Filhote de onça-pintada é resgatado em Santo Afonso (MT)

Um filhote de onça-pintada (Panthera onca) estava sendo encurralado por cães quando foi resgatado por servidores da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso, no município de Santo Afonso (MT). O filhote não tem mais do que 5 meses de vida, estava desnutrido, assustado e sem a mãe.

Foto: Renata Prata/ Sema-MT

Não foi divulgado se os servidores da Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Tangará passava pelo local ou se foram apurar alguma denúncia. O que se sabe é que foram eles que resgataram o animal. Também não há notícias sobre o paradeiro da mãe do filhote, mas é provável que esteja morta.

O animal foi encontrado no assentamento rural Ariranha e encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade de Cuiabá (Unic), na capital, onde se encontra internado.

A onça-pintada (Panthera onca) pode estar no topo da cadeia alimentar, mas um filhote é um filhote. Com pouco mais de 100 dias de nascido, ainda não sabe caçar, embora já possa comer carne. Tão novinho e sem a mãe por perto, não é surpresa que esteja internado com as seguintes debilitações: desidratado, com infecção causada por larvas de moscas na orelha (miíase) e pesando apenas 5 kg.

O animal está sob os cuidados do professor Marco Aurélio Molina Pires, que informou que o tratamento do filhote inclui soro, antibioticoterapia (tratamento à base de uso de antibióticos) e suplementação de vitamina.

Fonte: O Eco

Caça de animais silvestres preocupa em Bragança Paulista

Caçadores se aproveitam da permissão para abater javalis para promover uma prática ilegal ao caçarem animais silvestres que correm risco de extinção em Bragança Paulista (SP).

Onça-pintada. Foto: Pixabay

Os javalis costumam destruir as plantações e, por se reproduzirem com muita rapidez, o Ibama autoriza a caça da espécie como forma de impedir uma superpopulação do animal. O problema é que caçadores estão aproveitando dessa autorização para matar vários outros bichos.

Valcírio Hasckel é produtor rural e tem uma plantação de milho há mais de 30 anos em Bragança Paulista. A área que a plantação ocupa equivale há 560 campos de futebol e há anos ele sofre com os estragos que os javalis fazem na sua lavoura.

“O milho é uma cultura que eles gostam de atacar bastante. Por ano, os javalis destroem cerca de cinco hectares da minha plantação e o prejuízo chega a R$ 20 mil”, afirma.

Desde 2013, o abate legal de javalis é regulamentado pelo Ibama, mas o que era para ser uma solução passou a ser também uma preocupação por causa da caça a outros animais.

Os ambientalistas defendem o abate de javalis, mas dizem que ele tem que ser feito de maneira planejada.

“A caça não é só o abate daquele animal, toda uma prole, uma linhagem genética, a biodiversidade, acabam sendo prejudicadas por causa da caça. Existem associações que podem receber esses javalis ou tem que ser feito um controle, mas de forma humanitária”, afirma a ambientalista Cristina Harumi.

Um exemplo de animal silvestre que foi vítima da ação de caçadores é a onça-pintada Cheetos. Ele teve a mãe morta por caçadores, conseguiu escapar e foi trazido para a Associação Mata Ciliar, de Jundiaí. Segundo a ambientalista, ele nunca mais poderá voltar para a natureza.

“O Cheetos é um animal que viveria em 100 km² e agora vai viver para sempre em 400 m². Infelizmente ele não poderá voltar para a natureza”, disse.

A caça de animais não regulamentada pelo Ibama é crime. A pena para quem mata, persegue ou maltrata animais varia de um a quatro anos de detenção, além de multa.

Fonte: G1