Ex-dono da empresa Ceratti investe mais de R$ 1 milhão em comida vegana

O ex-proprietário da empresa Ceratti, Mário Ceratti, de 65 anos, decidiu apostar em alimentos veganos. A Ceratti é conhecida por comercializar produtos de origem animal. No entanto, o ex-dono da empresa está, agora, focado no mercado vegano.

O empresário investiu pouco mais de R$ 1 milhão na empresa paulistana Beleaf, uma startup que comercializa refeições veganas pela internet e que, até julho, deve vendê-las no supermercado Pão de Açúcar.

Mário Ceratti (à esquerda) investiu pouco mais de R$ 1 milhão em startup que vende comida vegana (Foto: Reprodução / Valor Econômico)

Mário acredita que a busca por uma alimentação saudável e sustentável do ponto de vista ambiental veio para ficar. “Acho que é uma tendência. E não precisa ser vegano. Pode querer comer bem de vez em quando”, disse o empresário ao jornal Valor Econômico. Segundo ele, um de seus filhos é vegano.

O montante usado pelo empresário para investir na alimentação vegana é pequeno diante da fortuna da família. A empresa norte-americana Hormel pagou cerca de R$ 350 milhões pela Cerrati, que fatura aproximadamente R$ 400 milhões anuais.

De acordo com Mário, o investimento na Beleaf é o que mais o entusiasma. “Tenho feito alguma coisinha, mas nada tão perto do coração [como a Beleaf]”, disse.

O empresário investiu na startup por intermédio da Rise Ventures, que captou investidores-anjo para a Beleaf. “Mário Ceratti não é um anjo. É um santo”, afirmou Pedro Vilela, fundador da Rise. A Beleaf foi avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões e captou cerca de R$ 2,5 milhões.

Os produtos da Beleaf não tem ingredientes de origem animal e a linha de refeições foi batizada de VeganJá, que é produzida em uma cozinha industrial no bairro Chácara Santo Antonio, em São Paulo.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A startup foi fundada em 2015 por Fernando Bardusco, Fábio Biasi e Jonatas Mesquita. Os três cursam administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm menos de 30 anos. A expectativa da Beleaf é vender, neste ano, 150 mil refeições, sendo mais de 90% pela internet, e faturar aproximadamente R$ 3 milhões. Em 2021, com entrada no varejo, o objetivo é comercializar 400 mil refeições, obtendo um lucro de R$ 8 milhões, segundo Bardusco. Para o futuro, o intuito é vender 50% dos produtos via internet e os outros 50% em supermercados.

Com a captação de recursos, para a qual Mário Ceratti atuou como âncora, a Beleaf investiu em uma câmara de ultracongelamento para viabilizar o atendimento do contrato com o Pão de Açúcar. O objetivo da empresa é chegar ao Rio de Janeiro em 2020.

“Conseguimos levar [os produtos] com distribuição refrigerada para o Rio. Só teremos estoque lá e venderemos pelo site, quase sem custo fixo”, afirmou Vilela, da Rise.

Caso as metas da Beleaf sejam atingidas nos próximos anos, a startup poderá fazer uma nova rodada de captação, dando saída aos investidores-anjo que investiram nela. Atualmente, os fundadores da Beleaf detém quase 55% do capital da startup, outros 16,5% são da Rise, que investe mensalmente R$ 20 mil para o pagamento dos funcionários da companhia. A família Ceratti detém 15% do capital.


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Casal sequestra cão em área externa de mercado na região central de SP

Um casal sequestrou um cachorro que estava do lado de fora de um supermercado, na área destinada para animais, por volta das 20h da última quinta-feira (4), na Liberdade (região central de São Paulo). Uma câmera de monitoramento registrou o crime.

A professora universitária Juana Ribeiro Diniz, 44 anos, disse que foi ao Minuto Pão de Açúcar, na rua Muniz de Souza, para fazer uma compra rápida. Antes disso, colocou o filhote Café, da raça shih-tzu, em uma área destinada para que os tutores deixem seus cães. “Fiquei menos de 15 minutos no mercado e, quando voltei, só estava a coleira do Café presa [a uma barra destinada para amarrar guias]”.

Café (Foto: Arquivo Pessoal)

A princípio, a professora imaginou que o cão havia se soltado. “Eu gritei loucamente pelo Café, mas ele não apareceu”. Na área de espera de animais, segundo a vítima, não havia nenhum segurança.

​Juana pediu apoio a funcionários do mercado, que a deixaram assistir às imagens captadas pela câmera de vigilância. Segundo o vídeo, um homem e uma mulher se aproximam de Café. “A mulher gesticula para que o homem não pegue o Café. Mas ele não dá ouvidos, tira ele [filhote] da guia e o leva no colo”, disse a professora. O cachorro, segundo a vítima, é sociável e, por isso, não estranhou o criminoso.

Na manhã desta sexta-feira (5), a professora registrou um boletim de ocorrência no 6º DP (Cambuci). Segundo o setor de investigações do distrito, um ofício foi mandado ao Grupo Pão de Açúcar, solicitando a entrega das imagens “o mais rápido possível”, para que auxiliem na identificação do casal.

Resposta

O Pão de Açúcar afirmou lamentar o caso. Acrescentou que, assim que soube do crime, ofereceu “total apoio” à cliente, realizando buscas na região da loja também. “A rede afirma, ainda, que está contribuindo com as autoridades para auxiliar nas investigações do caso fornecendo todas as informações disponíveis”, diz trecho de nota.

O casal ainda não foi identificado. Quem tiver informações que possam ajudar a identificar os suspeitos e a localizar Café deve entrar em contado com o 6º DP no telefone (11) 3208-6065.

Fonte: Agora São Paulo – Folha de S. Paulo