Campanha pede o fim do comércio de carne de cães e gatos na China e Coreia do Sul

Foto: WAN/Reprodução

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A ONG que atua em defesa direitos animais, Lady Freethinker (LFT, na sigla em inglês), com sede em Los Angeles, lançou uma campanha de conscientização na Coreia do Sul e China pedindo à população destes países que não consuma cães ou gatos e em lugar disso, os tratem como se fossem membros da família.

A campanha dá continuidade aos esforços incessantes da ONG para impedir o comércio de carne de cachorro e gato em países asiáticos.

A primeira leva de anúncios foi introduzida nos ônibus em Gimpo, na Coreia do Sul, no final do ano passado. Este mês, os anúncios começaram a ser veiculados dia 10 de fevereiro na cidade de Xita, nos pontos de ônibus do distrito de Shenyang, na China, uma área conhecida por possuir diversos restaurantes de carne de cães.

Criados em cooperação com a Save Korean Dogs, os anúncios coreanos da LFT já foram vistos por milhares de pessoas com mensagens traduzidas para o coreano como “Cães não são comida, são família” e “Por favor, não me coma”.

Enquanto isso, os anúncios colocados nas paradas de ônibus chinesas, que começaram a ser veiculados esta semana, mostram uma família em um momento de carinho com um cachorro, com a mensagem em chinês: “Cães são família, não comida”.

Foto: WAN/Reprodução

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Há cerca de 17 mil fazendas de carne de cães em toda a Coreia do Sul, com cerca de dois milhões desses animais mortos para consumo humano a cada ano. A Coreia do Sul o único país do mundo com fazendas de cães em escala industrial, onde os animais são alojados em condições insalubres, sem comida, água ou cuidados veterinários adequados.

A China possui um mercado paralelo de carne de cães e gatos, em expansão, matando aproximadamente 10 milhões de cães e quatro milhões de gatos anualmente. Gangues criminosas raptam os cães de suas famílias ou os acertam nas ruas com dardos envenenados, depois enfiam os animais indefesos em gaiolas apertadas e os transportam, às vezes por vários dias, sem comida ou água, para restaurantes e matadouros.

Tanto na China quanto na Coreia, muitos dos cães são enforcados, incendiados vivos ou eletrocutados em função da crença absurda e ignorante de que a tortura torna a carne mais saborosa ou aumenta a virilidade de quem a consome.

A campanha de 2019 segue a cruzada iniciada ano passado que incluía o patrocínio de um anúncio de ônibus em Jeonju, Coreia do Sul, que pedia às pessoas que não matassem ou comessem cachorros.

Com a pressão mundial dos ativistas pedindo o fim da matança e do consumo da carne de cães, a mudança pode não esta longe. Em novembro do ano passado, o maior matadouro da Coreia do Sul foi fechado, aumentando a lista crescente de fazendas de carne e instalações de abate que deixaram de funcionar.

Além de espalhar anúncios por estes países, a ONG trabalha diretamente com equipes de resgate na China e na Coreia do Sul, ajudando no fornecimento de comida, abrigo e cuidados veterinários para cães e gatos resgatados do comércio de carnes. Somente em 2018, foram resgatados 24 cães do Yulin Dog Meat Festival, da China, sem mencionar que a contribuição para o atendimento de outras centenas de animais é fundamental.

A LFT e diversas outras ONGS e ativistas continuarão fazendo campanhas, coletando petições e unindo esforços em todo o mundo até que o comércio cruel e desumano de carne de cães e gatos termine.

ONG acolhe 68 filhotes de sagui vítimas do tráfico de animais silvestres

O Projeto Mucky, ONG que atua na preservação dos primatas, acolheu 68 filhotes de sagui resgatados pelas polícias Civil e Ambiental de São Paulo durante uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres. O resgate foi realizado em Osasco e os animais foram levados para a sede da entidade, em Itu, no interior de São Paulo.

Foto: Divulgacão/Projeto Mucky

Trazidos da Bahia, os macacos estavam sendo vendidos por R$ 100 cada. Três pessoas estavam envolvidas no crime e responderão em liberdade por maus-tratos e pelo comércio dos animais. Elas assinaram um termo circunstanciado e foram multadas em R$ 2 milhões. As informações são do Estadão.

Os policiais resgataram ainda 120 aves de diferentes espécies. Algumas já estavam mortas. Elas eram transportadas “de maneira precária em dois compartimentos minúsculos, sem água ou alimentos”, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

“O índice de animais que morrem em decorrência do tráfico é muito grande. Infelizmente, desde a captura, até o transporte em condições insalubres e todo o estresse pelo quais eles são submetidos, são fatores que obviamente contribuem para a falência destes animais”, explica o Tenente Guedes, do Comando de Policiamento Ambiental.

Para conseguir proporcionar aos novos resgatados tudo o que eles precisam, o Projeto Mucky pede ajuda. “Temos 34 anos de trabalho e já fizemos resgates como este, mas nada com uma dimensão tão grande. Logo que soubemos do resgate, conseguimos um local para cuidar desses animais em Atibaia, mas ao chegarmos na delegacia, vimos que eram animais muito debilitados e todos filhotes”, conta Ana Paula Barranco, que integra a diretoria do Projeto Mucky.

Foto: Reprodução / Instagram / Projeto Mucky

Os macacos têm, segundo ela, entre dez dias e três meses de idade. “Filhotes dão três vezes mais trabalho do que adultos e estavam todos num ambiente em que poderiam morrer a qualquer momento. Optamos por levá-los à sede do Projeto, em Itu, onde hoje já cuidamos de 207 macacos. Eles estão se recuperando, mas não temos como ficar com eles”, diz.

A ONG tem utilizado as redes sociais para conseguir parcerias com outras entidades que possam receber os macacos, além de buscar reforço voluntário de cuidadores e ajuda financeira, com doações e patrocínio.

“Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam”, afirma o Projeto Mucky por meio de nota.

A Secretaria de Segurança Pública incentiva denúncias de tráfico de animais silvestres e reforça que a “crueldade contra os animais é comum no crime de tráfico da fauna”.

 

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68 olhares pedindo socorro! 68 motivos para ajudar! Uma das apreensões mais aterrorizantes e desumanas que já vivenciamos: 68 saguis “encomendados” da Bahia por uma mulher que os vendia ao preço de R$ 100,00 cada um. Quando o Projeto Mucky recebeu das Polícias Ambiental e Civil (3° DP de Osasco) o pedido de socorro sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo para pensar, era preciso agir, pois 68 vidas estavam em risco e corríamos contra o tempo. Ao chegar na delegacia encontramos um cenário de terror e desolação. Todos os macacos eram filhotes com idades que variavam entre 10 dias e 3 meses. O grupo estava dividido em duas caixas minúsculas, completamente imundas e aqueles que ainda tinham alguma energia circulavam num lamaçal de fezes, urina e comida estragada.Por entre as frestas dos caixotes os olhares assustados pediam socorro e expressavam a dor de não entenderem por que estavam ali. Os macacos estavam molhados, sujos, famintos e sedentos. Um a um, começamos a retirá-los das caixas e prestar os primeiros socorros. Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam. EXTREMA URGÊNCIA, precisamos de: – Apoio financeiro para contratação emergencial de mais cinco cuidadores para reforçar nossa equipe. – Parceiros (ONGs e Associações) que possam RECEBER pequenos grupos de saguis, sob nosso acompanhamento e orientação técnica; – Mobilização contínua da sociedade para que esses crimes passem a ser punidos com rigor! Pasmem: a mulher apenas assinou um termo circunstanciado e já está livre! Ajude-nos a ajudá-los! Banco Itaú Ag. 0796 CNPJ 01.943.493/0001-66 C/C 60400-7 E-mail: contato@projetomucky.org.br

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Câmara de Iguatu (CE) aprova doação de terreno e de imóvel municipal para proteção animal

Foto: Pixabay

Um total de seis projetos foi aprovado na Câmara na última terça-feira. Dois deles tratavam de doação de terreno e de imóvel municipal a sindicato e ONG de proteção animal. Com a presença de interessados diretos as matérias oriundas do poder executivo passaram por duas votações.

Destinada ao Sindicato dos Professores Municipais (SINPROF), foi votada a desafetação de área pública de 3.700 m² no bairro Cajueiro II. Conforme a presidenta do movimento sindical, Maria Edhe Vieira Nobre, o local servirá para construir uma área de lazer e convivência para a categoria. “Era uma luta desde 2016, que anexamos a nossa pauta de reivindicações. Após muita luta conseguimos avançar nessa questão”, disse a sindicalista.

Protetoras da ‘ONG Vira Lata de Raça’ acompanharam também a votação de doação de imóvel municipal à instituição. Situada no Sítio Tanque, a organização desde 2013 já fazia o uso do local que já funcionou como escola, só que em formato de concessão. Agora doado, a rede de proteção a animais abandonados pode adequar a estrutura do prédio as necessidades atuais. Conforme a protetora Ana Valéria, mais de 2 mil animais já foram resgatados das ruas de Iguatu. “Desejamos mais políticas de valorização de proteção desses animais. O local é mais um passo dado, agora queremos incentivos e programas que favoreçam o controle de natalidade desses animais abandonados”, afirmou.

Projeto de Lei

Como forma de esclarecer e conscientizar a população, foi votado o projeto de lei, de autoria do vereador Rubenildo Cadeira (PRB), que estabelece sanções e penalidades administrativas aos que praticarem maus-tratos aos animais. “É uma colaboração a essa luta que vem sendo encampada pelas ONGs. Precisamos corrigir algumas falhas e dar uma certa atenção nesse tema”, disse.

Regimento

Motivo de discussões, esteve na pauta o projeto de lei de autoria da mesa diretora que previa alterações no regimento interno da câmara. Precisando do voto favorável de 2/3 dos vereadores presentes, a matéria não foi aprovada devido aos votos contrários das bancadas de oposição. Parte dos vereadores que se opuseram, desejavam que o texto da lei permitisse a alternância das falas das alas situacionista e oposicionista no grande expediente, mas não houve consenso.

As outras três pautas aprovadas tratam de denominação de via pública do Bairro 7 de Setembro, de outorga de título de cidadão iguatuense a Maurício Cavalcante Filizola e de reconhecimento de dívida junto aos fornecedores cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).

Regime de urgência

Quatro mensagens do Poder Executivo começaram a tramitar em regime de urgência na casa legislativa de Iguatu na última quinta-feira (21). A primeira delas dispõe sobre o piso salarial dos agentes de endemias e de saúde da cidade. O reajuste se dá em decorrência da entrada em vigor da lei federal.

As demais mensagens tratam da lei orgânica da procuradoria municipal, dos subsídios do conselho municipal da criança e do adolescente, e da revisão geral servidores municipais e vencimento base. As pautas seguirão para as salas de comissões o calendário prevê a votação para a terça-feira, próxima.

Fonte: Mais FM

Gatinha precisa de um padrinho ou madrinha até ser adotada no Rio

Cristina Coelho

psicologa-holistica@hotmail.com

Essa linda gatinha tricolor se chama Pipoca, foi resgatada em abril, castrada e testada para fiv/felv. Ela está em uma ONG no Rio de Janeiro e aguarda adoção.

Pipoca tinha uma madrinha que a ajudava mensalmente, além de ter pago sua castração e exames, mas desde o final do ano passado ela perdeu a ajuda por problemas financeiros.😞

Quem puder apadrinhar ou amadrinhar a Pipoca até que ela seja adotada entre em contato com a Cristina pelo e-mail psicologa-holistica@hotmail.com

Voluntários visitam animais resgatados e aliviam estresse de gatos

Das dificuldades que existem em cuidar de um animal, a falta de espaço ou o pouco tempo disponível podem fazer com que os tutores desistam de tutelar animais. Diante dessa situação, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) de Santos, no litoral de São Paulo, criou o Acolhimento Felino, um projeto que busca ajudar tanto os gatos resgatados quanto aqueles que desejam cuidar dos animais mas não podem dispor o tempo ou o espaço necessários para tal.

Foto: Gabriel Gatto/G1

A iniciativa começou a ser praticada em janeiro de 2019, afirma a coordenadora de projetos Luciana Simões. Segundo ela, a ideia visa abrir um espaço para que os voluntários possam ir até a unidade da Codevida e interajam com os animais em suas baias. A coordenadoria dispõe de brinquedos e outros apetrechos, tudo para que os visitantes ajudem a aliviar os estresse dos 25 gatos e dos quatro cães de idade avançada que vivem no gatil.

“Hoje, nós temos 25 gatos adultos que vivem na Codevida, e a falta de contato deixa eles estressados e carentes. A ideia é para quem não pode adotar mas quer ajudar de alguma forma, os gatos precisam desse contato com as pessoas e é muito bom quando os voluntários vêm e dispõe de meia hora, uma hora, pra eles é maravilhoso. Hoje temos cerca de 40 voluntários, mas com a divulgação desse projeto esperamos que mais pessoas queiram participar”, afirma Luciana.

A professora Mônica de Macedo é voluntária da coordenadoria há mais de três anos, e que conheceu os projetos pelas redes sociais: “Conheci pela internet, vi que eles estavam precisando de voluntários, então eu vim. Comecei passeando com os cachorros, dando banho neles, inclusive fiz um curso de banho e tosa para cuidar dos animais daqui, inclusive comprei todo o equipamento. Eu venho quase todos os dias, organizo a minha vida para ter a tarde para ajudar os animais”.

Foto: Gabriel Gatto/G1

De acordo com Luciana, o projeto é aberto para interessados de toda a região, e é necessário realizar um cadastro na Codevida. Os interessados precisam levar RG, CPF e comprovante de residência e preencher o cadastro para voluntários. Depois, podem visitar tanto o canil quanto o gatil das 13h às 16h. A unidade fica na Avenida Francisco Manoel, no Bairro Jabaquara, em Santos.

Segundo a designer Maria de Lourdes Lavorato, os gatos já dispõe dos cuidados básicos na instituição, no entanto, necessitam também do contato humano: “Por mais que às vezes a pessoa não consiga ter um animal, é muito importante que as pessoas tenham empatia e venham pelo menos conhecer o espaço, os animai precisam muito desse contato”, finaliza.

Fonte: G1

Homem que atirou em cadela paga R$ 4 mil para ONG em Minas Gerais

O dono de um sítio que baleou uma cadela em julho de 2018 pagou R$ 4 mil para a uma ONG após fazer um acordo com a Justiça de Caeté, em Minas Gerais. O valor pago por Aloisio Silveira foi destinado às despesas veterinárias da cadela.

Foto: Magnolia Gomez/Divulgação/SGPAN

Ferida no focinho, Serena perdeu metade da língua, dentes e ficou internada por um período de 30 dias. O caso foi denunciado pela ONG Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté (SGPAN). Resgatada por uma médica veterinária, a cadela recebeu os cuidados necessários. Na época, um boletim de ocorrência foi registrado.

Além dos R$ 4 mil, a Justiça determinou ainda que Aloisio se comprometa a orientar seus funcionários a não maltratar e não atirar em animais que entrarem no sítio dele. As informações são do portal G1.

Através de nota, o Tribunal de Justiça informou que “o autor foi advertido de que as práticas constantes nesse processo constituem crime de maus tratos previstos no art. 32 da Lei 9605/98”.

Na clínica veterinária, um especialista em odontologia veterinária usou um fio de aço e resina acrílica para fixar a mandíbula da cadela, que estava fraturada. “O orifício [feito pelo tiro] tinha dois centímetros de diâmetro e a reconstrução da pele foi feita com uma sutura [pontos]. Ela tinha dificuldade de se alimentar e, principalmente, de beber água”, explicou o médico veterinário Luiz Sofal.

Foto: Solange Castilho/Arquivo Pessoal

O fio de aço e a resina ficaram por 60 dias na boca da cadela, que se alimentava através de uma sonda. Após um mês, Serena conseguiu se movimentar e ganhou alta. Levada para um lar temporário, ela permaneceu no local por três meses, até que foi adotada.

A fotógrafa Solange Castilho, de 46 anos, e o marido, o engenheiro mecânico Arthur Castilho, de 66, comoveram-se com a história de Serena e decidiram adotá-la. “Crueldade e covardia. Isso é terrível. As pessoas não têm obrigação de gostar, mas têm o dever de respeitar [os animais]”, concluiu Solange.

Rapper Big Boi usa casaco de pele no Super Bowl e é criticado por ONG

A PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais, criticou o rapper Big Boi por usar um casaco de pele no show feito no intervalo do Super Bowl LIII, no último domingo (3).

Imagem: Kevin Winter/AFP

“Nossos corações afundaram quando você [Big Boi] subiu ao palco com um casaco de peles. Você tem fãs, muitos fãs aqui na PETA e em todo o país; fãs que amam a sua música e ficaram emocionados quando você foi anunciado como uma das atrações. Podemos convence-lo de que será sua última aparição com um casado de pele?”, questionou a entidade em um comunicado ao site TMZ.

A entidade pediu ao cantor que os casacos de pele dele fossem doados para a entidade para que fossem redistribuídos para pessoas em situação de rua e refugiados sírios. As informações são do UOL.

“Prometemos enviar um lindo casaco de pele ‘falsa’ que mostra que nenhum animal precisou morrer. Os animais precisam de você no time deles, o que diz?”, escreveu a ONG em carta assinada por Rachel Stotts.

A entidade já teve a mesma postura com artistas como Mariah Carey e Sharon Osbourne – que foram convencidas pelo apelo da PETA e doaram os casacos de pele à ONG.

Até o momento, o rapper não respondeu ao pronunciamento da organização de direitos animais.

ONG repudia exploração de cães em buscas por vítimas em Brumadinho (MG)

A União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) publicou nota, através das redes sociais, por meio da qual repudiou a exploração de cachorros em buscas por vítimas em Brumadinho (MG) e expôs o risco ao qual esses animais são submetidos. A entidade lembrou ainda que solicitou ao Comando Operacional do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais para que não levasse cães “nas buscas por desaparecidos”, mas que foi “desatendida”.

Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

“Sabe-se que os bombeiros se valem de roupas e de aparatos de segurança próprios para atuarem em ocorrências de risco, ao passo que os cães são expostos, sem segurança alguma, à nocividade dos rejeitos tóxicos. A absorção, pela pele, de metais pesados é certa”, escreveu a ONG. “Animal algum deveria ser obrigado a enfrentar um risco, capaz de lesar sua integridade física e até a sua vida, como aconteceu a vários cães usados pelas equipes de salvamento do World Trade Center”, completou.

A ONG disse também que policiais e bombeiros trabalham no resgate de vítimas “por opção, consentindo no risco de aquisição de sequelas e até de morte”. Ao contrário de um cachorro, “que não tem escolha, que não consente no enfrentamento de uma situação de risco. Sem capacidade de entender e de reagir, simplesmente aceita uma conjuntura que lhe é imposta”.

A UIPA citou, também, a vedação à crueldade animal contida na Constituição Federal. “A vida do animal também é tutelada, inclusive juridicamente. Vale lembrar que a Constituição da República impõe ao Poder Público vedar as práticas que submetam animal à crueldade. Cabe, pois, às autoridades, salvaguardá-lo de riscos, e não submetê-lo, diretamente, a tal situação”, disse.

O parecer de especialistas, que reforçam que cães atolados não farejam por se sentirem ameaçados, já que a preocupação com a sobrevivência fala mais alto, também foi apontada pela entidade. “E a lama, por sua liquefação, também não permite a subida à superfície dos gases da putrefação”, escreveu a ONG, que lembrou que “não existe justificativa moral nem técnica” para explorar cachorros em buscas por corpos e sobreviventes.

“Triste exploração sem fim a dos animais. Sem defesa e sem protesto”, finalizou.

ONG resgata cachorros salvos em Brumadinho (MG) e pede ajuda

A ONG OperaCÃO Resgate ficou responsável por dois cachorros resgatados da lama em Brumadinho (MG). A família dos animais está desaparecida.

“Sejam bem-vindos Simba e Nala, iremos cuidar de vocês e prometemos encontrar famílias que lhes darão muito amor e cuidados”, afirmou a voluntária da ONG, Larissa Alves.

A entidade precisará de ajuda financeira para arcar com os gastos dos cães com consulta, hemogramas, exames específicos de leishmaniose e, posteriormente, castração e vacinas.

“Como ainda não sabemos se eles estão contaminados pela leishmaniose, eles precisam ficar internados em isolamento e isso tem um custo. Não tínhamos como resgatar nada, pois como sabem, estamos devendo mais de 40 mil, mas não tínhamos como saber dessa tragédia e ficar de braços cruzados”, disse.

Interessados em ajudar devem entrar em contato com a ONG pelo e-mail adote@operacaoresgatecampinas.com.br.

Abrigo despejado de imóvel no Rio de Janeiro pede socorro para animais

Despejados, na última sexta-feira, do imóvel onde funcionava a ONG Amor aos Animais das Comunidades, no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, cerca de 60 animais, entre cães e gatos, estão vivendo, desde segunda-feira, em uma tenda na calçada da Rua Marquês de Abrantes 142. Muitos deles são filhotes. O projeto vive de doações.

Foto: Fernanda Dias/Agencia O Dia

O responsável pela ONG, Joelson Torres, clama por um abrigo para os animais, mas que o local seja pela Zona Sul da cidade, que é onde acontece feira de adoção do abrigo.

“Nós já recebemos proposta de abrigos em outros municípios, mas são longe do Rio, e não temos carro para transportar todos os animais para lá e depois trazer pro Flamengo para ficarem na tenda de adoção. Eles precisam urgente de um local para dormir”, apela Joelson.

O projeto estava desde agosto do ano passado na Rua Farani 14, em Botafogo, na Zona Sul, mas, devido à superlotação de animais, os proprietários entraram na justiça e conseguiram o despejo da ONG na última sexta-feira.

Foto: Fernanda Dias/Agencia O Dia

E a mudança não foi fácil. “Levamos os animais numa carroça. Gaiolas, remédios, colchões. Levar 60 animais para rua não foi fácil, alguns estavam doentes e em tratamentos”, contou a coordenadora do projeto, Anna Buccino.

Desde 2014, o projeto resgata cães e gatos abandonados em favelas como Morro do Alemão, na Zona Norte; Morro Azul, no Flamengo; e Cidade de Deus, na Zona Oeste. Ao todo, 1.507 animais já foram adotados através do projeto.

A voluntária do projeto, Carla Zacconi, destaca a importância da ONG. Segundo ela, a Amor aos Animais das Comunidades já ajudou a conseguir um lar não só para filhotes, mas também para animais adultos, deficientes, maltratados, entre outros casos.

Foto: Fernanda Dias/Agencia O Dia

“Já vi um cachorro maltratado deixando a campanha em carro de luxo com motorista particular, rumo à casa com piscina. Vi também um labrador lindíssimo, abandonado na estação do Metrô Flamengo, agonizando com cinomose, ser cuidado pelo Joelson com ajuda de voluntários. E, mesmo com sequela da doença, ele foi adotado por uma dentista”, lembra Carla.

“Finais felizes como esses ajudam os voluntários a renovar sua fé no projeto, ajudando a superar muitos momentos de angústia, como o pequeno número de colaboradores, a falta de remédios e, agora, a falta de um teto para abrigar essa turminha alegre, inocente e carente”, ressalta a voluntária.

Quem quiser ajudar e saber mais sobre o projeto é só acessar a página da ONG no Facebook.

Foto: Fernanda Dias/Agencia O Dia

Fonte: O Dia