Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

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Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

Mundo não está a caminho de frear mudanças climáticas

Por David Arioch

Agropecuária, apontada por muitos pesquisadores como uma das principais responsáveis pelo aquecimento global (Acervo: Deforestation Amazonia)

“Não estamos no caminho para cumprir metas de mudanças climáticas e conter aumentos de temperatura”, informou recentemente o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.

“Concentrações de gases causadores do efeito estufa estão novamente em níveis recordes e, se a tendência atual continuar, podemos ver aumentos de 3 a 5 graus Celsius até o fim do século”, afirmou.

Dados de cinco órgãos que monitoram de forma independente as temperaturas globais e que formaram a base do relatório anual mais recente da OMM indicam que 2018 foi o quarto ano mais quente já registrado.

“Vale repetir que somos a primeira geração a entender completamente as mudanças climáticas e a última geração capaz de fazer algo sobre isso”, disse Taalas.

Os comentários do secretário-geral da OMM apoiam as descobertas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Em seu relatório sobre aquecimento global de 1,5°C, o órgão concluiu que a temperatura média global na década anterior a 2015 era 0,86°C acima dos níveis pré-industriais.

Entre 2014 e 2018, no entanto, esta média cresceu para 1,04 °C acima da base pré-industrial, disseram especialistas do IPCC.

“É mais do que apenas números”, afirmou a vice-secretária-geral da OMM, Elena Manaenkova, destacando que “cada fração de um grau de aquecimento faz uma diferença à saúde humana e ao acesso a água fresca e comida”.

A extinção de muitos animais e plantas também está ligada ao aquecimento global, assim como a sobrevivência de recifes de corais e da vida marinha.

“Isto faz uma diferença à produtividade econômica, segurança alimentar e para a resiliência de nossas infraestruturas e cidades”, declarou Elena.

E acrescentou: “Isto faz uma diferença à velocidade de derretimento de geleiras e fornecimento de água e ao futuro de ilhas e comunidades costeiras. Cada porção extra importa.”

O relatório da OMM é parte das evidências científicas que foram usadas em 14 de dezembro em Katowice, na Polônia, durante a Conferência do Clima.

Agricultura orgânica é chave para alimentar o mundo, dizem os cientistas

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington concluíram que alimentar a população global, em constantemente crescendo, com metas de sustentabilidade em mente é possível.

A equipe de estudiosos realizou uma revisão de centenas de estudos publicados que fornece evidências de que a agricultura orgânica pode produzir rendimentos suficientes, ser lucrativa para os agricultores, proteger e melhorar o meio ambiente e ser mais segura para os trabalhadores agrícolas.

O estudo de revisão, intitulado “Agricultura Orgânica no Século 21”, é apresentado como matéria de capa da edição de fevereiro da revista Nature Plants e é de autoria de John Reganold, professor de ciência do solo e agroecologista e do doutorando Jonathan Wachter, segundo informações do Science Daily.

É o primeiro estudo desse tipo a analisar 40 anos de ciência comparando a agricultura orgânica e a convencional entre os quatro objetivos de sustentabilidade identificados pela Academia Nacional de Ciências: produtividade, economia, meio ambiente e bem-estar comunitário.

“Centenas de estudos científicos mostram agora que a agricultura orgânica deve desempenhar um papel na alimentação do mundo”, disse Reganold, principal autor do estudo. “Trinta anos atrás, havia apenas alguns poucos estudos comparando a agricultura orgânica com a convencional. Nos últimos 15 anos, esse tipo de estudo disparou”.

A produção orgânica atualmente representa apenas um por cento de todas as terras usadas para agricultura no mundo, apesar do rápido crescimento nas últimas duas décadas.

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Os críticos argumentam há muito tempo que a agricultura orgânica é ineficiente, exigindo mais terras para produzir a mesma quantidade de alimentos. O artigo de revisão descreve casos em que os resultados do cultivo orgânico podem ser superiores aos métodos convencionais de cultivo.

“Em condições severas de seca, que devem aumentar com a mudança climática, as fazendas orgânicas têm o potencial de produzir excelentes colheitas por causa da maior capacidade de retenção de água dos solos organicamente cultivados”, disse Reganold.

No entanto, mesmo quando os rendimentos forem menores, a agricultura orgânica ainda é mais lucrativa para os agricultores pois os consumidores estão dispostos a pagar mais. Preços mais altos podem ser justificados como forma de compensar os agricultores por fornecer serviços ecossistêmicos e evitar danos ambientais ou custos externos.

Numerosos estudos na revisão também comprovam os benefícios ambientais da produção orgânica. No geral, fazendas orgânicas tendem a armazenar mais carbono do solo, têm melhor qualidade do solo e reduzem a erosão do solo.

A agricultura orgânica também cria menos poluição no solo e na água e reduz as emissões de gases de efeito estufa. Além de ser mais eficiente em termos energéticos porque não depende de fertilizantes sintéticos ou pesticidas.

Foto: Organicsnet/Reprodução

Foto: Organicsnet/Reprodução

O modo de produção também está associado à maior biodiversidade de plantas, animais, insetos e micróbios, bem como à diversidade genética. A biodiversidade aumenta os serviços que a natureza oferece, como a polinização, e melhora a capacidade dos sistemas agrícolas de se adaptarem às mudanças de condições.

Reganold disse que alimentar o mundo não é apenas uma questão de produção elevada, mas também requer o exame do desperdício de alimentos e a distribuição da comida.

“Se você analisar a produção de calorias per capita, estamos produzindo comida mais do que suficiente para 7 bilhões de pessoas agora, mas desperdiçamos de 30% a 40% disso”, disse Reganold. “Não é apenas uma questão de produzir o suficiente, mas tornar a agricultura ambientalmente correta e garantir que a comida chegue àqueles que precisam dela”.

Reganold e Wachter sugerem que nenhum tipo de agricultura pode alimentar o mundo. Em vez disso, o que é necessário é um equilíbrio de sistemas, “uma mistura de orgânicos e outros sistemas agrícolas inovadores, incluindo sistemas agroflorestais, agricultura integrada, agricultura de conservação, culturas mistas e sistemas ainda a serem descobertos”.

Reganold e Wachter recomendam mudanças nas políticas para lidar com as barreiras que impedem a expansão da agricultura orgânica. Tais obstáculos incluem os custos da transição para a certificação orgânica, falta de acesso a mão-de-obra e mercados, e falta de infraestrutura apropriada para armazenar e transportar alimentos. Ferramentas legais e financeiras são necessárias para incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis.

Ativistas veganos documentam o sofrimento animal pelo mundo

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

Os ativistas e fotógrafos embarcaram no projeto há 10 meses, quando deixaram suas vidas em Londres (Inglaterra) para documentar a situação dos animais explorados e abusados em todo o mundo.

O casal de ativistas veganos lançou um arquivo de livre acesso e gratuito contendo fotografias e filmagens da exploração de animais, chamado Moving Animals, em uma tentativa de conquistar um progresso efetivo no movimento pelos direitos animais.

A ferramenta, que será alimentada continuamente, contém atualmente mais de 500 imagens que foram acumuladas nos últimos 10 meses em todo o Sri Lanka, Índia e Reino Unido.

O arquivo foi criado pelos ativistas e fotógrafos Amy e Paul, que se conheceram enquanto trabalhavam para a PETA UK. Eles começaram a documentar a exploração animal em todo o mundo depois de receber apoio da Culture and Animals Foundation.

Eficácia comprovada

De acordo com o casal, as imagens e filmagens já foram divulgadas por algumas das mais importantes plataformas de notícias, instituições de caridade para animais e canais de mídia social, incluindo nomes como UNILAD, The Independent, PETA e Mail Online.

“Acreditamos que imagens poderosas e narrativas eficazes têm o poder de mudar a mentalidade das pessoas e, assim, cada acesso que recebemos traz consigo a promessa de tornar o mundo um lugar melhor para os animais, um ser humano de cada vez”, afirmaram os ativistas em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Temos a esperança que nossas fotografias e filmagens ajudem a contar as histórias dos animais que são forçados a permanecer em silêncio”.

O arquivo esta disponível aqui – todo o conteúdo é gratuito para organizações, ativistas, grupos de discussão de mídia e plataformas de mídia social, mas a utilização das imagens deve ser creditada à Moving Animals.

Relatório revela classificação de empresas em relação ao bem-estar animal

WAN/Reprodução

WAN/Reprodução

Um relatório anual recém lançado, considerado marco de referência em negócios, revela que o bem-estar animal infelizmente não é uma prioridade para algumas das maiores empresas de alimentos e restaurantes do mundo.

As informações revelam que o bem-estar dos animais, nem sequer está na agenda de algumas dessas empresas conhecidas e consideradas confiáveis pelo público. A informação contrasta com o esforço de outras marcas menores, líderes em seus segmentos, que têm trabalhando duro para melhorar o bem-estar animal em sua lógística de operação.

O sétimo Marco de Referência em Negócios sobre Bem-estar Animal em Fazendas (BBFAW, na sigla em inglês), apoiado pela World Animal Protection e Compassion in World Farming, é a principal fonte de referência mundial sobre o bem-estar dos animais de fazenda.

Ele classifica 150 empresas de alimentos em relação aos padrões de bem-estar animal dos níveis 1 a 6, sendo o nível 1, o melhor e o nível 6, o pior.

A gigante norte-americana Mars e uma das maiores cadeias de supermercados da Europa, a E.Leclerc, estão na parte inferior da tabela no nível 6 e mostram pouca consideração pelo bem-estar animal em seus negócios.

O relatório conclui que não há evidências de que o bem-estar dos animais sequer esteja na agenda comercial dessas empresas.

A Amazon, a maior empresa do mundo e proprietária do Whole Foods Market, teve um desempenho ligeiramente melhor e alcançou um status de nível 5, assim como a Starbucks, a Papa Johns, a Subway, a Campbell’s Soup e a Hershey.

Para essas empresas, o bem-estar dos animais está na agenda comercial, mas há evidências de implementação limitadas.

A classificação da lista de referência mostra que há mais trabalho a ser feito por outros nomes famosos, que ficaram na parte inferior do ranking. A multinacional de varejo Walmart e a gigante do fast-food Burger King obtiveram apenas o status de nível 4.

A cadeia de supermercados alemã Aldi e o McDonald’s, ambos do setor fast food, estão classificados no nível intermediário 3, ou seja, têm políticas estabelecidas, mas têm mais trabalho a ser feito.

A gigante britânica-holandesa Unilever, que vende inúmeros alimentos de marcas famosas, como Ben e Jerry’s e Hellmann’s, alcançam uma classificação alta, no nível 2, assim como a gigante francesa Danone – ambas mostraram que o bem-estar dos animais é essencial para sua estratégia de negócios.

Também estão no nível 2, os supermercados britânicos Morrisons e Sainsburys. A Whitbread, maior operadora de hotéis e restaurantes do Reino Unido, também se classificou no segundo nível, juntamente com a Greggs, a maior rede de padaria do Reino Unido.

As empresas britânicas dominam o topo da tabela, no nível 1. A Waitrose, a Marks & Spencer, a Cranswick (uma das maiores produtoras de alimentos da Grã-Bretanha), a Noble Foods (fabricantes de GU Puds) assumiram a liderança no bem-estar animal.

Ranking do Bem-Estar Animal em Fazendas de Criação (limitado a companhia selecionadas):

Nível 1 – Liderança
Waitrose, Marks & Spencer, Noble Foods, Cranswick

Nível 2 – Integrada a estratégia de negócio
Unilever, Danone, Morrisons, Sainsburys, Whitbread, Greggs

Nível 3 – Estabelecida, mas ainda há trabalho a ser feito
McDonald’s, Aldi

Nível 4 0 – Fazendo progressos na implementação
Walmart, Burger King (Restaurant Brands International)

Nível 5 – Está na agenda de negócios, mas possui evidências limitadas de implementação
Amazon (owner of Whole Foods), Starbucks, Pappa John’s, Subway, Campbell Soup, Hershey

Nível 6 – Sem evidências de que esteja na agenda de negócios da empresa
Mars Inc, E.Leclerc

No geral, a prática das empresas continua mostrando uma melhora consistente de ano para ano, desde o lançamento do Marco de Referência em 2012:

– 53% das empresas têm agora um conselho explícito ou a supervisão de gerenciamento nível sênior de bem-estar dos animais

– 71% publicaram objetivos formais de melhoria para o bem-estar dos animais

Das 55 empresas de alimentos que tem sido continuamente incluídas no indice de referência desde 2012, 17 (31%) subiram um nível, 20 (36%) subiram dois níveis e 8 (15%) subiram três níveis.

Essas melhorias são impressionantes, dada a severidade dos critérios do Marco de Referência e a ênfase crescente no relatório de desempenho e impacto ao longo deste tempo.

No entanto, enquanto pouco mais da metade das empresas relata a proporção de animais livres de confinamento, apenas uma em cada quatro empresas cobertas pelo relatório fornece qualquer informação sobre a proporção de animais anestesiados antes da morte, e apenas um em cada cinco relatórios de empresas menciona o tempo de transporte de animais vivos.

Steve McIvor, CEO da World Animal Protection, disse em um comunicado: “Se você se preocupa com os animais, então deveria pensar duas vezes antes de dar seu dinheiro a alguns desses varejistas e restaurantes. Gigantes como Burger King e Walmart devem levar o bem-estar animal muito mais a sério”.

“Produtores de alimentos, supermercados e cadeias de restaurantes não podem mais ignorar o bem-estar animal, pois os consumidores agora têm mais informações ao alcance dos dedos e mostram que se preocupam cada vez mais com o bem-estar dos animais quando decidem onde comprar e comer”, finaliza ele.

Garotinha com câncer raro quer receber cartas de cães do mundo todo

Apesar do sofrimento, sempre que Emma vê a imagem de um cão, ela sorri.

Emma Mertens, de sete anos, está pedindo para que cães do mundo todo lhe enviem cartas. A garotinha de Hartland, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, sofre de Glioma Pontino Intrínseco Difuso (DIPG), um câncer raro que afeta o tronco cerebral.

Mas, apesar do sofrimento, sempre que Emma vê a imagem de um cão, ela sorri. No mês passado, sua família publicou o seu pedido nas mídias sociais, e as pessoas têm atendido ao apelo – enviando correspondências com fotos e narrativas como se fossem os próprios cães escrevendo.

Hoje, a CNN também publicou uma reportagem especial sobre Emma, revelando que ela já recebeu mais de 80 mil cartas, e não apenas dos Estados Unidos, mas também de países como Japão, Austrália e Venezuela.

“Quando Emma está desanimada, muito cansada por causa da radioterapia ou apenas acordou de uma soneca, usamos as fotos como um bom estimulante”, diz o pai, acrescentando que isso a ajuda a seguir em frente.

Você pode enviar uma carta para Emma Mertens:

Caixa Postal 230

Hartland, Wisconsin

CEP: 53029

Tubarão de 400 anos é o animal mais velho do mundo

Tubarão de 400 anos é o animal mais velho do mundo

Estamos a todo momento tentando desvendar o nosso próprio passado, sem perceber, que muito dele foi visto pelos olhos de criaturas ainda vivas. Existem animais que vivem mais de um século, ou muito mais que isso.

Quer um exemplo? As tartarugas da Ilhas Galápagos podem chegar a viver 170 anos de idade. Mas acredite, esse não é o teto máximo. O ser humano descobriu qual é o animal mais velho do mundo, e vai contar para vocês.

Os Tubarões-da-Groenlândia são os animais vertebrados mais velhos do mundo. Eles crescem cerca de 1 cm por ano, e só atingem a maturidade sexual aos 150 anos. Os pesquisadores só conseguiram identificar isso através da datação por radiocarbono, determinando as idades de 28 desses animais. Eles conseguiram estimar que uma fêmea morta recentemente tivesse cerca de 400 anos.

O recorde anterior era o de uma baleia-da-Groenlândia (Balaena mysticetus) com idade estimada de 211 anos. Mas a coisa ficaria feia se os invertebrados entrassem no jogo. Nessa competição, o título ficaria com um molusco de 507 anos conhecido como Ming, que teria vivido de 1499 a 2006.

Julius Nielsen, biólogo marinho na Universidade de Copenhague, junto a outros autores, escreveu um artigo sobre o tema na revista científica Science. “Sabíamos que estávamos lidando com um animal incomum, mas acho que todos na equipe ficaram muito surpresos de saber que são tão velhos”, afirmou o cientista.

Somniosus microcephalus, o tubarão-da-Groenlândia, pode chegar a medir até cinco metros de comprimento. Eles nadam lentamente nas águas geladas e profundas do Atlântico Norte.

Agora que foi descoberto a idade real desses animais, a sua existência corre perigo, devido a caça e pesca. Além disso, os tubarões-da-Groenlândia ainda podem estar se recuperando de um período de pesca excessiva após a Segunda Guerra Mundial. Os fígados dos tubarões eram usados para óleo de máquinas, e eles foram caçados em grande escala até o desenvolvimento de uma alternativa sintética reduzir a demanda pelo animal.

“Quando você avalia a distribuição da espécie pelo Atlântico Norte, é bem raro ver fêmeas em idade reprodutiva, e mais raro ainda encontrar recém-nascidos ou indivíduos juvenis”, afirmou Nielsen. “Parece que a maioria é subadulta. E isso faz sentido: se você teve toda essa pressão de pesca, todos os animais mais velhos não estão mais por aqui. E não há muitos indivíduos aptos a reproduzir. Ainda existe, porém, uma boa quantidade de ‘adolescentes’, mas ainda levará mais cem anos para se tornarem ativos sexualmente”, completou.

Fonte: R7

Uma mensagem de Woody Harrelson para o mundo

“Este é o século 21, se usarmos nossos recursos sabiamente, não haverá razão para que alguém não tenha o que necessita” (Acervo: Getty Images)

Temos o hábito de comprar fast food, que não é comida de verdade. Compramos galões de produtos de limpeza que são nocivos, quando um bom sabão macio e facilmente degradável pode fazer muito bem esse trabalho. Estamos envenenando nossos lares e desperdiçando sem nenhuma boa razão o nosso dinheiro conquistado arduamente. Por quê? Porque a indústria diz que é isso que devemos fazer. Eles só querem que você compre coisas.

Por exemplo, se uma companhia polui o meio ambiente ou realiza negócios reprováveis, se você não comprar os produtos deles, eles irão mudar. Se você não quer comida com muitos produtos químicos ou transgênicos nela, então não compre. A partir do minuto que assumimos a responsabilidade e gastamos nosso dinheiro sabiamente, cada político, cada corporação e cada líder ao redor do mundo saberá que nós despertamos.

Este é o século 21, se usarmos nossos recursos sabiamente, não haverá razão para que alguém não tenha o que necessita. Não há nenhum motivo para que as pessoas morram de fome neste planeta. O homem ou a mulher comum, sejam eles israelenses ou palestinos, protestantes ou católicos, iraquianos ou estadunidenses, só querem viver em paz e justiça em um ambiente limpo.

Quando olhamos ao redor do mundo e vemos que esse não é o nosso caso, sabemos que a maioria da população não é ouvida. Esse é o primeiro sinal de que nosso sistema está quebrado. O governo não irá fazer essas mudanças para nós. Isso cabe ao ser humano comum.

Nenhuma indústria vai continuar com uma prática ou um produto que você, enquanto consumidor, não quer comprar. É de vital importância que você entenda isso, porque isso lhe dá o poder supremo de mudar o mundo em que você vive.

Empresas são extremamente sensíveis sobre sua reação em relação aos seus produtos, porque eles sabem que se você não comprá-los, eles terão que sair desse negócio. Isso não é algo que muitas empresas estão dispostas a considerar e, ao escolher gastar seu dinheiro sabiamente, você acaba promovendo as empresas que fazem negócios de forma mais socialmente responsável.

A message for the world from Woody Harrelson (Uma mensagem de Woody Harrelson para o mundo), gravado pela Real Leaders Magazine em maio de 2016. O ator estadunidense Woody Harrelson, que conquistou projeção internacional a partir de 1994, quando estrelou o filme “Natural Born Killers”, de Oliver Stone, foi indicado duas vezes ao Oscar. Ele é vegano, ativista dos direitos animais e ativista social.