Foca tem a cabeça decepada ao ficar presa em redes de pesca descartadas no oceano

Imagens fortes e tristes revelam o sofrimento de uma foca que ficou presa em mais de 35 kg de lixo marinho. A situação crítica e fatal ocorreu na costa da Cornualha foi descrita como “um dos piores casos de enredamento já visto em qualquer parte do mundo”.

O mamífero foi encontrado com plástico e redes de pesca ao redor do pescoço. O grupo Resgate de Vida Marinha de Mergulhadores Britânicos (BDMLR) foi inicialmente acionado em 11 de maio, após a foca cinzenta ser avistada no mar perto de Boscastle, presa em uma enorme massa de lixo marinho e material descartado não biodegradável.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Apesar de uma busca realizada por toda região, o animal ferido e preso não foi encontrado. Mas na segunda-feira última (27) a mesma foca foi encontrada em terra ao longo da costa de Trebarwith Strand provavelmente trazida pela maré, tendo infelizmente morrido em consequência dos ferimentos.

Voluntários da BDMLR e da Associação contra Enredamentos Marinhos da Cornwall Wildlife Trust (CWTMSN) compareceram ao local para registrar e fotografar o corpo do animal em detalhes e remover o material de enredamento ao redor dele.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

No entanto, a equipe de resgate confessou que nada os havia preparado para a visão “angustiante” escondida sob a poluição marinha. O BDMLR afirmou que, quando o material em volta do pescoço foi gradualmente cortado e retirado, a escala de sofrimento que o animal passou foi precisamente revelada.

A coordenadora assistente do BDMLR na Cornualha do Norte, Michelle Robinson-Clement, disse: “Este animal sofreu uma morte lenta e torturante, não há dúvidas sobre isso.

“Este é um dos piores casos de enredamento que já vimos em qualquer parte do mundo devido à natureza extrema de seus ferimentos. “O material que foi retirado dele pesava 35 kg. “A foca não teria conseguido nadar ou mergulhar”.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Seu corpo foi recuperado pelos voluntários da CWTMSN no dia seguinte e levado para um exame post-mortem no Campus Cornwall da Universidade de Exeter em Penryn.

No exame, descobriu-se que a carga pesada causada pela rede presa ao animal havia criado uma ferida enorme que envolvia toda a região entre a cabeça e os ombros da foca. Isso causou tanto dano aos músculos do pescoço do pinípede que as vértebras e a traqueia estavam a mostra e fazendo com que ela não fosse capaz nem de levantar a própria cabeça.

No mínimo, a foca passara três semanas nesse sofrimento, o que a deixou faminta, fraca e exausta.

James Barnett, patologista do Cetacean Strandings Investigation Program que examinou a foca, disse: “Este é provavelmente o ferimento mais grave que vi em 27 anos de trabalho com focas e o nível de sofrimento que este animal deve ter passado é verdadeiramente espantoso”.

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Niki Clear, Oficial de Conservação Marinha da Cornwall Wildlife Trust, disse: “Infelizmente, este é apenas uma das centenas de milhares de mamíferos marinhos que são mortos como resultado do emaranhamento em lixo no oceano a cada ano em todo o mundo. E este caso mostra quão impactante é uma visão dessas para aqueles de nós que lidam com isso regularmente”.

“No entanto, incidentes como este nos dão a oportunidade de chamar a atenção do público para a necessidade de ações urgentes sobre o estado de nossos oceanos e as atitudes que qualquer um pode tomar para ajudar a reduzir ou impedir que a poluição chegue ao meio ambiente e mate mais de nossa vida selvagem”.

“Embora seja um caso incrivelmente perturbador, precisamos contar a história desse animal para garantir que ele não tenha sofrido e morrido por nada, e que algo seja feito a respeito disso para salvar outros animais marinhos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Foca exibe expressão de “tristeza” ao ser encontrada com rede de pesca presa ao pescoço

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Imagens mostram uma rede azul grossa e apertada, enrolada ao redor do pescoço da foca, que segundo especialista pode restringir o crescimento do animal, cortando sua pele e carne que não pode crescer e se desenvolver adequadamente. A longo prazo, pode levá-la a morte.

A foca provavelmente trata-se de um bebê e seu crescimento, com o objeto estranho preso ao pescoço será provavelmente sua sentença de morte caso não seja retirado a tempo.

O consultor de TI, Geoff Smith, 54, tirou a fotografia comovente após de alertar uma instituição especializada em focas que atua em defesa dos animais em Norfolk (Inglaterra).

Infelizmente, os voluntários da ONG Friends of Horsey Seals não conseguiram pegar a foca para ajudá-la e o animal desapareceu no mar ainda preso na rede.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Se não fosse pela rede presa a seu pescoço, provavelmente essa jovem foca teria uma vida normal e plena pela frente, a intervenção humana e seu lixo corrosivo e irresponsável faz mais uma vítima indefesa.

Geoff, de Ipswich, disse: “Você pode ver que o pescoço da foca já tinha sido ferido e cortado e que ela já cresceu desde que se emaranhou na rede.

“É uma tragédia que o lixo seja uma praga de impacto tão terrível na vida selvagem causada exclusivamente por nosso descuido e preguiça, ambos que podeiam ser evitados através da conscientização e educação das pessoas e da indústria sobre as reais consequências e impactos de suas ações”.

David Vyse, da ONG Friends of Horsey Seals, disse: “As focas machucadas tendem a ficar perto do mar, pois estão com os movimentos limitados ou ficam dentro de sua colônia por segurança.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

“Quando um ser humano se aproxima, ela rapidamente entra no mar ou se move com a colônia para ‘segurança e proteção’”.

“Nós vimos esta foca algumas vezes desde que a foto foi tirada em fevereiro, e parece estar comendo bem.

“Vamos tentar o nosso melhor para pegá-la e remover a rede plástico quando as condições estiverem corretas, causando o mínimo de invasão ou desequilíbrio na colônia de focas”.

A poluição plástica nos oceanos

Poluição plástica é uma catástrofe que está devastando a superfície do planeta. Agora, ela já atinge o fundo dos oceanos.

Na parte mais profunda do oceano é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição plástica está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.
Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

De todos os itens produzidos pelo homem encontrados abaixo de 20.000 pés (6.000 metros), os índices aumentaram para 52% para o plástico macro e 92% para o plástico descartável.

O dano direto que isto causou ao ecossistema e ao meio ambiente é evidente, já que os organismos do fundo do mar foram observados em 17% das imagens de detritos plásticos registradas pelo estudo.

Mais focas vítimas de lixo no mar

Além do lixo plástico que chega ao oceano contaminar as águas e muitas vezes espalhar resíduos tóxicos, esses materiais nocivos causam os exaustivamente noticiados estrangulamento a animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente flagrada em janeiro deste ano mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos assistiam a cena consternados.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon (Inglaterra).

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.
“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.
Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

A mesma sorte não teve a foca marinha que foi avistada em fevereiro com uma rede de pesca enrolada em seu pescoço, como mostra o início dessa matéria, até hoje o animal está preso ao lixo embora já tenha crescido mais.

Animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura

Um estudo publicado na Nature concluiu que os animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura do que os terrestres. Para isso, a pesquisa combinou dados experimentais com modelagem, com o intuito de medir os efeitos das mudanças climáticas.

Foto: Pixabay

Devido à dificuldade em estimar e comparar a vulnerabilidade de espécies terrestres e marinhas, o assunto é motivo de contradição no meio científico. Por essa razão, o estudo utilizou uma metodologia complexa para alcançar um resultado. As informações são do portal Tempo.

Outras pesquisas indicam que espécies terrestres estão sobre maior risco por terem maior dificuldade de adaptação a novas condições climáticas e estarem expostas a maiores extremos de temperatura. Espécies marinhas, no entanto, podem ser mais afetadas devido ao fato de que a temperatura ambiente controla a sua distribuição geográfica, a disponibilidade de nutriente e de oxigênio no oceano.

O pesquisador Pinsky e seus colaboradores partiram da premissa de que cada espécie tem um intervalo de temperatura considerado seguro para garantir o funcionamento do organismo. Assim, os cientistas estabeleceram uma “margem de segurança térmica”, que nada mais é do que a diferença entre a máxima temperatura que um animal será submetido em um ambiente e a máxima temperatura que ele suporta sobreviver. Trata-se de um índice de estresse fisiológico animal que indica a vulnerabilidade de cada espécie.

Para o estudo, foram analisadas espécies de peixes ósseos, tubarões, moluscos, crustáceos, insetos, répteis e aranhas, por serem animais ectotérmicos que já são mais vulneráveis por dependerem de fatores externos e comportamentais para regulagem da temperatura interna. Os pesquisadores calcularam a “margem de segurança térmica” para 387 espécies, considerando ou não a presença de refúgios em elevadas temperaturas. Em terra, esses refúgios incluem microclimas gerados por sombras de pedras e árvores, já no oceano, são águas mais profundas e geladas.

https://platform.twitter.com/widgets.js

A pesquisa concluiu que os menores valores de “margem de segurança térmica” foram encontrados no oceano, o que indica que os animais marinhos são mais vulneráveis ao aumento da temperatura do que os terrestres. Porém, caso não hajam refúgios térmicos, as espécies terrestres passam a ser mais vulneráveis por ficarem completamente expostas à temperatura excessiva. Quando considerada a distribuição pelo globo, animais terrestres que vivem em latitudes médias (30º-60ºS) são mais vulneráveis. Já nos oceanos, as espécies equatoriais são as que sofrem mais com o aumento da temperatura.

Para os pesquisadores, fatores diversos podem agravar o aumento da vulnerabilidade termal tanto dos animais marinhos, quanto dos terrestres. Na água, as espécies apresentam maior sensibilidade ao aumento da temperatura e maiores taxas de colonização. Por essa razão, o desaparecimento e a “substituição” de espécies podem acontecer com mais velocidade. No caso dos animais terrestres, a fragmentação dos habitats e as mudanças no uso de terra geradas pela ocupação humana desordenada e o desmatamento são fatores que contribuem para a perda da fauna.

Colunista do The Guardian destaca os efeitos destrutivos da pesca nos oceanos

O excesso de pesca é uma das principais causas da devastação marítima.

Foto: Andalou Agency

Em sua coluna da última semana no The Guardian, o jornalista e ambientalista britânico George Monbiont ressalta detalhes importantes acerca do responsável pela destruição dos oceanos, segundo a recém lançada pesquisa da ONU: a indústria da pesca.

Antes disso, Monbiont ressalta sua opinião a respeito da cobertura da imprensa sobre o assunto: “Quanto mais importante o assunto, menos ele é debatido”. No caso local para o jornalista, os veículos se preocupavam mais em contar sobre o nascimento do bebê real e uma disputa entre vizinhos sobre um pátio, do que em falar sobre o real problema. “Há uma razão para isso: se estivermos cientes de nosso problema, nós iríamos exigir mudanças no sistema. Mudanças sistemáticas são altamente ameaçadoras para quem controla a mídia”, acrescenta.

Seguindo para o conteúdo da coluna, Monbiont ressalta sobre os oceanos, e qual o resultado que o grupo de cientistas mais importantes do mundo trouxera a respeito de sua destruição. “Não é o plástico. Não é poluição, nem mudança climática e nem sequer é a acidificação do oceano. É a pesca”, constata em seu texto.

Uma investigação feita pelo Greenpeace no ano passado revela que 29% da cota de pescaria no Reino Unido vai para os bolso de cinco famílias milionárias, e todas fazem parte da Sunday Times Rich List. Uma única multinacional holandesa que opera com uma vasta equipe de navios de pesca possui 24% da cota inglesa. Os barcos menores, que não passam de 10 metros de comprimento, comprometem 79% das frotas, mas só conseguem pescar 2% da cota.

O mesmo se aplica para o resto do mundo, segundo Monbiont. Grandes navios de nações ricas exterminam os peixes que cercam países mais pobres, privando o acesso de centenas de milhares de sua principal fonte de proteína, enquanto aniquilam tubarões, atuns, tartarugas, albatrozes, golfinhos, e praticamente o resto da vida marítima.

O alto-mar, região além da zona territorial marítima de um Estado, é um reino sem leis. Nesse tipo de pesca, os navios dispõem linhas de rede que passam de 120 km de comprimento, que varre as presas de uma região ainda sem predadores.

Por alguns anos, as populações de bacalhau e cavalinha ao redor do Reino Unido tinha começado a se recuperar. “Nos foi dito que poderíamos voltar a comê-los com a consciência limpa”, comenta o autor do texto. “Ambas estão despencando agora”. Graças a isso, a pesca de cavalinha perdeu o rótulo de sustentável.

 

Adidas cria tênis 100% reciclável feito de plástico retirado do oceano

Foto: Adidas

Foto: Adidas

A Adidas, gigante do setor esportivo, criou um tênis totalmente reciclável feito com plástico oceânico 100% reciclável.

Apelidado como o Futurecraft.LOOP (algo como, produto do futuro), o tênis, que atualmente está sendo testado por usuários selecionados antes de chegar ao mercado, será lançado em 2021.

O tênis, que é um modelo de corrida, é apresentado como desempenho de alta performance além de ser 100% reciclável e no momento do descarte pode ser devolvido à Adidas, onde será quebrado em pedaços menores e reutilizado para criar um novo tênis.

Em um comunicado, a Adidas afirma que produzirá 11 milhões de pares de calçados feitos de plástico oceânico reciclado obtidos por meio da interceptação e coleta de resíduos plásticos em praias, ilhas remotas e comunidades costeiras.

Fim do conceito de desperdício

“Retirar o lixo plástico do sistema é o primeiro passo, mas não podemos parar por aí”, disse Eric Liedtke, membro do Conselho Executivo da Adidas.

“O que acontece com seus sapatos depois que você os usa? Você os joga fora – exceto que não há nada mais a ser feito. Há apenas aterros e incineradores para lidar com todo esse lixo e, finalmente, uma atmosfera sufocada com excesso de carbono ou oceanos cheios de lixo plástico.

“O próximo passo é acabar com o conceito de ‘desperdício’ inteiramente. Nosso sonho é que você possa continuar usando os mesmos sapatos repetidas vezes por meio de reciclagem contínua e reaproveitameto de materiais”.

Feito para ser refeito

Quando os tênis forem devolvidos à Adidas, eles serão “lavados, moídos em pedaços e derretidos em material para componentes de um novo par de sapatos”.

Liedtke acrescentou: “O FUTURECRAFT.LOOP é o nosso primeiro tênis de corrida que foi feito para ser refeito. É uma declaração de nossa intenção de assumir a responsabilidade por toda a vida do nosso produto; prova de que podemos construir tênis de corrida de alto desempenho que você não precisa jogar fora. “

Alimentar peixes criados em cativeiro com peixes selvagens está causando um prejuízo imenso ao oceano, diz relatório

O uso de peixes selvagens como alimento para peixes de criação tem causado enormes danos ambientais e sociais, de acordo com um novo relatório

O estudo “Até que os mares sequem: como a aquicultura industrial está saqueando os oceanos”, mostra como milhões de toneladas de peixes estão sendo tirados da natureza todos os anos para produzir farinha e óleo de peixe (FMFO) – que são ingredientes chave na alimentação de peixes de cativeiro e criação.

Essa fato está ameaçando a segurança alimentar e colocando em risco de colapso a vida marinha, diz o relatório publicado pela Changing Markets Foundation, o grupo de campanha Feedback e a Compassion in World Farming, que analisa as últimas pesquisas científicas sobre o impacto da pesca em que peixes selvagens são transformados em FMFO e a falta de transparência e sustentabilidade no setor de alimentos marinhos

Preocupações graves

O relatório destaca “preocupações graves” em torno dos impactos causados pelo uso de FMFO em alimentos para a aquicultura tanto no meio ambiente quanto para os seres humanos, e recomenda o fim desta prática.

“A aquicultura é o setor de produção de alimentos que mais cresce no mundo, e os projetos da FAO fornecerão 60% do consumo mundial de peixe até 2030, aumentando significativamente sua participação atual de pouco mais de 50%”, diz o relatório.

“Paradoxalmente, a indústria é fortemente dependente de peixes selvagens com mais de 69% da farinha de peixe e 75% da produção de óleo de peixe usados para alimentar peixes. O mercado mundial de farinha de peixe valia aproximadamente 6 bilhões de dólares em 2017 e a previsão é de que atinja 10 bilhões até 2027”.

O texto do estudo acrescenta que a multibilionária indústria de alimentos para aquicultura, não está apenas tendo um impacto na segurança alimentar e no meio ambiente marinho, mas está impulsionando a a pesca excessiva e os abusos dos direitos humanos nas operações de pesca silvestre.

Ações urgente são necessárias

“A aquacultura tem sido aclamada como fornecedora de proteína saudável e acessível, além de desviar a pressão sobre os peixes de captura selvagem”, disse Natasha Hurley, gerente de campanha da Changing Markets Foundation. “Este relatório mostra que a indústria não está cumprindo essa promessa como resultado de sua contínua dependência de peixes capturados em áreas selvagens”.

“Medidas urgentes são necessárias para aumentar a transparência e a sustentabilidade na cadeia de fornecimento da indústria de alimentos para aquicultura além de retirá-la completamente de sua dependência de peixes capturados na natureza”.

“Está claro que a abordagem ‘negócios são negócios’ feita pela indústria da aquicultura à farinha e ao óleo de peixe está esgotando perigosamente os recursos do oceano e ameaçando a integridade dos ecossistemas marinhos. A indústria está buscando alternativas de proteína sustentáveis, mas não tão rápido o suficiente para evitar as conseqüências potencialmente catastróficas para o oceano, a saúde e a segurança alimentar “, acrescentou Carina Millstone, diretora executiva da Feedback.

Existem enormes implicações para o bem-estar animal quando se trata de consumir peixe

Bem-estar animal

Há fatores adicionais a serem considerados, como ressalta o Dr. Krzysztof Wojtas, Chefe de Políticas de Peixes da ONG Compassion in World Farming.

“Ao considerar as conseqüências negativas do uso de peixes capturados em meio selvagem para a FMFO, não devemos esquecer o enorme impacto que essas indústrias têm no bem-estar animal”, disse Wojtas.

“À medida que a aquicultura industrial cresce, o número de animais que sofrem nesses sistemas agrícolas intensivos se multiplica e traz outra camada oculta à tona”.

“A maioria das pessoas não tem consciência do sofrimento de centenas de bilhões de peixes pequenos que morrem horrivelmente em enormes embarcações de pesca industrial para abastecer essas fazendas industriais submarinas. A indústria precisa enfrentar urgentemente essa crise”, conclui Wojtas.

A campanha Compaixão na Revisão da Agricultura Mundial de Peixes compartilha mais detalhes sobre as questões que cercam o consumo de peixes selvagens e de criação.

Governo proíbe soltura de balões a gás em Gibraltar para proteger a vida marinha

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

Balões são comprovadamente prejudiciais ao meio ambiente, à vida selvagem e aos animais marinhos. Além de sujar riachos, lagos e praias, estes artefatos de borracha ainda são a causa da morte de muitos animais marinhos e aves.

Mesmo aqueles que são comercializados como “ecologicamente corretos” demoram anos para se desintegrar na natureza. As cordas “enfeites” que geralmente ficam amarradas a esses balões também podem ficar presas ao redor do pescoço de pássaros levando-os a morte ou as aves podem morrer ao consumir o material do qual eles são feitos.

Da mesma forma, quando os balões são arrastados pelo vento para o oceano, os animais marinhos também não sabem que eles são perigosos, assim acabam comendo o objeto colorido.

Tartarugas marinhas, golfinhos e peixes geralmente confundem pedaços de borracha com alimento e morrem por ingeri-los. Estas são as principais razões que levaram o governo de Gibraltar a proibir completamente a liberação de balões de hélio (gás).

Anualmente, todo dia 10 de setembro, Gibraltar comemora o Dia da Pátria. O pais mantinha uma tradição antiga de lançar 30 mil balões vermelhos e brancos como forma de homenagem a cada pessoa que vivesse no território.

The Sun/Reprodução

The Sun/Reprodução

No entanto, em 2016, essa tradição foi encerrada quando o impacto dos balões no meio ambiente e na vida selvagem foi percebido. Recentemente, autoridades decidiram agir de forma mais efetiva e proibir totalmente a liberação dos balões de gás.

Ao anunciar a medida, o governo de Gibraltar declarou: “Com esta decisão, queremos reiterar nosso compromisso com a limpeza dos mares, mantendo o oceano livre de plásticos e outros materiais não biodegradáveis que causam tanto prejuízo à vida selvagem.”

Este é um movimento importante e espera-se que outros governos pelo mundo sigam o mesmo exemplo. Qualquer tradição, ainda que antiga e culturalmente enraizada, caso se mostre nociva ao meio ambiente ou às criaturas com as quais a humanidade compartilha o planeta, deve ser encerrada imediatamente. É o mínimo a ser feito por estes seres indefesos, mortos muitas vezes, pela simples ação humana, como no caso dos balões.

Plástico transforma o oceano em um campo minado para os animais

O plástico é responsável por causar um imenso dano aos animais marinhos e ao meio ambiente. O albatroz morto com o estômago repleto de detritos, a tartaruga presa em anéis de latas de cerveja, a foca emaranhada em uma rede de pesca são alguns dos casos de animais prejudicados pelo plástico.

Foto: JORDI CHIAS

Num vídeo divulgado no YouTube, um biólogo em um barco ao largo da Costa Rica usa um alicate suíço para retirar um canudo da narina de uma tartaruga-oliva. O animal se debate, aflito, sangrando. As imagens foram vistas mais de 20 milhões de vezes. O canudo media 10 centímetros. As informações são do National Geographic Brasil.

Os danos aos animais, porém, nem sempre são tão visíveis como no caso da tartaruga. Prova disso é o que acontece com as pardelas-de-patas-rosadas, aves marinhas que nidificam em ilhas perto da costa da Austrália e da Nova Zelândia. A espécie é a que mais ingere mais plástico, em proporção à massa corporal, entre todos os animais marinhos. De toda a população numerosa dessa ave, 90% dos filhotes já ingeriram algum tipo de plástico. Se o material perfura o intestino da ave, a morte é certa. Quando o animal sobrevive, ele enfrenta a fome crônica.

Foto: JOHN CANCALOSI

“O mais triste de tudo é que estão ingerindo plástico pensando que é comida”, afirmou o biólogo marinho Matthew Savoca. “Imagine que você acaba de almoçar e depois continua se sentindo fraco, letárgico e esfomeado pelo resto do dia. Isso seria muito confuso”, completou.

Desnutridas e com pouca energia, as aves voam cada vez mais longe, realizando grandes esforços na tentativa de encontrar alimentação nutritiva, mas só conseguem plástico para alimentar os filhotes.

Peixes como as anchovas também sofrem com o plástico. Quando os detritos estão recobertos por alga, eles têm o mesmo cheiro do alimento normal desses peixes, e os atrai.

Foto: SHAWN MILLER

O plástico é resistente, tem alta durabilidade e boa parte ele flutua. “Os objetos de uso único são os piores. Nada se compara a eles”, afirmou Savoca ao se referir a canudos, garrafas de água e sacolas de compras.

Apesar dos estudiosos ainda não terem compreensão total do impacto a longo prazo do plástico na fauna silvestre, sabe-se que cerca de 700 espécies de animais marinhos já ingeriram material plástico ou ficaram presas nele. Os primeiros casos documentados da ingestão de plástico por aves marinhas são de 74 filhotes de albatroz-de-laysan encontrados, em 1966, em um atol do Pacífico. Na época, a produção mundial de plástico era aproximadamente um vigésimo da atual.

Urso polar sobe em submarino nuclear em busca de alimento

O urso polar foi fotografado saindo do gelo e subindo em um submarino nuclear russo em busca de comida, no oceano Ártico.

Segundo o Daily Mail, submarino da classe Delta IV estava ao norte das ilhas norueguesas de Svalbard e Jan Mayen quando a tripulação decidiu sair à superfície para se livrar de sacos de lixo.

Fotos mostram o urso polar sentado perto do submarino antes de começar a atravessar o gelo e subir na embarcação.

Os ursos polares estão extremamente ameaçados de extinção. Hoje, na Rússia e na Noruega existem apenas cerca de 3.000 ursos.

O urso polar  senta-se no gelo olhando para o submarino de classe russo Delta IV, ao norte das ilhas norueguesas de Svalbard e Jan Mayen

Uma pesquisa realizada pela University of California em colaboração com o US Geological Survey alertou que a população de ursos polares está diminuindo muito rapidamente e sua extinção está próxima.

O aquecimento global está causando o derretimento do gelo marinho do Ártico, forçando os ursos polares a percorrerem distâncias mais longas para garantir alimentos e gastar mais energia durante o verão, jejuando até quando o gelo retorna à plataforma continental no outono.

De acordo com o estudo, estes os ursos enfrentam uma luta crescente para encontrar comida suficiente para sobreviverem, enquanto a mudança climática transforma constantemente o habitat deles.

Os ursos dependem do alto teor de gordura na gordura da foca para manter sua dieta. A caça predatória das focas, a principal fonte de alimento dos ursos polares, e a poluição plástica dos oceanos também as colocam em risco de extinção.

O urso coloca sua cabeça para frente para cheirar o submarino que despejava lixo.

Especialistas dizem que a poluição da Rússia no Ártico levaria centenas de anos para se limpar, e essa não é a primeira vez que marinheiros atraem a atenção dos ursos polares famintos enquanto despejam lixo no oceano.

Uma fonte da Marinha Real disse ao Sunday Express: “Nós nos apoiamos completamente na lei marítima e temos sistemas para classificar, reciclar e descartar lixo de uma maneira ambientalmente amigável”.

A ilha norueguesa de Spitsbergen é a única área permanentemente povoada na área de Svalbard, mas os ursos polares podem ser vistos em toda a área.

Em outubro de 2018, ursos polares foram filmados nas ruas da remota cidade russa, Dikson.

Acredita-se que os animais tenham ido à cidade para encontrar comida, o que é um reflexo da perda do habitat dos ursos e da escassez de alimentos.

Foca é encontrada com um saco plástico enrolado em sua cabeça

A poluição nos mares tem causado danos irreversíveis ao ecossistema e estudos apontam que até 2025, os oceanos do planeta estarão três vezes mais poluídos com plástico.

Algumas estimativas apontam que já existem pelo menos 5,25 trilhões de pedaços de plástico nos oceanos. Esses materiais causam estrangulamento animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para libertar.

Essa semana, uma foca foi vista com um saco de plástico enrolado em volta de sua cabeça, em um porto britânico.

O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos observavam.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon.

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.

“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.

Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

Na semana passada, registros dolorosos mostraram uma foca ensanguentada com uma rede de plástico enrolada com tanta força no pescoço que cortou sua pele.

Uma outra foca ensanguentado com uma rede de plástico enrolada com tanta força no pescoço que cortou sua pele.

A fêmea foi vista em uma praia de Norfolk, na Inglaterra, acompanhada de um macho que parecia cuidar dela, mas as equipes de resgate não chegaram a tempo. Ninguém sabe o que aconteceu com ela.