Cadela viaja de carro pelo mundo na companhia da tutora

Nina é a companheira de aventuras de sua tutora. A bordo de um carro, as duas já passearam pelos estados do Pará, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, foram até a cidade Las Vegas, conheceram o Grand Canyon, e estiveram na Rota 66, que liga Chicago à Califórnia, nos Estados Unidos.

Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, a dupla mora em Palmas (TO), para onde se mudaram há cerca de um ano. O lar, no entanto, rapidamente dá lugar ao carro quando Nina ouve a palavra “viagem”. As palavras da tutora, a veterinária Ana Cláudia Lehmann, animam a cadela, que imediatamente corre para o banco de trás do veículo.

As viagens são bem planejadas para dar conforto e segurança à cadela. Ana Cláudia providenciou uma caixa de transporte, usada em avião, que não pode ter rodinhas e nem exceder 7 kg, e um cinto de segurança próprio para animais que fica preso à coleira e permite que Nina fique dentro do veículo sem risco de acidente.

“Eu me preocupei na questão de sempre ter tudo em mãos dentro da viagem. Tudo o que é necessário para eles. Além de alimentação, hidratação, uma guia, coleira adequada para a gente poder utilizar nas paradas, cinto de segurança, caixa de transporte. Então eu sempre tive bastante cuidado em proporcionar para ela o maior conforto e segurança em todas as viagens”, contou Ana Cláudia, em entrevista ao G1.

Foto: Arquivo Pessoal

A veterinária lembrou, porém, que nem todo cachorro gosta de andar de carro. “Nem todos os cães, eles têm essa habituação a andar de carro. Como eu falei, a Nina eu preparei. E o que eu digo para todos os tutores é: prepare o seu cão para tudo o que for futuro na vida deles. Se o futuro for viajar de avião, prepare para ele estar habituado a viagens de avião. Se for viajar de carro, então prepare para viagens de carro”, disse.

As regras de segurança respeitadas pela veterinária são importantes para proteger o animal e os ocupantes do veículo e não podem ser descumpridas, conforme explicou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Tocantins, Hallysson Melo.

Foto: Arquivo Pessoal

“De jeito nenhum, o animal no colo do condutor. No colo do condutor é uma infração. Seja entre os seus braços ou entre ele e a porta. Não pode também o animal solto, também é uma infração de trânsito. A pessoa perde a atenção ali. O cão pode se movimentar, vir para cima dele”, afirmou.

Motoristas flagrados dirigindo com animal solto no veículo são punidos com 3 pontos na CNH e multa de R$ 88,38. Se o animal estiver no colo do condutor do carro, a punição é uma multa de R$ 130,16 e 4 pontos. Caso o animal esteja solto na carroceria do automóvel, são aplicados 5 pontos na carteira e multa de R$ 195,23.


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STJ vai julgar caso de mulher que luta pelo direito de criar gata em apartamento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar, nesta terça-feira (14), o caso de uma mulher que está lutando pelo direito de manter Nina, uma gata, no apartamento em que ela mora. As regras do condomínio não permitem a presença de animais.

Foto: Pixabay

O caso já foi julgado em instâncias inferiores e a tutora recebeu parecer desfavorável ao seu pedido. Por isso, ela decidiu recorrer ao STJ. As informações são da coluna da Mônica Bermago, na Folha de S. Paulo.

A defesa argumenta que “a norma condominial que proíbe qualquer tipo de animal dentro do apartamento consiste em excesso normativo que fere o direito de propriedade”.

Ainda segundo os advogados, a permanência da gata no apartamento é possível “se não houver interferência ou perturbação na saúde e no sossego dos demais moradores”.

Cadela espera toda noite pela chegada de Boechat, diz viúva do jornalista

Veruska Seibel, viúva do jornalista Ricardo Boechat, morto em um acidente de helicóptero, publicou na quinta-feira (21) em rede social uma foto da cadela tutelada pela família, Nina, de três anos, que foi adotada ainda filhote após ser vítima de maus-tratos em um canil que explorava animais para venda. “Toda noite ela fica no alto da escada esperando ele [Boechat] voltar da Band”, escreveu Veruska.

(Foto: Reprodução / Instagram / @doceveruska)

A foto já ultrapassou as 120 mil curtidas e emocionou os seguidores da jornalista. “De cortar o coração”, comentou uma internauta. “Ela sofre igualmente aos humanos, sentindo falta dele. Deixar algo perto dela, que tenha o cheiro dele, vai amenizar essa dor e dar muito carinho a ela”, escreveu outra. As informações são do Extra.

No Instagram de Veruska, há várias fotos da família ao lado de Nina. Em uma delas, Boechat, Seibel e as duas filhas, uma delas com Nina no colo, estão na igreja, que era o passeio de domingo deles.

Casos com o da Nina, que ainda espera pela volta de Boechat, são comuns. No ano passado, o cachorro tutelado pelo ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush, morto aos 94 anos, foi flagrado deitado ao lado de seu caixão. O cão era a companhia de Bush desde a morte da ex-primeira dama Barbara Bush, em abril de 2018.

(Foto: Reprodução / Instagram / @doceveruska)

Também em 2018, o cão Madison esperou pelos tutores por um mês nos destroços da casa onde viviam, após incêndios florestais causarem estragos na cidade de Paradise, no estado norte-americano da Califónia.

Na China, um cachorro de 15 anos de idade, chamado Xiongxiong, foi flagrado esperando diariamente, em uma estação de metrô, o tutor voltar do trabalho. O animal aguarda no local por cerca de 12 horas. O caso viralizou nas redes sociais.