Seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a biodiversidade de aves da Nova Zelândia

Por Rafaela Damasceno

Há cerca de 700 anos, a Nova Zelândia era uma terra de pássaros. Agora, cientistas que estudam a biodiversidade do país chegaram à conclusão de que levaria 50 milhões de anos para recuperar a diversidade de aves presentes na região antes dos seres humanos interferirem no local.

O pássaro kiwi

Foto: Lakeview Images/Shutterstock

“O fato de que uma quantidade enorme de tempo evolutivo se perdeu realmente coloca sob perspectiva o impacto que os seres humanos causaram em sistemas isolados naturais”, afirmou o biólogo Luis Valente, que liderou a pesquisa.

Separada dos outros países, a Nova Zelândia se manteve isolada por muito tempo. Seus pássaros puderam então evoluir em uma variedade de aves que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Infelizmente, eles não eram imunes à caça: depois que os seres humanos chegaram à região, quase metade das espécies foram extintas.

Para descobrir ao todo quanta biodiversidade se perdeu após a interferência humana, os pesquisadores coletaram dados já existentes em outras pesquisas. Depois que a equipe estudou todos os materiais e compilou os dados, colocou o resultado em um novo sistema computacional que estima o quão rápido as espécies evoluem e morrem.

O modelo revelou que seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a natureza que a interferência humana prejudicou. Apesar de ter uma ideia do quanto de vida havia se perdido, os cientistas se chocaram com o número. “O impacto foi muito mais profundo do que prevíamos”, declarou Valente.

Levaria 10 milhões de anos para recuperar as aves em extinção atualmente se elas desaparecessem por completo. “Alguns pensam que se você deixar a natureza sozinha, eventualmente ela irá se recuperar dos impactos humanos. Mostramos que essa recuperação seria incrivelmente lenta”, disse o biólogo.

Ele espera que as práticas de conservação que a Nova Zelândia está tentando agora sejam capazes de impedir que outras espécies entrem em extinção e evitar que outros 10 milhões de anos de história evolutiva se percam.


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Milhares de bois aguardam embarque da Nova Zelândia para a China

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um grupo ativista em defesa dos direitos animais afirmou que cerca de 5.400 bois seriam enviados da Nova Zelândia para a China. O Ministério das Indústrias Primárias (MPI) foi informado e recebeu um pedido para que a exportação acontecesse, mas concluiu que isso não era correto.

Alguns bois presos em uma carreta

Foto: Getty

O governo está, atualmente, revisando as leis de exportação de animais vivos. “Há um processo a ser trabalhado para mudar as leis e é isso que estamos fazendo”, declarou a MPI em um comunicado.

O ministro da agricultura da Nova Zelândia, Damien O’Connor, disse em junho que o governo já estava considerando proibir a exportação de animais vivos. “Chegou a hora de repensar sobre isso e considerar se é algo que se encaixa nos nossos valores como país”, afirmou o ministro.

Damien ainda explicou que, por mais que cuidados sejam tomados, acidentes acontecem no transporte dos bois. Quando os animais deixam o país, não há muita coisa que possa ser feita para garantir seu bem-estar. “Isso é algo inaceitável para mim e para um grande número de neozelandeses”, disse.

Esse assunto será discutido no Comitê de Desenvolvimento Econômico do Gabinete, para considerar os impactos de uma proibição absoluta ou condicional. Por enquanto, todas as exportações de animais do país permanecem suspensas.

Mais de dez mil neozelandeses assinaram uma petição no mês passado, pedindo a proibição da exportação dos animais vivos para países com padrões mais baixos de bem-estar animal do que o país.


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Fazendas leiteiras estão se convertendo em plantações de abacate

Foto: Theresa Sjoquist

Foto: Theresa Sjoquist

De acordo com a Fresh Plaza, os fazendeiros Georgina Tui e Mate Covich – produtores de leite do extremo norte do país – venderam suas terras para cultivadores e desenvolvedores de pomares de abacateiros. A dupla segue os passos de outras três fazendas na península de Aupouri (Nova Zelândia), que também foram vendidas para o desenvolvimento de um pomar de abacate.

Jen Scoular, chefe-executiva da NZ Avocado, observa que o clima e o solo da Nova Zelândia são ideais para o cultivo de abacates. Há 3800 hectares produtivos cultivando a fruta popular no país, com mais mil no horizonte nos próximos três anos, disse ela ao Fresh Plaza.

“Estamos confortáveis com a demanda global pelo aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates”, disse ela.

Aumento da demanda por abacates

Em todo o mundo, a demanda por abacates tem aumentado em uma crescente. A fruta saborosa é rica em nutrientes, com numerosos benefícios para a saúde comprovados.

De acordo com a Healthline, o ingrediente chave para o café da manhã perfeito do Instagram, também conhecido como avo no brinde, é mais potente em potássio do que em bananas, rico em vitaminas e rico em ácidos graxos saudáveis.

O México é atualmente o maior produtor de abacates do mundo, no entanto, mais países estão se esforçando e passando a produzir a fruta. A Nova Zelândia atualmente conta apenas como 1% da produção global, mas com mais agricultores vendendo suas terras para cultivar a safra, isso pode aumentar.

Fazendas de laticínios

A Nova Zelândia é conhecida por suas fazendas leiteiras, com mais de 4,8 milhões de vacas exploradas para este fim presentes no país em 2018. Este é aproximadamente o mesmo número de vacas correspondentes ao número de habitantes do país.

O impacto ambiental da indústria é significativo. Combinado com os bois mortos por sua carne a produção de laticínios representa 50% das emissões de gases de efeito estufa da Nova Zelândia. Em outubro, a organização ambientalista internacional Greenpeace pediu ao governo da Nova Zelândia que proibisse novas fazendas leiteiras.

“Já existem muitas vacas em comparação aos benefícios de nossas hidrovias”, disse Gen Troop, ativista pela crise da água do Greenpeace. “No entanto, há novas fazendas leiteiras sendo construídas e as fazendas existentes ainda estão adicionando mais vacas”.

A petição do Greenpeace para proibir novas fazendas leiteiras alcançou quase 50 mil assinaturas no final do ano passado.

Crise do leite afeta também os EUA

De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 2.731 fazendas leiteiras fecharam as portas nos EUA em 2018. Somente no estado de Wisconsin o total de fazendas que saíram do mercado chegou a 590 no ano passado. Já o estado da Pensilvânia teve 370 fazendas fechadas em 2018.

A Dairy Farmers of America, associação de produtores de leite dos Estados Unidos, divulgou recentemente um relatório informando que em 2018 a indústria de laticínios sofreu queda nas vendas no valor de 1,1 bilhão de dólares em comparação com 2017.

Um relatório publicado pelo The Washington Post mostrou que a população dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970. Como consequência, alguns laticínios foram além e mudaram completamente de ramo nos últimos anos, como é o caso da Elmhurst, de Nova York, que fechou sua indústria de produtos lácteos em 2016, após 80 anos, para inaugurar a Elmhurst Milked, de alternativas vegetais.

Independente de causa, e na contramão da crise no mercado leiteiro, estão as alternativas aos laticínios baseadas em vegetais, que têm ocupado cada vez mais espaço e atraído até mesmo a atenção e interesse de empresas do ramo leiteiro.

Nos Estados Unidos, além do surgimento de novas marcas não lácteas a cada ano, a Dean Foods, segunda maior companhia leiteira do país, além de fechar laticínios e romper contratos com dezenas de produtores de leite só no estado da Pensilvânia, se tornou acionista da marca de leites vegetais Good Karma, que segue em ascensão nos EUA.

A previsão é de crescimento global de alternativas aos lácteos de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets. Vale lembrar também que foi em 2018 que a Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut, anunciou o encerramento do contrato com 52 fazendas por causa da queda na demanda por leite.

Fazendas leiteiras dão lugar às plantações de abacate na Nova Zelândia

“Estamos confortáveis ​​com a demanda global favorecendo o aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates” (Fotos: World of Wanderers/NZ Herald)

No Norte da Nova Zelândia as fazendas leiteiras estão dando lugar às plantações de avocado, um abacate menor, com casca mais escura e mais rico em nutrientes.

Essa informação é confirmada por Georgina Tui e Mate Covich, que atuavam no ramo de produção de leite no país e decidiram vender suas terras para produtores de abacate.

De acordo com o portal global agrícola Fresh Plaza, três outras fazendas leiteiras da península de Aupouri, perto de Kaitaia, no noroeste da Nova Zelândia, também foram vendidas e estão se transformando em pomares de abacateiros.

O que tem ajudado na transição é que o solo e o clima são bastante favoráveis às plantações de avocado, incluindo o fácil acesso à água. A diretora executiva da NZ Avocado, associação que representa os produtores de abacate no país, Jen Scoular, disse que o futuro da fruta é bastante animador.

“Estamos confortáveis ​​com a demanda global favorecendo o aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates”, informou Jen ao Fresh Plaza.

Com uma demanda global por abacates aumentando em cerca de 10% ao ano, agricultores da Nova Zelândia viram na fruta um bom negócio enquanto a produção leiteira se torna cada vez menos lucrativa.

Em setembro do ano passado, a multinacional de origem neozelandesa Fonterra, uma das maiores companhias de laticínios do mundo, revelou que registrou prejuízo de 130 milhões de dólares no período de 2017 a 2018.

A queda é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares. O que também preocupou a companhia é que essa foi a sua primeira perda de lucros desde que foi fundada há 18 anos.

Por outro lado, produtores de abacate têm motivos para comemorar, e os abacateiros vão ganhando cada vez mais espaço em Northland, Tapora e na Baía de Plenty – esta última já respondeu por 65% da produção de abacate do país.

Hoje a produção neozelandesa da fruta está conquistando novos espaços e isso tem favorecido uma diversificação ambientalmente correta, segundo Jen Scoular.

Cientistas encontram pendrive em fezes de foca na Nova Zelândia

Cientistas encontram um pendrive em uma amostra congelada de fezes de foca na Nova Zelândia. No dispositivo, que está funcionando normalmente, contém fotos e vídeos de uma família, aparentemente de férias, e imagens de leões-marinhos e de focas. A amostra, conhecida como “scat”, ficou armazenada por mais de um ano até ser descongelada.

(FOTO: GETTY IMAGES)

As fezes dos animais são analisadas pelos pesquisadores para avaliar a saúde e a dieta deles. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Atmosféricas e Aquáticas (NIWA, na sigla em inglês), afirmou que o pendrive está em boas condições “considerando de onde veio”. Os pesquisadores deixaram o dispositivo secar por semanas antes de utilizá-lo para investigar o conteúdo dele.

A amostra de fezes em que estava o pendrive foi apresentada por um veterinário que monitorava uma foca-leopardo que aparentava estar doentia e vivia na praia de Oreti Beach, na cidade de Invercargill, Ilha Sul da Nova Zelândia. As informações são do portal BBC.

O proprietário do pendrive não foi localizado. No Twitter, o NIWA postou um vídeo em que aparece o pé da pessoa que grava as imagens, de dentro de um caiaque azul, de duas focas nadando e fez um apelo. “O NIWA está procurando o dono de um pendrive encontrado nas fezes de uma foca-leopardo…Reconhece este vídeo? Cientistas analisando uma amostra dessas fezes se depararam com essa descoberta inesperada – um pendrive cheio de fotos e ainda funcionando devidamente!”, escreveu. “A única pista de quem pode ter feito as imagens é a ponta do caiaque azul”, completou.

O NIWA afirmou que o retorno do pendrive viria com um preço: uma nova amostra de fezes para continuidade das pesquisas. “Quanto mais pudermos descobrir sobre essas criaturas, mais poderemos garantir que elas sejam protegidas”, disse.

A foca-leopardo é a maior espécie de foca que vive na Antártida. Ela pode medir mais de três metros e pesar mais de 500 quilos.

O plástico é motivo de preocupação

A presença de resíduos plástico nos oceanos do mundo tem aumentado rapidamente, o que preocupa pesquisadores, ambientalistas e parte da sociedade.

“É muito preocupante que esses incríveis animais da Antártida tenham plástico assim dentro deles”, disse a voluntária Jodie Warren.

De acordo com os pesquisadores, várias espécies marinhas, desde os menores animais até baleias gigantes, estão ingerindo plástico. Um dos motivos para essa ingestão é o cheiro de comida presente nos resíduos, que também são ingeridos acidentalmente quando, ao se alimentar, os animais engolem fragmentos que estão na área.

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Criminosos sequestram três filhotes de pinguins azuis e um deles morre

Imagens de segurança mostram o momento em que três pequenos pinguins azuis foram levados de seu ninho, na Nova Zelândia, na noite de quinta-feira (24).

O Departamento de Conservação do país (DOC) disse que dois homens usaram um pé de cabra para retirar pedras em volta da toca, enquanto uma mulher acendia uma tocha.

As autoridades acreditam que o instrumento também foi usado para prender os filhotes. Um dos bebês morreu durante a ação criminosa e foi deixado para trás, enquanto os outros dois foram enrolados em toalhas e levados em um carro.

O pinguim azul é uma espécie protegida na Nova Zelândia e é o menor do mundo, medindo pouco menos de 25cm de altura e pesando cerca de 1kg, quando adultos.

Caso sejam identificados e condenados, os criminosos podem pegar até dois anos de prisão ou uma multa de NZ £ 52.000. As informações são do Daily Mail.

“Estamos realmente preocupados, pois acreditamos que isso pode não ser um caso isolado”, disse o porta-voz do DOC, Rod Hansen.

“No dia seguinte, outro pinguim azul foi encontrado morto nas proximidades com um ferimento na cabeça.

“Não temos ideia de para onde essas aves estão sendo levadas. Isto é particularmente perturbador, pois é um momento muito vulnerável para estes pequeninos pinguins.

De acordo com o departamento, eles migram de janeiro a março e são animais de hábitos noturnos.

As autoridades locais estão pedindo ajuda da população sobre informações ou filmagens de CCTV próximas ao local do crime.

 

 

 

Golfinho fêmea carrega por dias seu filhote morto

A cena aconteceu em águas na Ilha Norte da Nova Zelândia , perto da Baía das Ilhas, segundo autoridades de conservação da área.

Segundo eles, a mãe pode ter dado a luz ao bebê, já morto,  no início desta semana e o carregava por dias como um luto. As informações são do Daily Mail.

Ela podia ser ouvida vocalizando para o filhote enquanto nadava, afirmou o Departamento de Conservação.

Durante a jornada, ele foi vista várias vezes separada de seu grupo, o que a deixou bastante vulnerável.

“Ela deixou o corpo cair várias vezes enquanto tentava nadar e depois voltava para pegá-lo”, disse a chefe da área de biodiversidade, Catherine Peters.

As autoridades pediram que os barcos na baía ficassem longe deles.

“A mãe está sofrendo e precisa de espaço e tempo para isso”, disse o Dr. Peters.

No início deste ano, uma orca chamou a atenção depois de levar seu filhote morto em sua cabeça por mais de duas semanas no norte do Pacífico.

Jenny Atkinson, diretora executiva do Museu das Baleias, na ilha de San Juan, disse que a orca e seu grupo passaram por um profundo processo de luto juntos.

O filhote foi o primeiro a nascer em três anos na população cada vez menor de baleias orcas residentes no sul. Existem apenas 75 destes mamíferos.

No início deste ano, um estudo realizado por uma organização sem fins lucrativos revelou que baleias e golfinhos fazem “vigílias” por seus filhotes mortos.

Os animais se agarraram aos corpos sem vida de seus filhos por dias na tentativa de mantê-los a salvo de predadores.

Por que os cientistas acreditam que as baleias e os golfinhos choram?

Baleias e golfinhos já foram vistos carregando ou cuidando de seus filhotes mortos várias vezes.

Essas criaturas ficam em luto e não aceitam reconhecer que a prole ou um companheiro morreu.

Os cientistas ainda não sabem se os mamíferos aquáticos realmente reconhecem a morte e estão procurando realizar mais pesquisas sobre esse assunto.

Em 2016, cientistas encontraram evidências de que baleias e golfinhos realizam “vigílias” por seus mortos.

Na época, eles disseram que a explicação mais provável era o luto. O estudo compilou evidências de 14 eventos.

Eles descobriram que as mães muitas vezes carregavam seus bebês mortos acima da água, muitas vezes acompanhados por amigos.

Em muitos casos, os animais mortos estavam decompostos, indicando que eles foram mantidos por um longo tempo.

 

Rodeio impede que ativistas pelos direitos animais filmem as competições

Os organizadores do Waikato Rodeo, na Nova Zelândia, estão fazendo tudo ao seu alcance para impedir que ativistas entrem no festival e filmem as cenas de crueldade e abusos que acontecem nestes eventos.

Entre 3500 e 4000 pessoas devem comparecer ao Waikato Rodeo no dia 16 de fevereiro.

Cenas terríveis foram registradas em outro rodeio, perto de Whangarei, no início deste mês e ele já informaram que alguns procedimentos serão implementados.

O presidente do rodeio, Wayne Raymond, se recusou a explicar o que eles serão.

No entanto, ele confirmou que a proibição de dispositivos de filmagem de alta potência – vistos no Mid Northern Rodeo – permanecerá, embora as pessoas possam filmar e tirar fotos em smartphones.

Os manifestantes no Mid Northern Rodeo afirmaram que foram empurrados e ameaçados por fãs de rodeio que eram contra a filmagem do evento.

Estima-se que cerca de 4.000 pessoas devam comparecer ao Waikato Rodeo em 16 de fevereiro no Kihikihi Domain. As informações são da Stuff NZ.

Este é o capítulo mais recente de um conflito de longa data – ativistas pelos direitos dos animais acreditam que os rodeios são cruéis e devem ser banidos, enquanto os vaqueiros e vaqueiras afirmam que rodeios não maltratam os animais e que é um esporte que faz parte da cultura dos países.

Raymon rejeitou as alegações de que as restrições de filmagem estavam em vigor porque o rodeio estava tentando esconder imagens. O Waikato Rodeo ofereceu a chance de levar os espectadores a olharem nos bastidores dos cowboys e cowgirls se preparando para o evento.

Os organizadores do Waikato Rodeo proibiram o uso de câmeras de alta potência.

Apollo Taito, da Direct Animal Action, disse que os organizadores do rodeio estavam se contradizendo com a proibição de filmar.

“A suposição é que manifestantes ou ativistas estão editando ou alterando as filmagens de uma forma não favorável. Não precisamos fazer isso e, se quisermos usá-lo como evidência para o MPI, ele não pode ser alterado ou editado”.

Ele confirmou que protestarão contra o rodeio deste ano.

“Estaremos do lado de fora da entrada principal com o nosso pessoal e nossos cartazes, pedindo a proibição dos rodeios e do governo trabalhista para cumprir suas promessas pré-eleitorais de proibir os rodeios”.

O porta-voz da Anti Rodeo Action, Lyn Charlton, disse que eles ainda estavam pensando em seus planos para o Waikato Rodeo. Se fosse tão aberto e claro quanto Raymond afirmou, não deveria haver problemas do grupo filmar a ação.

Ela disse também que o público precisa começar a pensar nos motivos que levam estes clubes de rodeio a tentar impedir que as filmagens sejam feitas.

 

 

rato nadando em experimento

Experimento cruel força ratos e camundongos a nadarem por suas vidas

Estudantes universitários da Nova Zelândia estão torturando ratos e camundongos em um experimento que os força a nadar até a exaustão. O teste de nado forçado, como é conhecido, mostra que os animais passam até 15 minutos presos em recipientes cheios de água, obrigados a nadar para não se afogarem. Os roedores são mortos após o estudo e seus cérebros são removidos para serem analisados pelos cientistas.

rato nadando em experimento

Foto: NAVS

A Victoria University, de Wellington, capital da Nova Zelândia, diz que o teste foi realizado duas vezes nos últimos cinco anos “como parte de um programa de pesquisa muito mais amplo que explora potenciais terapias baseadas em farmacologia para doenças mentais”.

Esse tipo de teste é realizado nas universidades desde a década de 1950. No experimento, os ratos são torturados e forçados a nadar enquanto os pesquisadores medem o tempo até o animal se render à exaustão. Segundo os cientistas, a a quantidade de tempo em que os ratos lutam por sua vida indicaria o seu “nível de depressão”.

A New Zealand Anti-Vivisection Society lançou uma petição para fazer com que o governo proibisse completamente a realização desse teste e de todos os experimentos em animais realizados pelo departamento de psicologia. A petição já contava com mais de 600 assinaturas em apenas duas horas após seu lançamento.

“A prática de explorar animais em testes para prever reações humanas é retrógrada e desatualizada, e os pesquisadores precisam se libertar disso”, disse Tara Jackson, representante da organização.

Hans Kriek, porta-voz da Save Animals from Exploitation (SAFE), também condenou o teste, dizendo que a tortura e o afogamento de animais não tinha nenhuma relação com a medicina humana.

“Vamos pedir ao governo que pare com isso. Na Nova Zelândia, dissemos que não vamos testar cosméticos em animais porque é cruel e desnecessário, agora estamos pedindo consistência,” disse Kriek.

protesto

Ativistas são agredidos durante protesto contra rodeios

Ativistas foram agredidos, empurrados e ameaçados por frequentadores de rodeio enquanto faziam um protesto pacífico contra a prática no Mid-Northern Rodeo, nos arredores da cidade de Whangarei, Nova Zelândia. Eles disseram que isso não irá impedi-los de continuar protestando.

protesto

Foto: Stuff

Enquanto alguns ativistas montaram acampamento fora do Mid-Northern Rodeo, no sábado (12/01), outros compraram ingressos para filmar o evento. Ambos os grupos dizem que foram confrontados com o comportamento agressivo dos fãs de rodeio e estão considerando prestar queixas à polícia.

Ativistas dentro do evento também foram informados pelos organizadores do evento que não poderiam filmar com câmeras de alta definição. O evento foi interrompido por um momento e os ativistas foram informados de que seriam expulsos, mas não pararam de filmar.

O porta-voz da Direct Animal Action, Apollo Taito, disse que “há uma falta de transparência no rodeio que é seriamente preocupante. O que eles estão escondendo? Eles temem que outro animal morra hoje e o ato seja flagrado pela câmera?”

Os ativistas costumam fazer protestos durante a temporada de rodeio e estão intensificando suas ações neste verão após a morte de dois animais em um evento em Gisborne em dezembro.

Taito disse que o grupo já viu animais morrerem em rodeios e estava preocupado com o fato de que os organizadores desses eventos não precisam prestar conta das mortes dos animais à justiça, o que significa que não há um registro oficial do total de mortes.

“Há muito sigilo em meio aos eventos. Muitos rodeios baniram câmeras. Eles têm muito a esconder”, disse ele.

Marianne Macdonald, diretora de campanhas do grupo Safe, afirmou que o comportamento dos frequentadores de rodeio no evento de sábado diz muito sobre a cultura da prática.

“Os organizadores do rodeio negam que intimidem os animais, mas os espectadores acreditam que podem atacar fisicamente os outros presentes, assim como os animais são agredidos nas arenas”, disse ela.

“As filmagens e as câmeras foram proibidas em muitos eventos de rodeio. Os organizadores alegam que esse conteúdo pode ser retirado do contexto e usado para mostrar o rodeio sob uma luz ruim. No entanto, eles não podem fugir do fato de que o contexto é o rodeio e o conteúdo é o abuso de animais.”

Em 2017, um dos responsáveis pelos animais no Mid-Northern Rodeo foi flagrado eletrocutando jovens bezerros durante uma investigação da Anti-Rodeo Action NZ. O homem recebeu apenas uma advertência formal pelo ato hediondo.

No final do ano passado, a New Zealand Animal Law Association (NZRCA) lançou um processo judicial privado contra o homem, após o investigador ter confessado os crimes cometidos.