Jovem ativista indicada ao Nobel da paz pede ao papa que ajude no combate à crise climática

A ativista ambiental vegana, Greta Thunberg, pediu ao papa que se juntasse a luta contra a mudança climática ontem.

Thunberg esteve nas manchetes globais nos últimos meses, em função de seus incansáveis esforços em prol do planeta, que incluem encorajar estudantes a participar de manifestações exigindo ação política sobre mudança climática, enquanto entram “em greve” da escola. Sua influência se espalhou para além de sua terra natal, a Suécia, alcançando toda a Europa e ainda mais além.

Em seu último esforço para chamar a atenção para a questão, a adolescente foi à Cidade do Vaticano e compareceu a uma audiência com o papa. Segundo relatos, Thunberg tomou seu lugar na seção VIP na Praça de São Pedro, segurando uma placa – e o Papa Francisco veio vê-la.

Campanha da Páscoa

Thunberg tem feito campanhas na intenção de fazer com que os políticos prestem mais atenção à iminente crise climática – e continuará fazendo lobby durante a Páscoa.

“Agora estou no trem a caminho do Parlamento da União Europeia, do Senado italiano, do Vaticano e da Casa do Parlamento em Londres, durante o feriado de Páscoa”, escreveu ela no Facebook no final de semana.

“E na sexta-feira eu vou participar da greve geral das escolas em Roma. Eu sei que é feriado, mas assim como a crise climática não sai de férias, eu também não”.

Reconhecimento

Os esforços de Thunberg não passaram despercebidos – ela se tornou uma figura comum na grande mídia. Além disso, ela foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz e ganhou o primeiro prestigiado Prêmio Liberté.

A ativista disse que ficou “honrada e muito grata por esta nomeação ao Nobel” depois que seu nome foi apresentado por três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista, que disseram “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”. Eles acrescentaram que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Ao escrever sobre o prêmio Liberté, recentemente recebido por ela, Thunberg disse: “A crise climática não está apenas ameaçando as condições de vida de bilhões de pessoas. Está realmente ameaçando toda a nossa civilização como a conhecemos. E são os menos responsáveis que são mais afetados”.

Espécies de café são ameaçadas pela mudança climática

O aquecimento global e o desmatamento estão ameaçando os oceanos, as florestas, os animais e, recentemente, foi descoberto que também afetam a maioria das espécies de café silvestre do mundo, incluindo a arábica.

Foto: : Joaquin Sarmiento | AFP

Uma nova pesquisa revelou que pelo menos 60% das espécies de café silvestres estão em risco de extinção e a mudança climática fará com que elas sejam ainda mais ameaçadas.

Com o aumento da temperatura global já apresentando riscos para os cafeicultores dos trópicos, os resultados de dois estudos publicados esta semana devem servir como advertência para produtores e apreciadores dos grãos em todos os lugares, disse Aaron P. Davis, líder sênior de pesquisa no Royal Botanic Gardens da Inglaterra, o autor dos estudos.

“Devemos nos preocupar com a perda de qualquer espécie por muitas razões, mas para o café especificamente e acho que devemos lembrar que a xícara à nossa frente veio originalmente de uma fonte selvagem”, disse ele.

Os estudos de Davis, publicados esta semana nos periódicos Science Advances e Global Change Biology, avaliaram os riscos para o café silvestre. Foram avaliadas 124 espécies selvagens e pelo menos 60% delas já estão em risco de extinção, mesmo antes de considerar os efeitos de um mundo em aquecimento.

Foto: Per-Anders Pettersson

O outro estudo aplicou projeções climáticas à espécie arábica silvestre da qual a maior parte do café cultivado é derivado, e o quadro ficou perigoso: a planta deixou de ser considerada uma espécie de “preocupação mínima” para “ameaçada de extinção”. Restrições de dados impediram os pesquisadores de aplicar modelos climáticos a todas as outras espécies, mas Davis disse que isso quase certamente pioraria a perspectiva.

“Achamos que nosso ‘pelo menos 60%’ é conservador, infelizmente”, disse ele, observando que as outras principais ameaças também podem ser agravadas pela mudança climática. “Todas essas coisas estão muito interligadas”.

 

Naturalista David Attenborough apresentará documentário da BBC sobre mudança climática

Foto: Ian West |PA

“Pode soar assustador, mas a evidência científica é que, se não tomarmos medidas dramáticas na próxima década, poderemos enfrentar danos irreversíveis ao mundo natural e ao colapso de nossas sociedades”. Esse o alerta do naturalista David Attenborough.

A mudança climática já demostra suas consequências desastrosas no planeta – do derretimento de geleiras a extinção de espécies, de altas temperaturas a chuvas avassaladoras.

No ano passado, a BBC chamou a mudança climática de “a maior ameaça da humanidade em milhares de anos” na cerimônia de abertura da conferência da ONU sobre o tema.

Agora, o documentário inédito mostrará imagens que revelam o impacto que o aquecimento global já teve. Attenborough diz que as condições mudaram “muito mais rápido” do que ele jamais imaginou.

De acordo com a BBC, o filme oferece “uma explicação inflexível sobre o que os níveis perigosos de mudança climática poderiam significar para as populações humanas.”

A diretora de conteúdo Charlotte Moore disse: “Há uma verdadeira fome do público para descobrir mais sobre a mudança climática e entender os fatos. As informações são do The Independent.

“Temos um guia confiável em Sir David Attenborough, que estará falando sobre as questões desafiadoras levantadas e apresentará um olhar envolvente e informativo sobre um dos maiores problemas do nosso tempo.”

Desaparecimento do gelo marinho ameaça a sobrevivência da vida selvagem

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

O gelo marinho do Ártico continua a sofrer declínios de longo prazo, o que leva muitos cientistas a se preocuparem que a região esteja caminhando em direção a um futuro onde não existam mais coberturas de gelo durante os meses mais quentes, segundo informações da Scientific American.

Os verões sem gelo acelerariam mais ainda a mudança climática no Ártico, que vem se aquecendo rapidamente, conforme dizem os , o que causaria profundas consequências no delicado ecossistema da região, de algas aos ursos polares.

Como resultado, os pesquisadores estão monitorando cuidadosamente o ciclo de vida do gelo marinho do Ártico para acompanhar como ele está respondendo à mudança climática. Esta semana, novas pesquisas levantaram preocupações sobre o derretimento do gelo – e seus efeitos sobre a ecologia do Ártico.

Um estudo publicado esta semana na Scientific Reports descobriu que o derretimento do gelo marinho está afetando um importante sistema de transporte do Oceano Ártico conhecido como Transpolar Drift Stream, uma corrente que transporta gelo marinho recém-formado de águas rasas próximas da costa russa até o centro do Ártico. Este gelo jovem tende a transportar uma variedade de sedimentos e nutrientes, tornando-se um regulador importante na biologia e química do oceano.

Ainda recentemente, nos anos 90, pelo menos metade do novo gelo que se formava nas bordas do oceano sobrevivia tempo suficiente para atravessar o Oceano Ártico. Mas hoje, segundo a nova pesquisa, apenas cerca de 20% desse gelo dura tanto tempo; o resto se derrete antes de completar a jornada.

O estudo sugere que a probabilidade de sobrevivência do gelo do primeiro ano, originado nas aguas rasas russas, cai cerca de 15% a cada década.

Mais fino e menos volumoso

O estudo também descobriu que o gelo que completa a jornada não é tão espesso quanto costumava ser.

“O que estamos testemunhando é uma imensa corrente de transporte vacilante, que está mostrando ao mundo, o grande passo que foi dado, rumo a um verão sem gelo marinho no Ártico”, disse Thomas Krumpen, principal autor do estudo do Instituto de Pesquisa Alfred Wegener para Polares e Marinhos, em um comunicado.

O declínio do gelo marinho no Ártico é uma enorme preocupação para a manutenção climática. Conforme o gelo do mar desaparece, ele expõe mais e mais da superfície do oceano ao sol, permitindo que a água absorva mais calor. Muitos pesquisadores sugeriram que esse processo poderia contribuir para um ciclo vicioso, no qual mais calor oceânico provoca o degelo de mais gelo marinho.

Mas a nova pesquisa também aponta outra preocupação. Se menos gelo for transportado dos baixios russos para o Ártico Central, isso também significa que as águas mais profundas provavelmente estão recebendo menos nutrientes e material orgânico que o jovem gelo costuma carregar consigo. As consequências disso ainda não são claras, mas podem ocasionar mudanças significativas nos tipos de bactérias e algas que crescem no Ártico Central, observam os pesquisadores.

O gelo marinho mais fino, contendo menos sedimentos, também permite que mais luz penetre na água mais fundas, alterando potencialmente o tempo de florescimento de algas no Ártico Central.

Mais monitoramento é necessário para determinar exatamente o que essas mudanças podem significar para a ecologia do Ártico. Mas os pesquisadores estão cada vez mais certos de que o declínio do gelo marinho provavelmente terá grandes implicações para o ecossistema polar e sua vida selvagem, mesmo que os resultados exatos permaneçam desconhecidos.

As descobertas foram publicadas apenas algumas semanas após o gelo do Ártico ter atingido sua extensão máxima anual para o inverno, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo.

Atingindo cerca de 5,71 milhões de milhas quadradas em 15 de março, esta é a maior extinção alcançada desde 2014, mas ainda fica empatada com a sétima menor em todo o recorde de 40 anos.

As quatro extensões máximas de calotas de gelo mais baixas ocorreram entre 2015 e 2018.

Efeitos das mudanças climáticas continuam aumentando

“Fenômenos extremos continuaram no início de 2019, como o caso recente do ciclone tropical Idai (Foto: CNN)

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pela mudança climática são cada vez maiores devido às concentrações sem precedentes de gases de efeito estufa, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial destacou a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

“Desde a primeira publicação da Declaração, a climatologia alcançou um grau de robustez sem precedentes e proporcionou provas confiáveis do aumento da temperatura mundial e de circunstâncias relacionadas, como o aumento acelerado do nível do mar, a redução dos gelos marítimos, o retrocesso das geleiras e fenômenos extremos, tais como as ondas de calor”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Estes indicadores fundamentais da mudança climática estão se tornando mais pronunciados. Assim, os níveis de dióxido de carbono, que eram de 357,0 partes por milhão (ppm) em 1994, quando a Declaração foi publicada pela primeira vez, seguem aumentando, tendo alcançado 405,5 ppm em 2017. É previsto que em 2018 e 2019 as concentrações de gases causadores do efeito estufa aumentem ainda mais.

A Declaração da OMM sobre o clima inclui contribuições dos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais, de uma ampla comunidade de especialistas científicos e de órgãos das Nações Unidas. Nela, são explicados com detalhes os riscos relacionados ao clima e seus impactos à saúde e ao bem-estar das pessoas e dos animais, às migrações e aos deslocamentos, à segurança alimentar, ao meio ambiente, aos ecossistemas oceânicos e terrestres. Da mesma forma, os fenômenos extremos que acontecem em todo o mundo são catalogados.

“Fenômenos extremos continuaram no início de 2019, como o caso recente do ciclone tropical Idai, que provocou inundações devastadoras e a trágica perda de vidas humanas em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Pode ser que se transforme em um dos desastres meteorológicos mais letais a afetar o Hemisfério Sul”, destacou Taalas.

Mudança climática agrava conflitos entre seres humanos e animais

Reprodução | Paul Nicklen

O ego e a ganância humana são atualmente os únicos obstáculos que precisam ser ultrapassados para que o planeta ainda tenha a chance de sobreviver até o próximo século. Apenas nos últimos 10 anos, a temperatura do planeta Terra aumentou ao equivalente a 100 milhões de bombas de Hiroshima. O aquecimento global é uma realidade e suas consequências são aterradoras.

Enquanto cabe a cada ser humano lutar para preservação do meio ambiente em que vive e explora, na outra ponta do iceberg temos as verdadeiras vítimas, nossos companheiros de evolução e existência: os animais. Indefesos, eles sofrem duplamente, pois cada vez menos reconhecem seus habitats e cada vez mais são forçados a cruzarem os caminhos de seres humanos, o que muitas vezes pode significar sua morte.

Ursos-polares são considerados os “garotos-propaganda” do aquecimento global, mas são apenas uma entre milhões de espécies que sucumbirão nos próximos anos devido à falta de alimento e abrigo causados pelo desastre ambiental promovido pela máquina capitalista. Dados apocalípticos apontam que pelo menos metade de toda fauna mundial está fadada à extinção. A biodiversidade será uma palavra constante nos livros de História daqui a alguns anos.

O aumento da temperatura do planeta deixa marcas cada vez mais evidentes. Um caso recente, foi a migração de populações de ursos-polares para cidades russas devido à escassez de alimento eu seus habitats. A foto dos grandes e belos animais magérrimos revirando latas de lixo chocou o mundo e causou ondas de pânico. O maior receio de biólogos, especialistas da vida selvagem e ativistas em defesa dos direitos animais, é que o medo seja usado como justificativa para matar animais selvagens que estão apenas confusos e famintos.

Na África e na Ásia os dados não são mais animadores, conflitos entre elefantes e seres humanos estão causando baixas em ambos os lados. Aldeões destroem os habitats dos elefantes para criar plantações, com fome, os elefantes comem as plantações e por conta disso são envenenados ou incendiados. Na Ásia, principalmente na Índia, não é incomum que elefantes sejam vítimas de descargas elétricas ou atropelamentos. Ao que tudo indica, o maior continente do mundo já não é suficiente para abrigar a todos.

Sociólogos e historiadores acreditam que as próximas décadas serão repletas de guerras e miséria. Embora tudo que seja produzido no mundo seja suficiente para alimentar toda a população do planeta, não será suficiente para a gula capitalista-industrial. A fauna e flora podem talvez ser extintas para sempre e com isso, a espécie humana também está com os dias contatos.

No entanto, nem tudo está perdido. A ONU (Organizações das Nações Unidas) faz um apelo à população mundial e sugere pequenas mudanças que serão fortes aliadas para a manutenção da vida na Terra. Entre as recomendações estão a abolição do consumo de carne e derivados de origem animal, reciclagem e reutilização, redução do uso de plástico e empatia por todas as outras espécies que dividem esse planeta conosco. Toda pequena ação fará muita diferença, para nós e para o mundo.

Ativista Greta Thunberg é indicada para o Prêmio Nobel da Paz

Foto: Anders Hellberg

Responsável pelo maior movimento estudantil em defesa do planeta, Greta Thunberg tem chamado a atenção mundial por suas ideias políticas e ações contra o aquecimento global e suas consequências. A influência da jovem ativista se espalhou fora da Suécia (onde nasceu), em toda a Europa e além.

A indicação

Sob as regras do Prêmio Nobel da Paz, qualquer legislador nacional pode nomear alguém para o prêmio.

Três parlamentares noruegueses do Partido Socialista de Esquerda, chamado Thunberg, disseram que “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”, acrescentando que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Thunberg disse que está “honrada e muito grata por esta nomeação”.

O ativismo de Greta

Greve escolar, vídeos, protestos, declarações e discursos são as armas usadas por ela em companhia de milhares de outros adolescentes para incitar líderes mundiais a tomar medidas rápidas e eficazes para frear o assustador aquecimento do planeta.

Amanhã, uma paralização idealizada por Greta acontecerá pela primeira vez nos Estados Unidos, em Nova York (ela já acontece na Europa). A campanha pede aos alunos que abandonem as aulas para que líderes mundiais assumam compromissos significativos no combate à mudança climática.

A base do protesto é o trabalho da ativista estudantil de 13 anos, Alexandria Villasenor, que tem se manifestado pessoalmente contra a inação da mudança climática em frente ao escritório da ONU toda sexta-feira. Ela decidiu agir depois de testemunhar eventos trágicos relacionados ao clima, como os incêndios na Califórnia.

Políticos criticaram jovens ativistas por faltarem as aulas em favor de protestos climáticos e Villasenor respondeu a eles: “Se não vamos ter um futuro, então a escola não terá mais importância”.

A força do movimento é tão grande que os adolescentes já convenceram a União Europeia a gastar mais de 1 trilhão de dólares ( quase 4 trilhões de reais)com o meio ambiente.

Thunberg se dirigiu à Comissão Europeia afirmando que adultos e líderes não estão agindo rápido o suficiente para frear a catástrofe da mudança climática mundial. A UE ouviu o recado e propôs um 1,3 trilhão de dólares para combater a mudança climática nos próximos sete anos.

“Precisamos focar cada centímetro do nosso ser na mudança climática”, disse Thunberg em seu discurso. “Porque se falharmos, todas as nossas conquistas e progressos serão em vão”.

Ela continuou: “Tudo o que restará do legado dos nossos líderes políticos será o maior fracasso da história humana e eles serão lembrados como os maiores vilões. Eles escolheram não ouvir e não agir”.

Estudantes da América se unem para deter a mudança climática

Nós, jovens da América, estamos fartos de décadas de inação sobre as mudanças climáticas. Na sexta-feira, 15 de março, jovens como nós nos Estados Unidos vão fazer uma greve escolar. Nós gritamos para chamar a atenção para os milhões de nossa geração que mais sofrerão as consequências do aumento da temperatura global, do aumento do nível dos mares e do clima extremo. Mas esta não é uma mensagem apenas para a América. É uma mensagem do mundo para o mundo, pois estudantes em dezenas de países em todos os continentes estarão juntos pela primeira vez.

Por décadas, a indústria de combustíveis fósseis bombeou as emissões de gases de efeito estufa em nossa atmosfera. Trinta anos atrás, o cientista climático James Hansen alertou o Congresso sobre a mudança climática. Agora, de acordo com o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas sobre o aumento da temperatura global, temos apenas 11 anos para evitar efeitos ainda piores da mudança climática. E é por isso que lutamos.

Nós lutamos para apoiar o Green New Deal. A indignação varreu os Estados Unidos sobre a legislação proposta. Alguns se recusam ao custo de fazer a transição do país para a energia renovável, enquanto outros reconhecem seu benefício muito maior para a sociedade como um todo. O Green New Deal é um investimento em nosso futuro – e o futuro de gerações além de nós – que proporcionará empregos, novas infraestruturas críticas e, o mais importante, a drástica redução das emissões de gases de efeito estufa essencial para limitar o aquecimento global. E é por isso que lutamos.

Para muitas pessoas, o New Deal Verde parece uma ideia radical e perigosa. Esse mesmo sentimento foi sentido em 1933, quando Franklin D. Roosevelt propôs o New Deal – uma legislação drástica creditada com o fim da Grande Depressão que ameaçou (e custou) muitas vidas neste país. Barões-ladrões, cidadãos comuns e muitos outros estavam enfurecidos com as políticas promulgadas pelo New Deal. Mas olhando para trás, como isso mudou os Estados Unidos, é impossível ignorar que o New Deal pôs fim ao pior desastre econômico da história, criando programas fundamentais como o Seguro Social e estabelecendo novas agências reguladoras, como a Securities and Exchange Commission.

A mudança é sempre difícil, mas não deve ser temida ou evitada. Mesmo para seus críticos, o New Deal de Roosevelt acabou se saindo muito bem. Os Estados Unidos lideraram a economia mundial ao longo das muitas décadas desde então. As mudanças propostas no Green New Deal ajudarão a garantir que toda a nossa espécie tenha a oportunidade de prosperar nas próximas décadas (e séculos). Como o New Deal original foi para o declínio da economia dos EUA, o Green New Deal é para o nosso clima em mudança. E é por isso que lutamos.

Os argumentos populares contra o Green New Deal incluem alegações absurdas de que proibirá aviões, hambúrgueres e flatulência de vacas – afirmações que estão espalhadas até mesmo por alguns dos líderes mais poderosos de nossa nação, como o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell. Embora essas alegações extravagantes sejam claramente falsas, elas revelam uma verdade maior aparente nas populações americanas e mundiais: em vez de agir contra a ameaça iminente da mudança climática, nossos líderes fazem jogos políticos. Porque os adultos não levarão o nosso futuro a sério, nós, os jovens, somos forçados a isso. E é por isso que lutamos.

Os sintomas alarmantes do Denialismo Climático – uma condição séria que afeta tanto os corredores do governo quanto a população em geral – marcam nossas atuais e históricas encruzilhadas de ação do tipo “faça-ou-quebra” na mudança climática. Embora haja muitas razões para essa aflição – como a dificuldade em compreender o conceito abstrato de um clima globalmente alterado ou a paralisia diante de uma catástrofe ambiental avassaladora – o principal modo de contágio do Denialismo Climático envolve mentiras de políticos, grandes corporações e interesses de grupos. As pessoas no poder, como o senador McConnell e os irmãos Koch, usaram dinheiro e poder para mudar estrategicamente a narrativa sobre a mudança climática e espalhar mentiras que permitem a si e a outros beneficiários da indústria de combustíveis fósseis manter as fortunas que construíram com a queima de combustíveis fósseis e a degradação do meio ambiente.

O atual presidente dos Estados Unidos é um negador radical da mudança climática. O presidente Trump abandonou o histórico Acordo de Paris e twitta repetidamente sobre os fenômenos climáticos que ele alega de alguma forma refutar a existência da mudança climática – apesar do fato de que sua própria administração relatou os fatos da mudança climática e seu impacto nos Estados Unidos .

Também estamos preocupados que os principais democratas demonstrem sua própria falta de urgência sobre a ameaça existencial da mudança climática. A rejeição da senadora californiana Dianne Feinstein a um grupo de estudantes que visitava seu escritório para implorar seu apoio ao Green New Deal foi muito perturbador para nós, jovens. Feinstein não terá que enfrentar as consequências de sua falta de ação nas mudanças climáticas. Ela sugeriu que as crianças um dia concorressem pelo próprio Senado se desejassem aprovar uma legislação climática agressiva.

Infelizmente, isso pode não ser uma opção para nós, se ela e outros democratas, como a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, continuarem a desconsiderar os pedidos da nossa geração. Confrontados com políticos de ambos os lados do corredor que menosprezam e nos ignoram, somos forçados a tomar uma posição e estamos fazendo isso juntos em uma escala global. E é por isso que lutamos.

Nós lutamos porque nossos líderes mundiais não reconheceram, priorizaram ou abordaram adequadamente a crise climática. Nós lutamos porque as comunidades marginalizadas em toda a nossa nação – especialmente comunidades de cor e comunidades de baixa renda – já são desproporcionalmente impactadas pelas mudanças climáticas. Nós lutamos porque, se a ordem social for interrompida por nossa recusa em frequentar a escola, os adultos influentes serão forçados a tomar nota, enfrentar a urgência da crise climática e promulgar mudanças. Com o nosso futuro em jogo, exigimos uma ação legislativa radical – agora – para combater as mudanças climáticas e seus inúmeros efeitos prejudiciais sobre o povo americano.

Nós lutamos pelo Green New Deal, por uma transição justa e justa para uma economia 100% renovável, e para parar a criação de novas infraestruturas de combustíveis fósseis.

Os autores são os principais organizadores do US Youth Climate Strike , parte de um movimento estudantil global inspirado pelas greves semanais da escola Greta Thunberg, ativista climática de 16 anos na Suécia e em outros países europeus.

 

Por Maddy Fernands, Isra Hirsi, Haven Coleman e Alexandria Villaseñor
Fonte: The Bulletin

Semáforos incentivam motoristas e pedestres a ser tornarem veganos

Foto: LiveKindly

A cidade se tornou um dos epicentros da Europa para o ativismo climático nas últimas semanas e a iniciativa parece ser um apoio ao movimento da ativista sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que convoca estudantes de todo o mundo a uma greve escolar para chamar a atenção de líderes sobre a mudança climática. Alunos em toda a Europa já começaram a faltar aulas às sextas-feiras.

Segundo o Independent, em agosto do ano passado, ela se recusou a ir à escola todos os dias até as eleições suecas, pedindo aos políticos que tomassem medidas contra as mudanças climáticas”.

“Desde então, ela protestou do lado de fora do parlamento do Riksdag toda sexta-feira, provocando o movimento #FridaysForFuture, e agora é acompanhada por centenas de outros estudantes toda semana.”

No início deste mês, dezenas de milhares de pessoas se reunindo nas ruas de Bruxelas pedindo a renúncia de um dos ministros de Meio Ambiente. As marchas começaram depois que o país aprovou medidas de redução de carbono em dezembro.

Os protestos estão sendo estimulados por outra adolescente de 17 anos, Anuna De Wever. Inspirado por Thunberg, De Wever e um amigo – ambos ainda não tinham idade suficiente para votar – compartilharam um vídeo online que se tornou viral incentivando as pessoas a se juntarem a eles na marcha. Milhares apareceram. E o número de participantes vem crescendo a cada semana.

Foto: LiveKindly

“Nossa geração não aceitará mais mudanças catastróficas que estão afetando negativamente o nosso futuro”, afirmou a ativista britânica Lottie Tellyn em um editorial para o Independent.

“Anos de ação limitada contra a mudança climática, anos de informações encobertas sobre a crise climática e agora estamos finalmente dizendo que basta.”

Mudança climática

A pecuária é a maior emissora de gás de efeito estufa – mais do que os setores de transporte juntos. Algumas estimativas colocam a produção de carne como responsável por 51% de todas as emissões.

A ONU já reconheceu o problema como a maior ameaça ao futuro do planeta e recomenda uma mudança urgente para a dieta à base de plantas.

Grandes reduções no consumo de carne são essenciais para evitar mudanças climáticas perigosas. Nos países ocidentais, o consumo de carne bovina precisa cair 90% e ser substituído por cinco vezes mais grãos e leguminosas”, relatou o Guardian sobre um estudo publicado na revista Nature, em outubro do ano passado.

“Mas sem ação, seu impacto será muito pior à medida que a população mundial aumentar em 2,3 bilhões de pessoas até 2050 e a renda global triplica, permitindo que mais pessoas comam dietas ocidentais ricas em carne”.

Alunos programam greve escolar para alertar o mundo sobre a mudança climática

Foto: Anders Hellberg

A campanha pede aos alunos que abandonem as aulas para que líderes mundiais assumam compromissos significativos no combate à mudança climática.

A base do protesto é o trabalho da ativista estudantil de 13 anos, Alexandria Villasenor, que tem se manifestado pessoalmente contra a inação da mudança climática em frente ao escritório da ONU toda sexta-feira. Ela decidiu agir depois de testemunhar eventos trágicos relacionados ao clima, como os incêndios na Califórnia.

Políticos criticaram jovens ativistas por faltarem as aulas em favor de protestos climáticos e Villasenor respondeu a eles: “Se não vamos ter um futuro, então a escola não terá mais importância”.

Villasenor fez uma parceria com o grupo de defesa do clima “This is Zero Hour” para organizar o evento – que deverá ter suporte de outros grupos, incluindo 365, Extinction Rebellion e o The Sunrise Movement.

O protesto de Villasenor, que já foi replicado em diversas cidades do Reino Unido – como Edimburgo, Cardiff, Belfast, Cambridge e Brighton -, atraiu o interesse de grupos de estudantes na Austrália e na Europa (onde alguns protestos já estão em vigor). Alunos da Tailândia e Uganda, também são devem participar. Em Portugal, a Greve Estudantil Ambiental será realizada em 15 de março. Até o momento, há atos marcados para Lisboa, Porto e Coimbra. 

“Se todos se envolverem, então mais ideias podem circular por aí”, disse Villasenor ao Gizmodo.

“Terá que ser um projeto de grupo do mundo inteiro”.