Empresa anuncia possibilidade de paralisar operação de balsa para passagem de baleias

A Dersa, responsável pelo serviço de travessias litorâneas, anunciou que é possível que sejam feitas paralisações na operação da balsa entre São Sebastião e Ilhabela, no litoral de São Paulo, devido à quantidade de baleias-jubarte que tem passado pelo canal.

No último final de semana, pelo menos 16 animais foram vistos na região. O projeto Baleia à Vista avistou sete baleias no local no sábado (22) e emitiu um alerta via rádio para o comandante da balsa, que teria feito um desvio no percurso da embarcação para proteger as baleias, impedindo que elas fossem atingidas. As informações são do portal Nova Imprensa.

“Vamos precisar de um sistema de alertas e de intervenção rápida nesses casos, mas o mais importante é uma campanha de educação, treinamento e conscientização para que todos os navegantes respeitem sempre as regras de aproximação a baleias e golfinhos, que aliás são baseados em Leis e Portarias Federais”, alertou o projeto.

O artigo 24 da Estrutura Regimental do Ibama, que segue a Lei nº 7643, de 18 de dezembro de 1987, define regras para prevenir e coibir o molestamento intencional de cetáceos em águas jurisdicionais brasileiras. A lei proíbe que embarcações com o motor engrenado fiquem a menos de 100 metros de distância dos animais; que a embarcação persiga, com o motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 minutos, ainda que respeitadas as distâncias; que o curso de deslocamento do cetáceo seja interrompido; que se entre intencionalmente em grupos de cetáceos de qualquer espécie, dividindo-o ou dispersando-o; que se produza ruídos excessivos, tais como música, percussão de qualquer tipo, ou outros, além daqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 300 metros; que qualquer tipo de detrito, substância ou material seja despejado a menos de 500 metros do animal.

Período de reprodução

De espécie migratória, a baleia-jubarte procura, todos os anos, águas tropicais mais quentes, onde faz o acasalamento e tem filhotes. Para que esses animais cheguem ao destino, o litoral norte é rota quase certa.

Após o período de reprodução, quando chega o verão, as baleias retornam às águas polares para buscar alimento.


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lobo

Paralisação do governo dos EUA afeta vida selvagem do país

Em meio à mais extensa paralisação do governo norte-americano da história, estabelecida por Donald Trump, não são só os funcionários do governo que estão em apuros. Animais selvagens estão sofrendo com o descaso das autoridades devido ao acúmulo de lixo em seus habitats. Diversas regulamentações ambientais estão sendo negligenciadas e medidas de auxílio a espécies em extinção foram impedidas pela paralisação.

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Foto: Born Free USA

O Serviço Nacional de Parques emprega milhares de pessoas que são responsáveis ​​por supervisionar a vida selvagem e os regulamentos de proteção ambiental. Desde o início da paralisação, cerca de 30 mil guardas florestais ficaram desempregados, e, no entanto, aproximadamente dois terços dos parques do país permaneceram abertos ao público. Com pouca ou nenhuma equipe no local, o resultado foi um descaso significativo com a manutenção e higiene dos locais.

“As consequências de manter muitos dos nossos Parques Nacionais abertos e ainda sem pessoal são realmente devastadoras”, disse Angela Grimes, CEO interina da Born Free USA, líder global em bem-estar animal e conservação da vida selvagem. “Sem pessoal disponível, não apenas a segurança humana é comprometida – com resultados fatais -, mas também há relatos de atividades ilegais: vandalismo, uso de veículos fora de estrada, acampamentos ilegais e uso de drones voadores. Essas atividades, assim como o acúmulo desenfreado de lixo humano, ameaçam severamente a sobrevivência da nossa vegetação nativa e dos animais que nela habitam.”

No Parque Nacional Joshua Tree, na Califórnia, vários danos foram relatados. Árvores estão sendo derrubadas, rochas estão sendo vandalizadas com tinta spray tóxica, e grandes pilhas de lixo continuam a se acumular no habitat de vários animais selvagens. Danos semelhantes estão ocorrendo em todos os parques nacionais do país.

Como as principais agências federais, como o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, o Serviço Geológico dos EUA e o Serviço Nacional de Parques estão suspensos, não há nenhum disponível para sustentar as leis ambientais básicas. As consequências a longo prazo da paralisação dessas agências podem levar ao surto de doenças e à perda de várias espécies ameaçadas.

Estudos de espécies importantes paralisados

Juntamente com seus efeitos prejudiciais nos habitats da vida selvagem, a paralisação está afetando uma série de projetos de pesquisa científica, incluindo o mais longo estudo contínuo sobre a qualidade da água em um parque nacional dos EUA, que monitorou córregos na bacia do Parque Nacional de Shenandoah deste 1979. O estudo de lobos e alces no Parque Nacional Isle Royale que ocorre há seis décadas, também sofreu um hiato de um ano.

“A fim de gerenciar e conservar efetivamente nossos recursos naturais, sempre dependemos de decisões baseadas na ciência, mas essa paralisação interrompeu esse processo, e os efeitos serão sentidos muito depois de sua retomada”, disse Grimes. “Pesquisas e estudos científicos importantes estão estagnados, e dados importantes estão sendo perdidos irrevogavelmente. Esses estudos apoiados pelo governo são vitais para tudo, desde salvar espécies ameaçadas – como o icônico lobo-cinzento – a manter nosso ar e água limpos e gerenciar nossos oceanos de maneira sustentável.”

O Serviço de Parques está perdendo cerca de 400 mil dólares por dia apenas com a receita da taxa de entrada. Mesmo quando esses funcionários federais retornarem ao trabalho, essa perda dramática de fundos continuará a ser uma pressão financeira sobre os serviços do parque, exigindo mais do que apenas a paralisação para restaurar a fiscalização total e retomar estudos cruciais sobre a vida selvagem.

Embora essa paralisação tenha sido uma iniciativa do governo dos Estados Unidos, grande parte da culpa está na população, pelos casos de vandalismo e outros atos de desrespeito à natureza. Deve haver uma conscientização por parte do público para respeitar e conservar a fauna e a flora do país, que não têm culpa nenhuma das decisões tomadas pelo governo.

homem segura cartaz dizendo "800.000 without pay"

Restaurante doa refeições veganas aos trabalhadores durante paralisação

O restaurante vegano Sage Plant Based Bistrô está oferecendo refeições gratuitas aos funcionários federais dos Estados Unidos durante a paralisação do governo. As refeições estão disponíveis em todas as suas três filiais localizadas ao sul da Califórnia.

homem segura cartaz dizendo "800.000 without pay"

Foto: VegNews

O governo Trump anunciou a paralisação em 22 de dezembro como uma estratégia para arrecadar mais de 5 bilhões de dólares para financiar um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Essa medida obrigou mais de 800 mil funcionários federais a se afastarem ou trabalharem sem receber, deixando muitos sem condições de pagar por necessidades básicas como comida e moradia.

O Sage Plant Based Bistrô está oferecendo um aperitivo ou entrada, que geralmente custa 16 dólares ou mais, gratuitamente para os visitantes que mostrarem sua credencial de funcionário do governo.

O restaurante vegetariano Amy’s Drive Thru lançou uma iniciativa semelhante e oferece hambúrgueres gratuitos (opções veganas disponíveis) e 50% de desconto em refeições para as famílias afetadas pelo que é hoje a mais longa paralisação da história do governo norte-americano.