Dia Mundial do Meio Ambiente: aumento da devastação ambiental é alarmante

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na data, ONGs lançam, todos os anos, manifestos e medidas para alertar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. No mesmo dia é celebrado também O Dia da Ecologia.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

A exploração irresponsável e gananciosa dos recursos naturais tem causado devastação em todo o mundo. No Brasil, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante. Dados indicaram que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, com 19 hectares de floresta amazônica sendo destruídos por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Além disso, um estudo feito pela ONG Conservação Ambiental concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lideram uma tendência mundial de retrocessos ambientais. De acordo com o levantamento, 85 atos legislativos foram promulgados no Brasil, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados de floresta – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. Desses, 60 afetaram a Amazônia, região que perdeu mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção devido a mudanças legislativas.

O Brasil, ainda de acordo com o estudo, é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira explica que retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse Teixeira, em entrevista à BBC News Brasil.

(Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Para o geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, o cenário, que ele considera assustador, “reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”.

O jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, reforça que “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse Ricupero à BBC.

O desmatamento, no entanto, não é o único problema que tem afetado o meio ambiente no mundo. A poluição, especialmente aquela causada pelo plástico, tem devastado ecossistemas e tirado a vida de animais, principalmente os marinhos. No oceano Pacífico, entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí, 80 mil toneladas de plástico compõe um “ilha de lixo” de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. As consequências dessa quantidade extrema de plásticos nos oceanos, caso ações para reverter esse cenário não sejam executadas, são graves: segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial de Davos em parceria com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey, os oceanos terão mais plástico do que peixes até 2050. A pesquisa concluiu que a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

(Foto: Pixource/Pixabay)

A poluição do ar também é considerada alarmante e será tema, inclusive, da conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, sediada pela China e promovida pela Organização das Nações Unidas no quadro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O objetivo é incentivar governos, indústrias, comunidades e indivíduos a usar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em todo o mundo, já que a poluição tem gerado cerca de 7 milhões de mortes humanas e afetado, também, os animais.

“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2019. O país demonstrou liderança no combate à poluição do ar internamente e, agora, pode ajudar a estimular outras partes do mundo a agirem. A poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”, declarou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, ao portal Nações Unidas Brasil.


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Reservas naturais vão receber cerca de 3 mil animais selvagens em Moçambique

A Administração Nacional das Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC) anunciou este sábado que cerca de três mil animais selvagens vão chegar este ano aos parques e reservas nacionais provenientes dos países vizinhos.

“Temos em perspetiva a reintrodução de cerca de três mil animais provenientes do exterior, dos países vizinhos, ainda este ano”, declarou Mateus Muthemba, diretor-geral da ANAC, em conferência de imprensa alusiva ao oitavo aniversário da Anac.

KELLY BARNES/EPA

Internamente, prosseguiu, serão deslocados cerca de dois mil animais de alguns parques e reservas para outros, no quadro da política de repovoamento dos espaços da vida selvagem, com défice de população animal.

Mateus Muthemba considerou “difícil” indicar em concreto quantos animais existem nos parques e reservas moçambicanas, dado que essa informação carece de um censo geral da população animal.

Assinalou que a introdução de novos animais nos parques e reservas moçambicanas enquadra-se no programa de reposição de efetivos destruídos pela guerra civil que terminou em 1992 e pela caça.

“Desde 2015 até ao momento foi feito um investimento considerável na área da conversação, foram reintroduzidos cerca de seis mil animais de diferentes espécies”, frisou Muthemba.

Elefantes, búfalos, leões, pivas, zebras e impalas incluem-se entre os animais reintroduzidos nos parques e reservas nacionais, acrescentou.

O administrador da ANAC destacou que a instituição intensificou a luta contra a caça e como resultado não há registro de nenhum elefante morto na reserva do Niassa, o maior habitat da espécie em Moçambique neste momento.

“Potenciamos a proteção dos animais intensificando a fiscalização, através do aumento de fiscais e recorrendo a tecnologias de vigilância mais sofisticadas, o que contribuiu para a redução da caça”, sublinhou Mateus Muthemba.

A dinâmica introduzida pela ANAC permitiu igualmente o apetrechamento das áreas de conservação em termos de infraestruturas, aumentando o potencial turístico dessas zonas.

“Os nossos parques e reservas estão mais apetecíveis, mais atrativos para o turismo”, frisou Mateus Muthemba.

Para reforçar a consciência cívica sobre a importância da conservação da vida selvagem, a ANAC promoveu este sábado uma excursão para cerca de 200 crianças de duas escolas à Reserva Especial de Maputo (REM), onde foram avistar diversos tipos de animais.

“Todo o entusiasta da conservação teve uma experiência com a vida selvagem ainda em criança, de pequenino se torce o pepino”, disse o administrador da ANAC.

Fonte: Observador


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Brasil se nega a assinar acordo global da ONU para conter uso de plástico

O governo brasileiro se negou a assinar um acordo global, proposto pela ONU, para tentar conter o problema dos plásticos na natureza. Ambientalistas consideraram a decisão uma contradição, já que, antes, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu prioridade ao combate ao lixo marinho com a criação do Plano de Ação Nacional de Combate ao Lixo no Mar, para o qual seriam investidos R$ 40 milhões.

Plástico afeta animais e prejudica o meio ambiente (Foto: John Cancalosi/ National Geographic)

Em entrevista ao Blog da Amelia Gonzalez, do G1, a gerente do Programa Marinho e Mata Atlântica do WWF Brasil, Anna Carolina Lobo, confirmou que o Brasil, junto dos Estados Unidos e de outros cinco países, optou por não estar no grupo dos 187 que apoiaram o acordo da ONU para diminuir a produção de plástico de uso único, para fomentar pesquisas que visem descobrir alternativas e para realizar estudos científicos sobre reciclagem.

O Brasil e os Estados Unidos estão entre os cinco países que mais produzem lixo plástico. Além deles, a China, a Índia e a Indonésia também integram essa lista. Segundo a ONU, “a poluição proveniente do lixo plástico atingiu proporções epidêmicas com uma estimativa de 100 milhões de toneladas de plástico encontradas atualmente nos oceanos”.

Apesar de ser um dos maiores produtores de lixo plástico, em março, durante uma reunião sobre meio ambiente, realizada pela ONU em Nairóbi, no Quênia, o Brasil apresentou um forte posicionamento ao lado dos Estados Unidos, que tem sido contra acordos globais em prol da natureza. A atitude do governo brasileiro foi desaprovada por ambientalistas e ocorreu apenas uma semana após o lançamento do Plano Nacional, que foi apresentado na cidade de Santos (SP).

Há dez dias, um novo retrocesso: o Brasil se posicionou contra um acordo conseguido em Genebra, na Suíça, denominado “Planeta Limpo, Pessoas Saudáveis: Boa Gestão de Produtos Químicos e Resíduos”.

“É inacreditável, uma grande contradição. Foi uma surpresa para nós, porque no início do governo havia uma determinação em cuidar do tema lixo marinho. O Brasil fez um movimento de aproximação dos Estados Unidos por conta da OCDE, que agora anuncia que vai priorizar a entrada da Argentina e da Rússia”, diz Anna Carolina Lobo.

Tartaruga fica presa à rede de plástico (Foto: Jordi Chias/ National Geographic)

O Brasil terá uma nova chance de corrigir sua postura retrógrada em relação ao meio ambiente em setembro, em uma nova reunião da ONU. Devido a esse novo encontro global, uma petição dirigida aos líderes mundiais, para que definam metas rigorosas para acabar com o despejo de plástico nos oceanos até 2030, já está sendo divulgada na internet.

“Desde 2015, quando foi descoberta uma tartaruga cujo corpo ficou com forma de ampulheta porque ficou presa a um plástico do tipo usado em latas de cerveja as pessoas começaram a ter sua atenção voltada para o problema. Na verdade, todo mundo que consome animais marinhos, por exemplo, está consumindo plástico”, diz Anna Carolina Lobo.

“O plástico é o lixo número um encontrado no Oceano Atlântico aqui no Brasil. Baleias, golfinhos e tartarugas morrem aos montes, todos os anos. Eles nadam até a praia para morrer e, quando se abre o estômago deles, está coberto de plástico. Sem contar que isso não ajuda o turismo. Em São Paulo, já existe legislação contra as sacolas plásticas em supermercados, por isso fica mais difícil entender a posição do Brasil no acordo conseguido em Genebra”, acrescenta.

Segundo a ambientalista, o plástico é, atualmente, um problema global. “Oitenta por cento dos plásticos que estão nos oceanos são produzidos em terra, mas depois, pelas correntes marinhas, eles acabam chegando em todos os cantos do mundo. Na semana que passou, anunciaram que foi encontrado plástico na parte mais funda do oceano, e há um tempo encontraram plástico na Antártida. O plástico chegou em todos os cantos do planeta. Por isso, para se conseguir solucionar o problema, é preciso ter um acordo global, não adianta um país fazer e todos os outros não fazerem nada”, diz Lobo.

O acordo conseguido em Genebra, em uma reunião que durou duas semanas, foi uma emenda à Convenção de Basileia, de 1989 e trata do Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito. Os países que assinaram o acordo concordaram em restringir os embarques, para os países mais pobres, de resíduos plásticos que apresentam dificuldade para serem reciclados. O acordo foi feito sob uma estrutura juridicamente vinculante, isso é, passível de multa.

Baleia com plástico no estômago foi encontrada morta na Sicília, região da Itália (Foto: Reprodução/Facebook/Greenpeace)

O tema começou a gerar preocupação depois que a China, segundo reportagem do “The Guardian”, parou de aceitar a reciclagem dos Estados Unidos, gerando um acúmulo de resíduos plásticos que são encaminhados para países em desenvolvimento. Aldeias na Indonésia, Tailândia e Malásia “se transformaram em lixões ao longo de um ano”, segundo a Aliança Global para Alternativas à Incineração (Gaia, na sigla em inglês).

“Países exportadores – incluindo os Estados Unidos – terão agora de obter o consentimento de nações que recebam resíduos plásticos contaminados, mistos ou não recicláveis. Atualmente, os Estados Unidos e outros países podem enviar resíduos plásticos de baixa qualidade para entidades privadas em países em desenvolvimento sem obter a aprovação de seus governos”, diz a reportagem. Por não fazerem parte da Convenção de Basileia, os EUA não emitiram voto sobre essa decisão.

A reunião em Genebra foi coordenada por Rolph Payet, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnud). O resultado do evento, segundo ele, foi histórico. “As negociações foram muito além do esperado. Agora os países terão que monitorar para onde os resíduos de plástico vão quando saem de suas fronteiras”, disse.

Para que o acordo funcione, porém, é necessário que as empresas invistam em pesquisas sobre a produção de alternativas ao plástico de uso único, como sacolas e embalagens.

Dia Internacional da Biodiversidade: o veganismo como forma de proteção aos animais e à natureza

Hoje, 22 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Biodiversidade ou Diversidade Biológica – que, nada mais é, do que a variedade de vida existente no planeta. A data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo de celebrar a proteção ao meio ambiente e aos animais e conscientizar a sociedade sobre a necessidade de buscar meios para resolver os problemas globais que levam espécies da fauna e da flora à extinção, para impedir que mais animais e plantas sejam extintos.

Foto: Pixabay

O veganismo é a forma mais eficaz e ética de promover mudanças de hábitos que colaborem com a preservação de animais e do meio ambiente. Através dele, não apenas os animais explorados pela indústria para consumo são poupados, como áreas imensas deixam de ser desmatadas para dar espaço a pastagem onde são colocados animais, como bois, ou estabelecidas plantações de grãos, como a soja, para a alimentação desses animais.

Sem desmatamento, animais silvestres não morrerão sem alimento e abrigo, e espécies não serão dizimadas. A água desperdiçada em larga escala para fabricação de produtos de origem animal também será economizada e, com isso, a natureza será respeitada, gerando, inclusive, um lugar melhor para a existência humana.

Em 2010, a ONU publicou um relatório recomendando a adoção de uma alimentação vegana como forma de proteger o meio ambiente. Três anos depois, um novo documento foi divulgado pela organização, incentivando novamente o veganismo como uma maneira ideal para a preservação da natureza.

Para a elaboração do relatório publicado em 2013 pela ONU, um estudo, intitulado “Our Nutrition World” (Nosso Mundo de Nutrientes), foi desenvolvido por 50 especialistas de 14 países diferentes e liderado pelo professor Mark Sutton.

Ursa parda é resgatada de cativeiro após passar a vida toda atrás das grades

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

A pequena Coco e seu irmão Luca, junto com a mãe Dasha, a partir de agora vão morar em um local secreto nas montanhas do Cáucaso – graças a união e aos pedidos de pessoas que juntaram suas vozes em prol desses animais

A mãe ursa parda abraça sua filha pela primeira vez na natureza depois de ser salva de uma vida atrás das grades.

Dasha esteve aprisionada por toda a sua vida, 10 anos, como enfeite e atração turística para restaurantes perto de Yerevan, na Armênia.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Ela era alimentada com restos das refeições dos clientes e seus filhotes provavelmente teriam sofrido o mesmo destino.

Mas Dasha foi resgatada pela International Animal Rescue (IAR) em novembro de 2017, ajudada por doações de internautas e usuários das redes sociais, junto com seu companheiro, o urso pardo, Misha.

Tragicamente, o urso do sexo masculino morreu logo depois. Foi só depois que a ONG sediada em Sussex a libertou da pequena e estéril jaula, que a equipe percebeu que ela estava grávida. Alguns meses depois Dasha deu à luz.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Desde então, a bebê de 14 meses e a mãe estiveram até agora em um ambiente (recinto de adaptação à vida na natureza) especial com mínimo contato humano, um passo crucial para sobreviver por conta própria nas colinas escarpadas.

Dasha e os filhotes serão monitorados por guardas florestais e um rastreador via satélite.

Na Armênia, os ursos pardos são freqüentemente enjaulados em condições terríveis como atração em restaurantes e shopping centers.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Mas agora IAR ganhou o apoio da Fundação Armênia para a Preservação da Vida Selvagem e Ativos Culturais e vai trabalhar com seus funcionários numa ação conjunta que visa liberar até 80 ursos.

Resgate de ursos na Armênia

Todos os anos, os ursos selvagens são capturados ou presos ilegalmente por caçadores na Armênia. Uma vez capturados, muitos deles acabam em jaulas pequenas e estéreis em restaurantes e outros locais públicos explorados como entretenimento e atração turística.

Alguns são mantidos em depósitos de ônibus, outros são escondidos da vista das autoridades em adegas escuras. Muitos desses ursos são prejudicados mental e fisicamente pelo tédio e pela frustração de sua existência miserável atrás das grades.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Surpreendentemente, em alguns restaurantes em áreas rurais na Armênia, a carne de urso está disponível até para aqueles que “sabem” como solicitá-la.

Os ursos da Armênia são ursos-pardos sírios (Ursus arctos syriacus), uma das menores subespécies do urso-pardo. Eles são encontrados nas áreas montanhosas do país onde se alimentam de frutos, bagas e insetos nos prados e florestas e hibernam em cavernas e cavidades de árvores. Suas prisões estéreis estão muito longe do que representa seu lar natural na floresta.

Muitos ursos estão sendo mantidos em cativeiros em condições insalubres em toda a Armênia, inclusive na capital Yerevan. Alguns foram encarcerados por anos em gaiolas apertadas com quase nenhum alimento ou água. Seu ambiente não atende a nenhuma de suas necessidades psicológicas ou físicas. Eles têm muito pouco espaço para se movimentar, recebem alimentos inadequados e insuficientes e nenhum enriquecimento ambiental para distraí-los e entretê-los.

Os ursos foram privados de sua dignidade e liberdade. Eles são forçadamente privados de tudo o que precisam para viver como a natureza pretendia.

Filhotes de quatis são devolvidos à natureza após mãe morrer atropelada

Cinco quatis filhotes foram devolvidos à natureza pelo Departamento de Operações Ambientais (DOA), informou a Prefeitura de Bertioga (SP) neste sábado (17). Os animais foram resgatados depois terem sido encontrados ao lado da mãe, que morreu atropelada na Rodovia Rio-Santos.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Bertioga

A solicitação do resgate foi realizada por um morador do bairro São Lourenço, que encontrou os cinco filhotes. A mãe ferida por um atropelamento já não estava mais viva. Os animais foram recolhidos por agentes da DOA e encaminhados para reabilitação com uma veterinária na cidade.

Os filhotes foram soltos no Parque da Restinga de Bertioga, em Guaratuba. Segundo a prefeitura, o DOA resgatou e devolveu mais de 340 animais à natureza no ano passado e mais de 60 neste ano. Chamados devem ser realizados por meio do telefone (13) 3317-7073.

Fonte: G1

É preciso salvar todos os insetos para salvar a existência humana

A diversidade de insetos no mundo, bem como o número de insetos que restou em cada espécie, diminuiu bastante e tende a diminuir ainda mais se nada for feito para salvá-los. Muitos de nós humanos repelimos os insetos quase que o tempo todo, mas de acordo com pesquisadores, precisamos salvá-los ao invés de exterminá-los. Não só para o bem deles e do planeta, mas para a nossa própria existência.

Uma notícia publicada pelo site The Guardian fala sobre um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES em Inglês), o qual alertou sobre a estimativa de que 10% das espécies com 5,5 milhões de insetos estão ameaçadas de extinção.

Foto: Pixabay

Isso está ocorrendo devido às culturas agrícolas, uso de pesticidas e o aumento da população humana. No entanto, a pesquisadora Anne Sverdrup-Thygeson, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, explica que tanto a água quanto a comida que a humanidade necessita dependem da sobrevivência desses insetos.

Apreciadora dos insetos, Anne em seu livro Insetos Extraordinários não só descreve as mais variadas façanhas e curiosidades que cada inseto pode ter, como tenta fazer com que as pessoas passem a apreciar as mais diversas criaturas. Segundo ela, atualmente existem cerca de 200 milhões de insetos para cada ser humano. Porém, estatísticas mostram que, com o aumento da população humana, o número de insetos foi reduzido pela metade, ameaçando um colapso dos ecossistemas.

Claro que para muitos de nós salvar os insetos é algo fora de cogitação, principalmente para quem vive em áreas urbanas e se incomoda com qualquer besourinho. Contudo, Anne explica que os insetos são extremamente importantes para a sobrevivência natural da vida na Terra.

Não somente as abelhas…

Nós aprendemos que a função das abelhas, por exemplo, é polinizar as flores, fazendo com que outras plantas cresçam em diversas regiões. Anne explica que até as formigas têm o seu papel na dispersão de sementes, pois segundo descreveu a pesquisadora, algumas delas são responsáveis pela propagação de até 11.000 espécies de plantas. Além disso, o que nós vemos como pragas e destruidores de móveis, Anne chama de “serviço de coleta de lixo”, pois os insetos decompõem madeiras, plantas e animais com o intuito de gerar nutrientes para uma nova vida.

Outra função importante dos insetos é a de servirem como alimento para aves, répteis, anfíbios e mamíferos. Segundo informou o site Audubon.org, a queda no número de insetos contribuiu para a perda de 421 milhões de aves na Europa nas últimas três décadas.

De acordo com a conclusão da apreciadora de insetos, as espécies mais raras estão desaparecendo primeiro. Na opinião dela, a consequência do desaparecimento dos insetos poderá colocar a nossa própria existência em risco. É preciso dar um basta no uso de pesticidas e ter a consciência da importância de todos os insetos para o bom funcionamento do nosso ecossistema.

Fonte: GreenMe

População dizimada: o triste fim dos elefantes do Laos

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

O elefante é um símbolo cultural no Laos. Isso se deve provavelmente ao fato de que em certa época, o país era conhecido por ter um grande número desses poderosos mamíferos vivendo em suas terras livres, tanto que antes de ser conhecido como Laos, as pessoas costumavam chamar partes do país Lan Xang (Terra de Um Milhão de Elefantes).

Hoje, tanto o governo quanto grupos de conservação acreditam que a enorme população de elefantes asiáticos que o país uma vez possuiu, agora diminuiu para cerca de 800 animais, onde 400 são elefantes selvagens e 400 estão em cativeiro; e até mesmo essas populações cada vez menores estão ameaçadas.

“Ambas as populações não são sustentáveis e na verdade estão em declínio. E os problemas que cada população enfrenta são completamente diferentes ”, disse Anabel López Pérez, bióloga da vida selvagem do Centro de Conservação dos Elefantes.

Os elefantes em cativeiro estão em risco, pois são alimentados com dietas pouco saudáveis, forçados a trabalhar em condições precárias nos campos de turismo de elefantes, ou se machucam e não recebem cuidados adequados.

Para completar, López disse que os tutores de elefantes não permitem que os animais se reproduzam em cativeiro, já que uma gravidez afetaria a capacidade de um elefante do sexo feminino de trabalhar por até quatro anos.

Enquanto isso, os elefantes machos são agressivos e tendem a ser mais imprevisíveis do que as fêmeas, devido às suas alterações hormonais. Assim, os detentores de elefantes não preferem usá-los para o trabalho.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A situação dos elefantes na natureza também não é muito melhor. Segundo López, a raiz dos perigos que os elefantes selvagens enfrentam no Laos advém do desmatamento, que é exacerbado pela demanda de madeira proveniente de países vizinhos como China e Vietnã. Especialistas dizem que o Laos, hoje, tem apenas cerca de 40% de cobertura florestal, em comparação com os 70% registrados na década de 1950.

O desmatamento no Laos levou à fragmentação de habitats e, como os elefantes não conseguem seguir seus padrões normais de migração, isso resulta em conflitos entre humanos e elefantes.

“Assim, os elefantes saem da floresta e encontram infraestruturas humanas e culturas locais. Eles comem tudo ao redor e às vezes quebram as instalações e comem as colheitas, e os moradores locais não estão muito satisfeitos com a situação”, disse López.

A caça ameaça populações domesticadas e selvagens. López revelou que a demanda por partes do corpo de elefantes continua a aumentar em países como a China e Mianmar, onde a pele de elefante e o marfim são usados na medicina tradicional.

Nem tão verde assim

No início do ano passado, o progresso das metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável para o Sudeste Asiático revelou resultados decepcionantes para o tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que mede florestas e proteção florestal, restauração e uso sustentável.

No entanto, apesar da tendência regional, o Vietnã experimentou um ressurgimento da cobertura florestal nas últimas décadas, atingindo 48% a partir de 2017. O Vietnã atingiu sua cobertura mais baixa em 1990, 27% devido à conversão de terras florestais em fazendas e resquícios de reações a bombas e desfolhantes durante a Guerra do Vietnã. A melhoria foi atribuída ao movimento do governo em restringir a extração e processamento de madeira para exportação, atividades de reflorestamento e regeneração natural.

Alguns, no entanto, estão chamando o desempenho melhorado do Vietnã de enganoso, alcançado em detrimento de seus vizinhos, especificamente do Laos e do Camboja. Supostamente, o Vietnã deixou suas florestas intocadas enquanto exigia madeira de seus países vizinhos.

Se isso for verdade, também explicaria o desmatamento no Laos que, como mencionado anteriormente, é a maior ameaça para os elefantes que vivem em estado selvagem.

Seria injusto dizer que o governo do Laos não tentou enfrentar a questão da diminuição das populações de elefantes. Uma das iniciativas de sucesso do governo tem sido impor restrições rigorosas ao uso de elefantes para transportar madeira para a indústria madeireira.

Além disso, o governo do Laos também manteve uma relação saudável com o Centro de Conservação dos Elefantes, que está tentando reabilitar a população de elefantes do país. Fundado em 2010, o centro é o único parque de conservação do país.

No entanto, mais deve ser feito se o Lao quiser reviver suas, outrora fortes, populações de elefantes. Considerando o pequeno número deixado, o tempo é certamente da essência do sucesso.

Filhotes de foca resgatados de traficantes chineses são devolvidos à natureza

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Filhote de foca solto no oceano | Foto: Xinhua/AP

Focas manchadas (Phoca largha) já foram muito caçadas, mortas e perseguidas por seu uso na medicina tradicional chinesa.

Grupos de defesa dos direitos animais celebraram a libertação de 37 filhotes de focas selvagens na natureza no norte da China depois de terem sido resgatados das mãos de traficantes de animais.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

A Humane Society International disse que os filhotes foram descobertos há três meses pela polícia em um galpão dentro de uma fazenda afastada na cidade de Dalian, no norte do país, muitos deles famintos e a ponto de morrer.

Oito suspeitos foram presos na operação.

O grupo disse que os filhotes foram retirados da natureza por traficantes para serem vedidos para a indústria de aquários e para exibição em locais comerciais como lojas e restaurantes.

Outros 29 filhotes morreram apesar dos esforços para salvá-los, tendo apenas duas semanas de idade quando foram encontrados e eles ainda não tinham ainda sido desmamados de suas mães.

Uma vez caçados para uso na medicina tradicional chinesa, as focas manchadas são agora uma espécie protegida na China.

Foto: Xinhua/AP

Foto: Xinhua/AP

Peter Li, da Humane Society International, disse: “Estamos entusiasmados com o fato de nosso grupo parceiro chinês, VShine, ter conseguido enviar ativistas e observadores pelo bem-estar animal para a liberação desses filhotes de focas de volta à natureza.

“Infelizmente, a crescente obsessão da China por manter espécies marinhas como focas e tartarugas em cativeiro está alimentando crimes contra a vida selvagem como este, o que causa imenso sofrimento animal e perda de vidas.”

Filhote de jaguatirica e tamanduá são soltos na natureza após resgate

Um filhote de jaguatirica e um tamanduá-mirim foram devolvidos à natureza após serem resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite da última terça-feira (7), em Vacaria, na Serra do Rio Grande do Sul.

Foto: PRF/divulgação

A jaguatirica foi encontrada às margens da BR-285, onde poderia ser atropelada. Ela foi localizada por volta das 21h30 da terça-feira, no km 139. As informações são do portal G1.

Por estar sob risco, o animal foi resgatado pelos policiais. Sob orientação da Patrulha Ambiental e da OSCIP Amigo do Bicho, os agentes devolveram o filhote à natureza a 400 metros de distância do local onde ele foi encontrado, em área afastada da rodovia.

No mesmo dia, por volta das 23h30, a OSCIP Amigo do Bicho ofereceu os cuidados necessários a um tamanduá-mirim e solicitou apoio à Polícia Rodoviária Federal para levar o animal até o local de soltura.

Foto: PRF/divulgação

O tamanduá foi devolvido à natureza em uma área de preservação ambiental permanente, localizada na cidade de Muitos Capões, nas proximidades da RS-456.

A Amigo Bicho é uma entidade de proteção animal, fundada em 2003, que realiza uma parceria com o poder público para garantir parte da renda necessária para manter as atividades. O restante é angariado através de promoções, brechós, rifas e trabalhos de voluntários em tarefas específicas.