Centenas de porcos são encontrados em situação degradante em Osasco (SP)

Por David Arioch

Animais resgatados hoje pela ONG Bendita Adoção (Fotos: Beatriz Silva/Bendita Adoção)

A bióloga e ativista dos direitos animais Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, passou o dia de hoje em uma comunidade de Presidente Altino, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhando e registrando a triste realidade de centenas de porcos criados de forma clandestina para consumo.

“Só na comunidade de Presidente Altino, sabemos que há muito mais de 200 porcos nessas condições. Além desses animais já levarem uma vida cruel, consumindo lixo e fezes, as pessoas ainda abatem esses porcos e comem”, lamenta Beatriz, que conseguiu resgatar alguns suínos que estavam vagando e procurando comida nas lixeiras.

Não é a primeira vez que a ativista e bióloga denuncia esse tipo de situação na cidade. Em 2013, ela resgatou um porco no Jardim Veloso, outra comunidade em que também há criação clandestina de porcos, onde os animais vivem em situação degradante, segundo Beatriz.

“Só conseguimos resgatar alguns animais hoje porque quando sobem para procurar comida, é possível ter acesso a alguns deles. Na comunidade mesmo [em Presidente Altino], é impossível se aproximar dos animais porque os moradores não deixam”, lamenta.

Alguns suínos foram encontrados feridos – como uma porquinha com a pata quebrada. Beatriz confidencia que, mesmo tendo o resgate de animais como parte da sua rotina com a ONG Bendita Adoção, o impacto dessa experiência é muito grande.

“Estou passando mal de ter ficado o dia todo lá. É muito estresse. Eles vivem em condições completamente indignas. É algo realmente nojento e obscuro”, avalia.

De acordo com Beatriz Silva, a julgar pela qualidade das fezes dos porcos encontradas na localidade, há animais que aparentam sofrer de algum tipo de enfermidade. “Não sei ainda quais estão em pior situação, se são aqueles que conseguem sair para procurar comida nas lixeiras e atravessam a avenida e morrem atropelados ou aqueles que vivem confinados dentro da comunidade. A situação desses é de olhar e querer vomitar”, desabafa.

Beatriz conta que já entraram com uma ação contra a criação clandestina de porcos em Osasco e agora estão recolhendo provas para fazer isso novamente em breve.

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Quem quiser contribuir com o trabalho de resgate de suínos realizado pela ONG Bendita Adoção em Osasco (SP), pode fazer uma doação:

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Osasco (SP) inaugura o maior Hospital Veterinário Público do Brasil

Marcelo Silva, ou Marcelão como é conhecido no meio político, é o atual secretário de Meio Ambiente de Osasco (SP), ele está a frente da entrega do Hospital Veterinário da Zona Norte, que aconteceu na última semana.

Segundo o secretário, a entrega do local começou pela revitalização do espaço onde antes era apenas a CCZ. O espaço ganhou um novo paisagismo, a via que fica em frente foi revitalizada. “Nós demoramos um ano para deixar tudo perfeito, hoje nós temos um hospital veterinário fantástico na nossa cidade. Isso é histórico, ter um hospital como este para Osasco e para a região oeste é fantástico”, disse.

Foto: Reprodução / Correio Paulista

De acordo com Marcelo Silva, o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) estuda participação no Hospital. “Eles estão se manifestando em poder nos ajudar aqui no município, como uma contrapartida para que as outras cidades possam utilizar o local. Nós somos referência. Já recebemos visitas de vários secretários municipais de outras cidades”, afirmou.

O Hospital Veterinário da Zona Norte de Osasco conta com oftalmologista, cardiologista, cirurgião geral e ortopédico. São seis consultórios, uma sala de enfermaria para cães e outra para gatos. Todas as cirurgias contam com um anestesista. Por dia é possível fazer até 15 cirurgias em três salas diferentes. O local conta com um equipamento de Raio-x de última geração, o aparelho de ultrassom também é um dos melhores do país e poucos locais tem um igual.

“O tutor poderá visualizar os exames do seu animal pela internet, ele também assistirá o animal na cirurgia”, contou. Além disso, um auditório para 150 pessoas estará à disposição de protetores de animais ou instituições ligadas à causa animal para que eles possam dar palestra ou promover algo relacionado aos animais. Caso precise de internação, o cão ou gato poderá ficar no local por tempo indeterminado.

Fabio Cardoso é um dos responsáveis pelo projeto do hospital e um dos profissionais mais respeitados da área. Na prefeitura de Osasco, ele é diretor do departamento de Fauna e Bem Estar Animal. “Desde o início do projeto, eu tinha um único objetivo, entregar o melhor hospital para a população. Hoje sem dúvida nenhuma, eu posso falar que nós temos o maior e melhor hospital veterinário do país. Aqui nós atendemos média e alta complexidade”, comemorou.

O local funciona das 8h às 17h de segunda a sexta, para passar em consulta é necessário chegar antes para pegar uma senha, já os atendimentos emergenciais são atendidos na hora. “A limpeza do local e o atendimento são de primeiro mundo. Uma coisa que nós priorizamos aqui é o acolhimento. Nós queremos dar o melhor atendimento”, afirmou o diretor da prefeitura de Osasco.

Ainda de acordo com Fabio Cardoso, os animais que passarem pelo local receberão chips. “Nós fizemos uma compra de 22.500 microchips, isso é mais ou menos 30% da população animal da cidade, essa iniciativa é para cadastrar os tutores e seus animais, para que possamos diminuir o número de animais abandonados na cidade. Se pegarmos um animal abandonado ou que sofreu maus-tratos, o tutor será multado”, explicou. Além disso, o hospital terá cartão pet. “Nos próximos 40 dias nós teremos o cartão que terá todo o histórico do animal, parecido com o cartão do SUS, o tutor do animal também poderá acessar todo o histórico e exames do seu animalzinho”, completou.

Fonte: Correio Paulista

Cães comunitários permanecerão no Cemitério de Osasco (SP) em novas casinhas

A prefeitura de Osasco desistiu de expulsar os dez cães que viviam há mais de dez anos no cemitério Santo Antônio e ainda comprou novas casinhas de madeira para substituir as que tinham sido quebradas na tentativa de desalojar os animais. A situação dos cães mobilizou as redes sociais, afinal, todos já passam dos oito anos de idade e um deles, o Negão, é um idoso de 15 anos que certamente não resistiria à remoção do local para viver num canil municipal superlotado.

A protetora Janaína comemora com o cão Sorriso a volta das casinhas (Foto: Arquivo Pessoal)

Janaína Dornellas, a principal protetora responsável pela manutenção dos animais, respirou aliviada: “O canil de Osasco já tem 80 cães e seria improvável a adoção desses animais idosos. Além do mais, eles são comunitários e tem quem cuide deles. Estou muito feliz com a decisão da prefeitura que reconheceu que esses animais não fazem mal a ninguém e que o cemitério se tornou a casa deles”.

A decisão de remover os animais partiu das secretarias de Obras e Meio Ambiente. mas a Lei estadual 12.916/2008, conhecida como Lei Feliciano, que pôs fim às “carrocinhas”, também estabelece proteção aos animais comunitários. A Lei dita:

“O animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Para efeitos desta lei considera-se cão comunitário aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”.

Caramelo vive há 8 anjos no cemitério Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)

Obviamente a lei se refere a animais comunitários instalados em locais públicos já que em áreas particulares quem decide se deve ou não ter animais são os proprietários dos imóveis.

São 30 milhões no Brasil e 600 milhões no mundo

É claro que todo animal deseja e merece uma família, mas não há possibilidade de se arranjar lar para 30 milhões de animais de rua no Brasil. No mundo são 600 milhões segundo estimativa da OMS – Organização Mundial da Saúde feita em 2014. Por isso, a própria OMS recomenda o controle populacional dos animais de rua por meio do método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao local de origem.

O método também é benéfico para a saúde humana já que animais castrados, vacinados e alimentados estão menos sujeitos a doenças transmissíveis ao homem. Além disso, remover um grupo de cães ou colônia de gatos de cemitérios, parques e outros locais públicos gera o chamado “efeito vácuo” possibilitando que novos animais rapidamente tomem o local. Nas remoções não há vantagem econômica para as prefeituras e muito menos para a saúde pública.

“O CED é uma ótima ferramenta para cães e gatos que não podem ser resgatados, sociabilizados ou adotados rapidamente. Infelizmente não existem lares para todos os animais que estão nas ruas e em algumas situações esta é uma estratégia de controle humanitária, sustentável e efetiva. Os programas CED ou CVED (capturar-vacinar- esterilizar-devolver) ajudam a diminuir a população de cães e gatos de uma determinada área, prevenindo a entrada de novos animais sem o controle reprodutivo ou sanitário”, explica Rosângela Ribeiro, gerente de campanhas veterinárias da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Segundo a especialista, “vários estudos demonstram que em locais onde foram implantados projetos de CED, a população de cães ou gatos se estabilizou e até diminuiu ao longo dos anos, enquanto que a simples e ineficaz retirada de animais, sem nenhuma ação de castração, não contribui para o efetivo controle desta população”.
Prêmio para cidades “amigas dos animais”.

Pretico é um dos dez cães comunitários que permanecerão no cemitério de Osasco (Foto: Arquivo Pessoal)

Para identificar as melhores práticas no manejo humanitário de cães e gatos em cidades da América Latina, a Proteção Animal Mundial apresenta o prêmio “Cidade amiga dos animais”. As inscrições estão abertas para qualquer município latino americano, que deve submeter as suas estratégias, políticas e práticas para garantir um manejo ético, efetivo e sustentável de cães e gatos. O objetivo é premiar propostas inovadoras que possam ser adotadas e replicadas por outras cidades ao redor do mundo.

“Uma vez que os animais são abandonados, eles passam a ser responsabilidade de todos, ou seja, da comunidade, das ONGs e também do poder público. Mas é na esfera dos governos municipais, que o problema dos animais de rua pode ter soluções concretas com a implementação de políticas públicas que lidem com essas populações da forma coordenada, permanente e mais humanitária possível”, explica Rosângela.

O responsável/gestor do município mais bem avaliado irá ganhar uma viagem para participar da 3ª Conferência ICAM sobre Manejo Populacional de Cães, que acontecerá em setembro de 2019, em Mombasa, no Quênia. As inscrições estarão abertas até o dia 10 de junho de 2019 pelo site da World Animal Protection.

Gatos comunitários

Os Parques da Independência e do Ibirapuera em SP são referência no método de CED já adotado com gatos de Nova York, Paris e Roma. Mas os últimos relatórios internacionais apontam que o método de CED deve ser acompanhado por uma forte política pública contra o abandono. Estudo com 103 colônias de gatos em Roma, na Itália, onde houve a castração e devolução ao local de origem de cerca de 8 mil felinos em 10 anos, constatou-se que em paralelo a esse trabalho, as colônias cresceram em torno de 21% por conta de novos abandonos.

Gato em ponto turístico de Roma identificado por corte na orelha (Foto: Divulgação)

A fim de tornar as colônias mais estáveis foram inseridos câmeras e programas de conscientização nos principais pontos turísticos onde os gatos escolheram para viver. O governo italiano assimilou que, mesmo com esse residual de 21% de crescimento registrado ao longo dos anos, ainda é mais seguro, tanto para os animais quanto para a população humana, que os gatos sejam castrados pelos órgãos públicos e tratados pelos voluntários, afinal, com a retirada dos felinos, novas colônias sem tratamento veterinário se formariam e se reproduziriam rapidamente.

A Associação dos Animais de Rua de Lisboa já vem aplicando o método de CED em muitas colônias de gatos. A recém-criada Patrulha Gato aprimora esse trabalho dando uma chance de vida melhor aos felinos e, ao mesmo tempo, colaborando para que a Limpeza Pública trate da questão dos ratos de forma mais ética.

Gatos em cemitério de Paris viraram atração turística (Foto: Divulgação)

A medida se inspira no Programa “Blue Collar Cats” (gatos de colarinho azul) desenvolvido pela Humane Rescue Alliance em cidades dos Estados Unidos. O gato de colarinho azul é aquele que pertence a uma colônia, mas por razões de saúde (doenças crônicas, adquiridas ou acidente) vai parar em algum abrigo e passa a ter necessidade de cuidados especiais. Esse gato então pode ser adotado por uma empresa, escola ou outro estabelecimento. Para tanto, é preciso providenciar uma série de medidas com relação a nutrição, acomodação, cuidados com a saúde e higiene para ter o felino como uma espécie de “guardião” contra os ratos.

“Os estudos demonstram que os gatos não assumem o papel de predador, como seria de se esperar, mas que a sua presença já previne o aparecimento de ratos e outros roedores à superfície, coadjuvando assim, de forma ética e ambientalmente limpa, o trabalho da Higiene Urbana de Lisboa”, explica Marisa Quaresma dos Reis da Provedoria dos Animais de Lisboa.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista atuante na causa animal.

Depois do caso Manchinha, mais um episódio de crueldade animal está prestes a acontecer em Osasco (SP)

Tudo o que Sorriso (foto) quer é continuar vivendo no cemitério Santo Antônio de Osasco (SP) onde já está há oito anos. Como o próprio nome diz, ele é feliz, saudável e não incomoda ninguém ou, pelo menos, não incomodava até agora. Sorriso e outros nove cães correm o risco de serem despejados sumariamente, incluindo o Negão que vive no cemitério há 15 anos e, certamente, não aguentaria uma mudança brusca a essa altura da vida. Isso se ele não morrer de fome antes já que existe também a proibição dos cães serem alimentados por parte das secretarias de Meio Ambiente e de Obras de Osasco.

A protetora Janaína com o cão Sorriso, ameaçado de despejo (Foto: Arquivo Pessoal)

O município, que recentemente foi alvo de revolta nacional e internacional devido à morte do cão Manchinha no Carrefour, pode colecionar mais um triste episódio de crueldade animal se essas ações se concretizarem. Diante da repercussão que o caso está ganhando, na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, a protetora Janaína Dornelas, responsável pela manutenção dos animais, se reúne com o secretário de Meio Ambiente Marcelo Silva, o secretário de Obras Lau Alencar e o diretor de Bem-Estar Animal de Osasco Fábio Cardoso. O objetivo é chegarem a uma solução sem prejuízo para os animais.

“O CCZ de Osasco não tem espaço. Já tem 80 animais lá esperando adoção. Não é justo levarem os cães do cemitério para uma baia lotada sendo que estão sendo bem tratados e não causam nenhum problema à comunidade. Já quebraram casinhas que eu tinha acabado de comprar. Agora estou tendo dificuldade de dar comida e água”, desabafa a protetora.

O deputado estadual Delegado Bruno Lima (PSL) se prontificou a ajudar: “Os animais são cães comunitários e têm o direito de permanecerem no cemitério. Farei tudo que for possível e impossível para proteger esses animais”. De fato, a ordem vinda das duas secretarias contraria a Lei Feliciano ou 12.916 que desde 2008 instituiu a figura do “cão comunitário”.

A Lei dita: “O animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Para efeitos desta lei considera-se cão comunitário aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”.

Obviamente a lei se refere a animais comunitários instalados em locais públicos já que em áreas particulares quem decide se deve ou não ter animais são os proprietários dos imóveis. “Estão infringindo a Lei Feliciano e também a lei federal 9.605/98 por não permitir que alimentem os animais. Isso pode ensejar um pedido de cassação de mandato do Prefeito por improbidade administrativa por conta de descumprimento de lei.”, comenta Feliciano Filho autor da Lei 12.916 que também pôs fim as terríveis “carrocinhas”.

Prêmio

Vale lembrar que o controle populacional de cães e gatos por meio da castração, vacinação e monitoramento é, aliás, a recomendação da OMS – Organização Mundial da Saúde. Por isso, o método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao local de origem tem sido uma tendência no mundo todo. Até mesmo em importantes pontos turísticos de Roma o governo investe em CED. Cemitérios da França estão cheios de gatos que viraram até atração turística.
Por conta dessa tendência, a Proteção Animal Mundial recebe até 10 de junho inscrições para o prêmio “Cidade Amiga dos Animais”. Voltado para cidades latino-americanas, o prêmio irá identificar as melhores estratégias para lidar com as populações de cães e gatos de forma humanitária. O reconhecimento faz parte da campanha “A vida é melhor com cães”, que visa celebrar a convivência com o “melhor amigo do homem”.

O cão Caramelo é um dos dez cães que vivem há mais de 8 anos no cemitério de Osasco (Foto: Arquivo Pessoal)

O gestor responsável pela inscrição da cidade vencedora ganhará uma viagem para a 3a Conferência em Manejo de Populações de Cães – ICAM, que acontecerá em Mombasa, no Quênia, de 18 a 20 de setembro deste ano. Segundo e terceiro lugar receberão uma placa de reconhecimento “Cidade Amiga dos Animais”. As dez primeiras colocadas terão seus projetos publicados em um livro digital, que será divulgado em toda a América Latina. O regulamento está disponível do site da World Animal Protection.

O prêmio conta com o apoio do Centro Colaborador da OIE em Bem-Estar Animal e Sistemas de Produção Pecuária do Chile, Uruguai e México, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), do Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (ITEC), do Conselho Federal de Medicina Veterinária e Zootecnia do Brasil (CFMV) e da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA).

Questão de saúde pública

Castrar, cuidar e monitorar os animais de áreas públicas não é só uma medida humanitária. É também uma questão de saúde pública já que animais castrados, alimentados e saudáveis impedem a proliferação de doenças. Além disso, quando se “remove” um grupo de animais saudáveis, rapidamente outro grupo não-castrado nem vacinado toma conta do lugar. É o chamado o “efeito vácuo”.

Cães comunitários são protegidos por lei no estado de SP (Foto: Arquivo Pessoal)

Assim, proibir que esses animais sejam tratados, alimentados e investir em sua “remoção” não é nada inteligente e muito menos eficaz. O que deve ser feito é o monitoramento desses animais no local onde vivem e o aumento do controle de segurança para que as pessoas não fiquem abandonando cães e gatos em cemitérios e parques. Alguns cemitérios já possuem câmeras para impedir abandonos.

A volta da “carrocinha”

Lamentavelmente, parece que algumas prefeituras de SP estão navegando contra a maré e tentando resgatar as antigas e terríveis “carrocinhas”, com o intuito de “remover” animais de lugares públicos como se fossem lixo. O Departamento da Prefeitura que cuida dos cemitérios da capital de SP também já assinalou que não quer que funcionários e munícipes alimentem animais e está proibindo caixas, casinhas e outros objetos que sirvam de abrigo ou para se colocar comida e água.

Reuniões estão sendo agendadas com protetores e associações de defesa animal para se chegar a uma solução. Que tal atender a órgãos internacionais que já estudam há décadas os métodos mais eficientes de controle populacional nas grandes cidades? Fica a dica.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal.

Cães comunitários podem ser expulsos de cemitério de Osasco (SP), onde vivem há mais de dez anos

Negão é um cão idoso que dificilmente sobreviverá ao impacto de uma expulsão do Cemitério Santo Antônio de Osasco (SP), onde vive há 15 anos. Aliás, Negão é protegido pela lei estadual 12.916/2008, que institui a figura do “cão comunitário”, mas talvez ele sofra e até morra antes de uma remoção abrupta, já que a Secretaria de Meio Ambiente – SEMA quer proibir também que ele e outros 9 cães do cemitério continuem sendo alimentados.

O cão Negão vive há 15 anos no Cemitério Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)

Janaína Dornelas é uma das responsáveis pela manutenção dos cães. Ela faz parte da ONG “Animais Alzira”, que tem sob sua tutela mais 35 animais em lares temporários e na casa de uma antiga protetora da região. “Fui surpreendida com a triste notícia de que a secretaria de meio ambiente tinha retirado as casinhas dos cães, algumas que eu havia acabado de comprar e que estavam lá com autorização da antiga administração. Também pediu a retirada dos animais e não quer deixar que a gente dê comida e água”, conta.

A protetora diz ainda que cuida dos cães há oito anos e que não há registro de incidente com eles: “Nunca atacaram ninguém. São conhecidos dos funcionários do cemitério e da comunidade”. Além do Negão tem o Sorriso, Vermelhinho, Orelha, Pretico, Caramelo 1 e 2, Preta, Gorda e Mãe.

As castrações e cuidados médicos saem do bolso da protetora que se mostra apreensiva com o futuro dos cães. “O CCZ de Osasco disse que não tem espaço para eles, então o que farão com esses cachorros que não atrapalham ninguém? A casa deles é o cemitério!”.

Caramelo é um dos cães comunitários que pode ser expulso (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a lei 12.916, “o animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal”. Isso significa que esses animais podem e devem ser oficializados como comunitários nos CCZs de SP.
A lei também diz que “cão comunitário é aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”, ou seja, exatamente a condição de Negão e de seus companheiros.

Cão Grandão voltou para o Cemitério da Saudade

Caso semelhante ocorreu ano passado com o cão Grandão, morador do Cemitério da Saudade de Poços de Caldas (MG) . Grandão adotou o cemitério como sua casa depois que seu tutor morreu. Ficou cuidando do túmulo durante muito tempo, virou notícia, ganhou fãs, mas mesmo assim a secretaria de meio ambiente da cidade pediu a “remoção” dele.

Lei 12.916 de 2008 institui a figura do cão comunitário (Foto: Arquivo Pessoal)

Numa tentativa de evitar que Grandão fosse parar numa baia do CCZ, por três vezes conseguiram adoção para ele. Tudo em vão. Grandão dava um jeito de fugir e voltar para o cemitério. Vale lembrar que em MG também existe a lei 21.970/2016 garantindo aos cães comunitários o direito de permanecerem em locais públicos desde que mantidos e monitorados pela comunidade.

Em novembro de 2018, a guerra parecia perdida quando Grandão foi finalmente arrastado para o CCZ. A depressão o fez emagrecer, definhar. Uma petição em favor de sua permanência no cemitério angariou quase 10 mil assinaturas e Grandão voltou para o cemitério em janeiro deste ano.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal.

Lei pune maus-tratos a animais com multa de R$ 3 mil em Osasco (SP)

Além de ser contra a lei, o abandono de animais e maus-tratos agora também vai ter multa para quem praticar essas ações, pelo menos no município de Osasco, na Grande São Paulo. A medida faz parte do Projeto de Lei Substitutivo 8/2018, que quer proteger ainda mais os animais da região.

Foto: Shutterstock/Reprodução

A multa para quem praticar maus-tratos e abandono de animais é de R$3.146,60, e se o animal morrer, o valor dobra. Vale acrescentar que a medida vale para abandono em lugares públicos e privados.

Além disso, o projeto também prevê o pagamento de R$ 619,28 para quem não vacinar o seu animal e de R$ 314, 64 para quem não recolher as fezes do animal. Também é proibida a criação, alojamento e manutenção de cavalos, mulas, asnos, bois, cabras, ovelhas e porcos no município. Quem desobedecer pagará R$ 1.573,20.

Agora, além de serem indiciados por abandono de animais, quem praticar a ação vai ter uma perda de dinheiro grande, o que pode tornar a ação menos atrativa, e fazer quem pretendia abandonar o animal pensar duas vezes antes de realiza-lo.

Fonte: Canal do Pet

Câmara de Osasco aprova PL que gera multa de R$ 3,1 mil para quem abandonar animais

Maus-tratos como violência e privação de alimento ou água também geram multo no mesmo valor | Foto: Pixabay

A Câmara Municipal de Osasco (SP) aprovou esta semana o Projeto de Lei Substitutivo 9/2018, de proteção animal, que prevê multa de R$ 3.146,60 para quem abandonar animais em espaços públicos ou privados. Maus-tratos como violência e privação de alimento ou água também geram multo no mesmo valor, mas em caso de morte o valor é dobrado.

O projeto de lei também obriga o pagamento de multa de R$ 619,28 para quem não vacinar animais de estimação e R$ 314,64 para quem não recolher as fezes do animal nas ruas da cidade. Em caso de reincidência, o valor é dobrado. Aprovado em segunda discussão, o projeto teve somente votos favoráveis e agora segue para ser sancionado pelo prefeito Rogério Lins (PODE).

Hospital Veterinário Público que faz homenagem a “Manchinha” é inaugurado em Osasco

Foto: Reprodução | Facebook

O Hospital Veterinário Público de Osasco (HVPO) faz parte da programação pelos 57 anos de emancipação político-administrativa da cidade.

A primeira unidade do atendimento veterinário do município ganhou o nome “Manchinha”, em homenagem ao cachorro morto por um segurança do Carrefour de Osasco em um episódio que comoveu o país, e fica no Pet Parque, que também foi reformado.

“Será um local que cuidará dos nossos animais com muito carinho”, destacou Rogério Lins.

O Hospital Veterinário “Manchinha” ficará vinculado ao Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal, da Secretaria de Meio Ambiente, e será administrado pela ANCLIVEPA (Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais).

Foto: Sergio Gobatti

O hospital conta com sala de espera, uma infecto, dois consultórios, um refeitório para funcionários, dois banheiros (feminino e masculino), e centro cirúrgico.

“Serão 10 funcionários, sendo quatro veterinários, quatro enfermeiros e 2 recepcionistas. Nesse primeiro momento serão feitos exames de clínica médica, clínica cirúrgica, exames de imagem: ultrassom e exames de sangue completo”, explicou o diretor da ANCLIVEPA, Luiz Wilson Oliveira Junior.

O atendimento será de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.

No dia da inauguração, no Pet Parque teve food truck, pet day, pista de agility, entre outras atividades para os cãozinhos e seus tutores.

Segunda unidade

Na segunda etapa da implantação do Hospital Veterinário municipal de Osasco, será entregue um segundo polo, no Centro de Controle de Zoonoses, no Parque Industrial Mazzei, na zona Norte, que vai atender casos de alta complexidade.

A unidade deve ser entregue até o fim do semestre.

“Seremos um modelo de referência para o Brasil”, disse o prefeito Rogério Lins.

Fonte: Visão Oeste

Hospital veterinário será batizado com nome de cão morto no Carrefour

O Hospital Veterinário Público de Osasco, em São Paulo, que será inaugurado pelo prefeito Rogério Lins no próximo dia 23, receberá o nome de “Manchinha”, em homenagem ao cachorro morto por um segurança no Carrefour do município. O local atenderá casos de baixa complexidade e funcionará no Pet Parque, no Jardim Wilson. A unidade abrirá ao público no dia 25.

(Foto: Reprodução/Facebook)

Posteriormente, será entregue também um segundo polo do hospital, que será construído no Centro de Controle de Zoonoses, localizado no Parque Industrial Mazzei. O local será destinado a casos de alta complexidade e deve ser entregue pelo poder público até o final do semestre. As informações são do portal Visão Oeste.

“Seremos um modelo de referência para o Brasil”, disse o prefeito Rogério Lins. As duas unidades de atendimento veterinário serão administradas por uma Organização da Sociedade Civil (OSC), escolhia através de edital.

No hospital, serão disponibilizados gratuitamente e gradativamente, até o fim da implantação total o projeto, os serviços de consultas, cirurgias, exames laboratoriais, medicações e internação, de cães e gatos, vítimas de atropelamentos, doenças degenerativas, doenças parasitárias e contagiosas, transmissíveis ao homem ou não, da população de baixa renda e/ou inscrita em programas sociais residente na cidade ou sob a guarda do Núcleo de Controle de Zoonoses.