Porquinha resgatada ganha seu primeiro cobertor e não se separa mais dele

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna, uma porquinha de 11 anos – havia sido comprada como animal doméstico por uma família quando era bebê e depois deixada para trás quando a mesma família se mudou – ela foi encontrada em uma propriedade abandonada em Ontário, Canadá, em um estado lastimável.

“As pessoas com quem ela vivia colocaram a casa em um leilão online”, disse Carla Reilly Moore, fundadora do Santuário de Fazendas Happy Tails em Kingston, Ontário, ao The Dodo. “Eles não levaram Anna e não disseram a ninguém que havia um animal na propriedade. Quando o novo dono foi para a propriedade, mais de duas semanas já haviam se passado”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Por mais de duas semanas, a porquinha já negligenciada ficou sem comida ou água até que funcionários de uma empresa de sucata, enviada para limpar a propriedade, encontraram Anna encolhida e assustada em um galpão abandonado.

“Eles entraram em contato com o ONG de resgate OSPCA, mas eles não vieram por mais de três dias”, disse Moore. “Enquanto isso, o funcionário da empresa de sucata e sua namorada deram comida e água a Anna. A OSPCA disse que, se eles não tivessem feito isso, Anna teria morrido na primeira noite, de tão próxima da morte que a porquinha estava”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Quando Anna chegou ao santuário, ela ainda estava com medo e com dor. Os cascos das patas da porquinha estavam tão crescidos que ela não conseguia ficar de pé sem gritar. Era difícil imaginar que ela alguma vez deixaria alguém se aproximar dela novamente.

Mas Anna surpreendeu a todos. Desde que foi acolhida pelo santuário recebeu amor e conforto, Anna melhorou, física e emocionalmente.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Acontece que Anna adora ser mimada”, disse Moore. “Eu sento com ela pelo menos duas vezes por dia e falo com ela e canto para ela. Ela realmente gosta da música ‘You Are My Sunshine!'”

A porquinha também está inspirando os outros. “Anna tocou a vida de tantas pessoas, e uma dessas pessoas é Jeni”, disse Moore. Jeni vinha acompanhando o progresso de Anna e estava tão inspirada pela resistência da porca que decidiu fazer algo especial e exclusivo para ela.

“Ela tricotou um cobertor feito à mão. Enrolou-o e colocou uma bela nota dizendo que era do Papai Noel”, disse Moore. “Anna adorou o presente! Ela adora se aconchegar sob seu cobertor em seu cantinho, sob seu novíssimo aquecedor radiante, e que cantem e acariciem ela”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna também está se abrindo para outros porcos no santuário. “Ontem à noite, quando fui ver as duas outras porquinhas mais velhas, elas estavam em sua barraca com ela”, disse Moore. “Ela está começando a fazer amigos e já fica mais confortável saindo para a área principal do celeiro.”

Mas há algo um pouco agridoce sobre todo esse progresso positivo. “Ver ela gostar do amor que está recebendo é uma faca de dois gumes. É difícil imaginar o que ela deve ter sentido ao ser negligenciada por 11 anos sem amor”, acrescentou Moore.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Ainda assim, Anna parece feliz em olhar para frente, em vez de para trás.

“Agora ela grunhe alegremente quando me viu”, disse Moore. “Depois da refeição ela se acostumou a se aconchegar ao meu lado enquanto eu a esfrego e coço atrás das orelhas dela e canto para ela. Ela é um verdadeiro testemunho de resiliência, e todo dia me mostra que não importa o quão difícil as coisas possam ser, tudo pode ser superado com um pouco de tempo e amor”.

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Dia Mundial da Lei: legislações criadas para defender animais são ineficazes

Hoje, dia 10 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Lei. O ordenamento jurídico é um recurso imprescindível na construção de uma sociedade ética, mas é falho e não protege os animais como deveria.

(Foto: ThinkStock)

Atualmente, muitos municípios brasileiros, principalmente as metrópoles, dispõe de legislações que punem maus-tratos a animais. A nível federal, existe ainda a Lei de Crimes Ambientais, que além de punir práticas ilegais promovidas contra o meio ambiente, combate casos de violência e negligência promovidos contra os animais.

No entanto, nenhuma lei brasileira costuma levar para cadeia aqueles criminosos que praticaram maus-tratos a animais. O caso de Dalva Lina da Silva, a serial killer de animais de São Paulo, foi o primeiro a haver condenação de prisão – mas não em regime fechado. Em 2017, ela foi condenada a 16 anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Após ficar cerca de quatro meses foragida, ela foi presa em fevereiro de 2018.

Antes de Dalva, os crimes eram punidos apenas com aplicação de multas e obrigatoriedade do condenado executar serviços comunitários. A condenação da serial killer, no entanto, não mudou o cenário brasileiro e, após a Justiça emitir a decisão de manter Dalva em regime semiaberto por mais de 16 anos, novos casos continuaram a receber penas alternativas que passam bem longe da prisão.

Essas condenações brandas se devem à forma como estão estruturadas as legislações brasileiras relacionadas aos direitos animais. A legislação federal, por exemplo, tem como pena máxima um ano de detenção. Um projeto, que foi aprovado pelo Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, quer aumentar a punição para até quatro anos de detenção. O aumento, porém, não impediria as punições ineficazes. Isso porque, segundo o artigo 44 do Código Penal, a prisão pode ser substituída por alternativas – como multas e prestação de serviços comunitários – se a pena for menor do que quatro anos.

A falta de conhecimento e o descaso das autoridades policiais no combate aos crimes aos quais os animais são submetidos também contribui para este cenário alarmante. É comum que denúncias de maus-tratos a animais não sejam fiscalizadas, assim como a ausência de estrutura do governo, que obrigatoriamente deveria dispor de local, profissionais e insumos para abrigar animais vítimas de violência e abandono, também dificulta a aplicação correta da lei, uma vez que são registrados casos de animais que permanecem em situação de risco devido à impossibilidade de destiná-lo para um lugar adequado.

Todas essas questões favorecem os criminosos e dão força à impunidade, gerando um ciclo vicioso no qual animais são diariamente agredidos, abusados sexualmente, explorados, abandonados, negligenciados e violentados de diversas formas sem que seus algozes paguem por isso.


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Cachorra protege companheira depois de anos sofrendo abuso e maus-tratos juntas

Layla protegendo Grace antes do resgate | Foto: Justice Rescue

Layla protegendo Grace antes do resgate | Foto: Justice Rescue

Duas cachorras foram encontradas em estado lastimável após terem sido “descartadas” em um parque perto da Filadélfia (EUA). Ambas estavam em um estado tão terrível que ninguém tinha muita esperança de que elas sobreviveriam. Gracie, que certamente estava em pior estado, já estava fria ao toque. Layla, a outra cachorra, estava deitada em cima dela agindo como sua protetora.

Se alguém chegasse perto, Layla cobria Gracie com seu corpo ainda mais como se estivesse se oferecendo para receber qualquer tortura que ela antecipou para proteger Gracie da crueldade.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Um policial, o oficial Harper, chegou ao local e, apesar de parecer um cara durão, cheio de tatuagens e com a cabeça raspada, ele tem a habilidade de acalmar os cachorros através de sua voz. Harpar diz que pode fazer sua voz soar mais como a de uma menina de 10 anos do que como a de um bravo oficial.

O policial Harper lentamente se dirigiu engatinhando até as cachorras e as abordou com sua melhor impressão de voz “feminina e doce”. Foi quando Layla saiu de cima de Gracie e se aproximou dele, abanando a cauda, mas com os olhos cerrados.

Era como se ela estivesse antecipando que poderia ser atingida ou ferida. Foi horrível. O oficial Harper acariciou o nariz e o topo da cabeça dela. A cachorrinha pareceu gostar disso, mas então rapidamente correu de volta para Gracie e deitou em cima dela, novamente a protegendo.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Felizmente, o policial Harper conseguiu se aproximar das cachorrinhas e colocou sobre elas coletes de polícia para mantê-las aquecidos. Ele então as levou até seu carro de patrulha e correu para o veterinário. Ele não tinha muita esperança, especialmente para Gracie – mas ele ainda acreditava e rezava.

Gracie estava fraca demais para sequer abrir os olhos. O policial Harper temia que o veterinário sugerisse morte assistida para acabar com o sofrimento dela.

Luta de cães

Com base em suas feridas profundas e graves, uns bem antigos e outros mais recentes, o veterinário confirmou que essas pobres meninas eram usadas para brigas de cães. Ambas tinham cerca de 2 anos e só conheciam a vida por meio do sofrimento. Elas não conheciam o amor. Elas não conheciam compaixão. Elas nunca foram amadas como um membro da família de alguém.

O veterinário imediatamente deu fluidos à Gracie para começar a aquecer seu corpo. A equipe iria tentar o seu melhor, mas eles também eram realistas. Inacreditavelmente, Gracie começou a melhorar. De fato, pouco tempo depois, quando o policial Harper foi ver Gracie, ela se levantou para cumprimentá-lo! Foi um triunfo inesperado, e um momento muito emocionante, com certeza.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Gracie lembrou-se do oficial atencioso e até comeu da sua mão. Harper sentou-se ao lado de Gracie e ela ficou de pé no colo dele. Foi uma pequena vitória – mas uma vitória de qualquer maneira.

Grace e Layla continuaram a lutar. Elas tiveram bons dias e depois tiveram dias ruins. Mas elas ainda estavam lutando para aguentar. Nenhuma cachorra estava pronta para desistir.

ONG Justice Rescue 

O oficial Harper e um amigo fundaram a Justice Rescue. É por isso que Harper entende a complexidade de resgatar cães como Layla e Gracie. Ambas precisarão de cuidados intensivos após serem liberadas do veterinário. Elas precisarão de reabilitação e treinamento comportamental. E Harper está feliz em ajudar. Ele não é apenas um policial. Ele é um guerreiro que salva cães necessitados.

Harper também foi treinado especificamente para situações como esta. Ele sabe como investigar o complexo funcionamento interno das brigas de cachorros e suas operações clandestinas. Quando há briga de cães, quase sempre há também drogas, violência doméstica e outros crimes sérios envolvidos.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Gracie e Layla estão agora em boas mãos. Elas passaram pelos momentos mais difíceis de suas vidas – mas esses tempos estão para sempre no passado, onde eles irão ficar e NUNCA mais ressurgir. É provável que Gracie tenha sobrevivido por causa da proteção e do calor corporal de Layla.

Obrigada, policial Harper, por todo o trabalho incrível que você faz. E obrigada, Layla, por entender que Gracie precisava de uma protetora.

No vídeo abaixo há mais detalhes do resgate e da recuperação de Layla e Grace:

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Governo planeja aumentar a pena para abusadores de animais para até 5 anos de prisão

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Abusadores de animais enfrentarão penas mais duras de prisão sob as novas leis planejadas por Michael Gove, secretário do meio ambiente do Reino Unido.

O secretário apresenta hoje uma nova lei para aumentar as sentenças máximas nos casos de crueldade contra os animais de seis meses até cinco anos de cadeia.

As sentenças mais severas serão por crueldade, incluindo brigas de cães, abuso de cachorros e gatos, ou negligência grosseira de animais de fazenda ou de criação.

Gove disse que o projeto de lei de bem-estar animal (condenação) trará a mais severa punição na Europa e fortalecerá a posição do Reino Unido como líder global em bem-estar animal.

“Não há lugar neste país para a crueldade contra animais”, disse ele. “É por isso que quero ter certeza de que aqueles que abusam de animais serão punidos com toda a força da lei”.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

“Nosso novo projeto de lei envia uma mensagem clara de que esse comportamento não será tolerado, com a sentença máxima de cinco anos sendo uma das mais duras punições de toda a Europa”.

“Estou comprometido em tornar o nosso país o melhor lugar do mundo para o cuidado e proteção dos animais.”

A RSPCA (maior ONG de defesa dos direitos animais na europa) recebeu mais de um milhão de chamadas para sua linha direta de crueldade 24 horas em 2018, com uma chamada a cada 27 segundos.

A nova lei tem forte apoio do público e grupos de assistência social, com mais de 70% da população apoiando planos para penas de prisão mais duras em uma consulta pública no ano passado.

Os tribunais até queriam distribuir sentenças mais longas nos últimos anos, mas não conseguiram porque as leis para isso não estavam disponíveis.

Isto inclui o caso de um homem que treinou cães para torturar impiedosamente outros animais, incluindo a captura e prisão de uma raposa e um cão terrier em uma jaula para atacar brutalmente um ao outro.

O ministro do bem-estar animal, David Rutley, disse acreditar que sentenças mais longas agiriam como “um sério impedimento contra a crueldade e a negligência”.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Ele acrescentou: “Este passo baseia-se na recente ação positiva que tomamos para proteger os animais, incluindo planos para proibir as vendas de cachorros e gatinhos de terceiros e proibir o uso de animais selvagens em circos”.

Claire Horton, chefe-executiva da Battersea Dogs & Cats Home, elogiou o projeto como uma “conquista histórica” e disse que faria uma “profunda diferença” para cães e gatos na Inglaterra e no País de Gales.

“Nós, e muitos outros centros de resgate, vemos casos chocantes de crueldade e negligência entrando por nossos portões e há muitos outros animais que são despejados e nem mesmo saem das ruas”, disse ela.

Pesquisas mostram que penas de prisão mais duras agem como um impedimento para possíveis criminosos, então o anúncio de hoje deve evitar o sofrimento de muitos animais no futuro”.

O projeto de lei complementa a “lei de Finn”, batizada em homenagem a um pastor alemão, um cão esfaqueado na cabeça e no peito em 2016, enquanto tentava pegar um homem suspeito de roubar um motorista de táxi sob a mira de uma arma.

A Lei de Finn entrou em vigor no início deste mês e fornece maior proteção para cães e cavalos.

Se aprovada em lei, a Lei de Bem-Estar Animal (Condenação) significa que alguém que ataca um cão pode ser condenado a cinco anos de prisão.

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Denúncia de descaso da polícia no resgate de cachorro-do-mato é apurada

Após a empresária Ana Maria Immer tornar público o caso do cachorro-do-mato resgatado por ela, depois de um pedido de socorro à Polícia Militar Ambiental ter sido negado, o órgão abriu uma investigação para apurar a conduta tomada em relação ao caso. O animal foi atropelado no domingo (19), no distrito de Sousas, em Campinas (SP).

Foto: Reprodução / EPTV

Ana Maria passava pelo local com o marido e, com a ajuda de mais duas pessoas, colocou o animal ferido em um carro e o levou até a Associação Mata Ciliar. Ela conta que, antes, entrou em contato com a fundação responsável pela Mata Santa Genebra, que a orientou a pedir auxílio para a PM Ambiental. O órgão, no entanto, não prestou socorro ao cachorro-do-mato.

Ana disse que a polícia foi omissa e disse que era pra ela “deixar o animal lá [na via] ou levar o animal para a minha casa […]”. As informações são do G1.

O comandante do Pelotão Ambiental de Campinas, Matheus Zanchetta, disse que o caso será investigado em um prazo de dez dias. Ele disse que, apesar do resgate ser feito pela corporação, é necessário acionar o órgão responsável pela rodovia para a contenção do trânsito no local e também para evitar o contato com animais silvestres.

O resgate

Ana Maria e o marido transportaram o animal, que foi colocado dentro de uma caixa de papelão, até a Associação Mata Ciliar, 40 minutos distante do local do atropelamento.

Foto: Reprodução / EPTV

A coordenadora da ONG, no entanto, faz um alerta. “Ninguém é apto para socorrer um animal silvestre. Pode ser que aquele animal estivesse doente e veio a ser atropelado posteriormente […] É claro que órgãos públicos são competentes, o que acontece muito em fim de semana principalmente é que um empurra para o outro”, disse Cristina Harumi Adania.

Levado dentro do porta-malas de um veículo, o cachorro-do-mato chegou à entidade e recebeu atendimento. Ele foi diagnosticado com ferimentos internos graves e a sobrevivência dele é incerta.

“Bastante preocupante”, falou a veterinária da Associação Mata Ciliar Ana Beatriz de Oliveira Gomes.

Elefantes resgatados de maus-tratos ganham roupas para se proteger do frio

Elefantes que vivem em um vilarejo na Índia, após terem sido resgatados pelo Centro de Cuidados e Proteção Selvagem SOS Elefantes, ganharam roupas para se proteger do frio.

Foto: Reprodução / YouTube

As mudanças climáticas causam muitos problemas para os animais. Os elefantes asiáticos são especialmente vulneráveis a elas, já que possuem baixas índices de reprodução e pouca variedade nas combinações genéticas. Um inverno rigoroso os coloca em risco. As informações são do portal APost.

Quando mulheres que moram na aldeia souberam que as temperaturas continuariam caindo, decidiram costurar suéteres gigantes e coloridos para proteger os elefantes. As roupas garantem isolamento térmico suficiente para manter esses animais aquecidos.

Foto: Reprodução / YouTube

Atualmente, 20 elefantes vivem sob os cuidados do SOS Elefantes. Todos foram agredidos ou negligenciados pelos antigos tutores e foram resgatados após serem comercializados ou explorados. Alguns deles, foram vítimas de circos que os exploraram para entretenimento humano.

O fundador do SOS Elefantes, Kartick Satyanarayan, explica que manter os animais aquecidos é de grande importância. Por terem sofridos inúmeros abusos, os elefantes são ainda mais vulneráveis ao frio extremo. Baixas temperaturas podem levá-los ao desenvolvimento de artrite e pneumonia, o que pode tirar a vida deles. Com os suéteres gigantes, no entanto, eles ficam protegidos, livres de doenças.

Culpados: família canadense assume que maltratou e negligenciou quase 30 cavalos

Foto ilustrativa | Pixabay

Ativistas pelos direitos animais estiveram no Tribunal Provincial das Ofensas para testemunhar a admissão de culpa da família. David, Victoria e Jason Small assumiram que brutalmente maltrataram e negligenciaram os animais. A audiência que dará a sentença aos três será realizada no mês que vem. As informações são do Toronto Sun.

Esta não é a primeira vez que a família Small é acusada de maus-tratos e os ativistas pedem que eles sejam proibidos de possuir animais no futuro.

Sid Freeman, um advogado e equestre, disse: “Foi doloroso o que aconteceu com esses cavalos. Há pesar sobre o que os fatos e também estamos com raiva porque entendemos o trauma que eles passaram”. Freeman coordena elaboração de uma declaração de impacto da vítima da comunidade.

O advogado de defesa dos Smalls, Calvin Barry, trabalha para que a punição dos três envolvidos seja apenas uma multa por contravenções. No entanto, o procurador da Coroa, Thompson Hamilton, espera uma sentença muito mais dura de 90 dias de prisão e uma proibição vitalícia de possuir animais.

As descobertas

A história da família começou quando eles alugaram o Speedsport Stables em Stouffville, em agosto de 2017, de um homem chamado Michael Cheung.

Como parte das negociações, a família enganou Cheung fazendo-o acreditar que eles eram criadores de cavalos puros-sangues e o manipularam para dividir o custo de três cavalos jovens dos quais eles sequer tinham a tutela.

Quando a família parou de pagar o aluguel em dezembro de 2017, a Sociedade de Ontário para a Proteção de Animais iniciou uma investigação sobre o local e suas atividades. Ao visitar a fazenda, a organização não encontrou nada incomum. Mas quando Cheung tentou impedir que a família Smalls entrasse na fazenda por falta de pagamento, ele descobriu o abuso e negligência que acontecia em sua propriedade.

O cadáver de um cavalo foi encontrado escondido em um trailer, e outros 14 animais famintos e mais um pônei estavam quase sem vida. O estábulo estava completamente encharcado de urina e com muito estrume. Água e comida eram praticamente inexistentes. Segundo a OSCPA os animais estavam extremamente magros com costelas, quadris e coluna facilmente visíveis. Outros 12 cadáveres foram localizados pelo cão de um vizinho.

O veterinário local Dr. Oscar Calvete disse que em seus 35 anos de prática, ele “nunca testemunhou cavalos em condições tão ruins”.

Uma petição online já possui de 80 mil apoiadores exigindo que os Smalls recebam uma sentença apropriadamente severa. De acordo com uma defensora dos direitos dos animais, Lynn Perrier, que também é fundadora do grupo defensor dos direitos humanos para o bem-estar animal, “os tribunais têm sido muito desdenhosos com casos de abuso de animais”.

Vale deu remédio vencido para animais em Brumadinho (MG), diz Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciou que a Vale negligenciou o atendimento aos animais resgatados em Brumadinho (MG), oferecendo medicamentos vencidos a eles. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (14) pela coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Pirillo, durante audiência na comissão externa da Câmara de Deputados para apurar as circunstâncias do rompimento da barragem do Córrego do Feijão.

(foto: Gladyston Rodrigues/Estado de Minas)

“Temos feito vistorias diversas nas áreas que a Vale está implementando para o recebimento de animais e temos verificado a validade de medicamentos. Por incrível que pareça, nos primeiros dias, a Vale tinha providenciado medicamentos vencidos”, afirmou. As informações são do portal Correio Braziliense.

De acordo com a coordenadora, vistorias diárias estão sendo feitas por uma equipe do Ibama. “Temos mais de 60 relatórios e estamos com uma média de 20 servidores por dia em campo”, explicou.

O órgão está redirecionando o resgate de animais e tem trabalhado de forma integrada com o Ministério Público e órgãos ambientais estaduais. “Não só dos animais que foram impactados pela lama, como também dos que ficaram presos nas casas e nas instalações que foram abandonadas. E também daqueles que não haviam sido impactados, mas passaram a ser porque costumam buscar água nessas áreas e ficaram atolados”, finalizou.

cadela

Cadela é resgatada após sofrer maus-tratos e encontra nova família

Depois de receber uma queixa sobre uma cadela maltratada, os voluntários do Naminukai, um abrigo de animais em Vilnius, Lituânia, correram para resgatá-la. No entanto, quando chegaram ao local, eles não estavam preparados para testemunhar a terrível negligência que a cadela havia sofrido. A jovem cadela da raça shar-pei havia sido acorrentada do lado de fora da casa, junto a algumas latas de lixo.

cadela

Foto: Naminukai

O local onde ela foi acorrentada estava imundo, completamente coberto de fezes e lixo. A cadela estava desnutrida, sua pele apresentava feridas e ela estava cega de um olho. Seus tutores nem sequer lhe forneciam água fresca, mas colocavam uma tigela suja com água congelada para o animal.

A situação horrenda da cadela horrorizava a todos, exceto os tutores que se mostravam completamente indiferentes ao animal e não tinham a menor intenção de melhorar as condições em que se encontrava. Suas chances de sobreviver ao inverno eram mínimas.

Mas, com a chegada dos voluntários, a vida da cadela mudou para sempre. Eles a levaram para o abrigo e lhe deram o nome de Barsa.

cadela e veterinários

Foto: Naminukai

No abrigo, Barsa recebeu todo o cuidado de que precisava para se recuperar. Os médicos da clínica veterinária local se ofereceram para fazer a cirurgia ocular de Barsa sem custo nenhum para o abrigo. Graças à cirurgia, Barsa recuperou a visão.

cadela e família

Foto: Naminukai

Não demorou muito para que Barsa encontrasse uma nova família que a amasse e prometesse cuidar dela para sempre. Agora, Barsa vive sua vida tranquilamente e recebe todo o carinho que ela merece.

lobo

Paralisação do governo dos EUA afeta vida selvagem do país

Em meio à mais extensa paralisação do governo norte-americano da história, estabelecida por Donald Trump, não são só os funcionários do governo que estão em apuros. Animais selvagens estão sofrendo com o descaso das autoridades devido ao acúmulo de lixo em seus habitats. Diversas regulamentações ambientais estão sendo negligenciadas e medidas de auxílio a espécies em extinção foram impedidas pela paralisação.

lobo

Foto: Born Free USA

O Serviço Nacional de Parques emprega milhares de pessoas que são responsáveis ​​por supervisionar a vida selvagem e os regulamentos de proteção ambiental. Desde o início da paralisação, cerca de 30 mil guardas florestais ficaram desempregados, e, no entanto, aproximadamente dois terços dos parques do país permaneceram abertos ao público. Com pouca ou nenhuma equipe no local, o resultado foi um descaso significativo com a manutenção e higiene dos locais.

“As consequências de manter muitos dos nossos Parques Nacionais abertos e ainda sem pessoal são realmente devastadoras”, disse Angela Grimes, CEO interina da Born Free USA, líder global em bem-estar animal e conservação da vida selvagem. “Sem pessoal disponível, não apenas a segurança humana é comprometida – com resultados fatais -, mas também há relatos de atividades ilegais: vandalismo, uso de veículos fora de estrada, acampamentos ilegais e uso de drones voadores. Essas atividades, assim como o acúmulo desenfreado de lixo humano, ameaçam severamente a sobrevivência da nossa vegetação nativa e dos animais que nela habitam.”

No Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia, vários danos foram relatados. Árvores estão sendo derrubadas, rochas estão sendo vandalizadas com tinta spray tóxica, e grandes pilhas de lixo continuam a se acumular no habitat de vários animais selvagens. Danos semelhantes estão ocorrendo em todos os parques nacionais do país.

Como as principais agências federais, como o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, o Serviço Geológico dos EUA e o Serviço Nacional de Parques estão suspensos, não há nenhum disponível para sustentar as leis ambientais básicas. As consequências a longo prazo da paralisação dessas agências podem levar ao surto de doenças e à perda de várias espécies ameaçadas.

Estudos de espécies importantes paralisados

Juntamente com seus efeitos prejudiciais nos habitats da vida selvagem, a paralisação está afetando uma série de projetos de pesquisa científica, incluindo o mais longo estudo contínuo sobre a qualidade da água em um parque nacional dos EUA, que monitorou córregos na bacia do Parque Nacional de Shenandoah deste 1979. O estudo de lobos e alces no Parque Nacional Isle Royale que ocorre há seis décadas, também sofreu um hiato de um ano.

“A fim de gerenciar e conservar efetivamente nossos recursos naturais, sempre dependemos de decisões baseadas na ciência, mas essa paralisação interrompeu esse processo, e os efeitos serão sentidos muito depois de sua retomada”, disse Grimes. “Pesquisas e estudos científicos importantes estão estagnados, e dados importantes estão sendo perdidos irrevogavelmente. Esses estudos apoiados pelo governo são vitais para tudo, desde salvar espécies ameaçadas – como o icônico lobo-cinzento – a manter nosso ar e água limpos e gerenciar nossos oceanos de maneira sustentável.”

O Serviço de Parques está perdendo cerca de 400 mil dólares por dia apenas com a receita da taxa de entrada. Mesmo quando esses funcionários federais retornarem ao trabalho, essa perda dramática de fundos continuará a ser uma pressão financeira sobre os serviços do parque, exigindo mais do que apenas a paralisação para restaurar a fiscalização total e retomar estudos cruciais sobre a vida selvagem.

Embora essa paralisação tenha sido uma iniciativa do governo dos Estados Unidos, grande parte da culpa está na população, pelos casos de vandalismo e outros atos de desrespeito à natureza. Deve haver uma conscientização por parte do público para respeitar e conservar a fauna e a flora do país, que não têm culpa nenhuma das decisões tomadas pelo governo.