Segunda maior companhia aérea do Reino Unido corta relações com o SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

A British Airways, segunda maior companhia aérea do Reino Unido, é a mais recente empresa a cortar qualquer tipo de parceria com o SeaWorld e outros parques temáticos que exploram os animais em prol do entretenimento humano.

Duas baleias do SeaWorld

Foto: Livekindly

A organização em defesa dos direitos animais PETA parabenizou a British Airways por sua decisão. “Ao se comprometer em parar de oferecer passeios que incluam exploração dos animais, essa importante notícia coloca a British Airways como líder em bem-estar animal na indústria do turismo”, afirmou a organização em seu site.

Além de se desvincular do parque temático, a companhia também criou uma parceria com o The David Sheldrick Trust, que opera o maior programa de resgate de resgate e reabilitação de elefantes órfãos do mundo.

Em 2005, a British Airways também interrompeu o transporte de animais destinados a experiências. A United Airlines, China Southern Airlines e Qatar Airways fizeram movimentos parecidos.

A British Airways se uniu a uma crescente onda de rompimentos de empresas com o SeaWorld. Thomas Cook, a maior empresa de turismo do Reino Unido, parou de vender ingressos para o parque depois que mais de 90% de seus clientes expressaram preocupações com o bem-estar dos animais em cativeiro.

“Eu sou claro em relação ao tipo de negócio que queremos ser”, afirmou Peter Frankhauser, presidente da Thomas Cook, no ano passado. “Por isso introduzimos uma política de bem-estar animal”.

A popularidade do SeaWorld está diminuindo, principalmente após denúncias de maus-tratos às baleias, feitas por ex-treinadores que deixaram o parque. Segundo a PETA, os animais marinhos são confinados em tanques tão pequenos e apertados que, para eles, podem ser comparados a baleias.

A organização ainda afirma que no mínimo 41 orcas e dezenas de golfinhos morreram no SeaWorld, vivendo em média 14 anos – na natureza, orcas podem viver entre 50 e 80 anos.


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AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque

Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Bolsonaro diz que vai permitir que os Estados Unidos explorem a Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (27) que está em busca de parcerias com “o primeiro mundo”, em especial com os Estados Unidos, para a exploração da Amazônia. Na prática, o plano do presidente é entregar os recursos naturais brasileiros a outros países, permitindo que o Brasil perca sua riqueza e que a natureza seja ainda mais destruída em nome do lucro.

A declaração de Bolsonaro foi dada durante uma cerimônia de formatura de paraquedistas do Rio de Janeiro em resposta a questionamentos de países europeus sobre a gestão dos recursos naturais da Amazônia.

Foto: Reuters

“O senhor presidente da França [Emmanuel Macron], a senhora Merkel [chanceler da Alemanha] queriam que eu voltasse para cá [depois da reunião do G20], demarcando mais 30 reservas indígenas, ampliando reservas ambientais. Isso é um crime. Só de reserva indígena já temos 14% tomados aqui no Brasil. Na Reserva Ianomâmi, são 9 mil índios e tem o dobro do estado do Rio de Janeiro. É justo isso? Terra riquíssima. Se junta com Raposa Serra do Sol é um absurdo o que temos de reservas minerais ali. Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, a minha aproximação com os Estados Unidos”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro fez ainda um discurso nacionalista, afirmando que a Amazônia é dos brasileiros. “O Brasil é nosso. A Amazônia é nossa. A Presidência é do povo brasileiro. Povo esse ao qual devo lealdade absoluta”, disse. O presidente também afirmou que está cumprindo a promessa que fez de “colocar o Brasil no local destaque que ele merece. É declarar nossa verdadeira independência, e é lutar para o bem de todos”.

O nacionalismo, no entanto, fica apenas no discurso. Isso porque entregar a Amazônia para que os Estados Unidos a destrua seguindo seus próprios interesses financeiros não é mantê-la como um patrimônio dos brasileiros, tampouco declarar independência, já que a intenção do presidente é justamente fazer que o Brasil dependa dos interesses norte-americanos.

Dados desmentem o presidente

Apesar de Bolsonaro afirmar que há reservas ambientais em excesso no país, ao ponto de considerar “um crime” aumentá-las, a declaração dele não condiz com levantamentos recentes feitos pelo Deter, sistema de alertas de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No que se refere a florestas desmatadas, os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, tendo sido registrada a destruição de 19 hectares de mata por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Em junho, o desmatamento na Amazônia foi cerca de 57% maior do que o registrado no mesmo mês de 2018. Cerca de 769 km² foram desmatados em junho deste ano. Em 2018, foram aproximadamente 488 km². Esse resultado mostra, segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, que o discurso do governo de “combater a indústria de multas” e contrário à destruição legal de equipamentos utilizados por desmatadores favorece o desmatamento.

“Se você diz que vai tirar o governo das costas de quem quer produzir, estamos, na verdade, tirando o governo das costas de quem está cometendo crimes ambientais”, disse Rittl ao jornal O Globo.

Desde da época da campanha eleitoral, Bolsonaro tem deixado claro seu desprezo pela proteção ambiental e, junto do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem promovido uma série de retrocessos contra o meio ambiente.


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Parceria para produção de carne feita a base de vegetais promete transformar o mercado chinês

Foto: Sublime China

Foto: Sublime China

O anúncio de uma parceria entre o WalMart e a Qishan Foods (maior produtora de carne vegetal da China) vem com a promeça de criar os produtos de carne vegetais mais saborosos e comercialmente adequados ao futuro do mercado chinês – tornando este um dos passos mais importantes para a integração e popularização da carne à base de vegetais na China nos últimos meses.

Em agosto passado, a Qishan Foods, a primeira empresa de produção de carne vegetal na China, aprovou a rigorosa revisão de qualificação de fornecedores e toda a cadeia da indústria e inspeção do Wal-Mart.

No início de março deste ano, a WalMart e a Qishan Foods iniciaram testes de mercado em três lojas em Shenzhen, colocando produtos de carne vegetal na área de alimentos pré-cozidos e montando prateleiras especiais para os consumidores escolherem os produtos.

Foto: Sublime China

Foto: Sublime China

A Qishan Foods é uma fabricante e também fornecedora de serviços de alimentos à base de vegetais que atende à Ásia e a diversos mercados internacionais.

Em 1993, a Qishan Foods foi oficialmente estabelecida como a primeira empresa lançada no exterior, introduzida pela Shenzhen Shajing. No mesmo ano, a sede foi transferida para Shenzhen, oficialmente renomeada para Shenzhen Qishan, e imediatamente introduzida na Alemanha na época.

A recém-lançada linha de produção e equipamento de processamento de proteína de soja formou a maior fábrica vegetariana moderna na Ásia na época. O mercado de exportação expandiu-se ainda mais para a Austrália, o Reino Unido, Portugal e outros locais.

Nos últimos 26 anos, a empresa investiu pesado em ciência e tecnologia em um esforço para tornar a China líder no movimento a base de vegetais no mundo.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Zhou Qiyu, gerente sênior do Departamento de Produtos da Qishan Foods, disse aos repórteres: “Quanto mais cedo o Tang and Song Dynasties, nosso restaurante vegetariano, puder usar tofu e vegetais para imitar o sabor da carne melhor. Por exemplo, uma mistura de picles Sichuan com berinjela pode fazer as pessoas acreditarem que provaram carne. A tecnologia moderna pode imitar o sabor da fibra da carne após a isomerização da proteína vegetal. Proteínas vegetais diferentes podem imitar o sabor de diferentes tipo de carnes”.