Um empresário e uma ONG de proteção animal se uniram e estão oferecendo uma recompensa de R$ 3,2 mil a quem fornecer informações que levem à identificação do responsável por matar animais em Alta Floresta, no Mato Grosso. Desde o dia 10 de janeiro, 29 cachorros e um gato foram mortos. O caso é investigado pela polícia.
Foto: Arquivo pessoal
A entidade arrecadou, através de uma campanha na internet, 1,2 mil para destinar o dinheiro para a recompensa. O valor, no entanto, aumentou quando o empresário Rodolfo Hoffmann, de 53 anos, decidiu contribuir com R$ 2 mil.
“A única voz que os animais têm somos nós. Devemos mobilizar a sociedade para conseguir tirar essa pessoa do nosso meio”, disse o empresário. As informações são do portal G1.
As mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor industrial, Setor D, Jardim das Araras e nas proximidades do Cidade Alta.
O empresário conta que ficou comovido com a situação e, por isso, decidiu contribuir. “Tenho animais em casa e vejo o quanto a minha filha os ama e o quanto ela fica triste e preocupada quando eles saem para rua. Depois dessas tragédias, fiquei imaginando a quantidade de crianças sofrendo pela perda dos seus animais. Isso me comoveu”, concluiu.
Após mais de 20 cachorros terem sido envenenados em Alta Floresta, no Mato Grosso, a ONG Amamos Animais passou a oferecer R$ 1,2 mil como recompensa para quem fornecer informações sobre o responsável por matar os cães.
Foto: Arquivo pessoal
O valor da recompensa, segundo a entidade, foi doado por advogados. O crime é investigado pela Polícia Civil, que ainda não identificou nenhum suspeito e pede para que a população faça denúncias caso tenha informações sobre o caso. Até o momento, 24 cachorros e um gato foram encontrados mortos. As informações são do portal G1.
Nos quintais das casas onde os animais foram envenenados havia restos de carne, que tiveram amostras coletadas e encaminhadas para a Perícia Oficial e a Identificação Técnica (Politec), em Cuiabá. Não há, no entanto, previsão para conclusão do laudo. Isso porque a Politec aguarda a manutenção de um equipamento para realizar a análise.
Quatro Boletins de Ocorrência foram registrados na delegacia por tutores de animais mortos.
A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.
Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.
Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.
Foto: PETA
A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.
O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas e empresas.
O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.
Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.
Foto: PETA
À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.
No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.
Foto: PETA
“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.
“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”
“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.
“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.
Foto: PETA
Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.
“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.
Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.
“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”
Foto: PETA
Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.
Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.
Foto: PETA
“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.
“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”
O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.
Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.
Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.
Foto: PETA
“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.
“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.
Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.
“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.
“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”
“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.
O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.
A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.
“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.
“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.
Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.
“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.
“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”
Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.
A organização sem fins lucrativos Environmental Defense Fund (EDF) concedeu a duas empresas um total de 1,5 milhão de dólares em contratos para projetar um satélite que monitorará as emissões de gás metano em todo o mundo. A EDF anunciou em 10 de janeiro que as empresas competirão para oferecer o melhor projeto para o satélite, chamado MethaneSAT.
Foto: EDF
O MethaneSAT irá monitorar as emissões de metano geradas por seres humanos em todo o mundo. As duas empresas escolhidas – Ball Aerospace e SSL – continuarão desenvolvendo planos para o satélite. Quando seus projetos estiverem completos, a EDF escolherá uma das duas empresas para construir a nave, que será lançada em 2021.
A EDF anunciou seus planos de desenvolvimento do satélite em abril de 2018, como parte de um esforço maior para o melhor rastreamento dos gases de efeito estufa. O metano é cerca de 30 vezes mais capaz de capturar calor do que o dióxido de carbono, por isso é particularmente potente. Espera-se que o melhor rastreamento leve a novas formas de diminuir ou lidar com as emissões de gases de efeito estufa.
“Isso vai aumentar muito a nossa capacidade de monitorar as emissões de metano das atividades humanas em escala global”, disse Steven Hamburg, cientista-chefe do projeto MethaneSAT. Como o satélite coletaria dados sobre a produção de metano em todo o mundo, esses dados poderiam ser usados para descobrir quem é responsável pela geração do metano e quais medidas podem ser necessárias para diminuir essas emissões, diz ele.
Sabemos que as operações de petróleo e gás, assim como a agricultura, produzem grandes quantidades de metano, mas esse satélite será capaz de coletar dados concretos para mostrar exatamente o quanto está sendo produzido e onde.
“A noção de que poderemos ver as emissões em uma escala relevante para a mitigação eficaz pode ser um divisor de águas para as reduções globais de gases de efeito estufa”, disse Hamburg.
Além disso, Hamburg disse que desde que o satélite será financiado pelo setor privado, o que fará o processo se mobilize mais rapidamente do que se fosse desenvolvido com financiamento do governo.
O The Wall deste sábado, 12/1, foi emocionante. André e João Lúcio têm o projeto voluntário Reciclando Patas em Goiânia em que fazem cadeiras de rodas para cachorros com dificuldade de mobilidade.
Foto: TV Globo
Apaixonados pelos animais, eles revelaram que utilizarão todo o dinheiro do prêmio, R$156.696, no projeto. André sempre se emocionava ao falar dos seus animais e os internautas também ficaram comovidos com a história nas redes sociais.
“O bem pra gente vai vir de outro jeito. Esse dinheiro vai todo para o projeto”, revelou André.
Foto: TV Globo
Foram três rodadas. Na primeira rodada, André e João disputaram juntos no palco e somaram R$15.725. Na segunda e na terceira rodada, João ficou no isolamento respondendo as perguntas e ele recebeu um contrato, que ele poderia assinar ou rasgar. Caso assinasse, eles levariam o valor de R$15.725 mais R$3.000 de cada resposta correta. Caso rasgasse, eles levariam o dinheiro que André levou no duelo contra a parede, que foi R$156.696.
Foto: TV Globo
“Cachorro não tem dinheiro para pagar cadeira de rodas. Teve uma vez que uma pessoa disse que precisava comprar uma cadeira de rodas para um cachorro. No dia que eu fui entregar a cadeira, eu soube que ela matou o cachorro para não ter que gastar com o animal. Isso doeu muito em mim”, diz André, emocionado.
“A gente fabrica e doa cadeira de rodas para animais. Sempre fui amante de cachorros. O projeto começou do nada. Apareceu uma protetora procurando uma cadeira de rodas para uma cachorrinha e na hora que ela andou foi uma emoção muito grande”, continuou.
Um projeto de lei criado pela Prefeitura de Cuiabá, Mato Grosso, e divulgado na última sexta-feira (11) prevê aplicar recursos financeiros em programas de proteção aos animais. O Fundo de Bem Estar Animal (Funbea) será custeado, a princípio, pela própria prefeitura.
Foto: Mídia News
No entanto, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Juarez Samaniego, o projeto deve ser ampliado e o dinheiro aplicado no Funbea passará a ser uma contribuição da população aplicado nas contas de luz, água, IPTU, entre outras.
“A partir da ampliação do projeto, que ainda não tem uma data prevista, não será mais necessário tirar dinheiro do fundo geral da prefeitura, pois o dinheiro arrecadado com a população será destinado diretamente ao Funbea”,
Para receber a ajuda do projeto, as ONGs de proteção animal devem procurar a diretoria do Bem Estar Animal e provar a legalidade da instituição. Além disso, Juarez disse que será feita uma avaliação de quantos animais a ONG possui e quais são as necessidades.
“Pode ser que uma ONG receba uma ajuda mensal com um valor mais alto que outra. Isso vai depender da necessidade e da quantidade de animais que o local possui”, ressaltou.
O projeto prevê ainda que o dinheiro do fundo possa ser utilizado para custear ações de controle e fiscalização de planos, programas e projetos especificamente voltados às políticas públicas em prol dos animais.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (SEMA) vai pagar a alimentação de 160 cães por dois meses. Os animais estão sob a responsabilidade da Organização Não Governamental Associação Protetora Dignidade Animal, que enfrenta dificuldades.
Foto: Dignidade Animal
Na justificativa de ausência de chamamento público assinada pelo secretário de Meio Ambiente, Ederlei Alckamim, consta a argumentação de que a “emergência se justifica pelo fato de a Associação não reunir condições financeiras satisfatórias, onde os animais estão na iminência de sofrer privações, especialmente, quanto à alimentação”.
Também é destacada a argumentação de que os 160 cães foram capturados nas ruas de Maringá pela associação e são mantidos até a adoção, período em que a entidade se torna a responsável pelos cuidados diários e médico-veterinário dos animais.
Assinado na quarta-feira (9/1), o documento tem prazo de cinco dias para ser questionado. Não há previsão na justificativa de ausência de chamamento público do valor que a SEMA vai desembolsar para garantir a alimentação dos cães.
Alckamim também argumenta que “é de responsabilidade do Poder Público o dever de garantir os direitos fundamentais sociais do meio ambiente equilibrado, onde vale destacar que aqui restam incluídas tanto a proteção dos animais contra as práticas de maus-tratos quanto à saúde pública”.
A ONG Dignidade Animal é uma das entidades que faz o trabalho de recolhimento e proteção dos animais abandonados na cidade. Outras associações que fazem o trabalho são a Pelos Protegidos, Anjos dos Animais, Salvando Vidas e tem a Sociedade Protetora dos Animais de Maringá.
A ONG defensora de animais SOS Bichos de Rua realizou neste sábado (12), das 9 às 21 horas, uma blitz beneficente. Equipes de voluntários estiveram na esquina da rua Augusto Ribas com avenida Vicente Machado, onde fizeram a arrecadação de doações para manter as atividades do grupo. O evento se soma a outros que os voluntários vêm realizando para arrecadar fundos e garantir a manutenção de suas atividades.
Foto: Diário dos Campos
Eventos como esse e bazares, além da arrecadação a partir do cadastro de notas fiscais do programa Nota Paraná são a principal fonte de recursos das associações que se dedicam ao cuidado de animais. A SOS Bichos é uma das principais ONGs, mas todas atuam no limite, já que realizam serviços por meio da colaboração de voluntários.
Ana Paula Miléo é advogada, mas na SOS Bichos ela é apenas mais uma das pessoas interessadas em cuidar dos animais. Esse desejo veio antes da participação na ONG, e ela espera que outras pessoas percebam que para cuidar dos animais não é preciso estar vinculado a associação. Cada um pode fazer sua parte e, se quiser, somar essa atitude a um grupo.
“A gente tem limite de recursos e de voluntários, que não passam de 15 em atividade constante. Qualquer um pode ser um voluntário, ajudando os animais por conta própria. Quem encontra um filhote que precisa de um lar, pode ficar temporariamente com ele, postar foto nas redes sociais e procurar um novo dono. Não é preciso uma ONG para isso”, diz. Ela convida a população a ajudar na preservação da vida animal e na fiscalização sobre o problema dos maus-tratos.
Maus-tratos crescem 43,5% em PG
As estatísticas da Guarda Municipal de Ponta Grossa apontam que houve um aumento considerável no número de ocorrências relacionadas a maus-tratos contra animais. Foram 323 casos no ano passado, 98 a mais que em 2017, quando esse tipo de situação resultou em 225 atendimentos dos agentes na cidade. Trata-se do segundo crime mais comum verificado pela GM em Ponta Grossa, atrás apenas da perturbação de sossego. A Guarda Municipal orienta à população que presenciar casos de agressão contra o animais que as denúncias podem ser feitas através do telefone 153.
Conheça três das ONGs de protetores
SOS Bichos de Rua
A ONG foi fundada em 2011. O foco é controle de natalidade dos animais de rua. As pessoas ligam, o grupo faz o resgate e encaminha a clínicas parceiras. Um convênio permite que o custo desse atendimento seja menor. Depois, esses animais precisam de uma nova casa. O lar do SOS Bichos já possui mais de 200 animais e um custo considerável para manutenção. Bazares ajudam a manter as atividades. São cerca de 15 voluntários constantes e outros eventuais. Quem encontrar animais feridos, vítimas de atropelamento ou maus-tratos pode entrar em contato pelo telefone (42) 99907-3017.
Grupo Fauna
A médica Karina Medaglia atua, nas horas vagas, dando atenção aos animais. Ela faz parte do Grupo Fauna. ONG mais antiga da cidade, está em atuação há 20 anos. A maior dificuldade é a variação da atenção aos animais dada por cada gestão municipal, e a demora na renovação de convênios e projetos. “Em três meses, a procriação dos animais aumenta muito, principalmente nos bairros”, diz. A ONG atua na triagem de animais no encaminhamento para castração. Em casos de sofrimento animal, o grupo ajuda ou indica quem possa ajudar. Também dá palestras e orientações sobre castração. O contato é o e-mail grupofauna@gmail.com
APA-PG
A Associação Protetora de Animais de Ponta Grossa foi criada em 2015 e se propõe a auxiliar na adoção de animais em situação de rua. A página no Facebook Apa PG traz postagens frequentes com animais que precisam de um novo lar, além de anunciar eventos com esse propósito. Está previsto para este sábado (12), das 9 às 17 horas, uma feira de adoção a ser realizada na avenida Visconde de Taunay, 1575, em parceria com a AgroMathias. O contato pode ser feito através da página no Facebook, através de mensagem no privado.
Os planos para a construção de uma nova instalação para exploração de golfinhos, na Costa do Golfo dos Estados Unidos, estão em andamento. Se aprovados, os animais viverão em sofrimento nos pequenos e solitários tanques de concreto até o fim de suas vidas.
Foto: Divulgação | Sea World Califórnia
O “Bama Bayou” é um projeto de 300 milhões de dólares que visa a reconstrução de uma grande propriedade em Orange Beach, no Alabama . O projeto está atualmente sendo considerado pelo Orange Park City Council e incluirá um centro de convenções, um parque aquático, hotéis e uma “experiência” com mamíferos marinhos. As informações são do World Animals News.
Os aquários de golfinhos em cativeiro são nada mais do que prisões deprimentes para os animais e, além do sofrimento causado a eles, ensinam as pessoas incorretamente sobre como devem interagir com eles. Nenhum animal merece ser aprisionado e impedido de viver em paz no seu habitat.
Foto: Pixabay
Nestas instalações, os golfinhos são frequentemente remediados com drogas antidepressivas e são mantidos com fome perpétua, a fim de obrigá-los a realizar truques semelhantes aos de circos para o público humano. Na natureza, os golfinhos podem viver mais de 50 anos, mas em cativeiro, a expectativa de vida pode ser metade disso. Os golfinhos são cronicamente estressados, sofrem problemas de pele e podem vivem mentalmente exaustos, o que pode levar à autoagressão.
Documentários como Blackfish e The Cove destacam o sofrimento ao longo da vida que os cetáceos enfrentam em cativeiro e a luta contra a indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em todo o mundo.
O SeaWorld, líder global da indústria de mamíferos marinhos em cativeiro, concordou em eliminar progressivamente a prática e interromper as performances circenses das atrações.
Foto: Pixabay
Possivelmente à luz destes desenvolvimentos recentes, Rachel Carbary, diretora executiva da Empty the Tanks , disse em um comunicado: “Parece que a prefeitura também é cautelosa sobre a questão de ter golfinhos em cativeiro na comunidade”, depois que ela falou com o Orange Beach City Council sobre o projeto Bama Bayou.
A organização internacional de proteção animal In defense of Animals criou uma campanha para tentar deter a concretização dos planos do Bama Bayou e impedir que mais animais sejam capturados e privados da liberdade para servirem como entretenimento humano.
O vídeo foi registrado na fazenda McArthur, da Dean Foods, maior companha de laticínios dos EUA, em Okeechobee, na Flórida (Foto: ARM)
A organização Animal Recovery Mission (ARM) publicou recentemente um vídeo mostrando uma prática cruel em fazendas leiteiras dos Estados Unidos – o uso de maçarico para queimar os pelos dos úberes das vacas. A prática é utilizada para facilitar o trabalho das máquinas usadas no processo de ordenha mecânica.
O vídeo foi registrado na fazenda McArthur, da Dean Foods, maior companha de laticínios dos EUA, em Okeechobee, na Flórida. Segundo a ARM, a prática pode ser bastante dolorosa e também afeta o estado psicológico e emocional das vacas, já que a proximidade com o fogo pode facilmente deixá-las aterrorizadas, mesmo quando um maçarico não é usado na queima de seus pelos.
Além disso, o vídeo não se resume à queima dos úberes – mostra também a realidade de outras práticas pouco conhecidas pelos consumidores de leite e derivados, como a precoce separação da vaca e do bezerro, a alimentação forçada e outros maus-tratos.