Cão é resgatado no Pará após viver amarrado, ser agredido e passar fome

Um cachorro foi resgatado na segunda-feira (29) após ser submetido a maus-tratos em Santarém, no Pará. O animal, que vivia em uma casa no bairro Amparo, era agredido diariamente, ficava amarrado e não recebia água e comida regularmente. Segundo a denúncia, até mesmo o fato do cão se enroscar na corda que o prendia gerava mais agressões.

Foto: Marcelo Cardoso/Arquivo Pessoal

A tutora do cachorro foi autuada por maus-tratos e multada em R$ 3 mil. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência sobre o caso foi lavrado em uma delegacia. As informações são do G1.

O cão foi resgatado por uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e encaminhado para adoção.

“Os vizinhos estão dispostos a depor contra ela, já que eles viam e ouviam o que ela fazia com o cachorro”, disse o médico veterinário Marcelo Cardoso, que participou do resgate.

Para efetuar denúncias de maus-tratos aos animais, o denunciante deve juntar provas – como vídeos e/ou fotos – e informar aos órgãos ambientais o endereço de onde a prática criminosa está sendo promovida. Em Santarém, casos podem ser denunciados à Semma pelo telefone (93) 3552-5452.


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Filhote de peixe-boi é resgatado na Flona de Caxiuanã (PA)

Por David Arioch

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú (Foto: ICMBio)

Servidores da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA) resgataram um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). O animal é um macho de aproximadamente um mês de idade, pesa seis quilos e foi batizado de Itaperúzinho, em homenagem à comunidade ribeirinha onde o localizaram.

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú, se debatendo às margens do rio, e, segundo os moradores, não estava junto da mãe. Os moradores resgataram o animal e entraram em contato com a chefia da Flona de Caxiuanã. Foi acionado então um plano de resgate do mamífero, já que devido ao pouco tempo de idade e a identificação de ferimentos, havia risco de morte.

Itaperúzinho foi colocado num tanque improvisado e transportado até o município de Portel, com apoio da Coordenação Regional do ICMBio de Belém, que disponibilizou um veterinário especializado para prestar as orientações sobre os cuidados preliminares a serem adotados. Depois o mamífero foi transportado para Santarém, onde existe um centro de reabilitação e reintrodução da espécie à natureza.

Este é o segundo resgate de peixe-boi da Amazônia na Flona de Caxiuanã. Em 2016, foi resgatada na Vila do Brabo, na comunidade Santo Antônio, uma fêmea chamada Kaluanã. Ela também recebeu os cuidados iniciais da equipe da Flona e posteriormente foi auxiliada pelo Grupo de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM) e veterinários do grupo Bioma, pertencente à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Kaluanã foi transferida para o zoológico da Unama, em Santarém, para receber os cuidados necessários para sua reabilitação e devolução ao seu habitat.

Câmara de Santarém (PA) debate substituição de veículos de tração animal

Uma reunião foi realizada na Câmara Municipal de Santarém, no Pará, nesta quinta-feira (2), para discutir alternativas que possam substituir os veículos de tração animal no município. O encontro foi promovido pelo vereador Junior Tapajós (PR) e contou com a participação de representantes de ONGs de proteção animal e carroceiros.

Foto: Pixabay

O parlamentar afirmou que o objetivo da reunião foi chamar a atenção das autoridades e da sociedade civil organizada para a necessidade de combater os maus-tratos a animais explorados em atividades de transporte de pessoas, fretes e similares. As informações são do portal G1.

Na reunião, alternativas à exploração animal foram discutidas e ficou definido como última possibilidade a busca dos carroceiros por outro tipo de atividade no mercado de trabalho.

Durante o encontro, o SEBRAE colaborou apresentando opções rentáveis de trabalho aos carroceiros, além de abordar a possibilidade de linhas de crédito para iniciar um novo negócio.

Em Santarém, a tração animal é bastante comum. Os animais são explorados na cidade, inclusive, para o serviço de coleta de lixo em ruas nas quais o caminhão coletor não circula, e também para transportar entulhos.

Multinacional despeja toneladas de fezes de bois em rio, denunciam moradores

Moradores de Curuperé-Grande, região localizada na fronteira entre as cidades de Abaetetuba e Igarapé-miri, no Pará, denunciam que a multinacional Minerva Foods tem despejado toneladas de fezes e urina de bois no rio Curuperé.

Morador mostra o nível de poluição do rio (Foto: Via/WhatsApp)

De acordo com os moradores, que tem protestado contra esta situação, a poluição causada pelos excrementos exterminou a fauna e a flora do rio e tem forçado a população a usar água contaminada. As informações são do portal Diário Online.

Uma fazenda da empresa está localizada às margens do rio, localidade em que residem cerca de 180 famílias de comunidades quilombolas e ribeirinhas. Na propriedade, são mantidos cerca de 20 a 25 mil bois.

Os moradores denunciam que a fazenda não tem estrutura para tratar de 200 a 270 toneladas de excrementos expelidos diariamente pelos animais e os despeja no principal rio da região. De acordo com eles, os dejetos lançados no rio vão parar em pelo menos três igarapés – igapó-açu, bacuri, cataiandeua – que eram usados pela comunidade.

“O forte odor de fezes e urina é insuportável, se sente há quilômetros de distância. Não existe mais nenhum tipo de vida no local. Onde antes havia peixes, onde as pessoas retiravam água para beber e tomar banho, hoje não passa de um líquido pastoso e esbranquiçado”, disse uma testemunha, que preferiu não ser identificada.

Indignados com a situação, moradores fizeram um protesto, bloqueando a entrada da empresa na rodovia PA-151, que liga Igarapé-Miri a Barcarena, impedindo o transporte de bois. As pessoas exigem a saída da empresa da cidade. Uma das lideranças da manifestação disse que será ajuizada uma ação na Justiça, pedindo reparos para despoluição do rio e dos igarapés, indenizações e encerramento das atividades da empresa.

“O povo está há sete anos sofrendo o desastre. A minerva está acabando com tudo o que é deles. São três comunidades afetadas, cerca de 400 famílias. A fazenda deles pega todo rio Curuperé. O povo está humilhado, massacrado. A água deles acabou. Ali está só fezes de boi. Empresa não os recebe”, relata Socorro Burajuba, presidenta da associação Caíque Ama, que acompanhou o protesto.

A reportagem do Diário Online tentou contato com representantes da multinacional, mas não obteve sucesso.

A Minerva Foods é a segunda maior fabricante de carne de boi no Brasil e trabalha também com a exportação de animais vivos. Atualmente, a empresa mantém comércio com mais de 100 países.

Justiça determina prisão de ex-prefeito de Santa Cruz do Arari (PA) por matança de cães

A Justiça do Pará determinou, na quinta-feira (11), o cumprimento do mandado de prisão contra Marcelo José Beltrão Pamplona, ex-prefeito de Santa Cruz do Arari (PA), e de outras sete pessoas. Todos foram condenados pela matança de cachorros no município de Marajó (PA), em 2013. A decisão ocorreu após apreciação de recurso sobre a decisão da sentença.

Cães capturados a mando do prefeito de Santa Cruz do Arari Pará — Foto: Reprodução/TV Liberal

O ex-prefeito foi denunciado por ter oferecido recompensa a moradores que capturassem cachorros abandonados na cidade. Os animais eram colocados em embarcações e jogados em um rio, onde morriam afogados, ou deixados em uma comunidade sem qualquer condição de sobrevivência. As informações são do portal G1.

Cerca de 400 cachorros foram mortos. O caso ficou conhecido como “canicídio”. Pamplona condenado a 20 anos de prisão e ao pagamento de R$ 1, 7 milhão. Além dos maus-tratos, pesou sob a pena do ex-prefeito tentativa de obstrução das investigações, agressão e intimidação de testemunhas.

A Justiça rejeitou os embargos da sentença, mas o pedido da defesa de Pamplona de redução da pena foi acatado pelo relator do recurso, o desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, que reduziu a pena de reclusão por Crimes de Responsabilidade de 20 para 18 anos e diminuiu o pagamento de 600 dias/multa para 480 dias/multa. Cada dia/multa corresponde ao valor de três vezes o salário mínimo vigente. Pamplona também foi condenado a 1 ano e 8 meses de detenção por maus-tratos a animais.

O recurso de apelação foi julgado em fevereiro pela 3ª Turma de Direito Penal e manteve a pena aplicada a Pamplona e as outras sete pessoas que participaram do crime. Também em fevereiro, o recurso foi negado, já que o relator desembargador Leonam Gondim não acatou os argumentos da defesa de suposta existência de nulidades processuais, de inexistência de provas e de violação ao princípio da individualização da alegada culpa.

Segundo o relator, a decisão está fundamentada com base em provas testemunhas e periciais, além de fotos e vídeos que comprovam o envolvimento dos acusados na morte dos animais. De acordo com Leonam, as provas “comprovam a ocorrência dos maus-tratos, do flagelo e da matança dos animais no rio, tudo a mando do prefeito municipal e que o município pagava pelos cachorros capturados e os servidores eram mobilizados para a captura. Ficou comprovado também que os cachorros eram também retirados de dentro dos imóveis, sem autorização dos moradores, ou seja, eram capturados em troca de vantagem econômica”.

“Sendo assim, não há que se falar em absolvição dos réus, eis que, por ação ou por omissão, todos participaram dos maus-tratos aos cães, promovendo os atos de selvageria com a perseguição e captura dos animais, desenvolvendo condutas criminosas que se enquadram nos tipos penais constantes da peça acusatória”, afirmou o desembargador.

Prefeitura mobilizou moradores e servidores para captura e matança de cães. — Foto: Reprodução/ Aragonei Bandeira

Confira as penas aplicadas para cada um dos condenados pela matança dos cães:

– Luiz Carlos Beltrão Pamplona: irmão o ex-prefeito, ele era secretário de Transporte de Santa Cruz do Arari à época do crime e confessou ter participado da ação criminosa. Luiz foi condenado a 2 anos, 4 meses e 6 dias de detenção e ao pagamento de multa no valor de R$ 1,4 milhão.

– Odileno Barbosa de Souza: funcionário da Prefeitura, ele confessou ter feito o transporte de 80 cães que sofreram maus-tratos na embarcação pertencente à Prefeitura. Foi condenado a 1 ano e 10 meses de detenção e a multa no valor de R$ 3,1 mil.

– Waldir dos Santos Sacramento: também funcionário da Prefeitura, era o responsável por anotar o número de cachorros capturados. Foi condenado a 1 ano e 10 meses de prisão e a pagamento de multa de R$ 1,2 mil.

– Alex Pereira da Costa: proprietário de uma embarcação que transportou cães à comunidade do Francês, foi condenado a 1 ano e 10 meses de detenção e a multa no valor de R$ 3,1 mil.

– José Adriano dos Santos Trindade: conhecido como Bidê, era um dos responsáveis por capturar os cachorros. Foi condenado a 2 anos e 1 mês de detenção e a multa de R$ 3,1 mil.

– Josenildo dos Santos Trindade: também conhecido como Nicão, irmão de Bidê, também era um dos responsáveis pela captura dos cães. Foi condenado a 2 anos e 1 mês de detenção e a multa de R$ 3,1 mil.

A decisão judicial determinou ainda que os condenados percam a função pública que, eventualmente, estejam ocupando, em qualquer esfera da administração pública, assim como qualquer título, eleito ou concursado, já que o crime cometido por eles ocorreu no exercício da fundação pública e no interior de administração pública, inclusive fazendo uso de bens públicos.

Filhote de peixe-boi é resgatado por agentes ambientais no Pará

Um filhote de peixe-boi com pouco mais de um mês de vida foi encontrado sozinho por moradores da comunidade Maria Tereza, em Óbidos, no Pará.

Foto: Ascom Prefeitura de Óbidos/Divulgação

O animal foi resgatado por agentes ambientais na terça-feira (2) após os moradores acionarem a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). Para levar o filhote em segurança até a sede da secretaria, uma operação foi montada. As informações são do portal G1.

A equipe que fez o resgate afirmou que o peixe-boi está sendo alimentado e recebendo os primeiros cuidados. Ele ficará aproximadamente seis meses sob os cuidados da Sema, por ser um filhote. Depois, será devolvido à natureza.

O animal marinho deve ser levado para um sítio. O local adequado para a transferência dele ainda está sendo avaliado pela Secretaria.

O peixe-boi amazônico mede entre 2,8 a 3,0 metros de pesa até 450 quilos. Dócil e com movimentos lentos, o animal é vulnerável e corre risco de extinção. Apesar da espécie ser protegida desde 1967, esse animal ainda é vítima da caça. Além disso, a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e a degradação ambiental também oferecem riscos à sobrevivência do peixe-boi.

Ele tem o corpo escuro, com uma mancha esbranquiçada ou rosada no peito. Ao contrário do peixe-boi-marinho e do peixe-boi-africano, esse animal não tem unhas nas nadadeiras peitorais e é o único a viver exclusivamente em água doce.

O peixe-boi-da-amazônia é herbívoro e se alimenta de capins flutuantes, tendo papel fundamental na cadeia alimentar e no ecossistema aquático onde vive, já que ele controla o crescimento dessas plantas e também fertiliza o solo das águas com suas fezes e urina, contribuindo para a manutenção do ambiente.

Quase 4 mil filhotes de quelônios são soltos na natureza no Pará

O Programa de Manejo de Quelônios de Juruti (PMQJ) soltou na natureza 3.850 filhotes de quelônios, das espécies Tracajá, Pitiú e Tartaruga-da-Amazônia durante uma ação ambiental na comunidade Miri-Centro, na zona rural de Juruti, no Pará. Os filhotes nasceram em 2018 e 2019.

Foto: Fábio Santarém/Ascom PMJ

O trabalho foi feito no último sábado (2) com voluntários e coordenadores do programa. Além da soltura, foram feitas atividades, como jogos de perguntas e respostas, escolha da Rainha dos Quelônios e danças folclóricas. As informações são do portal G1.

Para o líder comunitário do programa, Marunei de Mesquita, participar da soltura dos quelônios é um privilégio, especialmente podendo contar com apoio de órgãos ambientais como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Foto: Fábio Santarém/Ascom PMJ

De acordo com o consultor especialista em ecologia de Quelônios da Semma, Fábio Cunha, o número de filhotes tem aumentado a cada soltura. Desta vez, de forma inédita, os animais receberam identificação antes da soltura.

“Temos a certeza que o nosso trabalho está sendo eficiente, pois poderemos, através dos dados coletados, verificar se os filhotes estão sobrevivendo e mais que isso, conseguiremos dizer quantos dos filhotes que estão sendo soltos chegarão à vida adulta e assim conseguir se reproduzir, aumentando a população de quelônios na região de Juruti”, explicou.

MP denuncia matadouro que abate animais a marretadas no Pará

Além da crueldade, o matadouro situado às margens da Transamazônica também contaminou o solo ao descartar partes de animais mortos (Fotos: Getty/MPPA)

Em Medicilândia, no Pará, um matadouro localizado no km 90 da rodovia BR-230 abate animais a marretadas, de acordo com informações do Ministério Público do Pará (MPPA), que denunciou a situação e ajuizou uma ação contra o proprietário e a prefeitura.

Além da crueldade, o matadouro situado às margens da Transamazônica também contaminou o solo ao descartar partes de animais mortos. Um relatório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) confirmou que o abatedouro não deveria estar em funcionamento.

A ação do MPPA exige o fechamento definitivo do matadouro, a descontaminação do solo e o pagamento de multa de R$ 200 mil.

Baleia Jubarte é encontrada em área de mata na praia do Marajó, no Pará

Foto: G1

Uma baleia da espécie Jubarte foi encontrada na última sexta-feira (22), em área de mata da praia do Araruna, litoral do município de Soure, na ilha do Marajó.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Saneamento e Meio Ambiente (Semma), o animal, que parece ser um indivíduo adulto, foi encontrado já morto. Ele mede 11 metros de comprimento por 6 metros de largura.

“O mamífero é de uma das maiores espécies de baleias que existem”, diz Dirlene Silva, secretária de meio ambiente do município.

Segundo a Semma, uma equipe colhe informações para elucidar o mistério sobre o aparecimento deste animal, tão longe do oceano, em período invernoso. Biólogos do Instituto Bicho D’água foram acionados para averiguar a causa da morte do animal. “Eles vão fazer a necropsia. A olho nu, não há ferimentos. Então precisamos entender o que culminou na morte da baleia”, diz Dirlene.

A bióloga Renata Emin, presidente do instituto, acredita que a baleia já estava morta e que o corpo foi levado pela maré até o mangue. “A gente imagina que ela estivesse boiando e com a maré foi parar dentro da floresta de mangue. A pergunta é o que uma baleia jubarte está fazendo no mês de fevereiro em plena costa norte do Brasil? É inusitado”, disse Renata.

Segundo a bióloga, Jubartes ficam de agosto a novembro na Bahia para se reproduzirem e depois seguem para a Antártida para se alimentarem. “Tivemos um registro de encalhe de jubarte no Pará há 3 anos, mas é raro. Esse parece ser um filhote que acabou de ser deixado pela mãe, podia estar perdido”, levanta ainda essa hipótese.

Mas, apenas as análises poderão confirmar a causa da morte da jubarte. “Dependendo do estado de decomposição, algumas informações que poderíamos ter e avaliar no local se perdem. Estamos colhendo todas as informações, identificando marcas no corpo, se ficou preso em rede, se bateu em embarcação. Vamos abrir a carcaça do animal, coletar amostras de músculos, parasitas. Algumas análises são enviadas para o laboratório da UFPA em Castanhal”, afirma ainda Renata.

Dependendo do exame, o laudo pode demorar até dez dias para ficar pronto. Segundo a bióloga, o esqueleto da baleia vai para a coleção de mamíferos do Museu Goeldi, em Belém, para estudos futuros.

 

Fonte: G1

Justiça mantém condenação de 20 anos de prisão de ex-prefeito por matança de cães em Santa Cruz do Arari (PA)

A Justiça decidiu manter a condenação do ex-prefeito de Santa Cruz do Arari (PA), Marcelo José Beltrão Pamplona, por coordenar a matança de cachorros em situação de rua no município. A nova decisão unânime da 3ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), proferida na quinta-feira (14), reitera a condenação de 20 anos de prisão pelo crime de maus-tratos cometido em 2013.

Além de ter sido condenado ao regime fechado, Marcelo também terá que pagar 600 dias-multa, sendo que cada dia-multa determinado pelo Juízo de Cachoeira do Arari – comarca que responde pelo expediente do Termo Judiciário de Santa Cruz do Arari – corresponde ao valor de três vezes o salário mínimo vigente.

Foto: Reprodução/TV Liberal

Uma suposta transmissão de doenças foi usada como justificativa pelo gestor, na época, para o crime de maus-tratos. Ele alegou também que não recebeu auxílio do Centro de Controle de Zoonoses para lidar com o abandono de animais. As informações são do portal G1.

Foram mantidas ainda as condenações de Luiz Carlos Beltrão Pamplona – de 2 anos e 4 meses de detenção em regime semiaberto e pagamento de 500 dias-multa estabelecidas no valor por dia de três vezes o salário mínimo -, de José Adriano dos Santos Trindade e Josenildo dos Santos Trindade – de 2 anos e 1 mês de detenção mais 100 dias-multa no valor por dia de 1/30 do salário mínimo -, de Odileno Barbosa de Souza e Alex Pereira da Costa – de 1 ano e 10 meses de detenção e 100 dias-multa no valor por dia de 1/30 do salário mínimo – e de Waldir dos Santos Sacramento – de 1 ano e 10 meses de detenção e 40 dias-multa no valor por dia de 1/30 do salário mínimo.

Os réus haviam entrado com recurso de Apelação de Sentença contra a decisão do Juízo de Cachoeira do Arari. O pedido deles foi relatado pelo desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, que não acolheu os argumentos da defesa de suposta existência de nulidades processuais, inexistências de provas e violação ao princípio da individualização da alegada culpa.

O relator destacou, após analisar as provas, que “restou demonstrado no decorrer da instrução processual que, incentivados pelo Prefeito Municipal, Marcelo José Beltrão Pamplona, supostamente para fazer uma ‘limpeza’ na cidade, mediante promessa de pagamento de R$ 5 por cada cão macho e R$ 10 por fêmea. Os moradores do local e os servidores da Prefeitura capturavam, prendiam, amordaçavam os cães e os arrastavam pelas ruas, levando-os até uma embarcação pertencente ao município para lançá-los no rio”. Muitos animais foram, inclusive, mutilados ao serem arrastados pelas ruas.

Júnior afirmou ainda que “sendo assim, não há que se falar em absolvição dos réus, eis que, por ação ou por omissão, todos participaram dos maus-tratos aos cães, promovendo os atos de selvageria com a perseguição e captura dos animais, desenvolvendo condutas criminosas que se enquadram nos tipos penais constantes da peça acusatória”.