OAB-AL constata que animais da ONG Pata Voluntária existem e estão recebendo cuidados

Membros da Comissão de Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Alagoas estiveram no abrigo da ONG Pata Voluntária, cujas fundadoras foram presas por suspeita de fraude, e constataram que há animais no local. Médicos veterinários voluntários estão prestando atendimento aos cerca de 200 cães e gatos. O abrigo fica no bairro do Trapiche, em Maceió (AL).

Foto: Reprodução/TV Gazeta

Os integrantes da OAB fizeram fotos e vídeos dos animais no abrigo para comprovar a existência deles. A entidade dispõe de dois abrigos, o segundo está vazio e foi apontado pelas proprietárias da ONG como o local onde um assalto aconteceu.

De acordo com a presidente da Comissão do Bem Estar Animal da OAB, Rosana Jambo, os animais existem. “Existem todos os animais citados. Existe um sistema com a contagem dos animais. Eu fiz várias fotos deles [dos animais]. São animais doentes, que estão sendo devidamente assistidos por médicos veterinários. Não apenas um, mas uma equipe de médicos veterinários, assistentes, funcionários. Eu perguntei sobre a necessidade desses animais. Eles não estão precisando de absolutamente nada, porque estão sendo devidamente mantidos com o que já tem. Mas vai precisar futuramente de pagamento de funcionários, de mais ração, de mais tratamentos. Existem tratamentos que foram interrompidos por conta dessa denúncia apurada pela polícia e hoje na Justiça. Então, vai ser preciso futuramente ajuda para esse abrigo. Eu espero, realmente, que tudo seja resolvido. Se houve crime, que elas paguem pelo crime, mas que os animais em nenhum momento sejam prejudicados pela ação de suas gestoras”, disse Rosana Jambo ao portal G1.

Uma médica veterinária, que preferiu não ser identificada, trabalha de maneira voluntária no abrigo da entidade há três anos. Ela contou que está vivendo momentos de muita aflição desde que as responsáveis pelo Pata Voluntária foram presas.

“A gente recebeu ameaças. Eu, particularmente, como prestadora de serviço também recebi ameaças. As pessoas estão muito revoltadas, indignadas com o acontecido, que é de se esperar. Mas as pessoas precisam entender que também fomos pegos de surpresa. Somos voluntários, prestadores de serviço. E a gente também não imaginava”, disse a veterinária.

De acordo com os delegados Fábio Costa e Leonam Pinheiro, algumas pessoas que fizeram doações à entidade e outras que fazem voluntariado no abrigo estão procurando a polícia. Costa e Pinheiro foram os responsáveis, junto com o delegado Thiago Prado, por prender as três mulheres.

“Essas pessoas estão sendo ouvidas. Até mesmo para tirar o vínculo de algumas que estavam somente de boa fé como voluntárias, mas não tinha acesso ao patrimônio, à gestão daquela ONG”, disse o delegado Leonam Pinheiro.

Doadores de fora do estado de Alagoas também procuraram a polícia. “Nós fomos procurados por um rapaz de São Paulo, que doou sozinho R$25 mil. Ele será ouvido lá mesmo em São Paulo. E através de carta precatória nós iremos colecionar o depoimento deste aos autos”, explicou o delegado Leonam.

“Nós estamos orientando as pessoas que se sentiram lesadas, prejudicadas, com essa situação, que através de um boletim de ocorrência noticiem essa situação e demonstre a pertinência das suas doações com esse suposto assalto”, concluiu o delegado.


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Comissão Nacional da OAB diz que explorar cães na caça ao javali é inconstitucional

Em audiência pública realizada na última terça-feira (18) na Câmara Federal, o presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da OAB, Reynaldo Velloso, afirmou que a norma do Ibama que autoriza a exploração de cachorros na caça ao javali é inconstitucional.

Foto: Reprodução / Fauna Comunicação / JusBrasil

“A Instrução Normativa não só contraria o ordenamento descrito pela Constituição Federal, mas também a própria Lei de Crimes Ambientais. Estamos diante da terceirização da morte. Ao invés de promover o controle, o governo fomenta a matança, sem critérios, bastando apenas um simples cadastro. É a delegação do poder estatal sem maiores cerimônias. Um absurdo”, disse Velloso. As informações são do portal Fauna Comunicação, do JusBrasil.

“A Constituição Federal veda qualquer exposição dos animais às crueldades e a Lei de Crimes Ambientais tutela os animais contra maus-tratos. Como é possível o IBAMA fomentar esta prática? Deveriam se preocupar com o tráfico de animais e não apoiar a matança de cães.”, continuou.

O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do IBAMA, João Riograndense, defendeu a norma e disse que o órgão está finalizando um sistema para controle do manejo do javali. Ele disse ainda que a instrução normativa foi analisada e aprovada pela AGU.

Durante o debate, Velloso questionou se o Ibama tem detalhes sobre os prejuízos causados, a quantificação dos danos, os impactos e a quantidade aproximadamente de javalis que vivem no Brasil. “Sem estas premissas não há o que se falar em”praga”ou discursos de prejuízos, pois nem se sabe onde acontece. Onde estão os gráficos pormenorizados e detalhados?”, disse o presidente da Comissão, referindo-se ao argumento do Ibama de que o javali é uma “praga” que deve ser combatida.

“Não estão controlando a entrada de cervos. Daqui há uns 10 anos teremos novamente o discurso de praga. Qual a intenção? Realizar um controle ou preparar um entretenimento?”, reforçou Velloso, que questionou ainda sobre quem introduziu o javali no Brasil. “A lei é permissiva. E as responsabilidades? Temos javali na Ilha Bela. Eles não voam nem nadam. Como foram parar lá?”, completou. O diretor do Ibama não respondeu aos questionamentos.

O biólogo Frank Alarcón, que também participou da audiência, afirmou que “estamos de volta aos tempos medievais, com estas práticas inconsequentes”. O gerente da Word Animal Protection, Maurício Forlani e a presidente da ONG Peludos, Arlene Lazzari, também estiveram presentes no debate, presidido pelo deputado Ricardo Izar (SP), que convocou a reunião. Outro debate deve ser convocada para agosto.


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OAB diz que empresa tem responsabilidade por ato de funcionário que agrediu gatos no RJ

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB do Rio de Janeiro, Reynaldo Velloso, afirmou que a empresa na qual trabalha o homem que espancou dois filhotes de gato em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tem responsabilidade civil pelos atos do funcionário.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Existe uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que o empregador é responsável pelos atos dos seus empregados, quando os empregados agem de maneira culposa […] Querendo provocar o resultado final”, disse Velloso, que acredita que a empresa tem culpabilidade porque o funcionário estava uniformizado, durante o expediente e usando o carro da empresa enquanto agrediu os gatos tendo a intenção de provocar a morte deles.

Velloso se comprometeu a reunir outros advogados da comissão para discutir o caso. “Nem que seja para a empresa fazer uma indenização, ajudando as ONGs e abrigos. O que não pode acontecer é esse caso ser esquecido”, afirmou.

A juíza Rosana Navega discorda, porém, da opinião da OAB. Para ela, a empresa não é responsável pela agressão aos gatos. “As empresas já entraram em contato com a comissão de proteção da OAB, para viabilizar ajuda aos abrigos. É pouco! E elas não têm responsabilidade não! A súmula 341 do STF só se aplica aos crimes culposos. Se o cara mata esposa ou animais de uniforme, na hora do expediente, por maldade própria, fica excluída a culpa das empresas. A súmula do STF é clara! A menos que as empresas tenham mandado matar os gatos. Mas não é o caso! Sou totalmente contra resolver este caso só com acordo. Diz a súmula 341 do STF: “é presumida a culpa do patrão, por ato culposo do empregado ou preposto”. Gente, o ato foi doloso! O cara quis matar os gatos! Desculpem-me a sinceridade, mas por melhor que seja o acordo, este cara não pode ficar sem pena!”, disse a magistrada.

A empresa Serede, terceirizada que presta serviços para a Oi, companhia telefônica, afirmou, por meio de nota, que demitiu o funcionário e repudia atos de violência. Disse também que suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tais atitudes e preveem medidas sancionadoras. A empresa alegou que vai acompanhar os desdobramentos do caso e “avaliar outras medidas que poderão ser adotadas para assegurar punição exemplar”.

Foto: Reprodução/Whatsapp

A Serede afirmou que “entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais”.

Entenda o caso

Uma testemunha filmou o momento em que um homem de 43 anos agredia dois filhotes de gato que ele havia acabado de adotar. O crime aconteceu dentro do carro da Serede, no domingo (24) e o agressor foi autuado por maus-tratos a animais.

Após a divulgação das imagens, outros casos de violência contra animais relacionados ao homem foram descobertos. “Ele já fez isso outras vezes, as pessoas estão começando a denunciar. É um serial killer de filhotes felinos. Dessa vez, ele foi filmado e vai pagar por esse crime”, afirmou o protetor de animais Domingos Galante.

Os gatos foram abandonados pelo homem em um canteiro após a agressão.

Conversas de aplicativo para celular mostram o agressor negociando a adoção dos filhotes, que foram divulgados em um site. O casal que doou os animais prestou depoimento contra o homem na 105ª Delegacia de Polícia e também prestou depoimento contra o homem.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Ele combinou a adoção toda ontem (domingo), pegou os gatos às 16h30 e foi para a Rua Buenos Aires achando que era um local deserto, onde praticou a ‘sandice'”, explicou o protetor.

A Polícia Civil afirmou, por meio de nota enviada ao G1, que o homem “foi identificado como a pessoa que aparecia nas imagens que estavam sendo divulgadas” e que “ao final da investigação, confirmada a autoria, o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.

A polícia não deu informações sobre o paradeiro dos filhotes e o estado de saúde deles. No entanto, Domingos disse que o agressor afirmou que um dos gatos morreu e foi jogado em um terreno baldio. O que sobreviveu teria sido deixado vivo no local das agressões, para onde Domingos foi, mas não obteve sucesso nas buscas.

Confira abaixo a nota na íntegra da Serede.

“A Oi e a Serede, sua prestadora de serviços, reiteram que o caso está sendo tratado na esfera criminal e que o agressor foi demitido sumariamente por justa causa. As empresas repudiam todo e qualquer ato de violência e suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tal atitude e preveem medidas sancionadoras. A Oi acrescenta que entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais. A companhia entende que é uma organização que tem responsabilidades e compromissos, entre eles a promoção de ações que contribuam para a evolução de temas de interesse da sociedade, como a causa dos animais”.

OAB do Amapá adota gato como ‘funcionário’ e animal ganha crachá

O principal atributo do novo funcionário da sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Amapá? Fofura!

Em publicação na rede social Facebook, o presidente do órgão, Auriney Brito, contou a história de Leon, o pequeno gato resgatado pela OAB-AP. “Esse rapazinho chegou tímido aqui pela OAB, fugindo das fortes chuvas, com fome e frio”, disse Brito.

(Foto: Reprodução / Facebook)

O gato recebeu alguns cuidados iniciais e ganhou um espaço nos fundos da sede da Ordem, no centro de Macapá. O pequeno, porém, queria ficar entre os humanos da recepção e logo chamou a atenção. “Ele gostava mesmo era de ficar pela recepção fazendo os apressados e desatentos humanos tropeçarem e se assustarem com aquela minúscula presença”, contou o advogado.

Os comentários viraram reclamações e, segundo o relato de Brito, durante uma reunião da diretoria foi decidido: ele seria o novo funcionário da OAB-AP, com crachá e tudo. “Agora ele não é mais um desconhecido da rua, é o Leon, que crescerá limpo e forte como nossa instituição”, finalizou o presidente do órgão.

Em apenas cinco horas, o texto de Auriney Brito já contava com mais de 6 mil reações, 3,6 mil compartilhamentos e 1,3 mil comentários.

Fonte: Metro Jornal

OAB-AL recebe até dez denúncias de maus-tratos a animais por dia

De cinco a dez por dia. Esse é o número de denúncias – procedentes e improcedentes – recebidas em média pela Comissão de Bem-Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL), uma das entidades locais mais lembradas quando se fala no assunto. O tema, aliás, voltou ao centro das discussões na semana passada, quando o cachorro batizado de “Dogão” foi resgatado após ter sido enterrado vivo na Barra de São Miguel, litoral Sul.

Foto: Cada Minuto

Rosana Jambo, presidente da Comissão, destaca que o grupo atua não somente na capital, mas em todos os municípios alagoanos, com o apoio de ONGs locais e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), e quando o agressor é identificado, o que não foi ainda o caso do cão enterrado vivo, as notificações são enviadas via Correios.

Segundo ela, a maioria dos casos onde é constatado algum tipo de maus-tratos é resolvida com orientação e conscientização dos agressores, sem marcar audiência. Tanto que, a média de Termos de Ajuste de Conduta (TACs) firmados pela Comissão gira em torno de 50 por ano. Em 2017, por exemplo, foram recebidas 300 denúncias.

“Nosso foco tem sido a conscientização da lei, as consequências legais para maus-tratos e o adequado tratamento dado ao animal com suas necessidades básicas. As averiguações in loco chegam aproximadamente a 20 ao mês”, explicou.

Como denunciar

Além do e-mail oficial da Comissão (cmabea@oab-al.org.br) e do telefone da OAB/AL (3023-7200), a advogada autorizou o fornecimento de seu número de celular privado, para que as denúncias possam ser feitas com maior celeridade, pelo WhatsApp, para quem ligar para a OAB. Ela também atende aos internautas pelo Instagram (@rosanajamboadv) e pelo Facebook (Ró Jambo).

“Todas as denúncias devem vir acompanhadas do relato, provas como vídeos, áudios ou fotos e endereço completo, com ponto de referência”, orienta.

Nova lei

Rosana Jambo também conversou com o CadaMinuto sobre o projeto de lei aprovado em dezembro do ano passado, na Câmara dos Deputados e no Senado, que aumenta a pena para o crime de maus-tratos contra animais, de três meses a um ano de detenção para de um ano a quatro anos de detenção.

A proposta prevê ainda multa de até mil salários mínimos (hoje, o equivalente a R$ 954 mil) para os estabelecimentos comerciais que permitirem o crime.

“Toda vitória que venha a beneficiar os animais é bem vinda. De acordo com o projeto existe aumento de pena e também da multa, porém, o regime continua sendo de detenção e não de reclusão, o que implica dizer que quem cometer maus-tratos, mesmo sendo condenado, não inicia o cumprimento da pena com prisão”, avaliou.

Voluntariado

Além da Comissão da OAB/AL, outras entidades também zelam pelo bem-estar dos animais em Maceió e nos demais municípios alagoanos. É o caso da ONG Projeto Acolher, acionada para resgatar Dogão da cova rasa onde foi enterrado, do Pata Voluntária, Pata Amada, entre outros.

Compostas basicamente por voluntários, além de resgatar e cuidar dos animais, as ONGs também organizam eventos de adoção e mantêm toda a estrutura de atendimento com doações.

Algumas pessoas só precisaram estar na hora e no lugar certo para ouvir o choro e resgatar Dogão. Outras, para salvar outros tantos cães e gatos que necessitam de cuidados só precisaram ouvir o coração.

Fonte: Cada Minuto