Coala órfão ganha bicho de pelúcia que simula ser sua mãe

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um bebê coala e sua mãe caíram de uma árvore de uma madeireira na Austrália. O filhote quebrou um dos braços e a mãe, infelizmente, faleceu. Ele foi levado ao Werribee Range Zoo, onde está recebendo tratamento.

Os coalas são marsupiais, ou seja, as fêmeas possuem uma pequena bolsa onde o filhote permanece até crescer e se desenvolver. O pequeno bebê tem apenas meio quilo e 150 dias, e ainda deveria estar na bolsa de sua mãe. Normalmente os filhotes nessas condições não têm uma grande taxa de sobrevivência sem suas mães.

Mas o bebê está lutando bravamente, mesmo com o mini-gesso que teve que ser colocado em seu braço (quebrado na queda da árvore). Um coala de pelúcia também foi dado a ele para simular sua mãe, já que vínculo e companhia são duas coisas muito importantes para coalas dessa idade.

O pequeno coala usando um gesso menor ainda e abraçado no coala de pelúcia

Foto: PR image

Frequentemente coalas resgatados são presenteados com brinquedos para ter um maior conforto e aprender a se pendurar como fariam se estivessem com suas mães.

Estima-se que o pequeno animal será liberado na natureza daqui um ano, quando estiver forte o suficiente para ser reintroduzido em seu habitat.


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Filhote de lobo-guará debilitado e órfão é resgatado em fazenda

Um filhote de lobo-guará foi encontrado na segunda-feira (29) na Fazenda Ecológica, em Paraíso do Tocantins (TO). Debilitado, ele foi resgatado pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) para que pudesse receber tratamento veterinário.

Foto: Polícia Militar

A Polícia Ambiental foi informada sobre o animal por um funcionário da fazenda que encontrou o filhote em meio ao posto, sem a mãe. As informações são do Jornal do Tocantins.

Como estava com estado de saúde frágil, o filhote foi resgatado por uma equipe do BPMA e levado para a sede do Batalhão, localizada na cidade de Palmas.

O animal silvestre ficará sob a responsabilidade do Centro de Fauna do Tocantins (Cefau). Ele receberá cuidados médicos e será submetido a um processo de reabilitação.

 

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Bebês morcegos são resgatados, alimentados e enrolados em cobertores

Por Rafaela Damasceno

Os morcegos não possuem estrutura para suportar o calor extremo. Eles são muito sensíveis ao sol e são suscetíveis à insolação. Quando as temperaturas são muito elevadas, podem morrer em seus abrigos ou até mesmo no ar. Nova Gales do Sul, na Austrália, registrou temperaturas de 44°C, e mais de 100 filhotes de morcego ficaram órfãos antes que pudessem aprender a sobreviver por conta própria.

A Conservação e Resgate de Morcegos interviu, resgatando os bebês sobreviventes. Eles foram levados pelos voluntários até clínicas de reabilitação e cuidados, onde ficarão até estarem prontos para voltar à vida selvagem.

Três filhotes de morcego enrolados em cobertores, parecendo burritos

Imagem ilustrativa | Foto: People

É extremamente importante que o resgate seja feito por profissionais capacitados, já que os animais necessitam de cuidados apropriados que não podem ser realizados por qualquer um. Os voluntários pedem para que as pessoas não tentem resgatá-los por conta própria, já que mesmo a melhor das intenções pode resultar na morte dos filhotes.

Depois de resgatados e levados para um local seguro, os bebês foram aquecidos e alimentados. Os mais de 100 morcegos necessitam de cuidados 24 horas por dia.

Um vídeo divulgado pelo centro de Conservação e Resgate de Morcegos mostra os filhotes enrolados em cobertores, recebendo carinhos. Os voluntários trabalham para que eles tenham o melhor tratamento, cresçam fortes e saudáveis e sejam reabilitados na natureza.


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Filhote de rinoceronte órfão acolhido por santuário adora que cocem sua barriguinha

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

As imagens flagram o momento divertido em que um rinoceronte órfão chamado Beckham, cuja mãe foi morta por caçadores, se delicia ao ter sua barriga coçada por uma funcionária do santuário.

O vídeo foi filmado no Rhino Orphanage (Orfanato de Rinocerontes), em Pretória, na África do Sul, e mostra a estudante de veterinária e também funcionária Jamie Traynor, junto ao animal.

Ela é vista sentada ao lado de Beckham, de um ano de idade, que fica em pé perto dela enquanto a funcionária esfrega a barriga do filhote e sorri para a câmera.

Traynor então ri e beija a bochecha de Beckham enquanto ele move o rosto para perto do dela em uma reação de carinho e intimidade.

O filhote reage ao beijo, pressionando o rosto contra o de Traynor com mais firmeza, e ela ri novamente enquanto permanece esfregando sua barriga.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Finalmente, ela diz para Beckham, “obrigado”.

A estudante de veterinária enviou o vídeo do rinoceronte bebê para sua página no Instagram em 10 de julho, mas as imagens foram filmadas em 27 de junho.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Ela disse: “Beckham chegou ao orfanato no ano passado depois que sua mãe foi morta por caçadores”.

Um usuário da rede respondeu dizendo: “Oh meu Deus! Ele é tão fofo! Eu definitivamente daria a Beckham algumas coçadinhas também.

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Cão resgatado adota potrinho recém-nascido órfão

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Com apenas 9 dias de vida, um potrinho chamado Tye perdeu sua mãe. Mas naquela mesma noite ele ganhou um amigo inesperado – um cão da raça pastor australiano chamado Zip.

Embora todos dividissem o mesmo lar, Zip nunca mostrou muito interesse em seus irmãos cavalos. “Sempre há potros nascendo por aqui todos os anos, ele dava uma espiada rápida para a porta do local onde ficam os animais e apenas olhava para eles e se afastava”, disse Karla Swindle, a mãe de Zip, ao The Dodo.

Mas naquela noite fatídica em março, era como se o cão resgatado, de 5 anos, soubesse que ele era necessário naquela situação.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

A mãe de Tye ficou doente dias após o parto e, apesar do tratamento, ela rapidamente piorou. Quando as coisas pareciam mais tristes para a mãe e o bebê, Karla permaneceu ao lado deles. Como sempre, o Zip acompanhava sua tutora.

“Eu passei a noite toda no celeiro cuidando do cavalo recém-nascido e da mãe, esperando que com minha presença eu pudesse ajuda-la,” Karla disse. “Zip ficou comigo no canto do celeiro a noite toda – o potro estava deitado no ali no cantinho, e ele apenas ficou lá ao lado do potrinho”.

“Ele estava choramingando e ganindo”, acrescentou Karla. “Você poderia dizer que Zip sabia que algo estava errado naquela noite.”

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Na manhã seguinte, Tye perdeu sua mãe, mas ele não estava sozinho.

Zip insistiu em ficar o tempo todo ao lado do cavalo recém-nascido, confortando o pequeno animal com sua presença. Quando Zip estava por perto, Tye estava relaxado e feliz. “Pareceu-me que o potro sabia que o cão estava tentando ajudá-lo”, disse Karla, “o que é tão bonito e comovente de se ver”.

Por seis semanas, Zip não deixaria Tye fora de sua vista. Sempre que Karla ia alimentar o potro, Zip era o primeiro na fila para saudar o pequeno cavalo. “Toda vez que eu ia para o celeiro, Zip corria e ficava na frente da porteira esperando que eu chegasse lá”, disse Karla. “Ele me batia e chegava primeiro ao celeiro primeiro todas as vezes”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

“Assim que eu abria a porta, ele quase me derrubava antes que eu pudesse entrar”, ela acrescentou. “Se o potro estivesse deitado, ele ia até lá e deitava a cabeça nele carinhosamente”.

Com o passar dos meses, Tye engordou rapidamente, tornando-se um jovem e saudável cavalo – em parte graças ao pai adotivo.

Agora, Tye passa a maioria dos dias no pasto com sua irmã mais velha, que está ensinando-lhe os prós e contras de ser um cavalo. E enquanto Zip ainda acompanha Karla até o celeiro, ele não implora mais para ir ao estábulo para ver Tye.

“O potro está um pouco rude agora”, disse Karla, “exaltado, tentando brincando, então Zip meio que fica longe dele agora”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

O pai orgulhoso entende que Tye precisa testar sua independência, e isso não torna o relacionamento deles menos especial.

“Você pode ter certeza que quando o potro precisava do Zip, o cão estava lá para ele o tempo todo”, disse Karla. “E agora que Zip sabe que o potro está bem, então eles seguiram caminhos separados”.

Mas parece que o pequeno cavalo abriu um espaço no coração do cachorro mais velho – espaço que ele já encheu com outro bebê.

“Ele ama minha neta”, disse Karla. “Sempre que ela vem aqui, ele vai diretamente para ela. Ele a trata como ele fez com o potro. Ele só gosta de estar perto dela”.

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Elefantes órfãos ganham vida nova graças ao orfanato que os acolhe e reabilita

Quando Enkesha foi encontrada em Masai Mara, no Quênia, em 2017, a tromba do elefante bebê havia sido quase cortada pela armadilha de arame que ficou enrolada em volta dela.

A elefantinha estava com dor intensa e em risco de perder o membro tão necessário para sua alimentação e a sobrevivência.

Ela foi submetida a uma operação de três horas e muitos cuidados posteriores, mas, dois anos depois, a tromba da filhote se recuperou bem. Quando a equipe de reportagem da CNN a viu no orfanato de elefantes da Sheldrick Wildlife Trust, em março de 2019, ela está com o resto do pequeno grupo – não medindo mais que quatro pés de altura – atravessando o mato e puxando a folhagem com suas trombas ágeis.

Foto: NBC News

Foto: NBC News

A armadilha que colocou em perigo a Enkesha é uma das mais de 150 mil ameaças removidas pela ONG desde que a entidade formou sua primeira equipe de remoção de armadilhas em 1999, como parte de seu trabalho contínuo para a proteção e conservação de habitats silvestres e selvagens no Quênia.

O orfanato de elefantes no Parque Nacional de Nairobi é o mais famoso dos nove programas da entidade. Fundado em 1977, foi a primeira organização do mundo a conseguir criar órfãos dependentes do leite de mamadeira e reintegrá-los de volta à natureza.

Como criar um elefante

“Com a ajuda do berçário que temos aqui, criamos mais de 244 elefantes”, disse Angela Sheldrick, diretora executiva da entidade, à CNN. Elefantes órfãos em consequência da caça, destruição de habitats e conflitos entre humanos e animais selvagens são resgatados pelas equipes de resgate e mantidos pelos cuidadores do orfanato.

“Quando você pega um filhote de elefante para criar, é um projeto de longo prazo”, explica ela, porque “suas vidas refletem as nossas próprias”. Um elefante de um ano é tão vulnerável e necessitado de cuidados quanto uma criança humana.

Foto: Siyabona

Foto: Siyabona

“Atualmente, temos 93 elefantes dependentes do leite de mamadeira”, diz ela. “Eles ficam conosco aqui no berçário nos primeiros três anos de vida. Depois que envelhecem, eles precisam de exposição aos grupos selvagens, porque no fim das contas, todo elefante que criamos volta para vida selvagem. Nós apenas os conduzimos pelos anos difíceis em que eles ainda dependem do leite”.

Leva tempo e paciência para ensiná-los a viver de forma independente. Diz Sheldrick. “Como nossos próprios filhos, eles não voam do ninho rapidamente. Eles precisam ter essa confiança.” O processo leva cerca de cinco anos, mas os ex-alunos do berçário estão florescendo. Existem agora cerca de 150 órfãos reabilitados, com 30 filhotes conhecidos vivendo por sua conta já.

O orfanato também “criou a mão” 17 rinocerontes. Um dos moradores mais populares do local é Maxwell, um rinoceronte que nasceu cego e depois foi rejeitado por sua mãe. Ele está em seu berçário que também sua “casa definitiva” desde 2007.

Alegres e divertidos

A entidade foi fundada há mais de 40 anos pela mãe de Angela, Daphne Sheldrick, em memória de seu falecido marido, o conservacionista David Sheldrick. Daphne faleceu no ano passado, enquanto a fundação é gerida por Angela desde 2001.

“Minha mãe foi uma pioneira, ela foi a primeira pessoa no mundo a criar um elefante bebê”, diz Sheldrick. “Foi difícil. Não se tinha a Internet; não se tinha o benefício de alguém ter feito isso antes. É impressionante o quão longe chegamos”.

Foto: National Geografic

Foto: National Geografic

O cuidador de confiança de Angela, Edwin Lusichi, está no berçario há 20 anos. Ele disse à CNN que trabalhar com elefantes é “importante, alegre e divertido, e você se sente relaxado ao lado deles”.

“É lamentável que o motivo deles terem ficado órfãos sejam os seres humanos”, acrescenta Edwin.

É nossa responsabilidade cuidar de nossos semelhantes, pelo o nosso planeta e para o futuro. “Nossos jovens nunca poderão vê-los se não os protegermos agora”, diz ele.

Nunca se esqueça

A fundação é aberta ao público por uma hora por dia, para que os visitantes possam conhecer os elefantes e aprender sobre as ameaças que a espécie enfrenta.

Órfãos podem ser adotados a partir de 50 dólares por ano e seus “pais” adotivos podem desfrutar de uma hora extra de visitas à noite.

Lusichi liderou o tour na noite que a reportagem da CNN visitou o local, apresentando os 21 elefantes, dois rinocerontes e uma girafa que residem no terreno da ONG.

Os elefantes adultos seguem em frente com suas vidas novas no Parque Nacional Tsavo East, o maior parque nacional do Quênia, mas o vínculo com aqueles que os criaram não está perdido.

“Eles nunca esquecem a bondade e o amor de que foram alvo e querem voltar”, diz Sheldrick.

“Os elefantes do sexo masculino menos que os demais pois eles viajam grandes distâncias e se tornam mais independentes – mas os grupos femininos são todos unidades familiares unidas. Eles nunca esquecem aqueles que os criaram”.

Filhote de poucos dias sobrevive após a mãe ser atingida por flecha e morrer

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Dois cangurus foram atingidos por flechas, um deles era uma mãe carregando um filhote em sua bolsa. Ela sofreu ferimentos tão graves que teve que ser sacrificada.

A Rede de Proteção à Vida Selvagem Macedon Ranges foi chamada após um canguru do sexo feminino ter sido flagrada com uma flecha no peito no sábado em Greenvale (Austrália), cidade localizada a uma hora a noroeste de Melbourne.

A entidade de não conseguiu pegar o animal ferido, voltando no dia seguinte para tentar capturar e tratar o animal quando encontraram um canguru diferente também ferido, um macho com uma flecha nas costas.

O canguru macho só sofreu ferimentos leves, mas recebeu um sedativo e foi levado para tratamento.

As autoridades de proteção à vida selvagem, temem que os criminosos tenham atirado em mais animais, equipes de resgate e salvamento, continuaram as buscas na área.

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

A mãe canguru estava carregando um filhote que foi levado para ser cuidado do santuário da vida selvagem.

“É doentio e nos deixa incrivelmente tristes. Estes são atos deliberados e desnecessários de crueldade ”, disse Mel Fraser, da Macedon Ranges Wildlife Network.

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

“Eu já estive envolvida em casos de flechas atingindo animais antes. Nossa equipe não é nova nisso, mas nunca fica mais fácil ”, disse ela.

O comportamento doentio e criminoso vem a tona apenas duas semanas depois de um canguru ser encontrado decapitado em Adelaide.

Outro canguru foi encontrado em Sydney com uma flecha na cabeça em dezembro do ano passado.

A polícia de Victoria disse estar conduzindo uma investigação sobre os ataques.

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Outro caso de mãe morta por flechada deixando filho órfão na Austrália

Também na Austrália, e vítima de uma flecha, um gambá do sexo feminino teve que ser sacrificado deixando seu filhote órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana.

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Homem pula no rio congelado para salvar filhote de urso que se afogava

Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Quando Elijah Barkley saiu para uma viagem de pesca com alguns amigos e familiares em West Virginia (EUA), ele nunca imaginou que acabaria salvando uma vida.

Mas foi exatamente isso o que ele fez.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Na viagem de volta para o acampamento seguindo pelo rio de águas geladas, Barkley foi parado por um guarda florestal acompanhado por um especialista em ursos. Eles pediram que ele ficasse alerta a um urso jovem e solitário na área.

O filhote era órfão, aparentemente tendo perdido a mãe – e com base em avistamentos recentes, estava se saindo muito mal por conta própria, inexperiente e sozinho o animal provavelmente estava confuso e faminto.

Pouco depois de continuar seu caminho, contudo, Barkley avistou o urso em questão.

“Ele parecia estar completamente exausto e desgastado ou algo estava errado, porque chegamos perto dele e ele não se mexeu”, disse Barkley ao The Dodo. “Ele meio que só ficou lá.”

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

O patrulheiro florestal e o especialista de ursos ainda estavam na vizinhança, de modo que Barkley fez sinal para o local na beira do rio, onde o filhote parecia estar à beira de um colapso.

O especialista em ursos, Joel Rosenthal, dirige um centro de reabilitação de animais selvagens chamado Point of View Farm. Ele estava tentando rastrear o filhote solitário a fim de levá-lo para suas instalações e salvá-lo.

Acontece que Barkley encontrou o filhote no momento certo.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Antes que Rosenthal tivesse a chance de sedá-lo, as patas do filhote cederam bem debaixo dele enquanto os dois homens tentavam atravessar o rio. Exausto demais para levantar a cabeça da água, o filhote estava começando a se afogar.

Com o filhote se afastando rio abaixo, e a mercê da morte aparentemente iminente, Barkley decidiu entrar em ação.

“Eu vi a cabeça dele afundar debaixo d’água, e foi aí que tomei a decisão instintiva de correr atrás do urso”, disse ele.

“Minha mente estava tão focada, pensando exclusivamente em chegar àquele urso o mais rápido que na hora não pensei nos risco”.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Barkley atravessou as pedras escorregadias da beira do rio e pulou na água gelada – nadando em direção ao filhote antes que fosse tarde demais.

“Eu o alcancei rapidamente e imediatamente peguei o urso pela nuca”, disse Barkley.
Ele então arrastou o filhote para a praia.

Por vários momentos, o jovem urso permaneceu sem vida, desacordado – mas então ele lentamente começou a despertar. Barkley havia chegado até ele a tempo.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

“Eu imediatamente o levei para [Rosenthal] para que ele pudesse checar a situação do bebê”, disse Barkley.

O urso, agora salvo, foi tranqüilizado e envolto em toalhas enquanto dormia no caminhão do cuidador de ursos.

O heroísmo das ações de Barkley impressionou àqueles que testemunharam a cena – mas ele está simplesmente apenas feliz por poder ajudar.

“Todos me agradeceram”, disse Barkley. “Eu nunca na minha vida pensei que faria parte de um evento assim. Acredito que fomos feitos para estar lá naquele momento no tempo certo”.

Agora, as coisas estão melhorando para o filhote.

O jovem urso está recuperando sua força sob os cuidados vigilantes de Rosenthal no centro de reabilitação – e provavelmente, voltará à vida selvagem em plena saúde nos próximos meses.

“Ele é muito pequeno e faminto, mas acreditamos que ele vai se sair bem”, disse Rosenthal ao The Dodo. “Ele vai ganhar peso e depois ser colocado em outro espaço com outros filhotes que chegaram ano passado e também perderam suas mães para caçadores. Esperamos poder libertá-lo ainda neste verão”.

Adolescente salva burrinho bebê órfão da morte e se torna sua mãe

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

É correto afirmar que Payton Dankworth nunca pensou que um dia ela se tornaria a mãe adotiva de um burro solitário – mas também é a mais puta verdade que este é um papel que ela está abraçando com todo o seu coração.

E sua bondade já mudou uma vida.

Duas semanas atrás, Dankworth, uma estudante do ensino médio do Texas (EUA), recebeu uma ligação de um amigo que mora em uma fazenda. Enquanto saiu para um passeio, ele encontrou um burro faminto e sozinho, que evidentemente foi abandonado pela mãe.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Incapaz de cuidar do bebê órfão, o amigo de Dankworth procurou ajuda.

“Ele perguntou se eu ao menos gostaria de tentar manter o burrinho vivo”, disse Dankworth ao The Dodo. “Ele me disse que o pequeno não estava com boa saúde e que provavelmente não conseguiria sobreviver a noite toda. Sou tão apaixonada pelos animais, e não havia como deixar o bebê morrer”.

Foi assim que Dankworth conheceu Jack.

A primeira noite de Jack na casa da adolescente foi realmente preocupante. Tudo que ela fez foi abraçar e cuidar do animal abandonado.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Dankworth ficou acordada a noite toda para se aconchegar a Jack e fazer com que ele sentisse seu corpo e sua presença, lentamente ela apresentava-lhe alguma comida, aos poucos, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.

Logo, um elo intenso e profundo começou a se formar. Jack encontrou seu lugar. “Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth.

“Jack me mostrou o quanto ele dependia de mim, e ele realmente dependia”, disse Dankworth. “Ele recebe uma mamadeira a cada duas horas, e quando eu o alimento isso só me faz bem, eu me sinto feliz de verdade”.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Graças a essas mamadas regulares e muito amor e carinho, Jack começou a florescer.

Agora, apenas algumas semanas depois de ser resgatado a beira da morte, o entusiasmo de Jack pela vida é incontestável.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Por mais improvável que possa parecer a princípio, Jack é agora um membro fidedigno da família de Dankworth.

“Ele está se encaixando muito bem” Dankworth disse. “Eu levo Jack para pessear comigo e ele também sai de carro comigo. Ele é como um cachorro e me segue em todos os lugares”.

Felizmente, embora a família de Dankworth não tenha pretendido adotar um burro, eles têm muito espaço em sua propriedade para acomodá-lo por toda a vida.

Mas Dankworth não mudou só o destino de Jack, como ele está ajudando a transformar a vida dela também.

Até recentemente, Dankworth não tinha certeza sobre o campo de estudo que gostaria de seguir depois de se formar no ensino médio.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Agora, como resultado de sua experiência salvando a vida de um burro bebê, ela gostaria de trabalhar ajudando outros animais como profissão.

“Jack realmente me inspirou a escolher essa profissão porque eu simplesmente amo animais”, ela disse.

“Ver o quão longe ele chegou – quando no início mal tinha força suficiente para ficar em pé enquanto agora corre atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa dele”.

“Somos inseparáveis”, conclui orgulhosa a mamãe de primeira viagem.

Bebê elefante encontra nova família após perder a mãe de forma trágica

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Quando o telefone destinado a atender e socorrer elefantes órfãos toca, a equipe do Projeto Orfanato de Elefantes na Zâmbia (África) prepara-se para receber notícias de algum elefante que perdeu a mãe, assustado e muitas vezes machucado.

Em 8 de agosto de 2017, o Centro de Elefantes Órfãos recebeu um chamado sobre um filhote do sexo feminino, frágil e desamparado, com apenas 16 meses de idade.

Ela havia sido cruelmente separada de sua família e privada de se alimentar do leite materno rico em nutrientes, alimento básico dos elefantes bebês, o que significava que ela estava fraca e vulnerável e precisava de ajuda urgente.

Em função dos incidentes causados pela caça terem sido relatados na mesma área durante o período em que o elefante surgiu, os funcionários do projeto deduziram que o filhote tenha perdido sua família e se visto sozinha e confusa por causa da ganância humana.

A equipe resgatou-a e transportou-a para o berçário de elefantes Lilayi em Lusaka – uma das instalações do Projeto Orfanato de Elefantes. Ela foi nomeada de Mkaliva. A vida de Mkaliva estava agora em mãos carinhosas e capazes.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

A órfã foi cercada de cuidados por humanos que lutavam para que ela vivesse. Mkaliva recebeu atendimento 24 horas por dia, enquanto seus níveis de energia caíam constantemente, mostrando como seu corpo estava lutando para lidar com o trauma físico e emocional que ela estava experimentando.

Dias se passaram enquanto a equipe se dedicava em recuperar a saúde da órfã. Aos pouco ela começou a se sentir mais confortável em seu novo ambiente e na presença de seus irmãos substitutos nas acomodações próximas a ela, tão perto que suas trombas podiam alcançar suas acomodações e tocá-la. Esses momentos ternos foram os primeiros compartilhados com sua nova família.

Assim que ganhou mais confiança, Mkaliva juntou-se à nova família nas caminhadas diárias, onde pode interagir com eles, passando a conhecê-los um pouco melhor. Os elefantes a receberam com carinho, encorajando-a a quebrar as barreiras e aproveitar a vida mais uma vez.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

O mini rebanho ficou bem perto um do outro durante sua primeira caminhada juntos o que deu a eles uma sensação extra de segurança, enquanto os cuidadores mantinham um olhar atento sobre os filhotes.

A última vez que a órfã andou ao lado de elefantes ela estava com sua manada original; rodeada por aqueles que conhecia desde que nasceu e provavelmente como os demais elefantes, ela teria percorrido livremente seu ambiente selvagem protegida pela mãe e demais parentes, inconsciente do destino que a aguardava.

Infelizmente a elefantinha não pode seguir com sua família e teve sua vida transformada para sempre.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Ela provavelmente nunca mais verá sua família de sangue, mas os laços que está formando com seus novos amigos órfãos fazem parte dos passos que Mkaliva dá rumo à sua recuperação.

A cada dia que passa, esses laços tendem a se fortalecer e ela poderá continuar com sua vida cercada por aqueles que também perderam suas famílias. Juntos, eles vão se curar e terão uma segunda chance na vida.

Ver esse jovem grupo se comportar como uma família é comovente, e embora eles nunca possam realmente substituir as famílias naturais um do outro, eles estão fazendo um trabalho muito bom ao tentar.