Bolsonaro cancela segundo evento da ONU sobre mudanças climáticas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a “Climate Week” (Semana do Clima, em tradução livre), encontro regional da Organização das Nações Unidas (ONU), que seria realizado em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto.

(Arquivo/Agência Brasil)

Esta é a segunda vez que, em menos de seis meses, o presidente se posiciona contra a realização de eventos da ONU sobre mudanças climáticas. As informações são da revista Fórum.

A Climate Week é composta por eventos que estimulam a implementação do Acordo de Paris para que os governos sejam mais atuantes no combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Logo após as eleições, em dezembro do ano passado, Bolsonaro desistiu de sediar de sediar a 25ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-25) em 2019 e disse que o Brasil estaria fora da COP-25. No entanto, o presidente acabou voltando atrás e confirmando a presença do país no evento após ser pressionado pela repercussão negativa de decisão inicial dele.

Ministério do Meio Ambiente bloqueia 95% da verba para políticas sobre o clima

O Ministério do Meio Ambiente bloqueou 95% da verba de R$ 11,8 milhões para políticas sobre mudanças climáticas, praticamente zerando o orçamento. A medida é mais um dos retrocessos do governo na área ambiental e coincide com a proposta de Jair Bolsonaro (PSL) de retirar o Brasil do Acordo de Paris, que define metas de combate ao aquecimento global.

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
(Foto: Fotoarena/Folhapress)

Ao ser pressionado, Bolsonaro voltou atrás e desistiu da saída imediata do Acordo de Paris, mas não descartou abandoná-lo futuramente. As informações são do portal O Globo.

O Ministério do Meio Ambiente sofreu um corte de R$ 187,4 milhões imposto pela equipe econômica da pasta. As políticas para o clima foram as que mais sofreram, com um corte que equivale a 22,7% do valor total do orçamento discricionário (não obrigatório) do Ministério, de aproximadamente R$ 825 milhões.

O anúncio do corte do orçamento foi feito no mesmo momento em que a ONU divulgou um relatório por meio do qual expõe que um milhão de espécies, entre animais e plantas, podem ser extintas devido a vários fatores, dentre eles a interferência humana na biodiversidade e as mudanças climáticas.

O apoio à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos também foi castigado pelos cortes. O programa sofreu uma perda de R$ 6,4 milhões, de um total de R$ 8,1 milhões, representando um corte de 78,4%.

A pasta bloqueou ainda 38,4% da verba para prevenção e controle de incêndios florestais, o equivalente a R$ 17,5 milhões, e 42% para o licenciamento ambiental federal, da verba de R$ 7,8 milhões. O programa de apoio à criação de unidades de conservação sofreu um boqueio de R$ 45 milhões, o que representa 1/4 do orçamento.

O Ministério do Meio Ambiente divulgou nota por meio da qual afirmou que irá revisar “todas as despesas de custeio como aluguéis, limpeza, segurança e tudo que for economizado será revertido para atenuar as restrições” e disse também que o contingenciamento foi aplicado a todos os ministérios e que o do Meio Ambiente está “entre os menos afetados”.

Mundo não está a caminho de frear mudanças climáticas

Por David Arioch

Agropecuária, apontada por muitos pesquisadores como uma das principais responsáveis pelo aquecimento global (Acervo: Deforestation Amazonia)

“Não estamos no caminho para cumprir metas de mudanças climáticas e conter aumentos de temperatura”, informou recentemente o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.

“Concentrações de gases causadores do efeito estufa estão novamente em níveis recordes e, se a tendência atual continuar, podemos ver aumentos de 3 a 5 graus Celsius até o fim do século”, afirmou.

Dados de cinco órgãos que monitoram de forma independente as temperaturas globais e que formaram a base do relatório anual mais recente da OMM indicam que 2018 foi o quarto ano mais quente já registrado.

“Vale repetir que somos a primeira geração a entender completamente as mudanças climáticas e a última geração capaz de fazer algo sobre isso”, disse Taalas.

Os comentários do secretário-geral da OMM apoiam as descobertas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Em seu relatório sobre aquecimento global de 1,5°C, o órgão concluiu que a temperatura média global na década anterior a 2015 era 0,86°C acima dos níveis pré-industriais.

Entre 2014 e 2018, no entanto, esta média cresceu para 1,04 °C acima da base pré-industrial, disseram especialistas do IPCC.

“É mais do que apenas números”, afirmou a vice-secretária-geral da OMM, Elena Manaenkova, destacando que “cada fração de um grau de aquecimento faz uma diferença à saúde humana e ao acesso a água fresca e comida”.

A extinção de muitos animais e plantas também está ligada ao aquecimento global, assim como a sobrevivência de recifes de corais e da vida marinha.

“Isto faz uma diferença à produtividade econômica, segurança alimentar e para a resiliência de nossas infraestruturas e cidades”, declarou Elena.

E acrescentou: “Isto faz uma diferença à velocidade de derretimento de geleiras e fornecimento de água e ao futuro de ilhas e comunidades costeiras. Cada porção extra importa.”

O relatório da OMM é parte das evidências científicas que foram usadas em 14 de dezembro em Katowice, na Polônia, durante a Conferência do Clima.

Dia Mundial do Pinguim: mudanças climáticas expõe a espécie a risco

O Dia Mundial do Pinguim, celebrado em 25 de abril, foi criado para conscientizar a sociedade sobre a necessidade de preservar a espécie, que é ameaçada pelas mudanças climáticas.

A Antártida, habitat de pinguins, é um dos locais do planeta que mais tem sofrido aumento na temperatura. Foram quase três graus nos últimos 50 anos. Pesquisadores consideram a situação dramática e lembram que esforços drásticos precisam ocorrer para reverter o quadro atual.

Foto: Pixabay

Com a mudança climática, a perda anual de massa de gelo acelerou. Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, o aumento dessa perda foi de seis vezes em comparação a 40 atrás.

De acordo com dados da Nasa, os últimos cinco anos têm sido os mais quente da história, a níveis globais, desde 1880. Uma das consequências dessa mudança na temperatura é o afastamento das geleiras e o deslocamento dos animais, inclusive os pinguins. Com o habitat sendo devastado, a espécie sofre e corre risco de ser extinta.

O pinguim é uma ave oceânica nativa do hemisfério sul. Ele tem nadadeiras, ossos pneumáticos e penas impermeabilizadas por óleos. O corpo deles possui uma camada de gordura espessa, que conserva o calor. Esses animais podem permanecer embaixo da água por longos minutos e possuem visão adaptada ao mergulho.

As colônias reprodutivas, denominadas pinguineiras, podem reunir mais de 150 animais. Após alguns meses de procura, os pinguins encontram seus parceiros, com quem ficam juntos durante toda a vida. No inverno, eles se separam, mas na nova estação reprodutiva usam a vocalização para se reencontrar. Quando se aproximam novamente, fazem a dança nupcial, que fortalece a união entre eles. Nesta cerimônia, pedras para a construção do ninho são ofertadas e saudações são feitas. A fêmea se curva em sinal de aceitação e a reprodução acontece. Após o ninho ser construído, a fêmea coloca os ovos, que são chocados de forma alternada pelos pais. Além disso, o macho é o responsável para buscar alimento para os filhotes.

Polícia britânica já prendeu 750 ativistas ambientais

Mais de 750 ativistas contra mudanças climáticas que bloquearam as vias em torno de alguns dos principais pontos turísticos de Londres, na Inglaterra, foram presos nos últimos seis dias, disse a polícia no último sábado (20), número maior que os 682 divulgados na sexta-feira (19).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os protestos, organizados pelo grupo de combate às mudanças climáticas Extinction Rebellion, vêm há dias interrompendo o tráfego na região central de Londres, incluindo em torno do Arco de Mármore e da Ponte de Waterloo.

Os ativistas também bloquearam o bairro comercial de Oxford Circus, mas as vias foram depois liberadas pela polícia.

O Extinction Rebellion convocou uma onda de desobediência civil não violenta para forçar o governo britânico a reduzir para zero, até 2025, a taxa de emissão de gases do efeito estufa, para enfrentar o que chama de crise climática global.

Vinte e oito dos presos foram processados, disse a polícia de Londres em comunicado.

A comissária de polícia Cressida Dick disse ao canal BBC News que os protestos provocaram “péssimas interrupções”. Ela disse haver agora 1.500 policiais ativos na liberação de vias, ante os mil mobilizados anteriormente.

Na Ponte de Waterloo, que liga o sul ao centro de Londres, a polícia retirou cartazes e outros objetos que obstruíam a via. Mas a área continua repleta de ativistas. A polícia reiterou que os protestos podem continuar somente no Arco de Mármore.

Fonte: Simon Dawson / Reuters

Relatório aponta que efeitos das mudanças climáticas pioraram

Segundo relatório, tragédia causada pelo ciclone Idai em Moçambique é uma consequência das mudanças climáticas (Foto: Adrien Barbier/AFP)

Os sinais físicos e os impactos socioeconômicos deixados pelas mudanças climáticas são cada vez maiores devido às concentrações sem precedentes de gases de efeito estufa, que provocam um aumento das temperaturas mundiais a níveis perigosos, segundo o relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A 25ª edição da Declaração da OMM sobre o estado do clima mundial, correspondente a 2018, destacou no mês passado a elevação recorde do nível do mar, assim como das temperaturas terrestres e oceânicas, que ficaram excepcionalmente altas nos últimos quatro anos. Esta tendência de aquecimento começou no início do século e deve continuar.

“Desde a primeira publicação da Declaração, a climatologia alcançou um grau de robustez sem precedentes e proporcionou provas confiáveis do aumento da temperatura mundial e de circunstâncias relacionadas, como o aumento acelerado do nível do mar, a redução dos gelos marítimos, o retrocesso das geleiras e fenômenos extremos, tais como as ondas de calor”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

Estes indicadores fundamentais da mudança climática estão se tornando mais pronunciados. Assim, os níveis de dióxido de carbono, que eram de 357,0 partes por milhão (ppm) em 1994, quando a Declaração foi publicada pela primeira vez, seguem aumentando, tendo alcançado 405,5 ppm em 2017. É previsto que em 2019 as concentrações de gases causadores do efeito estufa aumentem ainda mais.

“Fenômenos extremos continuaram no início de 2019, como o caso recente do ciclone tropical Idai, que provocou inundações devastadoras e a trágica perda de vidas humanas em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Pode ser que se transforme em um dos desastres meteorológicos mais letais a afetar o Hemisfério Sul”, destacou Taalas.

No início do ano, as temperaturas diárias de inverno na Europa bateram recordes de calor, enquanto se observou um frio incomum na América do Norte e ondas de calor abrasador na Austrália; por sua vez, a superfície de gelo do Ártico e da Antártida voltou a ficar muito abaixo da média.

Elevação do nível dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas exige políticas de longo prazo

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida” (Foto: Francesco Zizola/Eyevine)

De acordo com informações da Agência Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a elevação do nível dos oceanos pode ultrapassar 1,6 metro até o fim do século, com consequências desastrosas principalmente para as populações costeiras.

Além de medidas para a redução das emissões de gases do efeito estufa a serem adotadas pelos países, os cidadãos precisam mudar hábitos e pressionar os tomadores de decisão para evitar um cenário catastrófico.

A avaliação foi feita pelos pesquisadores que participaram do primeiro episódio do programa Ciência Aberta em 2019, lançado ontem com o tema “Oceanos Ameaçados”. A iniciativa é uma parceria da FAPESP com a Folha de S.Paulo

“São necessárias políticas de Estado, o que não quer dizer políticas de governo. É preciso que seja algo perene, ao longo de décadas”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, professor no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP).

Os pesquisadores ressaltaram que a elevação do nível dos oceanos já ocorreu em outros períodos na Terra, mas não em uma velocidade tão alta como agora.

“A taxa em que esse aumento está ocorrendo é muito rápida. Desde 1993, a elevação é de 3,1 milímetros por ano. Em 1900, era de 1,7 a 2 mm por ano”, disse Ilana Wainer, professora do Departamento de Oceanografia Física do IO-USP e membro do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera.

Segundo Ilana, a partir de um determinado ponto, o aumento começou a ser exponencial. “Mudanças [climáticas] sempre existiram, mas agora estamos alimentando o sistema com os gases [do efeito] estufa”, destacou.

Os oceanos têm um papel fundamental na regulação do clima do planeta, ao redistribuir o calor que chega em excesso na região tropical até as regiões polares, ao mesmo tempo em que levam o frio dos polos para os trópicos.

“Os oceanos, junto com a atmosfera, funcionam como um ar condicionado do planeta, levando calor para as regiões frias e frio para onde está muito quente”, explicou a professora.

Descrença nas mudanças climáticas mostra o quanto a alfabetização científica é necessária

“Precisamos de excelência na ciência e também na comunicação com a sociedade, que sofre os impactos desse fenômeno”

Embora a ciência climática tenha avançado muito nos últimos anos – seja em modelagem ou na avaliação de riscos e impactos – parte da sociedade ainda põe em dúvida o conhecimento científico acumulado sobre o assunto. Essa situação sui generis tem sido observada no Brasil e em outros países que lideram as pesquisas na área.

Para piorar a situação, esse ceticismo ocorre no mesmo período em que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas alerta para a urgência de medidas para reduzir do ritmo das mudanças climáticas.

“As mudanças climáticas são um dos maiores exemplos de como a ciência é importante para a sociedade. Porque foi a ciência que descobriu que esse fenômeno estava e está ocorrendo. Isso já há décadas”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na abertura da reunião anual do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), ocorrido na semana passada.

A reunião, que teve como proposta avaliar os 10 anos do programa, lançado em 2008, e propor novas abordagens, serviu também como reflexão para a importância da divulgação científica e da alfabetização científica – mais conhecida pelo termo em inglês science literacy, que tem por objetivo disseminar o conhecimento e o método científico para a população em geral, sobretudo nas escolas.

“Precisamos de excelência na ciência e também na comunicação com a sociedade, que sofre os impactos desse fenômeno. Não é questão de opinião, é uma questão comprovada por pesquisa, medição, teste e verificação há muitos anos por cientistas em todo o mundo. O que eu percebo é que nós brasileiros, mas também cientistas americanos, franceses e ingleses, não estamos conquistando os corações e mentes”, defende Brito Cruz.

Entre 2008 e 2018, a Fapesp investiu R$ 276 milhões em pesquisa sobre o tema mudanças climáticas globais e R$ 151 milhões em estudos que fazem parte do programa. “Um terço é por meio de colaboração internacional, ou seja, a cada R$ 1 da Fapesp outra agência internacional deposita também o equivalente a pelo menos R$ 1. Isso amplia recursos”, informa Brito Cruz.

Mudanças climáticas podem alterar interação ecológica entre espécies

“Essa reorganização das forças de interação entre espécies poderá ter consequências desastrosas para o funcionamento dos ecossistemas” (Foto: iStock)

O equilíbrio ecológico entre predadores e presas que se alimentam de plantas pode ser alterado em decorrência das futuras mudanças climáticas. A conclusão é de uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e publicada na revista Nature Climate Change.

“No estudo, traçamos as causas dessas mudanças e demonstramos que elas são explicadas por componentes do clima, especialmente da temperatura, que serão alterados no futuro”, disse Gustavo Quevedo Romero, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor principal do artigo.

Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas podem redistribuir a força das interações ecológicas entre as espécies de presas e predadores. Os resultados mostram que temperaturas mais altas e um clima mais estável e menos sazonal levam a uma maior pressão de predação.

Porém, a maior instabilidade no clima que acompanha as mudanças climáticas em curso, especialmente nas regiões tropicais, levará a uma diminuição geral na pressão de predação nos trópicos. Em contraste, algumas regiões de zonas temperadas sofrerão aumento da pressão de predação.

“Essa reorganização das forças de interação entre espécies poderá ter consequências desastrosas para o funcionamento dos ecossistemas terrestres e afetar os serviços ecossistêmicos que eles oferecem, como o controle biológico e o ciclo de nutrientes”, disse Romero.

O novo estudo se baseou em dados previamente coletados em uma pesquisa publicada na revista Science em 2017, sob a coordenação de Tomas Roslin, da Universidade Sueca de Ciências da Agricultura, de Uppsala, na Suécia, e também da Universidade de Helsinque, na Finlândia.

Os dados sugerem que, juntamente com a Colômbia, o Brasil será particularmente afetado. Talvez o Brasil seja o país mais afetado, devido à sua posição nos trópicos e à grande extensão da floresta amazônica.

Ator Harrison Ford critica líderes mundiais que ignoram as mudanças climáticas

“No mundo todo, lideranças, inclusive do meu país, que querem preservar a sua participação no status quo, negam ou denigrem a ciência. Elas estão do lado errado da história” (Foto: WGS19)

Na terça-feira, durante a Cúpula Mundial de Governos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o ator Harrison Ford disse que os líderes mundiais que ignoram as mudanças climáticas estão sendo negligentes, individualistas e prejudicando o planeta.

“No mundo todo, lideranças, inclusive do meu país, que querem preservar a sua participação no status quo, negam ou denigrem a ciência. Elas estão do lado errado da história”, declarou Ford.

O ator, que conquistou fama internacional depois de interpretar Han Solo na franquia “Guerra nas Estrelas” e também o personagem-título de “Indiana Jones”, prosseguiu: “Estamos diante do que acredito ser a maior crise moral do nosso tempo, e os menos responsáveis pela destruição do meio ambiente sofrerão as maiores consequências.”

Ford disse que está na hora das pessoas “arregaçarem as mangas” e trabalharem juntas para fazer a diferença em relação às mudanças climáticas. “Se quisermos sobreviver neste planeta, a única casa que qualquer um de nós vai conhecer, para a nossa segurança, para o nosso futuro, para o nosso clima, nós precisaremos da natureza agora mais do que nunca. A natureza não precisa das pessoas. As pessoas precisam da natureza”, enfatizou.

Fonte: Vegazeta