Elefantes são espancados em treinamento para um festival no Nepal

Foto: PETA Asia

Foto: PETA Asia

Imagens de manipuladores de elefantes espancando e esfaqueando os animais com afiados ganchos de ferro e longas varas de madeira durante os preparativos para um festival no Nepal provocaram revolta nas redes sociais.

O vídeo foi feito pela ONG PETA, nas imagens divulgadas elefantes são vistos sendo maltratados com o objetivo de forçá-los a correr, realizar passeios, levando pessoas em suas costas e simular um jogo de futebol para o Chitwan Elephant Festival.

A PETA afirma que, desde que a gravação foi divulgada, uma série de anunciantes cortou os laços com o evento.

No vídeo, os “tratadores” são vistos batendo nos elefantes e cutucando as lâminas na pele enquanto andam de costas.

Foto: PETA Asia

Foto: PETA Asia

Muitos deles usam bullhooks – ferramentas especialmente desenvolvidas para treinar elefantes – varas longas de madeira com um gancho de metal na ponta para ferir os animais.

Os manipuladores os atingem na cabeça e atrás das orelhas para torná-los submissos e participar dos passeios e jogos de pólo ou futebol com elefantes.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Testemunhas afirmaram ter visto elefantes com ferimentos profundos nos pescoços e orelhas, enquanto um deles tinha um olho lacrimejante – sugerindo que estava infectado.

Alguns espectadores também filmaram o abuso pois tudo aconteceu à vista do público.

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

Foto: Asia Wire/ PETA Asia

O vice-presidente sênior de campanhas internacionais da PETA, Jason Baker, disse: “Elefantes são animais altamente sensíveis e inteligentes que estão sendo usados como sacos de pancada neste evento cruelmente desprezível”.

A PETA pede o fim do festival e pede que as empresas cortem qualquer vínculos com este espetáculo de sofrimento imediatamente.

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Ativistas do Nepal saem as ruas pedindo pelo fim dos sacrifícios com animais

Foto: AFP

Foto: AFP

Ativistas nepaleses protestaram em Katmandu na sexta-feira última pedindo o fim dos sacrifícios religiosos de animais, meses antes de um festival regional que no passado já matou dezenas de milhares de animais.

Alguns dos mais de 100 manifestantes usavam cabeças de búfalos, porcos e galinhas, enquanto cantavam e protestavam contra a prática cruel profundamente enraizada nas tradições hindus do país.

“Isso está errado e deve parar”, disse à AFP Sneha Shrestha, da Federação de Bem-Estar Animal do Nepal.

“Somos todos iguais aos olhos de Deus, e Deus não pedirá o sacrifício de seus próprios filhos”.

Foto: AFP

Foto: AFP

Os defensores dos direitos animais enfrentam uma luta difícil no Nepal, onde os hindus compõem 80% da população e onde o sacrifício ritual é parte da vida cotidiana e fundamental para os grandes festivais.

Os cartazes e faixas presentes no protesto também pediram a suspensão dos sacrifícios em Gadhimai, um festival que se acredita ser o maior massacre ritual do mundo.

Uma vez a cada cinco anos, a pequena aldeia de Bariyapur, perto da fronteira do Nepal com a Índia, se afunda em sangue, enquanto milhares de devotos hindus visitam seu templo para homenagear Gadhimai – uma deusa hindu que representa o poder.

Foto: AFP

Foto: AFP

O sacerdote principal do templo inicia o festival centenário com o sacrifício ritual de dois ratos selvagens, dois pombos, um galo, um cordeiro e um porco antes que dezenas de milhares de animais sejam mortos.

Embora o templo tenha proibido a prática sob forte pressão em 2015, os ativistas temem que os sacrifícios ainda sejam realizados no próximo festival, previsto para novembro.

Durante o festival de dois dias, os adoradores do Nepal e da vizinha Índia passam dias dormindo ao ar livre e oferecendo orações à deusa no templo.

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Cadelinha segue alpinistas e é adotada ao final da expedição

Foto: Don Wargowsky

Durante uma expedição através de Mera Peak e Baruntse, duas montanhas no Nepal, o alpinista Don Wargowsky e sua equipe ganhou um novo membro.

No 10º dia da expedição, que duraria 34, a cerca de 18 mil pés de altitude, em uma geleira com toneladas de fendas e obstáculos, uma doce cadelinha apareceu repentinmente. Wargowsky a reconheceu de uma das aldeias pelas quais passaram. Enquanto ela parecia tímida e assustada na aldeia, ela subia confiante na montanha, enquanto e alegremente cumprimentava seus novos amigos.

“Já tive cães que me seguiram nas subidas antes, mas nunca algo assim”, escreveu Wargowsky em um post sobre suas viagens .

“Eu imediatamente começo a imaginar esse cachorro se juntando a nós durante a viagem. Seria ótimo ter um companheiro, um cão temporário de terapia nepalesa. Então começo a pensar exatamente sobre o que faremos nas próximas semanas e o sonho desaparecerá.”

Foto: Don Wargowsky

Wargowsky pensou que não havia como “Baru” conseguir se juntar a eles em sua jornada potencialmente traiçoeira – mas a corajosa cadela mostrou que ele estava errado.

Na primeira noite ela estava nervosa preferiu dormir do lado de fora da tenda, apesar do frio. Ao perceber que ningúem a faria mal, ela dormiu na tenda.

“Ela ficou conosco durante a viagem”, disse Wargowsky ao The Dodo. “Ela se saiu excepcionalmente bem. Ela subiu melhor que a maioria dos humanos. Com o passar dos dias, Baru conseguia ainda se superar.

Foto: Don Wargowsky

Em algum momento, “Baru” se perdeu do grupo, mas logo encontrou o caminho de volta, demonstrando novamente o quão especial ela era.

“Por tudo isso, ela é uma campeã”, escreveu Wargowsky.

“Eu tenho quantidades limitadas de comida, mas eu divido todas as minhas refeições com ela 50/50. Ela nunca implora por comida ou ganância”.

Quando a jornada se aproximava do fim, Wargowsky começou a se preocupar com o destino de sua amiga. Eles formaram um vínculo  forte e o pensar em deixá-la era muito ruim.

Foto: Don Wargowsky

Ainda assim, ele pensou que seria injusto trazê-la para casa com ele para seu minúsculo apartamento, quando ela claramente adorava ter tanto espaço para caminhar e ser livre.

“Meu amor e respeito por essa cadela é imenso”, escreveu Wargowsky. “Pensar em partir… ela sozinha na rua quebra meu coração.”

Para a alegria e a paz do alpinista, o gerente do acampamento de base do grupo, Kaji, ficou tão impressionado com “Baru” quanto todos os outros e decidiu que ele e sua família iriam adotá-la. Wargowsky fez tudo o que pôde para ajudar no processo. Apesar de odiar ter que se separar dela, ele ficou muito feliz por “Baru” ter encontrado uma casa e sabia que, independente de tudo, eles seriam amigos por toda a vida.

“Ela está muito bem”, disse Wargowsky.

“Vou visitá-la no Nepal neste outono.”