Pangolins são encontrados presos dentro de sacos dentro em um ônibus no Vietnã

Por Rafaela Damasceno

Dezenas de pangolins contrabandeados do Laos, país asiático, foram encontrados vivendo em um ônibus no centro do Vietnã, segundo as autoridades do país. Eles estavam desidratados e fracos, vivendo em condições insalubres.

Um pangolim em uma caixa

Foto: AFP

O pangolim é um mamífero pequeno, que se alimenta de formigas e cupins utilizando uma língua que é maior do que seu próprio corpo. Ele é coberto por escamas e, infelizmente, é o animal mais traficado do mundo. Sua carne é considerada uma iguaria e há uma crença de que suas escamas possuem propriedades medicinais.

Eles são encontrados em toda a Ásia e África, e um pangolim é capturado na natureza a cada cinco minutos, segundo o World Wildlife Fund.

Cerca de 30 pangolins foram encontrados em um ônibus no Vietnã, na província de Ha Tinh. O motorista e sua esposa foram presos por tráfico. Quatro dos animais estavam mortos, e os outros estavam doentes.

“A maior parte estava desidratada e fraca porque estava sendo mantida em um espaço pequeno por um longo tempo”, disse Truong Van Truong, da ONG Salve a Vida Selvagem do Vietnã, à AFP.

Os pangolins foram amarrados em sacos individuais e aglomerados em uma caixa, onde provavelmente foram mantidos por semanas com pouca água e comida. Agora, eles serão alimentados e tratados até que estejam fortes para serem reintroduzidos na natureza.

A espécie costuma se enrolar em uma bola quando se sente ameaçada, portanto é uma presa fácil para os caçadores. Os números de pangolins na natureza diminuíram drasticamente graças à caça e a perda de habitat. Hoje em dia, são categorizados como “criticamente ameaçados de extinção”, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.


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Autoridades apreendem 1,2 tonelada de escama de pangolim na Turquia

Autoridades confiscaram 1,2 tonelada de escama de pangolim no aeroporto de Istambul, na Turquia, segundo o  Ministério de Comércio do país.

O crime só foi descoberto porque agentes da alfandega suspeitaram dos itens que eram levados no aeroporto classificados como “osso”. As escamas de pangolim, animal protegido por lei, estavam dentro de pacotes.

Maria Diekmann/Flickr

Estima-se que as escamas valem no mercado turco 8,5 milhões de liras, o correspondente a US$ 1,4 milhão. No mercado asiático elas poderiam ser vendidas por até US$ 3 milhões, de acordo com nota do Ministério.

Mesmo sem qualquer comprovação científica sobre a eficácia das escamas, elas são traficadas para serem usadas em remédios. No entanto, com a redução das populações asiáticas desse animal, o tráfico tem sido direcionado cada vez mais às espécies africanas. As informações são da agência EFE.

É preciso tirar a vida de cerca de 1,8 mil pangolins para se obter uma tonelada de escamas. Dados indicam que aproximadamente 68 toneladas foram exportadas desde a África apenas em 2017.

O pangolim é um mamífero que se alimenta principalmente de formigas. Coberto de escamas, esse animal habita grande parte da Ásia, havendo populações da espécie da China e Índia até a Indonésia. Da Guiné até a África do Sul, no continente africano, também é possível encontrar pangolins.

Das oito espécies conhecidas, as quatro que têm origem asiática estão sob ameaça de extinção ou criticamente ameaçadas. As quatro africanas são consideradas vulneráveis. Os dados são da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Entre 2000 e 2016, um milhão de pangolins foram traficados. A espécie é a mais traficada do mundo.


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Singapura faz apreensão histórica de nove toneladas de marfim

Por Rafaela Damasceno

Singapura fez recentemente sua maior apreensão de marfim contrabandeado e confiscou cerca de nove toneladas de presas, retiradas de cerca de 300 elefantes africanos, segundo as autoridades.

Vários marfins de elefante enfileirados no chão

Foto: AFP/Getty

A carga ilegal foi descoberta na República Democrática do Congo, em um contêiner, e também havia escamas de pangolim – a terceira apreensão em poucos meses – entre os marfins. As autoridades afirmaram que o contêiner deveria estar carregado de madeira, que se dirigiria até o Vietnã, com uma parada em Singapura.

O carregamento de marfim foi avaliado em cerca de 13 milhões de dólares (quase 44 milhões de reais) e essa foi a maior apreensão de presas de elefante em Singapura até hoje. As escamas de pangolim pesavam cerca de 12 toneladas, vindas de 2.000 animais, e foram avaliadas em 35,7 milhões de dólares (quase 134 milhões de reais).

Desde abril, Singapura apreendeu 37,5 toneladas de escamas de pangolim. Esses mamíferos, conhecidos como tamanduás escamosos, estão ameaçados de extinção. Eles costumam ser caçados por sua carne, considerada uma iguaria, e sua escamas, que alguns acreditam possuir qualidades medicinais.

Já o marfim de elefante é muito usado em ornamentos, jóias, pingentes etc. A espécie também está ameaçada de extinção.

Singapura declarou que irá destruir todas as cargas apreendidas.


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Documentário inovador é lançado com o objetivo de salvar os pangolins da extinção

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Eye of the Pangolim foi idealizado e produzido pelos premiados cineastas sul-africanos Bruce Young (Blood Lions) e Johan Vermeulen (Kalahari Tails) que concluíram sua missão de mostrar ao mundo as quatro espécies de pangolim africano todas em um filme desenvolvido para aumentar a consciência sobre essas criaturas tímidas e sedutoras e acabar com a caça e o comércio de suas escamas que esta próximo de levá-los à extinção.

Young conta que Johan o abordou em 2017 com seu sonho de fazer um filme sobre pangolins. Como a maioria das pessoas, ele confessa que sabia muito pouco sobre essas pequenas criaturas estranhas e Young nem sonhava que eles eram o mamífero mais traficado do planeta – ainda mais do que rinocerontes. Johan conhecia o professor Ray Jansen, diretor do Grupo de Trabalho Africano do Pangolim, que os colocaria no mundo dos pangolins.

O apoio inicial da Biggestleaf, uma empresa de viagens e marketing on-line da Cidade do Cabo, ajudou os cineastas a chegar a Gana para a primeira filmagem. Com essa filmagem eles montaram a primeira promo (piloto) que mostrava às pessoas o que era possível com por meio do filme.

O próximo momento chave foi formar uma parceria com a Pangolin Africa, uma nova organização sem fins lucrativos dedicada à conservação de pangolins. Eles ajudaram os produtores a alcançar os financiadores sem os quais o filme não seria possível.

A dupla começou a trabalhar em meados de 2017 e as primeiras filmagens aconteceram em Gana em setembro daquele mesmo ano. A última sessão de filmagem aconteceu no Gabão em fevereiro de 2019.

Para encontrar as quatro espécies africanas de pangolins, foi necessário viajar para longe. Eles cobriram algumas localidades na África do Sul para acompanhar a história do pangolim-terrestre-de-temmincks e também viajaram para Gana em busca do pangolim-de-barriga-branca, e até a República Centro-Africana para encontrar o pangolim-de-barriga-preta, e a última viagem foi Gabão para tentar capturar em filme o pangolim gigante – o mais raro e difícil de encontrar de todos eles.

A ideia toda do filme, segundo seus criadores, é aumentar a conscientização sobre as quatro espécies africanas de pangolim. Se as pessoas souberem mais sobre esses animais e como eles são especiais, podem começar a se importar o suficiente para ajudar a conservá-los e pôr fim ao comércio de suas escamas e carne.

“Para fazer isso, precisávamos contar sua história – as pessoas se lembram de histórias muito mais do que fatos e números. Os pangolins são notoriamente tímidos e evasivos e por isso foi um enorme desafio colocá-los no cinema”, diz Johan.

Foto: Discoverwildlife

Foto: Discoverwildlife

Segundo os produtores, a logística para chegar a algumas das áreas mais remotas para filmar as quatro espécies de pangolim não foi fácil. E isso foi apenas o começo. Nunca houve qualquer garantia, ao chegarem, de que poderíamos encontrá-los.

Três das espécies são principalmente noturnas e duas delas vivem em sua maioria no topo das árvores de algumas das florestas mais densas do continente africano. A busca pelo pangolim gigante no Gabão foi a mais difícil, contam eles: “nós caminhamos por horas à noite e uma ou duas vezes esbarramos em elefantes da floresta no escuro, o que certamente levou a adrenalina a fluir”

O filme que foi realizado com um orçamento muito apertado, dessa forma o tempo no local de filmagem significava uma enorme pressão para obter as imagens necessárias.

A melhor parte das filmagens foi poder aproximar-se e conhecer estes notáveis animais contam os cinetastas. Os pangolins sao descritos por eles como inquestionavelmente algumas das criaturas carismáticas na natureza.

O privilégio passar um tempo com as pessoas que trabalham incansavelmente para ajudar a salvá-las – os pesquisadores, veterinários e enfermeiros veterinários, monitores de pangolim e pessoas ativamente envolvidas em campanhas para resgatá-los do comércio de vida selvagem e devolvê-los à natureza foi um dos benefícios enumerados pela dupla.

Porém ambos confessam que muitas vezes foi difícil testemunhar o tratamento de animais tão doces e inofensivos por pessoas que só os viam como uma mercadoria – algo para ser consumido ou feito dinheiro. Mas o momento mais difícil para Johan, segundo ele, foi ouvir que um pangolim com quem eles passaramo um ou dois dias durante a reabilitação e depois filmaram sua libertação congelou até a morte dois dias depois de voltar à vida selvagem. “Havia muita esperança na liberação dele, assim, quando foi ele morreu, fiquei muito consciente de quão precária é a situação em torno de seu futuro”.

A coisa mais difícil de filmar, segundo Young, foi o comércio de carne de caça em Gana. “No nosso primeiro dia, já havíamos encontrado pangolins cozinhando em fogueiras ao longo da estrada. Era muito difícil ver uma bela criatura como o pangolim de barriga branca, que estamos tão perto de perder para sempre, em circunstâncias como essa. Também foi muito doloroso ver imagens fornecidas a nós sobre o quanto os caçadores tratam os pangolins capturados vivos”.

Joahn conta que um dia, eles viram um pequeno pangolim-de-árvore-de-barriga-preta subindo livremente acima de suas cabeças enquanto ele se movia de árvore em árvore. “Foi emocionante ver um pequeno animal saudável e forte em seu ambiente natural. De repente o galho em que ele estava subindo estalou e ele caiu diretamente por alguns metros antes de ser resgatado por alguns galhos. Eu sei que era projeção minha total, mas o pangolim definitivamente parecia para mim como se estivesse um pouco envergonhado por ter sido pego em um pequeno erro assim”.

Johan e Young refletem que se pessoas que assistirem ao filme se tornarem encantadas por essas pequenas criaturas como eles ficaram, talvez comecem a olhar ao seu redor para outras criaturas na natureza e reavaliem seu relacionamento com aquela parte do nosso mundo que esta tão incrivelmente ameaçada.

“Se as pessoas se perguntarem o que perderiam se perdêssemos o pangolim, então teríamos começado a atingir nosso objetivo com este filme. Se eles começarem a questionar o que significará viver em um mundo com cada vez menos lugares selvagens para criaturas selvagens, então eles começarão a ver com seus corações”, diz Young.

Eye of the Pangolin será disponibilizado gratuitamente como um filme de código aberto, acessível para visualização em todo o mundo através de inúmeras plataformas online.

O filme também será levado a festivais de filmes de conservação e vida selvagem e dirigido por meio de redes de educação, conservação e turismo, para que as exibições cheguem às pessoas em áreas-chave onde a conscientização sobre a situação desse animal é crítica.

Autoridades de Cingapura interceptam rota de tráfico de escamas de pangolim

Foto: Maria Diekmann

Foto: Maria Diekmann

No início da semana, o Conselho de Parques Nacionais (NParks) e a Alfândega de Cingapura apreendeu 12,9 toneladas de escamas de pangolim em um carregamento que seguia para o Vietnã vindo da Nigéria.

O pangolim é o animal mais traficado do mundo justamente pelo preço que suas escamas alcançam no mercado paralelo. A espécie encontra-se severamente ameaçada de extinção.

Segundo informações da BBC News mais de 100 mil pangolins são mortos por ano por traficantes em busca de suas escamas para revender na China e no Vietnã.

Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e suas escamas são muito procuradas por causa de uma crença popular de que teriam propriedades medicinais.

Já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.

As escamas apreendidas estavam escondidas em 230 sacos usados para transportador carne bovina congelada, as escamas de pangolim são estimadas 38,7 milhões de dólares.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A remessa também incluía 177 kg de marfim de elefante cortado e esculpido, avaliado em aproximadamente 88.500 mil dólares

Usar embalagens de carne congelada para esconder escamas de pangolim está se tornando comum entre os contrabandistas de vida selvagem. Recentemente, em fevereiro, trinta toneladas de pangolins embalados junto com em carne congelada foram encontradas em Sabah, na Malásia.

“Os pangolins são traficados particularmente por suas escamas”, observou a NParks em um post na sua página no Facebook. “Assim, apesar de estarmos tristes com a morte desnecessária de aproximadamente 17 mil pangolins, ficamos felizes que essas escalas não chegarão ao seu destino final, interrompendo assim esse comércio”.

Cingapura faz parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e está comprometida com os esforços internacionais para coibir o comércio ilegal de vida selvagem. Elefantes e pangolins são espécies protegidas sob a legislação da CITES. O comércio internacional de marfim de elefante e pangolim é proibido pelas regras da CITES.

“O governo de Cingapura adota uma postura de tolerância zero quanto ao uso do país como canal para contrabandear espécies ameaçadas e suas partes e derivados”, disse o departamento de alfândega em um comunicado em seu site. “Nossas agências continuarão colaborando e mantendo a vigilância para enfrentar o comércio ilegal de vida selvagem”.

Sob a Lei de Espécies Ameaçadas, a pena máxima para importação, exportação e reexportação ilegal de animais selvagens é uma multa de até 500 mil dólares e/ou 2 anos de prisão.

As mesmas penalidades aplicam-se ao trânsito ou transbordo de espécies ilegais de animais selvagens, incluindo suas partes e derivados delas.

Pangolim, a maior vítima do tráfico de animais silvestres

Os pangolins habitam a Terra há mais de 80 milhões de anos (Foto: Maria Diekmann)

No último sábado, 16, foi celebrado o Dia Mundial do Pangolim, data que lembrou não apenas a existência de um animal pré-histórico que habita a Terra há mais de 80 milhões de anos, mas que hoje, entre os mamíferos, é a maior vítima do tráfico de animais silvestres no mundo, de acordo com a African Wildlife Foundation.

Somente nos últimos 18 anos, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores. Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões vitimados pela caça, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos.

Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong encontrou sete toneladas de escamas de pangolim em um contêiner que chegou partindo da África. Essa triste realidade de caçadas incessantes e implacáveis permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que deve inaugurar este ano na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins.

Hoje, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.

Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.

Ameaçado de extinção, pangolim vive na Terra há mais de 80 milhões de anos

Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões mortos por caçadores, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos (Foto: Getty Images)

Ameaçados de extinção, os pangolins estão na Terra há mais de 80 milhões de anos. Embora não seja possível quantificar quantos desses mamíferos pré-históricos cobertos por escamas vivem hoje no planeta, tem se tornado cada vez mais difícil encontrá-los. Apenas de 2000 até o final de 2018, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores.

Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong realizou a segunda maior apreensão de escamas de pangolim da década. Fiscais encontraram sete toneladas de escamas em um contêiner que chegou a Hong Kong partindo da África. O destino era a província de Guangdong, na China continental. A mercadoria foi avaliada em um valor equivalente a quase 1,7 milhão de reais.

Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões mortos por caçadores, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos. Isso permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que está criando na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins que também deve contar com um centro médico de pesquisas, já que até hoje pouco se sabe sobre as doenças, parasitas e outros problemas que acometem esses animais.

Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.

Hoje, mais do que nunca, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.