Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Fundação francesa pede cancelamento de leilão de 300 cães de raça

A fundação francesa “30 Milhões de Amigos” denunciou a realização de um leilão de 300 cachorros de raça em Laval e pediu que o evento seja cancelado devido ao tratamento dado aos animais, reduzidos a “meros objetos” passíveis de comercialização.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O leilão está marcado para a próxima terça-feira (9), em local ainda não divulgado, de acordo com informações do site do leiloeiro de Laval. As informações são do jornal Estado de Minas.

Serão explorados para comércio no leilão cachorros das raças shih tzu, yorkshire, chihuahua, jack russel, bichón frisé e golden retriever.

“Lutamos para que os animais sejam reconhecidos como ‘seres vivos e sensíveis’ e não ‘bens móveis’, e hoje estão prestes a colocar esses cães em leilão como meros objetos”, afirmou Reha Hutin, presidente da fundação, em um comunicado.

Os cachorros foram retirados de um criador, após uma ação judicial. E ao invés de serem disponibilizados para adoção, de forma ética e responsável, serão leiloados como se fossem mercadorias.