Um dos maiores mercados de carne de cachorro da Coreia do Sul é fechado

Foto: HSI

Foto: HSI

Um dos maiores mercados de carne de cachorro da Coréia do Sul será fechado definitivamente até o final do mês.

O Gupo Livestock Market, em Busan, um dos maiores mercados do país, que vende carne de cachorro congelada, assim como cachorros vivos que são mortos mortos por encomenda, será transformado em um parque público.

As autoridades locais chegaram a um acordo com os 19 vendedores de carne de cachorro do mercado para encerrar seus negócios no final do mês.

Nara Kim, ativista que luta contra o comércio carne de cachorro da ONG Humane Society International (HSI), elogiou o encerramento como um “fim da era da carne de cachorro” e elogiou os dois lados por trabalharem em prol de um objetivo comum que beneficie a comunidade.

O declínio da indústria de carne de cachorro da Coréia do Sul

“A HSI tem trabalhado com produtores de carne de cachorro na Coréia do Sul por quase quatro anos, ajudando-os a fechar seus negócios, à medida que mais pessoas do condado se afastam da carne de cachorro”, disse Kim.

A Coreia do Sul é a única nação que cria cães para consumo humano. Segundo a HSI, mais de 2 milhões de cães são mortos por carne a cada ano. Cães são mantidos em gaiolas de arame e a morte acontece lentamente, por eletrocussão. É normal nessas instalações cruéis que os cães demorem até cinco minutos para morrer.

Mas a opinião pública em relação a carne de cachorro está mudando. O consumo também está em declínio; 70% dos sul-coreanos dizem que não comerão carne de cachorro no futuro, de acordo com uma pesquisa realizada junho de 2018 conduzida pela Gallup Korea.

A HSI também observa que o setor está em um “limbo jurídico”. As disposições da Lei de Proteção aos Animais da Coreia do Sul proíbem a matança de animais de forma “brutal” e na frente de outros animais da mesma espécie.

O grupo internacional ajudou a fechar uma dúzia de fazendas de carne de cães desde que lançou sua campanha coreana em 2015. O fim do Gupo Livestock Market segue o fechamento de Taepyeong, o maior matadouro de cães da Coreia do Sul, em novembro passado. Seu fechamento foi um esforço colaborativo entre a HSI e o grupo local de direitos animais, a Korean Animal Welfare Association.

Assim ocorreu com o Gupo, o mercado de Taepyeong será transformado em um parque público. Em novembro passado, a HSI ajudou um criador de cães por carne – que realizava a atividade há 14 anos – a fechar sua fazenda para começar a cultivar ervas medicinais.

“Este é o golpe de misericórdia a um comércio de carne de cachorro cada vez mais impopular”, disse Kim. “E esperamos que inspire novos fechamentos no futuro, em locais e mercados onde os cães também sofrem pelo comércio de carne, como o mercado de Chilsung em Daegu”.

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ONG pede ajuda para construir abrigo após receber ordem de despejo

Após receber uma ordem de despejo, a vendedora Mônica Aquino, fundadora da ONG Lar dos Animais, iniciou uma campanha para arrecadar, em menos de um mês, R$ 55 mil para construir um novo abrigo para 230 animais, entre cães e gatos. Mônica tem até o dia 28 para desocupar o imóvel, que será vendido pelo proprietário, em Goiânia (GO).

Quarenta e um cães da entidade já foram levados para uma chácara, que foi alugado por Mônica. O local, no entanto, não tem estrutura para abrigar todos os animais. Se não conseguir concluir a construção das baias, ela terá que manter os animais amarrados a árvores, sem proteção contra o sol e a chuva.

Foto: Paula Resende/ G1

“Preciso de R$ 55 mil, mas não consigo. Não sei o que fazer, nem dormir eu durmo e de dia corro atrás de ajuda. Eu não sei o que vai acontecer, não vou deixá-los na rua”, lamentou Mônica ao G1.

A protetora de animais recebeu a ordem de despejo no início do ano e, desde então, tem realizado uma campanha em uma rede social para a conseguir fundos para a construção da nova sede da entidade. Até o momento, porém, ela não conseguiu recursos nem para pagar o material para terminar a obra na chácara localizada no município de Aparecida de Goiânia.

Mônica conta que precisa construir um espaço coberto para que os animais fiquem protegidos das mudanças climáticas. “Precisamos de areia lavada, brita, telha de amianto, metalon, canos para fazer tubulação e cimento para a parte de alvenaria. Também precisamos de alambrado para poder fechar a chácara”, disse.

Além de construir o novo abrigo, a protetora terá que reformar a casa na qual os animais vivem atualmente, de onde os animais precisam sair até 24 de junho para que haja tempo hábil para a realização das obras.

Por não ter previsão de quando as obras da chácara serão concluídas, Mônica passou a pedir a doação de coleiras, correntes e cabos de aço para prender os animais, já que essa seria a única alternativa que impediria que eles ficassem soltos na rua e corressem riscos.

Foto: Paula Resende/ G1

Além do espaço coberto, o projeto do novo abrigo contempla uma área para atendimentos de emergência e berçários para os filhotes. Para conseguir executar os planos, a protetora precisa de doação de materiais, mão de obra e dinheiro.

Além dos gastos que surgiram devido à necessidade de transferência dos animais da sede atual da ONG, Mônica gasta ainda aproximadamente R$ 20 mil mensais para cuidar dos cães e gatos resgatados. Ela iniciou os resgates em 2016. No começo, cuidava dos animais na rua, já que morava em apartamento e não dispunha de espaço para abrigá-los. A ONG foi fundada quando Mônica decidiu alugar uma casa para abrigar os animais.

A protetora conta que é comum que pessoas resgatem animais, levem-os até o abrigo da ONG com a promessa de arcar com os custos de alimentação e tratamento, e depois sumam, deixando a responsabilidade do animal inteiramente sobre ela. Sem receber ajuda, a entidade sofre com o acúmulo de dívidas, o que já fez, inclusive, com que Mônica vendesse seu carro em 2017 para arcar com as despesas dos animais.

Interessados em ajudar com doações devem entrar em contato com Mônica através das redes sociais da ONG.


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Foca exibe expressão de “tristeza” ao ser encontrada com rede de pesca presa ao pescoço

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Imagens mostram uma rede azul grossa e apertada, enrolada ao redor do pescoço da foca, que segundo especialista pode restringir o crescimento do animal, cortando sua pele e carne que não pode crescer e se desenvolver adequadamente. A longo prazo, pode levá-la a morte.

A foca provavelmente trata-se de um bebê e seu crescimento, com o objeto estranho preso ao pescoço será provavelmente sua sentença de morte caso não seja retirado a tempo.

O consultor de TI, Geoff Smith, 54, tirou a fotografia comovente após de alertar uma instituição especializada em focas que atua em defesa dos animais em Norfolk (Inglaterra).

Infelizmente, os voluntários da ONG Friends of Horsey Seals não conseguiram pegar a foca para ajudá-la e o animal desapareceu no mar ainda preso na rede.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Se não fosse pela rede presa a seu pescoço, provavelmente essa jovem foca teria uma vida normal e plena pela frente, a intervenção humana e seu lixo corrosivo e irresponsável faz mais uma vítima indefesa.

Geoff, de Ipswich, disse: “Você pode ver que o pescoço da foca já tinha sido ferido e cortado e que ela já cresceu desde que se emaranhou na rede.

“É uma tragédia que o lixo seja uma praga de impacto tão terrível na vida selvagem causada exclusivamente por nosso descuido e preguiça, ambos que podeiam ser evitados através da conscientização e educação das pessoas e da indústria sobre as reais consequências e impactos de suas ações”.

David Vyse, da ONG Friends of Horsey Seals, disse: “As focas machucadas tendem a ficar perto do mar, pois estão com os movimentos limitados ou ficam dentro de sua colônia por segurança.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

“Quando um ser humano se aproxima, ela rapidamente entra no mar ou se move com a colônia para ‘segurança e proteção’”.

“Nós vimos esta foca algumas vezes desde que a foto foi tirada em fevereiro, e parece estar comendo bem.

“Vamos tentar o nosso melhor para pegá-la e remover a rede plástico quando as condições estiverem corretas, causando o mínimo de invasão ou desequilíbrio na colônia de focas”.

A poluição plástica nos oceanos

Poluição plástica é uma catástrofe que está devastando a superfície do planeta. Agora, ela já atinge o fundo dos oceanos.

Na parte mais profunda do oceano é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição plástica está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.
Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

De todos os itens produzidos pelo homem encontrados abaixo de 20.000 pés (6.000 metros), os índices aumentaram para 52% para o plástico macro e 92% para o plástico descartável.

O dano direto que isto causou ao ecossistema e ao meio ambiente é evidente, já que os organismos do fundo do mar foram observados em 17% das imagens de detritos plásticos registradas pelo estudo.

Mais focas vítimas de lixo no mar

Além do lixo plástico que chega ao oceano contaminar as águas e muitas vezes espalhar resíduos tóxicos, esses materiais nocivos causam os exaustivamente noticiados estrangulamento a animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente flagrada em janeiro deste ano mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos assistiam a cena consternados.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon (Inglaterra).

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.
“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.
Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

A mesma sorte não teve a foca marinha que foi avistada em fevereiro com uma rede de pesca enrolada em seu pescoço, como mostra o início dessa matéria, até hoje o animal está preso ao lixo embora já tenha crescido mais.

Brasil e Estados Unidos lideram retrocessos ambientais, revela estudo

Um estudo realizado pela ONG Conservação Internacional concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lidera uma tendência mundial de retrocessos ambientais. A pesquisa, que é a mais abrangente já feita neste segmento, foi feita por um grupo de cientistas de várias universidades estrangeiras. Para chegar no resultado apresentado, os pesquisadores analisaram todos os atos governamentais que resultaram em redução de metragem, diminuição de restrições ou extinções de áreas de proteção ambiental no mundo inteiro de 1892 a 2018. O resultado do estudo sai na edição desta sexta-feira (31) na revista científica “Science”.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

“Antes campeões em conservação global, Estados Unidos e Brasil estão agora liderando uma tendência mundial preocupante de grandes retrocessos na política ambiental, colocando em risco centenas de áreas protegidas”, afirmou uma nota publicada pela Associação Americana Para o Avanço da Ciência (AAAS – na sigla em inglês). “As mudanças regressivas buscam alterar ou remover legalmente o status de proteção e diminuir o tamanho das áreas de conservação natural”, completou.

O estudo analisou os 126 países do mundo e concluiu que 73 deles promulgaram 3.749 legislações que resultaram na extinção de 519.857 quilômetros quadrados de áreas protegidas – o que corresponde a um espaço maior que a Espanha – e no afrouxamento da proteção de 1.659.972 quilômetros quadrados – o equivalente a três vezes o tamanho da França.

Coautor do estudo, o biólogo e geocientista Bruno Coutinho, diretor de gestão do conhecimento da Conservação Internacional Brasil, considera que é importante reforçar que a existência de áreas protegidas “não representa a garantia, para sempre, de proteção legal da biodiversidade e de serviços ecossistêmicos nelas gerados”.

A bióloga e cientista social Rachel Golden Kroner, da área de governança ambiental e impactos da ONG nos Estados Unidos e principal autora da pesquisa, lembrou ainda, em entrevista à BBC News Brasil, “que áreas protegidas não são para sempre”. “Elas podem ser e estão sendo revertidas por meio de afrouxamentos de restrições, limites de área reduzidas e extinções completas”, disse Kroner.

(Foto: luoman/Getty Images)

“A pesquisa mostrou que alterações na legislação ambiental dos países estudados podem comprometer a durabilidade e a eficácia das áreas protegidas, por recategorização, por redução de área ou por extinção completa”, reforçou Coutinho à BBC News Brasil.

Em 62% dos casos, o afrouxamento feito através de leis está ligado a práticas de extração de recursos e desenvolvimento industrial em grande escala, o que inclui obras de infraestrutura, mineração e agricultura de commodities.

Os pesquisadores indicam que seja realizado um debate estratégico entre os setores impactados e os que impactam as áreas protegidas e seus entornos, além da compreensão dos efeitos, o tratamento dos atos promulgados e a manutenção da efetividade das áreas protegidas.

Ainda de acordo com o estudo, 78% dos atos legislativos voltados para esta questão foram promulgados, em todo o mundo, do ano 2000 em diante. “As reversões legais para áreas protegidas parecem estar se acelerando”, explicou Kroner. “Respostas políticas são necessárias para salvaguardar os esforços de conservação”, acrescentou. Segundo a cientista, os processos devem ser “transparentes, baseados em evidências, participativos e responsáveis” e credores e doadores internacionais devem considerar essa questão na tomada de decisão sobre financiamentos.

O Brasil

No Brasil, 85 atos legislativos foram promulgados, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. “Destes, 60 ocorreram na Amazônia”, afirmou Coutinho. Mudanças na legislação fizeram a região amazônica perder pouco mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção.

“A maioria desses eventos, 42 deles, ocorreram após 2010 – grande parte em função de obras de infraestrutura”, disse Coutinho. “A causa mais prevalente foram decorrentes de autorizações de barragens de energia elétrica na Amazônia”, completou Kroner, que compilou dados que revelaram que o Brasil é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

“Estamos assistindo a uma aceleração desses retrocessos no Brasil”, disse. “Oitenta e quatro por cento das reduções aprovadas ocorreram desde o ano 2000”, acrescentou.

(Foto: Pixabay)

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira afirmou que sua gestão precisou alterar status de áreas protegidas para equilibrar interesses de diversas políticas públicas. Ela argumentou, no entanto, que essas alterações foram feitas sob compensações, considerando a biodiversidade.

“Muitas vezes isso aconteceu”, afirmou à BBC News Brasil. “Por interesses sociais, programas que precisavam ser implantados. Por outro lado, ampliamos ou compensamos a área, como aconteceu no Parque Nacional dos Campos Amazônicos”, completou. Uma medida provisória do governo Dilma Rousseff alterou o limite de seis unidades de proteção, em 2012, para construir hidrelétricas na Amazônia.

Para Teixeira, retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse.

O geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, classificou o cenário como “assustador”. “Reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”, afirmou Minc, em entrevista à BBC News Brasil.

“Entendo que as reduções têm sua principal origem no interesse econômico. Sobretudo da mineração e da pecuária. Também para obras e empreendimentos do agronegócio”, disse. “Ganhou força o grupo político mais conservador e reacionário que despreza e desqualifica os ganhos ambientais e prega abertamente a extinção de leis e parques que protegem a biodiversidade”, completou.

(Foto: Pixabay)

“Em nossa gestão no Ministério do Meio Ambiente, criamos ou ampliamos 54 mil quilômetros quadrados de parques e reservas extrativistas. Cada uma era uma guerra”, lembrou Minc, que disse ainda que um cabo de guerra existe entre os ministérios quando se trata de criar áreas protegidas. “Eu solicitei um estudo sobre os ganhos econômicos dos parques e reservas para o turismo, o extrativismo, a água e o clima. Mas os demais ministérios geralmente não consideram o ganho ambiental, social, de biodiversidade e até de água para a agricultura”, disse.

Para o jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, “não chega a surpreender que tenha havido redução significativa das áreas protegidas”. “Atribuo a tendência à pressão constante de interesses econômicos – madeireiros, de mineração, agropecuários, grileiros de terras públicas – e, em menor grau, à pressão social de trabalhadores sem-terra”, afirmou à BBC News Brasil.

“Manter as áreas protegidas nunca foi fácil em razão da enorme desigualdade existente entre os recursos de fiscalização e o poder de grupos econômicos regionais”, completou Ricupero.

O atual ministro do Meio Ambiente, o advogado Ricardo Salles, foi questionado pela BBC News Brasil sobre quais medidas devem ser adotadas devido aos dados apresentados pelo estudo. O ministro, no entanto, não respondeu ao questionamento até a publicação desta reportagem.

Decisões atuais e o futuro

Para Ricupero, “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse.

De acordo com o estudo, é necessário estar alerta às propostas em tramitação. “O estudo encontrou 60 eventos propostos, sendo metade deles na Amazônia”, disse Coutinho. Se aprovadas, as medidas prejudicariam 200 mil quilômetros quadrados de bioma – o que corresponde a uma área do tamanho do estado do Paraná.

“A tendência é só piorar, dada a posição do presidente e do atual ministro, e à maior força da bancada ruralista”, disse Minc. “A maior ameaça à biodiversidade é o projeto de lei que acabaria com a reserva legal, que pode ocasionar o maior desmatamento do planeta, da ordem de 1,3 milhão de quilômetros quadrados”, completou. A área citada por Minc equivale a dez vezes o tamanho da Inglaterra.

“Outros projetos de lei negam ao governo a iniciativa de criar parques ou demarcar terras indígenas. Há ainda os que liberam a caça, a lei do abate, até para espécies ameaçadas – que, segundo os autores, estariam ‘ameaçando os rebanhos nas fazendas'”, disse o ex-ministro. “Os projetos que esvaziam o licenciamento ambiental representam outra grave ameaça aos rios e florestas e à saúde da população”, acrescentou.

Para Coutinho, “reversões na regulamentação devem ser amplamente discutidas”. “Estamos sempre dispostos a estabelecer diálogos para o desenvolvimento sustentável com base em dados e boa informação científica”, disse.

“O que os dados mostram é que a proteção do capital natural – entendido aqui como a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos – pode ser grande aliada do desenvolvimento econômico e social, respeitando-se direitos e interesses de diversos setores da sociedade uma vez que todos são beneficiários dos serviços ecossistêmicos”, defendeu Coutinho. “A velocidade em que a biodiversidade vem sendo perdida pode comprometer a funcionalidade do sistema e consequentemente a humanidade no planeta”, concluiu.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

ONG busca ajuda após chuva destruir abrigos e matar animais em Vitória (ES)

A ONG Amizade É Um Luxo, que auxilia entidades que abrigam cães e gatos abandonados, está buscando ajuda após uma forte chuva, que atingiu Vitória (ES), no último sábado (18), ter matado animais e destruído abrigos.

Michelle Jorio, presidente da ONG que doa ração, produtos diversos para animais e custeia castração, exames e tratamento veterinários, explica que a chuva é um problema antigo no município e que, agora, o trabalho é para recuperar os abrigos destruídos e os materiais perdidos na enxurrada.

Reprodução/ Abrigo LASFA

“Sempre que chove tem problema. Dessa vez choveu muito em pouco tempo, e por isso o estrago foi muito grande”, conta. As informações são do portal O Documento.

Apesar dos alagamentos, a maioria dos animais que estavam nos abrigos que foram atingidos pela chuva foram salvos com vida. Alguns, no entanto, não sobreviveram, e outros ficaram doentes.

“Foram poucos animais que morreram, tivemos algumas fugas e alguns adoeceram por causa da umidade, mas a perda maior foi material. Ração, por exemplo, é algo que estamos precisando muito”, afirma.

O LASFA, localizado na cidade de Serra, e o SOS Peludinhos, em Vila Velha, foram os mais atingidos. Alguns locais já conseguiram recuperar parte da estrutura e deixar o abrigo habitável para os animais. Outros permanecem realizando um trabalho pesado de recuperação e limpeza.

“Os lares temporários também ajudaram a conciliar essa falta de espaço causada pelo estrago da chuva”, completa Marcelle.

Os abrigos precisam, com urgência, de ração, material de limpeza (pano de chão, rodo, vassoura, balde), produtos de limpeza (desinfetante, vinagre de álcool), toalhas e lar temporário para os animais.

Reprodução/ Abrigo LASFA

Os pontos de coleta das doações são:

OAB Vila Velha
Na sede: Praça Almirante Tamandaré, Prainha, Vila Velha
Na sala de apoio do Fórum de Vila Velha

Cantina Fiorentina do Mário
Rua Eugênio Neto, 366, Praia do Canto

Animallis Petshop
Rua Madeira de Freitas, 100, loja 2, Praia do Canto

Mont Pet Ami
Shopping Vitória, subsolo

C.E.S.A. – Centro de Especialidades em Saúde Animal
Rua Almirante Tamandaré, 123, Praia do Suá

PROVEL
Avenida Luciano das Neves, 1055

ANIMED – Centro Médico Veterinário e Petshop
Rua Vinicius Torres, 242, Praia da Costa

Mon Ami Pet
Rua Sergipe, 155, Loja B, Praia da Costa

Jornal Tempo Novo
Rua Euclides da Cunha, 394, Salas 103/104, P.R. Laranjeiras, Serra

Fonte: Canal do Pet

Raposa é resgatada após ficar presa em tampa de lixeira escolar

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Os professores da escola telefonaram para a ONG RSPCA em busca de ajuda ao encontrarem uma jovem raposa presa pela cabeça na tampa de uma lixeira do lado de fora do colégio de educação secundária.

A tampa da lixeira teve que ser serrada para que a raposa pudesse ser solta, logo após ela ter sido descoberta nos terrenos da Saracens High School, no noroeste de Londres (Inglaterra).

Uma lâmina de serra foi usada pela oficial responsável pelo resgate de animais, Mariam Adwan, depois de tentar retirar a raposinha manualmente, o que não funcionou.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Ela disse: “Essa jovem raposa se meteu em um verdadeiro problema. O animal estava realmente com medo, apavorado”.

“De alguma forma, ela conseguiu colocar a cabeça exatamente no buraco que fica na tampa da lata, mas depois não conseguiu mais sair”.

“Consegui acalmá-la e verifiquei se poderia gentilmente remover a tampa da cabeça dela, mas suas bochechas pareciam ser o obstáculo”.

“Logo percebi que aquele não ia ser um resgate fácil e eu tive que encontrar uma solução rápida”.

Os professores da escola encontraram a raposa com a cabeça entalada na lixeira em 17 de maio.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Adwan descreve a operação delicada: “Protegendo a raposa com uma das minhas mãos, eu cuidadosamente cortei uma fenda em forma de T para abrir o buraco estreito na tampa”.

“Uma vez que eu fiz isso, ele saiu facilmente e, depois de um rápido check-up no veterinário, fiquei feliz em saber que ela não se feriu e estava bem após dua aventura.”

Uma vez liberada, a raposa foi direto para seu covil e parecia saber exatamente onde ela estava.

A Sra. Adwan disse: “Espero que ela agora esteja reunida à sua família”.

Vodca vegana destina renda para ajudar animais abandonados

Foto: VegNews/ Reprodução

Foto: VegNews/ Reprodução

A empresa que produz vodca vegana, Hera The Dog Vodka, lançou recentemente o produto na Califórnia com o objetivo de ajudar os animais em necessidade. As proprietárias Julia Pennington e Allison Lange que trabalham com resgate de animais há 17 anos por meio de sua ONG, A Dog’s Life, queriam encontrar uma maneira de fazer algo mais para conseguir os recursos tão necessários para ajudar animais abandonados e doentes que precisam de socorro.

“A vodca Hera foi inspirada em nossa paixão por ajudar os animais, além da crença de que um negócio pode ser uma fonte incrível de impacto social”, disse Pennington ao VegNews.

“Meu sobrinho e sua esposa possuem e operam uma destilaria muito respeitada em Nashville, e enquanto conversavam com meu irmão há alguns anos sobre como queríamos criar uma fonte de financiamento sustentável para ajudar os animais, a ideia de criar a vodka para ajudar no resgate de animais nasceu ”, conta a fundadora da empresa.

Hera – que atualmente está disponível em 16 lojas de bebidas e restaurantes de Los Angeles, incluindo Crossroads Kitchen e Sage Vegan Bistro – é feita de trigo orgânico, não transgênico e destilado sete vezes antes de ser filtrado lentamente através de cascas de nogueira.

Atualmente, a cada 1 dólar de cada garrafa vendida vai beneficiar as organizações de resgate nas comunidades em que é vendida, com o objetivo de doar 50% dos lucros para ajudar a vida selvagem, animais de companhia e animais de criação e fornecer castração e cuidados veterinários de emergência gratuitos.

No futuro, Pennington e Lange esperam tornar a Hera uma marca global e ajudar animais em todo o mundo.

No momento, a Hera é distribuída apenas na Califórnia, mas elas já tem planos de expandir sua disponibilidade para outros estados no próximo ano e quem sabe por todo o mundo.

Nota da Redação: a ANDA não incentiva o consumo de álcool, se colocando contra o consumo de bebidas alcoólicas de qualquer gênero

ONG denuncia crueldade contra peixes explorados para venda em pet shop

A rede de petshop Petco foi alvo de uma denúncia feita pela PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais. A entidade expôs a crueldade imposta a peixes betta devido à exploração para venda promovida pela loja, que tem 1,5 mil lojas nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

Imagens de 100 lojas da petshop foram registradas por integrantes da ONG, que flagraram peixes confinados em pequenas embalagens plásticas sem qualquer condição de higiene. Muitos foram encontrados doentes ou mortos.

O transporte desses animais até as lojas também foi registrado, através de filmagens escondidas. Nas imagens, é possível ver peixes sendo levados aos milhares dentro de sacos plásticos minúsculos.

A ONG conseguiu gravar ainda relatos de funcionários da empresa de transporte que admitiram que vários peixes morrem antes de chegar às lojas devido ao estresse e às más condições que suportam.

ONG pede a liberdade de ursos expostos em jaulas como atração turística em restaurante

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

A International Animal Rescue (IAR, na sigla em inglês) está pedindo que o proprietário do restaurante Ashtaraki Dzor, localizado perto da capital Yerevan, na Armênia que entregue os ursos imediatamente e uma petição exigindo a libertação dos animais já foi assinada por mais de 5 mil pessoas.

Os animais ficam presos em uma pequena gaiola estéril do lado de fora do restaurante no que parece ser usado como estacionamento do local. Vídeos e imagens comoventes mostram os ursos presos atrás das barras de metal.

Um visitante do restaurante descreveu a jaula como “imunda”, enquanto turistas também foram filmados zombando da situação triste em que se encontram os animais.

Alan Knight, diretor-executivo da IAR, disse: “A crueldade e a negligência com animais não são motivo de riso, são crime”.

“Estes ursos merecem ser tratados com dignidade e respeito, não como objetos de ridículo. E eles merecem a liberdade de viver e se comportar como ursos”.

“É nossa responsabilidade acabar com esse abuso e ir até as últimas consequências para resgatá-los, então poderemos podemos movê-los para o nosso centro de animais, onde serão tratados com compaixão e respeito”.

“Nossa equipe tem uma vasta experiência na reabilitação de ursos resgatados e dará a eles todo o tratamento e cuidado que precisam para se recuperar de seus anos miseráveis em cativeiro”

Um dos visitantes do restaurante acrescentou que o proprietário deveria estar “envergonhado” e pediu que os ursos fossem libertados.

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

Eles disseram: “Os ursos estão enjaulados no canto do que é essencialmente um estacionamento. Eu os localizei pelo cheiro vindo de sua jaula imunda. Ninguém parece se importar com eles”.

“Estamos pedindo a todos que assinem e compartilhem a petição pois no texto do documento exigimos que o dono do restaurante faça a coisa certa e desista dos ursos”.

“O responsável por isso deveria ter vergonha de explorar esses pobres animais dessa maneira”.

“O mínimo a ser feito é aproveitar a oportunidade oferecida pela ONG e tomar a atitude bondosa e compassiva de libertar os ursos”.

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

A IAR espera que sua petição pressione o dono do restaurante para que ele os deixem resgatar os ursos que estão em sofrimento e que caso estivessem livres viveriam nas montanhas em estado selvagem.

A entidade recebeu o apoio de celebridades que atuam pelos direitos animais, incluindo Ricky Gervais, Fearne Cotton, Peter Egan e Lucy Watson.

E a banda de heavy metal System of a Down, cujo vocalista Serj Tankian é armênio, também está apoiando a campanha.