Jumentos podem estar extintos em 4 anos no Quênia

Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG

Matadouro de burros em Mogotio, Condado de Baringo no Quênia | Foto: NMG

Se a taxa atual em que os matadouros de burros tem crescido e a demanda por carne de burro no Quênia continuar, o país pode não ter um único burro até 2023.

Burros (também chamado de jumentos) são animais extremamente inteligentes, capazes de memorizar situações, lugares e roteiros, criar vínculos e compreender o mundo ao seu redor. Assim como os cavalos muitos são mantidos como animais domésticos, devido à sua docilidade e carisma. Em alguns países de língua inglesa os burros machos são chamado de “jack”, uma fêmea de “jenny” ou “jennet”; já o burro mais jovem é universalmente conhecido como potro.

Curiosamente, os burros também podem se reproduzir com zebras, se assim o desejarem (machos e fêmeas da espécie demonstram receptividade aos pares) , e seus filhos são chamados de “zonkeys”. Mas parece que esses maravilhosos animais logo vão se extinguir no Quênia se a taxa de morte na espécie não for controlada.

Foto: africanexponent

Foto: africanexponent

De acordo com um relatório recente da Africa Network for Animal Welfare – Rede de África para o Bem-Estar Animal (ANAW, na sigla em inglês), o crescente aumento nos números de matadouros no Quênia ameaça acabar com o animal.

Em muitas partes da África, os burros se tornaram um substituto mais barato para a carne bovina, e isso aumentou drasticamente sua demanda. O animal também é vendido para muitos clientes desavisados no lugar da carne de boi, já que a carne de ambos os animais se parecem em sabor e textura.

O estudo realizado pela ANAW mapeia em números o problema com a classificação de burros e cavalos como animais de alimentação há sete anos.

Os relatórios afirmam que a legalização de burros e cavalos como carne de consumo levou ao estabelecimento de mais matadouros de burros para satisfazer a demanda crescente dos mercados locais e internacionais.

Como hoje, existem quatro grandes matadouros de burros no Quênia: Goldox Kenya Limited em Mogotio, Baringo County, Star Brilliant Matatto em Maraigushu em Naivasha, Silzha Ltd em Nakwaalele em Turkana e Fuhai Machakos Trading Company Ltd.

Os grupos de defesa dos direitos animais continuaram a pressionar pela retirada das licenças dos matadouros até que sejam tomadas medidas rigorosas para garantir a proteção dos animais que correm risco de extinção.

Eles acreditam que o comércio de carne e pele de burro deve ser interrompido até que sejam estabelecidos regulamentos adequados para garantir a proteção da espécie.

Foto: The Donkey Sanctuary

Foto: The Donkey Sanctuary

O relatório foi compilado por Josiah Ojwang, Dennis Bahati e Sebastian Mwanza da Rede Africana de Bem-Estar Animal; e Bernard Atsiaya da Sociedade do Quênia para a Proteção e Cuidado dos Animais.

“A maioria dos burros em Moyale vem da Etiópia através de pontos de entrada não oficiais”, diz o relatório.

Eles também querem uma repressão ao contrabando transfronteiriço de burros. O CEO da Brooke East Africa, Fred Ochieng, disse que as comunidades devem trabalhar juntas para lutar pela sobrevivência dos burros.

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Grupo formado por 40 ONGs vai criticar retrocessos ambientais do governo em evento da ONU

Um grupo formado por 40 ONGs brasileiras vai fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante um fórum internacional que será promovido pela ONU, em julho, em Nova York, nos Estados Unidos.

(Foto: AP/Andre Penner)

O grupo monitora a Agenda 2030 – uma plataforma que estabelece medidas transformadoras a serem seguidas pelos países signatários para promoção do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

De acordo com as entidades, as políticas públicas promovidas pelo governo de Bolsonaro contrariam as metas definidas pela Agenda 2030. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O grupo irá denunciar os retrocessos ambientais articulados pelo governo, dentre eles o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e a liberação recorde de novos agrotóxicos. Além da questão ambiental, as ONGs vão criticar também os cortes na educação.

Como o governo brasileiro adiantou que não vai entregar o Relatório Nacional Voluntário sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) durante o fórum, as entidades afirmaram que pretendem apresentar também um estudo sobre o assunto.


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Cidade indonésia mata mais de 13 mil cães por mês para consumo

Foto: DMFI

Foto: DMFI

Imagens de vídeo fortes e chocantes capturadas em matadouros na capital da Indonésia, Surakarta, localizada no centro da ilha de Java, conhecida também como Solo, mostram os animais sendo espancados e feridos para sangrar até a morte enquanto ainda estão conscientes.

As imagens foram capturadas pela coalizão Dog Meat-Free Indonesia (DMFI) durante uma investigação secreta, que revelou que cerca de 13.700 cães são pegos das ruas ou roubados em Java todos os meses.

Lola Webber, da Fundação Change For Animals, disse: “Os cães são capturados nas ruas e roubados das casas das pessoas para serem levados em longas viagens, muitas vezes que duram dias, embalados em caminhonetes ou em sacos de juta, suas bocas amordaçadas ou amarradas assim eles mal podem respirar.

“Eles são então levados para matadouros imundos, onde observam os outros serem mortos enquanto esperam sua vez, tremendo de medo. O olhar deles está assombrando, as paredes salpicadas de sangue são inesquecíveis.

As últimas investigações da DMFI sugerem que Solo é um epicentro de grande parte do comércio que opera na ilha mais populosa da Indonésia.

Isso tudo ocorre apesar de uma diretriz do governo central do país em vigor desde setembro, que pediu aos governos locais para combater os negócios de carne de cães e gatos.

A DMFI lançou uma campanha em 2017, liderada pelo comediante britânico Ricky Gervais e apoiada por outras celebridades, para acabar com o consumo de carne de cachorro.

A campanha pediu ao governo indonésio que proibisse a venda e o consumo da carne devido a crueldade contra os animais e a razões de saúde pública.

Acredita-se que apenas 7% da população indonésia consuma carne de cachorro, e muitos acreditam ingnorantemente que ela oferece benefícios especiais à saúde, como aumentar o desempenho sexual dos homens.

Mas os ativistas alertam que comer carne e cachorro representa um risco de contaminação por raiva ou outras doenças.

As investigações recentes de DMFI agora levaram Solo a elaborar uma legislação para proibir a venda de carne de cachorro, segundo a ABC. Espera-se que as restrições entrem em vigor no próximo ano.

A região de Karanganyar, em Java, também se comprometeu a acabar com o comércio de carne de cachorro na região, segundo a DMFI.

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Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

Foto: PETA

Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

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Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

Campanha do agasalho para animais é lançada em Campinas (SP)

Uma pet shop vai lançar, nesta quinta-feira (30), uma campanha do agasalho para animais em Campinas (SP). Os itens arrecadados serão entregues para três ONGs de proteção animal da cidade.

Com a chegada do frio, casos de animais que morrem de hipotermia são cada vez mais comuns. Nas ruas de Campinas, estima-se que pelo menos 15 mil deles estejam em situação de abandono, sofrendo com o descaso humano. No país, são cerca de 30 milhões. As informações são do jornal Americanense.

Foto: Pixabay

O objetivo da campanha é arrecadar cobertores, roupinhas e caminhas em bom estado de conservação. As entidades que receberão as doações são: Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor; Amor de Bicho Não Tem Preço e Gatos da Lagoa Taquaral.

Fundado pela protetora independente Marynes Silva, o Abrigo Adorável Vira-lata resgata animais do abandono e dos maus-tratos. Marynes, que milita pela causa animal há 16 anos, já salvou pelo menos 800 animais.

“O frio é o igual pra todos, humanos e animais. E se pudermos amenizar isso, porque não o fazer? Ser solidário muda o mundo”, afirma Marynes.

Com 15 anos de existência, a ONG Amor de Bicho Não Tem Preço foi fundada e é presidida pela protetora Claudia Carli. Atualmente, o abrigo mantém 65 gatos e 170 cachorros

No caso da entidade Gatos da Lagoa Taquaral, voluntários fornecem água e alimento para mais de 300 gatos que foram abandonados no Parque Portugal e permanecem vivendo no local.

Intitulada “Aquecendo com Carinho e Cobertor”, a campanha é uma iniciativa da Plus Pet. “Esta será a primeira de muitas campanhas que lançaremos ao longo do ano para auxiliar essas entidades, e outras que surjam. Afinal, não é apenas no inverno que os cães e gatos precisam da ajuda”, afirma Thiago Crepaldi, da Plus Pet.

Para fazer doações, basta levar os itens na pet shop, localizada na Rua Manuel da Ressurreição, 1.367 – no Guanabara. O horário de funcionamento, de segunda a sábado, é das 8h30 às 21h. A campanha será realizada até o dia 30 de junho.

Game of Thrones: popularização de cães da raça husky siberiano preocupa ONGs

Série Game of Thrones | Foto: huffpostbrasil

Série Game of Thrones | Foto: huffpostbrasil

Deslumbradas pelos poderosos e fieis lobos da série, fãs tem trazido para a sua companhia cães da raça husky siberiano e são mais fáceis de encontrar e tem características na aparência semelhantes aos lobos, mas são cães que requerem cuidados, responsabilidade e amor como qualquer outro animal.

Em Game of Thrones, os lobos são interpretados por cães da raça inuit do norte (um cruzamento relacionado a huskys siberianos e pastores alemães que foi criado seletivamente para se assemelhar aos lobos) e um lobo do ártico.

Os animais na verdade não possuem aquela dimensão toda mostrada na série, eles são filmados em telas verdes, duplicados em dois tamanhos para replicar a imensa estatura dos lobos e colocados via computação gráfica nas cenas da série, onde os personagens lobos terríveis servem ferozmente como companheiros leais e protetores da família protagonista, os Stark.

Foto: petcratesdirect

Foto: petcratesdirect

Não é uma surpresa que as pessoas possam querer animais como os da série – ou algo parecido com eles, mostrados como guardiães, protetores e exemplo de fidelidade e amor incondicional os animais despertam necessidades que os seres humanos muitas vezes não encontram em seus pares.

E qualquer cão é realmente capaz de todos esses sentimentos além dos laços e dos momentos de amor e troca incomparáveis que esses seres especiais podem proporcionar aos humanos. Porém esses animais requerem também responsabilidade, cuidados e proteção.

Os huskys são uma raça que particularmente requer cuidados especiais e dedicação. Eles têm uma necessidade inata de correr – muito. Os cães não são particularmente dóceis. E quando não recebem pelo menos duas horas de exercício diário de que precisam, podem ser muito destrutivos.

Mas as pessoas infelizmente preferem comprar a adotar, tratando os animais como mercadoria, e pior ainda, sem entender a responsabilidade de ter um companheiro canino, que muitas vezes resulta em um choque de estilo de vida: o husky fica frustrado com a falta de exercícios e estímulos adequados, e o tutor não entende porque o cachorro está agindo daquela forma. Como resultado, muitos huskys estão acabando abandonados pelas ruas e em abrigos.

Foto: petcratesdirect

Foto: petcratesdirect

De fato, uma pesquisa no Facebook por “cachorrinhos husky à venda” mostra dezenas de grupos do Facebook nos Estados Unidos e no exterior, de pessoas postando filhotes de cachorro husky à venda e querendo comprar huskys também.

Um grupo de Michigan (EUA), por exemplo, tem postagens que aparecem de poucos em poucos dias, exatamente como neste recente exemplo: “Seis filhotes prontos para retirada, por 500 dólares”.

As pessoas que ganham um cão por causa de sua aparência ou beleza não percebem em que estão se metendo”, diz Barbara Swanda, vice-presidente de uma ONG de resgate de husky siberiano de Delaware Valley, uma organização sem fins lucrativos que resgata huskys em vários estados do meio-Atlântico. “É uma receita para o desastre.”

“A consequência é que eles estão sendo abandonados e despejados nos resgates”, diz ela.

Aumento na taxa de abandono

Grupos de resgate de huskys siberianos dos EUA e do Reino Unido observam um aumento significativo no número de cães da raça abandonados que precisam de casas desde 2011, quando Game of Thrones estreou.

“Se eles têm algum tipo de identificação quando entram, eles geralmente vêm com os nomes de lobos da série [Game of Thrones]”, diz Swanda, referindo-se aos nomes dos personagens lobos medonhos no show: Ghost, Nymeria, Summer , Shaggydog, Grey Wind e Lady.

Em 2009, quando Angelique Miller se juntou à NorSled, um grupo de resgate localizado no norte da Califórnia, ela disse que a equipe era capaz de acompanhar o número de huskys mantidos nos abrigos locais. Mas desde que Game of Thrones começou a ser exibida em 2011, o número de huskys que entraram no abrigo de NorSled dobrou.

E isso não inclui os inúmeros telefonemas e e-mails que ela recebe todos os dias das pessoas que querem devolver seus huskys. “Não podemos nem mesmo começar a acompanhar a demanda”, diz ela. “A situação está fora de controle.”

É uma tendência que se repete nos resgates de husky em todo o país e no exterior. O maior grupo de resgate de cães do Reino Unido, o Dogs Trust, diz que entre 2010 e 2018, o número de huskys que chegaram aos seus cuidados aumentou em 420%. Em um comunicado de imprensa, o grupo atribui a dramática ascensão à popularidade de Game of Thrones.

Efeito midiático

Dan O’Neill, veterinário e professor sênior em epidemiologia de animais de companhia no Royal Veterinary College em Londres e fã da série quando questionado sobre o fenômeno causado pelo aumento na demanda de “cães lobo”, se diz preocupado com o destino desses animais.

O especialista se pergunta o que vai acontecer com todos esses huskys quando Game of Thrones acabar no final deste mês. “O valor da novidade desaparecerá”, diz ele. Aqueles criadores que estão se tornando rapidamente lucrativos podem ver uma redução na demanda. “E então você tem a questão do que acontece com todos esses cães?”

thrillist

Foto: thrillist

“Quando você traz um cachorro para sa vida por causa do que vê na televisão, você está tratando o cão como um acessório. Você esta querendo a imagem que carrega em sua mente.”

Na realidade, ele diz, “eles são seres vivos e conscientes que podem ser um membro maravilhoso da família”, mas é preciso responsabilidade e acima de tudo dedicação e amor.

ONGs, pesquisadores, artistas e políticos assinam manifesto contra a caça a animais

Instituições da sociedade civil, técnicos, pesquisadores, artistas e políticos assinaram um manifesto contra projetos de lei que visam liberar a caça a animais silvestres no Brasil.

O manifesto lembra que existem atualmente quatro propostas na Câmara dos Deputados que querem liberar a caça. “Todas elas ignoram o Princípio da Dignidade Animal (art. 225, §1º, VII, da Constituição Federal de 1988), e de que animais são seres sencientes (Tratado de Amsterdã, 1999 e Declaração de Cambridge, 2012), não podendo ser
tratados como meras coisas ou mercadorias que podem ser mortos para diversão ou comercialização”, diz o documento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

De acordo com o manifesto, os projetos contrariam a opinião da maioria da população brasileira, que é contra a caça. “Em 2003, o PNUD/IBAMA realizou a mais abrangente pesquisa para aferir o que pensa o brasileiro sobre a caça. Denominada “Pesquisa de Opinião Pública – Utilização de Animais Silvestres”, envolveu um público aleatório de 1.676 pessoas, nas 27 unidades federativas brasileiras, totalizando 81 (oitenta e uma) cidades (incluindo todas as capitais dos estados brasileiros). Os entrevistados em momento algum souberam que o contratante era o IBAMA, para não influenciar nos resultados. Uma das perguntas do questionário, a ser respondida com “sim” OU “não”, foi a seguinte: “Deve ser permitido caçar animais?”. O resultado apontou que dos pesquisados, 1.521/1.676 (90,8%) são contra a caça, 92/1.676 (5,5%) são favoráveis e 63/1.676 (3,7%) não souberam ou não responderam”.

O documento expõe também a existência de “diversas outras manifestações da sociedade civil, do Ministério Público e da população foram realizadas, demonstrando a ampla rejeição aos projetos que pretendem liberar a caça, especialmente o PL 6.268/2016”, como as “cerca de 400 mil assinaturas eletrônicas (nas plataformas Change, Avaaz e outras) já foram coletadas contra o referido PL, sendo a mais conhecida a da Change.

Os responsáveis pelo manifesto também expuseram argumentos contrários à caça, dentre eles, o fato da fauna brasileira ser de alta biodiversidade e de baixa densidade populacional por espécie, o alto endemismo da fauna e a possibilidade de grande instabilidade nas populações faunísticas serem causadas pela caça, a falta de recursos humanos, logísticos e financeiros dos órgãos fiscalizadores e o risco de animais de outras espécies serem mortos pelos caçadores.

“A eventual aprovação destes PLs e a liberação da caça no Brasil também acarretará em implicações na
diminuição da geração de renda e empregos com atividades de turismo da natureza, bem como ameaças à
segurança pública e privada. Os biomas brasileiros atraem turistas do mundo todo. Caso seja liberada a caça,
haverá um declínio drástico da fauna em locais turísticos, como Amazônia e Pantanal Mato-grossense, e uma
consequente redução de turistas e de divisas para o país”, afirma o documento.

No texto, consta também o estímulo à violência, inclusive de crianças, por parte da prática da caça. “Ademais, a segurança àqueles que frequentam áreas naturais pode ser drasticamente afetada. Em uma rápida procura no Google é possível encontrar notícias sobre acidentes com caçadores ou terceiros (trabalhadores rurais, pesquisadores em atividades de coleta de campo, observadores de aves e trilheiros da natureza), vítimas de acidentes com armas e armadilhas durante caçadas”, afirma. “Na França, por exemplo, durante a temporada de caça 2017-2018, o Office National de la Chasse et de la Faune registrou 113 acidentes, incluindo 13 mortes (3 dos mortos não eram caçadores). Em 2013, mais de 7.000 americanos estiveram envolvidos em acidentes de caça”, completa.

O documento trata também do aumento da violência no campo, “uma vez que naturalmente haverá
conflito de interesses entre proprietários rurais que não desejam a atividade em suas propriedades”.

Por fim, o manifesto lembra que os cachorros explorados para caçar animais silvestres também sofrem maus-tratos. “A cada ano, cerca de 50 mil galgos são descartados na Espanha ao final da temporada de caça, que se encerra sempre no fim de fevereiro. Segundo a organização SOS Galgos, os cães são abandonados ou mortos pelos próprios caçadores – com tiros, amarrados em trilhos de trem, enforcados, degolados, queimados vivos ou lançados em poços de onde são incapazes de sair”, reforça.

Confira o manifesto na íntegra clicando aqui.

ONGs de proteção animal lutam contra concursos de caça no Canadá

A ONG Bears Matters (“Ursos importam”, em tradução livre) tem travado uma batalha contra os concursos de caça no Canadá. Apesar do país apostar em pautas progressistas no que se refere a causas sociais, em relação aos direitos animais o governo ainda demonstra atraso e descaso.

Foto: Tahoe Beetschen

De acordo com a entidade, três concursos de caça são realizados no estado de British Columbia. Um deles envolve, inclusive, uma recompensa de 500 dólares por cada lobo assassinado por um caçador. As informações são do portal Hypeness.

Além da Bears Matters, outras ONGs se uniram à luta contra a caça. Para pedir o fim dos concursos, 54 grupos de defesa dos direitos animais escreveram uma carta aberta, que foi enviada ao ministro do departamento de Florestas, Terras e Recursos Naturais canadense, Doug Donaldson.

Um dos argumentos utilizados pelos grupos de proteção animal no documento é a violação das diretrizes que protegem a vida selvagem que ocorre na realização dos concursos de caça em British Columbia.

O apelo, no entanto, não obteve sucesso. A resposta do ministro foi de que as regras atuais não impedem que esses eventos sejam realizados, desde que os caçadores sejam licenciados e obedeçam a todas as leis.

Ambientalistas e defensores dos animais classificaram a resposta do ministério como inaceitável e iniciaram uma petição contra os concursos de caça, que foi aberta na plataforma Change.Org. O objetivo é conseguir 25 mil assinaturas. Até o fechamento desta matéria, mais de 21 mil pessoas já haviam aderido ao abaixo-assinado.