Fotos mostram as primeiras baleias mortas no recente retorno à caça dos cetáceos pelo Japão

Foto: Masanori TakeiSource/AP

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Imagens das primeiras baleias mortas pelos barcos baleeiros japoneses em mais de três décadas, no recente retorno do país à caça dos cetáceos, foram transportadas de volta ao Japão, foram divulgadas ontem.

O Japão retomou a caça comercial dia 01 de julho depois de 30 anos de abstenção da prática cruel, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Comissão Internacional da Baleia (IWC).

As embarcações comerciais que partiram dia 01, pegaram a primeira baleia minke até as 17h, de acordo com os ativistas defensores das baleias que as seguiram, e uma segunda foi capturada pouco tempo depois, de acordo com o The Washington Post.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

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Ano passado, o Japão anunciou que se retiraria da IWC para retomar a prática de matar baleias com fins lucrativos. O país retirou-se formalmente no domingo.

A medida foi condenada pelos demais membros da comissão, assim como por grupos ambientalistas e celebridades que assinaram cartas abertas pedindo ao país para reconsiderar a decisão.

Os japoneses têm uma longa história de matar e comer baleias, mas estudos sugerem que a popularidade e a demanda dos consumidores pela carne dos mamíferos estão diminuindo.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

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Fotos de baleias minke sendo retiradas de barcos em portos no Japão ontem, tomaram as redes sociais, as imagens mostram os animais com os ventres cortados e expostos, enquanto trabalhadores do porto e pescadores se aglomeram em torno das baleias mortas.

Uma baleia enorme foi fotografada sendo descarregada em um porto em Kushiro, na ilha mais ao norte de Hokkaido. Seu corpo era grande demais para o barco em que ela estava sendo carregada, o que fazia com que sua boca ficasse pendurada no final da embarcação.

Outra foto mostra uma baleia minke com o estômago aberto, enquanto os trabalhadores se aglomeram em torno dela, tocando seu corpo e jogando saquê em sua ferida.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

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As cotas do Japão para a caça às baleias incluem a morte de 220 baleias no período de outubro a dezembro deste ano. Isso inclui além das baleias minke, as baleias de Bryde (Balaenoptera brydei), e baleias sei Balaenoptera borealis).

Os baleeiros japoneses concordaram em conduzir suas pescarias nas águas do próprio país.

Governos do mundo todo condenaram a decisão. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, e o ministro do Meio Ambiente, Sussan Ley, deram uma declaração em conjunto falando contra a decisão do Japão de retomar a caça comercial pela primeira vez desde 1988.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

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“Enquanto o governo australiano dá as boas-vindas ao fim da caça às baleias no Oceano Antártico, estamos desapontados que o Japão tenha se retirado da convenção e esteja retomando a caça comercial”, afirmaram os ministros em um comunicado conjunto divulgado na última terça-feira (02).

“Continuamos a pedir ao Japão a retornar à convenção e à comissão como uma questão prioritária”. O chefe da Associação Baleeira Pequenas do Japão, Yoshifumi Kai, falou aos jornalistas ontem, dizendo que estava “empolgado” com o retorno de seu país à caça comercial de baleias.

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Tenistas de Wimbledon usam linha de roupa vegana feita de plástico reciclado criada por Stella McCartney

Foto: Livekindly

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As principais estrelas de Wimbledon em 2019 terão mais coisas em comum este ano do que apenas sua busca pelo troféu do campeonato – vários dos melhores jogadores de tênis do mundo também usarão roupas de uma nova linha de moda esportiva, vegana e ecológica projetada por Stella McCartney para a Adidas.

A atual campeã feminina Angelique Kerber, Garbine Muguruza, vencedora do 2017, e Caroline Wozniacki, ex-campeã mundial número 1, junto com os jogadores do sexo masculinos Dominic Thiem, Stefanos Tsitsipas e Alexander Zverev, estarão usando suas iniformes brancos de Wimbledon, criadas por McCartney.

O lançamento é a primeira linha desenhada para o Grand Slam (torneio de tênis) da designer tanto para homens como para mulheres. Esta é outra colaboração entre McCartney e a gigante de roupas esportivas Adidas.

A designer e a marca trabalharam em várias linhas de esportes e calçados recentemente, incluindo o primeiro Stan Smith (modelo de tênis) feito de couro vegano.

Os modelos foram originalmente criados para a lenda do tênis o atleta Stan Smith. Tanto McCartney quanto a Adidas se tornaram cada vez mais ecologicamente corretas em suas coleções.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

A Adidas prometeu recentemente reduzir seu uso de plástico e focar em materiais reciclados. Seu lançamento mais recente, o sapato Futurecraft.LOOP, pode ser 100% reciclado.

A nova linha desenhada para Wimbledon é feita a partir de resíduos de plástico recolhidos nas praias e fibras sintéticas retiradas de roupas velhas e garrafas de plástico. A coleção também usa “Dope Dye Technology”, que usa menos água no processo de secagem.

Protegendo o meio ambiente

“Eu definitivamente acho que é muito importante proteger o meio ambiente e o planeta – o impacto está presente em todos os aspectos de nossas vidas, incluindo o esporte”, disse Wozniacki.

“As questões ambientais são um problema enorme em nosso tempo”, disse Thiem, “e é muito importante que atletas e grandes empresas tomem medidas para cuidar melhor do planeta pelas as futuras gerações”.

A estrela alemã Zverev aponta para a conexão entre o esporte e o ambiente natural. “Nós treinamos ao ar livre, fazemos tudo ao ar livre, por isso é importante proteger esses espaços para as gerações futuras”.

A linha de roupas não é a única estrela ecológica em Wimbledon este ano. De acordo com o Evening Standard, a gigante de água de garrafa, Evian, está lançando sua primeira garrafa de água 100% reciclada e reciclável.

Wimbledon também removerá todos os sacos de plástico da operação de retirada e troca de raquetes do jogador. O popular evento de tênis diz que contratou mais funcionários para ajudar na reciclagem dos lixo dos espectadores também.

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Atleta vegana quebra recorde mundial de resistência muscular em prancha abdominal

A atleta vegana, Dana Glowacka, quebrou o recorde mundial feminino de tempo (resistência muscular) realizando a mais longa permanencia em uma prancha abdominal até hoje.

Glowacka, que ficou em segundo lugar no Desafio Internacional de Prancha da Copa do Mundo em Pequim, em 2016, conseguiu manter a posição na prancha por surpreendentes quatro horas e 20 minutos.

Gratidão

“Estou muito grata. Realmente, se você colocar todo o seu empenho em algo que você acredita, você vai conseguir realizar isso! Obrigada”, ela escreveu no Instagram.

“Eu tenho treinado por quatro anos com George Hood. Quatro anos com quatro horas e 20 minutos terminados. Isso leva a mente a manter o corpo em pé”.

Glowacka, que pratica Ashtanga e Yin -Yoga há anos para ajudar no equilíbrio, foi convidada pela empresa de vestuário vegana, Plantpump, independente de ela ser ou não vegana.

“Sim, eu sou uma atleta vegana. Spirulina [está] no meu sangue”, ela respondeu.

Titulares do recorde mundial

Glowacka não é a única atleta vegano a competir pelo título de recordista mundial. No ano passado, a icônica maratonista Fiona Oakes marcou seu quarto Recorde Mundial do Guinness.

A mais recente conquista de Oakes foi para a “Meia Maratona mais rápida em uma fantasia de animal (feminino)”, que ela completou em junho passado.
Depois que seu recorde foi aprovado, Oaks dedicou a honra ao “Poder Vegano” – afirmando que era “para os animais, as pessoas e o planeta”.

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Mais de 600 mergulhadores se unem para coletar lixo do oceano

Foto: Livekindly

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Mais de 600 mergulhadores quebraram um recorde mundial participando de uma limpeza no fundo do oceano em Deerfield Beach na Florida (EUA).

Ao todo seiscentos e trinta e três mergulhadores se reuniram na semana passada para coletar o lixo do fundo do oceano próximo ao pier de Deerfield Beach International.

O juiz da Guinness (Livro dos Recordes), Michael Empric, viajou de Nova York até o estado da Flórida para conduzir o número oficial de funcionários. “Eu realmente fiquei lá e conferi todos quando entraram na água”, disse ele a Sun Sentinel.

Os mergulhadores foram obrigados a permanecer na água por pelo menos 15 minutos para serem contados.

Redes de pesca no fundo do mar

A mergulhadora de 13 anos, Dahlia Bolin, estava entre o time, acompanhada por sua mãe, Rebecca. As duas par vieram de outro estado para participar da coleta.

Bolin disse que entre os “peixes realmente lindos” no fundo do mar, há “muito lixo e porcaria lá embaixo também”. Ela levantou uma grande placa de metal descartada, do fundo do oceano.

A quantidade exata de lixo coletado é difícil de estimar, no entanto, o mergulhador e ecologista RJ Harper – que ajudou a recrutar pessoas para a limpeza – disse que os mergulhadores recuperaram 1600 libras de pesos de pesca de chumbo (usados para segurar as redes no lugar), deixados para trás pelos pescadores.

“Todas as vezes que a linha é pega, ou seja que eles pescam um peixei, eles nunca pensam nas consequências disso, nem na atitude covarde de tirar a vida do peixe nem no descarte correto do material, simplesmente deixam tudo lá no mar”, disse Harper ao jornal Sun Sentinel.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

“Obviamente, o lixo foi coletado, mas a beleza disso tudo é que 633 mergulhadores se uniram para essa ação conjunta, fomos capazes de fazer uma limpeza completa”.

O peso total do lixo coletado está sendo contabilizado ainda, mas os mergulhadores retiraram pelo menos 60 quilos de linha de pesca do mar, informou a CNN. O grupo de conservação do oceano Project AWARE prevê que os participantes tenham coletado cerca de 3.200 quilos de lixo.

O juiz da Guinness Empric disse que o esforço foi “incrível”.

O recorde anterior para uma limpeza subaquática incluiu 614 mergulhadores e ocorreu no Mar Vermelho, no Egito, em 2015. A equipe levou 24 horas para ser concluída, enquanto o evento da Flórida levou apenas duas.

“Não importa o que aconteça hoje com o Guinness World Records”, disse Empric. “O que realmente importa é que todo mundo está lá fora, limpando o píer e tentando melhorar a comunidade.”

A cidade garantirá que todo o lixo seja descartado de forma responsável.

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O poder da informação e o desafio às crenças especistas estabelecidas

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Com celebrações por todo o mundo o Dia Mundial da Imprensa ou Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma homenagem aos profissionais e veículos que são responsáveis por prover e divulgar informações necessárias à construção de uma sociedade mais crítica, democrática e livre.

A data comemorativa foi proclamada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1993, seguindo a recomendação da Conferência Geral da UNESCO. Desde então, 3 de maio, o aniversário da Declaração de Windhoek é comemorado mundialmente como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Este ano a data completa sua 26ª celebração sob o tema: Mídia para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação, que discute e trás à pauta questões como o potencial da mídia em apoiar os processos de paz e reconciliação.

O sofrimento animal apenas recentemente tem ganhado atenção da imprensa e mesmo assim de forma comedida e tímida como algo considerado “menos importante” e restrito aos veículos específicos, voltados ao meio ambiente e a fauna silvestre.

Foto: PETA

Foto: PETA

Vistos como seres inferiores e dessa forma passíveis de serem usados e dispostos como produtos a serem explorados e mortos conforme a vontade a humana, esses seres que são nossos companheiros de planeta padecem em silêncio, ocultos pelos interesses de uma classe ambiciosa e dona de benefícios a que o dinheiro garante acesso.

A grande massa da sociedade segue a doutrina do especismo, muitas vezes sem saber que o faz, apenas repetindo crenças que lhes foram enfiadas goela abaixo de geração em geração. Sem desafiar o conteúdo que lhes foi imposto ou arriscar qualquer questionamento.

Ao rotular e aceitar que os animais podem ser mortos e explorados conforme nosso interesse, estamos condenando essas vidas a uma existência de dor e exclusão, com a morte como a única forma de se libertar do cativeiro.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Mas quem poderia mudar o pensamento vigente senão a imprensa, cujo papel e força motriz é despertar esse interesse e fomentar a ousadia de uma consciência crítica nos consumidores, leitores e espectadores, atualmente coformados com um status quo confortável e já totalmente estabelecido.

É da imprensa o papel de propor novos pontos de vista, ângulos inexplorados, e principalmente denunciar o que ocorre por tras do véu que têm cegado – por opção própria – a humanidade até aqui, para fora dos meios ambientalistas e rumo à sociedade como um todo.

Milhões de animais morrem todos os anos para alimentar nosso paladar, vacas são exploradas a vida inteira para que o leite de seus filhos chegue a nossas bocas, animais são mortos em “jogos” de caça para nos divertir, golfinhos e orcas enlouquecem em cativeiro para que assistamos eles fazerem truques em troca de comida.

Foto: PETA

Foto: PETA

Nosso conformismo nos deixou a ponto de entrar em uma era afetada pela mudança climática com consequências irreversíveis e fatais, não só para as demais espécies do planeta como para os seres humanos também. Muito pouco foi feito, medidas isoladas aqui e ali, acordos climáticos e de redução de emissões de carbono pouco efetivos e governos que fingem que “alguém virá nos salvar” se a coisa ficar muito feia.

Mas ninguém virá nos salvar a única coisa que pode nos salvar é nossa consciência crítica da realidade, uma mudança de postura radical e urgente, com a ajuda da imprensa no papel de divulgadora e fomentadora de questionamentos inéditos, vanguardistas e acima de tudo compassivos.

Conheça oito razões para adotar o veganismo e combater a crise da água

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Assegurar o fornecimento de água é um dos maiores desafios que o planeta enfrenta, por isso o Dia Mundial da Água é a oportunidade ideal para enfrentar uma das maiores causas de utilização da água – produção de carne, laticínios e ovos. Foi pensando nisso que a ONG Humane Society Internacional (HSI), desenvolveu uma lista de oito motivos que mostram a importância de uma alimentação a base de vegetais para reduzir os danos que a indústria de criação de animais causa ao planeta.

Com mais de 83 bilhões de animais criados e mortos para a indústria alimentícia mundial a cada ano, a agricultura animal em escala industrial afeta nosso meio ambiente de maneiras extremamente prejudiciais.

Não é apenas uma das principais causas da a mudança climática e do desmatamento, mas também é responsável pelo uso de grandes quantidades de água.

Pesquisas mostram que mudar para uma dieta mais rica em vegetais e legumes pode reduzir a pegada hídrica de um indivíduo ao meio, então ao reduzir ou substituir a carne, os laticínios e os ovos por alimentos à base de vegetais mais “água-amigáveis”, todos podemos ajudar a preservar a água do mundo todo.

Oito motivos para adotar uma alimentação baseada em vegetais em nome do Dia Mundial da Água:

1. A agropecuária (animais e plantas) é responsável por cerca de 70% da água utilizada no mundo hoje, até 92% da água doce, com quase um terço disso relacionado à pecuária e ao cultivo de plantações que alimentam esses animais.

2. A maior parte do volume total de água utilizada na pecuária (98%) refere-se à pegada hídrica dos alimentos para animais. Cerca de um terço dos grãos e 80% da soja do mundo são fornecidos aos animais que criados para alimentação.

3. A criação intensiva de animais pode causar uma grave poluição da água, como a eutrofização, uma quantidade excessiva de algas na água causada pelo escoamento de fezes de animais e restos de comida, muitas vezes levando à morte de peixes e outros animais aquáticos.

4. Em média, são necessários entre 15 mil e 20 mil litros de água para produzir um quilo de carne bovina, que requer cerca de 3 mil litros de água para produzir um hambúrguer de 200g – o equivalente a 30 x 5 minutos de chuva. (1 hambúrguer de carne de 200g = 30 banhos de chuveiro de 5 minutos).

5. 96% dos peixes consumidos na Europa provêm da criação de peixes de água doce, mas a grande quantidade de excremento de peixe e restos de comida desses animais ficam depositadas no leito das lagoas cria o ambiente perfeito para a produção dos gases metano que contribuem para efeito de estufa.

6. Uma dieta sem carne pode reduzir nossa pegada hídrica pela metade. Estudos mostram que uma dieta saudável sem carne reduz nossa pegada hídrica em até 55%.

7. A Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que os hambúrgueres à base de vegetais requerem entre 75% a 99% menos água; de 93% a 95% menos terra; e geram de 87% a 90% menos emissões de carbono que os hambúrgueres de carne bovina.

8. “Um estilo de vida vegano é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto sobre o planeta Terra, não apenas em relação aos gases de efeito estufa, mas a acidificação global, a eutrofização, o uso da terra e o uso da água. Isso tem um impacto muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, disse Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou a análise mais abrangente dos danos que a agropecuária faz ao planeta.

“Com bilhões de pessoas em todo o mundo lutando para lidar com a escassez severa de água, é obrigação de toda a humanidade procurar reduzir sua pegada hídrica. Uma das maneiras mais efetivas de economizar água é reduzir ou substituir a carne e os laticínios por produtos à base de vegetais”, disse Kitty Block, presidente da HSI, em um comunicado.

“A enorme quantidade de água usada pela agricultura animal para cultivar ração animal, hidratar bilhões de animais, desinfetar equipamentos de abate e processar produtos de origem animal estão contribuindo para a escassez de água em nosso planeta. Além do prejuízo ao bem-estar animal e dos benefícios para a saúde humana ao cortar a carne da alimentação, proteger os escassos recursos do planeta é uma razão mais do que convincente para mudar para uma dieta à base de vegetais pelo o Dia Mundial da Água”, disse Kitty.

Outros benefícios vêm da redução ou substituição de carne e laticínios em nossa dieta. Vários estudos indicam que uma dieta rica em vegetais e legumes traz benefícios consideráveis para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde estima que a obesidade mundial triplicou desde 1975, com mais de 1,9 bilhões de adultos acima do peso e 381 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Estudos mostram que pessoas que consomem menos produtos de origem animal têm taxas menores de obesidade, pressão alta, diabetes, artrite e câncer. Substituir a carne, o leite e os ovos produzidos pela agricultura industrial também beneficia animais de criação, bilhões dos quais passam a vida inteira em gaiolas ou caixotes, onde são incapazes de se exercitar, exibindo comportamentos não-naturais e muitas vezes não conseguem nem se virar por causa da falta de espaço.