Atleta que mordeu e arrancou cabeça de galo vivo em jantar responderá a processo por crueldade animal

Imagem ilustrativa | Foto: Alamy

Imagem ilustrativa | Foto: Alamy

Ativistas pelos direitos animais estão movendo um processo contra o atleta Bixente Larralde por crueldade animal após imagens mostrando o acusado mordendo e arrancando a cabeça de um galo vivo durante um jantar com amigos terem sido divulgadas nas redes sociais.

A fundação Brigitte Bardot disse que as ações do acusado, que também é jogador de pelota basca, foram “chocantes e repugnantes”.

No breve vídeo aparentemente feito em junho, o atleta sorridente é visto sentado a uma mesa com amigos acompanhado de várias garrafas de vinho e um galo. Larralde agarra o pássaro e, enquanto luta, morde a cabeça da ave, que ele então arranca e cospe.

Daniel Raposo, da fundação BB, disse que os advogados da organização foram instruídos a processar. “Devemos destacar isso, porque é grave e punível pela lei”, disse ele.

Foto: Twitter/Reprodução

Foto: Twitter/Reprodução

“É sempre motivo de surpresa e repúdio em pleno ano de 2019 ver pessoas matando animais por diversão. Este homem pode ser um exemplo para os jovens – portanto, não podemos deixar que este ato fique impune”, acrescentou ele.

“Se foi uma noite de bebedeira ou não, os animais são seres sensíveis e existem leis que os protegem. O que ele fez é uma ofensa criminal”.

Larralde disse ao site de notícias Basco Mediabask que não queria comentar a ação legal. No entanto, o site informou que ele disse que estava ciente de que seu comportamento era “um erro e uma coisa péssima de se fazer”.

Se for condenado por crueldade contra animais, Larralde poderá ser multado em até € 30.000. Uma petição foi lançada, pedindo que ele seja excluído da equipe de pelota basca da França e abandonado pelos patrocinadores.

A organização que atua em defesa dos direitos animais 30 Million Friends disse que se juntaria à ação legal da fundação BB.

O jantar aconteceu após uma partida do campeonato em Hasparren, a sudeste de Bayonne, vencida pelo irmão mais velho de Larralde, Peio. A pelota basca é um esporte de quadra jogado com uma pancada de bola usando a mão ou uma raquete, bastão ou cesta.

O galo é um símbolo não oficial da França.

Atenção imagens fortes:

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Convívio com animais muda a vida de presos nos EUA

Por David Arioch

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah (Fotos: Animal Protection League)

Em 2015, a Animal Protection League iniciou em Pendleton, no estado de Indiana (EUA), um programa chamado F.O.R.W.A.R.D., que leva gatos que vivem em abrigos, e com mínimas chances de adoção, para conviverem com presos em uma unidade correcional.

Desde o início, o programa assistido pela APL começou a transformar a vida de detentos e animais. Na unidade correcional, gatos que tinham um histórico de maus-tratos antes de serem resgatados, e que por isso tinham dificuldade de socialização, passaram a receber os cuidados de presos que se responsabilizam pelo bem-estar desses animais.

Além de serem responsáveis pela alimentação e outras necessidades dos felinos, incluindo até mesmo a confecção de brinquedos, os presos começaram a desenvolver um vínculo que permitiu que os animais, assim como eles, se tornassem mais sociáveis e receptivos a diferentes formas de carinho.

Segundo a diretora da APL, Maleah Stringer, por meio do programa, os presos ganharam uma maravilhosa oportunidade de aprender como cuidar e assumir a responsabilidade por um ser vivo.

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah.

Ela acrescenta que o contato com os animais possibilita que os presos aprendam sobre responsabilidade e como interagir em grupo usando métodos não violentos para resolverem problemas, além de receberem amor incondicional de um animal. “Algo que muitos desses internos nunca conheceram”, destaca a Animal Protection League em seu site.

Programas que seguem a mesma premissa estão se espalhando por unidades prisionais nos EUA. Outro exemplo foi colocado em prática pela organização Purrfect Pals e tem trazido resultados positivos para pessoas e animais no Complexo Correcional de Monroe – Unidade Especial de Infratores. Segundo a APL e a Purrfect Pals, em nenhum desses programas há registros de maus-tratos de animais ou negligência por parte dos prisioneiros.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Campanha incentiva turistas a resgatarem cachorros que seriam mortos na Ásia

Por Rafaela Damasceno

Estima-se que 30 milhões de cachorros e gatos morrem na Ásia todos os anos para o consumo humano. Depois de serem confinados em gaiolas lotadas, sem comida e água suficientes, a maioria desses animais são torturados até a morte. Algumas culturas acreditam que, quanto mais um animal sofre, mais macia é sua carne.

Uma cachorrinha ao fundo da foto, um pouco torta e magra, e quatro filhotes em sua frente. Eles estão presos

Foto: Jean Chung for HSI

A Bunny’s Buddies é uma ONG americana cujo objetivo é salvar cachorros de matadouros na Ásia e levá-los até os Estados Unidos para encontrarem um lar definitivo.

Enquanto a maior parte das ONG’s de resgate precisam de doações em dinheiro ou de produtos para ajudar a cuidar dos animais nos abrigos, a Bunny’s Buddies pede outro tipo de ajuda aos voluntários.

A única maneira de levar os cachorros da China para os Estados Unidos é voando, então a organização precisa de voluntários dispostos a escoltar os cachorros até suas novas casas.

A ONG pede para que, se você tiver um voo agendado da China para os EUA, considere ajudar a salvar uma vida – ou mais. O processo é fácil e não custa nada, considerando que você já tenha sua passagem em mãos.

Lutar contra o comércio da carne de cachorro é difícil, mas a Bunny’s Buddies está disposta a fazer a diferença. A organização é capaz de dar uma segunda vida para os animais que permaneceram presos, tristes e torturados desde que nasceram.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Príncipe Harry e Meghan Markle declaram apoio a ONG de proteção aos leões

Foto: AFP Getty Images

Foto: AFP Getty Images

O Duque e a Duquesa de Sussex revelaram que estão apoiando a ONG Lion Guardians por meio de sua conta no Instagram.

Em um post na mídia social publicado no sábado, o príncipe Harry, 34, e sua esposa Meghan, 38, postaram uma foto de um leão atravessando a grama ao lado da legenda: “Hoje é #WorldLionDay (Dia do Leão) e neste mês pedimos que você sugerisse organizações que você acha que “fazem a diferença”.

Eles passaram a explicar que agora estão seguindo e apoiando a organização, que visa incentivar uma coexistência sustentável entre pessoas e leões em toda a África.

Foto: Daniel Fisher/Rex

Foto: Daniel Fisher/Rex

O casal real também incentivou seus seguidores a patrocinar um leão ou a se envolver em trabalhos de conservação.

O post, que desde então foi curtido 246 mil vezes e é acompanhado por seis fotos de uma entidade de conservação da vida selvagem, dizia: “Trabalhando de perto para entender o contexto cultural na África, esta organização ajudou a transformar ex-matadores de leão em rastreadores qualificados e em 2018 eles foram responsáveis por impedir 24 caças de leões”.

“Lion Guardians entendem a importância da conexão entre os animais e a comunidade e trabalham incansavelmente para criar uma relação harmoniosa na base entre o homem e o leão, a comunidade e a vida selvagem”.

Foto: @Cory Richards e John Hilton

Foto: @Cory Richards e John Hilton

O príncipe Harry e Meghan acrescentaram que estão “honrando” o trabalho da organização no Dia Mundial do Leão e “todos os dias” em uma tentativa de proteger as “belas espécies” – antes de adicionar detalhes sobre como os outros também podem patrocinar um leão ou se envolver na causa.

O casal real demonstrou um profundo interesse pela vida selvagem nos últimos meses – com o Palácio de Buckingham confirmando em junho que o casal viajará para a África do Sul em uma excursão real neste outono – com o bebê Archie.

Autoridades revelaram anteriormente que o príncipe Harry fará visitas adicionais a outros três países africanos como parte da mesma viagem.

Foto: PA Wire/PA Images

Foto: PA Wire/PA Images

Viajando sozinho, o príncipe visitará Angola, Malawi e Botswana, enquanto acredita-se que o bebê Archie, que terá cerca de cinco meses, permanecerá na África do Sul com Meghan, enquanto seu pai realiza tarefas reais em outros lugares.

Sussex Royal também confirmou que o menino vai se juntar aos seus pais na turnê, escrevendo em um post de Harry e Meghan: “Esta será sua primeira turnê oficial como uma família!”.

A região é um lugar querido do coração do casal que após seu casamento em maio de 2018, o duque e a duquesa passaram a lua de mel na África Oriental.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Investigação revela aves deformadas e aleijadas como resultado do crescimento artificial

Foto: Humane League UK

Foto: Humane League UK

A dor e s sofrimento infligidos a frangos criados em fazendas industriais, foram revelados após a divulgação de filmagens feitas em uma investigação secreta.

Vídeos feitos pouco antes da morte das aves mostram que as galinhas estão lutando para andar enquanto suas pernas se dobram e elas desmoronam sob seu peso enquanto batem as asas desesperadamente.

Criados para crescer mais rápido que o normal, eles muitas vezes se tornam coxos, sofrem problemas cardíacos e doenças de pele.

Outros vídeos mostram os animais apertados em gaiolas superlotadas com quase nenhum espaço para se mover, algumas delas pressionadas contra paredes e outros aparentemente em pé uns sobre os outros, enquanto ativistas disfarçados disseram ter encontrado também caixas cheias de cadáveres ou outros animais mortos deixados ali por horas, às vezes durante a noite toda.

As galinhas foram filmadas em fazendas operadas por dois dos maiores fornecedores do Reino Unido, a Hook 2 Sisters em Devon e a Moy Park em Lincoln, cujos clientes incluem cadeias gigantes de supermercados como Tesco, Aldi e Sainsbury.

Foto: Humane League UK

Foto: Humane League UK

Cenas “foram consistentes com a dor significativa que esses animais convivem”, disse Andrew Knight, professor de bem-estar animal e ética, e diretor fundador do centro de bem-estar animal da Universidade de Winchester.

Ele acrescentou que as imagens da Moy Park mostraram “frangos criados por sua carne com problemas sérios de mobilidade”.

“Uma filmagem de animais em colapso, sobrecarregados pelo seu próprio peso é descoberta praticamente toda semana”, disse o CEO da Open Cages, Connor Jackson, que divulgou os vídeos secretos.

Foto: Humane League UK

Foto: Humane League UK

Os animais pertencem a raças muito específicas chamadas Ross 308 e Ross 708, as raças de frango de crescimento rápido mais comuns, que segundo a Open Cages representam cerca de 70% de toda a produção de carne de frango na União Europeia.

As galinhas de crescimento rápido foram selecionadas artificialmente ao longo dos anos para que os frangos criados por sua carne crescessem de maneira não-natural, permitindo que os agricultores maximizassem os lucros.

As aves podem levar cerca de 35 dias para atingir o peso alvo para que sejam mortas 2-2,5 kg, enquanto no crescimento normal pode levar até 70 a 90 dias, segundo um relatório da Comissão Europeia de 2016.

Foto: Humane League UK

Foto: Humane League UK

O relatório disse que as taxas de crescimento de frango quadruplicaram em apenas 60 anos, com as aves demorando apenas 30 dias para alcançar o peso de 1,5 kg hoje – em comparação com os 120 dias da década de 1950.
“Se as pessoas crescessem tão rápido, uma criança de cinco anos pesaria 150 kg”, disse Jackson.

A taxa de crescimento extraordinariamente rápida das galinhas pode fazer com que seus corpos prematuros tenham dificuldades para lidar com o peso.

O relatório afirma que anormalidades nas pernas, doenças de pele e má estrutura óssea são comuns entre as galinhas de crescimento rápido, enquanto a causa mais comum de morte é a síndrome da morte súbita (SDS), que ocorre quando o frango não consegue absorver tanto oxigênio como seu corpo superdimensionado requer.

Foto: Humane League UK

Foto: Humane League UK

“Infelizmente, esta filmagem é um reflexo da criação industrial de frangos, onde a demanda por crescimento rápido – alcançando o maior rendimento de carne no menor tempo – continua a ser o foco principal”, disse a RSCPA em um comunicado. Knight, o veterinário, disse que as galinhas nas fazendas também estavam “muito apertadas em gaiolas lotadas” e incapazes de exercer comportamentos naturais.

“Nossas câmeras expuseram o sofrimento grosseiro presente nas fazendas de criação de aves social – condições severas e precárias, abuso e deformidades”, disse Palmer. “Muitas galinhas ‘de crescimento normal’ nem vêem o exterior. Não há maneira humana de cultivar frangos nessa escala atual. ”

Ela diz que a única maneira de impedir isso é que os consumidores escolham produtos veganos e que os governos parem de subsidiar a indústria e apoiem os agricultores em seu movimento em direção a um sistema alimentar baseado em vegetais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Hotel de luxo abandona o uso de foie gras por razões éticas

Foto: PETA

Foto: PETA

Um hotel de luxo em Bath abandonou o foie gras após anos de campanha da ONG vegana Viva !.

Em 2011, a Viva! liderou uma campanha bem-sucedida em parceria com a Bath & North East Somerset Council para proibir a venda de foie-gras em todos os pontos de venda registrados pelo conselho em todo o distrito.

O Gainsborough Bath Spa adotou essa política agora, retirando o controverso alimento de seu cardápio.

Foie Gras

O foie gras é condenado no mundo todo devido ao seu método desumano de produção. Gansos e patos são alimentados à força, fazendo com que seus fígados inchem até 10 vezes o tamanho normal e depois são mortos.

De acordo com Viva!, isso prejudica a função dos órgãos, restringe o fluxo sanguíneo e dificulta a respiração das aves.

Foto: Woodstock Sanctuary

Foto: Woodstock Sanctuary

A produção de foie gras foi proibida em vários países – incluindo a República Checa, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Turquia e Reino Unido, mas os varejistas ainda podem importá-lo da França, onde cerca de 75% do foie gras do mundo é produzido.

”Emocionados”

“Nossa campanha de sucesso para proibir a venda de foie gras nos restaurantes em Bath, apoiada pelo vereador Paul Crossley, foi muito bem recebida pelos estabelecimentos locais e pelo público. E por isso estamos muito satisfeitos com o The Gainsborough – um hotel que pretende estabelecer o padrão ouro para hotéis de luxo – estendeu esta proibição ao seu menu, “Viva! O gerente de campanhas, Lex Rigby, disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Dado que a produção de foie gras é proibida no Reino Unido devido à prática desumana de alimentação forçada, a ideia de que o foie gras é um item de luxo é uma piada de mau gosto. Esperamos que este compromisso seja um precedente para outros hotéis não apenas em Bath, mas em todo o Reino Unido e no mundo”.

“Esta vitória não poderia ter acontecido sem o compromisso e vigilância contínuos do Conselho de Bath & North East Somerset e estamos orgulhosos de trabalhar com eles nesta questão. Há ainda mais trabalho a ser feito até que esta indústria cruel chegue ao fim, é um lembrete oportuno para todos os fornecedores em Bath e esperamos ver um compromisso mais amplo do setor de hospitalidade “.

O Conselheiro Dine Romero, líder do conselho de Bath & North East Somerset, acrescentou: “Saudamos intensamente a decisão sensata do Gainsborough de remover o foie gras de seu cardápio. O conselho simplesmente não pode apoiar a venda de alimentos que envolvam tal crueldade em sua produção”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages (Gaiolas Abertas, na tradução livre), em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver as empresas optarem por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos ou abandonarem o uso de foie gras em seus cardápios. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Austrália apresenta um número elevado de abandono de animais

Por Rafaela Damasceno

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) divulgou casos horríveis de abusos de animais na Austrália. Os abandonos chegaram a 579 animais nos últimos 12 meses, superando os 567 em 2017 e 2018.

Um cachorro desnutrido e esquelético

Foto: RSPCA

Cachorros, adultos e filhotes, foram os mais abandonados, totalizando 323. Coelhos, répteis, pássaros e até mesmo peixes foram submetidos à crueldade, de acordo com a RSPCA, que divulgou fotos dos maus-tratos.

Um gato com deficiência foi encontrado sozinho em um quintal na cidade de Ottoway, depois que seu dono se mudou para outro país. A ONG também destacou o caso de um cachorro que teve suas duas patas dianteiras amarradas com um cabo. O tutor havia se mudado e a filha, encarregada de cuidar dos animais, os abandonou quando foi despejada.

A pata de um cachorro machucada

Foto: RSPCA

Trinta e oito australianos foram condenados por maus-tratos no último ano. Um tutor recebeu uma pena de dez meses ao confessar ter matado seu cachorro de fome.

“Nem sempre conseguimos localizar o tutor, então não podemos prosseguir com a acusação”, lamentou Andrea Lewis, inspetora-chefe da RSPCA.

Ela ainda acrescentou ao Daily Mail que abandonar um animal nunca é a solução para um problema. Existem alternativas para quem não tem condições de cuidar dos animais, como os abrigos.

Um cachorro com a orelha machucada

Foto: RSPCA

“É muito melhor para eles estarem sob os cuidados de uma instituição respeitável e confiável, como a RSPCA, do que negligenciados ou abandonados”, concluiu.

No Brasil, estima-se que há 30 milhões de animais vivendo em situação de abandono. Nos meses de verão, o número de animais abandonados aumenta 40% no Rio de Janeiro – muitas pessoas viajam nas férias e deixam os animais para trás. O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou um aumento de 30% nos casos de maus-tratos aos animais, entre 2017 e 2018.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro tem o rosto desfigurado ao pedir comida a um homem bêbado

Foto: AsiaWire

Foto: AsiaWire

A polícia está a procura de um cruel agressor de animais que cortou o focinho de um cão faminto “por diversão”.

Fotos com imagens fortes e comoventes foram compartilhadas on-line mostrando um cachorro com o rosto seriamente ferido, sem pele, com a carne a mostra e a boca completamente exposta.

Em outros, o focinho cortado pode ser visto no chão com o nariz e os dentes ainda intactos.

O filhote indefeso foi encontrado vagando pelas ruas de Sabah, na Malásia.

Relatórios locais dizem que o homem estava bêbado e fez isso “por diversão” depois que o cachorro inocente veio até ele em busca de alimento.

O cão atualmente esta sendo mantido aos cuidados da Associação de Animais da Malásia, mas veterinários recomendam que o animal seja sacrificado para acabar com o seu sofrimento.

A polícia está procurando pelo culpado pela agressão, mas ainda não o encontrou, relata o Mirror.

As autoridades estão oferecendo uma moto Daelim History S125 – no valor de £ 1.890 – para qualquer um que possa identificar o agressor do animal.

Arie Dwi Andika, presidente da Associação de Animais da Malásia, disse: “Queremos que o culpado seja pego, acusado e sentenciado de acordo com a promulgação do bem-estar animal de Sabah.”

Nós aqui na península não podemos intervir como Sabah e Sarawak (estados na Malásia) têm sua própria legislação.

”Leis de bem-estar animal foram introduzidas na Malásia em 1953, mas foram alvo de críticas por serem fracas e sub-aplicadas.

Em 2015, o país fortaleceu as leis de proteção aos animais e introduziu várias penalidades por crueldade contra animais.

Segundo a Seção 29 do Ato Contra a Crueldade Animal, as pessoas podem ser multadas e presas por até três anos por abuso de animais.

Isso inclui morrer de fome, mutilar ou abandonar um animal.

A multa mínima é de RM 20.000 na moeda da Malásia Ringgett – equivalente a cerca de £ 3983 em libras esterlinas (cerca de 18 mil reais).

A multa máxima é mais que o triplo dessa penalidade.

Aqueles considerados culpados de infligir dano extremo ou abuso a um animal na Malásia podem ser multados em até RM100.000.

Em libras, isso equivale a quase 20.000 libras ou cerca de 93 mil reais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Homem ameaça voluntária de abrigo para animais e sequestra cachorro em Fortaleza (CE)

Um homem sequestrou um cachorro mantido pelo Abrigo São Lázaro, em Fortaleza (CE), na quarta-feira (31). A Polícia Militar foi acionada, deteve o homem e o prendeu. O cachorro foi devolvido à entidade. Para realizar o sequestro, Warley Santos ameaçou uma voluntária da ONG usando uma arma falsa.

Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

A ativista da causa animal Stefani Rodrigues contou ao G1 que Warley foi de carro ao abrigo, na companhia de sua mãe, e pediu para ver um cachorro que ele havia doado há aproximadamente um ano. Como o animal morreu, a voluntária mostrou para o homem um cachorro semelhante.

Warley, então, pediu para adotar o cachorro. O pedido, porém, foi negado, porque o animal está com problemas de saúde e a entidade só disponibiliza animais saudáveis para adoção.

Com a negativa, o homem exibiu uma arma de fogo falsa e levou o cachorro, fugindo em um táxi. “Quando eu fui colocar a coleira, pois eu tinha que levar o cachorro de volta, ele sacou a arma e botou na minha cabeça. Então, foi o momento em que eu corri desesperada, e ele entrou no carro e foi embora levando o animal”, disse a vítima.

Stefani afirmou que, ao ver Warley fugindo em direção à Barra do Ceará, ela anotou a placa do veículo e chamou a polícia. Os policiais localizaram o táxi e questionaram o motorista sobre o local onde o homem havia desembarcado do veículo. Com as informações passadas pelo taxista, os agentes encontraram Warley, efetuaram a prisão em flagrante e resgataram o cachorro, que depois foi levado de volta à entidade.

Autuado, Warley foi encaminhado ao 32º Distrito Policial, onde aguarda por uma audiência de custódia.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Galinhas escapam de caminhão que as levaria ao matadouro

O grupo de defesa dos direitos animais, Animal Justice Project (AJP), realizou recentemente uma extensa investigação secreta sobre as chamadas granjas de frangos “certificadas” como mantenedoras do “bem-estar animal” em seus processos de criação em Suffolk, na Inglaterra.

Durante esta investigação, que fazia parte da campanha The Foul Truth (“A Verdade Suja”, na tradução livre) da AJP, o grupo filmou o que descreveu como “níveis chocantes de abuso, negligência e assassinato”.

As imagens da investigação, que foram compartilhadas pelos jornais Daily Mail, Mirror, Independent e outras publicações regionais, mostraram um trabalhador urinando sobre aves moribundas, pássaros tendo seus pescoços quebrados e animais sendo jogados no chão entre outros abusos.

Angustiante

“Talvez a parte mais angustiante tenham sido as cenas de captura. O fato de que esses pássaros estavam supostamente sob a proteção da RSPCA não fazia diferença”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, ao Plant Based News.

“Os trabalhadores pegaram muitos pássaros pelos pés antes de jogá-los nas caixas com tanta força que eles eram empurrados para da caixa por cima. Galinhas tiveram suas cabeças, pernas e asas presas, o que teria causado grande angústia e prováveis ferimentos graves.

“O estresse continuou enquanto os trabalhadores chutavam, xingavam e gritavam com as galinhas que lutavam desesperadamente para se erguerem e escapar dos engradados de plástico lotados. Tudo à vista de outros pássaros que estavam à espera de sua vez.”

Infrações

De acordo com Palmer, os trabalhadores desrespeitaram as diretrizes da RSPCA Assured e da Red Tractor, no que diz respeito aos níveis de ruído serem reduzidos ao mínimo.

Além disso, apenas alguns trabalhadores capturaram 4.750 galinhas em uma hora – uma velocidade que significa que o tratamento humano não é possível.

Dr. Andrew Knight, Professor de Bem-Estar Animal e Ética, e Diretor Fundador do Centro de Bem-Estar Animal, da Universidade de Winchester, assistiu às imagens.
Ele disse: “Estes abusos correm risco de lesões significativas, incluindo fraturas. Não há desculpa para esse tratamento desumano de animais”.

Conheça os sobreviventes

As galinhas Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante uma investigação da indústria de carne de frango, ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Eles conseguiram escapar e salvar suas vidas no dia em que seriam mortos, mas agora, graças à AJP e a um fantástico santuário de animais, eles podem viver seus dias livres de estresse e cercados de amor e compaixão.

Mas esta semana a campanha tomou um rumo brilhante e positivo. Esta manhã foi revelado que existem três sobreviventes. Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante a investigação ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Essas três galinhas são apenas bebês, mas sua condição quando foram encontradas e seu enorme tamanho (aditivos de crescimento) indicam que vieram de um galpão de criação intensivo.

Desde o seu resgate, eles estão se acostumando a uma vida livre de sofrimento. A AJP documentou a sua reabilitação e está agora a oferecer as aves para adoção. Todos os rendimentos irão para a organização para ajudar a realizar investigações mais vitais sobre a indústria agrícola.

Verdade suja

“Nossas descobertas revelaram a verdade repugnante sobre este setor. Seja criação em fábrica, criação livre ou orgânica, podemos garantir que ela tem 100% de chances de existir abuso garantidas”, disse Ayrton Cooper, do Campaigner para a AJP.

“Apesar de ter visto um abuso tão terrível nas fazendas durante esta investigação, estamos muito satisfeitos que existam três sobreviventes que puderam ser salvos”.

“Fleur, Basil e Rosie simbolizam uma indústria baseada na dor e no sofrimento, não importa onde você olhe. A resposta não é ‘bem-estar animal’ ou ‘criação orgânica’. Manipulação brutal e morte são padrão. A resposta efetiva é ser vegano”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.