Gatinha abandonada na porta do abrigo fica soterrada pela neve

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Donald Czyzyk estava dirigindo pelo caminho até seu trabalho na Happy Tails Humane Society, em Illinois, nos Estados Unidos semana passada, quando viu algo estranho na porta do abrigo.

Perto da entrada da garagem, havia uma caixa de plástico de transporte de animais domésticos no meio enterrado na neve. A caixa parecia estar completamente cheia de gelo, provavelmente por ter neve jogada sobre ela por algum arado de passagem que limpou a estrada.

Mas então Czyzyk chegou mais perto – e viu uma orelha. Havia um animal dentro da caixa de transporte, quase que completamente enterrado na neve.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Czyzyk, que é assistente de veterinário do abrigo, imediatamente correu e começou a cavar a até a caixa, preocupado que quem estava lá dentro tivesse sido congelado ou sufocado pela neve pesada.

Uma vez que ele alcançou a caixa de transporte e conseguiu tirá-la da neve, Donald correu para dentro e começou desesperadamente a retirar mais neve que estava agora dentro do caixa. E então ele finalmente a viu: uma pequena gatinha cinzento emergiu do fundo da caixa, pingando pedaços de neve e gelo.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Ela estava viva.

“Ela não tem nenhum ferimento”, disse Czyzyk ao The Dodo. “Mas ela estava encharcada e fria.”

Não está claro por quanto tempo a gata esteve do lado de fora do abrigo na neve – mas ela teve muita sorte que a caixa transportadora ainda estava visível da estrada no momento em que Czyzyk passava.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Depois de sua sobrevivência milagrosa, a equipe de resgate decidiu nomear a gata de Winter (inverno, na tradução livre).

Depois que ela se aqueceu, sua personalidade maravilhosa começou a brilhar. “Winter é muito extrovertida, engraçada e cheia de personalidade”, disse Czyzyk. “Ela adora esfregar a cabeça nas coisas e andar pelo quarto.”

Como tem cerca de um ano de idade e boa saúde, Winter conseguiu encontrar uma casa imediatamente com uma família local. Ela vai para seu novo lar neste fim de semana.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Por enquanto, Winter esta quentinha, bem alimentada e confortável – e nunca mais terá que se preocupar se ela é amada ou em ser abandonada.

Embora não haja pistas até agora sobre quem abandonou Winter, o abrigo está oferecendo uma recompensa para quem apresentar os detalhes pertinentes sobre o caso.

Foto: Happy Tails Humane Society

Foto: Happy Tails Humane Society

Enquanto isso, Czyzyk e a equipe estão muito contentes por Winter estar recebendo o final feliz que ela merece – e que ela nunca mais será abandonada novamente. “Ela está indo para um lar com um casal muito bom e um cachorro, que o abrigo conhece pessoalmente há muitos anos”, disse ele.

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Elefante é acorrentado por três meses por ser considerado “agressivo”

Foto: Mathrubhumi

Foto: Mathrubhumi

Um elefante tem sido torturado por três meses na Índia, mantido acorrentado em uma plantação, exposto ao sol e à chuva, mal conseguindo se mover, o animal chora o dia todo, segundo os vizinhos da propriedade onde o abuso acontece.

O elefante, conhecido pelos nomes Kochu Ganeshan e Bharathi Balanarayanan, foi acorrentado em uma plantação de coco em Mundakkara, na cidade de Balussery, na Índia desde abril, segundo relatos do jornal Mathrubhumi.

De acordo com o responsável pelo elefante, Dileep Kumar, ele estaria passando pelo período de “musth” (alta dos níveis de hormônios reprodutivos em elefantes do sexo masculino, que causa agressividade) e por isso teria sido acorrentado e torturado.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Infelizmente na Índia é permitido manter elefantes em cativeiro porém, existem normas para esse tipo de procedimento. De acordo com o regulamento vigente, para se manter um elefante – no período de “musth” – cativo no país, ele deve ser colocado em acampamentos cobertos, protegido e ser alimentado ter acesso a água.

Lembrando que cativeiros, sejam eles em alojamentos cobertos, zoos ou qualquer tipo de privação da liberdade, causam sempre sofrimento a qualquer espécie, além de ser uma crueldade com animais selvagens, acostumados a viver livremente na natureza e em grupos ao invés de cerceados por interesses humanos.

A forma como Kochu Ganeshan vem sendo mantido viola todas as regras relativas aos cuidados com elefantes durante o período do “musth”. Segundo os especialistas nesta fase os níveis hormonais de testosterona se elevem tanto nos animais que cheguem a ficar 60 vezes mais altos que o normal. Para animais que vivem livres, o período é utilizado para reprodução e eles passam por essa fase de forma natural em seus habitats. Já os cativos se tornam agressivos e violentos por não poderem manifestar sua natureza ou seguir seus instintos.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Estar afastado de seu grupo e de seu ambiente natural é uma agressão anti-natural e cruel para com os elefantes por si só.

Ainda segundo relatos do jornal Mathrubhumi foram identificadas feridas profundas na pele do elefante causadas pelas de correntes que prendem suas pernas.

Vítima da humanidade

O elefante de 25 anos foi acorrentado a um coqueiro. O animal havia sido trazido para a terra de Vadakkedathu Sankaran (fazendeiro) para ficar por 10 dias. Ao final desse tempo, quando ele pediu para que os responsáveis levassem o elefante embora, Dileep Kumar disse que o animal estava em “musth” e não poderia ser transportado por três meses.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Quando um grupo de homens começou a acampar e se embebedar nas terras do fazendeiro alegando estar ali para cuidar do elefante, o proprietário demoliu o galpão construído no local.

O grupo entrou com uma queixa policial contra o proprietário da terra por destruir o galpão. Com isso, Sivasankaran teve que pedir ajuda da polícia para lidar com a situação.

Segundo relatos de moradores vizinhos da propriedade onde Kochu Ganeshan esta preso, o elefante chora sem parar, dia e noite, “num murmúrio de cortar coração”, devido às feridas profundas nas pernas e ao sofrimento de ficar amarrado o tempo todo.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Sivasankaran e sua família disseram que apesar de terem feito uma queixa à polícia e ao DFO denunciando que o elefante está sendo torturado, nenhuma ação foi tomada.

Os responsáveis pelo elefante só levaram mahouts (cuidadores de elefante) até o local depois que ele apresentou uma queixa no tribunal de Koyilandi e uma comissão veio para inspecionar o animal e as condições em que ele tem sido mantido.

O tutor do elefante, Dileep Kumar, respondeu que o animal é tratado de acordo com as instruções do “Madangaleela” (livro indiano sobre elefantes que tem mais de 200 anos) e será deslocado do local quando o certificado de aptidão (fim do “musth”) for emitido.

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Cachorro acorda família para avisar que gatinho pede ajuda do lado de fora

Courtesy photo | The Dodo

Courtesy photo | The Dodo

O desfecho feliz dessa história poderia ter um final tragicamente diferentes se não fosse por esse cachorrinho alerta e solidário chamado Max.

Nas primeiras horas da última sexta-feira de manhã, enquanto sua família já estava deitada provavelmente dormindo em suas camas, Max foi acordado por um som que não pôde ignorar. Saindo de dentro da quietude da noite do lado de fora da porta da frente da casa da família, vinham os gritos de um gato aflito.

E para Max, isso exigia extrema ação.

“Ele começou a latir sem parar”, disse Laylany, tutor de Max, ao The Dodo. “Ele continuou arranhando a porta incansavelmente.”

Percebendo que algo deveria estar errado, a família do cachorro se levantou para checar.

Eles abriram a porta da frente e descobriram um gatinho perdido cuja cabeça estava presa em uma sacola de comida.

Ela por procurou ajuda e encontrou no Max.

“A pobre gatinha estava sufocando, mas de alguma forma conseguiu encontrar o caminho para a nossa porta”, disse Laylany. “Meu pai se aproximou e tirou a sacola da cabeça dela.”

O momento foi registrado no vídeo abaixo:

Depois, a gatinha correu para a noite – graças, em grande parte, à insistência de Max de que sua família acordasse para ajudá-la.

“Ele é um herói”, disse Laylany, “porque se não fosse por ele latir, nunca saberíamos que o gato estava precisando de ajuda.”

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Adolescente salva burrinho bebê órfão da morte e se torna sua mãe

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

É correto afirmar que Payton Dankworth nunca pensou que um dia ela se tornaria a mãe adotiva de um burro solitário – mas também é a mais puta verdade que este é um papel que ela está abraçando com todo o seu coração.

E sua bondade já mudou uma vida.

Duas semanas atrás, Dankworth, uma estudante do ensino médio do Texas (EUA), recebeu uma ligação de um amigo que mora em uma fazenda. Enquanto saiu para um passeio, ele encontrou um burro faminto e sozinho, que evidentemente foi abandonado pela mãe.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Incapaz de cuidar do bebê órfão, o amigo de Dankworth procurou ajuda.

“Ele perguntou se eu ao menos gostaria de tentar manter o burrinho vivo”, disse Dankworth ao The Dodo. “Ele me disse que o pequeno não estava com boa saúde e que provavelmente não conseguiria sobreviver a noite toda. Sou tão apaixonada pelos animais, e não havia como deixar o bebê morrer”.

Foi assim que Dankworth conheceu Jack.

A primeira noite de Jack na casa da adolescente foi realmente preocupante. Tudo que ela fez foi abraçar e cuidar do animal abandonado.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Dankworth ficou acordada a noite toda para se aconchegar a Jack e fazer com que ele sentisse seu corpo e sua presença, lentamente ela apresentava-lhe alguma comida, aos poucos, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.

Logo, um elo intenso e profundo começou a se formar. Jack encontrou seu lugar. “Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth.

“Jack me mostrou o quanto ele dependia de mim, e ele realmente dependia”, disse Dankworth. “Ele recebe uma mamadeira a cada duas horas, e quando eu o alimento isso só me faz bem, eu me sinto feliz de verdade”.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Graças a essas mamadas regulares e muito amor e carinho, Jack começou a florescer.

Agora, apenas algumas semanas depois de ser resgatado a beira da morte, o entusiasmo de Jack pela vida é incontestável.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Por mais improvável que possa parecer a princípio, Jack é agora um membro fidedigno da família de Dankworth.

“Ele está se encaixando muito bem” Dankworth disse. “Eu levo Jack para pessear comigo e ele também sai de carro comigo. Ele é como um cachorro e me segue em todos os lugares”.

Felizmente, embora a família de Dankworth não tenha pretendido adotar um burro, eles têm muito espaço em sua propriedade para acomodá-lo por toda a vida.

Mas Dankworth não mudou só o destino de Jack, como ele está ajudando a transformar a vida dela também.

Até recentemente, Dankworth não tinha certeza sobre o campo de estudo que gostaria de seguir depois de se formar no ensino médio.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Agora, como resultado de sua experiência salvando a vida de um burro bebê, ela gostaria de trabalhar ajudando outros animais como profissão.

“Jack realmente me inspirou a escolher essa profissão porque eu simplesmente amo animais”, ela disse.

“Ver o quão longe ele chegou – quando no início mal tinha força suficiente para ficar em pé enquanto agora corre atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa dele”.

“Somos inseparáveis”, conclui orgulhosa a mamãe de primeira viagem.

Colheitas de azeitonas no Mediterrâneo matam milhões de aves canoras anualmente

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

A colheita de azeitonas no Mediterrâneo, que vai de outubro a janeiro, está matando milhões de pássaros anualmente, de acordo com pesquisadores.

É relatado que na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha, 2,6 milhões de aves são mortas pela pelos tratores usados para colher as azeitonas – que são “aspiradas” das oliveiras, enquanto o maquinário coleta as frutas.

De acordo com o The Independent, quando a colheita ocorre à noite – “a luz vinda das máquinas deslumbra e desorienta as aves”, resultando em um número “catastrófico” de mortes, chegando a 100 aves mortas em cada passagem de trator na colheita.

Sugados para a morte

A pesquisadora-chefe do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Vanessa Mata, disse ao The Independent: “A máquina funciona perfeitamente bem se usada durante o dia, já que as aves são capazes de ver e escapar enquanto eles (tratores) estão operando.

“No entanto, durante a noite eles usam luzes muito fortes que confundem os pássaros e os levam à sua morte, uma vez que são sugados pelo trator.”

Tomando uma atitude

As aves – incluindo robins, verdelhões e outras espécies britânicas – estão legalmente protegidas, mas as autoridades ainda não estão proibindo a colheita anual.

Mata acrescentou: “Os governos locais e as comunidades locais, nacionais e internacionais precisam urgentemente avaliar o impacto da prática e tomar medidas para acabar com ela.”