galês, afirmando que o aumento do conhecimento e a absorção de alimentos vegetais são necessários não apenas para a mitigação da mudança climática, mas também para a saúde pública. como pode aliviar a pressão no NHS.

A carta pede aos partidos políticos que deem três passos: encorajar a nação a adotar uma alimentação cada vez mais baseada em vegetais, implementar políticas para instituições do setor público, como escolas, hospitais e lares de idosos, para oferecer uma boa refeição vegana como padrão nos cardápios todos os dias. como parte de sua campanha Catering for Everyone, e fornecer ajuda financeira e prática para os agricultores que desejam se afastar de animais de criação para o cultivo de culturas vegetais para consumo humano, como parte de sua campanha Grow Green.

Dieta vegana e política

“É amplamente reconhecido que comer produtos de origem animal tem um enorme impacto ambiental, mas isso não é de forma alguma incorporado à política”, disse George Gill, executivo-chefe da Vegan Society, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A agricultura animal não tomou nenhuma atitude em relação a sua cota de emissões e está ficando cada vez mais claro que não poderemos cumprir o Acordo de Paris a menos que façamos uma mudança nacional em direção a alimentações baseadas em vegetais”.

“Estamos pedindo aos partidos políticos que cumpram suas promessas e deem um passo ousado para superar a emergência climática implementando políticas que encorajem uma alimentação realmente sustentável e baseadas em vegetais”.

Opções veganas para ser padrão

“Estamos fazendo campanha para que as opções veganas se tornem padrão em todo o setor público para garantir que haja sempre uma opção alimentar adequada para todos”, acrescentou Will Gildea, responsável por campanhas e políticas da Vegan Society.

“O governo deve também apoiar os agricultores que desejam uma agricultura sustentável ou restauração ecológica, o que ajudaria a cumprir sua promessa de dinheiro público para bens públicos.

“Em um nível individual, podemos fazer a diferença comendo uma alimentação baseada em vegetais – qualquer pessoa interessada pode se inscrever para o desafio Plate Up for the Planet de sete dias”.

Mudança climática tem maior impacto sobre a vida marinha

Vida marinha sofre os efeitos da mudança climática | Foto: Ingrid Prats/Shutterstock

Vida marinha sofre os efeitos da mudança climática | Foto: Ingrid Prats/Shutterstock

A mudança climática causou o desparecimento duas vezes mais espécies marinhas do que espécies terrestres de seus habitats, descobriu um estudo conduzido pela Universidade Rutgers.

A maior vulnerabilidade das criaturas marinhas ao calor pode impactar nas populações e espécies que já estão severamente ameaçadas de extinção por fatores diversos como perda de habitat, enredamentos, choques com embarcações e outros fatores.

O estudo é o primeiro a comparar a sensibilidade das espécies marinhas e terrestres de sangue frio ao aquecimento global e sua capacidade de encontrar refúgio do calor enquanto permanecem em seus habitats normais.

Os autores investigaram pesquisas mundiais sobre quase 400 espécies, de lagartos e peixes a aranhas. Eles calcularam as condições de segurança para 88 espécies marinhas e 294 terrestres, bem como as temperaturas mais baixas disponíveis para cada espécie durante os períodos mais quentes do ano.

“Descobrimos que, globalmente, as espécies marinhas estão sendo eliminadas de seus habitats pelo aquecimento das temperaturas duas vezes mais que as espécies terrestres”, disse o principal autor do estudo, Malin Pinsky, professor associado do Departamento de Ecologia, Evolução e Recursos Naturais da Universidade Rutgers em Nova Brunswick. “As descobertas sugerem que novos esforços de conservação serão necessários se o oceano continuar ser saqueado para o bem-estar, a nutrição e a atividade econômica humanas”.

Foto: BSAC/Reprodução

Foto: BSAC/Reprodução

Os pesquisadores descobriram que as espécies marinhas são, em média, as mais propensas a viver à beira de temperaturas perigosamente altas. Além disso, muitos animais terrestres podem se esconder do calor em florestas, áreas sombreadas ou subterrâneas, um luxo que não é possível a muitos animais marinhos.

A perda de uma população pode esgotar a diversidade genética das espécies, ter impactos em cascata sobre seus predadores e presas e alterar os ecossistemas que envolvem também a sociedade humana.

O estudo observa que as extinções antigas estavam freqüentemente concentradas em latitudes e ecossistemas específicos quando o clima mudou rapidamente.

O aquecimento futuro provavelmente desencadeará a perda de mais espécies marinhas de habitats locais e maior rotatividade de espécies no oceano.

“Compreender quais espécies e ecossistemas serão mais severamente afetados pelo aquecimento, conforme as mudanças climáticas avançam, é de fundamental importância para orientar os esforços em prol da conservação dessas populações”, conclui o estudo.

Milhares de filhotes de pinguins-imperador são exterminados pela queda de plataforma de gelo

Foto: CHRISTOPHER WALTON

Pinguins-imperadores | Foto: Christopher Walton

Milhares de filhotes da espécie pinguim-imperador afogaram-se quando a plataforma de gelo marinho no qual estavam sendo criados foi destruída pelas condições de tempo severas.

A catástrofe ocorreu em 2016 no Mar de Weddell na Antártida.

Os cientistas dizem que a colônia de pinguins que vivia na borda da Plataforma de Gelo Brunt foi atingida pela queda do enorme bloco de gelo, sendo que as aves adultas que não mostram sinais de tentar salvar população de filhotes.

Muito jovens para conseguir nadar e sem o desenvolvimento físico necessário em pelugem, os bebês pereceram.

E provavelmente seria inútil para as aves tentar qualquer esforço com um iceberg gigante prestes a destruir seu lar.

A dramática perda dos jovens pinguins imperadores é relatada por uma equipe do British Antarctic Survey (BAS).

Os drs. Peter Fretwell e Phil Trathan notaram o desaparecimento da chamada colônia Halley Bay em imagens de satélite capturadas do espaço.

É possível até mesmo a partir dos 800 km de altura ver o excremento dos animais, ou guano, no gelo branco e depois estimar o tamanho provável de qualquer estimativa de mortes.

Mas a população de Brunt, que mantinha uma taxa média de 14 a 25 mil casais reprodutores por várias décadas (5-9% da população global), desapareceu essencialmente da noite para o dia.

Os imperadores são as espécies de pinguins mais altas e pesadas e precisam de trechos confiáveis de gelo marinho para se reproduzir, e essa plataforma gelada deveria (em teoria) permanecer íntegra a partir de abril, quando as aves chegam, até dezembro, quando seus filhotes voam.

Se o gelo do mar se rompe cedo demais, os filhotes não terão conseguido ainda a pelugem certa para começar a nadar.

Isto parece ter sido o que aconteceu em 2016.

Ventos fortes erodiram o gelo marinho que havia endurecido ao lado da plataforma de gelo Brunt, normalmente mais espessa em seus veios, e eles nunca mais se reformaram adequadamente. Não em 2017, nem em 2018.

Fretwell disse: “O gelo marinho que se formou desde 2016 não tem sido tão forte como os anteriores. Os eventos de tempestades de neve que ocorrem normalmente em outubro e novembro agora vão acabar mais cedo. Portanto, houve algum tipo de mudança no regime ambiental vigente. O gelo marinho anteriormente estável e confiável se tornou agora, apenas insustentável”.

A equipe do BAS acredita que muitos pinguins adultos evitaram a reprodução nesses últimos anos ou mudaram-se para novos locais de reprodução ao longo do Mar de Weddell. Uma colônia a cerca de 50 km de distância, perto da Geleira Dawson-Lambton, notou um grande aumento em seus números.

Enquanto a humanidade se acomoda em um conformismo confortável, a crise ambiental causada pela mudança climática e consequente aquecimento das temperaturas, vem fazendo cada vez mais vítimas silenciosamente.

O planeta não suporta mais o nível de exploração e violência a que tem sido submetido pelos seres humanos e é necessário que posturas sejam revistas e atitudes urgentes tomadas, para que possamos escapar da nossa própria extinção.

Parlamento vota declaração de emergência climática e ambiental esta semana

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

Membros do parlamento votarão esta semana sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e climática após os protestos em massa sobre a inação política no enfrentamento da crise que tomaram conta das ruas de Londres nas últimas semanas.

O Partido Trabalhista forçará uma votação da Câmara dos Comuns (parlamento do Reino Unido) sobre o assunto, uma das principais demandas do movimento XR (Extinction Rebellion – Rebelião pela Extinção), cujos ativistas paralisaram partes da cidade em abril.

Jeremy Corbyn afirmar seu desejo de que outros países sigam o exemplo do parlamento do Reino Unido caso o bloco de países se torne a primeira nação do mundo a declarar uma emergência climática.

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

A ação foi apoiada pela ativista de 16 anos, Greta Thunberg, que foi indicada ao prêmio Nobel da paz por sua campanha para combater a mudança climática.

Os ativistas do grupo XR (Rebelião Contra a Extinção) estão pedindo ao governo para “dizer a verdade, declarando uma emergência climática e ecológica”, estabelecendo a necessidade de uma mudança urgente.

Corbyn elogiou “o ativismo climático inspirador que temos visto nas últimas semanas” e disse que foi um “massivo e necessário alerta para uma ação rápida e dramática”.

Como parte de seu protesto, o grupo que paralisou partes movimentadas do centro de Londres que foram ocupadas por ativistas, enquanto um pequeno grupo de ativistas do XR foi até a casa de Corbyn usando uma trava de bicicleta em uma cerca e, em seguida, colando-se a ela.

Foto: The Independent/Reprodução

Foto: The Independent/Reprodução

Corbyn disse: “Para os jovens, a emergência climática é a causa de sua geração. E nós, nas gerações mais velhas, devemos encarar isso seriamente. Temos que ter uma abordagem muito mais focada e séria em relação às mudanças climáticas e aos danos que estamos causando em nosso planeta”.

“Queremos um mundo para aqueles que são os países mais afetados e os menos culpados pelas mudanças climáticas e para os nossos jovens. Na quarta-feira, o parlamento do Reino Unido terá a chance de ser o primeiro no mundo a declarar uma emergência ambiental e climática, que, esperamos, desencadeie uma onda de ação de parlamentos e governos em todo o mundo ”.

O partido trabalhista luta para que o Reino Unido alcance emissões líquidas nulas antes de 2050, uma ambição que fica muito aquém do proposto pela Extinction Rebellion (XR) para um prazo de 2025.

A oposição apontou para números oficiais mostrando uma redução de 2% nas emissões no ano passado, sugerindo que um nível compatível com as emissões líquidas zero não seria alcançado até 2100.

A atitude do partido trabalhista foi elogiada por Thunberg, a adolescente sueca que provocou uma onda de protestos pelo combate à mudança climática em todo o mundo.

Ela disse: “Traz esperança ver um grande partido político europeu acordar e propor uma declaração de emergência climática nacional. É um importante primeiro passo porque envia um sinal claro de que estamos em crise e que as crises climáticas e ecológicas em curso devem ser a nossa prioridade. Não podemos resolver uma emergência sem tratá-la como uma emergência.

“Espero que os outros partidos políticos do Reino Unido se unam e aprovem juntos esta moção no Parlamento – e que os partidos políticos em outros países sigam o seu exemplo.”

O partido trabalhista vai usar uma moção de oposição para pressionar o parlamento a agir com urgência para evitar mais de 1,5% do aquecimento global, o que exige que as emissões mundiais caiam 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030, atingindo o zero líquido antes de 2050.

A proposta exigirá metas para o lançamento em massa de para transporte e fornecimento de energia renovável e de baixo carbono, medidas de proteção ambiental adequadamente financiadas para reverter a tendência de declínio das espécies e planos para avançar para uma economia com desperdício zero.

Mais de 100 celebridades lançam música sobre a mudança climática

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Em homenagem ao Dia da Terra, o rapper Lil Dicky se reuniu a outros cantores, atores e celebridades influentes – além de Barack Obama, para “unir suas vozes e pensamentos em prol da Terra”.

Cada celeb aparece como um animal ou planta de algum tipo; Ariana Grande é uma zebra, Snoop Dogg, naturalmente, é uma planta de maconha, Bieber é um babuíno e Cyrus é um elefante.

Kevin Hart interpreta Kanye West – Lil Dicky deixou ficar “tarde demais” para pedir que West aparecesse – e DiCaprio aparece como uma versão em CGI de si mesmo.

O A-Lister constantemente aumenta a conscientização sobre as mudanças climáticas e as atuais ameaças ao meio ambiente. Mais recentemente, ele apoiou um fundo de 150 milhões de dólares em mudanças climáticas e investiu em várias marcas veganas, incluindo Beyond Meat e Hippeas.

“Gente, todo mundo olha para o que o Leonardo DiCaprio e vê que ele está sempre lutando por alguma coisa”, diz Lil Dicky. “Porque eu sinto que esse cara sabe mais sobre a Terra e como nós estamos destruindo o planeta mais do que qualquer um.”

O vídeo “Terra” de Lil Dicky é “belíssimo e muio bem produzido”, mas, como observa a MTV, “há uma mensagem importante a ser retirada dele”. O clip aborda os incêndios na Califórnia, como o planeta está se aquecendo rapidamente e imagina um futuro poluído e coberto de lixo.

A mensagem geral é que não é tarde demais para mudar, mas todos os países deves se unir para forçar ativamente que essa mudança aconteça. No final do vídeo, Bieber pergunta: “vamos morrer?”

Lil Dicky responde: “Você sabe do que mais, Bieber? Nós podemos morrer. Eu não vou mentir para você. Quero dizer, há muitas pessoas aqui fora que não acham que o aquecimento global é uma coisa real. Você acredita nisso?”

“Temos que salvar este planeta. Estamos sendo idiotas ”, continua ele. “A menos que comecemos a consertar nosso estrago imediatamente”, canta Grande.

Reduzindo o impacto ambiental

Reduzir deslocamentos desnecessárias nos voos de avião e viagens de carro pode ajudar a reduzir seu impacto ambiental, além de comer mais alimentos à base de vegetais.

No ano passado, a maior análise de produção de alimentos já realizada concluiu que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no meio ambiente é adotar uma alimentação vegana.

“A agropecuária é um setor que abrange toda a multiplicidade de problemas ambientais”, disse Joseph Poore, o principal pesquisador do estudo da Universidade de Oxford. “Realmente são produtos de origem animal que são responsáveis por muito disso.”

Ele acrescentou, “evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito maiores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis”.