Grupo de 16 rinocerontes negros é transportado para reserva em Eswatini

Uma mãe e seu filhote, "deschifrados" por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Uma mãe e seu filhote, “deschifrados” por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Cerca de 80% dos rinocerontes do mundo vivem na África do Sul – e o país foi duramente atingido pela caça a esses belos animais e seus chifres. Em um esforço para conservar o número cada vez menor de rinocerontes negros restantes, uma equipe de especialistas transferiu recentemente 16 membros das espécies criticamente ameaçadas da África do Sul para um território mais seguro em Eswatini, como relata a Reuters.

Entre os rinocerontes realocados estão animais do sexo feminino e masculino em idade de reprodução, adultos, jovens e filhotes, tornando-se um “grupo demograficamente completo”, disse a BG Parks, uma organização privada que promove tanto o ecoturismo quanto a conservação, em um comunicado.

Os animais já haviam sido mantidos em um rancho na África do Sul, mas a ameaça dos caçadores levou o custo de proteger os animais a “níveis insustentáveis”, explicou a ONG .

Somente em 2018, 769 rinocerontes foram mortos na África do Sul, de acordo com a Save the Rhino – um declínio acentuado em relação a 2017, quando 1.028 rinocerontes foram caçados, mas ainda um número desconcertantemente alto.

Eswatini, um país sem litoral, rodeado pela África do Sul e Moçambique, tem um histórico melhor; apenas três rinocerontes foram perseguidos nos últimos 26 anos, graças a leis “muito rigorosas” e “sólida vontade política e apoio à conservação da vida selvagem”, disse BG Parks.

Os rinocerontes-negros, o menor das duas espécies de rinocerontes africanos, foram levados à beira da extinção por caçadores e colonos europeus no século 20, de acordo com o World Wildlife Fund. Em 1995, seus números caíram 98%, para menos de 2.500. Esforços de conservação continuados trouxeram a população de volta para entre 5 mil e 5.455 indivíduos, mas a espécie ainda é considerada criticamente ameaçada. A caça visando o comércio internacional de chifres de rinocerontes permanece a maior ameaça à espécie.

O esforço para transportar os 16 rinocerontes da África do Sul para Eswatini levou 11 meses de planejamento. Outras relocações recentes de rinocerontes negros não foram tão bem sucedidas. No ano passado, 10 dos 11 rinocerontes negros morreram enquanto eram transportados para um parque de vida selvagem no Quênia, e o único sobrevivente foi atacado por leões.

Para a realocação da Eswatini, a equipe trabalhou cuidadosamente para garantir que os animais fossem transportados com segurança e com o mínimo de estresse. Especialistas em rinocerontes e translocadores participaram da iniciativa, e a polícia de Eswatini estava à disposição para escoltar os rinocerontes até seu novo lar. A BG Parks observa que filhotes com menos de seis meses foram transportados e reunidos a suas mães sem ferimentos – um sinal do sucesso do esforço.

Os 16 rinocerontes viverão agora em um parque nacional recomendado pelo Grupo de Especialistas em Rinocerontes Africanos da IUCN. Antes de serem libertados, os animais foram desmamados, para desencorajar os caçadores a atacá-los. Mas o trabalho para manter os rinocerontes seguros será contínuo.

“A realocação da última semana marca o fim da primeira fase deste projeto”, disse Ted Reilly, executivo-chefe da BG Parks. “Com todos os 16 rinocerontes transportados com segurança na África do Sul, levados por mais de 700 km através de uma fronteira internacional, “deschifrados” e lançados em segurança em habitat privilegiado, a segunda e mais árdua fase de monitoramento e segurança está apenas começando!”

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Imagens de câmera de segurança flagram vândalos invadindo reserva natural e maltratando animais

Foto: CBS

Foto: CBS

As autoridades estão em busca de vândalos que danificaram uma reserva natural de Long Island, nos Estados Unidos, perseguindo e assediando os animais no local, e em determinado momento forçando uma cabra a beber cerveja de uma garrafa.

A Equipe de Operações Especiais da Divisão de Guarda-Parques do Departamento de Segurança Pública de Smithtown está buscando ajuda para encontrar os quatro criminosos que invadiram a Reserva Natural de Sweetbriar em Smithtown, Long Island, e danificaram as instalações do local.

Enquanto estiveram na propriedade, que abriga cerca de 100 animais, os homens abriram gaiolas, subiram em um curral e perseguiram os animais residentes da reserva.

Os vândalos também filmaram a si mesmos segurando uma garrafa de cerveja e virando na boca de uma cabra, informou o canal News 12 Long Island.

A diretora da reserva Sweetbriar Nature Center, Janine Bendicksen, disse à CBS New York que estava “furiosa e enojada” com as ações dos vândalos.

Foto: CBS

Foto: CBS

Autoridades de preservação da natureza disseram que as ações dos vândalos naquela noite foram capturadas por uma câmera de trilha escondida, que os criminosos encontraram e depois tentaram destruir o equipamento, jogando-a em um lago na propriedade.

No vídeo de vigilância, obtido pela CBS New York, um dos homens pode ser ouvido dizendo: “Basta pegar todo ele (equipamento)”, enquanto outro homem diz a ele: “Estou jogando na água. Não se preocupe”.

Foto: Smithtown Public Safety Department

Foto: Smithtown Public Safety Department

Os homens não pareciam ter qualquer motivo para preocupação até a semana passada, quando uma inspeção rotineira da qualidade da água na lagoa levou a um trabalhador a encontrar a câmera na água e a recuperar o vídeo de vigilância, embora o cartão de memória da câmera tenha sido corroído, foi possível recuperar as imagens.

Foto: Smithtown Public Safety Department

Foto: Smithtown Public Safety Department

“Ah, eles definitivamente pensaram que se safariam disso”, disse a diretora do Sweetbriar Nature Center, Janine Bendicksen, à CBS New York, acrescentando que “eles ficarão extremamente surpresos quando seus rostos aparecerem no noticiário”.

As pessoas vistas na filmagem da câmera de vídeo podem enfrentar acusações de danos criminais, pequenos furtos e crueldade com animais.

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Leoa vigia e assiste seus filhotes descobrindo o mundo em reserva natural

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Esta filmagem impressionante mostra três leões filhotes irmãos de apenas um mês de idade brincando de brigar enquanto tentavam impressionar seus pais.

Os filhotes nasceram em Port Lympne Hotel & Reserve, em Kent (Reino Unido), no mês passado, tendo como pais: Adras, um enorme e impressionante leão do sexo masculino e a bela leoa Oudrika.

Eles são os primeiros leões da espécie (Panthera leo leo) a nascer na reserva em mais de 10 anos, após Oudrika deu à luz na madrugada de 13 de maio.

Agora, com pouco mais de um mês de idade, os filhotes estão crescendo em tamanho e confiança todos os dias.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

A filmagem do trio mostra-os brincando e explorando enquanto seus pais observam. A equipe da reserva diz que ela está encantada com o progresso.

Richard Barnes, representante da reserva, disse: “Os filhotes estão ficando agitados e brincalhões agora, estão em ótima forma e estão claramente curtindo brigas de brincadeira entre si”.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

“Suas travessuras são encantadoras, mas não demorará muito para que eles saiam a brincar por aí e deixem seus pais de lado”.

Os visitantes do local já viram os jovens leões arteiros – mas não é necessária uma visita à reserva para ver os recém-chegados.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Port Lympne agora montou o Cub Cam (Câmera dos Filhotes, na tradução livre), permitindo que os fãs do trio se mantenham atualizados sobre seu progresso e comportamento, sem perder nada.

E uma compilação dos destaques do vídeo do Cub Cam foi montada na página da reserva no Youtube.

Os leões aque vivem na reserva de Kent são os leões de Barbary, que foram extintos na natureza por pelo menos 50 anos.

Foto: Ferrari Press

Foto: Ferrari Press

Todos os leões do parque descendem de um grupo que antes era mantido no zoológico particular do Rei do Marrocos, de acordo com informações da reserva.

Os leões de Barbary eram nativos do norte da África e foram encontrados em lugares como Egito, Marrocos e Argélia.

Eles foram extintos após a caça em massa nos séculos 19 e 20.

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Cinco rinocerontes negros mantidos em cativeiro na Europa serão libertados em Ruanda

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Os animais estão sendo transferidos por via área, são 6 mil quilômetros de distância, a operação representa o maior transporte de rinocerontes da Europa para a África já realizado, e só ocorre após anos de preparativos.

Menos de 5 mil rinocerontes negros selvagens e apenas mil rinocerontes negros orientais restaram na África e permanecem sob ameaça de caça.

Três rinocerontes negros do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades entre dois e nove anos, foram escolhidos para a mudança para o Parque Nacional de Akagera.

Todos os cinco nasceram e cresceram na Europa e estiveram em cativeiro por toda a vida.

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasiri, Jasmina e Manny nasceram no Safari Park Dvur Kralove na República Tcheca, Mandela vem do Ree Park Safari na Dinamarca, e Olmoti é da Flamingo Land no Reino Unido.

Eles foram doados ao Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um esforço para impulsionar a população de rinocerontes negros na África Oriental.

Espécie em extinção

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido.

Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social.

Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

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Adaptação natural protege alguns animais dos efeitos da mudança climática

Foto: CYNTHIA MOSS LAB

Foto: CYNTHIA MOSS LAB

Uma nova pesquisa conduzida pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, aponta que a ameça em larga escala prevista para algumas espécies como resultado da mudança climática pode ser superestimada devido à capacidade de certos animais se adaptarem ao aumento de temperatura e a aridez.

Pesquisadores recentemente desenvolveram uma nova abordagem para determinar com mais precisão a vulnerabilidade dessas espécies, o que poderia ajudar os esforços de conservação, garantindo que eles foquem em espécies de maior risco. Suas descobertas foram publicadas hoje na revista científica PNAS.

Os métodos atuais para avaliar a vulnerabilidade das espécies ignoram o potencial de algumas populações de animais de se adaptarem geneticamente ao seu ambiente em mudança, significando que são capazes de sobreviver em temperaturas mais quentes e condições mais secas do que outras populações dentro da mesma espécie.

A equipe internacional de pesquisadores foi liderada pelo Dr. Orly Razgour, professor de Ecologia da Universidade de Southampton, e concentrou os estudos nos dados genômicos de duas espécies de morcegos nativas do Mediterrâneo, uma área que é particularmente afetada pelo aumento das temperaturas globais.

O Dr. Razgour disse: “A abordagem mais usada para prever o futuro dos morcegos sugere que a variedade de habitats adequados diminuiria rapidamente devido às mudanças climáticas. No entanto, isso pressupõe que todos os morcegos da mesma espécie lidem com mudanças de temperatura e climas mais secos. Da mesma forma, desenvolvemos uma nova abordagem que leva em conta a capacidade de os morcegos da mesma espécie se adaptarem a diferentes condições climáticas”.

Foto: animalspal

Foto: animalspal

Pegando amostras das asas de mais de 300 morcegos que vivem na natureza, os cientistas puderam estudar seu DNA e identificar os morcegos individuais que se adaptaram para prosperar em condições quentes e secas e aqueles que foram adaptados para ambientes mais frios e úmidos. Eles então usaram essa informação para criar modelos de mudanças na adequação climática e a distribuição de cada grupo sob futuras mudanças no clima.

Uma vez que os cientistas mapearam as áreas mais povoadas por cada grupo de morcegos adaptados, eles estudaram as paisagens entre cada área para determinar se elas permitiriam que os morcegos adaptados a seca se movessem para áreas habitadas pelos morcegos adaptados ao frio. As descobertas do estudo mostraram contudo que havia cobertura florestal adequada – elemento vital para esses morcegos se movimentarem – na maior parte das paisagens.

Graças a esta conectividade paisagística, os indivíduos adaptados às condições de seca a temperaturas mais quentes podem alcançar populações adaptadas ao frio e se reproduzir com elas, o que aumentará o potencial da população para sobreviver à medida que as condições se tornam mais quentes e secas.

“Acreditamos que se este modelo for usado para avaliar a vulnerabilidade de qualquer espécie à mudança climática, poderemos reduzir previsões errôneas e esforços de conservação equivocados. Qualquer estratégia de conservação deve considerar como os animais podem se adaptar localmente e não deve se concentrar apenas em áreas com populações ameaçadas, mas também em facilitar o movimento entre as populações. É por isso que é importante olhar para o efeito combinado das mudanças climáticas e da perda de habitat”, o Dr. Razgour concluiu.