Empresa que promove o veganismo patrocina quatro times de futebol do Norte do Brasil

Por David Arioch

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical” (Foto: VeganNation/Paysandu Sport Club)

A empesa VeganNation, que promove o veganismo, se tornou a principal patrocinadora de quatro times de futebol do Norte do Brasil – Remo (PA), Paysandu (PA), Nacional (AM) e do time feminino Iranduba (AM).

O CEO da VeganNation, Isaac Thomas, conta que essa parceria com clubes de futebol é uma forma de utilizar o esporte para promover mais conscientização sobre a importância de um estilo de vida menos nocivo ao planeta e também de se proteger a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo.

“É a maior produtora de oxigênio do qual a Terra depende. A Floresta Amazônica é o lar de cerca de 70% das espécies da Terra. As florestas tropicais são a parte mais importante da natureza e são vitais para a vida neste planeta”, defende.

A VeganNation é a responsável pela VeganCoin uma criptomoeda vegana rastreável criada para a aquisição de produtos e serviços veganos. A empresa também desenvolveu e está aperfeiçoando uma plataforma de interação entre veganos do mundo, além de ter como missão atrair quem se interessa em saber mais sobre o assunto.

Isaac Thomas defende que como o futebol tem muita visibilidade e é amado por muitos, o esporte tem o poder de tocar o coração das pessoas.

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical. Estamos aqui para tocar os alarmes da mudança climática, para proteger nossas florestas, oceanos, vida selvagem e todos os nossos tesouros naturais. A mudança não é feita em um dia, mas todo dia conta e toda pessoa pode fazer a diferença”, enfatiza.

Saiba Mais

O aplicativo VeganNation está disponível na App Store e no Google Play.

Caçador se torna protetor de animais após ver pássaro chorar

Um caçador se tornou protetor de animais após ver um pássaro da espécie calau chorar. Khaedir já havia matado centenas de animais quando se comoveu com o choro da ave. O caso aconteceu na Indonésia.

Foto: Reprodução / BBC

“Depois de um tempo como caçador, vi um pássaro perto de uma árvore. Disparamos quatro vezes contra ele, e ele não morreu. Foi quando percebi que ele estava chorando. Vi suas lágrimas caírem. Ele ainda estava vivo. Foi quando me dei conta: ‘que vergonha'”, disse.

Khaedir praticava a caça a animais na floresta tropical de Leuser, na ilha de Sumatra. O local é um polo de caça e comércio de partes de corpos de animais, incluindo as espécies calau e calau-de-capuz, que são raras e só podem ser encontradas em florestas asiáticas. As informações são da BBC.

Foto: Reprodução / BBC

Essas aves são vítimas dos caçadores porque são cobiçadas no mercado chinês por terem um bico colorido que é usado para fazer peças ornamentais, o que está levando a espécie à extinção.

Mas se antes Khaedir matava os calaus para lucrar com a morte deles, hoje ele os protege. O homem, inclusive, passou a atuar como guarda-parques em Leuser e ajuda a desmontar armadilhas e a deter caçadores.

“Eu mudei. Se algum forasteiro tentar caçar, posso prendê-lo. É a minha redenção por ter matado tantos animais, é o meu pedido de desculpas a eles. Hoje eu os protejo”, concluiu.

Tutora muda de endereço e abandona mais de 10 gatos em casa vazia

Cerca de 15 gatos foram abandonados, há dois meses, em uma casa vazia no Jardim Vieira de Moraes, em Itapetininga, no interior de São Paulo. Vizinhos afirmam que a tutora dos animais mudou de endereço e deixou os gatos no imóvel.

Foto: Reprodução/TV TEM

“Abandonaram. Alugaram a casa, fecharam com os gatos e foram embora. Nesse calor eles passam sede, fome. Então, a gente tem que ficar dando comida para eles. Uns estão doentes e com sarna. É uma judiação”, diz Gilma Gomes da Silva Galão.

“A gente não sabe como é a saúde desses animais. Às vezes com sarna, às vezes com outras doenças que a gente não sabe”, diz Luiz Anunciato Leite. As informações são do portal G1.

Devido a casos como esse, o casal Adriana e Mauro Plens decidiu se dedicar aos animais abandonados. Eles estabeleceram uma parceria com a Zoonoses da cidade e atualmente cuidam de mais de 50 cães e 27 gatos.

“Sempre tem alguém cuidando deles, porque os animais podem se estranhar e brigar entre eles. E também tem a questão do barulho. Se deixarmos sozinhos o barulho é insuportável e não há vizinho que aguente”, explica Mauro.

Foto: Reprodução/TV TEM

Após serem resgatados, os animais são submetidos a atendimento veterinário, castração, vacinação e, depois, são disponibilizados para adoção.

“Hoje nossa maior dificuldade é com os gastos veterinários, porque tudo é muito caro. Não recebemos nenhum recurso público, trabalhamos com nosso próprio recurso e com arrecadações que fazemos com vendas de pizza, de bolo, de rifas. Assim como todo protetor se vira”, afirma Adriana.

O maior sonho do casal, segundo Adriana, é encontrar um lar para todos os animais. “Eu queria muito que esse canil estivesse vazio. O nosso sonho é que eles encontrem um lar de amor, um lar responsável que os ame, porque eles ainda não tiveram essa oportunidade”, diz.

Foto: Reprodução/TV TEM

O tenente Felipe José Leme lembra que abandonar animais é crime, assim como “deixar sem alimentação e atos de mutilação configuram o crime”.

“O indivíduo vai incorrer em crime na esfera penal e administrativa com multa no valor de R$ 3 mil por animal, além do crime que tem pena de três meses até um ano de detenção. E a pena é aumentada caso ocorra a morte do animal”, explica.

O setor de Zoonoses da cidade diz que o órgão não tem a função de resgatar animais, mas de cuidar de doenças que podem ser transmitidas a humanos e realizar palestras e ações na área urbana e rural para repassar informações sobre guarda responsável e dicas para que os animais tenham boa saúde.

Cão abandonado por tutora durante mudança é adotado em Goiânia (GO)

O cachorro que foi abandonado pela tutora durante uma mudança e correu atrás do caminhão que levava os móveis da mulher em Goiânia (GO) teve um final feliz: após mais de 300 ligações e mais de 100 mensagens de interessados em adotá-lo, Totó encontrou um novo lar.

Foto: Reproduição/Arquivo pessoal

O biólogo Edson Abrão, que é proprietário da casa onde morava a mulher que abandonou o cão, cuidou dele até encontrar um tutor para ele. As informações são do portal G1.

“Depois que saiu a matéria na TV Anhanguera teve tanta gente entrando em contato que confesso que não consegui olhar tudo. Mas nesse meio tinha muita gente que queria ficar com ele porque ele ficou conhecido, ou porque queria que ele matasse os 20 gatos de um vizinho, entre outras histórias”, lamentou Edson.

Após avaliar algumas mensagens, o biólogo decidiu doar Totó para a psicóloga Mara Suassuna, que manifestou interesse no cachorro em um grupo de uma rede social. Edson contou que recebeu ótimas recomendações dela por uma amiga e soube que Mara é protetora de animais.

Foto: Reproduição/Arquivo pessoal

“Ela veio aqui, conheceu o Totó, me contou que tinha outros seis cachorros na chácara com ela. Fomos passar um dia lá e ele se adaptou os outros cachorros. Fiquei muito satisfeito em poder entregar o Totó para ela, que tem condições de cuidar dele”, disse.

Mara disse que ficou emocionada com a história do cachorro e que fez questão de adotá-lo para dar a ele toda a atenção e carinho que ele merece.

“Ele é muito dócil, até ficou com um pouco de medo dos outros, mas a gente vê que é um cachorro sofrido. Eu fiquei com muita dó, mas agora estou podendo cuidar dele: levei ao pet shop para ele tomar um banho, vai ser castrado, até comprei uma coleira nova para ele. Brinquei com o Edson: ‘Agora ele tem uma tutora chic’”, concluiu a psicóloga.

Tailândia enfrenta difícil caminho para deixar dependência de plástico

Todas as manhãs, milhares de pessoas caminham para o trabalho com suas marmitas de plástico e copos descartáveis de café e chá na Tailândia, um dos países do mundo que mais descarta resíduos plásticos no mar.

Diante da gravidade do problema, o governo tailandês planeja eliminar as sacolas plásticas mais finas e de uso único em 2022 e, três anos mais tarde, os canudinhos e os corpos descartáveis deste material derivado do petróleo.

(Foto: Missouri Department of Conservation / Imagem Ilustrativa)

O plano, elaborado pelo Departamento de Controle de Poluição, também busca acabar com 70% das sacolas mais grossas, como as dos shoppings, nos próximos 20 anos.

No entanto, esta ambiciosa iniciativa enfrenta a lenta burocracia, a pressão dos produtores e anos de maus hábitos de consumo na Tailândia, que geram mais de 2 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Os estabelecimentos oferecem sacolas para compras mínimas, a água quase sempre é servida em uma garrafa com canudo de plástico e as embalagens de poliestireno abundam nos vários e famosos locais de comida popular.

“Não uso muitas sacolas de plástico porque geralmente carrego na mochila”, explicou à Agência Efe Praew uma tailandesa de 29 anos na saída de um supermercado em Bangcoc segurando várias sacolas de suas compras.

Outro tailandês, Note, de 37 anos, diz que sua forma de reduzir o plástico é fazer grandes compras de uma só vez para utilizar menos sacolas.

“O governo deveria fazer campanha para o uso de sacolas de tecido”, opinou, enquanto empurrava um carrinho cheio de recipientes plásticos.

Fontes do Departamento de Controle de Poluição indicaram à Efe que a Tailândia produz mais de 2 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, dos quais 1 milhão são reciclados ou eliminados.

Segundo o Greenpeace, há 2.490 centros de gestão de resíduos no país, dos quais apenas 466 contam com instalações e equipamentos adequados para evitar a poluição do ar e da água.

Pongsak Likithattsin, diretor-gerente da Thaiplastic Recycle Group, emprega mais de 100 funcionários, a grande maioria imigrantes, em sua empresa que se dedica há 11 anos à reciclagem de garrafas PET (politereftalato de etileno), usadas normalmente para água e bebidas gaseificadas.

A fábrica, situada na província de Samut Sakhon, vizinha a Bangcoc, recicla cerca de 2 mil toneladas de plástico por mês e há planos para dobrar esta quantidade nos próximos anos.

As embalagens vêm comprimidas em cubos que os operários têm que romper a marteladas e depois separam em fileiras os resíduos do plástico para submetê-los ao tratamento em máquinas.

“A matéria-prima após o processo de reciclagem é poliéster”, que é usado para fabricar roupa e objetos de plástico, explicou à Efe Pongsak.

Cerca de 50% de sua produção é vendida na Tailândia, enquanto a outra metade é exportada para países como China, Austrália e Polônia.

(Foto: NOAA Crep/Divulgação)

Apesar desse exemplo, grande parte do plástico gerado na Tailândia não é reciclado e, em muitas ocasiões, acaba indo parar no mar.

Segundo um artigo da revista “Science” de 2015, a Tailândia era o sexto país que mais descartava plástico no mar depois de China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Sri Lanka, nações onde o rápido crescimento econômico fez disparar o consumo e o desperdício.

O estudo, dirigido pela professora Jenna R. Jambeck, estimava que a Tailândia descartava a cada ano no mar entre 150 mil e 410 mil toneladas de plástico, de um total mundial que fica entre 4,8 e 12,7 toneladas anuais.

Segundo os ambientalistas, dezenas de animais marinhos, entre eles baleias, tartarugas e golfinhos, morrem a cada ano na Tailândia devido ao plástico, que nunca se decompõe totalmente, já que acaba se transformando em micropartículas que poluem a água e os alimentos.

Em junho, uma baleia-piloto morreu no sudeste do país depois de agonizar durante cinco dias devido à ingestão de 80 sacolas e outros objetos de plástico que pesavam 8 quilos no total.

Fonte: UOL / EFE