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SeaWorld anuncia que servirá refeições veganas em evento anual

O SeaWorld Orlando acaba de anunciar detalhes de seu Seven Seas Food Festival, um evento anual realizado pela empresa que reúne várias bandas e culinárias. De acordo com o site, serão servidas refeições veganas aos visitantes do festival.

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Foto: Getty Images

O Seven Seas Food Festival deste ano incluirá pratos veganos como tostadas de abacate, barras de cereais e bebidas alcoólicas veganas. Até mesmo a popular marca de alimentos veganos Impossible Foods venderá seus produtos no evento.

O SeaWorld é conhecido por sua extrema negligência e abuso aos animais, mantendo-os em cativeiros minúsculos, isolados de outros animais, negando-lhes cuidados médicos e forçando-os a realizar truques para o entretenimento humano. Os animais dos parques SeaWorld exibem sinais de estresse severo, como nadar em pequenos círculos repetitivos e tentar morder as paredes do cativeiro.

Inúmeros animais morreram nas instalações do SeaWorld, muitos prematuramente, como a orca de três meses de idade chamada Kyara, bem como outras baleias, pinguins, ursos polares, golfinhos e tubarões.

Após o lançamento do famoso documentário “Blackfish”, que expôs a crueldade e os casos de maus-tratos que ocorrem no parque, as vendas de ingressos do SeaWorld caíram em 175,9 milhões de dólares. Várias organizações, incluindo o Animal Welfare Insitute e a Whale and Dolphin Conservation, entraram com uma ação judicial contra a falta de relatórios da necropsia da orca no SeaWorld, que devem detalhar a causa da morte dos animais. Além disso, o parque foi forçado a pagar 5 milhões de dólares depois de ter sido acusado de fraude contra seus investidores, mentindo sobre o real impacto que o documentário “Blackfish” teve sobre seus índices de visitantes e receita.

A exposição das práticas do parque temático levou várias organizações a cortar os laços com o SeaWorld, como a empresa de viagens Thomas Cook, o clube automotivo AAA Arizona e as grandes companhias aéreas WestJet e Air Canada.

Nota da Redação: o veganismo não é apenas uma dieta, mas um princípio a ser seguido. Ser vegano é uma questão política, é dar voz aos que não podem falar por si próprios. Nenhum vegano pode apoiar esse tipo de estabelecimento, onde ocorre a exploração de animais para o entretenimento humano, além dos graves casos de maus-tratos frequentemente noticiados.

Morre Kayla, mais uma orca em cativeiro do SeaWorld

Os escândalos envolvendo o SeaWorld são comuns ao longo dos anos. Mortes dos animais e de treinadores, denúncias de maus-tratos e protestos fizeram a popularidade do parque despencar e, em 2016, eles afirmaram que encerrariam o programa de orcas em cativeiros, mantendo apenas aquelas já existentes.

Morte misteriosa: a orca Kayla adoeceu no sábado (26) e morreu ontem (28).

Mortes prematuras têm ocorrido com frequência e forma suspeita. Tilikum, Kasatka e Kyara, neta de Tilikum, morreram supostamente de infecções pulmonares e os registros para o NMFS (obrigatórios quando as orcas morrem) não foram emitidos.

Infelizmente, ontem mais uma orca morreu no SeaWorld da Flórida, dois dias depois de adoecer. Kayla tinha apenas 30 anos e nasceu em cativeiro.

Kayla, na foto, morreu durante a madrugada, por volta das 12h15.

A morte dela continua sendo um mistério, já que as autoridades do SeaWorld dizem que a causa não será conhecida até que uma autópsia seja realizada.

Segundo eles, Kayla começou a mostrar sinais de desconforto no sábado, e os veterinários começaram a tratá-la com base no que encontraram em um exame físico.

Funcionários do parque dizem que sua condição piorou no domingo e ela não resistiu, morrendo por volta das 12h15 da madrugada de ontem (28).

Hipocritamente, o parque escreveu sobre a morte da orca: “Toda a família do SeaWorld está profundamente entristecida com a perda. Embora hoje seja um dia difícil para todos nós no SeaWorld, Kayla inspirou gerações de convidados e funcionários a se preocuparem e aprenderem mais sobre essa incrível espécie.”

Não existe preocupação com estes animais uma vez que, cruelmente, eles são retirados da natureza ou reproduzidos em cativeiros. Pela ganância humana eles são explorados por toda a vida em tanques minúsculos, forçados a realizar truques com privação de comida e estressados por multidões gritando e aplaudindo os terríveis espetáculos.

Especialistas disseram que morrer aos 30 anos é “não normal”, já que as orcas vivem na natureza em média 50 anos mas podem atingir 80 ou 90.

“É possível que as outras orcas possam ser afetadas socialmente por sua morte “, disse o SeaWorld em comunicado. “No entanto, não prevemos nenhum problema de saúde física entre as outras orcas.”

Kayla foi a segunda orca mais velha nascida em cativeiro, a Dra. Naomi Rose, uma cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, disse ao Orlando Sentinel.

Para uma orca, “30 é primordial da vida”, disse Rose. “É como ser uma mulher de 30 anos de idade. Morrer aos 30 anos não é normal”. As informações são do Daily Mail.

A idade média orcas na natureza é de 50 anos depois de sobreviverem aos primeiros seis meses de vida, quando estão mais vulneráveis. No entanto, sabe-se que as orcas vivem até 80 ou 90 anos de idade.

Kayla estava entre as últimas orcas no parque SeaWorld, em Orlando, bem como nos parques na Califórnia e no Texas.

Ainda existem tem 20 orcas em seus parques. Agora, são cinco em Orlando, cinco em San Antonio e dez em San Diego.

 

 

Empresa descumpre promessa de encerrar vendas para parques com cativeiros

Protestos, revelações e episódios lamentáveis com orcas e outros animais marinhos em cativeiros aumentada a consciência das pessoas em relação a estes animais.

Baleia Beluga.  Foto: Shutterstock.com

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. O parque está saindo da moda e a venda de ingressos caiu. Infelizmente, outras empresas continuam lucrando com a exploração destes animais

A Thomas Cook, um dos principais grupos de viagens de lazer do mundo, foi a primeira empresa de viagens internacionais a anunciar a eliminação das vendas para destinos que lucram com orcas em cativeiro. Apesar disto, a empresa continua a apoiar a terrível indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em parceria com investidores que exploram belugas e golfinhos.

A Fosun, uma empresa de investimentos chinesa, possui 11% das ações da empresa de viagens Thomas Cook, construiu um resort de luxo chamado Atlantis Sanya, localizado na ilha de Hainan, na China . As informações são do World Animals News.

Foto: Depositphotos

O resort abriu suas portas em maio de 2018 e tem duas atrações marinhas no local para clientes: o Aquário de Câmaras Perdidas, que abriga  baleias belugas e é gratuito para todos os hóspedes do hotel; e por uma taxa extra, os clientes podem nadar com golfinhos, no Dolphin Cay .

Além de viver em um ambiente antinatural, onde eles são usados ​​para entretenimento, a maneira como esses cetáceos foram tirados de suas casas e famílias também é trágica. As baleias beluga foram capturadas na Rússia, e os golfinhos nariz-de- garrafa e brancos foram tirados em uma caçada em Taiji, no Japão, uma área conhecida pela morte em massa de golfinhos do filme, The Cove .

Enquanto a Thomas Cook está abandonando as instalações do SeaWorld e do Loro Parque, está promovendo  simultaneamente  a indústria de parques marinhos na China através de sua parceria com a Fosun.

 

Família de orcas é vista nadando em alto mar com um lindo filhote

Em meio a tantas cenas lamentáveis de poluição, sofrimento e morte nos oceanos, uma nova imagem trouxe alegria e esperança para a vida marinha.

Foto: Center Whale Research

Emissoras de TV em Seattle, nos Estados Unidos, transmitiram imagens aéreas ao vivo, no dia 10 de janeiro, de vários grupos de baleias orcas, em Puget Sound.

Para a surpresa de todos, foi possível observar um pequeno filhote entre eles”, informou o Center for Whale Research (CWR).

“A pesquisadora do CWR, Melisa Pinnow, viu que indivíduos da Lp, que vivem no noroeste do Pacífico, estavam em um dos grupos com um novo bebê”.

Foto: Center Whale Research

Os pesquisadores foram para o mar para investigar a pequena baleia e descobriram que uma orca de 31 anos, L77, também conhecida como Matia , deu à luz pela primeira vez desde 2012. O bebê, L124, é uma linda menina.

“Quando soube do nascimento deste filhote, fiquei tão feliz!”, disse Barbara J. King, professora de antropologia do College of William & Mary e autora de “How Animals Grieve”, ao The Dodo.

Foto: Center Whale Research

Isso não significa que elas estejam fora de perigo. No ano passado, as orcas residentes do sul (SRKW), que incluem J Pod , K Pod e L Pod, ganharam manchetes internacionais quando uma desesperada mãe orca foi vista carregando o cadáver de seu filhote recém-nascido por 17 dias, como um luto antes de finalmente deixá-lo partir.

As orcas lutam para diariamente sobreviver, porque a sobrepesca e o represamento dos rios extinguiram salmão Chinook, sua principal fonte de alimento.

As pessoas estão otimistas com a sobrevivência da L124 que, brincalhona e cheia de energia, nadou ao lado de L25, a mais antiga orca que vive em todas as três regiões, nascida  em 1928.

Mas existem também uma séria preocupação com outra duas orcas srkw que parecem estar morrendo de fome e Barbara J. King recomenda: “Espalhe o risco de extinção das orcas para sua família, amigos, jovens e qualquer pessoa, cara a cara ou nas redes sociais, e peça que parem de comer salmão Chinook, a comida que essas orcas dependem para viver “.

“Pessoas em todo os EUA e Canadá estão torcendo para que este bebê consiga viver, para o bem da L77, a mãe, para a população como um todo, e de fato para todos nós”, acrescentou  King.