PL que permite entrada de animais em hospitais é sancionado em Campo Grande (MS)

O prefeito Marcos Trad (PSD) sancionou um projeto de lei que autoriza a entrada de animais em hospitais públicos para visitas a pacientes internados em Campo Grande (MS).

Foto: Pixabay

A nova legislação determina que para que a visita ocorra o animal precisa estar higienizado, ter laudo veterinário atestando boas condições de saúde e carteira de vacinação atualizada, com vacina múltipla e antirrábica, assinada por veterinário com registro no órgão regulador da profissão. É necessária, também, autorização prévia do médico assistente e da comissão de infectologista hospital, além de solicitação e autorização do médico do paciente.

O animal terá que ser levado à unidade de saúde em uma caixa de transporte, guias presas a coleiras ou similares. Se necessário, enforcador e focinheira também podem ser usados. O texto da lei exige também comprovação de banho e escovação do animal nas últimas seis horas. As informações são do Correio do Estado.

Para que a visita seja realizada, os demais pacientes que terão contato com o animal também precisarão autorizá-la. Eles devem ser comunicados com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

As normas e procedimentos sobre o tempo de duração da visita e o local onde ela será realizada fica sob responsabilidade dos hospitais.

As despesas decorrentes da execução da lei, que entra em vigor na data de publicação, serão arcadas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.


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Câmara de Araras (SP) aprova projeto que permite entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Araras (SP) aprovou um projeto de lei, em votação realizada na segunda-feira (22), que permite a visita de animais a pacientes internados em hospitais da cidade.

Foto: Divulgação/PUCRS

O texto da proposta determina que a visita só poderá ser feita havendo autorização do médico responsável pelo paciente. Além disso, o animal deverá estar com a vacinação em dia e será preciso apresentar um laudo que ateste as boas condições de saúde e de higiene dele.

O projeto estabelece ainda que o animal seja colocado em caixa de transporte adequada. No caso de cachorros e gatos, será necessário o uso de coleira e guia e, se preciso, de focinheira. As informações são do G1.

As normas e procedimentos de visitas, como tempo e local, deverão ser estabelecidas pelos próprios hospitais, seguindo suas políticas internas.

O projeto de lei segue agora para análise do prefeito, que tem 60 dias para optar pela sanção ou pelo veto.


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Câmara de Campo Grande (MS) debate liberação da entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Campo Grande (MS) realiza nesta terça-feira (25) uma audiência para debater a liberação da entrada de animais para visitas a pacientes internados em hospitais. Tema de um projeto de lei, de autoria do vereador Dr. Cury, o assunto será realizado às 14 horas e foi convocado pela Comissão Permanente de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais, composta pelos vereadores Veterinário Francisco (presidente), Dr. Cury (vice-presidente), Ayrton Araújo do PT, Fritz e Eduardo Romero.

Foto: Divulgação/PUCRS

A audiência vai debater o assunto com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul – CRM-MS, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul – CRMV-MS, a Secretaria Municipal de Saúde – SESAU, a Vigilância Sanitária, diretores de hospitais, a Sociedade de Psiquiatria de MS, profissionais da área de saúde mental, estudantes e acadêmicos, protetores de animais e ONGs. As informações são do portal Enfoque MS.

“É estudada e comprovada a influência positiva que os animais têm na saúde humana. Além de serem excelentes companhias, os animais fazem bem à saúde e são verdadeiros protetores e cuidadores. Essa proposta já é realidade em alguns hospitais do Brasil, como o Albert Einstein, em São Paulo e, recentemente foi aprovada pela Assembleia Legislativa do nosso Estado. Acredito que a possibilidade do animal visitar seu tutor no momento de uma enfermidade poderá sim, ajudar na recuperação”, afirmou Dr. Cury.

A proposta prevê autorização para animais entrarem em hospitais públicos. Para isso, eles deverão estar vacinados e higienizados e os tutores terão que apresentar laudo veterinário que comprove que os animais estão saudáveis.

A comissão de infectologia do hospital também terá que autorizar a entrada do animal, assim como o médico responsável pelo paciente. A presença de animais não é permitida, segundo o projeto, nos setores de isolamento, de quimioterapia, de transplante, de assistência a pacientes vítimas de queimaduras, na central de material e esterilização, de unidade de tratamento intensivo – UTI, nas áreas de preparo de medicamentos, na farmácia hospitalar e nas áreas de manipulação, processamento, preparação e armazenamento de alimentos.

As normas e procedimentos para organizar o tempo e o local de permanência dos animais para visitação ficará a cargo dos hospitais.


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Instituto Americano de Pesquisas sobre o Câncer passa a servir refeições veganas aos pacientes

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O Instituto Americano de Pesquisa sobre o Câncer (AICR) recentemente fez uma parceria com a marca de kits de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições veganas que ajudam a prevenir e tratar o câncer.

Segundo a co-fundadora da empresa responsável pelas refeições, Meg Donahue, os pacientes receberão pratos com ingredientes selecionados e balanceados, montados especialmente para reforçar e proteger o sistema imunológico.

“Este é o padrão ouro das refeições à base de vegetais: saborosas, frescas, prontas para consumo, entregue à sua porta.” Cada pacote inclui um plano alimentar de sete dias, receitas e ingredientes para pratos como grãos de lentilha com quinoa, grão-de-bico com ervas e açafrão-da-índia e ensopado marroquino.

AICR trabalhou em conjunto com a empresa MamaSezz para criar as refeições depois de lançar seu relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global”, uma revisão da pesquisa de prevenção do câncer que aponta para uma alimentação baseada em vegetais para uma saúde ideal.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e estilo de vida [do relatório publicado] é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, disse a Diretora de Programas Nutricionais da AICR, Alice Bender, MS, RDN.

“Fazer mudanças no estilo de vida exige algum esforço, mas as recompensas podem mudar a vida de uma pessoa”.

Os pacotes de refeições estarão disponíveis para pedidos on-line por meio da MamaSezz e a empresa doará 10% dos recursos das refeições do AICR para ajudar a financiar os esforços de pesquisa sobre o câncer do instituto.

Cientista, pesquisadora e vítima da doença conta como venceu o câncer mudando a alimentação

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de vegetais.

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Hospitais permitem visitas de animais a pacientes em Porto Alegre (RS)

Hospitais de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, começaram a permitir que animais visitem pacientes internados. Recentemente, o São Lucas, da PUC-RS, autorizou a entrada de cachorros tutelados pelos pacientes. A iniciativa recebeu o nome de “Pata Amiga”.

Foto: Divulgação/PUCRS

Pessoas que estejam internadas há mais de sete dias podem receber a visita de um animal. “A capacidade de brincar e doar amor diminui muito o estresse”, explica ao G1 a diretora assistencial da instituição, Simone Ventura.

O processo é acompanhado por colaboradores do hospital e é realizado conforme o combinado com a família do paciente. Para ter a entrada liberada, o animal te que estar vacinado, com atestado veterinário que comprove bom estado de saúde e de banho tomado. É necessário, também, ter uma autorização do médico do paciente.

Marieta Pasqualotti ficou internada no São Lucas e recebeu a visita de Phoebe, a cadela da família. “Toda vez que a minha mãe tem que ficar internada, a nossa cadelinha fica muito triste”, conta a filha da paciente, Marilene. “Quando ficamos sabendo que poderíamos trazer a Phoebe, a nossa família ficou muito feliz e, no dia da visita, foi muito emocionante para todos. A mãe se emocionou ao ver ela”, completa.

A enfermeira Roberta Marco, que é uma das coordenadoras do projeto “Pata Amiga”, comenta que estudos comprovam os benefícios psicológicos e físicos da visita de animais para pessoas hospitalizadas.

“No São Lucas, as experiências vêm sendo muito positivas. Temos inúmeros relatos das equipes médicas sobre casos em que a ação trouxe uma grande e positiva evolução assistencial nesses pacientes”, diz.

No Hospital Centenário, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma equipe médica se uniu para levar um cavalo para visitar um paciente internado. O caso aconteceu há pouco mais de dois anos e, logo após a visita, o paciente recebeu alta.

Em Porto Alegre, além do São Lucas, o Hospital Conceição e o Independência permitem a visita de animais, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre.