Tucanos mantidos em cativeiro em condições precárias são salvos no RS

Três tucanos vítimas do tráfico de animais foram resgatados pela Polícia Civil na quinta-feira (4) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foram salvos também um papagaio, 12 caturritas, duas iguanas e um Loris Molucano, espécie de pássaro.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os animais foram encontrados em dois endereços diferentes, nos bairros Parque Universitário e Estância Velha. De acordo com a delegada Marina Goltz, os resgates foram realizados devido a ordens judiciais e fazem parte da operação Voo Livre, que tem o objetivo de coibir crimes contra aves silvestres.

“O tutor dos tucanos, além de mantê-los em cativeiro, ainda expunha à venda os mesmos em redes sociais”, disse a delegada. As informações são do portal G1.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Os traficantes assinaram um termo circunstanciado de ocorrência e vão responder por crime ambiental, que tem como pena detenção de 6 meses a um ano. No entanto, por ser uma infração de menor potencial ofensivo, os acusados não costumam ser condenados à prisão, tendo a pena substituída, por exemplo, por prestação de serviços comunitários.

O homem que estava com os tucanos não responderá apenas pelo tráfico, mas também por maus-tratos a animais. As aves eram mantidas em condições precárias, segundo a polícia.

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama ficará responsável pelos animais.

Morre cachorro baleado durante operação policial no Rio de Janeiro

O cachorro que foi baleado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade da Vila Aliança, em Bangu, no Rio de Janeiro, morreu nesta sexta-feira (29). Moradores afirmam que o responsável por atirar no animal foi um policial que se irritou após outro cachorro latir.

Guilherme, como era chamado o cão, chegou a ser levado à Fazenda Modelo, onde foi operado na quarta-feira (27) e recebeu uma transfusão de sangue. Apesar disso, ele não resistiu aos ferimentos. As informações são do G1.

Foto: Arquivo pessoal / Morador da Vila Aliança

De acordo com a veterinária Dahyam Vieira, da Prefeitura do Rio, que fez o primeiro atendimento ao animal, contou que ele foi socorrido pelo próprio tutor.

“Ele tinha perdido muito sangue. O sinistro aconteceu às 8h e ele chegou no posto por volta das 10h. Já tinha perdido bastante sangue quando chegou para a gente”, disse a veterinária.

Dahyam afirmou que foi necessário amputar uma das patas do cachorro porque o osso estava destruído e o animal continuava a perder sangue, motivo que fez com que fosse necessária uma transfusão sanguínea.

“Uma clínica forneceu uma bolsa e a gente conseguiu um cachorro doador”, disse Dahyam.

O presidente da Comissão de Defesa Dos Animais da Câmara Municipal do Rio, Luiz Carlos Ramos Filho, pediu que as investigações sobre o caso sejam feitas com rigor.

“É uma crueldade que precisa ser investigada e rigorosamente punida, para que não se repita”, lamentou vereador Luiz Carlos Ramos filho.

Testemunhas afirmam que se protegiam de um tiroteio em um ponto de kombis, onde dois cães conhecidos na comunidade costumam ficar: Guilherme e Orelha. Ao ver um policial abordar abruptamente os rapazes, Orelha teria latido. Por isso, o policial se irritou e efetuou um disparo, que acertou Guilherme.