Protagonista de documentário premiado no Oscar defende que a dieta vegetariana é melhor para o planeta

“Escalar definitivamente fez de mim alguém mais consciente em relação à dieta” (Acervo: Alex Honnold)

O escalador Alex Honnold, protagonista do documentário “Free Solo”, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi, premiado ontem no Oscar na categoria Melhor Documentário, defende que a dieta vegetariana é melhor para o planeta.

No filme produzido pela National Geographic, Honnold, que é considerado o mais bem-sucedido escalador do mundo, sai em uma missão para escalar o El Capitan, no Vale de Yosemite, na Califórnia.

São 910 metros que ele escala sem usar cordas ou equipamentos de segurança – um feito histórico jamais alcançado antes, mas que não surpreende tanto para quem avalia o histórico do atleta e sua ambição por novos desafios.

E o amor de Alex Honnold pelo que faz permitiu que ele desenvolvesse ao longo dos anos uma relação cada vez mais íntima com o meio ambiente, já que a sua rotina é estar basicamente cercado pela natureza.

Isso também o levou a refletir há muito tempo sobre o impacto de suas escolhas, e se elas têm interferido positivamente ou negativamente nesse meio. Sobre o assunto, em entrevista ao Adventure Sports Network, Alex deixou claro que considera a dieta vegetariana melhor para o planeta.

O atleta disse que sempre se esforça para minimizar o impacto ambiental de sua alimentação. “Na maioria das vezes, isso significa uma dieta vegetariana ou vegana. Mas estou sempre tentando pensar nas minhas escolhas para causar o menor mal possível”, revelou.

Questionado se a escalada é um esporte que o influencia a considerar a sua alimentação, ele admite que sim: “Escalar definitivamente fez de mim alguém mais consciente em relação à dieta.”

Oscar 2019 presenteia os indicados com produtos veganos

Foto: Livekindly

Dentro das bolsas, as celebridades encontraram 53 produtos e brindes que valem mais de US$ 100.000 que incluem associações para o exclusivo clube social de canabis MOTA Los Angeles, sessões de treinamento com personal trainer Alexis Seletzky e produtos anti-envelhecimento infundidos pela CBD CBDRxSupreme.

As bolsas também contém itens vegan-forward, como uma seleção de guloseimas feitas pela Good Girl Chocolate (alguns feitos com recheio de caramelo vegano à base de castanha de caju), produtos de beleza veganos da Organic Hair Care , fornecimento anual da base vegana Oxygenetics  e batom vegano que muda de cor da Blush & Whimsy.

Este ano, a PETA também adicionou seu próprio toque ao “Oscar Swag-Bag”, que inclui as canetas espiãs “Agent for the Animals”. As informações são do VegNews.

“Esses dispositivos de gravação se encaixam discretamente no bolso de uma camisa e permitem que membros da equipe, atores ou qualquer outra pessoa documente abusos contra animais e os denunciem”, explicou a organização.

Quanto a refeições sem crueldade, o chef Wolfgang Puck preparou um cardápio pós-festa do Oscar para vegetarianos com pratos como pãezinhos de maçã, cenoura tartare, sushi recheado com vegetais, macarrão com inspiração mediterrânea e uma ampla seleção de sobremesas veganas.

Outras edições

Esta não é a primeira vez que o Oscar ofereceu produtos veganos para os indicados aos prêmios.

Ano passado, a marca vegana PĀIVÄ, que produz itens de beleza e higiene para todas as idades e utiliza apenas ingredientes orgânicos e naturais, esteve entre os presentes. Apesar de não ser a primeira vez que o evento inclui itens conscientes e sustentáveis na bolsa oferecida aos participantes do evento, o fato revelou que as marcas veganas estão ocupando cada vez mais espaço.

 

 

 

 

 

 

 

Festa pós-Oscar vai oferecer dezenas de opções para veganos

Cerimônia deste ano vai ser apresentada por Sam Rockwell, Frances McDormand, Allison Janney e Gary Oldman (Foto: The Academy Awards)

No dia 24, considerando o crescimento do número de atores, diretores e produtores, entre outros profissionais que não consomem nada de origem animal, a festa pós-Oscar 2019 vai oferecer um número ainda maior de opções para veganos do que no ano passado. O menu ficou a cargo do chef austríaco Wolfgang Puck, que desde 2015 tem se dedicado também à gastronomia vegana.

Em 2017, Puck publicou um artigo no Twin Cities falando sobre a procura cada vez mais crescente por pratos veganos, e que isso é algo positivo porque é inclusivo: “Você pode encontrar queijos veganos e até mesmo variedades veganas de manteigas feitas de oleaginosas, por exemplo. E também é possível em sua própria cozinha preparar molhos cremosos à base de oleaginosas, que ficam maravilhosamente ricos e lisos quando homogeneizados em um liquidificador, levando muitas pessoas que experimentam os resultados a duvidarem que um prato feito dessa forma não inclui laticínios.”

Segundo a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), dos 70 pratos que estarão no menu da festa pós-Oscar, a Governors Ball, algumas dezenas serão veganos – o que inclui guioza de cogumelo selvagem com molho ponzu de trufas negras, mini tacos de raiz de taro com berinjela com missô, rolinhos de verão embrulhados em maçã e tartar de cenoura com sementes de mostarda, rábano e alcachofra-girassol.

Entre as opções veganas também serão oferecidos pães de legumes, beterraba dourada com creme de amêndoas, tiramisu de baunilha com castanha-de-caju, halo-halo tropical, barrinhas de chocolate com coco e cookies de chocolate com sal marinho.

Fonte: Vegazeta